Modelo matemático para o scheduling integrado de parque de tancagem e polidutos
Texto
(2) GUILHERME ALCEU SCHNEIDER. ´ MODELO MATEMATICO PARA O SCHEDULING INTEGRADO DE PARQUE DE TANCAGEM E POLIDUTOS. Tese apresentada ao Programa de P´os-graduac¸a˜ o em Engenharia El´etrica e Inform´atica Industrial da Universidade Tecnol´ogica Federal do Paran´a como requisito parcial para obtenc¸a˜ o do t´ıtulo de “Doutor ´ em Ciˆencias” – Area de Concentrac¸a˜ o: Engenharia de Automac¸a˜ o e Sistemas. Orientador:. Dr. Fl´avio Neves Junior. Co-orientador: Dr. Leandro Magat˜ao. CURITIBA 2016.
(3) Dados Internacionais de Catalogac¸a˜ o na Publicac¸a˜ o S358m 2016. Schneider, Guilherme Alceu Modelo Matem´atico para o Scheduling Integrado de Parque de Tancagem e Polidutos/ Guilherme Alceu Schneider. – 2016. 176 f. : il. ; 30 cm Orientador: Dr. Fl´avio Neves Junior. Tese (Doutorado) – Universidade Tecnol´ogica Federal do Paran´a. Programa de P´os-graduac¸a˜ o em Engenharia El´etrica e Inform´atica Industrial. Curitiba, 2016. Bibliografia: f. 168-176. 1. Modelos matem´aticos. 2. Programac¸a˜ o linear. 3. Programac¸a˜ o inteira. 4. Agenda de execuc¸a˜ o (Administrac¸a˜ o). 5. Petr´oleo - Refinarias. 6. Tanques de armazenamento. 7. Oleodutos. 8. M´etodos de simulac¸a˜ o. 9. Engenharia el´etrica - Teses,.... CDD (22. ed.) 621.3. Biblioteca Central da UTFPR, Cˆampus Curitiba.
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(5) Para Sˆonia Maria Schneider, minha m˜ae (in memoriam)..
(6) AGRADECIMENTOS. A minha esposa e a minha filha. Aos meus pais, irm˜aos e a minha fam´ılia. Ao meu orientador professor Fl´avio Neves Junior. Ao meu co-orientador professor Leandro Magat˜ao. Ao professor Virg´ılio Jos´e Martins Ferreira Filho A professora L´ucia Val´eria Ramos de Arruda A professora Maria Teresinha Arns Steiner A professora Angela Olandoski Barboza. Aos meus amigos do laborat´orio LASCA/CPGEI/CT/UTFPR. Aos meus amigos do departamento de Eletrˆonica (DAELN/CT/UTFPR) Aos meus amigos de outros lugares, outros departamentos (rs!), alguns foram important´ıssimos. O que mais aprendi no doutorado e´ que nada se faz sozinho..
(7) De uma coisa aprenda mil coisas (Miyamoto Musashi)..
(8) RESUMO. ´ SCHNEIDER, Guilherme A.. MODELO MATEMATICO PARA O SCHEDULING INTEGRADO DE PARQUE DE TANCAGEM E POLIDUTOS. 176 f. Tese – Programa de P´osgraduac¸a˜ o em Engenharia El´etrica e Inform´atica Industrial, Universidade Tecnol´ogica Federal do Paran´a. Curitiba, 2016. Este trabalho apresenta modelos baseados em PLIM (Programac¸a˜ o Linear Inteira Mista) com representac¸a˜ o cont´ınua do tempo com o objetivo de realizar o scheduling (programac¸a˜ o ou agendamento) no parque de tanques de produtos finais em um o´ rg˜ao do tipo refinaria. O modelo e´ uma contribuic¸a˜ o para uma soluc¸a˜ o integrada que envolve outros elementos presentes na cadeia de suprimentos (CS) da ind´ustria do petr´oleo. Deste modo, um ponto relevante na fundamentac¸a˜ o te´orica deste trabalho e´ a descric¸a˜ o do sistema integrado de refino. Este sistema pode ser dividido em quatro est´agios (subsystems) que envolvem a movimentac¸a˜ o de produtos dentro e fora da refinaria. O scheduling de tanques finais e´ parte de um desses est´agios e solucion´a-lo contribui para a operacionalizac¸a˜ o das atividades de transporte de produtos dentro da refinaria envolvendo a produc¸a˜ o interna, a demanda local e as movimentac¸o˜ es de recebimento e envio por poliduto. Neste trabalho, o scheduling dos eventos de carga e descarga nos tanques finais da refinaria e´ determinado considerando dados de problemas reais obtidos a partir da soluc¸a˜ o apresentada por Boschetto (2011). O scheduling determinado por Boschetto (2011) gera os parˆametros do modelo PLIM aqui proposto. Tais parˆametros consistem em informac¸o˜ es sobre volumes, tempos e vaz˜oes das movimentac¸o˜ es que devem ocorrer entre o´ rg˜aos (refinarias, portos e terminais) da cadeia de suprimentos atrav´es da rede de polidutos. Essas informac¸o˜ es juntamente com as informac¸o˜ es de planejamento da refinaria sobre demanda e produc¸a˜ o e ainda com os valores de estoque e capacidade volum´etrica dos tanques fornecem os dados necess´arios para a realizac¸a˜ o do scheduling de tanques finais. O modelo PLIM aqui proposto busca minimizar o n´umero de movimentac¸o˜ es internas no parque de tanques da refinaria respeitando as condic¸o˜ es estruturais, operacionais e os valores das movimentac¸o˜ es impostas pelo scheduler dos polidutos de Boschetto (2011). Ent˜ao, com o objetivo de encontrar soluc¸o˜ es adequadas em um menor tempo computacional, uma abordagem PLIM combinada com um algoritmo iterativo e com a inserc¸a˜ o de restric¸o˜ es de corte e´ proposta, no que foi chamado de modelo PLIM-AI. Os resultados permitem melhorar o desempenho de tempo computacional do modelo bem como analisar as violac¸o˜ es de tempo e capacidade em tanques para cen´arios mensais. A proposta permitiu encontrar soluc¸o˜ es em tempos computacionais relativamente reduzidos, respeitando as condic¸o˜ es estruturais e operacionais da refinaria. As soluc¸o˜ es obtidas contribuem para as atividades de transferˆencia e estocagem (TE) da refinaria em dois pontos: (i) minimizam o n´umero de movimentac¸o˜ es internas, o que contribui para a operacionalizac¸a˜ o da busca por rotas dispon´ıveis (atividade operacional do programador da refinaria); e (ii) permitem o feedback para o scheduler de polidutos, possibilitando verificar a factibilidade das movimentac¸o˜ es que ocorrem na rede de polidutos. Palavras-chave: Programac¸a˜ o Matem´atica, PLIM, Programac¸a˜ o em Tanques Finais, Refinaria.
(9) ABSTRACT. SCHNEIDER, Guilherme A.. MATHEMATICAL MODEL FOR THE TANK FARM SCHEDULING INTEGRATED TO SCHEDULING OF PIPELINE NETWORK. 176 f. Tese – Programa de P´os-graduac¸a˜ o em Engenharia El´etrica e Inform´atica Industrial, Universidade Tecnol´ogica Federal do Paran´a. Curitiba, 2016. This work presents a Mixed-Integer Linear Programming (MILP) model with continuous time representation to address the tank farm scheduling of finished products in refineries. The model is part of a larger solution process that involves other elements from oil industry supply chain (SC), where strategic, tactical, and operational decisions must be taken. In this context, the standard refinery system can be divided into four subsystems involving the flow of products among refinery internal (tank farm, production units) and external (vessels, pipelines, final costumers, other refineries) entities. The tank farm scheduling is part of one of these subsystems and its solution contributes to the operational activities of the refinery tank farm, enabling the integration that occurs between domestic production, domestic demand, and product transport by pipelines. In this work the scheduling of loading and unloading operations in the tank farm of finished products at each network node (refinery) is determined. Real scenarios are considered, which were obtained from the planning of refineries and external pipeline network scheduling, proposed by Boschetto (2011). The scenarios present volumes and values of stored product inventories, maximum capacity tanks, and start and end times to product movements at the refinery interfaces (production, demand, and pipelines). Thus, the pipeline scheduling determined by Boschetto (2011) is an input parameter to the considered approach. The proposed MILP model searches a scheduling that minimizes the movements within the refinery tank farm in order to respect the imposed operational and structural constraints. Further, for making feasible the scheduling in a smaller computational time, an iterative algorithm is developed and cutting restrictions are inserted in a new model approach, named MILP-IA. The results allow us to analyze the model computational time, the temporal and structural violations, and the number of product movements for each scenario. For the studied cases, we can also check for attending to time and monthly volume constraints to each interface. Finally, the results also indicate that the proposed MILP-IA approach finds solutions in computational times in the order of minutes. The obtained solutions contribute to improve the transfer and storage activities (TS) on two main points: (i) they minimize the number of movements, facilitating the plant operational tasks (searching for routes); and, (ii) they provide feedback to the pipeline scheduling, Keywords: Mathematical Programming, MILP, Tank Farm Scheduling, Oil Refinery.
