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A seguir s˜ao apresentados resultados do modelo PLIM que acrescentam detalhes em relac¸˜ao a quest˜ao temporal envolvida no problema. Tais detalhes est˜ao relacionados ao tempo de homologac¸˜ao e ao encaixe das janelas de tempo das operac¸˜oes com os tempos dos eventos de carga/descarga nos tanques.

A figura 29 mostra um exemplo onde pode ser observado o tempo de homologac¸˜ao. Ap´os qualquer recebimento o tanque deve permanecer ao menos 4 horas antes de ocorrer o pr´oximo evento. A figura mostra o perfil de estoque do tanque T1C12 onde pode-se observar em destaque um exemplo de per´ıodo para homologar. Quando se analisa os perfis dos tanques, em muitos momentos, os tempos de homologac¸˜ao s˜ao impercept´ıveis, pois ocorrem durante um estado de espera do tanque. Quando ocorrem sozinhos podem ser observados com mais facilidade, como ocorre na resposta gr´afica de perfil do estoque da figura 29.

Para facilitar a compreens˜ao, faz-se necess´ario dividir o conceito de bateladas em dois: externas e internas. As bateladas externas s˜ao as divis˜oes das movimentac¸˜oes que ocorrem nas

Figura 29: Exemplo de limite m´ınimo exigido para homologac¸˜ao (SETUP) (T1C12) Fonte: Autoria pr´opria

operac¸˜oes. As bateladas internas est˜ao relacionadas aos eventos (carga/descarga) nos tanques. Deste modo qualquer operac¸˜ao de recebimento e envio de uma interface da refinaria (P-X-D-Y) pode ser quebrada em bateladas externas. Essa bateladas externas quando entram ou saem dos tanques passam a se chamar bateladas internas (eventos de carga e descarga). De um modo geral, a sequˆencia das bateladas externas de uma operac¸˜ao pode significar bateladas internas que est˜ao relacionadas a diferentes tanques (ver sec¸˜ao 3.3).

Quando se trata do encaixe das janelas de tempo das operac¸˜oes aos eventos de carga/descarga nos tanques, uma an´alise diferente deve ser feita. Os momentos onde ocorrem os encaixes das bateladas externas (quebras de informac¸˜oes provenientes do cen´ario) com as bateladas internas (resultado da aplicac¸˜ao do modelo PLIM) devem ser observados. Para isso ao inv´es de olhar para os perfis dos tanques deve-se ter em vista os perfis das operac¸˜oes que ocorrem nas interfaces da refinaria.

gr´afico apresenta um conjunto de retas sequenciadas com diferentes comprimentos. Cada uma destas retas representa uma batelada de produto que ´e movimentada da produc¸˜ao para algum tanque da refinaria. Como a produc¸˜ao ´e cont´ınua, as retas est˜ao dispostas de forma sequenciada sem interrupc¸˜oes (uma ap´os a outra). Os comprimentos das retas s˜ao diferentes, pois cada batelada movimenta determinado volume. E a inclinac¸˜ao ´e a mesma, pois a produc¸˜ao apresenta uma vaz˜ao constante durante todo o H.

A figura 30 mostra outra informac¸˜ao, referente ao destino da produc¸˜ao em cada uma das bateladas. Cada uma das retas possui uma indicac¸˜ao que informa em qual tanque est´a ocorrendo o carregamento de produc¸˜ao daquele momento. Deste modo pode-se notar que a soluc¸˜ao do modelo PLIM divide a produc¸˜ao deste produto PD1 em seis bateladas, sendo que o destino dessa produc¸˜ao ´e carregado na seguinte sequˆencia de tancagem: T1C1 - T3C1- T1C1 - T3C1- T4C1- T2C1. ´E importante lembrar que os tanques est˜ao recebendo somente da produc¸˜ao nestes momentos. Em outros momentos do H, estes mesmos tanques encontram-se fazendo descarga com os polidutos (Y) ou em estado de espera.

