• Nenhum resultado encontrado

Passamos a criar animais de pequeno porte, galinha, porco, cabra, peixe Diversificamos a produção – meliponicultura, artesanato com ampliação da cadeia produtiva,

criação de animais de pequeno porte, polpa de frutas Aumento da produção artesanal e diversificação das peças artesanais 3 30

Relacionado a aumento da produção

Aumentou a produção, as roçadeiras contribuem com a preservação do meio ambiente, pois não precisa devastar Aumento da produção (entre peixes e mariscos), com mais redes, houve maior oportunidade de pesca

Passamos a pescar mais, aumentou a produção. Aumentou o número de beneficiários Muita gente nossa não produzia porque não tinha material; com a aquisição, as pessoas ficaram

motivadas a produzir, economizamos tempo. Houve um acréscimo na produção agrícola 3 30

Relacionado à motivação e participação

Muito bom para a gente, as pessoas passaram a se motivar, a participar, uma evolução para a asso- ciação – estamos sendo orientadas pela Setre /Cesol na construção de projeto de identidade cultu-

ral e sustentabilidade 1 10

Relacionado a mais facilidade e melhoria na condição de trabalho

Melhora muito significativa, possibilitou o trabalho, em vez de enxadas temos roçadeiras, facili-

tando a condição de trabalho 1 10

Relacionado a problemas que impediram maior produção

Perdemos parte do que tínhamos plantado com a estiagem Recebemos há bem pouco tempo (junho-2013) parte dos materiais faltantes. Ainda estamos com

problemas quanto ao local para organizarmos nossa estrutura 2 20

Total 10 100

Fonte: elaboração da autora (2013)

Além dos resultados da produção, os grupos informaram a arrecadação financeira mensal, tendo por base o salário mínimo vigente em julho de 2013, R$ 678,0025. A maior

25 Decreto nº 7.872, de 26 de dezembro de 2012. DOU de 26.12.2012. Art. 1º. A partir de 1º de janeiro de

parte dos grupos, ou seja, 50%, informou uma média mensal entre um e um e meio salário mínimo; 30% informaram uma média superior a quatro salários mínimos; 10% informaram o valor de dois e meio salários mínimos; o mesmo percentual, 10%, informou três salários mínimos; não houve registros para a faixa de quatro salários mínimos. Diferentemente do diagnóstico marco zero, não houve grupo com faixa inferior a um salário mínimo. Comparando com os resultados do diagnóstico marco zero, há acréscimos a serem mais bem observados na exposição que faremos caso a caso. Observando as particularidades, em algumas situações manteve-se o mesmo patamar; na maioria, elevou-se o percentual de arrecadação financeira. O gráfico 13 demonstra os índices.

Gráfico nº 13 – Resultado financeiro mensal dos grupos de produção, em salário mínimo

Fonte: elaboração da autora (2013)

Para uma melhor constatação dos resultados, relacionamos os dados do diagnóstico atual levantados com cada grupo estabelecendo o comparativo de resultados com o diagnóstico marco zero. Procuramos destacar os resultados registrados na coluna variação, com ilustração colorida, para melhor observação dos indicadores contemplados com base na informação dos pesquisados.

Quadro 12 Demonstrativo de comparação de dados- Associação Beneficente Progresso Alamedas do Rio Produção - escoa- mento – comerciali- zação Grupo Diagnóstico marco

zero Diagnóstico atual Variação

O que o grupo produz? 1

Hortaliças, verduras, frutas, criação de animais (aves), meli- ponicultura

Hortaliças, verduras, frutas, criação de animais de pequeno porte (aves, ovelha, cabra, porco, peixe), meliponicultura Aumento diversificado da produção Número de pessoas do grupo produzindo: 4 6 Aumentou o número de produtores Processo de escoa- men- to/comercialização: Veículo próprio – bicicleta (5 km – distância) no mesmo município – merca- dos

Veículo próprio, atende por encomendas

Acrescentou mais opções de venda

O processo de produ- ção/comercialização: individual ou coleti- vo?

