CLÍNICA
APRESENTAÇÃO
O Instituto INE apresenta este módulo, com o intuito contínuo de proporcionar-lhe um ensino de qualidade, com estratégias de acesso aos saberes que conduzem ao conhecimento, na área da Educação.
Nesse sentido, todos os nossos projetos são, fortemente, comprometidos com o seu progresso educacional, na perspectiva do seu melhor desempenho, como aluno-profissional permissivo à busca do crescimento intelectual.
Sendo assim, e, em busca desse conhecimento, homens e mulheres se comunicam, têm acesso à informação, expressam opiniões, constroem visões, diferenciadas, de mundo e produzem cultura, a partir e através de estudos e pesquisas, que essa instituição quer garantir a todos os seus alunos, a saber: o direito às informações necessárias para o exercício de suas variadas funções.
Assim, expressamos nossa satisfação em apresentar o seu novo material de estudo, moderno, atual e, totalmente baseado nas mais renomadas autoridades da área, formulado pelo nosso setor pedagógico, que está sempre empenhado na facilitação de um construto melhor para os respaldos teóricos e práticos exigidos ao longo do curso.
Contudo, para a obtenção do sucesso esperado por você, é necessário que seja dispensado um tempo específico para a leitura deste material, produzido com muita dedicação pelos Doutores e Mestres que compõem a equipe docente do Instituto INE.
Leia com atenção os conteúdos aqui abordados, pois eles nortearão o princípio de suas ideias, que se iniciam com um intenso processo de reflexão, análise e síntese dos saberes. Este módulo está disponível apenas como base para estudos deste curso.
Obstante, o material aqui ofertado não tem sua comercialização permitida, em nenhum formato, sendo, os créditos de autoria dos conteúdos deste material, dados aos seus respectivos autores citados nas Referências.
Em sendo, desejamos sucesso nesta caminhada e esperamos, mais uma vez, alcançar o equilíbrio e contribuição profícua no processo de conhecimento de todos!
Atenciosamente,
Coordenação Pedagógica do Instituto INE
SUMÁRIO
LEIS, CÓDIGOS E DIRETRIZES DA PSICOPEDAGOGIA ... 11
DA PUBLICIDADE PROFISSIONAL ... 15
O PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM E AS PRÁTICAS DE AVALIAÇÃO ESCOLAR ... 17
COMO ESTUDAR MELHOR- ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS ... 19
Atenção ... 19
Memória ... 19
Associação de ideias ... 21
ORIENTAÇÕES AOS ALUNOS ... 21
A leitura ... 23
DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO ... 26
PRIMEIRO CONTATO (AGENDAMENTO) ... 27
ANAMNESE ... 29
DEVOLUTIVA E ENCAMINHAMENTO ... 36
INFORME PSICOPEDAGÓGICO ... 39
Informe Psicopedagógico ... 44
PROVAS DO DIAGNÓSTICO OPERATÓRIO ... 47
TRANSTORNO, DISTÚRBIO, DIFICULDADE OU DOENÇA?... 75
RECURSOS PSICOPEDAGÓGICOS E AMBIENTE DE TRABALHO ... 76
OBSERVAÇÃO E AVALIAÇÃO DE ATIVIDADES LÚDICAS ... 77
Pauta de observação de sala de aula ... 79
Avaliação comportamental ... 83
REFERÊNCIAS ... 91
BREVE HISTÓRICO
Quando se fala em Psicopedagogia, atualmente, é possível perceber duas posições: a credibilidade cega no profissional, capaz de desvendar todos os problemas; ou a descrença, pairando a dúvida sobre o quê realmente esse profissional é capaz. Isto se deve às muitas significações que o termo psicopedagogia traz. Mas, afinal, o que é Psicopedagogia?
Ao ter o primeiro contato com a palavra, logo se remete à ideia de Psicologia e Pedagogia, unidas para entender os problemas de aprendizagem. Isso realmente aconteceu no início da história da Psicopedagogia, quando os primeiros Centros Psicopedagógicos foram fundados na Europa, em 1946, por J. Boutonier e George Mauco, com direção médica e pedagógica. Esses centros tentavam readaptar crianças com comportamentos socialmente inadequados na escola e em casa, bem como atendiam crianças com dificuldade de aprendizagem apesar de serem inteligentes (MERY apud BOSSA, 2000, p. 39), mas comprovou-se, por meio da prática, que não seriam suficientes para compreender os problemas existentes.
Era preciso ter alguma noção também de Neurologia, Sociologia, Psicologia Genética e Social.
Enfim, os conhecimentos da Psicopedagogia não se baseiam somente nas áreas que o nome nos faz lembrar, pois no momento em que a Psicologia entrou na educação (anos 60 e 70), muitos erros foram cometidos, por meio do Behaviorismo, que via a criança como um ser passivo no processo de aprendizagem que lhe era imposto; e também do Movimento Humanista, que via o aluno separado da realidade. Ainda na década de 60, houve também a medicalização dos problemas de aprendizagem, quando os professores fechavam diagnósticos de disfunções psiconeurológicas, mentais e/ou psicológicas. Dentre os diagnósticos mais comuns estavam a Disfunção Cerebral Mínima e os Distúrbios de Aprendizagem: afasias, disgrafias, discalculias e dislexias, que eram reforçados por médicos e recorriam à linha medicamentosa de tratamento.
Na década de 80, por meio de um movimento apoiado pelo Materialismo Dialético, o social passa a ter um peso maior sobre a aprendizagem. Porém, na tentativa de combater o radicalismo das duas teorias psicológicas (Behaviorismo e Humanismo), foi tão radical quanto, deixando de lado a complexidade do ser humano.
Ainda hoje vemos o reflexo desse histórico, quando os pais, diante da dificuldade escolar do filho, leva-o ao médico da família e, se este não indicar um profissional especializado, os pais, por si só, não o fazem. Isto porque, se o médico não resolver, sinal de que não é físico, é psicológico e, apesar
da mídia ter um enfoque na desmistificação da área psicológica/psicopedagógica, ainda há um preconceito grande em relação a esses profissionais, que fazem surgir nos pais uma sensação de fracasso no processo de geração e/ou criação dos filhos.
A Psicopedagogia teve na Argentina um dos grandes palcos para seu desenvolvimento. Lá, o enfoque do profissional psicopedagogo é diferente, pois o curso se dá em nível de graduação, e não de pós-graduação, como aqui no Brasil. Segundo a psicopedagoga Alícia Fernández, um dos nomes de destaque da psicopedagogia argentina, foi na década de 70 que surgiram, em Buenos Aires, os Centros de Saúde Mental, onde equipes de psicopedagogos atuavam fazendo diagnósticos e tratamentos.
Diante da observação de que os pacientes resolviam seus problemas de aprendizagem, mas desenvolviam problemas psicológicos, resolveram incluir o olhar e a escuta psicanalíticos, perfil atual do psicopedagogo argentino (apud BOSSA, 2000, p.41).
Como a literatura argentina tem grande influência na área psicopedagógica no Brasil, cabe ao profissional brasileiro pesquisar quais instrumentos lhe são permitidos na utilização em consultório e quais são de uso exclusivo do psicólogo, bem como realizar encaminhamentos quando perceber que há questões além da aprendizagem a serem trabalhadas e que estão fora do seu objetivo e preparo profissional.
