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R-27/2013 E V2 VERONICA LORENA DOVIS

III PROCESSOS DE ORDEM R

R-27/2013 E V2 VERONICA LORENA DOVIS

HISTÓRICO:

O processo trata do pedido de registro profissional de diplomado no exterior, da Engenheira Agrônoma Verônica Lorena Dovis, formada pela Universidad Nacional del Litoral, de Santa Fé, na República Argentina. A solicitação deu entrada no Crea-SP em 28.05.2013, quando foram anexados ao requerimento, cópia do Diploma expedido em 23.05.2002, pela Universidad Nacional del Litoral, de Santa Fé, Argentina, contendo em seu verso o carimbo de revalidação pela Universidade de São Carlos, datado de 16.04.2013 –

graduação em Engenharia Agronômica – Diploma registrado sob nº 602806 (fl. 03), com tradução de tradutor Público juramentado de Buenos Aires à fl. 10; documento de matéria de notas (fls. 04-07, traduzido por tradutor público, à fl. 11 e verso como histórico de Disciplinas Aprovadas, e do Plano de Estudos, com carga horária semanal, de cada matéria, por quadrimestre (fl. 08), traduzido por tradutor público, às fls. 12/13, como Plano de Estudos Agronomia em 1990.

Foram anexados ao pedido, ainda, cópias de Certificado da requerente referente à conclusão do curso de “Maestria en Cultivos Intensivos”, emitido pela mesma universidade argentina, em 04.02.2008; cópia do certificado de Doutorado em Biologia Vegetal, emitido pela Universidade Estadual de Campinas

(UNICAMP), em 06.12.2012; cópia do certificado do Curso de Legislação Profissional do CREASP,

realizado na ESALQ, em 08.05.2013, além de todos os documentos pessoais pertinentes, além das cópias das ementas das disciplinas cursadas no curso de graduação, estas sem a tradução. Foi anexado também um ofício onde a interessada justifica a não apresentação da tradução para o português, por “Tradutor Público Juramentado”, do conteúdo das disciplinas cursadas no exterior, como estabelece a Resolução do Confea de Nº 1007/2003, alegando estar desempregada e impossibilitada de desempenhar as funções como engenheira agrônoma no Brasil, justamente por falta do registro definitivo, portanto impossibilitada de honrar com o custo da tradução de 258 páginas adicionais. Esclareceu, também, que seu diploma já se encontra reconhecido pelo MEC, por meio da revalidação feita pela UFSCar - Araras.

O processo foi encaminhado à Câmara Especializada de Agronomia (CEA) que, pelo fato do Assistente Técnico DAP/SUPCOL Luiz Arnaud Britto de Castro não ter sido capaz de elaborar uma proposta de cotejo das disciplinas, em atendimento ao que determina a DN 12/83, “uma vez que nem todas as matérias cursadas apresentam a carga horária cumprida e aquelas que trazem essa informação a expressam apenas em termos de carga semanal não se sabendo quantas semanas foram cursadas”, baseado ainda na legislação vigente – Lei Federal nº 5.194/66; Resolução nº 1.007/03 e PL 0569/2012, fez com que o processo fosse devolvido à UGI Piracicaba, pelo seu coordenador Eng, Agr, José Luis Susumu Sasaki, para a complementação de documentos e informações necessárias, em 15.01.2014.

No processo estão apresentados dois protocolos (Nº 105344 e Nº 79602, fls. 175/176, respectivamente), informando a interessada que a pendência era a falta de tradução dos documentos apresentados, do conteúdo programático das disciplinas, por tradutor juramentado, nada observando a dificuldade encontrada para a elaboração do cotejo das disciplinas.

