Parte III – Complementaridades que descem à forja
Capítulo 13 Reflexão sobre o Trabalho Realizado
Esta unidade curricular foi um desafio muito interessante, não só para mim ao nível pessoal como profissional mas também para os professores participantes e os alunos, desafio esse contudo, ainda inacabado, pois apesar de se falar da continuidade pedagógica, ela apenas é teorizada, pois na realidade apresenta-se como algo ténue, uma unidade difícil de personificar, ficando assim em papel uma oficina de graffiti. No entanto, esta unidade deu a conhecer uma “no a” forma de expressão e, simultaneamente proporcionou o desenvolvimento de distintas competências nos seus principais intervenientes: os alunos. O conhecimento e a utilização de diferentes áreas do saber cultural e tecnológico, permitiram a concretização de distintas experiências de aprendizagem, que valorizaram a relação social educacional tecnológica, considerada adequada à sociedade atual que, cada vez mais, exige cidadãos atentos, formados, informados, comunicativos e criativos, bem como a transversalidade transcurricular, transdisciplinar entre todos os elementos ativos na comunidade escolar e que contribuíram para a concretização desta unidade curricular, tal como se demonstra no quadro da figura seguinte.
A preocupação fundamental foi de permitir aos alunos vivenciar novas e variadas experiências com a Obra de Arte de forma direta ou indireta, desenvolvendo a sua cultura artística e o seu sentido estético e crítico, promovendo um ensino- aprendizagem com materiais, estratégias e metodologias diversificadas de modo a facilitar a todos os alunos o acesso à aprendizagem, pois, tal como refere Rocha de Sousa (In Sousa, R. (1995). Didáctica da Educação Visual. Universidade Aberta, p.32), “o professor deve abrir ao aluno as condições próprias para alargar o espaço técnico- criativo na sua relação com o meio, com a exemplaridade das proposições artísticas ou funcionais, tendo em vista melhorar o seu acesso ao fazer, à invenção, à leitura e uso qualificados dos instrumentos comunicativos de que pode dispor enquanto ser social e agente de civilização.”
Outro fator tido em conta foi o desenvolvimento de atividades adaptadas às características dos alunos, o que nem sempre foi fácil devido à dimensão das turmas e atendendo a que cada aluno é um caso. O ser humano é singular e por isso nem sempre foi possível corresponder a todas as expectativas. Conseguimos em conjunto,
no entanto, ultrapassar todos estes obstáculos, exceto o referente à temporalidade na concretização do mesmo o que acabou por culminar no final do ano letivo dada a dimensão do envolvimento escolar da unidade curricular que extravasou fronteiras e, sobretudo por se ter tornado revelador e gratificante para mim enquanto docente e indivíduo, perceber que os meus alunos gostam da minha pessoa, identificam-se, retribuem todo o esforço realizado. Ora isto é muito mais do que uma demonstração de amizade, é uma revelação de que também o professor cumpriu os seus objetivos como docente, pois mais difícil do que os alunos corresponderem às expetativas do professor, é este corresponder às dos seus alunos!
REPRESENTATIVO DA DINÂMICA E IMPACTO DA UNIDADE ESCOLAR NA PRÓPRIA COMUNIDADE.
A abertura ao mundo e à existência facilitam-nos os encontros e os desencontros necessários, para que sejamos capazes de desenhar novos caminhos, de modificarmos os percursos, os contextos e de, assim, nos modificarmos também.
•Intervenção • Manutenção •Avaliação •Reformulação •Registo do levantamento das necessidades. •Estabelecer prioridades de intervenção. •Esboço da planificação intervenção •Observação das áreas de intervenção na escola. •Levantamento das necessidades. ESCOLA/ ASSOCIAÇÃO DE PAIS E EE ESCOLA/ ASSOCIAÇÃO DE PAIS E EE/ ALUNOS TODOS OS INTERVENIENTES VOLUNTÁRIOS ESCOLA/ ASSOCIAÇÃO DE PAIS E EE/ ALUNOS
A ideia de que a escola é uma escola de possibilidades conduz-me, à relação intrínseca entre a arte e o indi duo, pelo ue todos “artistas” são capazes de encontrar, nas linhas dispersas da vida, os caminhos que ajudam a configurá-la, entre o pensamento e o sentimento, entre o intelecto e o afeto, entre a razão e a emoção, banhados pelos contributos vindos de todas as áreas, na procura de uma compreensão que parte da nossa vontade e do nosso desejo de penetrar no mundo, para assim o podermos descobrir, participando (co) operativamente num desenho mais vasto que é o da própria humanidade e do futuro.
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ANEXOS
ANEXO 1- OS ESPAÇOS FÍSICOS, EQUIPAMENTOS E A SUA FUNCIONALIDADE
O Agrupamento de Escolas Francisco Simões é constituído pelo Jardim de Infância do Feijó, pelas escolas do 1º Ciclo com Jardim de Infância Maria Rosa Colaço e Chegadinho e pela Escola Secundária com 2º e 3º Ciclos Francisco Simões (ESFS), sendo esta a sede.
