DEVOLUTIVA E ENCAMINHAMENTO
PROVAS DO DIAGNÓSTICO OPERATÓRIO
Conservação de pequenos conjuntos discretos de elementos
Nas provas de conservação, o objetivo é a verificação deste conceito com diversos materiais (líquidos, massa plástica, fios), verificando outros conceitos como volume, massa e comprimento. Por exemplo, mesmo havendo o espaçamento das fichas, resultando em uma ocupação de espaço maior, a criança deverá perceber que o número de fichas continua o mesmo. Esse conceito é muito necessário em seu desenvolvimento escolar, sobretudo na matemática. Veja os procedimentos a seguir.
Material:
Vinte fichas do mesmo formato e tamanho, sendo dez de cada cor. Podem ser tampinhas de garrafa pet ou recortes de papelão colorido.
Desenvolvimento:
Primeira situação: Pedir para que a criança escolha uma coleção de fichas. O examinador alinha sobre a mesa sete de suas fichas e pede que a criança faça uma coleção de igual número com suas próprias fichas.
TAMPINHAS ALINHADAS
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Registrar o que é feito pela criança em todas as provas.
Segunda situação: O examinador espaça ou aproxima as fichas de sua coleção, sem mexer na outra fileira de fichas e pergunta se tem o mesmo número de fichas, onde tem mais, onde tem menos, e como a criança chegou a essa conclusão.
TAMPINHAS ESPAÇADAS
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Contra-argumentação: O examinador provocará uma reação da criança afirmando o contrário de sua resposta inicial. Para resposta conservativa, diz: “Veja, esta linha está mais comprida, terá mais fichas?” Para a não conservativa: “Você se lembra, antes as duas fileiras tinham a mesma quantidade de fichas, o que você acha agora?”
TAMPINHAS AGRUPADAS
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Pergunta de quantidade: “Conte as vermelhas que sobraram com você”, ao mesmo tempo em que esconde as que têm na própria mão e pergunta: “Quantas eu tenho na mão? Como sabe?”
3ª situação: Depois de reunir todas as fichas, o examinador coloca seis fichas azuis em círculo, procedendo daí em diante como nas situações anteriores e fazendo o mesmo tipo de pergunta.
TAMPINHAS DISPOSTAS EM OUTRA CONFIGURAÇÃO
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Acesso em: 25 ago. 2010.
Procedimentos avaliativos
1. Condutas não conservativas (esperadas até aproximadamente 4 ou 5 anos) – Nível 1.
Nas duas situações, a criança pode fazer uma contagem, uma correspondência termo a termo ou global ou qualquer disposição figural. Essas respostas são não conservativas. Poderá ou não resolver corretamente a questão da quantidade.
2. Condutas intermediárias – Nível 2.
As coleções (primeira e segunda situações são constituídas por correspondência termo a termo de forma correta). As perguntas do examinador dão margem às seguintes condutas:
a) resposta conservativa para uma situação e não para outra.
b) vacilações no julgamento durante cada situação: “Tem mais azuis... não, vermelhas... não é igual?”
Não justifica com argumentos claros e precisos as respostas de conservação. Resolve corretamente a questão da quantidade.
Nível 3.
Condutas conservativas (esperadas desde aproximadamente 5 anos) –
Quando a criança apresenta condutas conservativas, ela deverá justificar com um ou vários argumentos:
a) de identidade – “tem a mesma coisa, você não tirou nem botou nada... você só apertou... você só afastou.”
b) de reversibilidade – “se você botou as vermelhas do jeito do azul fica igual... se você encolher ou esticar de novo os azuis vai ficar igual de novo.”
c) de compensação – “você fez mais comprido, mas as fichas estão mais longe umas das outras (ou estão mais perto).”
Conservação das quantidades de líquidos
Também conhecida como transvasamento, que é a passagem de líquidos de um recipiente para o outro.
Material:
- 2 vasos iguais A1 e A2;
- 1 vaso mais fino e alto B;
- 1 vaso mais largo e baixo C;
- 4 vasinhos iguais D1, D2, D3, D4;
- 2 copos contendo líquidos de cores diferentes.
PEQUENOS VASOS UTILIZADOS NA CONSERVAÇÃO DAS QUANTIDADES DE LÍQUIDOS
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Desenvolvimento:
1. O examinador faz a criança constatar que os dois recipientes (A1 e A2) são iguais.
Despeja água em A1. Pede à criança que despeje água em A2 na mesma quantidade que está em A1. A seguir: “Se você beber o que está em A1 e eu o que está em A2, será que vamos beber a mesma quantidade?”
