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REDES UNIVERSITÁRIAS DE EA E SUSTENTABILIDADE

As atividades em redes acadêmicas são conexões importantes que facilitam a interação, a cooperação e a transferência de conhecimentos e tecnologia entre grupos de diferentes áreas em torno de um tema comum, propiciando atividades de formação, capacitação, mobilidade e interação científica, mantendo assim as instituições pertencentes à rede em posições mais relevantes em relação ao tema tratado, do que se estivessem trabalhando isoladamente (COUTINHO et al. 2012, p.170).

No Brasil, as redes territoriais mencionadas acima, embora não específicas para IES, tem a participação das mesmas em muitas delas, através dos docentes que trabalham com os temas de interesse. A participação das instituições ocorre via termo de adesão e elas tem apresentado um papel importante sediando os fóruns regionais e encontros nacionais promovidos pelos atores destas redes locais.

Na REASul, umas das redes mais atuantes da REBEA devido ao seu intenso envolvimentos com os seus participantes através de seus encontros e diálogos, há participação de 26 IES: a Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), campus Joaçaba, Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), Universidade Regional de Joinville (UNIVILLE), Centro Universitário de Brusque (UNIFEBE), Universidade do Planalto Catarinense (UNIPLAC), Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí (UNIDAVI), Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Universidade Comunitária da Região de Chapecó (UNOCHAPECÓ), Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), Universidade de Passo Fundo (UPF), Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ), Centro Nacional de Educação a Distância (CENED), a PUCRS, Centro Universitário Univates, Faculdade Cenecista de Osório (FACOS), Unisinos e o IFSUL - Campus Charqueadas.

A maioria destas instituições participa através de suas Faculdades de Educação ou Programas de Pós-Graduação em Educação, onde há docentes que trabalham a temática de educação ambiental em suas linhas de pesquisa. Há ainda o caso da Univille, cuja participação na rede é através de do Programa de Pós- Graduação em Saúde e Meio Ambiente (MSMA), a UNIFEBE, através do seu Núcleo de Sustentabilidade e a FURG, através do Programa de Mestrado e Doutorado em Educação Ambiental.

Ainda no que se refere às redes universitárias brasileiras, a mais importante e atuante delas é a RUPEA, sendo que as demais redes que envolvem IES e que estão citadas na malha da REBEA são a Teia Universitária, do Espírito Santo e a RUEMA, de Brasília, estando atualmente ambas inativas. A RUEMA, criada em 1999 no Centro de Desenvolvimento Sustentável da UnB envolveu professores e alunos da Faculdade de Educação e da Gestão Ambiental da universidade na época, mas foi aos poucos se dissolvendo, principalmente devido às inúmeras atividades dos participantes da rede, que não puderam se dedicar e mantê-la ativa. Atualmente a RUEMA possui um grupo na rede social Facebook com cerca de 200 membros de distintas regiões do país e que movimentam o debate neste grupo com publicações distintas sobre meio ambiente e educação ambiental, principalmente de ações escolares e publicidades isoladas sobre o tema (hortas, consultorias, legislações, etc.), com poucas publicação sobre IES.

A rede Teia, constituída por um grupo de universidades do Espírito Santo e apoiada pela iniciativa privada elaborou em 2006 a Carta de Linhares, documento que tem entre seus compromissos a incorporação da dimensão ambiental nas políticas internas das IES; a transversalidade da EA nos eixos pesquisa, ensino, extensão e gestão; a criação de espaços para a ação e diálogo intra e interinstitucionais; a proposição de políticas públicas estaduais e a criação da Comissão Permanente de Educação Ambiental (COPEA) para a implementação da EA em todas as atividades das IES (BRASIL, 2007, p.6). Contudo, ao buscar atuais informações sobre a atividade da rede, além da dificuldade de encontrar algum de seus articuladores (muitos e-mails estavam desatualizados na internet), a única informação que obtive foi que a rede não está mais ativa e um dos motivos seria que com as mudanças da empresa apoiadora, foi extinto o setor de educação ambiental da empresa, responsável por esta articulação e apoio.

7.2.1 RUPEA

Como rede temática da REBEA, específica para o debate da educação ambiental no âmbito do ensino superior, a Rede Universitária de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis (RUPEA) foi criada em 2001 em uma parceria entre a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e a Universidade de São Paulo (USP), buscando criar e ampliar o espaço para o diálogo entre profissionais e grupos universitários atuantes no campo da EA. A parceria se consolidou em 1999, através de convênio de cooperação técnica entre a UESB e a USP, com a implementação de cursos de especialização com o intuito de construir processos educativos baseados no ideário ambientalista, tendo como eixos a pedagogia da práxis, a constituição de comunidades de aprendizagem e a qualificação de conceitos como participação, sobrevivência e emancipação (RUPEA, 1997 – 2001).

Em 2001, em uma reunião entre os Reitores destas universidades com o objetivo de apresentar o resultado das atividades referente aos cursos e buscar mecanismos para fortalecer os grupos parceiros institucionalmente, foi apresentada a proposta de criação da RUPEA, com seus objetivos, princípios e metas, que buscavam, de forma geral, ampliar o diálogo com os atores das IES que desenvolviam ações de formação em EA. Com o passar do tempo, juntaram-se ao coletivo a UNIVALI, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), Centro Universitário Moura Lacerda (CUML), UFSCar, Centro Universitário Fundação Santo André (FSA), Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), Universidade do Grande Rio– (UNIGRANRIO), Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e a Universidade São Francisco (USF), consolidando a rede e seus princípios (RUPEA, 2002), cujos objetivos principais estão em reunir e fortalecer os princípios e iniciativas comprometidos com a construção de sociedades sustentáveis, promover a formação de agentes locais e constituir-se em um fórum permanente de intercâmbio, a fim de debater e apoiar políticas públicas, pesquisas e demais iniciativas em EA, estabelecendo intercâmbios com grupos, redes e instituições de caráter socioambiental e/ou educacional (BRASIL, 2007, p.7).

Atualmente a rede conta com participação também das seguintes IES: Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), UESB – Universidade Estadual

do Sudoeste da Bahia, USP, Centro Universitário Moura Lacerda, Fundação Santo André, UNESP (campi Botucatu e Franca), UNICAMP (São Paulo) e UNISUL.

Embora o número de IES no Brasil seja muito superior ao número de participantes na RUPEA, há muitas instituições que participam deste debate sobre o papel das IES nas políticas de educação ambiental, mas em redes locais (territoriais), como já mencionado no caso da REASul. Informações mais atuais sobre a RUPEA e seus integrantes tem sido difícil de encontrar, visto que o site e os e-mails dos representantes da rede não estão atualizados.

7.3 REDES INTERNACIONAIS UNIVERSITÁRIAS SOBRE MEIO AMBIENTE E