Em 08.05.2014, Verônica Lorena Dovis entra com recurso solicitando que o seu pedido de registro profissional seja encaminhado e avaliado pela CEA-SP, utilizando como base a Lei 9.394, de 20 de

dezembro de1996, Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), no seu Art. 48º que estabelece que os diplomas de cursos superiores reconhecidos, quando registrados, terão validade nacional como prova da formação recebida por seu titular; o Parecer CNE/CEB 18/2002, do Ministério da Educação, publicado no Diário Oficial da União, de 07.06.2002, Seção 1, p. 28, onde define que a revalidação é um ato oficial pelo qual certificados e diplomas emitidos no exterior e válidos naquele país tornam-se equiparados aos emitidos no Brasil e, assim adquirem o caráter legal necessário para a terminalidade e consequente validade nacional e respectivos efeitos; e a Constituição Federal Brasileira de 1988, em seu Art. 5º, que adota o princípio da igualdade de direitos prevendo a igualdade de direitos para todos os brasileiros e

TAIS TOSTES GRAZIANO

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Proposta Relator Processo/Interessado Nº de Ordem PIRACICABA

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estrangeiros residentes no País.

O processo volta então à CEA, em julho de 2014, sendo indicado, como relator do processo, o conselheiro Engenheiro Agrícola João Domingos Biagi. Em seu parecer (12.09.2014), o relator rebate a argumentação da interessada, apresentando as exigências para o registro dos profissionais brasileiros (Instrução Nº 2405, de 23.03.2005.) e enfatizando as atribuições das Câmaras Especializadas (Lei Federal nº 5.194/66, Art. 46), emitindo no seu voto final, mais uma vez, pedido do retorno do Processo à UGI Piracicaba para complemento da documentação para a análise do processo, além do pedido de inclusão de cópia do documento emitido pela UFSCar, informando o curso e a respectiva grade curricular utilizados na revalidação do diploma.

Na fl. 189 do processo, é apresentado o ofício de Nº 3784/2015, da UGIPIRA, datado de 07.05.2015, onde informam à interessada da Decisão CEA 556/14 que “para dar prosseguimento à análise do processo, solicitamos a entrega de cópia de documento emitido pela UFSCar informando o curso, e a respectiva grade curricular, utilizado para a revalidação do diploma”. Mais uma vez, a interessada não é informada sobre a dificuldade na elaboração do cotejo das disciplinas, para atendimento da DN 12/83.

Em 06.07.2015, Verônica Lorena Dovis encaminha o Ofício Nº 048/2015, da DiGRA da UFSCar (fl. 191), com o Relatório e Parecer (fls. 193/194) e o Projeto Pedagógico do Curso de Engenharia Agronômica, do Centro de Ciências Agrárias, da UFSCar (fls198/269) que foram utilizados pela Comissão Avaliadora no processo de revalidação do seu diploma de estrangeiro, conforme solicitado pelo CREASP. O processo volta à CEA, para o Relator João Domingos Biagi que, em 12.12.2015, indefere novamente o pedido, alegando o não atendimento da legislação vigente (Resolução Confea Nº 1.007/2003, Art. 4º - §4º, DN 12/83), Decisão CEA/SP nº40/2016.

Em maio de 2016, a UGIPIRA informa a interessada da decisão da CEA, anexando cópias, na íntegra, da legislação em questão, a título de informação.

Em 25.11.2016, a interessada solicita novamente o envio do assunto à CEA, para avaliação, visto ter atendido as solicitações realizadas no Ofício 3784, da UGIPIRA, ou seja, o envio dos documentos da UFSCar. O processo volta ao CEA para nova manifestação em julho de 2017, agora com a indicação de um novo relator.

PARECER:

Considerando a Lei nº 5.194/66 que regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e

Engenheiro Agrônomo, e dá outras providências, no item d) do seu Art. 46 – São atribuições das Câmaras Especializadas apreciar e julgar os pedidos de registro de profissionais, das firmas, das entidades de direito público, das entidades de classe e das escolas ou faculdades na região.

