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7. Resultados e discussão

7.1 Qualidade e volume de informação no EIA

No mundo, diversas pesquisas em qualidade de EIAs têm sido elaboradas para fornecer incentivos à eficiência da AIA, e parte delas também coincide em identificar os principais vazios dos relatórios ambientais e suas implicações no estabelecimento de projetos, com a finalidade de sugerir recomendações e contribuições que aperfeiçoem os conteúdos do EIA e transmitam informação apropriada para a tomada de decisão (Ver ANDROULIDAKIS; KARAKASSIS, 2006; PÖLÖNEN, 2006; BARKER; JONES, 2013; DRAYSON et al., 2015).

Nesse cenário, as avaliações de qualidade em EIAs não são um tópico que surgiu recentemente, se considerarmos pesquisas como Wathern (1990), Lee e Brown (1992), e Lee e Dancey (1993), pode-se apreciar que a qualidade de EIAs tem sido estudada há quase 30 anos. De fato, Badr et al. (2011) manifestam que o exame crítico dos sistemas de AIA, usando técnicas de revisão de EIAs, tem prevalecido tão importante agora como nos anos 1990, aliás, desde essa data se tem evidenciado diferentes métodos para avaliar o conteúdo dos EIAs, entre eles se destacam as listas de verificação (DRAYSON et al., 2015).

Segundo Duarte et al. (2017), no Brasil, a elaboração de pesquisas em qualidade de EIAs tem crescido nos últimos anos, mas estudos realizados por Zhuang et al. (2011) e Li e Zhao (2015) indicam que muitos documentos acadêmicos relacionados a este tópico se desenvolvem

com maior amplitude na Europa e América do Norte. Não obstante, percebe-se um aparente

status quo com relação aos métodos e resultados adiantados pelas pesquisas em qualidade de

EIAs, pois distintos estudos se dedicam a analisar hermeticamente o conteúdo do EIA focalizando-se em determinadas seções da estrutura dos EIAs e no atendimento a uma lista de critérios (PÕDER e LUKKI, 2011). Além disso, apesar de que tenham passado décadas de orientações e indicações por especialistas e governos para incrementar a qualidade nos EIAs, os conteúdos continuam reportando mesmos problemas, mas em diferentes territórios.

Nesse sentido, segundo Almeida et al. (2015), os problemas de qualidade de EIAs ainda não têm sido aprimorados porque:

[...] Os problemas não têm sido abordados e estruturados de forma científica, ou seja, são identificados sem um viés metodológico, muitas vezes de forma genérica e não hierarquizados, tornando limitada a tomada de decisão e a proposição de soluções. Para evitar uma análise genérica é importante focar em uma parte do EIA, dada a sua complexidade e o envolvimento de diferentes áreas de conhecimento, podendo, em alguns casos, chegar a 15 mil páginas, como é o caso do EIA da hidrelétrica de Belo Monte.

Cabe ressaltar que, como apontam Jalava et al. (2010) e Morrison-Saunders e Arts (2004), a elaboração do EIA, igual aos demais procedimentos da AIA, é uma atividade que deve desenvolver-se em conjunto. Diversas pesquisas (e.g. MPF, 2004; PÖLÖNEN, 2006; HANNA et al., 2014) têm detectado lacunas que não são responsabilidades particulares do empreendedor, e consideram que as autoridades ambientais devem tomar parte dessa responsabilidade. O deferimento de EIAs precários com baixa qualidade, que representam um risco para os ecossistemas, e o escasso monitoramento são umas das principais críticas citadas pelos autores. No Brasil, um claro exemplo das fragilidades expostas pode ser visto no sinistro ocorrido na barragem de Fundão (Desastre de Nível IV, desastre potencialmente significativo) (IBAMA, 2015).

Em vista disso, esta pesquisa enumerou alguns problemas e deficiências comuns capturados pela literatura acadêmica relacionada com a qualidade de EIAs (Quadro 13), distribuindo-lhes em três categorias (problemas institucionais, de planejamento e técnicos) cada

uma das lacunas encontradas se adjudicaram em responsabilidades setoriais conforme com a origem das dificuldades.