(10) LISTA DE FIGURAS. FIGURA 1 FIGURA 2 FIGURA 3 FIGURA 4. – – – –. FIGURA 5 FIGURA 6 FIGURA 7 FIGURA 8 FIGURA 9 FIGURA 10 FIGURA 11 FIGURA 12 FIGURA 13 FIGURA 14 FIGURA 15 FIGURA 16 FIGURA 17 FIGURA 18 FIGURA 19 FIGURA 20 FIGURA 21 FIGURA 22 FIGURA 23 FIGURA 24 FIGURA 25. – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –. FIGURA 26 – FIGURA 27 FIGURA 28 FIGURA 29 FIGURA 30 FIGURA 31 FIGURA 32 FIGURA 33 FIGURA 34 FIGURA 35 FIGURA 36. – – – – – – – – – –. FIGURA 37 – FIGURA 38 –. Mapa de polidutos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 Mapa de Polidutos Regional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21 Linhas Interna de Uma Refinaria . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22 Hierarquia no Fluxo de Dados para Scheduling dos Tanques Finais em Refinarias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23 Parque de Tanques: Principais Interfaces (Entradas e Sa´ıdas) . . . . . . . . . . . . 25 Representac¸a˜ o do Tempo (Discreta e Cont´ınua) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35 V´ınculo temporal entre Processos e Recursos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42 Fluxo de Movimentac¸o˜ es no Sistema Integrado de Refino . . . . . . . . . . . . . . . 43 Hierarquia no fluxo de dados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50 Um Poliduto - Uma Origem e M´ultiplos Destinos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53 Rede de Polidutos - M´ultiplas Origens e M´ultiplos Destinos . . . . . . . . . . . . . 57 Exemplo de Estrutura F´ısica de Refinaria . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59 Etapas de Execuc¸a˜ o da Ferramenta para Busca das Rotas . . . . . . . . . . . . . . . 62 Exemplo de Soluc¸a˜ o para a Tancagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63 Conjunto de 3 Soluc¸o˜ es para 4 Movimentac¸o˜ es . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64 ´ Soluc¸a˜ o Unica com 8 Movimentac¸o˜ es . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65 Scheduling Integrado do PTF e Polidutos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70 Parque de tanques . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 72 Movimentac¸o˜ es do Produto PD3 (R3 - M1) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 78 Movimentac¸o˜ es do Produto PD1 (R3 - M1) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 80 Movimentac¸o˜ es do produto PD4 (R3 - M1) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 81 Tancagem no Tempo: Homologac¸a˜ o em Tanque . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 83 Sincronismo entre Movimentac¸o˜ es na Operac¸a˜ o Cont´ınua . . . . . . . . . . . . . . 84 Sincronismo entre Movimentac¸o˜ es na Operac¸a˜ o Descont´ınua . . . . . . . . . . . 85 Evoluc¸a˜ o da carga/descarga de produtos nos Tanques (Refinaria 2 - Mˆes 2 Cen´arios 13, 14, 15, 16) - Carta de GANTT . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104 Perfil de Estoque dos Tanques e Evoluc¸a˜ o da Carga e Descarga dos Produtos (Refinaria R1 - Mˆes M1 - Cen´ario 1) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 106 Perfil de estoque no Tanque 1 do Cen´ario 13 (T1C13 ) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 107 Perfil de estoque do Tanque 5 do Cen´ario 20 (T5C20 ) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 108 Exemplo de limite m´ınimo exigido para homologac¸a˜ o (SETUP) (T1C12 ) . 109 Recebimento de Bateladas da Produc¸a˜ o para os Tanques - Cen´ario 1 . . . . . 110 Envio de Bateladas dos Tanques para os Polidutos - Cen´ario 1 . . . . . . . . . . . 112 Valor da FO x Conjunto de Bateladas - Cen´ario 5 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 125 Efeito da ponderac¸a˜ o α nos Valores das Violac¸o˜ es da FO (32) . . . . . . . . . . . 127 Fluxograma - Algoritmo Iterativo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 133 Ciclos (Loops) do Algoritmo Iterativo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 134 Modelo PLIM x PLIM-AI. Comparac¸a˜ o entre valores de FO e de Tempo Computacional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 138 Perfil de Estoque dos Tanques - Cen´ario 5 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 140 Perfil da Operac¸a˜ o de Produc¸a˜ o (P) - Cen´ario 5 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 141.
(11) Perfil da Operac¸a˜ o de Demanda (D) - Cen´ario 5 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 142 Perfil da Operac¸a˜ o de Recebimentos por Poliduto (X) - Cen´ario 5 . . . . . . . . 143 Perfil da Operac¸a˜ o de Envios por Poliduto (Y) - Cen´ario 5 . . . . . . . . . . . . . . 145 Perfil da Operac¸a˜ o de Envios por Poliduto (Y) - Cen´ario 3 . . . . . . . . . . . . . . 147 Perfil de Estoque do Tanque - Cen´ario 16 - Tanque T1C16 . . . . . . . . . . . . . . . 149 Gr´afico de GANTT da Tancagem para a Refinaria R3 no Mˆes M1 - Cen´arios 6, 7 e 8 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 151 FIGURA 45 – Gr´afico de GANTT da Tancagem para a Refinaria R3 no Mˆes M2 - Cen´arios 17 e 18 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 152 FIGURA 46 – Ilustrac¸a˜ o para Conjunto de Soluc¸o˜ es dos Cen´arios 6, 7 e 8 (R3-M1) e dos Cen´arios 17 e 18 (R3-M2) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 155 FIGURA 47 – Bloco otimizador da TE em polidutos e refinarias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 158. FIGURA 39 FIGURA 40 FIGURA 41 FIGURA 42 FIGURA 43 FIGURA 44. – – – – – –.
(12) LISTA DE TABELAS. TABELA 1 TABELA 2 TABELA 3 TABELA 4 TABELA 5. – – – – –. TABELA 6. –. TABELA 7 – TABELA 8. –. TABELA 9 – TABELA 10 – TABELA 11 TABELA 12 TABELA 13 TABELA 14 TABELA 15 TABELA 16 TABELA 17 TABELA 18 TABELA 19 TABELA 20 TABELA 21. – – – – – – – – – – –. TABELA 22 – TABELA 23 TABELA 24 TABELA 25 TABELA 26 TABELA 27 TABELA 28 TABELA 29. – – – – – – –. C´alculo de Rotas - Exemplo Gen´erico para um Conjunto de Soluc¸o˜ es . . . . 64 Cen´arios de Movimentac¸o˜ es Por Produto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 74 Volume Mensal de Entrada e Sa´ıda de Produtos (R3 - M1) . . . . . . . . . . . . . . 75 Estoque Inicial do Tanques (R3 - M1) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75 Operac¸a˜ o de Recebimento da Produc¸a˜ o (P) - Movimentac¸a˜ o definida pelo Planejamento da Refinaria (R3 - M1) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76 Operac¸o˜ es de Envio para a Demanda (D) - Movimentac¸o˜ es definidas pelo Planejamento da Refinaria (R3 - M1) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76 Operac¸o˜ es de Recebimento por Polidutos (X) - Bateladas geradas por Boschetto (2011) (R3 - M1) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76 Operac¸o˜ es de Envio para Polidutos (Y) - Bateladas geradas por Boschetto (2011) (R3 - M1) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77 Resultados do modelo PLIM . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105 Operac¸o˜ es de Envio para Polidutos (Y) do Cen´ario 1 - Bateladas geradas por Boschetto (2011) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 113 Movimentac¸o˜ es com Rotas Conflitantes - Refinaria R3 Mˆes M1 . . . . . . . . . 115 Matriz de Conflitos entre Movimentac¸o˜ es - Refinaria R3 - Mˆes M1 . . . . . . 116 Movimentac¸o˜ es com Rotas Conflitantes - Refinaria R3 Mˆes M2 . . . . . . . . . 117 Matriz de Conflitos entre Movimentac¸o˜ es - Refinaria R3 - Mˆes M2 . . . . . . 118 Teste do Limite da Factibilidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 126 Discrepˆancia do Pontos em Relac¸a˜ o a Origem PO = (0,0) . . . . . . . . . . . . . . . 127 Caracter´ısticas dos Problemas Abordados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 128 Resultados Quantitativos do Modelo PLIM Adaptado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 130 Bateladas da Demanda - Vaz˜oes M´aximas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 131 Bateladas da Demanda - Vaz˜oes Intermedi´arias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 131 Avaliac¸a˜ o do Percentual de Adequac¸a˜ o do M´ınimo de Movimentac¸o˜ es Cen´ario 5 (P-X-D-Y) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 135 Resultados Quantitativos do Modelo PLIM com Algoritmo Iterativo (PLIM-AI) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 137 Bateladas da Produc¸a˜ o (P) - Cen´ario 5 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 141 Bateladas da Demanda (D) - Cen´ario 5 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 143 Bateladas de Recebimento por Poliduto (X) - Cen´ario 5 . . . . . . . . . . . . . . . . . 144 Bateladas de Envio por Poliduto (Y) - Cen´ario 5 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 145 Bateladas de Envio para Polidutos (Y) - Cen´ario 3 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 148 Resultados do Modelo de Teste PLIM-T - Cen´ario 6, 11 e 16 . . . . . . . . . . . . 150 Conjunto de Soluc¸o˜ es para os Cen´arios 6, 7 e 8 (R3-M1) e para os Cen´arios 17 e 18 (R3-M2) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 153.