Outros nomes de destaque na psicopedagogia argentina são Sara Paín, Jacob Feldmann, Ana Maria Muniz, Jorge Visca, dentre outros. De acordo com SAMPAIO (2004): Temos o professor argentino Jorge Visca como um dos maiores contribuintes da difusão psicopedagógica no Brasil. Foi o criador da Epistemologia Convergente, linha teórica que propõe um trabalho com a aprendizagem utilizando-se da integração de três linhas da Psicologia: Escola de Genebra – Psicogenética de Jean Piaget (já que ninguém pode aprender além do que sua estrutura cognitiva permite) –, Escola Psicanalítica – Freud (já que dois sujeitos com igual nível cognitivo e distintos investimentos afetivos em relação a um objeto aprenderão de forma diferente) – e a Escola de Psicologia Social de Enrique Pichon Rivière (pois se ocorresse uma paridade do cognitivo e afetivo em dois sujeitos de distinta cultura, também suas aprendizagens em relação a um mesmo objeto seriam diferentes, devido às influências que sofreram por seus meios socioculturais). (VISCA, 1991, p. 66).
Hoje, é possível, ao psicopedagogo, atuar em diversas áreas, porém, muitas delas são pouco conhecidas, como a atuação em hospitais psiquiátricos e de atendimento psicológico, ou mesmo em hospitais gerais, onde as crianças permanecem muito tempo hospitalizadas, passando por um acompanhamento psicopedagógico para que sua aprendizagem não seja prejudicada; e também a atuação em empresas, onde o objetivo seria a aprendizagem do sujeito para uma nova função, auxiliando-o para o desenvolvimento mais efetivo de suas atividades, além das áreas já conhecidas, como escolas, instituições assistenciais, consultórios particulares.
O trabalho do psicopedagogo pode ser clínico, quando cuida de um problema já instalado, e preventivo, quando previne que o problema se instale. Porém, esta definição não é fechada, pois o preventivo também pode ser clínico quando cuida de problemas já instalados, prevenindo que surjam novos problemas e, portanto, pode ser realizado numa escola, quando esta se responsabiliza pelo acompanhamento, e não somente no consultório.
No Brasil, segundo Lino de Macedo (1994), o psicopedagogo se ocupa das seguintes atividades:
orientação de estudos; apropriação de conteúdos escolares que o aluno apresenta maior dificuldade, desenvolvimento de raciocínio, principalmente por meio de jogos; e atendimento a crianças com comprometimentos orgânicos mais graves. Sendo que estas atividades não são excludentes entre si.
A Psicopedagogia como uma prática compõe técnicas de intervenção que tratam dos problemas de aprendizagem, trabalhando as possíveis raízes do problema e resgatando os elementos essenciais à aprendizagem de qualquer conteúdo específico, diferenciando-se da prática pedagógica, que se ocupa, especificamente, do conteúdo a ser aprendido.
A Psicopedagogia como um campo de investigação descarta qualquer recorte da realidade que impeça uma visão mais completa do fenômeno pesquisado; tem como objetivo de estudo o ato de aprender e ensinar, levando sempre em conta as realidades interna e externa da aprendizagem, procurando estudar a construção do conhecimento em toda a sua complexidade. Já como um saber científico, não tem um corpo de conhecimentos estruturalmente organizado, apesar da prática eficiente.
Em sua atuação, é preciso que o psicopedagogo tenha respeito pela escola tal como ela é, apesar de suas imperfeições, pois é por meio dela que o aluno se situará em relação a seus semelhantes, optará por uma profissão e participará da construção coletiva da sociedade à qual pertence. Este fato não impedirá que o profissional colabore para a melhoria das condições de trabalho numa determinada escola ou na conquista de seus objetivos.
A aprendizagem é responsável pela inserção da pessoa no mundo da cultura. O psicopedagogo ensina como aprender e, para isso, necessita apreender o aprender e a aprendizagem. Enfim, a Psicopedagogia contribui para a percepção global do fato educativo e para a compreensão satisfatória dos objetivos da educação e da finalidade da escola, possibilitando, assim, uma ação transformadora.
ALGUNS CONCEITOS IMPORTANTES
Quando adentramos o universo da psicopedagogia, é comum depararmos com alguns termos nos momentos da avaliação psicopedagógica, ou que se referem a distúrbios e/ou dificuldades de aprendizagem, ou ainda dificuldades físicas e/ou psicológicas que podem ocasionar essas dificuldades na aprendizagem. Seguem os conceitos mais comuns.
Aprendizagem: é o resultado da estimulação do ambiente sobre o indivíduo já maduro, que se expressa diante de uma situação-problema, sob a forma de uma mudança de comportamento em função da experiência.
Agnosia: etimologicamente, a falta de conhecimento. Impossibilidade de obter informações por meio dos canais de recepção dos sentidos embora o órgão do sentido não esteja afetado.
Afasia: perda da capacidade de usar ou compreender a linguagem oral. Está usualmente associada com o traumatismo ou anormalidade do sistema nervoso central. Utilizam-se várias classificações, tais como afasia expressiva e receptiva, congênita e adquirida.
✓ Agrafia: impossibilidade de escrever e reproduzir os seus pensamentos por
✓ escrito.
✓ Anamnese: levantamento dos antecedentes de uma doença ou de um
✓ paciente, incluindo seu passado desde o parto, nascimento, primeira infância, bem como antecedentes hereditários.
✓ Anomia: impossibilidade de designar ou lembrar-se de palavras ou nome dos
✓ objetos.
✓ Autismo: distúrbio emocional da criança caracterizado por incomunicabilidade. A criança fecha-se sobre si mesma e desliga-se do real, impedindo de relacionar-se normalmente com as pessoas. Em um diagnóstico incorreto pode ser confundido com retardo mental, surdo-mudez, afasia e outras síndromes. Existe uma variante do autismo denominada Síndrome de Asperger.
Cinestesia: impressão geral resultante de um conjunto de sensações internas caracterizado essencialmente por bem-estar ou mal-estar.
Consciência fonológica: denomina-se consciência fonológica a habilidade metalinguística de tomada de consciência das características formais da linguagem. Esta habilidade compreende dois níveis:
1. a consciência de que a língua falada pode ser segmentada em unidades distintas, ou seja, a frase pode ser segmentada em palavras, as palavras em sílabas e as sílabas em fonemas;
2. a consciência de que essas mesmas unidades repetem-se em diferentes palavras faladas (rima, por exemplo).
Coordenação viso-motora: é a integração entre os movimentos do corpo (globais e específicos) e a visão.
Desorientação visoespacial: consiste na perda da habilidade de execução de tarefas visualmente guiadas, na perda da capacidade de interpretação de mapas e de localização na vizinhança ou mesmo dentro de casa. Os aspectos de neuroimagem podem revelar áreas isquêmicas ou de hipoperfusão nas regiões têmporo-occipitais de predomínio à direita.
Disartria: dificuldade na articulação de palavras devido a disfunções cerebrais.
Discalculia: dificuldade para a realização de operações matemáticas usualmente ligadas a uma disfunção neurológica, lesão cerebral, deficiência de estruturação espaço-temporal.
Disgrafia: escrita manual extremamente pobre ou dificuldade de realização dos movimentos motores necessários à escrita. Esta disfunção está muitas vezes ligada a disfunções neurológicas.
Dislalia: é a omissão, substituição, distorção ou acréscimo de sons na palavra falada.
Dislexia: dificuldade na aprendizagem da leitura, devido a uma imaturidade nos processos auditivos, visuais e tatilcinestésicos responsáveis pela apropriação da linguagem escrita.