Partindo das duas decisões da Câmara Especializada de Agronomia, CEA/SP (nº 556/2014 e nº 528/2016), que aprovaram o parecer do Conselheiro Relator, pelo veto em conceder o registro pleiteado pelo não atendimento da legislação vigente, Decisão Normativa nº 12/83, Art. 4º da Resolução Confea nº 1007/2003, temos a considerar:

I- Quanto à Decisão Normativa nº12/83, que estabelece procedimentos a serem observados pelos Conselhos Regionais na análise de processo de registro profissional de diplomados no estrangeiro;

- em nenhum momento, analisando o processo, a interessada foi alertada sobre a dificuldade na realização do cotejo, pelas diferenças no seu histórico escolar, ao tratar da carga horária e período das disciplinas (quadrimestrais), muito embora constasse dos votos do relator;

- a dificuldade em elaborar o cotejo das disciplinas deveu-se, fundamentalmente, pelo histórico escolar fornecido pela Universidade argentina colocar a carga horária das disciplinas em semanal e o período do curso quadrimestral. Quanto a isso, uma análise mais criteriosa das ementas das disciplinas, assim como uma breve pesquisa, pela internet, junto à Universidad Nacional del Litoral, pode-se observar que o quadrimestre do curso em questão equivale ao nosso semestre e que contemplam 15 semanas letivas. Deve-se ressaltar que este mesmo critério foi utilizado pela UFSCar, na análise do processo de revalidação do diploma da Engenheira Agrônoma Verônica Lorena Dovis. Com base nestas informações, pode-se realizar o cotejo abaixo apresentado.

Matérias do Currículo

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Estrangeiro

Resolução CNE/CES nº 1 de 2006

Disciplias Carga Horária Núcleo de conteúdos básicos Biogia

Botânica I 120 Botânica II 90 Zoologia Agrícola 90 Estatíica Estatística I 75 Estatística II 75 Expressão Gráfica Fica Física 75 Informática Matemática Matemática I 150 Matemática II 150 Química

Química Geral e Inorgânica 150

Química Orgânica e Biológica 120

Química Analítica Geral e Aplicada 105

Subtotal 1200 Núcleo de conteúdos profissionais essenciaisAgrometeorologia e ClimatologiaClimatologia e Fenologia Agrícola 105

Avaliação e Perícias Biotecnologia Fisiologia Vegetal e AnimalFisiologia Vegetal Fisiologia da Produtividade das Culturas 90

90

Cartografia, Geoprocessamento e Georreferenciamento Comunicação, Ética, Legislação, Extensão e Sociologia Rural.Fundamentos da Agronomia Sociologia Rural 120

75

Construções Rurais, Paisagismo, Floricultura, Parques e Jardins. Economia, Administração Agroindustrial, Política e Desenvolvimento Rural.Política e Legislação Agrária Economia Agrária I Economia Agrária II Administração Rural 60 45 45 105

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Energia, Máquinas, Mecanização Agrícola e Logística.Maquinário Agrícola 120 Genética de Melhoramento, Manejo e Produção Florestal, Genética I

Genética II

Arboricultura e Silvicultura 105 90

75

Zootecnia e Fitotecnia, Gestão Empresarial, Marketing e Agronegócio.Zootenia Geral Produção Animal I Produção Animal II Forragens Fruticultura Horticultura Cultivos Extensivos 60 60 180 180 45 90 240

Hidráulica, Hidrologia, Manejo de Bacias Hidrográficas, Sistemas de Irrigação e Drenagem Manejo e Gestão Ambiental.Ecologia 90

Microbiologia e FitossanidadeMicrobiologia Agrícola Fitopatologia

Terapêutica Vegetal 90 90

90

Sistemas Agroindustriais.Edafologia 180

Solos, Manejo e Conservação do solo e da água, nutrição de plantas e adubação.Manejo de Solos 180

Técnicas e Análises Experimentais.

Tecnologia da Produção, Controle de Qualidade e Pós-colheita de Produtos Agropecuários

Subtotal 2700

Núcleo de conteúdos profissionais específicosInserido no contexto pedagógico do curso, visando

contribuir para o aperfeiçoamento da habilitação profissional do formado.