VASOS PARA VERIFICAR QUANTIDADE DE LÍQUIDO
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2. Primeiro transvasamento – Despeja-se a água de A1 no vidro B: “Será que agora vamos beber a mesma quantidade? Um tem mais que o outro? Um tem menos que o outro?”
Pedir uma explicação: “Como sabe? Como descobriu? Pode me mostrar?”
PRIMEIRO TRANSVASAMENTO
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Contra-argumentação: O examinador provocará uma reação da criança afirmando sempre o contrário de sua resposta, como na primeira parte da prova.
Retorno empírico: “Se eu puser o que está em B de volta no A1, será que vai ter a mesma coisa para beber?” Se a criança não acertar, fazer o retorno empírico, igualando A1 e A2.
Segundo transvasamento: Despejar a água de A1 em C e proceder como no primeiro transvasamento quanto à contra-argumentação e ao retorno empírico.
SEGUNDO TRANSVASAMENTO
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Terceiro transvasamento: Despejar o líquido de A1 em quatro vidrinhos e proceder como nos transvasamentos anteriores.
TERCEIRO TRANSVASAMENTO
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Procedimentos avaliativos:
1. Condutas não conservativas (esperadas até aproximadamente cinco ou seis anos) – Nível 1.
Em cada transvasamento a criança considera um dos vidros como tendo mais líquidos. Diante da contra-argumentação, mantém a resposta ou troca para outro vidro. O problema do retorno empírico pode ser resolvido corretamente ou não.
2. Condutas intermediárias – julgamentos oscilando entre conservação e não conservação – Nível 2.
No mesmo transvasamento, a criança julga as mesmas quantidades ora como iguais, ora como diferentes. Os julgamentos se alternam de um transvasamento para o outro, ora conservando, ora não conservando. Isto se deve à contra-argumentação. As justificativas são pouco claras e incompletas. O problema do retorno empírico é resolvido corretamente.
3. Condutas conservativas (esperadas a partir de aproximadamente sete anos) – Nível 3.
Para cada transvasamento, as quantidades de líquidos são consideradas iguais, sendo a criança capaz de dar uma ou mais justificativas. O julgamento de conservação é mantido apesar das contra-argumentações.
Conservação da quantidade de matéria (quantidade contínua) Material:
Duas bolas de massa plástica de cores diferentes (diâmetro aproximado de
Desenvolvimento:
O examinador pede que a criança faça duas bolas que tenham a mesma quantidade de massa.
“Se fossem bolinhos, e a gente pudesse comê-los, seria preciso que houvesse a mesma quantidade
para comer. O que você deve fazer para ficarem iguais? Para uma não ter mais nem menos massa que a outra?”
MASSAS DEVEM SER FEITAS EM TAMANHOS IGUAIS
rimeira transformação: transforma-se uma das bolas (a do examinador) em uma salsicha. “Será que agora tem a mesma quantidade de massa na bola e na salsicha ou tem mais na bola ou mais na salsicha? Como você sabe? Você pode me explicar? Você pode me mostrar isso?”
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Contra-argumentação: Mesmo procedimento das provas anteriores.
Retorno empírico: Mesmo procedimento das provas anteriores.
Segunda transformação: transforma-se a mesma bola (do examinador) em uma bolacha e procede-se como na primeira transformação quanto à contra- argumentação, terminando com o retorno empírico.
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Terceira transformação: fragmenta-se a bola inicial em cinco pedacinhos e procede-se como nas outras transformações.
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Procedimentos avaliativos:
1. Condutas não conservativas (esperadas até aproximadamente cinco ou seis anos) – Nível 1.
Em cada transformação, uma das duas quantidades é julgada maior: “Tem mais na salsicha porque é mais comprida. Ou tem mais na bola porque é mais alta.” Ante as contra-argumentações do examinador, a criança ou mantém o seu julgamento, ou troca, de modo a que a outra quantidade seja maior. O retorno empírico pode ser resolvido corretamente ou não.
2. Condutas intermediárias – Nível 2.
Os julgamentos das crianças oscilam entre conservação e não conservação, aparecendo de diferentes maneiras:
a) por uma mesma transformação, a criança julga alternadamente as quantidades como iguais e diferentes;
b) por diversas transformações, os julgamentos se alternam ora de conservação ora de não conservação;
c) a contra-argumentação do examinador provoca vacilação e alternância de julgamentos;
d) as justificativas de conservação são pouco explícitas e incompletas. o problema do retorno empírico é resolvido corretamente.