(13) LISTA DE SIGLAS. SC PLIM SIGA AI TE PO PM PL PNL PLI RPMS PIMS FO GLP MIP MOS CDU FCC SM H PNLIM GDP PTF BB CE PLR MOGA AG SFL SVG CAD LT. Supply Chain Programac¸a˜ o Linear Inteira Mista Sistema Integrado para Gerenciamento de Alinhamentos Algoritmo Iterativo Transferˆencia e Estocagem Pesquisa Operacional Programac¸a˜ o Matem´atica Programac¸a˜ o Linear Programac¸a˜ o N˜ao-Linear Programac¸a˜ o Linear Inteira Refinery and Petrochemical Modeling System Process Industry Modeling System Func¸a˜ o Objetivo G´as Liquefeito de Petr´oleo - G´as Natural Mixed-Integer Programming Multi Operations Sequence Crude Distillation Unit Fluidize-bed Catalytic Cracking Sistema de Mistura Horizonte de Programac¸a˜ o Programac¸a˜ o N˜ao-Linear Inteira Mista Generalized Disjunctive Programming Parque de Tanques Finais Branch and Bound Computac¸a˜ o Evolucion´aria Programac¸a˜ o L´ogica por Restric¸o˜ es Multi Objective Genetic Algorithm Algoritmo Gen´etico Shuffled Frog-Leaping Scalable Vector Graphics Computer Aided Design Loop Time - Tempo de Ciclo do AI.
(14) ´ SUMARIO. ˜ 1 INTRODUC ¸ AO .............................................................. ˜ 1.1 MOTIVAC¸AO ............................................................... 1.2 PROBLEMA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.3 OBJETIVO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.4 OBJETIVOS ESPEC´IFICOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.5 JUSTIFICATIVAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.6 ESTRUTURA DO TRABALHO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ` PROBLEMAS DE TE . . 2 PESQUISA E DESENVOLVIMENTO APLICADOS A ˜ MATEMATICA ´ 2.1 PROGRAMAC¸AO ........................................... 2.1.1 Definic¸o˜ es sobre Programac¸a˜ o Matem´atica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.1.2 Planning e Scheduling no Contexto de PO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.1.3 Restric¸o˜ es T´ıpicas no Ambiente de TE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.2 SISTEMA INTEGRADO DE REFINO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.2.1 Carregamento e Mistura de Petr´oleo (Est´agio 1) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.2.2 Unidades de Produc¸a˜ o (Est´agio 2) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.2.3 Mistura e Envio de Produtos Finais (Est´agio 3) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.2.4 Rede de Polidutos (Est´agio 4) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.3 A BUSCA POR ROTAS NA REFINARIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ˜ 2.4 CONSIDERAC¸OES DO CAP´ITULO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ´ ´ ˜ 3 CENARIOS DE ANALISE - MOVIMENTAC ¸ OES, ESTRUTURA E REGRAS. 15 15 20 26 26 27 30 32 33 33 37 39 42 42 44 45 51 58 65. OPERACIONAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69 3.1 SCHEDULER DA REDE DE POLIDUTOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69 ´ 3.2 CENARIOS MENSAIS NAS REFINARIAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 71 ˜ TEMPORAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79 3.3 A QUESTAO ˜ 3.4 CONSIDERAC¸OES DO CAP´ITULO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 85 4 SCHEDULING DOS TANQUES - MODELO PLIM . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 89 ˜ DO MODELO DE PROGRAMAC¸AO ˜ DA TANCAGEM . . . . . . . . . . 90 4.1 CONCEPC¸AO 4.2 MODELAGEM EM PLIM . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 92 4.2.1 Nomenclatura - modelo PLIM . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 92 4.2.2 Formulac¸a˜ o do modelo PLIM . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 96 4.2.2.1 Func¸a˜ o Objetivo (FO) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 96 4.2.2.2 Ciclo Operacional do Tanque . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 96 4.2.2.3 C´alculo das Movimentac¸o˜ es . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 97 4.2.2.4 Balanc¸o de Massa no Tanque . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98 4.2.2.5 Violac¸a˜ o de Capacidade do Tanque . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98 4.2.2.6 Temporizac¸a˜ o e Sequenciamento das Bateladas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 99 4.2.2.7 Temporizac¸a˜ o e Sequenciamento dos Eventos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 100 4.2.2.8 V´ınculo Temporal entre Bateladas e Eventos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 101 4.3 RESULTADOS DO MODELO PLIM . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 102 ˜ TEMPORAL: RESULTADOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 108 4.4 A QUESTAO ˜ DO MODELO PLIM POR MEIO DA BUSCA POR ROTAS . . . . . . . . 112 4.5 VALIDAC¸AO.
(15) ˜ ´ 4.6 CONSIDERAC¸OES DO CAPITULO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 116 ˜ 5 SCHEDULING DOS TANQUES - ADAPTAC ¸ OES NO MODELO PLIM . . . . . . . . 120 ˜ ˜ DAS MOVIMENTAC¸OES 5.1 MINIMIZAC¸AO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 121 5.1.1 Alterac¸o˜ es na FO para Minimizar Movimentac¸o˜ es . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 121 5.1.2 Alterac¸o˜ es na Temporizac¸a˜ o para Flexibilizar a Operac¸a˜ o de Demanda . . . . . . . . . . . 122 5.1.3 Restric¸o˜ es de Corte para o N´umero M´ınimo de Movimentac¸o˜ es . . . . . . . . . . . . . . . . . . 123 ˜ DO TAMANHO CONJUNTO DAS BATELADAS BT . . . . . . . . . . . 124 5.2 VERIFICAC¸AO ˜ DO VALOR DO COEFICIENTE α DA FO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 125 5.3 ADEQUAC¸AO 5.4 RESULTADOS COMPUTACIONAIS DO MODELO PLIM ADAPTADO . . . . . . . . . 127 5.5 ALGORITMO ITERATIVO (PLIM-AI) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 132 5.6 RESULTADOS DO MODELO PLIM-AI . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 135 5.6.1 An´alise Quantitativa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 136 5.6.2 Determinac¸a˜ o do Scheduling em Tanques - Perfis de Estoques . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 137 5.6.3 Verificac¸a˜ o do Sincronismo entre Movimentac¸o˜ es (Encaixe das Bateladas - Cen´ario 5) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 139 5.6.4 Violac¸o˜ es de Tempo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 145 5.6.5 Violac¸o˜ es de Capacidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 148 5.6.6 An´alise da Minimizac¸a˜ o das Movimentac¸o˜ es . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 150 5.6.7 Validac¸a˜ o do modelo PLIM-AI por meio da Busca por Rotas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 152 ˜ 5.7 CONSIDERAC¸OES DO CAP´ITULO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 154 ˜ 6 CONCLUSAO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 157 ˜ 6.1 CONTRIBUIC¸OES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 162 6.2 TRABALHOS FUTUROS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 164 ˆ REFERENCIAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 168.