Subtotal 3900 Subtotal Trabalho de Curso Subtotal

Exigências Cumpridas na revalidação

Subtotal

Disciplinas Cursadas em curso de Pós-Graduação

Subtotal

Matérias sem correspondência nos cursos nacionais

Subtotal

Carga Horária Mínima Res. CNE/CES nº 2/073600 horas-aulaTotal da Carga Horária3900

Analisando o cotejo acima, observam-se diferenças entre o histórico apresentado e o que estabelece o Art. 7º da Resolução Nº1 da CNE/CNE, de 2006, sobre os conteúdos curriculares do curso de Engenharia Agronômica ou Agronomia: I - No núcleo de conteúdos básicos, só não são contemplados a Informática e

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Expressão Gráfica; II - O núcleo de conteúdos profissionais essenciais - não constam disciplinas como Biotecnologia, Avaliação e Perícias, Cartografia, Geoprocessamento e Georreferenciamento; Construções Rurais, Paisagismo, Floricultura, Parques e Jardins, Hidráulica, Hidrologia, Manejo de Bacias Hidrográficas, Sistemas de Irrigação e Drenagem, Tecnologia da Produção, Controle de Qualidade e Pós-colheita de Produtos Agropecuários, muito embora muito desses conhecimentos são repassados dentro de outras disciplinas cursadas. Também não é exigido o Trabalho de Curso.

Considerando o Relatório Parecer favorável emito pela comissão constituída pela Coordenação de Curso da UFSCar, em que mostra que a interessada apresentou toda a documentação solicitada; que a grade curricular do curso de engenharia Agronômica da UNL compõem-se de disciplinas quadrimestrais e anuais, que cada quadrimestre possui 15 semanas letivas, perfazendo um total de 3.945 horas; acima das 3.600 horas exigidas pela nossa legislação (Resolução Nº 2 da CNE/CES, de 18 de junho de 2007 e Decisão Plenária Nº OL-0087/2004 do CONFEA). Deve-se ressaltar que, no cotejo elaborado por esta relatora, chegou-se a 3.900 horas, valor pouco inferior ao apresentado pela comissão.

Ainda neste parecer, a Comissão instituída pela UFSCar esclarece que, para análise do processo de revalidação do diploma da interessada, quanto aos aspectos analisados para a equivalência plena, foram observadas algumas diferenças na grade curricular quanto ao número de disciplinas, por exemplo, mas a análise criteriosa do conteúdo programático mostrou que foram atendidos os princípios fundamentais da formação do Engenheiro Agrônomo, havendo correspondência com o ministrado na UFSCar. O diploma foi validado, através do Processo nº 23112.003336/2012-12, em Engenharia Agronômica, na Universidade Federal de São Carlos.

Deve-se considerar também que a interessada já apresenta curso de pós-graduação, em nível de

Mestrado, concluído na própria Universidad Nacional del Litoral, que lhe possibilita estender as atribuições. No Curso “Mestrado em Cultivos Intensivos”, cursou 14 disciplinas, além da Tese, quais sejam: Nutrição mineral de cultivos intensivos; Técnicas para a modificação do ambiente físico dos cultivos; Rega localizada, Produção ecofisiológica do transplante hortícola; Sanidade dos cultivos; Técnicas de cultivos sem solo e substratos; Fundamentos de comunicação científica, Produção de hortaliças de fruto; Produção de hortaliças de folhas, inflorescências e pedúnculo; Inglês, Pós-colheita de hortaliças e frutas, Desenho experimental, Estatística para pesquisa científica e Seminários.

A validação do seu diploma no Brasil permitiu, posteriormente, que cursasse o Doutorado junto à UNICAMP, tendo obtido o título de Doutora em Biologia Vegetal, em 2012.

Considerando o que determina a Resolução 1007/2003, que dispõe sobre o registro de profissionais, na Seção I - do Profissional Diplomado no País ou no Exterior, Brasileiro ou Estrangeiro Portador de Visto Permanente, Art. 4º - O registro deve ser requerido pelo profissional diplomado no país ou no exterior, brasileiro ou estrangeiro portador de visto permanente, por meio do preenchimento de formulário próprio, conforme Anexo I desta Resolução.

§ 1º O requerimento deve ser instruído com: I- os documentos a seguir:

a) original do diploma ou do certificado, registrado pelo órgão competente do Sistema de Ensino ou revalidado por instituição brasileira de ensino, conforme o caso; (atendido)

b) Histórico escolar com indicação das cargas horárias das disciplinas cursadas; (atendido) c) documento indicando a duração do período letivo ministrado pela instituição de ensino, quando diplomado no exterior; (atendido)

d) conteúdo programático das disciplinas cursadas, quando diplomado no exterior; (atendido)

e) carteira de identidade ou cédula de identidade de estrangeiro com indicação de permanência no País, expedida na forma da lei; (atendido)

f) Cadastro de Pessoa Física; (atendido) II- Comprovante de endereço; (atendido) III- duas fotos; (atendido) ...