Disortografia: dificuldade na expressão da linguagem escrita, revelada por fraseologia incorretamente construída, normalmente associada a atrasos na compreensão e na expressão da linguagem escrita.
Disgnosia: perturbação cerebral comportando uma má percepção visual.
Ecolalia: imitação de palavras ou frases ditas por outra pessoa, sem a compreensão do significado da palavra.
Enurese: emissão involuntária de urina.
Esfíncter: músculo que rodeia um orifício natural. Em psicanálise, na fase anal está ligado ao controle dos esfíncteres.
Espaço-temporal: orientar-se no espaço é ver-se e ver as coisas no espaço em relação a si próprio, é dirigir-se, é avaliar os movimentos e adaptá-los no espaço. É a consciência da relação do corpo com o meio.
Etiologia: estudo das causas ou origens de uma condição ou doença.
Gagueira ou tartamudez: distúrbio do fluxo e do ritmo normal da fala que envolve bloqueios, hesitações, prolongamentos e repetições de sons, sílabas, palavras ou frases. É acompanhada rapidamente por tensão muscular, rápido piscar de olhos, irregularidades respiratórias e caretas.
Atinge mais homens que mulheres.
Hipercinesia: movimento e atividade motora constante e excessiva.
Também designada por hiperatividade.
Hipocinesia: ausência de uma quantidade normal de movimentos.
Quietude extrema.
Impulsividade: comportamento caracterizado pela ação de acordo com o impulso, sem medir as consequências da ação.
Lateralidade: bem estabelecida, implica conhecimento dos dois lados do corpo e a capacidade de identificá-los como direita e esquerda.
Linguagem interior: o processo de interiorizar e organizar as experiências sem ser necessário o uso de símbolos linguísticos. Por exemplo, o processo que caracteriza o analfabeto que fala, mas não lê nem escreve.
Linguagem tatibitate: é um distúrbio (e também de fonação) em que se conserva voluntariamente a linguagem infantil. Geralmente tem causa emocional e pode resultar em problemas psicológicos para a criança.
Maturação: é o desenvolvimento das estruturas corporais, neurológicas e orgânicas. Abrange padrões de comportamento resultantes da atuação de algum mecanismo interno.
Memória: capacidade de reter ou armazenar experiências anteriores.
Também designada como "imagem" ou "lembrança".
Memória cinestésica: é a capacidade de a criança reter os movimentos motores necessários à realização gráfica. À medida que a criança entra em contato com o universo simbólico (leitura e escrita) vão ficando retidos em sua memória os diferentes movimentos necessários para o traçado gráfico das letras.
Mudez: é a incapacidade de articular palavras, geralmente decorrente de transtornos do sistema nervoso central, atingindo a formulação e a coordenação das ideias e impedindo a sua transmissão em forma de comunicação verbal. Em boa parte dos casos, o mutismo decorre de problemas na audição. Os fatores emocionais e psicológicos também estão presentes em algumas formas de mudez. Na mudez eletiva a criança fica muda com determinadas pessoas ou em determinadas situações e em outras não.
Percepção: processo de organização e interpretação dos dados que são obtidos por meio dos sentidos.
a) percepção da posição – do tamanho e do movimento de um objeto em relação ao observador;
b) percepção das relações espaciais – das posições a dois ou mais objetos;
c) consistência perceptiva – capacidade de precisão perceptiva das propriedades invariantes dos objetos como, por exemplo, forma, posição, tamanho etc.;
d) desordem perceptiva – distúrbio na conscientização dos objetos, suas relações ou qualidade envolvendo a interpretação da estimulação sensorial;
e) deficiência perceptiva – distúrbio na aprendizagem, devido a um distúrbio na percepção dos estímulos sensoriais;
f) perceptivo-motor – interação dos vários canais da percepção como da atividade motora. Os canais perceptivos incluem o visual, o auditivo, o olfativo e o cinestésico;
g) percepção visual – identificação, organização e interpretação dos dados sensoriais captados pela visão;
h) percepção social – capacidade de interpretação de estímulos do envolvimento social e de relacionar tais interpretações com a situação social.
Problemas de aprendizagem: são situações difíceis enfrentadas pela criança com um desvio do quadro normal, mas com expectativa de aprendizagem a longo prazo (alunos multirrepetentes).
Praxia: movimento intencional, organizado, tendo em vista a obtenção de um fim ou de um resultado determinado.
Rinolalia: caracteriza-se por uma ressonância nasal maior ou menor que a do padrão correto da fala. Pode ser causada por problemas nas vias nasais, vegetação adenoide, lábio leporino ou fissura palatina.
Ritmo: habilidade importante, pois dá à criança a noção de duração e sucessão, no que diz respeito à percepção dos sons no tempo. A falta de habilidade rítmica pode causar uma leitura lenta, silabada, com pontuação e entonação inadequadas.
Sinergia: atuação coordenada ou harmoniosa de sistemas ou de estruturas neurológicas de comportamento.
Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH): pode vir combinado (ambos os presentes) ou isolado (diagnóstico somente de déficit de atenção ou somente de hiperatividade).
Como podemos perceber, os conceitos mais comuns em psicopedagogia abrangem diversas áreas do conhecimento.
O PAPEL DO PSICOPEDAGOGO
A Psicopedagogia trata de uma complexidade de fatores, juntamente com uma variedade de atuações e funções; para isso é necessário um profissional responsável e, sobretudo, apaixonado pelo que faz, divulgando seu trabalho, esclarecendo as dúvidas de pessoas leigas. Esse será o caminho do psicopedagogo de sucesso, pois existe uma enorme diferença entre ter um diploma de Psicopedagogia e ser um Psicopedagogo.
Ser um psicopedagogo é muito mais do que dominar técnicas de psicologia e/ou pedagogia. É sempre estar se atualizando nos assuntos que permitem compreender a criança na maioria de suas manifestações, tanto psíquicas, quanto motoras, sociais, biológicas. Ser psicopedagogo é estar apto a trabalhar de forma clínica e/ou institucional, visando à prevenção como sua filosofia maior; e também
estar apto às diversas áreas nas quais se pode trabalhar: clínicas, escolas, instituições, hospitais, empresas. Ser psicopedagogo não é apropriar-se de conhecimentos e sim difundi-los; não é criar dependência e sim emancipar; não é rotular e sim socializar.
O objetivo de um psicopedagogo não deve ser o problema da aprendizagem e, sim, ela própria, sem deixar que os problemas se instalem para que seja possível atuar. Deve ser facilitador de uma aprendizagem prazerosa, na qual o aluno consegue expor toda a sua potencialidade; deve também orientar o educando a como estudar, verificando se há apropriação dos conteúdos escolares, facilitando o desenvolvimento do raciocínio.
A prática psicopedagógica, sobretudo na área clínica, tem sua metodologia de trabalho, ou seja, a abordagem e tratamento, se tecendo em cada caso, na medida em que a problemática aparece.
Cada situação é única e requer do profissional, atitudes específicas em relação àquela situação. Essa forma de atuação também pode se caracterizar dentro das instituições.
Como psicopedagogo, precisamos estar atentos à cultura, à história, enfim, ao contexto social das escolas e famílias, para orientá-las de forma a conseguirem um resultado mais efetivo; diagnosticar a escola e também a família, pois muitas vezes, são ambas ou uma delas que estão prejudicando a aprendizagem da criança.