(16) 15. 1. ˜ INTRODUC ¸ AO. Este cap´ıtulo apresenta t´opicos que procuram inserir o leitor no ambiente de pesquisa relacionado ao trabalho. Primeiro, aborda a motivac¸a˜ o, onde s˜ao apresentados os conceitos sobre cadeia de suprimentos da ind´ustria do petr´oleo, bem como sobre as poss´ıveis aplicac¸o˜ es de pesquisa nas atividades que envolvem a log´ıstica (transferˆencia e estocagem) deste sistema. Em seguida e´ apresentado o problema que ser´a abordado no trabalho, bem como os objetivos que se pretendem alcanc¸ar com a soluc¸a˜ o do problema. O escopo do trabalho est´a dentro dos objetivos da ind´ustria do petr´oleo e pretende colaborar com melhorias nos processos existentes. Na sequˆencia, e´ apresentada a justificativa que aponta quais as melhorias que podem ocorrer quando estiver em pr´atica a soluc¸a˜ o proposta. E por fim, e´ apresentada a estrutura do trabalho, onde e´ feito um resumo dos pr´oximos cap´ıtulos. 1.1. ˜ MOTIVAC¸AO A dependˆencia do petr´oleo e´ algo latente na sociedade, seja para suprir a necessidade. de combust´ıvel no modelo atual de ind´ustria automotiva, ou ainda com o uso nas mais diversas a´ reas por meio de seus derivados. Magat˜ao et al. (2008) lembram que as atividades de explorac¸a˜ o, refino e distribuic¸a˜ o que est˜ao presentes no manejo de tal mat´eria-prima, tem vital importˆancia no cen´ario econˆomico mundial e exigem elevado grau de eficiˆencia e qualidade, tanto para aumentar o lucro como para minimizar riscos materiais e ambientais. Tamb´em nesta linha de ideias, Ribas (2012) destaca que um crescimento econˆomico regional vem acompanhado do aumento no consumo de petr´oleo e seus derivados exigindo uma disponibilizac¸a˜ o maior do produto final, n˜ao dispensando os cuidados com seguranc¸a inerentes de tal atividade. A maioria dos autores aponta que e´ necess´ario buscar soluc¸o˜ es mais eficientes para uso de produtos e mat´eria-prima, bem como a preocupac¸a˜ o com a reduc¸a˜ o na emiss˜ao de gases poluidores. Deste modo, o zelo nas quest˜oes ambientais e a maximizac¸a˜ o dos lucros s˜ao regras que devem ser seguidas nas atividades que envolvem trasporte de petr´oleo. A primeira.
(17) 16. delas pode ser obtida procurando produzir de modo a atender a` s normas de protec¸a˜ o ao meio ambiente e respeitando crit´erios de seguranc¸a e, outra regra que pode ser mencionada visa o melhor aproveitamento da estrutura e mat´eria-prima primando por aumentar a diferenc¸a entre receitas e despesas, se referindo sobretudo ao melhor aproveitamento de dutos, tanques, portos, terminais, linhas, etc. Aumentar a diferenc¸a entre receitas e despesas pode tamb´em significar reduzir custos ou melhorar a qualidade do produto final de forma continuada, mantendo ˜ et al., 2008; BOSCHETTO, 2011; viva a competitividade de uma companhia (MAGATAO FERREIRA, 2008; GROSSMANN, 2004). Surge ent˜ao a palavra eficiˆencia como ponto de destaque nos argumentos presentes em muitos trabalhos, principalmente devido a` baixa margem de lucro com a qual convive a ind´ustria de refino aliado a` rigorosa regulamentac¸a˜ o ambiental a` qual e´ submetida. Trata-se de um cen´ario onde a meta e´ obter soluc¸o˜ es que permitam ganho de eficiˆencia nas operac¸o˜ es, aumentando o desempenho sem comprometer qualidade, quantidade e prazos. Na ind´ustria do petr´oleo, a quantidade de mat´eria-prima e de produto transportado e´ muito grande, bem como as movimentac¸o˜ es financeiras, que envolvem valores significativos. Deste modo, qualquer melhora na execuc¸a˜ o das tarefas gera ganhos consider´aveis sendo que, para isto ocorrer, e´ necess´ario o desenvolvimento de programac¸o˜ es eficientes das tarefas (BOSCHETTO, 2011; GROSSMANN, 2004; SOARES, 2009). Os termos Cadeia de suprimentos (supply chain), planejamento (planning), programac¸a˜ o da produc¸a˜ o (scheduling) e otimizac¸a˜ o s˜ao palavras chave comumente encontradas em trabalhos relacionados a` ind´ustria do petr´oleo. Nesse setor pensar em um gerenciamento integrado que considere todos os componentes presentes na ind´ustria do petr´oleo e´ muito importante. Deste modo surgiu o conceito da Cadeia de Suprimentos (supply chain - SC) na ind´ustria do petr´oleo que continua sendo assunto de interesse em diversos trabalhos na a´ rea. A SC e´ composta por refinarias, portos e terminais sendo que o transporte de produto ocorre pelos seguintes meios: ferrovias, hidrovias, rodovias e polidutos, os chamados modais. Ent˜ao pode-se classificar a SC da ind´ustria petrol´ıfera, como um sistema multi-modal (engloba todos os meios de transporte) que envolve quest˜oes e atividades cotidianas do setor, tais como: objetivos de produc¸a˜ o; compromissos contratados com clientes e distribuidores; alterac¸o˜ es nas demandas, especificac¸o˜ es e datas de entrega dos produtos; garantia de qualidade e quantidade das mat´erias primas; disponibilidade e desempenho das unidades de processo; e a distribuic¸a˜ o e transporte de derivados do petr´oleo. Essa complexa integrac¸a˜ o exige um gerenciamento que pode ser considerado em n´ıveis de decis˜ao e em uma abordagem temporal hierarquizada dividida em: estrat´egico, t´atico.
(18) 17. e operacional. O n´ıvel estrat´egico que cont´em as decis˜oes de longo prazo, o n´ıvel t´atico que envolve as decis˜oes de longo/m´edio prazo e o n´ıvel operacional que est´a relacionado a decis˜oes di´arias. (SIMCHI-LEVI et al., 2007; NEIRO; PINTO, 2004; BOSCHETTO, 2011; FELIZARI, 2009). Em Banaszewski et al. (2010, 2011, 2012), os autores apresentam t´ecnicas para solucionar problemas relacionados a transporte de petr´oleo atuando no gerenciamento das informac¸o˜ es presentes em toda a SC. A movimentac¸a˜ o de petr´oleo e derivados, respeitando as limitac¸o˜ es de infra-estrutura (por exemplo, tanques dispon´ıveis), e´ um problema para a a´ rea de transferˆencia e estocagem (TE). Deste modo, para os sistemas de TE tamb´em e´ importante a eficiˆencia, isso exige que as atividades de explorac¸a˜ o, refino e distribuic¸a˜ o do petr´oleo operem com elevado grau de desempenho e qualidade. O que se traduz em como transportar e armazenar petr´oleo e derivados de modo a aproveitar a estrutura f´ısica (dutos e tanques) dos o´ rg˜aos (refinarias, portos ou terminais) a partir dos volumes e per´ıodos de movimentac¸a˜ o planejados pela ˜ et al., 2008; GROSSMANN et al., 2002). Em Joly (2012) e´ mencionado empresa (MAGATAO que uma estrat´egia inteligente de produc¸a˜ o e´ essencial para garantir a rentabilidade da produc¸a˜ o em um cen´ario cada vez mais complexo de mercado. A forma para definir pol´ıticas para aproveitamento da estrutura de modo que n˜ao comprometa a capacidade produtiva do sistema e´ o planejamento (planning) e a programac¸a˜ o da produc¸a˜ o, tamb´em chamada de escalonamento (scheduling). Neste contexto planning e scheduling s˜ao palavras chave comumente encontradas em trabalhos relacionados a` ind´ustria do petr´oleo. Na ind´ustria petrol´ıfera planning e scheduling definem a alocac¸a˜ o de recursos e equipamentos para executar as tarefas em um determinado per´ıodo de tempo (KREIPL; PINEDO, 2004; PEKNY; ZENTNER, 1993). Estas atividades (planning e scheduling) possuem relac¸a˜ o com os n´ıveis estrat´egico, t´atico e operacional e por isso s˜ao procedimentos respons´aveis pela coordenac¸a˜ o das operac¸o˜ es em cada o´ rg˜ao. S˜ao procedimentos com naturezas diferentes e alguns autores abordam essas diferenc¸as. O planning determina campanhas mais longas de per´ıodo mensal, semestral ou at´e anual e geralmente considera a pol´ıtica da empresa (o que fazer?). Faz uso de informac¸o˜ es agregadas e busca basicamente minimizar custo ou maximizar lucro. Ou seja, o planning se refere a quest˜ao do ponto de vista gerencial e define metas para a produc¸a˜ o de acordo com as previs˜oes de mercado. Por sua vez, o scheduling trabalha com o operacional e se refere a um per´ıodo de tempo mais curto. E´ uma atividade que procura viabilizar os procedimentos de produc¸a˜ o no ambiente de f´abrica (como fazer?) onde as atividades competem por recursos e utilidades escassos. O scheduling utiliza informac¸o˜ es mais detalhadas e busca definir como deve ser o sequenciamento das tarefas e a alocac¸a˜ o de equipamentos para executar a campanha em determinado per´ıodo de.