Figura 30: Recebimento de Bateladas da Produc¸˜ao para os Tanques - Cen´ario 1 Fonte: Autoria pr´opria

1. Assim como o anterior, este gr´afico apresenta um conjunto de retas sequenciadas com diferentes comprimentos. Cada uma destas retas representa uma batelada de produto que ´e movimentada de algum tanque para o poliduto de sa´ıda da refinaria. Como as operac¸˜oes para poliduto s˜ao descont´ınuas, as retas est˜ao dispostas de forma sequenciada mas espac¸adas, uma vez que cada operac¸˜ao ocorre em determinado per´ıodo de tempo. Os comprimentos das retas s˜ao diferentes pelos mesmos motivos da situac¸˜ao anterior, em que cada batelada movimenta determinado volume. As inclinac¸˜oes s˜ao iguais para este caso, onde todas as operac¸˜oes tˆem a mesma vaz˜ao. Contudo, isto n˜ao ´e uma regra, pois podem ocorrer operac¸˜oes para poliduto, do mesmo produto, com diferentes vaz˜oes. Os valores de vaz˜oes, tempos iniciais e finais e volumes das operac¸˜oes podem tamb´em observados na tabela 10.

Os conceitos de batelada externa e interna s˜ao os mesmos, com a diferenc¸a que agora se tratam de movimentac¸˜oes que ocorrem dos tanques para fora da refinaria. Ou seja, as bateladas internas que no exemplo anterior significam tarefa de carga em tanque, agora representam descarga de produto. Na figura 31, cada uma das operac¸˜oes de envio (Op’s) ´e representada por quadros pontilhados, que marcam o per´ıodo de tempo das mesmas. Isso significa que exatamente nestes per´ıodos deve existir tanque contendo o produto em quest˜ao e que estejam dispon´ıveis para fazer o envio. Cada uma das retas indica uma batelada interna que sai de um tanque, deste modo percebe-se que ocorreram oito bateladas em sete operac¸˜oes com o uso de quatro tanques. A origem das bateladas seguem a seguinte sequˆencia de tancagem: T3C1 - T2C1 - T1C1 - T3C1 - T2C1 - T3C1 - T4C1 - T1C1. ´E importante lembrar que os tanques est˜ao enviando para o poliduto nos per´ıodos destacados, em outros momentos do H estes mesmos tanques encontram-se recebendo da produc¸˜ao (P) ou em estado de espera.

Existe outra diferenc¸a entre as bateladas referentes `as movimentac¸˜oes cont´ınuas e descont´ınuas. Trata-se do modo como s˜ao representadas no modelo. Ou seja, o modelo PLIM considera todo o perfil de produc¸˜ao (figura 30) como uma ´unica operac¸˜ao. Por outro lado, no caso das movimentac¸˜oes referentes ao perfil do poliduto (figura 31), o modelo considera sete operac¸˜oes. Violar as janelas de tempo da operac¸˜ao de produc¸˜ao significa extrapolar o limite do H, mas violar as janelas de tempo dos polidutos significa n˜ao respeitar os per´ıodos de qualquer uma das operac¸˜oes que s˜ao impostas por Boschetto (2011). Deste modo, assim como a soluc¸˜ao do modelo divide a produc¸˜ao em bateladas, tamb´em pode dividir qualquer operac¸˜ao de poliduto, como ´e o caso da operac¸˜ao (Op1) da figura 31. A divis˜ao desta operac¸˜ao pode ser observada, em destaque, na figura 31. Ao analisar o destaque na figura ´e constatado que a operac¸˜ao Op1 ´e dividida em duas bateladas, sendo que a primeira diz respeito ao envio feito pelo tanque T3C1 e a segunda por T2C1. Confrontando as informac¸˜oes do destaque da figura 31 e da tabela 10 observa-se que a primeira operac¸˜ao de envio deve ser iniciada na hora 0 e finalizada em 30. A

Figura 31: Envio de Bateladas dos Tanques para os Polidutos - Cen´ario 1 Fonte: Autoria pr´opria

soluc¸˜ao do modelo obedece esta janela de tempo e para isso fez a quebra da operac¸˜ao em duas bateladas uma descarga do tanque T3C1 e outra de T2C1. ´E interessante notar que a soluc¸˜ao aponta para bateladas internas que mant´em a operac¸˜ao ocorrendo de maneira linear e constante durante o per´ıodo, sendo que todo o volume exigido pela operac¸˜ao (12000m3) foi movimentado (soma das duas bateladas). A operac¸˜ao Op2 tamb´em aparece no destaque da figura 31 e quando se observa a tabela 10 tamb´em ´e poss´ıvel verificar que a janela de tempo e o volume foram respeitados. No entanto trata-se de uma movimentac¸˜ao pequena e a soluc¸˜ao aponta para apenas um envio que parte do tanque T1C1.