As deficiências apontadas no Quadro 13 evidenciam que pesquisas em qualidade de EIAs baseiam-se em análises de conteúdo, limitações institucionais e falhas nas etapas que antecipam a elaboração do EIA, mas é pouco o que os estudos em qualidade de EIAs têm discorrido em outros fatores que possam afetar dita qualidade (PÕDER; LUKKI, 2011). Nesse contexto, Barker e Wood (1999), Evans (2011) e IEMA (2011) perceberam que existem certos mecanismos pouco explorados que podem influenciar na qualidade dos EIAs, tais como o volume de informação e o uso de níveis proporcionais de informações ambientais; de fato, a questão “volume de informação” é um tópico escassamente mencionado na literatura especializada em avaliação de impacto, assim como a magnitude de seus efeitos na qualidade dos EIAs e a tomada de decisões. Em virtude disso, esta pesquisa optou por dar prioridade a estas questões, a fim de gerar um embasamento exploratório com um viés metodológico, que permita, em conjunto com os aspectos citados na Figura 3, subsidiar a qualidade de EIAs e contribuir na tomada de decisão.

Convém salientar que há trabalhos acadêmicos que recomendam evitar quantidades excessivas de informação nos EIAs e concentrar maiores esforços e recursos em áreas relevantes (IEMA, 2011; LANDIM; SÁNCHEZ, 2012). Também há estudos empíricos que recomendam aprimorar as etapas da AIA principalmente o escopo e a formulação dos TRs, e elaborar um guia para a preparação de EIAs que contemple, sobretudo, conteúdos relevantes e evitem informação desnecessária (PAIVA et al., 2015; BORIONI et al., 2017; LYLES, 2017).

Recomendações similares têm sido expostas também por instituições e órgãos de controle, por meio de regulações e orientações que sugerem uma quantidade de informação específica para a preparação de EIAs. Por exemplo, o CEQ (1978) que exige aos empreendedores apresentar conteúdos analíticos, mas não enciclopédicos para fornecer as informações, e sugere que o EIA normalmente exiba 150 páginas em descrições, uma página para folha de rosto e 15 páginas para o sumário não técnico. Ainda para estudos com escopo complexo, o CEQ indica que no máximo o EIA deve expor 300 páginas. De modo similar, o World Bank (1991) e o DoE (1995), como se indica nas descrições do Quadro 11, também sugerem um número de páginas para os EIAs.

Quadro 16. Lista de problemas de qualidade em EIAs detectados pela literatura acadêmica

Fonte: Elaborado pelo autor a partir de Wood (1996), McGrath e Bond (1997), MPF (2004), Androulidakis; Karakassis (2006), Pölönen (2006), Badr et al. (2011), Gallardo; Bond (2011), Landim; Sánchez (2012), Barker; Jones (2013), Silva et al. (2013), Almeida et al. (2015), Drayson et al. (2015), Hofmann (2015).

Lista de problemas de qualidade em EIAs detectados pela literatura acadêmica Fonte responsável Elaborador EIA Órgão Amb.

Inst

it

uc

iona

is

Inexperiência na equipe técnica para abordar as temáticas do EIA. X X

Equipe técnica pouco multidisciplinar para fazer discernimentos no EIA. X X

Falhas na denominação do projeto na triagem. X

Falta de clareza na exposição de exigências no Escopo. X

Falta de acompanhamento e monitoramento de processos. X

Baixa participação do público. X X

Curto prazo para a produção de informação e tratamento de dados. X

Falta de recursos para seguimento e monitoramento de processos. X

Pressão institucional. X

Pressão por parte de interesses particulares a consultorias e população. X

Pla ne ja m en to

Estudos não atendem as demandas do Escopo e TRs. X

Ambiguidades entre atividades do projeto e lugar a ser afetado. X X

Confusão entre descrição do projeto e programas de mitigação e compensação. X X

Estudos não integram a dinâmica ambiental, social e institucional. X

Estudo não apresenta custos do investimento para o projeto. X

Uso de informações fora de contexto sobre localização do projeto. X

Falta de justificativas para formulação de alternativas. X

EIA não apresenta alternativas diversas e omite mencionar o prognóstico. X

Confusão entre alternativas com programas de mitigação. X

Carência de informação para a delimitação de áreas a sofrer intervenção. X

Técni

cos

Deficiência na descrição do diagnóstico ambiental. X

Coleta de dados precária e uso de informação obsoleta (e.g. Ref. Bibliográficas). X X