Enfim, o psicopedagogo pode desenvolver “n” atividades no contexto escolar ou fora dele;
cabe ao profissional que se digne a assim ser chamado, ser capacitado e responsável, além de incitar a confiança por meio de comportamentos éticos, a todos os quais se dirige, para que seu trabalho tenha pleno sucesso e eficácia, amenizando o sentimento de exclusão que uma criança que não aprende sofre.
Muitos cursos de psicopedagogia têm surgido e a demanda pelos cursos também, pois cada vez mais educadores, psicólogos e pais têm sentido a necessidade de conhecer o processo de ensino- aprendizagem e tudo o que envolve esses conceitos. Afinal, na atualidade, estamos em constante metamorfose entre educandos e educadores, pois ora somos alunos e ora professores. Diante desse aumento de cursos e profissionais, precisamos recorrer ao órgão competente para regulamentação da profissão que, aqui no Brasil, é a Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp), responsável pela organização de eventos, publicação de temas relacionados à psicopedagogia, cadastro de profissionais, entre outras atividades, atuando há mais de 13 anos.
LEIS, CÓDIGOS E DIRETRIZES DA PSICOPEDAGOGIA
CÓDIGO DE ÉTICA DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSICOPEDAGOGIA (ABPp)
Reformulado pelo Conselho Nacional e nato do biênio 95/96.
CAPÍTULO I DOS PRINCÍPIOS
Artigo 1º
A psicopedagogia é um campo de atuação em Saúde e Educação que lida com o processo de aprendizagem humana; seus padrões normais e patológicos, considerando a influência do meio – família, escola e sociedade – no seu desenvolvimento, utilizando procedimentos próprios da psicopedagogia.
Parágrafo único
A intervenção psicopedagógica é sempre da ordem do conhecimento relacionado com o processo de aprendizagem.
Artigo 2º
A Psicopedagogia é de natureza interdisciplinar. Utiliza recursos das várias áreas do conhecimento humano para a compreensão do ato de aprender, no sentido ontogenético e filogenético, valendo-se de métodos e técnicas próprios.
Artigo 3º
O trabalho psicopedagógico é de natureza clínica e institucional, de caráter preventivo e/ou remediativo.
Artigo 4º
Estarão em condições de exercício da Psicopedagogia os profissionais graduados em 3º grau, portadores de certificados de curso de Pós-Graduação de Psicopedagogia, ministrado em estabelecimento de ensino oficial e/ou reconhecido, ou mediante direitos adquiridos, sendo indispensável submeter-se à supervisão e aconselhável trabalho de formação pessoal.
Artigo 5º
O trabalho psicopedagógico tem como objetivo: (I) promover a aprendizagem, garantindo o bem-estar das pessoas em atendimento profissional, devendo valer-se dos recursos disponíveis, incluindo a relação interprofissional; (II) realizar pesquisas científicas no campo da Psicopedagogia.
CAPÍTULO II
DAS RESPONSABILIDADES DOS PSICOPEDAGOGOS
Artigo 6º
São deveres fundamentais dos psicopedagogos:
A) Manter-se atualizado quanto aos conhecimentos científicos e técnicos que tratem o fenômeno da aprendizagem humana;
B) Zelar pelo bom relacionamento com especialistas de outras áreas, mantendo uma atitude crítica, de abertura e respeito em relação às diferentes visões do mundo;
C) Assumir somente as responsabilidades para as quais esteja preparado dentro dos limites da competência psicopedagógica;
D) Colaborar com o progresso da Psicopedagogia;
E) Difundir seus conhecimentos e prestar serviços nas agremiações de classe sempre que possível;
F) Responsabilizar-se pelas avaliações feitas fornecendo ao cliente uma definição clara do seu diagnóstico;
G) Preservar a identidade, parecer e/ou diagnóstico do cliente nos relatos e discussões feitos a título de exemplos e estudos de casos;
H) Responsabilizar-se por crítica feita a colegas na ausência destes;
I) Manter atitude de colaboração e solidariedade com colegas sem ser conivente ou acumpliciar-se, de qualquer forma, com o ato ilícito ou calúnia. O respeito e a dignidade na relação profissional são deveres fundamentais do psicopedagogo para a harmonia da classe e manutenção do conceito público.
CAPÍTULO III
DAS RELAÇÕES COM OUTRAS PROFISSÕES
Artigo 7º
O psicopedagogo procurará manter e desenvolver boas relações com os componentes das diferentes categorias profissionais, observando, para este fim, o seguinte:
A) Trabalhar nos estritos limites das atividades que lhes são reservadas;
B) Reconhecer os casos pertencentes aos demais campos de especialização;
encaminhando-os a profissionais habilitados e qualificados para o atendimento.
CAPÍTULO IV DO SIGILO
Artigo 8º
O psicopedagogo está obrigado a guardar segredo sobre fatos de que tenha conhecimento em decorrência do exercício de sua atividade.
Parágrafo Único
Não se entende como quebra de sigilo, informar sobre cliente a especialistas comprometidos com o atendimento.
Artigo 9º
O psicopedagogo não revelará, como testemunha, fatos de que tenha conhecimento no exercício de seu trabalho, a menos que seja intimado a depor perante autoridade competente.
Artigo 10
Os resultados de avaliações só serão fornecidos a terceiros interessados, mediante concordância do próprio avaliado ou do seu representante legal.
Artigo 11
Os prontuários psicopedagógicos são documentos sigilosos e a eles não será franqueado o acesso a pessoas estranhas ao caso.
CAPÍTULO V
DAS PUBLICAÇÕES CIENTÍFICAS
Artigo 12
Na publicação de trabalhos científicos, deverão ser observadas as seguintes normas:
a) A discordância ou críticas deverão ser dirigidas à matéria e não ao autor;
b) Em pesquisa ou trabalho em colaboração, deverá ser dada igual ênfase aos autores, sendo de boa norma dar prioridade na enumeração dos colaboradores àquele que mais contribuir para a realização do trabalho;
c) Em nenhum caso, o psicopedagogo se prevalecerá da posição de hierarquia para fazer publicar em seu nome exclusivo, trabalhos executados sob sua orientação;
d) Em todo trabalho científico deve ser indicada a fonte bibliográfica utilizada, bem como esclarecidas as ideias descobertas e ilustrações extraídas de cada autor.
DA PUBLICIDADE PROFISSIONAL
Artigo 13
O psicopedagogo, ao promover publicamente a divulgação de seus serviços, deverá fazê-lo com exatidão e honestidade.
Artigo 14º
O psicopedagogo poderá atuar como consultor científico em organizações que visem o lucro com venda de produtos, desde que busque sempre a qualidade dos mesmos.
CAPÍTULO VII DOS HONORÁRIOS
Artigo 15
Os honorários deverão ser fixados com cuidado, a fim de que representem justa retribuição aos serviços prestados e devem ser contratados previamente.
CAPÍTULO VIII
DAS RELAÇÕES COM SAÚDE E EDUCAÇÃO
Artigo 16
O psicopedagogo deve participar e refletir com as autoridades competentes sobre a organização, implantação e execução de projetos de Educação e Saúde Pública relativo às questões psicopedagógicas.
CAPÍTULO IX
DA OBSERVÂNCIA E CUMPRIMENTO DO CÓDIGO DE ÉTICA
Artigo 17
Cabe ao psicopedagogo, por direito, e não por obrigação, seguir este código.
Artigo 18
Cabe ao Conselho Nacional da ABPp orientar e zelar pela fiel observância dos princípios éticos da classe.