(19) 18. ˜ 2001; KREIPL; PINEDO, 2004; JOLY, 1999; SOARES, 2009; STEBEL, tempo (MAGATAO, ˜ et al., 2008; 2006; SHEN et al., 2006; BOSCHETTO, 2011; LANKFORD, 2001; MAGATAO BOSCHETTO et al., 2010). Planning e scheduling buscam encontrar um ponto operacional que torne o sistema mais eficiente do ponto de vista econˆomico, sem alterar a estrutura (malhas, v´alvulas, bombas, dutos, linhas, etc) (BOSCHETTO et al., 2010). De acordo com o que foi apresentado, e´ not´orio que existe uma hierarquia entre estes dois procedimentos. O planning envia a ordem para que o programador execute o scheduling e fac¸a a movimentac¸a˜ o dos produtos requisitados. Sendo assim pode-se afirmar que o scheduling (que deve considerar disponibilidade de produtos, tancagem, sequenciamento, qualidade e prazos) e´ o refinamento das informac¸o˜ es do planning. Em outras palavras, busca garantir ˜ et al., 2008; STEBEL, 2006; a viabilidade da soluc¸a˜ o proposta pelo planning (MAGATAO SOARES, 2009). Nesse ambiente, as atividades competem por recursos e utilidades escassos, sendo que o scheduling e´ definido como uma parte importante para contribuir na utilizac¸a˜ o mais adequada da infraestrutura. Se baseia no uso da estrutura, pois busca uma forma fact´ıvel para realizar o que foi proposto pelo planning, considerando quest˜oes restritivas como: qualidade do produto; datas e hor´arios de recebimento e restric¸o˜ es de transferˆencia e estocagem (TE). De um modo geral, problemas de scheduling tem o foco voltado para a planta produtiva e, como trata de problemas bem pr´oximos da realidade, buscam uma soluc¸a˜ o fact´ıvel em tempo vi´avel. Exemplos de situac¸o˜ es reais desse tipo s˜ao casos cl´assicos em refinarias e geralmente s˜ao parte das atividades de responsabilidade do programador, a saber: recebimento de petr´oleos e mistura, modos de operac¸a˜ o das unidades de processo, utilizac¸a˜ o de tanques, realizac¸a˜ o de misturas. Isso mostra que o scheduling tem papel crucial no controle operacional, n˜ao apenas da refinaria, mas de toda a SC (devido a integrac¸a˜ o). Portanto ganhos obtidos nesta programac¸a˜ o tem forte impacto no resultado final de uma companhia (RIBAS, 2012; CASTRO, 2001). A perda de mat´eria-prima, a sub-utilizac¸a˜ o dos recursos, quest˜oes mercadol´ogicas e jur´ıdicas s˜ao fatores que pressionam a ind´ustria do petr´oleo. A primeira envolve quest˜oes ambientais sobre como poupar recursos naturais. As outras tem impacto em quest˜oes financeiras e normativas onde gasta-se muito tempo com retrabalhos. Muitas vezes, diminuir custos e ˜ 2001). Mas a melhorar servic¸os s˜ao decis˜oes conduzidas de forma experimental (MAGATAO, complexidade do planning e scheduling da ind´ustria do petr´oleo n˜ao permite este tipo de rotina. Tal atividade exige muito tempo e esforc¸o, de modo que a falta de suporte computacional tem grande influˆencia no gerenciamento das plantas produtivas (STEBEL, 2006). De acordo com Ribas (2012), o transporte por polidutos e´ o que apresenta o menor.
(20) 19. custo dentre os modais de transporte terrestre, pois apresenta um elevado grau de confiabilidade e de disponibilidade da estrutura. Silva et al. (2013), Souza-Filho et al. (2013) comparam os polidutos com os outros modais (ferrovias,rodovias,hidrovias) e destacam a utilizac¸a˜ o de dutos para o transporte de grande volume de produto por longas distˆancias. Algumas caracter´ısticas vantajosas dos polidutos s˜ao: baixo custo operacional, alta disponibilidade da estrutura para a operac¸a˜ o, menor impacto ambiental, menos suscet´ıvel a fatores externos (condic¸o˜ es clim´aticas) em relac¸a˜ o ao outros modais. Al´em disso, outros fatores como: demandar pouca m˜ao de obra para a operac¸a˜ o, apresentar um alto n´ıvel de seguranc¸a (transporta produtos inflam´aveis e contaminantes) e servir como estoque caso necess´ario tamb´em devem ser lembrados. As desvantagens ficam por conta do investimento inicial, nenhuma flexibilidade de rota, pouca capacidade de adaptac¸a˜ o a diferentes padr˜oes de carregamento e possibilidade de contaminac¸a˜ o entre produtos. Diante deste perfil, percebe-se a necessidade em desenvolver sistemas que utilizem com efic´acia a estrutura, tamb´em com o intuito de aumentar os investimentos em ampliac¸a˜ o da rede de polidutos. Contudo, ferramentas computacionais para essa aplicac¸a˜ o ainda s˜ao poucas e os trabalhos acadˆemicos ainda n˜ao cobrem certos requisitos operacionais b´asicos (RIBAS, 2012). Ainda, Boschetto (2011) destaca que na literatura s˜ao exploradas situac¸o˜ es que dificilmente representam a realidade, cen´arios com n´umero reduzido de restric¸o˜ es e que consideram plantas diminutas. Observe-se que a figura 1 e´ uma forma de verificar a dimens˜ao da quest˜ao que envolve o transporte por polidutos. O mapa de integrac¸a˜ o do transporte de polidutos no pa´ıs engloba uma rede que est´a atualmente dimensionada em 7,1 mil km de polidutos interligando portos, terminais e refinarias (TRANSPETRO, 2016). Boschetto (2011) tamb´em observa que indicadores confi´aveis s˜ao de suma importˆancia para o programador, pois fornecem subs´ıdios para a correta tomada de decis˜ao em operac¸o˜ es que definem a pol´ıtica de tancagem e produc¸a˜ o de um o´ rg˜ao. Felizari (2009) faz uma observac¸a˜ o que vem de encontro a estas necessidades, uma vez que ele menciona o crescente interesse na ind´ustria do petr´oleo no desenvolvimento de ferramentas computacionais para auxiliar a tomada de decis˜oes. E complementa com o argumento que tais ferramentas geralmente empregam t´ecnicas de otimizac¸a˜ o, pois os problemas de planejamento e programac¸a˜ o da produc¸a˜ o muitas vezes oferecem desafios que apresentam problemas complexos. Seguindo esta linha, alguns autores apontam que m´etodos heur´ısticos e programac¸a˜ o matem´atica (PM) s˜ao abordagens efetivas para problemas de scheduling. Muitas ferramentas desenvolvidas para aplicac¸a˜ o em o´ rg˜aos da SC na ind´ustria do petr´oleo s˜ao baseadas em algoritmos cl´assicos para uso destas.
(21) 20. Figura 1: Mapa de polidutos Fonte: (TRANSPETRO, 2016). abordagens (REKLAITIS, 1992; FELIZARI, 2009; BOSCHETTO, 2011; SOARES, 2009). Felizari (2009) lembra que essas operac¸o˜ es envolvem tomada de decis˜oes que podem ser vistas como complexos problemas de otimizac¸a˜ o combinat´oria, pois envolvem grande n´umero de vari´aveis. Ainda Magat˜ao et al. (2008) comentam que a adoc¸a˜ o de pol´ıticas operacionais conservadoras s˜ao utilizadas para contornar a complexidade das operac¸o˜ es de planning e scheduling. No entanto essa pr´atica, por vezes, sub-utiliza a capacidade produtiva do sistema, sendo um dos motivos que tornaram tais problemas foco da Pesquisa Operacional (PO) nos u´ ltimos 50 anos. Boschetto (2011) tamb´em sustenta a mesma ideia, mencionando que o uso das t´ecnicas de otimizac¸a˜ o para resolver problemas de gerenciamento da SC na ind´ustria petrol´ıfera e´ frequente. 1.2. PROBLEMA O modelo PLIM proposto por Boschetto (2011) soluciona a alocac¸a˜ o, o. sequenciamento e a temporizac¸a˜ o das movimentac¸o˜ es de derivados para o problema de transporte na malha de polidutos. O modelo foi aplicado a uma rede brasileira com 30 polidutos que interligam 14 o´ rg˜aos (refinarias, portos, terminais de distribuic¸a˜ o e clientes finais). Como.