O diagnóstico ambiental não tem vínculo com a mitigação de impactos. X

A identificação e predição de impactos não define como prevê-los. X

Pouca exposição cientifica e técnica para tratar impactos. X

Maior informação sobre compensações que prevenção de impactos. X

Maior informação de compensações socioeconômicas que ambientais. X

EIAs apresentam pouca prioridade aos impactos positivos. X X

Uso de métodos obsoletos para análise de dados. X X

Apesar da escassez de pesquisas sobre o volume de informação nos EIAs, existem alguns estudos acadêmicos que estimaram o tamanho dos EIAs, considerando amostras de relatórios ambientais, fundamentando-se em diferentes focos geográficos. Por exemplo, Sadler (1996) encontrou na análise internacional sobre boas práticas em AIA, que o volume de EIAs com menos de 50 páginas é baixa nas jurisdições geográficas examinadas3, além disso, em cinco jurisdições, 20% dos EIAs apresentaram quantidades maiores de 400 páginas. No que tange aos volumes de páginas encontrados, o autor os categorizou da seguinte maneira: pequeno (< 50 páginas), mediano (51–400 páginas) e grande (> 400 páginas), mas sem explicar metodologicamente sua hierarquização. Em outras palavras, apesar das análises propostas e a relevância acadêmica do estudo citado, não se identificou um precedente ou os fatores que podem influenciar a quantidade de informação dos EIAs, nem os efeitos desta questão na tomada de decisões.

Existem outros trabalhos acadêmicos que avaliaram o vínculo da qualidade dos EIAs e o volume de informação para esclarecer possíveis conexões, entre eles se destaca o trabalho de Lee e Brown (1992). A pesquisa examinou uma amostra de 83 EIAs do Reino Unido, por meio da lista de verificação de Lee e Coley (1990) e encontrou, na medida em que se analisava a amostra, que os EIAs com conteúdo maior a 100 páginas apresentavam maior qualidade; e EIAs com uma quantidade de páginas entre 25 ou menores a este número tendiam a apresentar qualidade inferior. Uma tendência similar foi percebida por Lee e Dancey (1993) e Badr et al. (2011) na análise de qualidade de uma amostra de EIAs provenientes de Reino Unido e Egito. Além disso, pesquisas internacionais expostas no Quadro 14 encontraram que EIAs com maior quantidade de páginas possuem maior qualidade em comparação com EIAs de menor volume. No entanto, chegam a um ponto crítico, quando seu conteúdo geralmente atinge 150 páginas e sua qualidade decresce. No Brasil, Landim e Sánchez (2012) encontraram que há uma tendência dos EIAs a apresentar maior quantidade de informação nos últimos anos; percepção que foi corroborada nos trabalhos de Paiva et al. (2015) e o IBAMA (2016), que argumentam que os EIAs vêm abordando transformações, talvez pela intervenção do sistema de licenciamento. Contudo, não especificam com clareza quais são os critérios ou fatores que geram essa quantidade de informação e os efeitos que pode originar na qualidade de EIAs e a tomada de decisão.

3

Jurisdições geográficas avaliadas no estudo: Austrália, Canadá, Dinamarca, Países Baixos, Finlândia, Alemanha, Irlanda, Israel, Japão, Coreia, Luxemburgo, Malásia, Noruega, Hong Kong, União Europeia, África do Sul e Indonésia.

Quadro 17. Estudos que mencionam a quantidade de páginas e sua influência nos EIAs Aut o r Am o str a (EIA s) Utili za d a F.G Média de páginas encontradas nos EIAs

Informação relacionada com o tamanho do EIA

1 N/A Glo b a l Não especifica.

O livro-texto discute que os EIAs nos EUA tiveram que adotar um tamanho enciclopédico, devido à alta probabilidade de litígio, aproximadamente uma chance em 10 de uma ação ser requerida contra um EIA. A decisão do tamanho nos EIAs foi motivada pelos órgãos de controle, exigindo colocar no EIA toda a informação particularmente na área a sofrer intervenção pelo projeto.