Artigo 19
O presente código só poderá ser alterado por proposta do Conselho da ABPp e aprovado em Assembleia Geral.
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Artigo 20
O presente código de ética entrou em vigor após sua aprovação em Assembleia Geral, realizada no V Encontro e II Congresso de Psicopedagogia da ABPp em 12/07/1992, e sofreu a 1ª alteração proposta pelo Congresso Nacional e Nato no biênio 95/96, sendo aprovado em 19/07/1996, na Assembleia Geral do III Congresso Brasileiro de Psicopedagogia da ABPp, da qual resultou a presente solução.
OUTROS DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA PARA O PSICOPEDAGOGO
Como podemos perceber, o Código de Ética do Profissional Psicopedagogo é bem claro quando às suas designações. Outros documentos de referência importantes para o psicopedagogo são estes:
• Projeto de Lei 3.124 - A de 1997 – de Barbosa Neto. Dispõe sobre a
regulamentação da profissão de psicopedagogo, cria o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Psicopedagogia e determina outras providências;
• Projeto de Lei 128/00 – do deputado Claury Alves da Silva. Autoriza o Poder Executivo a implantar assistência psicológica e psicopedagógica em todos os estabelecimentos de ensino básico público, com o objetivo de diagnosticar e prevenir problemas de aprendizagem;
• Código de Ética. Aprovado em Assembleia Geral em julho de 2000;
• Sugestão de Ementa e Bibliografia para prova em Psicopedagogia. Elaborada pela Comissão de Cursos e ABPp Nacional, em 5 de dezembro de 2002;
• Documentos disponíveis no site da ABPp (www.abpp.com.br).
No anexo 1, projeto de lei nº 3512 de 2008 – da deputada Professora Raquel Teixeira – Emendas.
O PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM E AS PRÁTICAS DE AVALIAÇÃO ESCOLAR
Na música, são retratadas as visões da escola tradicionalista, tendo o aluno como depósito do saber e o professor como único detentor da sabedoria. Os castigos aplicados pela família (bater) e pela própria escola (sem recreio) voltam os alunos contra as práticas educativas, sendo uma das causas da desmotivação dentro do ambiente escolar. Tudo o que está ao redor é bem mais interessante do que a escola (revistas, videogame, jogos), pois esta não utiliza recursos apropriados para cativar o aluno; falar sua linguagem. As provas são ausentes de significado, não gerando aprendizagem durante os estudos e, por isso, invalidando a principal função da prova, que é a verificação dos conteúdos aprendidos e, frente ao insucesso do aluno, providenciar revisões de conteúdo e novas avaliações. A aprendizagem, por si só, não é reforçadora, pois não está ligada a conteúdos que possam ser úteis na vida do educando, daí a necessidade dos pais utilizarem recursos como “deixar ficar acordado até mais tarde” e “aumentar a mesada” como estímulos ao estudo.
A falta de tempo dos pais, que muito trabalham para garantir as condições mínimas de sobrevivência ou os apelos consumistas da atualidade, gera outra questão no que diz respeito
ao desenvolvimento dos filhos: a culpa dessa falta de tempo faz com que os pais sejam mais permissivos. Como consequência disto, temos a falta de limites, uma das causas do comportamento inadequado dentro da escola; a outra, é a própria dificuldade de aprendizagem, pois, já que o aluno não se destaca pelo positivo (aprendendo), passa a se destacar pelo negativo (bagunçando).
A violência urbana e o advento da tecnologia geram jovens cada vez mais sedentários e enclausurados dentro de suas casas, utilizando-se do videogame e do computador como formas de diversão, quase sempre sem a supervisão dos pais. Daí a facilidade de cairem em crimes da internet (cyberbuylling está entre o principal deles na atualidade). Muitas vezes são os próprios pais que não incentivam o acesso à cultura, esporte e lazer, por acharem que, dentro de casa, seus filhos estarão mais protegidos. Porém, na maioria das vezes, o lado positivo do uso do computador para pesquisas, visitas virtuais a museus, entre outros, não é utilizado.
A “decoreba” para realizar os processos de avaliação ainda é muito utilizada, por vários motivos. Um deles: os alunos não são ensinados a terem liberdade de escrever no papel o que pensam. Muitas vezes, o professor quer a resposta com as palavras utilizadas nos livros, que pouco trazem o entendimento do conteúdo ao aluno. Ensinar o processo de reescrita e reconto de histórias desde as crianças em tenra idade é o início do processo de emancipação, pois dá ao aluno o direito de entender o que leu e escrevê-lo com suas próprias palavras.
O processo de decorar ou memorizar consiste em repetir várias vezes uma frase ou trechos de textos (recurso utilizado pelo rapper no trecho em que fala sobre isso), e, na hora da prova, “ligar o piloto automático” para sua realização. Ao sair dela, em sua grande maioria, o aluno não se lembra de mais nada. Esse processo era muito utilizado para os estudos realizados com questionários estilo perguntaresposta, que hoje algumas escolas aboliram, realizando perguntas nas quais necessitam da compreensão do jovem para relacionar os conteúdos com gráficos ou tirinhas de jornais, entre outros recursos. Mas quem ainda oferece bastante resistência a essas novas formas de avaliação são os próprios pais, pois não podem
“tomar o ponto” de seus filhos, e assim não conseguem ter o controle exagerado entre família e a escola, as vezes é melhor que o aluno filho seja transferido para outra unidade escolar para garantir seu bem-estar.
COMO ESTUDAR MELHOR- ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS
Atenção
Dentre os princípios fundamentais para o desenvolvimento da atenção pod se citar:
Concentração- normalmente a atenção fixa em um determinado objeto, havendo casos em que ela pode se dividir entre dois objetos, embora com perda de eficiência, como por exemplo, estudar ouvindo música;
Intermitência- a atenção não pode se manter fixa por longos períodos sem perder a eficácia, de onde se conclui que um período de atenção requer outro descanso. Este outro período deve ser preenchido com objetos diferentes, por exemplo, alternar o estudo com o ato de ouvir música;
Interesse- quanto maior é o interesse em uma determinada área, tanto maior será a facilidade de atenção.
Memória
Existe vários tipos de memória:
Visual- facilidade em evocar as imagens daquilo que se viu;
Auditiva- facilidade em evocar aquilo que se ouviu;
Motora - evocação rápida daquilo que se fez;
Afetiva- lembrança fácil de relações emotivas;
Nominativa – facilidade em lembrar nomes ou palavras relacionadas.
Locativa- evocação fácil da região geográfica do objeto ou fato;
Para que haja memorização e retenção dos conteúdos ensinados é preciso que eles sejam significativos para as crianças e adolescentes e ligados a alguma emoção positiva. Como exemplo, existem os professores de renome em cursinhos diversos que utilizam letras de música e regras mneomônicas para facilitar a memorização. Há a necessidade de articulação do conteúdo estudado com notícias atuais, com leitura de jornal, com vocabulário elaborado para que os alunos possam compreender o que está sendo solicitado.