Individual Individual Mantém a condição de produção individual

Resultado da produ-

ção: 1.000 kg (mensal) 1.300 kg Aumentou 30 %

Valor médio mensal arrecadado:

1 salário mínimo

1 e ½ salário mínimo

Aumentou a arrecadação em 50%

Fonte: elaboração da autora (2013)

Quadro 13 - Demonstrativo de comparação de dados- Associação de Produtores Rurais de Preserva-

ção Ecológica – Mara de São João Produção – escoa-

mento – comerciali-

zação Grupo

Diagnóstico marco

zero Diagnóstico atual Variação

O que o grupo produz? 2

Hortaliças, verduras, frutas, criação de aves

Hortaliças, frutas, verdu- ras, criação ves

Manteve a mesma espécie de produção Número de pessoas do grupo produzindo: 26 20 Diminuiu o número de produtores Processo de escoa- men- to/comercialização: Feira de Praia do Forte – Pref. Lauro de Freitas veículo cedido pela prefeitura

Feiras, Pref. de Lauro de Freitas – veículo próprio da prefeitura reúne produ- ção do grupo. Participa- ção em feiras promocio- nais em shoppings e ex- posições

Ampliou o raio de pene- tração no mercado

O processo de produ- ção/comercialização:

individual ou coletivo? Individual Coletivo

Mais agregado, mais solidário

Resultado da

produção: 1 tonelada 1. 400 kg

Aumentou a produção em 40%

Valor médio mensal

arrecadado: 4 salários mínimos 5 salários mínimos

Aumentou a arrecadação em 25%

Quadro 14 – Demonstrativo de comparação de dados- Assoc. Comunit. dos Produtores Rurais de Jóia do Rio e adjacências Produção – escoa- mento – comerciali- zação Gru- po Diagnóstico marco

zero Diagnóstico atual Variação

O que o grupo pro-

duz? 3

Meliponicultura, pes- cados, aves, bordados,

confecções

Produção de mel, pró- polis, aves, artesanato

Manteve a especificidade de produção

Número de pessoas do grupo

produzindo 15 8

Diminuiu o número de pro- dutores Processo de escoa- men- to/comercialização: Feira de Barra de Pojuca

Feira de Barra de Pojuca

e na porta do sítio Manteve o mesmo local de escoamento O processo de produ-

ção/comercialização: individual ou coleti-

vo? Individual Individual

Manteve a mesma condição de produção Resultado da produ-

ção: 500 kg 700 kg

Aumentou a produção em 40%

Valor médio mensal

arrecadado: 2 salários mínimos 2 e ½ salários mínimos

Aumentou a arrecadação em 50%

Fonte: elaboração da autora (2013)

Quadro 15 – Demonstrativo de comparação – Associação Comunitária dos Moradores do Bairro do Retiro – Mata de São João

Produção – escoamento – comercialização

Gru- po

Diagnóstico marco

zero Diagnóstico atual Variação

O que o grupo produz? 4

Bijuterias, placas enta- lhadas, produtos em crochê, brinquedos de madeira

Filé, crochê, placas entalhadas de sinali-

zação, bijuterias Manteve-se a mesma especificidade

Número de pessoas do gru-

po produzindo: 6 4 (8 aprendizes) Diminuiu o número de produtores e aumentou o número de participantes como aprendizes. Processo de escoamen- to/comercialização:

Hotéis da Praia do Forte – transporte coletivo

Hotel Paládio, Ibe- rostar, Instituto Imbassaí – Cesol – centro público de economia solidária. O hotel oferece translado grátis Ampliou o espaço de comercialização O processo de produ- ção/comercialização: indi- vidual ou coletivo?

Há situações que prati- cam coletivo, outras não

Nos espaços de comercialização reúnem-se as produ-

ções do grupo Mais coletivo

Resultado da produção: 100 peças

130 peças

Aumentou a produção em 30%

Valor médio mensal arreca-

dado 1 salário mínimo 1 salário mínimo

Manteve a mesma arre- cadação

Quadro 16 – Demonstrativo de comparação de dados- Assoc. dos Criadores de aves da Fazenda Açu da Capivara - Camaçari

Produção – escoa- mento – comerciali- zação

Grupo Diagnóstico marco zero Diagnóstico atual Variação

O que o grupo pro-

duz? 5

Hortaliças, verduras, leguminosas, frutas

Hortaliças, milho, verduras, frutas,

criação de aves Manteve a mesma especifici- dade

Número de pessoas

do grupo produzindo 6 4

Diminuiu o número de produ- tores Processo de escoa- men- to/comercialização Condomínios e lotea- mentos de Arembepe, utilizando-se de trans- porte (carro de mão) ou barco

Arembepe, Cama- çari, Barra do Jacu- ípe. Transporte utilizado: carro de mão, veículo, cole- tivo, barco

Manteve o mesmo quadro O processo de produ- ção/comercialização: individual ou coleti- vo? Individual Individual e coleti- vo

