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PROPOSTA DE UMA APP PARA SMARTPHONE E TABLET xCrime® NA
INVESTIGAÇÃO NA CENA DA MORTE
Daniel Figueiredo1*, Agostinho Santos1,2,3 1Faculdade de Medicina da Universidade do
Porto (FMUP), Universidade do Porto, Al. Prof. Hernâni Monteiro, 4200 - 319 Porto, Portugal
2Escola de Medicina da Universidade do
Minho, Universidade do Minho, Campus de Gualtar, 4710-057 Braga, Portugal
3Delegação do Norte do Instituto Nacional de
Medicina Legal e Ciências Forenses (DN- INMLCF), Jardim Carrilho Videira 4050-167 Porto, Portugal
*Email: [email protected]
Introdução: O uso das novas tecnologias,
designadamente dos smartphones e dos tablets tomou conta da rotina diária das pessoas. Considerando que os contextos mundial e nacional atuais são pautados pela existência de criminalidade muitas vezes mortal, a utilização de aplicações móveis na investigação do local do crime pode vir a tornar-se uma realidade, uma vez que pode facilitar a otimização do registo de todas as fases do processo[1].
Deste modo, de forma a tornar mais eficaz a documentação, fornecendo respostas rápidas aquando do registo da informação [2,3], surge a possibilidade de desenvolvimento de uma aplicação em
smartphone e tablet, uma área que, de momento, é inexistente no campo das ciências forenses, em grande parte do mundo, e não existe desenvolvimento deste tema em Portugal, face às pesquisas realizadas.
Objetivos: Criação de ferramentas alternativas aos modelos clássicos que permitam aos investigadores documentar todo o processo da investigação; partilhar a informação com todos os elementos implicados na investigação; facilitar e otimizar os registos de todas as fases da investigação; e uniformizar a documentação produzida através do uso desta aplicação.
Resultados: Com base em estudos e
pesquisas realizadas na área da investigação na cena da morte, reuniu-se um conjunto de informações, de modo a que, fosse possível desenvolver esta aplicação - xCrime® - que
permita auxiliar os investigadores, por forma a que estes realizem um trabalho eficaz, rigoroso e objetivo da investigação criminal. Assim sendo, objetiva-se que, no futuro, seja possível implememtar o uso desta aplicação por parte dos investigadores criminais em Portugal.
Conclusão: Vai ser possível englobar as várias
etapas do processo de investigação da cena da morte, garantindo a manutenção da cadeia de custódia de todas as evidências [4,5], numa aplicação móvel que auxiliará todos os investigadores numa investigação exaustiva, coordenada e partilhada entre todos os intervenientes, fazendo uso de uma nova aplicação, xCrime®.
Referências bibliográficas:
1. Reno J, Marcus D, Robinson L, Brennan N and Travis J (2000) Crime Scene Investigation, p 58, National Institute of Justice, Washington.
2. Baber C, Smith P, Butler M, Cross J and Hunter J (2009) Mobile technology for crime scene examination. International Journal of Human-Computer Studies 67:464-474.
3. Davis M (2013) Mobile Crime Scene Applications: An Evaluation of Their Use and Future Direction, (Program MUFS ed), Huntington PD.
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4. Technology NIoSa, Commerce USDo and Justice NIo (2013) The Biological Evidence Preservation Handbook: Best Practices for Evidence Handlers, United States of America.
5. Horswell J (2004) The practice of crime scene investigation, CRC Press LLC, United States of America.
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INDUÇÃO DE MUTAÇÕES ALEATÓRIAS EM SACCHAROMYCES CEREVISIAE POR EXPOSIÇÃO DAS CÉLULAS A RADIAÇÃO ULTRA-VIOLETA
Ânia Teixeira1*, Diana Miranda1*, Nayole
Mateus1*
1Instituto Universitário de Ciências da Saúde
(IUCS-CESPU)
*Email: [email protected]; [email protected];
Introdução: A mutagénese é um dos métodos
mais utilizados para o isolamento de mutantes específicos para características previamente selecionadas. [1] A mutagénese dirigida (site-directed mutagenesis) permite obter mutações específicas e dirigidas num gene específico. A mutagénese aleatória, pelo contrário, consiste em mutações inespecíficas, sendo os mutantes selecionados com base no seu fenótipo. Para este ensaio laboratorial, o microorganismo que utilizamos foi a levedura S. cerevisiae uma vez que se trata de um organismo eucariota, do qual conhecemos todo o genoma, é também um organismo de fácil manipulação genética e útil como referência para as sequências de genes humanos e outros genes eucarióticos superiores.
Objetivos: Criação de mutantes utilizando a
radiação ultravioleta como principal agente mutagénico, de modo a determinar a curva de sobrevivência e, posteriormente, irradiar as células de forma a selecionar um fenótipo pretendido.
Material e Métodos: Cultivou-se células da
estirpe S. cerevisiae W303-1A em meio YPD que foram utilizadas para a criação de uma suspensão celular, sendo depois submetidas a uma irradiação por raios U.V. durante períodos de tempo pré-definido. Posteriormente, plaqueou-se as suspensões em diferentes diluições em meio YPD, e de seguida, incubou-se as placas para posterior contagem do número de colónias nas amostras de culturas plaqueadas e obtenção da curva de sobrevivência. Realização, de um esquema relativo a dose ideal de radiação U.V. que nos permitia obter mutantes baseando-se no método de réplica plating em meios YPD e YPGli [2].
Resultados: Foi verificado que com o
aumento do tempo de exposição em suspensões de células com a mesma diluição, o número de colónias formadas diminuía. Como seria de esperar, verificou-se também uma diminuição do número de colónias nas amostras de culturas plaqueadas, à medida que a suspensão de células preparada apresentava uma maior diluição. A curva de sobrevivência, demonstrou-nos que o tempo de exposição ideal à radiação U.V., para se obter uma taxa de sobrevivência de 5 a 10%, estaria entre os 23 e os 24 segundos.
Conclusões: Os resultados obtidos estão de
acordo com o esperado, uma vez que, se verificou que a taxa de sobrevivência diminui com o aumento do tempo de exposição aos raios U.V. Além disso, o tempo de irradiação ótimo foi aquele que permitiu 5 a 10% de sobrevivência, uma vez que, neste período de tempo a frequência de mutações é elevada e a taxa de letalidade dos mutantes é mínima.
Referências:
[1] Videira, Arnaldo, Engenharia
Genética- Princípios e Aplicações, 2o Edição.
LIDEL, 2011.
[2] O. Queirós, J. Barbosa, A. Cunha, e J. Faria, Métodos de genética clássica em
leveduras. In: Caderno de procedimentos para aulas laboratoriais. Porto: Edições IUCS, 2019.
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POSTER 84
IDENTIFICAÇÃO DA NATUREZA DE FLUÍDOS