Cabe ao psicopedagogo, seja dentro da instituição escolar ou em seu consultório, realizar a orientação educacional, que tem como objetivo a organização da rotina de estudos do educando, por meio de técnicas adequadas às diferentes faixas etárias, levando ao autoconhecimento, aprendendo a reconhecer suas capacidades e dificuldades, proporcionando melhor adaptação ao meio social e escolar em que vive, sendo um facilitador no processo de ensino-aprendizagem. Para isso, é importante desenvolver trabalhos de integração entre pais, filhos e escola, pois essa tríade, unida, traz ótimos resultados. Evitar que haja culpabilização (pais x escola), pois isso só prejudica o aluno/filho. Quando há um desgaste
A eficácia variável da memória decorre de que alguns possuem, por exemplo, mais desenvolvimento na visual que na auditiva, não significando isto que o indivíduo não possa ou não deva desenvolver todos os tipos. Cabe ao aluno perceber-se e ver quais são os tipos de memória que apresenta maior facilidade para então apropriar-se dos recursos necessários para obter bons resultados. Por exemplo, um aluno com boa memória visual deve estudar por meio de esquemas, gráficos, mapas, e demais recursos gráficos disponíveis para aquela matéria.
Associação de ideias
É a capacidade que possibilita ao indivíduo relacionar e evocar fatos e ideias. Esta capacidade pode ser constatada, por exemplo, numa conversa informal. É fácil observar quantos assuntos diferentes vêm à tona por fatos e ideias relacionadas com experiências anteriores dos interlocutores que são suscitados pela troca de palavras que a conversa exige.
Analogia é a melhor forma de integrarmos a aprendizagem.
ORIENTAÇÕES AOS ALUNOS
Na sala de aula
• Preste atenção às explicações do professor. Assim você terá gravado muito da matéria.
• Observe e descubra o jeito próprio de cada professor lecionar.
• Mantenha a atenção e a concentração na aula.
• Concentrar-se significa livrar-se das distrações, das brincadeiras, das conversas paralelas e desnecessárias.
O estudo em casa
• Comece a estudar hoje, não deixe para amanhã.
• Estude todos os dias.
• Adquira o hábito de estudar e discipline sua mente.
• É mais produtivo estudar um pouco todos os dias, do que muito de vez em quando.
• Uma vez estudando, dedique-se realmente a este objetivo.
• Estude com a intenção de entender.
• Não acumule a matéria para estudar.
• Quando o estudo não é habitual, torna-se pesado e difícil.
• Não revise apenas na véspera ou no dia da prova, você sabe que não funciona.
• Matérias e professores com os quais não nos identificamos, não deverão nos impedir de estudar.
• Peça ajuda nas dificuldades. Professores, pais, orientadores, amigos podem ajudá-lo.
• Enfrente os desafios e faça o melhor que puder.
• A escola é apenas o lugar onde você se orienta. O sucesso do estudo depende de você.
• Não seja dependente do professor. Pesquise e descubra você mesmo!
• Os pontos de uma disciplina têm relação entre si e visam ao mesmo objetivo: o conhecimento da matéria. É importante que, ao estudar, você vá procurando sentir a relação entre as matérias.
• Não prossiga seus estudos carregando dúvidas, estas devem ser solucionadas e eliminadas, para que não se tornem progressivas.
• Não faça anotações sem qualquer ordem.
• Em casa, no mesmo dia, desenvolva as anotações da aula. É muito importante passar a limpo os pontos no mesmo dia. A memória ainda está fresca.
• O ponto organizado por você somente será completo e útil para estudar, se você completar suas anotações de aula consultando apostilas, livros, etc.
• O acúmulo de matérias exigirá de você um esforço maior que o normal e poderá levá-lo ao cansaço e ao desinteresse (ou ao desespero).
• Se tiver alguma dúvida que não consiga resolver, anote para que na próxima aula possa perguntar ao professor.
• Adquira o hábito de escrever todos os dias (cartas, diário, anotações, resumos, etc.).
Local de estudo
• Adquira o hábito de estudar sempre no mesmo lugar. Mantenha um "cantinho de estudo".
• Um mínimo de condições ambientais se faz necessário para que o estudo em casa possa render: ventilação, pouco ou nenhum ruído, iluminação (a luz deve vir do lado esquerdo ou da frente para evitar sombras).
• Mantenha sobre a mesa somente o material necessário para o seu estudo.
• Sua mesa deve estar sempre bem organizada e projetada para que você possa estudar de forma proveitosa. Uma mesa confusa e desorganizada provoca cansaço, ineficiência, desânimo, frustração, estresse, etc., não acumule papéis desnecessários.
• Organize um arquivo lógico, conforme suas necessidades, usando pastas ou caixas.
• Mantenha seu local de estudo em ordem. Um ambiente desordenado causa dispersão da atenção.
Alguns dias antes da prova, verifique se todo o material trabalhado pelo professor está em ordem.
• Durante a prova, mantenha: calma, atenção e segurança.
• Resolva todas as questões; nunca faça apenas um número de questões que você julga suficiente para tirar a nota que precisa para fechar.
• Pense antes de escrever!
• Não "cole". A fraude pode custar caro!
• Releia a prova antes de entregá-la ao professor.
• Quando receber a prova de volta, observe os erros e aprenda com eles.
• Tire as dúvidas com o professor.
• Não jogue fora a prova quando ela for corrigida e devolvida a você. Ela é documento que pode ser útil mais tarde.
A leitura
A ideia é que retenhamos as ideias do autor e, quando necessário, a reprodução dessas de modo pessoal, o que confirma a compreensão.
• A boa leitura depende do número de fixações por linhas.
• Captar um conjunto de palavras em cada fixação aumenta a velocidade da leitura.
• Quando se lê sílaba por sílaba ou palavra por palavra, além de a leitura ser mais lenta, o significado permanece truncado.
• Para alguém tornar sua leitura mais eficiente precisa aprender a ler pelo significado, o que se consegue captando conjuntos de palavras.
Os tipos de leitura são:
• recreativa – cujo objetivo é trazer satisfação à inteligência;
• crítica – onde existe um confronto de ideias entre o leitor e o autor;
• assimilativa – em que o leitor reconhece o autor como autoridade e procura aprender com ele seu conteúdo.
Essas orientações para um estudo efetivo não têm momento certo para acontecer; o quanto antes forem colocadas na rotina das crianças – cada orientação de acordo com o que cada faixa etária pode produzir –, facilitam o processo de ensino-aprendizagem, aumentam a motivação para aprender e disciplina o estudo, preparando o aluno para provas futuras, seja Exame Nacional do ensino Médio (ENEM), vestibulares ou concursos públicos.
Hoje, a escola tem uma função social muito maior para as crianças e adolescentes do que a aprendizagem dos conteúdos. É no “segundo lar” que acontece a formação da personalidade dos alunos por meio dos conflitos causados por convivência com colegas, aprendem a lidar com regras impostas por adultos que não são pais ou parentes, começam a ter contato com as diferenças e confrontar os preconceitos trazidos de casa, enfim, muitas crianças e adolescentes têm, na escola, a única forma de convívio, já que, como foi citado anteriormente, a violência e outros fatores fazem com que o convívio social tenha sido reduzido nas últimas décadas.
Hoje, o convívio social se dá virtualmente por meio do computador, já que as comunidades virtuais, sites de relacionamento e programas de bate-papo são os mais utilizados nesta faixa etária. Mas não podemos esquecer que essas formas de relacionamento não são reais, pois só conversamos na hora que queremos e com quem queremos e falamos o que achamos melhor, pois ao escrevermos temos um tempo maior de pensarmos o que vamos dizer. Enfim, os pais que dizem que preferem seus filhos dentro de casa porque estão
seguros, estão equivocados, pois além de estarem privando seus filhos da vida real, estão à mercê de diversos perigos que tomamos conhecimento todos os dias pelos noticiários.