§ 4º Os documentos em língua estrangeira, legalizados pela Autoridade Consular brasileira, devem ser traduzidos para o vernáculo, por tradutor público juramentado. (não atendido plenamente)

De todos os documentos exigidos, o único item não atendido plenamente pela interessada foi a tradução, no caso, das emendas das disciplinas, com a justificativa de que é muito onerosa a tradução de 258 páginas para quem ainda não tem registro para trabalhar no país, argumento que não pode ser

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desconsiderado. No entanto, apresenta a tradução, feita por tradutor público juramentado, do seu diploma e dos históricos escolar, com as disciplinas aprovadas no seu curso de graduação e no mestrado, dentre todos, enquanto documentos, os mais essenciais, além da validação do diploma dada pela UFSCar. Quanto à tradução das ementas das disciplinas, deve-se considerar que, no caso, tratam-se de

documentos escritos em espanhol, idioma que não oferece grande dificuldade de entendimento para tal exigência, além de que as ementas servem mais, no nosso entender, para embasar as atribuições a serem dadas ao profissional e não para impedir o pedido de registro. O MEC inclusive, na Resolução CNE/CSE nº 3, de 22 de junho de 2016, que dispõe sobre normas referentes à revalidação de diplomas de cursos de graduação e ao reconhecimento de diplomas de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado), expedidos por estabelecimentos estrangeiros de ensino superior, no seu Art 7º, § 4º, diz: - Caberá à universidade pública revalidadora solicitar ao(à) requerente, quando julgar necessário, a tradução da documentação prevista no caput; e no § 5º - O disposto no parágrafo anterior não se aplica às línguas francas utilizadas no ambiente de formação acadêmica e de produção de conhecimento universitário, tais como o inglês, o francês e o espanhol. Isto coloca a tradução como uma alternativa, dependendo do universidade e ou comissão avaliadora.

VOTO:

Tendo em vista o acima exposto, ou seja, do atendimento da Decisão Normativa 12/83 do Confea, tendo a Engenheira Agrônoma Verônica Lorena Dovis cursado 3.900 h, bem acima da carga horária mínima de 3.600 horas exigidas pela legislação (Resolução Nº 2 da CNE/CES, de 18 de junho de 2007 e Decisão Plenária Nº OL-0087/2004 do CONFEA); do atendimento da entrega de toda documentação necessária à análise do processo, com a tradução realizada por tradutor público do diploma e histórico escolar, só não havendo tradução das ementas disciplinares que se apresentam em idioma espanhol, de fácil entendimento para os avaliadores/relator; da obtenção da validação do seu diploma por Universidade nacional

conceituada, somos favoráveis ao registro da interessada com as atribuições previstas no Decreto 23.196, de 12 de outubro de 1933, bem como as previstas no art. 7º da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, para o desempenho das competências relacionadas no art. 5º da Resolução nº 218, de 29 de junho de 1973, do CONFEA, com o título profissional de ENGENHEIRO(A) AGRÔNOMO(A) (código 311 – 02 – 00) da Tabela de Títulos do CONFEA - Anexo da Resolução 473/02).

Em função do trâmite conturbado do processo, que poderá repetir doravante, sugerimos:

- que o Relatório e Parecer Final da Comissão formada para a revalidação do diploma do profissional formado no exterior seja exigido como documento a ser anexado ao processo para auxiliar na análise para registro do profissional, e

- que a exigência de tradução de toda a documentação, como determina o § 4, do Art. 4º, da Resolução Confea 1007/2003, seja discutida em todas as instâncias e levada ao Confea para reavaliação, propondo maior flexibilidade em função do idioma, principalmente quando se tratar das línguas “francas” como o inglês e o espanhol, no caso, assim como já adotado pelo MEC (CNE/CSE nº 3, de 22 de junho de 2016).

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