O Jardim de Infância do Feijó fica situado na Praceta Bartolomeu Constantino e funciona na cave de um edifício. Este espaço tem duas salas, uma sala polivalente para serviço de refeições e Atividades de Animação e Apoio às Famílias e um pequeno recreio.
A EB1/JI Maria Rosa Colaço encontra-se situada na Rua Mário de Azevedo Gomes. Esta escola é constituída apenas por um pavilhão com oito salas de aula e uma sala de Jardim de Infância, ginásio com balneários, polivalente, biblioteca/mediateca, posto médico, cozinha, arrecadações, gabinete da Coordenação de Estabelecimento, sala de professores. A escola e o Jardim de Infância funcionam num edifício de arquitetura contemporânea com espaços envolventes ajardinados, com zonas de jogos tradicionais e campo de jogos.
A EB1/JI Chegadinho encontra-se implementada na Rua Amadeu de Sousa Cardoso. Possui dois pisos com oito salas de aula, uma sala destinada à Unidade de Apoio Especializado para a educação de alunos com multideficiência e surdocegueira congénita, duas salas de Jardim de Infância, um ginásio, um refeitório, arrecadações, o gabinete da coordenação de Estabelecimento, uma sala de professores e uma biblioteca/mediateca. O edifício da escola apresenta uma arquitetura contemporânea com espaços envolventes ajardinados e um campo de jogos.
O Potencial Humano do Tamanho de Nós A Escola Secundária com 2º e 3º Ciclos Francisco Simões (ESFS), encontra-se implantada na Quinta de Santo António no Laranjeiro, com uma orientação norte-sul. A Escola é delimitada, a nascente, pela linha do Metro que corre paralela à estrada nacional número dez. A norte e a poente estendem-se zonas habitacionais de implantação recente que incluem bairros sociais. As instalações são constituídas por um grupo de seis blocos, cinco deles com dois pisos, um campo de jogos e respetivo balneário adstritos à prática da Educação Física e um espaço exterior amplo com telheiros e zonas verdes. Todos os blocos estão equipados com salas de arrumação e instalações sanitárias.
Após ultrapassar a zona da portaria apresenta-se à esquerda o bloco (A). No piso zero deste bloco encontra-se a reprografia, uma sala de convívio e uma sala de trabalho para professores, uma sala de trabalho para Diretores de Turma, a Secretaria, a sala de atendimento aos Pais e Encarregados de Educação e o
gabinete de primeiros socorros. No piso um deste mesmo bloco localizam-se o Gabinete da Direção, a Biblioteca, um Auditório e a sala do Clube Multimédia e Audiovisual.
Seguindo para sul, apresenta-se igualmente à esquerda uma zona de pátio com uma escultura da autoria do escultor Francisco Simões. O bloco (D) completa a moldura de enquadramento deste espaço exterior. No piso zero deste bloco encontra- se um Laboratório de Biologia e três salas de aula. No piso um, encontram-se sete salas de aula e o Laboratório de Matemática.
Mais à frente, depois de ultrapassada a zona com telheiro, encontra-se um caramanchão que suporta um conjunto de buganvílias. Em frente, apresenta-se o bloco (E). No piso zero encontra-se um Laboratório de Química onde funciona o Clube
LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA DA ESCOLA
SECUNDÀRIA FRANCISCO SIMÕES. LARANJEIRO. IN WWW.GOOGLEMAPS.PT
157 BLOCO D BLOCO C BLOCO E BALNEÁRIOS BLOCO A BLOCO D BLOCO C
da Ciência, um Laboratório de Física, uma sala de aula e o Clube de Teatro. No piso um, existem cinco salas de Informática e duas salas de aula, o gabinete dos Serviços de Psicologia e Orientação e o Clube Europeu. Próximo deste bloco, localizado a nascente encontram-se os balneários, onde funciona o Gabinete do Grupo disciplinar de Educação Física.
Em frente aos três blocos descritos, numa zona mais alta, separada da anterior por pequenos muretes de pedra calcária, apresentam-se os restantes blocos. O piso zero do bloco (B) tem uma sala de aula, uma sala de estudo, uma sala adaptada para a prática de Educação Física, uma sala de Expressão Plástica e o Clube da Matemática. No piso um, para além de espaços para arrumação, existem cinco salas de aula e uma sala de Expressão Plástica.
Em frente ao bloco turquesa, apresenta-se o bloco (C). No piso zero há três salas de Educação Tecnológica, sendo uma partilhada com o Núcleo de Atividades Visuais na Escola e uma sala para a prática de Expressão Dramática. No piso um situam-se seis salas de aula, as salas dos Departamentos de Expressões e das Ciências Sociais e Humanas.
Por último, apresenta-se o bloco amarelo, espaço polivalente onde se encontram o refeitório, a cozinha, a papelaria, o bar, a ludoteca, a sala de alunos, a sala da Associação de Estudantes e um amplo átrio. Por trás deste bloco existe um espaço exterior com algumas árvores e vegetação rasteira que se estende até à vedação. Este espaço destina-se à construção do Pavilhão Gimnodesportivo da escola.
O Potencial Humano do Tamanho de Nós
ESCULTOR FRANCISCO SIMÕES, PATRONO DA ESCOLA SECUNDÁRIA FRANCISCO
SIMÕES.