(22) 21. resultado consegue encontrar soluc¸a˜ o para o transporte de produtos. O modelo teve eˆ xito ao realizar o scheduling para o horizonte de 1 mˆes respeitando a capacidade agregada de armazenamento em cada o´ rg˜ao (desconhece o valor de estoque individual em cada tanque). Dentre os o´ rg˜aos destacam-se as 4 refinarias como as apresentadas na figura 2. Os o´ rg˜aos do tipo refinaria s˜ao os mais complexos quando se refere a` interfaces, pois recebem produtos de sua pr´opria produc¸a˜ o interna e devem enviar para atender uma demanda local. Somado a isso, podem receber e enviar por meio de polidutos caracterizando possibilidade de conex˜ao com quatro tipos de interfaces: (i) recebimento da produc¸a˜ o interna, (ii) recebimento por meio de poliduto, (iii) envio para a demanda local, (iv) envio para poliduto.. Figura 2: Mapa de Polidutos Regional Fonte: Transpetro (2016). Uma refinaria possui muitos tanques, volumosa produc¸a˜ o, variedade de produtos finais, grande quantidade de rotas para fluxo de produto, possibilidade de muitas linhas (caminhos) para movimentar os produtos entre origem e destino. Uma refinaria t´ıpica pode ter dezenas de tanques agrupados em a´ reas diferentes e com finalidades diferentes. Essas a´ reas englobam desde a entrada do o´ leo cr´u (petr´oleo) at´e a sa´ıda do produto final (diesel, gasolina, GLP, asfalto, etc) para o cliente, sendo que todo esse processo significa movimentac¸a˜ o de produto dentro da refinaria em um conjunto de a´ reas chamado de TE (Transferˆencia e Estocagem) (STEBEL, 2006). A figura 3 mostra uma a´ rea interna da TE de uma refinaria. Nesta pode-se observar a.
(23) 22. complexidade do n´umero de linhas (caminhos) que interligam os tanques aos equipamentos e aos pontos de conex˜ao com outras a´ reas (interfaces). Estas linhas s˜ao os caminhos internos por onde o produto e´ movimentado dentro da refinaria.. Figura 3: Linhas Interna de Uma Refinaria Fonte: Ramos (2004). Toda essa complexidade precisa ser considerada quando se deseja trabalhar com transferˆencias, misturas e estocagem de petr´oleo e derivados. Somado a tudo isso ainda existem outros fatores, tais como: a diversidade nos tipos de petr´oleo processado; a exigˆencia do mercado; a importac¸a˜ o de componentes; o expressivo n´umero dos modos de operac¸a˜ o; duplicidades das unidades b´asicas de processo; o grande n´umero de linhas internas; as possibilidades de transferˆencia interna e externa e, em muitos casos, a necessidade de atender um grande volume de encomendas regionais. De modo que, mesmo com ferramentas de simulac¸a˜ o, definir a alocac¸a˜ o de recursos e a sequˆencia das operac¸o˜ es de uma refinaria e´ uma tarefa muito onerosa, pois esse sequenciamento dos eventos nas unidades de processos e no sistema de transferˆencia e estocagem (TE) requer uma grande quantidade de decis˜oes. Em.
(24) 23. suma, a operacionalizac¸a˜ o de uma refinaria e´ considerada uma das mais dif´ıceis tarefas e mesmo com toda esta complexidade, a maior parte das operac¸o˜ es ocorre a partir da experiˆencia dos operadores atrav´es de c´alculos manuais (FERREIRA, 2008; SOARES, 2009). A figura 4 mostra como e´ a hierarquia dos fluxos de dados para as operac¸o˜ es de TE internas nas refinarias que ocorrem integradas as movimentac¸o˜ es dos polidutos. O contexto da figura apresenta cen´arios que sofrem influˆencias de informac¸o˜ es que v˜ao desde o n´ıvel estrat´egico at´e o operacional. S˜ao eles: scheduling na rede de polidutos que trata da otimizac¸a˜ o das movimentac¸o˜ es entre refinarias, portos e terminais, scheduling nos tanques finais da refinaria que rege a otimizac¸a˜ o das movimentac¸o˜ es de carga e descarga dos tanques e finalmente a busca por rotas para operacionalizar o scheduling dos tanques que tem como objetivo encontrar as melhores rotas para garantir as movimentac¸o˜ es internas da refinaria.. Figura 4: Hierarquia no Fluxo de Dados para Scheduling dos Tanques Finais em Refinarias Fonte: Autoria pr´opria. O scheduler dos polidutos (sistema respons´avel por sugerir o scheduling) gera as movimentac¸o˜ es que entram e saem por polidutos nas refinarias, informando os volumes e os tempos de in´ıcio (TiP ) e fim (T fP ) das mesmas (movimentac¸o˜ es entre o´ rg˜aos). O scheduler dos tanques tamb´em gera volumes e tempos das movimentac¸o˜ es, mas neste caso referente a` s cargas e descargas em tanques (movimentac¸o˜ es dentro da refinaria). Por sua vez, as ferramentas.
(25) 24. que auxiliam na procura por melhores rotas (busca por rotas) necessitam receber informac¸o˜ es a respeito das movimentac¸o˜ es de carga e de descarga em tanques. Para cada movimentac¸a˜ o de carga (origem-tanque) e descarga (tanque-destino) e´ importante conhecer tamb´em o volume, tempo de in´ıcio (TiT ) e fim (T fT ) para operacionalizar a movimentac¸a˜ o interna. Os tempos e volumes movimentados para produc¸a˜ o interna e demanda local de produto, os estoques iniciais e capacidade dos tanques s˜ao dados da refinaria que servem como parˆametros para o scheduler dos tanques finais. O foco deste trabalho e´ preencher a lacuna existente entre duas ferramentas computacionais que obedecem a uma hierarquia para o fluxo dos dados, conforme ilustra a figura 4. O scheduler dos polidutos e´ resultado do trabalho de tese de Boschetto (2011) e fornece o scheduling dos polidutos que interligam os o´ rg˜aos do respectivo modal.. A. ferramenta que executa a busca por rotas, tamb´em chamada de SIGA (Sistema Integrado para Gerenciamento de Alinhamentos) e´ resultado da dissertac¸a˜ o de Ramos (2004) e de outros 3 artigos Kogik et al. (2006), Kowalski et al. (2006), Daciuk et al. (2012). Ela e´ respons´avel por indicar rotas que executam as movimentac¸o˜ es planejadas para a refinaria (executadas atrav´es das linhas internas). Entre a rede de polidutos (que interliga as refinarias) e as rotas de cada refinaria (que interliga os tanques) existe a quest˜ao de como fazer o uso adequado dos recursos do parque de tanques. Ou seja, a partir dos dados provenientes do scheduling da rede de polidutos qual e´ o melhor scheduling para as operac¸o˜ es de TE do parque de tanques, de modo que o uso dos tanques seja o mais adequado poss´ıvel e operacionalmente fact´ıvel ? Com o preenchimento desta lacuna de desenvolvimento, a meta e´ contribuir para atingir a operacionalizac¸a˜ o de um sistema integrado scheduler de polidutos - scheduler dos tanques - busca por rotas. Deste modo, o parque de tanques de cada refinaria deve ser capaz de suportar os volumes de produc¸a˜ o interna, demanda local, bem como das movimentac¸o˜ es de recebimento e envio por meio de polidutos. A produc¸a˜ o interna se refere ao volume gerado pela pr´opria refinaria e e´ proveniente das unidades de processo que transformam petr´oleo em gasolina, diesel e outros derivados. A demanda local diz respeito aos volumes enviados e entregues na pr´opria refinaria, sendo recebidos por caminh˜oes e trens que correspondem a outros modais (rodovia, ferrovia) e que envolvem outros crit´erios de log´ıstica. Por sua vez, como mencionado anteriormente, as movimentac¸o˜ es de recebimento e envio por polidutos s˜ao otimizadas por Boschetto (2011). A figura 5 ilustra esta situac¸a˜ o, o planning de produc¸a˜ o interna e demanda local e´ definido na estrat´egia mensal da refinaria, mas as movimentac¸o˜ es por polidutos n˜ao. Essa definic¸a˜ o faz parte do scheduling e por isso s˜ao movimentac¸o˜ es que iniciam e findam em per´ıodos de tempo definidos dentro do horizonte mensal. Com isso, apresentam volumes e vaz˜oes vari´aveis de uma para outra, sendo fixadas apenas na movimentac¸a˜ o. O trabalho.