Ampliou para a condição mista Resultado da produ-

ção 2. 400 kg 2.640 kg Aumentou a produção em 10%

Valor médio mensal arrecadado Menos de 1 salário mí- nimo 1 e ½ salário míni- mo Aumentou a arrecadação em 50%

Fonte: elaboração da autora (2013)

Quadro 17 – Demonstrativo de comparação de dados- Grupo de Produção de Alimentos – Lauro de

Freitas

Produção – escoa- mento – comerciali-

zação Grupo

Diagnóstico marco

zero Diagnóstico atual Variação

O que o grupo pro-

duz? 6

Alimentos prontos, congelados, doces, almoços, jantares, bufê

Prestação de serviços de alimentos, eventos, café da manhã, feiras, coffee- break, polpas de frutas

Ampliou itens de produ- ção Número de pessoas do grupo produzindo 3 5 Aumentou o número de produtores Processo de escoa- men- to/comercialização Lauro de Freitas – utiliza transporte cole- tivo

Praças públicas, empre- sas, alugam transporte quando tem uma enco- menda grande. Recebeu convite do Sesc para treinamento em culinária natural com contrato de 6 meses Ampliou espaços de comercialização Processo de produ- ção/comercialização: individual ou coleti- vo?

Individual Em algumas iniciativas, é coletivo; em outras, individual Agregou a condição de coletivo Resultado da produ- ção: 30 kg – congelados e doces 36 kg Aumentou a produção em 20%

Valor médio mensal arrecadado

1 salário mínimo 1 e ½ salário mínimo Aumentou a arrecadação em 50%

Quadro 18 – Demonstrativo de comparação – Arte Nativa – Baixio, Esplanada

Produção – escoa- mento – comerciali- zação

Gru-

po Diagnóstico marco zero Diagnóstico atual Variação

O que o grupo produz?

7 Artesanato de coco, chifre e osso, reaprovei- tamento do resíduo (con- fecção de bijuterias

Artesanato – bijuterias, mensageiros do vento, utilização de ostras e escamas de peixe. Foi convidada para dar curso de bijuterias no Sesc com contrato de 6 meses com direito a renovação

Mantém a mesma especifi- cidade de produto, diversi- ficou em modelos. Ampli- ou para a condição de instrutora do Sesc em artesanato de bijuterias Número de pessoas do grupo produzindo 8 (8 aprendizes) Diminuiu o número de produtores, agregou aprendizes Processo de escoa- men- to/comercialização

Instituto Mauá, rodadas de negociação do Se- brae, feiras

Participação em eventos, inclusive em outros estados e outro país – Alemanha (2 clientes adquirem produtos e comercializam)

Ampliou os espaços de comercialização, inclusive para outros estados e para a Alemanha

Processo de produ- ção/comercialização: individual ou coletivo?

Coletivo Coletivo

Manteve a condição cole- tiva

Resultado da produ-

ção: 200 peças 240 peças

Aumentou a produção em 20%

Valor médio mensal

arrecadado 1 salário mínimo 1 salário mínimo

Manteve o mesmo valor arrecadado

Fonte: elaboração da autora (2013)

Quadro 19 – Demonstrativo de comparação de dados- Assoc. de Pescadores e Marisqueiras do

Município do Conde Produção – escoamento –

comercialização Grupo Diagnóstico marco zero Diagnóstico atual Variação

O que o grupo produz? 8

Pescados e mariscos Pescados e mariscos Mantém o mesmo pro- duto

Número de pessoas do grupo

produzindo: 38 43

Ampliou o número de produtores

Processo de escoamen- to/comercialização:

Feira do Conde – trans- porte contratado pelos pescadores

Feira do Conde – transporte contrata- do pelos pescadores

Mantém o mesmo espa- ço de comercialização Processo de produ-

ção/comercialização: indivi- dual ou coletivo?

Individual Individual e coletivo Agregou para coletivo

Resultado da produção 200 kg 280 kg Aumentou a

produção em 40% Valor médio mensal arreca-

dado:

4 salários mínimos 6 salários mínimos Aumentou a arrecadação em 50% Fonte: elaboração da autora (2013)

Quadro 20 – Demonstrativo de comparação de dados- Assoc. de Marisqueiros e Pescadores de Ponte de Tabatinga Produção – es- coamento – co- mercialização Grupo Diagnóstico mar-

co zero Diagnóstico atual Variação

O que o grupo

produz? 9

Pescados e maris-

cos Pescados e mariscos Manteve o mesmo produto Número de pes-

soas do grupo

produzindo 60 60

Manteve o mesmo número de produtores Processo de esco- amen- to/comercializaçã o Comunidades local e vizinhas/transporta em carro de mão, com auxílio de animal e nas costas

Comunidades local e vizi- nhas/ transporte em motos

Mantém o mesmo processo de escoamento – opção nova de uso de moto Processo de pro- du- ção/comercializaç ão: individual ou coletivo?