3. Condutas conservativas (esperadas aproximadamente a partir de sete anos) –
Nível 3.
Em todas as transformações, as quantidades são sempre julgadas iguais. A criança mantém o julgamento de conservação apesar da contra-argumentação do examinador.
Conservação do comprimento
– Material:
Dois fios flexíveis (barbante ou lã) de comprimentos diferentes (cerca de 10 e 15 centímetros).
– Desenvolvimento:
A criança é levada a constatar e a afirmar a desigualdade dos fios A e B e fazer o julgamento de que A é maior que B. Os fios podem ser comparados a estradas: “Este caminho A é do mesmo comprimento, mais comprido ou menos comprido que B?”
FIOS DE TAMANHOS DIFERENTES USADOS NO PROCEDIMENTO
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PRIMEIRA TRANSFORMAÇÃO
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SEGUNDA TRANSFORMAÇÃO
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Procede-se da mesma forma como nas provas anteriores quanto ao desenvolvimento, contra-argumentação, retorno empírico e procedimentos avaliativos.
Conservação de peso
Material:
Duas bolas de massa plástica de cores diferentes e uma balança com dois pratos.
Desenvolvimento:
O examinador verifica se a criança conhece as relações de peso indicadas pela balança, usando objetos diversos (pedra, apontador, bolas de massa, etc.). O examinador pede que a criança faça duas bolas que tenham o mesmo peso, para isso usando a balança.
BALANÇA USADA PARA QUE A CRIANÇA MOSTRE AS RELAÇÕES DE PESO
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Procede-se da mesma forma como nas provas anteriores quanto ao desenvolvimento, contra-argumentação, retorno empírico e procedimentos avaliativos.
Conservação do volume
I. Material:
Dois vidrinhos iguais com água até o mesmo nível, duas bolas de massa plástica.
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Classes – mudança de critério (dicotomia)
Nesta prova, são avaliados quais critérios a criança consegue perceber para separar as peças apresentadas (cor, tamanho, forma, etc.), sempre em dois grupos (dicotomia).
– Material:
- 5 círculos vermelhos de 2,5 cm de diâmetro;
- 5 círculos azuis de 2,5 cm de diâmetro;
- 5 círculos vermelhos de 5 cm de diâmetro;
- 5 círculos azuis de 5 cm de diâmetro;
- 5 quadrados vermelhos de 2,5 cm de lado;
- 5 quadrados azuis de 2,5 cm de lado;
- 5 quadrados vermelhos de 5 cm de lado;
- 5 quadrados azuis de 5 cm de lado;
- 2 caixas planas de mais ou menos 4 a 5 cm de altura e uns 12 cm de lado.
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– Desenvolvimento:
Primeira fase: O examinador coloca as fichas em desordens sobre a mesa e pede que a criança as descreva: “Você pode me dizer o que está vendo?”
Segunda fase (classificação espontânea): “Você pode pôr juntas todas as fichas que combinam?” Após terminar perguntar à criança porque separou daquela forma.
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Dicotomia: “Agora gostaria que você fizesse apenas dois grupos e os colocasse nessas duas caixas”. Após o término, perguntar por que executou daquela forma.
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Primeira mudança de critério: “Será que você poderia arrumar em dois grupos diferentes?” Se a criança repetir o primeiro critério, pedir para que crie uma nova forma de separação. Se for preciso, o examinador pode iniciar uma nova classificação para a criança continuar.
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Segunda mudança de critério: “Será que você ainda poderia separar de um modo diferente fazendo dois novos grupos?”
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– Procedimentos avaliativos:
1. Coleções figurais (esperadas desde quatro ou cinco anos) – Nível 1.
As crianças arrumam as fichas, estruturando figuras de trens, casas, bonecos, etc. Podem também arrumar as fichas que tenham alguma semelhança, mudando sempre de critério e não utilizando todas.
2. Início de classificação (esperadas aproximadamente a partir de cinco ou seis anos) – Nível 2.
As crianças conseguem fazer pequenos grupos não figurais, segundo diferentes critérios, mas são coleções justapostas, sem ligação entre si. Num desenvolvimento maior, as crianças podem conseguir um começo de reagrupamento dos subgrupos em classes gerais, sem conseguirem uma antecipação de critérios.