A tendência dos profissionais envolvidos no processo de educação formal é tentar diagnosticar, ou encaminhar ao processo diagnóstico, os alunos com problemas de aprendizagem. Porém, não podemos esquecer que muitas vezes os problemas são de
“ensinagem”. É preciso avaliar a prática docente juntamente com a criança para verificar as adequações necessárias a serem realizadas para que o educando tenha um maior aproveitamento dos conteúdos ensinados. Os pais também devem se informar, no ato da matrícula, sobre as formas e métodos de ensino e o processo de avaliação usados na instituição escolar.
Uma forma de o psicopedagogo identificar se as dificuldades são da criança (aprendizagem) ou da escola (ensino) é a avaliação das provas aplicadas. Temos sempre que observar se a cópia está limpa, ou seja, livre de borrões; se o cabeçalho contém os dados necessários para identificação daquela prova (disciplina, data, nome do professor, conteúdo a ser avaliado, entre outros); se as imagens, como mapas e gráficos, estão com legendas e dados legíveis e nítidos; se os enunciados estão claros e utilizando o vocabulário adequado para aquela faixa etária; se há organização das questões e espaços para resolvê-las; se há erros de digitação ou inadequação com o conteúdo a ser avaliado, entre outras análises. Caso haja alguma inconformidade, faz-se necessário uma conversa com a coordenação da escola para que haja supervisão das provas antes de elas serem aplicadas ou que seja oferecida ao aluno uma chance de realizar uma nova avaliação.
As dificuldades mais comuns que aparecem nas crianças dentro do consultório psicopedagógico são a dificuldade de compreensão dos enunciados, a articulação dos conteúdos (intra e interdisciplinarmente), a falta de vocabulário, baixa autoestima, “brancos”
na hora da prova. Cabe ao psicopedagogo trabalhá-las de forma interessante e motivadora de acordo com a faixa etária, algo que dentro seu consultório é mais fácil devido aos recursos dos quais dispõe. Já a atuação do psicopedagogo diante desse panorama junto as escolas , consiste na orientação dos professores, seja em reuniões pedagógicas, palestras, cursos rápidos ou pequenas intervenções no dia a dia esscolar.
A autora Sandra Zákia Lian Sousa, em seu texto “Revisando a teoria da avaliação da aprendizagem” (apud SOUSA, 1991), alerta para essa necessidade:
O conceito de avaliação da aprendizagem que tradicionalmente tem como alvo o julgamento e a classificação do aluno necessita ser redirecionado, pois a competência ou incompetência do aluno resulta, em última instância, da competência ou incompetência da escola, não podendo, portanto, a avaliação escolar restringir-se a um de seus elementos de forma isolada. Assim, a avaliação tem na análise do desempenho do aluno um de seus focos de julgamento do sucesso ou fracasso do processo pedagógico. Nesse enfoque, desponta como finalidade principal da avaliação o fornecer sobre o processo pedagógico informações que permitam aos agentes escolares decidir sobre as intervenções e redirecionamentos que se fizerem necessários em face do projeto educativo definido coletivamente e comprometido com a garantia da aprendizagem do aluno. Converte-se então em um instrumento referencial e de apoio às definições de natureza pedagógica, administrativa e estrutural, que se concretiza por meio de relações partilhadas e cooperativas.
Enfim, retirar da avaliação escolar todo o seu histórico de instrumento de medida, os desvios na prática docente quando utilizada para punir as classes indisciplinadas com prova surpresa, ou mesmo com notas baixas, é um processo lento, mas com certeza gratificante quando começarmos a ver os resultados.
DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO
O diagnóstico psicopedagógico é o ponto de partida do trabalho do psicopedagogo.
Por isso, precisa ser realizado de maneira séria e atenta aos detalhes de todo o processo, desde o primeiro contato telefônico até a devolutiva, ou seja, a divulgação do diagnóstico.
Segundo Weiss (1994), para que tenhamos uma visão global do cliente durante a abordagem do fracasso escolar, precisamos levar em consideração os seguintes aspectos:
1. Aspectos orgânicos – são os relacionados à estrutura biofisiológica do sujeito que aprende. Quaisquer alterações nessas estruturas irão prejudicar o acesso ao conhecimento. Atentar também para o fato de que, na maioria das vezes, crianças portadoras de alterações orgânicas recebem uma educação diferenciada por parte da família, podendo ocasionar problemas emocionais em diversos níveis, gerando dificuldades na aprendizagem escolar.
Aspectos cognitivos – são os ligados basicamente ao desenvolvimento e funcionamento das estruturas cerebrais que permitem a aprendizagem, entre eles a memória, atenção, antecipação, entre outros.
2. Aspectos emocionais – são os aspectos ligados ao desenvolvimento afetivo e sua relação com a construção do conhecimento e a expressão deste por meio da produção escolar (WEISS, 1994, p. 23). Isto porque o não aprender pode ter uma relação com um problema familiar, por exemplo, num caso de não conseguir bom desempenho em matemática a partir da separação dos pais e a constituição de novas famílias (não consegue dividir, subtrair, somar, multiplicar porque isto remete às novas organizações familiares).
3. Aspectos sociais – como o próprio nome diz, trata-se de tudo o que interfere socialmente naquela família, como a sua cultura, sua situação econômica, entre outros.
4. Aspectos pedagógicos – são os aspectos ligados à metodologia de ensino, à avaliação, à dosagem de informações, à estruturação das turmas, enfim, à organização geral da escola, que influem diretamente na qualidade de ensino e interferem no processo de ensino-aprendizagem (WEISS, 1994, p. 24).
Diante desses aspectos, é importante lembrar que o bom diagnóstico psicopedagógico não é medido pela quantidade de instrumentos utilizados, mas, sim, que os instrumentos utilizados sejam capazes de auxiliar no entendimento do funcionamento desses cinco aspectos do cliente em questão.
PRIMEIRO CONTATO (AGENDAMENTO)
O primeiro contato telefônico para agendamento de uma consulta com o profissional de psicopedagogia deve ser cercado de alguns cuidados, pois é o primeiro movimento da família em busca de uma mudança. É o reconhecimento de que algo não vai bem, e aceitar isso muitas vezes é difícil para toda a família ou para alguns dos membros.
Quando há uma secretária/recepcionista para realizar esse agendamento, é necessário que o profissional a instrua sobre como agir nessas situações. Deve ser simpática e reservada ao mesmo tempo; explicar de forma sucinta e clara as informações pertinentes, como horários de atendimento, duração das sessões, valores e o que mais for solicitado pelo cliente, porém,
algumas questões serão respondidas apenas pelo profissional. Caso seja o próprio psicopedagogo a receber os contatos telefônicos, além dessas informações, pode-se passar também a forma de trabalho. É importante que se tire as dúvidas, mas que não deixe o futuro cliente se alongar neste contato, deixando para o momento da entrevista inicial os detalhes sobre a queixa. Podemos perceber o nível de ansiedade se há pedidos de urgência, número exagerado de sessões ou horários inadequados.
QUEIXA
Quando recebemos os responsáveis pela criança no consultório, existe uma ansiedade, algumas vezes até do próprio profissional, que precisa ser controlada para não afetar o encontro. Como exemplo, os responsáveis podem chegar muito antes do horário combinado, podem começar a falar e não parar mais, ou apenas se deter em responder as questões realizadas pelo profissional.