Individual Coletivo e individual Agrega para a condição coleti- va de comercialização Resultado da produção 600 kg 780 kg Aumentou a produção em 30% Valor médio mensal Arrecadado 60 salários

mínimos 78 salários mínimos

Aumentou a arrecadação cor- respondente ao percentual de produção em 30%

Fonte: elaboração da autora (2013)

Quadro 21 – Demonstrativo de comparação – Associação Agrícola Rancho Alegre, Camaçari

Produção – escoamento – comercialização Gru- po Diagnóstico marco zero Diagnóstico atual Variação

O que o grupo produz? 10

Frutas, verduras, legu- minosas, raízes, coco

Hortaliças, frutas, verduras, coco, raízes Mantiveram-se os mesmos itens de produção Número de pessoas do grupo produzindo 9 6

Diminuiu o número de pro- dutores Processo de escoamen- to/comercialização Prefeitura de Lauro de Freitas – banco de alimentos, Arembepe – condomínios e lotea- mentos. Arembepe dificuldades de escoamento

Reduziu o âmbito de escoa- mento. Problemas com o cliente-prefeitura Processo de produ- ção/comercialização: indi- vidual ou coletivo? Individual Individual

Manteve a mesma condição de produção

Resultado da produção

1.500 kg 2.100 kg Aumentou 40% da produção

Valor médio mensal arrecadado

3 salários mínimos

3 salários míni- mos

Manteve a mesma arrecada- ção

Nos resultados levantados do Projeto Desperta Litoral, constatamos, a partir das aquisições de equipamentos e insumos, avanços não só relacionados aos indicadores de volume e diversificação de produção como também referentes ao resultado financeiro.

Registramos aqui os depoimentos dos atores que participaram de entrevistas semiestruturada e que se referiram às aquisições recebidas pelos produtores e sua repercussão. “Os grupos produtivos melhoraram sua capacidade produtiva em decorrência da aquisição de materiais e máquinas que foi proporcionada pelo projeto” (ENTREVISTA SEMIESTRUTURADA, 2013, AS 11).

“Autonomia dos grupos produtivos com a aquisição dos equipamentos necessários em conformidade com a solicitação e impactando na participação voluntária dos envolvidos assistidos em reconhecimento à efetividade da ação” (ENTREVISTA SEMIESTRUTURADA, 2013, AS 12).

“A visibilidade dos grupos produtivos, ganho das máquinas e equipamentos e aproximação das instituições com o Fórum Sustentável da Costa dos Coqueiros” (ENTREVISTA SEMIESTRUTURADA, 2013, AS 11).

“Nós sabemos que as entidades associadas são de comunidades muito pobres, que a renda mensal era de R$ 70,00. Hoje, com os equipamentos e insumos adquiridos pelo Projeto Desperta Litoral, a renda é de R$ 500,00 a R$ 600,00/mês” (ENTREVISTA SEMIESTRUTURADA, 2013, AS 10).

9.3.1.1. Relaciona-se ao objetivo específico 1:

Identificar nos resultados que se referem à organização dos empreendimentos as soluções sustentáveis-solidárias coletivas enquanto estratégia de cooperação para o desenvolvimento local.

Conforme França Filho (2011, p. 223):

O modo de realização da concepção sustentável-solidária passa pela ideia de reorganização das chamadas economias locais, com base na afirmação do conceito de rede de economia solidária enquanto estratégia complexa e inovadora de cooperação para a promoção do desenvolvimento local.

Quadro 22 – Soluções sustentáveis-solidárias coletivas relacionadas à organização dos

empreendimentos

Meta Atores Indicador

Contribuições sustentáveis-solidárias coletivas relacionadas à organização dos empreendimentos, enquanto estra- tégia de cooperação para o desenvol- vimento local

Direção do fórum Comitê gestor local

Representantes dos grupos de produção

Técnicos envolvidos com o projeto

Soluções sustentáveis-solidárias coletivas

Fonte: elaboração da autora (2013)

Observando os depoimentos das entrevistas semiestruturadas:

A operacionalização do projeto ocorre de forma fragmentada em virtude da falta de maturidade e compreensão de parte dos membros do comitê gestor local. No entanto, é nítido o desenvolvimento das atividades exercidas na Costa dos Coqueiros nos empreendimentos de economia solidária envolvidos e assistidos pelo Fundo Rotativo Solidário (ENTREVISTA SEMIESTRUTURADA, 2013, AS 12).

