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3.3 Prototipar – Prototipar e Testar

3.3.2 Prototipagem Empática

Durante a estratégia “Prototipagem Empática”, a design thinker aperfeiçoou as opções escolhidas para que as mesmas ficassem prontas para serem testadas no futuro, trabalhando

mais profundamente a maneira como essas opções vão ser apresentadas ao público, no momento da contratação do projeto de intervenção.

O primeiro passo foi pensar o formato no qual ocorrerá a apresentação do mesmo. Levando em consideração que ele será apresentado em escolas, para gestores educacionais e com base na imersão realizada em campo, o impresso acabou aparecendo como melhor opção para esse contato, até porque todo o projeto é focado em um método bastante sensorial de estímulo à criatividade, então trabalhar com impressos possibilita reforçar esse posicionamento por permitir uma expansão a interação a níveis tático, visual e olfativo, gerando um vínculo mais profundo já no primeiro contato.

Assim, ficou escolhido o formato livreto, tamanho A5 com impressão em papel couché. Para a organização das informações, foi utilizado como base o Diagrama de Villard de Honnecourt, apresentado na figura 23, para que de acordo com sua estrutura, fossem organizados os blocos, ou seja, títulos, textos e informações, criando uma unidade harmônica para o leitor.

Figura 25– Diagrama Villard de Honnecourt

O próximo passo, seria pensar o traço e a linguagem visual a ser utilizada. Retornando um pouco à pesquisa bibliográfica e de campo sobre o público-alvo, vê-se que as crianças em idade de 3 a 5 anos, uma fase onde estão saindo da fase do rabisco e iniciando a fase da forma, são bastante atraídas pelos contornos bem marcados, dessa forma demarcando o primeiro pré-requisito gráfico para todas as ilustrações, que são necessárias para retratar toda a ludicidade do projeto.

A pedagogia waldorf, dialoga bem com esse estilo, reforçando a importância dos espaços vazios para criação, e possibilitando o trabalho lúdico da imaginação sobre a peça em questão, por isso as ilustrações não serão pintadas, para facilitar a conversação com esse universo criado para o projeto, afinal o posicionamento e a identidade devem formar uma unidade com o conceito do mesmo. Essa pedagogia também defende expressões mais neutras nos personagens para permitir que a criança crie uma história com eles e possa trabalhar suas expressões conforme queira. Assim ficou decidido, então, o estilo gráfico da ilustração conforme retratado na figura 24.

Figura 26– Estilo de Ilustração

Fonte: Autora

Além da ilustração representativa do serviço, conforme o que foi feito na prototipagem rápida, foi optado por inserir personagens nas páginas, para chamar atenção ao universo lúdico, onde tudo é possível, onde a imaginação impera. Para isso foram escolhidos dois elementos, a nuvem por ser um dos primeiros estímulos criativos de toda criança, é o primeiro espaço “branco” que as crianças têm liberdade de criar e recriar e que as mesmas aprendem a ressignificar e se divertir por horas, apenas brincando com a imaginação. E o caracol, figura emblemática que representa persistência e resistência, processos importantes no desenvolvimento humano e criativo, conforme figura 25.

Figura 27– Nuvem e Caracol

Fonte: Autora (2018)

Na forma tipográfica do livreto, optou-se por uma tipografia no estilo handmade, porém não sendo manuscrita, pois embora esse tipo de tipografia não seja a mais indicada para textos grandes, seguindo o mesmo princípio da criação da fonte Sans Forgetica, que diz que quando o indivíduo força um pouquinho mais o cérebro na retenção de informações durante a leitura, desde que esse tempo não seja muito grande, facilita a fixação da informação pelo cérebro, gerando uma impressão mais marcante da mesma (HYPENESS, 2018). E também harmoniza perfeitamente com o conceito e contexto do projeto e das ilustrações. A família tipográfica escolhida foi a Indie Flower, conforme figura 26.

Figura 28– Tipografia Indie Flower

Quanto às informações que vão nesse impresso, optou-se por minimizar as informações colocadas na prototipagem rápida, por considerar-se desnecessário nessa primeira fase, uma explicação tão detalhada sobre o serviço, por entender-se que dentro do contexto analisado, a forma lúdica e emocional estaria mais harmônica com o conceito do projeto, assim terá um parágrafo falando de maneira geral de cada módulo e um QR Code que levará a um vídeo mais detalhado mostrando em imagens o projeto sendo aplicado e depoimentos de profissionais da educação, retratando assim a essência do projeto de maneira mais emocional, conforme figura 27.

Figura 29– Resultado 1

Fonte: Autora

Para o background das páginas, a primeira opção ideada foi manter o fundo branco, em consonância com o texto, mas os espaços vazios acabaram excedendo-se, conforme visto acima, na figura 27, levando a designer a pensar em uma outra solução que destacasse a página, mantendo a harmonia com o contexto, posicionamento e identidade pensada para o projeto, dessa forma chegando a uma solução: aquarela. Na pedagogia waldorf, a aquarela é muito utilizada por ser uma técnica, que exige maestria, sensibilidade e criatividade para ficar harmônica. Com o background em aquarela, o resultado ficou ótimo, deu o destaque que o

impresso merecia, ainda manteve a harmonia com o conceito vigente, conforme é possível ver na figura 28.

Figura 30– Resultado 2

Fonte: Autora (2018)

Embora o resultado gráfico tenha alcançado o objetivo, as informações dos módulos acabaram não sendo informativas o suficiente para apresentar o serviço para os gestores educacionais nesse primeiro contato, e o QR Code também precisa ser repensado nesse primeiro momento, porque como o serviço ainda não foi aplicado, não temos como produzir depoimentos que seriam importantes nesse contexto. Assim optou-se por expandir as informações apresentando no livreto todo o contexto do projeto, como se fosse um indivíduo e dessa forma aproximando-o, emocionalmente, de seu público, pois criar essa familiaridade é um dos focos do mesmo, assim partiu-se para a próxima etapa, a finalização do projeto.

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