O ideal, nesses momentos, é receber os responsáveis de forma cordial, mostrando-lhes o espaço do consultório, falando um pouco sobre sua experiência e perguntando-lhes em que pode ajudá-los. Aí se evidencia a queixa explícita, que pode ser uma para a mãe, outra para o pai e outra para a criança; pode ser uma para os pais e outra para a criança, ou ainda, pode ser a mesma para todos, mas não a queixa verdadeira, a qual chamamos de implícita, e só irá aparecer no decorrer das sessões, quando os envolvidos criarem mais confiança no psicopedagogo.
Este primeiro momento com os responsáveis é importante para avaliarmos se o casal comparece, se somente um deles, ou ainda se levam a criança junto. Há autores que defendem que este primeiro atendimento seja com a presença da criança, outros, que seja somente para os responsáveis. Porém, a vivência de consultório possibilita viver as duas situações e, na segunda, os pais se sentem mais tranquilos para responder às questões, costumam reconhecer erros na criação dos filhos, mostram-se frágeis diante de alguns assuntos, além de que, com a presença da criança, os responsáveis não conseguirem dar atenção devida ao profissional, pois ficam preocupados com a criança na recepção, e logo querem ir embora, marcando outro momento no qual possam comparecer sozinhos, ou ainda,
se a criança está dentro do consultório, realizando alguma atividade, costumam falar por gestos, ou realizar ligações telefônicas posteriormente para complementar dados que no consultório não quiseram dizer pela presença da criança/adolescente.
São muito úteis todas essas percepções, pois nestes casos percebemos que não há um diálogo livre entre os membros da família, o tipo de vínculo entre o casal, e mãe/filho, pai/filho. Muitas vezes, um dos pais sempre se nega a ir; é importante que ambos compareçam num determinado momento, mesmo que na devolutiva, para que as orientações sejam executadas pelo casal e todos “falem a mesma língua” dentro de casa.
Quando marcam outro horário, podem desmarcar por causa de algum imprevisto.
Cabe ao profissional registrar essas situações para serem retomadas num período oportuno, pois caracterizam resistência ao acompanhamento.
Ainda neste momento com os responsáveis, após a explicitação da queixa, é importante que haja uma entrevista semiestruturada, ou seja, que os pais tragam para a sessão o que julgarem importante para eles. Às vezes, faz-se necessária mais de uma sessão para este momento. O psicopedagogo vai colocando algumas perguntas ocasionalmente, quando houver término do assunto ou quando os responsáveis solicitarem essa intervenção (daí o nome da entrevista ser semiestruturada).
Quando essa etapa for totalmente esgotada, então parte-se para a anamnese, que é uma entrevista estruturada. Porém, pode acontecer dos responsáveis “travarem” no primeiro encontro, ou serem muito fechados. Para não haver constrangimento, nesses casos, inicia-se com a anamnese e, quando os pais se sentirem à vontade, vão adicionando mais informações.
ANAMNESE
A anamnese é uma entrevista estruturada que contém dados da história do cliente desde sua concepção até os dias atuais. Existem diversos modelos de anamnese, mas a melhor é aquela que é adaptada pelo próprio psicopedagogo para seu uso clínico após pesquisar vários modelos. É importante que não seja maçante, em forma de questionário, mas que ofereça as informações necessárias para o seu trabalho, principalmente num caso de avaliação psicopedagógica, na qual existem prazos para a execução e devolutiva (normalmente, de oito
a dez sessões) e propicie aos responsáveis uma oportunidade de falar sobre os problemas e dificuldades que estão enfrentando. Muitas vezes, ao final da entrevista inicial e anamnese, o psicopedagogo já percebe que a queixa é outra. É importante conversar com os pais sobre isso, pois já se inicia um processo de mudança neles próprios como também do planejamento da atuação do psicopedagogo junto da criança.
No momento da anamnese, são enfatizadas situações em detrimento de outras; é importante que o psicopedagogo esteja atento a essas ênfases e perceba, a todo o momento, sua postura, se está sendo acolhedor, fazendo com que os pais possam ser espontâneos e diminuírem suas defesas.
O modelo a seguir é uma adaptação do citado por Weiss (1994) e utilizado para entrevistas iniciais com os pais ou responsáveis e posterior planejamento das estratégias para atendimento ao cliente.
ANAMNESE PSICOPEDAGÓGICA Data: ___/___/_____
Dados pessoais (ideal que sejam recolhidos no contato telefônico)
Nome do responsável:_________________________________________________
Telefones de contato: _________________________________________________ Nome do paciente: ___________________________________________________
Idade: ______________________ Data de Nascimento: ______________________
Escolaridade: ________________________________________________________
Escola: _____________________________________________________________
Quem solicitou a avaliação: _____________________________________________
Por qual razão a fez (queixa): ___________________________________________
Quem indicou o profissional:_____________________________________________
Está em atendimento com outros profissionais? _____________________________
Se sim, quais? _______________________________________________________
O paciente concorda em fazer a avaliação? ________________________________
Valores da sessão e duração: ___________________________________________
Agendamento e prazo para desistência:____________________________________
a. História das primeiras aprendizagens
não escolares:
(abrange todo o desenvolvimento infantil; muitas vezes os pais têm dificuldade de lembrar com quantos anos estava a criança nessas ocasiões; é importante deixá-los à vontade e, caso não se lembrem, perguntar se foi normal, como as crianças da mesma idade na época ou se foi tardio ou precoce).
a) Uso da mamadeira.
b) Uso da colher.
c) Uso da canequinha.
d) Engatinhar.
e) Andar.
f) Andar de velocípede.
g) Controle dos esfíncteres.
h) Aquisição da fala.
i) Outros.
(deve-se acrescentar o que mais surgir de importante no que diz respeito às aprendizagens: se elas foram estimuladas pela família, se ocorreram naturalmente ou tiveram um forte nível de exigência).
escolares:
a) Adaptação à escola.
b) Idade de ingresso.
c) Alfabetização.
d) Mudança de escola.
e) Aulas extras.
f) Outros.
b. Evolução geral
a) Desenvolvimento físico.
b) Aquisição de hábitos (da casa e da família).
c) Interiorização de normas (da família e da escola).
d) Alimentação (come bem?, tem restrições?, gosta de beliscar?).
e) Sono (normal ou agitado? Tem sono fora de hora?).
f) Sexualidade (demonstra curiosidade? Já perguntou?).
g) Ocorreram problemas neurológicos ou acidentes?
h) Houve defasagens significativas? (de qualquer ordem).
i) Foi estimulado a novas aprendizagens? (situação socioeconômica).
j) Foi desejado?
k) Como se deu a gravidez?
l) Outros.
c. História clínica
(problemas de saúde em geral, acompanhamentos com especialistas, cirurgias, internações, atitude da família).
d. História da família nuclear
a) Fatos marcantes dos pais e irmãos antes, durante e depois da entrada do paciente na família.
b) As famílias provenientes dos novos casamentos dos pais (perspectiva socioeconômica e cultural).
c) Alterações familiares (nascimento de irmãos, mudanças, mortes, desemprego, separações).
d) Houve, para a criança, oportunidade de elaborar a perda? (Se a perda ocorrida estava ligada a um castigo prometido e eventualmente acontecido
– por exemplo, “o papai vai embora para sempre se você não se comportar”; ou se estava relacionada com a vontade de conhecer, curiosidade sobre os fatos).
e. História da família ampliada
(relações com familiares paternos e maternos, como tios, primos e avós).