3. Dicotomia segundo os três critérios – Nível 3.
As crianças iniciam a tarefa já antecipando as possibilidades, conseguem fazer e recapitular corretamente duas dicotomias sucessivas, segundo dois critérios, o terceiro critério só sendo descoberto com incitação do examinador. Num desenvolvimento maior, os três critérios são antecipados e utilizados espontaneamente.
Quantificação da inclusão de classes
Nesta prova, verificamos a capacidade da criança em perceber grupos (flores) e subgrupos (rosas e margaridas).
I– Material:
Ramos de margarida e rosas.
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II– Desenvolvimento:
1. O examinador verifica se a criança conhece o nome das flores e se conhece o termo genérico “flores”.
2. Perguntas:
a) Neste ramo tem mais margaridas ou mais flores? Como é que você sabe?
b) Eu vou fazer um ramo com todas as margaridas e você vai fazer um ramo com todas as flores. Quem vai fazer o ramo maior? Como é que você sabe?
III-Procedimentos avaliativos:
seis anos) – Nível 1.
A criança faz sistematicamente a comparação das duas subclasses e responde então que há mais margaridas do que flores. Costuma errar sobre a subtração de subclasses.
2. Condutas intermediárias – Nível 2.
Observa-se hesitação na resposta à pergunta 1.
3. Existência da quantificação inclusiva (esperada aproximadamente a partir de sete ou oito anos) – Nível 3.
A criança responde corretamente às perguntas.
Intersecção de classes
Nesta prova, verificamos a capacidade da criança em classificar e relacionar características semelhantes.
II– Material:
- 5 círculos azuis de 2,5 cm de diâmetro.
- 5 círculos vermelhos também de 2,5 cm de diâmetro.
- 5 quadrados vermelhos de 2,5 cm de lado.
- 1 folha de cartolina ou papel E.V.A. com dois círculos em intersecção, sendo que um preto e outro amarelo.
Observação: os cinco círculos devem poder entrar na intersecção.
II– Desenvolvimento:
1. O examinador dispõe as fichas nos círculos em intersecção.
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Pede-se para que a criança observe a disposição, descreva as fichas e pergunta: “Por que você acha que eu pus as redondas vermelhas no meio?”
2. Perguntas feitas pelo examinador:
a) “Há mais fichas vermelhas do que fichas azuis?”
b) “Há mais fichas quadradas ou fichas redondas?”
c) “Há a mesma coisa, mais ou menos fichas redondas do que fichas vermelhas?”
d) “Há a mesma coisa, mais ou menos fichas quadradas do que vermelhas?”
e) (Perguntas da intersecção)
f) Após cada resposta da criança, o examinador diz: “Como é que você sabe?”,
“Você pode me mostrar?”
I – Procedimentos avaliativos (esperados aproximadamente desde quatro ou cinco anos)
1. As perguntas feitas sobre classes separadas são respondidas com acerto. As de inclusão e intersecção não são compreendidas nessa faixa de idade. As perguntas suplementares também revelam erros. Nível 1.
2. A partir de seis anos a criança faz acertos nas perguntas suplementares, mas hesita nas respostas de inclusão e intersecção, faz repetições e pode dar algumas respostas corretas. Nível 2.
3. Crianças a partir de sete ou oito anos dão respostas corretas desde a primeira vez. Nível 3.
Seriação de bastonetes
O conceito de seriação é importante para desenvolvimento de antecessor, sucessor.
I – Material:
Dez palitos com aproximadamente 1 cm de largura com uma diferença de 0,6 mm de altura entre um e outro, sendo que o primeiro tem aproximadamente 11,5 cm.
II– Desenvolvimento:
O examinador dá à criança os dez bastonetes em desordem para que tome conhecimento do material.
Seriação a descoberto: “Você vai fazer uma escadinha com todos esses pauzinhos, colocando-os em ordem do menor para o maior”. Se a criança não conseguir, o examinador pode, eventualmente, fazer a demonstração de uma série inicial com três pauzinhos.
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Verificação da exclusão: se o sujeito acertar a seriação a descoberto, o examinador pode pedir que feche os olhos e, ao abri-los, descubra o local, a posição, em que estava o bastonete retirado pelo examinador da “escadinha” feita pelo sujeito.
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Seriação oculta atrás do anteparo: Se o sujeito acertou a seriação, pode-se fazer também de outra forma: “Agora sou eu quem vou fazer a escadinha atrás dessa papelão, você vai me dando os pauzinhos um a um e eu vou colocando aqui, na ordem. Registra-se a maneira de escolher e a ordem que foi dada ao examinador.