(26) 25. de Boschetto (2011) acrescentou rigor para as atividades da refinaria ao definir tamb´em uma janela de tempo na qual devem ocorrer estas movimentac¸o˜ es.. Figura 5: Parque de Tanques: Principais Interfaces (Entradas e Sa´ıdas) Fonte: Autoria pr´opria. Neste caso, o problema de scheduling dos tanques (definir a melhor pol´ıtica de uso destes recursos) e´ um dos mais dif´ıceis problemas de TE. Em especial, o problema de estocagem (armazenamento) que trata do recebimento e envio de produtos, implicam v´arias decis˜oes n˜ao triviais que devem ser tomadas pelos programadores (STEBEL, 2006). Ferreira (2008) destaca que trabalhos cient´ıficos geralmente s˜ao aplicados em situac¸o˜ es limitadas com modelos simplificados de refinarias, mas quando se considera a otimizac¸a˜ o das movimentac¸o˜ es pelos polidutos, a complexidade do cen´ario e´ aumentada. Para fazer o scheduling dos tanques n˜ao basta que o programador encontre uma soluc¸a˜ o respeitando apenas a ordem de entrada ou sa´ıda das movimentac¸o˜ es dos polidutos, mas sim fazˆe-las tamb´em em um per´ıodo de tempo espec´ıfico obedecendo a hierarquia do fluxo de dados da refinaria para um problema real da companhia. Trata-se de um problema de otimizac¸a˜ o que busca encontrar uma soluc¸a˜ o para o uso de tanques de estocagem (tanques finais) integrado com as movimentac¸o˜ es otimizadas da rede de polidutos. Ramos (2004) coloca que as operac¸o˜ es de TE podem ser divididas em dois grupos: as que utilizam transporte por polidutos e as que envolvem movimentac¸o˜ es entre tanques. Observando isso, Stebel (2006) faz uma suposic¸a˜ o de integrac¸a˜ o entre esses dois grupos ao relatar que o scheduling das refinarias de petr´oleo pode atuar em conjunto com o da rede de polidutos. O autor aponta como caminho de pesquisa a ser seguido, a integrac¸a˜ o entre esses modelos, buscando ajustar inconsistˆencias entre as operac¸o˜ es dos polidutos e as movimentac¸o˜ es na refinaria. Polli (2014), que contribuiu para aprimorar o scheduling da rede de polidutos, destaca o uso do conceito de tancagem agregada que anteriormente tamb´em e´ mencionado em Magat˜ao (2001). Segundo ele, e´ definido como a soma das capacidades de todos os tanques de uma mesma refinaria. O autor comenta ainda que n˜ao e´ poss´ıvel avaliar o estoque de cada tanque separadamente. Nesta linha vale novamente lembrar do trabalho de Boschetto (2011), que apresentou uma proposta para executar o planning e scheduling da rede de polidutos, quando ent˜ao fez o uso do conceito de tancagem agregada. Um dos apontamentos.
(27) 26. de Boschetto (2011) deixa uma sugest˜ao de desenvolvimento de uma modelagem onde seja poss´ıvel representar a tancagem n˜ao agregada, ou seja, onde exista uma representac¸a˜ o tanque-atanque para proporcionar maior riqueza de detalhes na soluc¸a˜ o. Assim, se observa que otimizar o scheduling da rede de polidutos sem considerar a factibilidade da operacionalizac¸a˜ o destes volumes, dentro do parque de tanques, deixa uma lacuna no caminho para a eficiˆencia desejada na companhia. Deste modo a busca seria para a melhor maneira de usar os tanques de modo a atender produc¸a˜ o interna, demanda local, volumes e tempos das movimentac¸o˜ es de recebimento e envio por polidutos, respeitando as restric¸o˜ es operacionais e estruturais da refinaria. 1.3. OBJETIVO O objetivo do presente trabalho e´ determinar a melhor pol´ıtica de utilizac¸a˜ o dos tanques. de estocagem finais para atender produc¸a˜ o, demanda e movimentac¸o˜ es de entrada e sa´ıda de polidutos em o´ rg˜aos do tipo refinaria. Ou seja, resolver o sheduling tanque-a-tanque (tancagem), a partir dos dados da refinaria e do scheduling da rede de polidutos. 1.4. OBJETIVOS ESPEC´IFICOS Como objetivos espec´ıficos pretende-se: - Entender os dados do scheduling da rede de polidutos: estudar a quest˜ao da. otimizac¸a˜ o na rede de polidutos por meio de pesquisa bibliogr´afica. Compreender o resultado do modelo proposto por (BOSCHETTO, 2011) e estruturar uma forma de utilizac¸a˜ o desses dados para que sirvam de parˆametros do modelo a ser desenvolvido. - Construir o modelo em programac¸a˜ o matem´atica para realizar o scheduling em tanques:. pesquisar trabalhos correlatos com o problema em quest˜ao, verificar formas. de equacionamento mais adequadas para a aplicac¸a˜ o.. Construir um modelo inicial, em. programac¸a˜ o matem´atica, almejando obter uma soluc¸a˜ o fact´ıvel para o problema. - Aplicar o modelo ao cen´ario real: executar o modelo inicial com os dados reais de produc¸a˜ o e demanda da refinaria e tamb´em com as movimentac¸o˜ es de recebimento e envio dos polidutos. Ap´os isso, depurar e avaliar as soluc¸o˜ es. - Reformular o modelo para aprimor´a-lo e reaplicar ao cen´ario real: a partir do resultado obtido com o modelo inicial deve-se buscar o refinamento de modo a corrigir distorc¸o˜ es ou melhorar o que j´a foi realizado, seja do ponto de vista da qualidade da soluc¸a˜ o obtida e/ou diminuic¸a˜ o do tempo computacional. Depois da reformulac¸a˜ o, o modelo inicial se.
(28) 27. transforma em uma vers˜ao refinada chamada apenas de modelo. Aplicar esse modelo ao cen´ario real novamente. - Analisar os resultados: entender se os resultados obtidos com o modelo s˜ao coerentes, pois existe uma pol´ıtica operacional j´a esperada em relac¸a˜ o ao uso dos tanques, bem como quest˜oes estruturais restritivas que s˜ao conhecidas. A soluc¸a˜ o deve respeitar estas condic¸o˜ es al´em de atender as cargas e descargas de produto da refinaria. - Validar os resultados: se os resultados do modelo s˜ao coerentes ent˜ao devem ser validados. Nesse caso ser´a utilizada a ferramenta computacional apresentada por (DACIUK et al., 2012) como validador do scheduling dos tanques. Isso ocorre a partir da verificac¸a˜ o do scheduling proposto para os tanques, observando se o resultado do modelo e´ fact´ıvel tamb´em do pontos de vista operacional. Ou seja, se existe possibilidade de encontrar rotas na refinaria para executar essas movimentac¸o˜ es entre esses tanques de estocagem. 1.5. JUSTIFICATIVAS O uso de ferramentas computacionais para a otimizac¸a˜ o na produc¸a˜ o de combust´ıveis. se justifica por alguns fatores. Entre esses fatores est´a a crescente demanda mundial de energia e a necessidade de reduc¸a˜ o na emiss˜ao dos gases (FERREIRA, 2008). Tais fatores s˜ao puxados pela continuidade do atual modelo econˆomico, que transforma a ind´ustria do petr´oleo em estrat´egica para as atividades essenciais de qualquer pa´ıs. Quando a quest˜ao e´ sobre a integrac¸a˜ o das ferramentas de scheduling pode-se apoiar nas palavras do mesmo autor. Ele argumenta que para garantir retornos dos investimentos e´ necess´ario englobar a integrac¸a˜ o da SC, considerando que a disponibilidade e integridade dos equipamentos e os sistemas de controle e informac¸a˜ o s˜ao fundamentais, mas sem esquecer que o ser humano e´ indispens´avel nesta atividade. Nesta linha, Magalh˜aes et al. (1999) destacam algumas raz˜oes t´ecnicas e financeiras que justificam o desenvolvimento e implantac¸a˜ o de ferramentas computacionais direcionadas para scheduling em refinarias de petr´oleo. Entre essas raz˜oes pode-se citar: aumento na capacidade de monitoramento e tomada de decis˜ao no processo (re-adaptac¸a˜ o r´apida a novo requerimento de fornecimento em situac¸o˜ es especiais); reduc¸a˜ o nas perdas de tancagem (utilizac¸a˜ o otimizada do parque); minimizac¸a˜ o no tempo de armazenagem do produto; possibilidade da adoc¸a˜ o de uma pol´ıtica just in time indo de encontro a` s necessidade das distribuidoras (nada deve ser produzido, transportado ou comprado antes da ”hora exata”). Quando o aspecto em pauta e´ o uso adequado do tanques, torna-se interessante perceber que a tancagem (envio e recebimento em tanques) e´ realizada por um especialista da.