2 236 RU Entre 20 e 150 páginas.

O estudo descobriu que o EIA estava ficando mais longo no período analisado. Também descobriu que mais de um em cada cinco (22%) dos 236 EIAs tinham 20 páginas ou menos e mais da metade (56%) eram de 50 páginas ou menos. Apenas 13% ultrapassaram 150 páginas.

3 240 Ir la n d a Não especifica, mas poderiam ser 50 páginas.

O estudo corrobora o argumento de que o comprimento do EIA está de alguma forma relacionado com a qualidade do EIA, como também foi observado na amostra irlandesa. Endossa o limite de 150 páginas da CEQ (1978) como razoável.

4 50 RU

Não especifica, mas poderiam ser < 50 páginas.

Também corrobora o argumento de que o comprimento do EIA está relacionado com a qualidade do EIA, como foi observado na sua amostra de 50 EIAs do Reino Unido. No entanto, argumenta que, quando os EIAs se tornam muito mais longos que 150 páginas, nenhuma melhoria na qualidade é detectada.

5 112 UE Não especifica.

O estudo conclui: “A relação geralmente positiva entre o comprimento e a qualidade do relatório de EIA é confirmada pelos relatórios de EIA do Reino Unido, Espanha, Grécia e Irlanda. Os relatórios “enciclopédicos” de EIA que nem sempre foram de alta qualidade se aplica no Reino Unido e na Espanha. Na Bélgica, não havia relação aparente entre a qualidade e tamanho do relatório de EIA”.

6 N/A Ca n a d a N/A.

Este artigo apontou os principais problemas nos EIAs do mundo. Entre estes, os autores destacam uma abordagem de EIA indesejável, chamada "Tudo aquilo que existe ou pode ser possível", por declarações muito longas, que tentam cobrir tudo. Os autores citaram um EIA de 6000 páginas do Canadá.

7 72

G

cia Não especifica. O estudo afirma “No geral, a média dos EIAs avaliados como satisfatórios foi de 203 páginas, enquanto à média dos EIAs insatisfatória foi de 63 páginas”. No entanto, o estudo reconhece que EIAs de 150 páginas podem afetar a qualidade e a tomada de decisão e argumenta que “comprimento” ou quantidade de páginas poderia ser estudado como um fator para a qualidade do EIA.

8 N/A G lo b a l 203 páginas (satisfatório); 63 páginas (não satisfatório).

Este livro aponta “EIA longo” como um problema recorrente na prática de EIA e argumenta que "escopo sem foco" tem sido uma das principais consequências do tamanho nos EIAs.

9 N/A EUA Intervalo de 200 a 2000 páginas.

Este relatório do governo, apesar de recomendar uma série de melhorias no sistema NEPA dos EUA, afirmou que o comprimento do EIA variou entre 200 e 2000 páginas, uma informação que foi baseada no feedback das entrevistas.

10 100 RU >350 páginas.

A pesquisa insinua EIAs longos como algo negativo que pode prejudicar a tomada de decisão. Aliás, argumenta que Resumos Não Técnicos (NTS), que costumavam ter cerca de 20 páginas no Reino Unido, estão se tornando mais longos. Portanto recomenda “níveis proporcionais de informações ambientais”. 11 9 Br a sil Não especifica.

Este estudo descobriu que os EIAs no Brasil tendem a ser mais longos (mais e mais páginas) e estão usando mais mapas e softwares de edição gráfica, o que pode estar afetando o tamanho. Também descobriu que os proponentes estão expandindo várias seções: descrição do projeto, estudos de linha de base e medidas de mitigação.

12 N/A Esc ó cia N/A

O estudo coloca a “proporcionalidade” da informação como um dos princípios fundamentais que devem sustentar o EIA. Ele exige o uso de anexos para dados técnicos que não são diretamente relevantes para a proposta. Chama a atenção para o escopo como meio de evitar EIAs demorados. 13 17 Br a sil N/A

Identificou que o escopo (Termos de Referência) em uma determinada jurisdição no Brasil estava estabelecendo limites de página para seções específicas do EIA. No entanto, esses limites estavam levando a EIAs de baixa qualidade, pois não havia espaço suficiente para abordar questões relevantes.