III– Procedimentos avaliativos
1. Ausência de seriação – Nível 1.
O sujeito fracassa nas suas tentativas de ordenar.
2. Ausência de séries (três a quatro anos).
A criança não entende a proposta e coloca os bastões em qualquer ordem, justapondo-os.
3. Esboço de séries (quatro ou cinco anos): a criança faz tentativas diversas; pares (grandes e pequeno), séries de três ou quatro bastões, mas não coordena as diferentes séries entre si, ou não consegue intercalar os outros.
Faz uma escada sem considerar o tamanho dos bastões, mas só a arrumação da parte superior, imitando uma escadinha.
4. Conduta intermediárias (aproximadamente cinco ou seis anos) – Nível 2.
Em que o sujeito vai, por ensaio e erro, compondo a série; compara cada bastão com todos os demais até achar o que serve. É uma seriação intuitiva por regulações sucessivas.
– Nível 3.
O sujeito antecipa com facilidade a escada, fazendo metodicamente a sua construção, colocando primeiro os bastões menores e a seguir em graduação até o final. Neste nível faz a descoberta, atrás do anteparo, exclui ou inclui bastões e constrói espontaneamente a linha de base.
Combinação de fichas duplas para pensamento formal
Para verificar a capacidade de pensar logicamente sobre proposições abstratas e testar hipóteses sistematicamente. É aplicada a partir dos 11 anos.
Material:
Seis fichinhas de plástico ou cartolina de cores diferentes .
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Desenvolvimento:
O examinador pede que o sujeito faça com as seis fichas o maior número possível de duplas, sem repetir. É preciso que se veja se o sujeito entendeu bem a atividade que irá fazer. É válido fazer a demonstração inicial com um par. O examinador deve observar e registrar o método de trabalho e quais critérios usou para chegar ao resultado, assim como todas as verbalizações.
Procedimentos avaliativos:
1. Ausência de capacidade combinatória – Nível 1.
3. Condutas operatórias revelando capacidade combinatória – Nível 3.
O sujeito antecipa a possibilidade combinatória, mediante um sistema completo e metódico, chegando a descobrir as 30 duplas. Além disso, deixa evidente um critério para estabelecer o total de combinações.
Permutações com um conjunto determinado de fichas
Para o pensamento formal. Aplicada a partir de 11 anos.
Material:
Fichinhas de cores diferentes
Desenvolvimento:
O examinador pede ao sujeito que faça o maior número de permutações com as fichas, usando sempre 4 fichas, em ordem diferente. Como na prova 11, verificar a compreensão do pedido e registrar o método de realização e todas as falas do sujeito.
Procedimentos avaliativos:
1. Ausência da capacidade de permuta – Nível 1.
2. Condutas intermediárias – Nível 2.
3. Condutas de realizações de todas as permutações possíveis – Nível 3.
O sujeito realiza permutações, antecipando as possibilidades de um processo sistemático, ordenado. Realiza de forma ordenada as permutações.
lógicos. Constitui-se de 48 peças, que combinam quatro atributos em cada uma sendo tamanho (grande e pequeno), espessura (grosso e fino), cor (vermelho, azul e amarelo) e forma (quadrado, círculo, retângulo e triângulo).
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Existem diversos jogos realizados com esse material, porém as formas mais comuns dentro da avaliação psicopedagógica são, em primeiro lugar, deixar a criança explorar o material de forma livre, criando casinhas e figuras diversas. Num segundo momento, pede-se à criança que separe as peças como achar melhor. Caso ela divida só por cores, por exemplo, perguntar se há outra forma de separação, e assim por diante até ela responder que não ou até completar todos os critérios.
Como objetivos, temos a organização do pensamento, assimilação de conceitos básicos de cor, forma e tamanho, e realização de atividades mentais de seleção, comparação, classificação e ordenação.
Outro instrumento é a Escala Cuisenaire. É constituída de barras de cores e tamanhos diferentes. A menor tem 1 centímetro e representa 1 unidade; a segunda tem 2 centímetros e representa o número 2 e assim por diante, até a maior, que tem 10 centímetros e representa o número 10. As cores que correspondem a cada número são: madeira (1), vermelho (2), verde (3),
Outro instrumento é a Escala Cuisenaire. É constituída de barras de cores e tamanhos diferentes. A menor tem 1 centímetro e representa 1 unidade; a segunda tem 2 centímetros e representa o número 2 e assim por diante, até a maior, que tem 10 centímetros e representa o número 10. As cores que correspondem a cada número são: madeira (1), vermelho (2), verde (3),