(29) 28. TE que faz uso de sua experiˆencia profissional. Deste modo, torna-se justific´avel a elaborac¸a˜ o de modelos que auxiliem a` tomada de decis˜ao operacional, lembrando que um scheduling realizado manualmente n˜ao permite verificar o comportamento das restric¸o˜ es associadas a` dinˆamica da atividade de tancagem, o que pode entre outras situac¸o˜ es gerar gargalos. A modelagem do sistema e o uso de ferramentas computacionais permite detectar problemas cr´ıticos que n˜ao s˜ao o´ bvios para o operador em uma primeira an´alise, evitando custos adicionais (STEBEL, 2006) Ganhos financeiros movem a busca pela eficiˆencia. Esses lucros s´o s˜ao atingidos se as movimentac¸o˜ es de produtos levarem em conta sequˆencia e hor´ario de bombeio, quantidade de volumes transferidos, atendimento a` demanda, manutenc¸a˜ o dos estoques de seguranc¸a, entre outros. Neste sentido, o desenvolvimento de modelos e´ a soluc¸a˜ o apontada quando se pretende criar uma estrutura de otimizac¸a˜ o que, a partir das previs˜oes de quantidades e hor´arios e das boas pr´aticas de operac¸a˜ o, gere uma programac¸a˜ o o´ tima para as movimentac¸o˜ es. Os modelos de otimizac¸a˜ o permitem manter os estoques dentro de limites pr´aticos, gerenciar a utilizac¸a˜ o dos polidutos do sistema, prezar o atendimento dos requisitos de entrega e evitar reprogramac¸o˜ es. Com isso, tamb´em e´ poss´ıvel definir pol´ıticas de aproveitamento futuro da capacidade ociosa do sistema (FELIZARI, 2009). A integrac¸a˜ o das ferramentas que otimizam as operac¸o˜ es de TE e a otimizac¸a˜ o no uso dos tanques em o´ rg˜aos s˜ao argumentos ambiciosos e v´alidos. Os ganhos industriais foram amplamente comentados e para a comunidade cient´ıfica existe a evoluc¸a˜ o na pesquisa sobre aplicac¸a˜ o de modelos de otimizac¸a˜ o para resolver problemas de scheduling. O ganho consiste em otimizar a tancagem das refinarias a partir dos dados reais de produc¸a˜ o, demanda e das movimentac¸o˜ es de recebimento e envio proveniente da rede de polidutos. Com isso, pretendese contribuir para o aprimoramento das aplicac¸o˜ es de otimizac¸a˜ o computacional em ambiente industrial, que no caso do setor de petr´oleo e g´as, significa realizar testes de consider´avel relevˆancia. Problemas desta natureza s˜ao de grande complexidade combinatorial (milhares de restric¸o˜ es e vari´aveis envolvidas). O trabalho de Terrazas-Moreno et al. (2012) aborda o problema de scheduling em tanques (tancagem) aplicando programac¸a˜ o matem´atica. Os autores prop˜oem uma soluc¸a˜ o para a tancagem considerando somente a produc¸a˜ o interna e a demanda local. Eles apontam que o gerenciamento em tanque envolve caracter´ısticas operacionais e estruturais que tornam a atividade complexa. Ainda lembram que qualquer atividade de tancagem necessita considerar a existˆencia de linhas internas na refinaria para tornar fact´ıvel a operac¸a˜ o, uma hip´otese que n˜ao e´ verificada por Terrazas-Moreno et al. (2012). Por sua vez, a proposta presente nesta tese considera, al´em da produc¸a˜ o interna e demanda local, tamb´em as movimentac¸o˜ es de.
(30) 29. recebimento e de envio por poliduto (scheduling na rede de polidutos), buscando uma soluc¸a˜ o que seja fact´ıvel no ambiente de f´abrica, sendo a busca por rotas um elemento avaliado no contexto da soluc¸a˜ o obtida. Essas considerac¸o˜ es imp˜oem maior rigor ao modelo de tancagem corroborando para a inserc¸a˜ o de restric¸o˜ es de corte (n´umero m´ınimo de movimentac¸o˜ es na refinaria). Adicionalmente, um algoritmo iterativo e´ proposto, o qual faz uso do n´umero m´ınimo de movimentac¸o˜ es, para encontrar soluc¸o˜ es em menor tempo computacional. Deste modo alguns aspectos podem ser destacados como pontos de contribuic¸a˜ o desta tese. No cap´ıtulo de conclus˜ao (sec¸a˜ o 6.1) esses aspectos tamb´em s˜ao explicados. Neste ponto do texto essas contribuic¸o˜ es s˜ao citadas, a saber: • Scheduling nos Tanques Finais da Refinaria Integrado ao de Polidutos: o scheduler de Boschetto (2011) e´ uma ferramenta de otimizac¸a˜ o da camada superior de n´ıvel de decis˜ao (figura 4). Sendo assim, a partir dos dados obtidos deste scheduler de polidutos prop˜oe-se o scheduling dos tanques finais, obtendo a evoluc¸a˜ o do estoque de cada tanque individualmente. Deste modo tamb´em e´ poss´ıvel verificar a operacionalizac¸a˜ o deste sistema integrado que consiste em scheduler de polidutos - scheduler dos tanques busca por rotas. • Utilizac¸a˜ o da Restric¸o˜ es de V´ınculos Temporais: as restric¸o˜ es que vinculam os tempos das operac¸o˜ es de envio e recebimento da refinaria com os tempos dos eventos de carga e descarga em tanques s˜ao fundamentais para verificar a evoluc¸a˜ o do estoque tanque a tanque. Tais restric¸o˜ es foram adaptadas de Barboza (2005) e utilizadas para vincular recebimento e envio de tanques com os pontos de produc¸a˜ o interna, demanda local e de entrada e sa´ıda por polidutos. Esses pontos de interface s˜ao apresentados na figura 5. • Restric¸o˜ es de Minimizac¸a˜ o das Movimentac¸o˜ es Internas para Diminuic¸a˜ o do Espac¸o de Busca: a meta de viabilizar a operacionalizac¸a˜ o da busca por rotas imp˜oe a minimizac¸a˜ o do n´umero de movimentac¸o˜ es internas da refinaria. No entanto observase que existe um m´ınimo de movimentac¸o˜ es imposto pelo pr´oprio cen´ario analisado em cada caso. Deste modo a inserc¸a˜ o das restric¸o˜ es de minimizac¸a˜ o limitam o espac¸o de busca e contribuem para uma convergˆencia em menor tempo computacional. • Aplicac¸a˜ o da Heur´ıstica do Algoritmo Iterativo: mesmo com as restric¸o˜ es de minimizac¸a˜ o a convergˆencia pode demorar para ocorrer. Deste modo, como o objetivo n˜ao e´ encontrar uma soluc¸a˜ o o´ tima e sim algo fact´ıvel, elaborou-se um algoritmo iterativo que permite o incremento dos valores m´ınimos de movimentac¸o˜ es internas a cada ciclo de execuc¸a˜ o do modelo. Tal contribuic¸a˜ o pode ser aplicada a qualquer problema de.
(31) 30. scheduling que busque minimizar movimentac¸o˜ es internas. Uma vez que esse n´umero m´ınimo e´ uma caracter´ıstica intr´ınseca do cen´ario, portanto, deve ser considerado. • Publicac¸o˜ es: esta pesquisa resultou na publicac¸a˜ o de trˆes artigos, sendo dois em congressos e um outro em peri´odico. 1.6. ESTRUTURA DO TRABALHO Este trabalho e´ dividido em 5 cap´ıtulos e conclus˜ao, sendo que cada um aborda os. seguintes assuntos: • Cap´ıtulo 1: este cap´ıtulo e´ a abertura do trabalho e responde questionamentos referentes a` relevˆancia da pesquisa. Inicialmente apresenta a motivac¸a˜ o, onde s˜ao explicados os elementos envolvidos na SC (Supply Chain) do petr´oleo, em especial o modal poliduto e o o´ rg˜ao refinaria (pontos focais do trabalho). Tamb´em s˜ao abordados os conceitos referentes a` atividades de planning e scheduling, bem como e´ lembrada a a´ rea de PO (Pesquisa Operacional) no contexto de aplicac¸a˜ o para este tipo de tarefa, em especial a PM (Programac¸a˜ o Matem´atica). Ainda, traz a explicac¸a˜ o do problema a ser abordado, os objetivos trac¸ados e por fim s˜ao apresentadas as justificativas. • Cap´ıtulo 2: este cap´ıtulo apresenta o estado da arte para os assuntos relacionados a` pesquisa e desenvolvimento aplicados a problemas de planning e scheduling. Primeiramente aborda quest˜oes referentes a PM e seu contexto dentro da PO. Ap´os, apresenta o Sistema Integrado de Refino, onde mostra uma coletˆanea de trabalhos que buscam solucionar o problema de TE em toda a cadeia de decis˜oes que vai desde o descarregamento de petr´oleo por meio de navio at´e o envio de produtos finais para o cliente e para a rede de polidutos. Por u´ ltimo s˜ao relatados trabalhos que visam encontrar maneiras autˆonomas para executar a busca por rotas (caminhos) nas linhas internas das refinarias. • Cap´ıtulo 3: este cap´ıtulo inicia detalhando o scheduler da rede de polidutos. O descritivo feito aborda quest˜oes referentes a entrada de dados para o scheduling dos tanques e que servem de base para o problema abordado no trabalho. Isso envolve a explicac¸a˜ o sobre o scheduler dos polidutos, os detalhes sobre a quantidade de recursos dispon´ıveis e o volume de produto movimentado em cada cen´ario e os conceitos e regras (temporais e operacionais) inerentes ao processo de TE em tanques, que norteiam a concepc¸a˜ o do modelo. Ap´os, com base no scheduling da rede, mostra os cen´arios reais mensais.
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