14 112 RU N/A

O estudo avaliou os capítulos do EIA relacionados à Avaliação de Impacto Ecológico (EcIA). O estudo por meio de estatística inferencial concluiu que capítulos da EcIA variam de quatro a 514 páginas, com uma média de 30,5 páginas e descobriu que os capítulos EcIA curtos são propensos a conter lacunas de informação. No entanto, os capítulos mais longos não eram os melhores abordando lacunas de informação.

15 19

Nig

ér

ia

Não especifica. O estudo constatou que EIAs têm informações de base e / ou capítulos muito longos.

16 72

Br

a

sil

1381

Este é um relatório do governo, similar ao NEPA Task Force (2003), procurando recomendar melhorias no sistema federal de AIA. Analisou o conteúdo de 72 EIAs. Embora a média do EIA não tenha sido o foco analítico principal, constatou-se que, nessa amostra, o número médio de páginas era 1381 e que o número máximo de páginas era 6934. A metodologia utilizada para contar as páginas não foi divulgada.

Fonte: 1Wathern (1990), 2Wood et al. (1991), 3Lee e Dancey (1993), 4Glasson e Therivel (1997), 5Barker e Wood (1999), 6 Morrison-Saunders et al. (2001), 7Cashmore et al. (2002), 8 Lawrence (2003), 9NEPA Task Force (2003), 10IEMA (2011), 11Landim e Sánchez (2012), 12Scottish Government (2013), 13Paiva et al. (2015), 14Drayson et al. (2015), 15Anifowose et al. (2016), 16IBAMA (2016).

O Quadro 14 indica dimensões e posturas de instituições e estudos acadêmicos que discutem moderadamente os efeitos do volume de páginas nos projetos. Todavia, como se mencionou anteriormente, poucos fazem referência à relação entre o tamanho e a qualidade dos EIAs, ou como lidar com o tamanho de informação, considerando que alguns autores (e.g. CASHMORE et al., 2002; ANIFOWOSE et al., 2016) inferem que EIAs longos trazem problemas na tomada de decisão.

As reações e produtos dos estudos colocados no Quadro 14, em conjunto com literatura acadêmica, ajudaram a detectar coincidências e argumentos que podem influir no volume de informações nos EIAs, mas como se pode verificar, a maioria das apreciações dos estudos é muito dispersa. Portanto, esta pesquisa categorizou e configurou a informação da literatura acadêmica em cinco contribuições como se indica no Quadro 15.

Quadro 18. Reflexões da literatura acadêmica sobre o tamanho dos EIAs

Contribuição Objetivo Autor(es)

Solicitar melhoras nas etapas da AIA que podem influenciar no tamanho de EIAs.

Aprimorar a eficiência no escopo e os TRs para reduzir o tamanho dos EIAs.

Lawrence (2003), Scottish Government (2013), Paiva et al. (2015), Borioni et al. (2017), Lyles (2017).

Sugerir um número de páginas para os EIAs.

Diminuir conteúdos e concentrar esforço em áreas críticas e evitar demora nos processos

CEQ (1978), World Bank (1991), Lee e Dancey (1993). EPA (2002).

Comparar a qualidade do EIA em relação ao número de páginas.

Analisar a qualidade dos EIAs relacionando o conteúdo e número de páginas que exibe (e.g. EIA < 50 páginas menor qualidade).

Wood et al. (1991), Barker e Wood (1999), Cashmore et al. (2002), NEPA Task Force (2003), Morrison-Saunders et al. (2006), Drayson et al. (2015), IBAMA (2016).

Sugestões de normativas e órgãos ambientais.

Evitar que os EIAs produzam problemas institucionais e legais, portanto as autoridades sugerem acrescentar informações nos relatórios.

Wathern (1990).

Não focar no número de páginas do EIA como o problema, mas no seu conteúdo.

Não pressionar elaborador do EIA a apresentar informação em determinada quantidade de páginas, mas bem refletir em níveis proporcionais de informação a colocar no EIA.

IEMA (2011), Landim; Sánchez (2012).