Como dificuldade, identificamos “a logística/locomoção; o fluxo da comunicação; o estabelecer noção de grupo/coletividade com todos os participantes”. “[...] Muitos grupos produtivos trabalham de forma individual, muitas vezes comercializam coletivamente, mas ainda há um longo caminho a ser feito para consciência de grupo” (ENTREVISTA SEMIESTRUTURADA, 2013, AS 13).

“Ainda precisamos caminhar muito para atingirmos esse patamar, mas o Fundo Rotativo Solidário auxiliará as pessoas a fazerem trocas, mutirões e a comunicação entre eles, mesmo com produções diferentes haverá uma cooperação significante” (ENTREVISTA SEMIESTRUTURADA, 2013, AS 6).

As conquistas: “Em decorrência dos contratempos na execução do projeto e da não finalização do mesmo, podemos falar de uma grande conquista que foi a possibilidade de trabalhar a noção de grupo e coletividade introduzindo os grupos à economia solidária” (ENTREVISTA SEMIESTRUTURADA, 2013, AS 13).

[...] Embora nem todos os grupos já tenham estabelecido unidade na realização de atividades de maneira coletiva, atualmente alguns já conseguem pensar coletivamente as soluções para seus problemas (ENTREVISTA SEMIESTRUTURADA, 2013, AS 13).

“A solução para os grupos é o estabelecimento de unidade entre os grupos produtivos; enquanto não houver sentido de união, não há como ter uma solução solidária coletiva de cooperação” (ENTREVISTA SEMIESTRUTURADA, 2013, AS 13).

“Houve um aumento de renda, com uma melhora significativa na vida das pessoas” (ENTREVISTA SEMIESTRUTURADA, 2013, AS 6).

“Os resultados são positivos em todos os grupos, pois há uma melhora visível tanto no objetivo do projeto como na ideia da criação do Fundo Rotativo Solidário” (ENTREVISTA SEMIESTRUTURADA, 2013, AS 6).

Vemos como positivo, “as iniciativas de produção, as vendas dos produtos dos grupos e as trocas de experiências entre os diversos segmentos produtivos” (ENTREVISTA SEMIESTRUTURADA, 2013, AS 11).

“O desenvolvimento do próprio grupo produtivo o aumento de produtos circulando nas comunidades” (ENTREVISTA SEMIESTRUTURADA, 2013, AS11).

“Com o Projeto Desperta Litoral houve uma elevação da renda mensal dos grupos produtivos. O que significa dizer que houve maior poder de compra dentro das comunidades” (ENTREVISTA SEMIESTRUTURADA, 2013, AS 10).

Como contribuição ao desenvolvimento local, é mencionado por um participante o “aprendizado para preservação do meio ambiente, trabalho coletivo, associativo, consumo consciente, cultura de orgânicos e outras práticas implícitas da economia solidária” (ENTREVISTA SEMIESTRUTURADA, 2013, AS 14).

Em entrevista com a presidente do fórum, fomos informadas sobre a ocorrência em 19 e 20 de agosto de 2013 de uma oficina realizada pela Cáritas com os grupos produtivos do Projeto Desperta Litoral. Esse encontro já era esperado, principalmente para o debate de algumas situações enfrentadas, e veio na tentativa de solucionar os problemas relacionados à reformulação do Projeto Deserta Litoral, por incompatibilidade de despesas e receitas, à construção do regimento interno, a operacionalização do comitê gestor local e do Fundo Rotativo Solidário.

Na discussão sobre a operacionalização do Fundo Rotativo Solidário, uma iniciativa de um dos grupos de produção surpreendeu a todos. Esse grupo desenvolveu entre seus componentes outro fundo similar ao do Projeto Desperta Litoral. Com essa iniciativa, já

conseguiu pagar 96% do valor referente aos 30% do recurso do fundo rotativo do projeto. Diante dessa experiência, houve uma total adesão dos grupos a essa iniciativa como uma forma de solucionar os problemas locais.

Assim, foi acordado entre os grupos que os recursos geridos pelo fundo, uma parte seja devolvida aos atuais 1226 grupos de produção, que, com esse recurso, iniciarão um fundo rotativo em suas comunidades para o atendimento das questões econômico-sociais mais urgentes com o objetivo de desenvolvimento local. Outra parte do recurso ficará sob a gestão do comitê local para a continuidade do processo, atendendo a outros grupos de produção.

Portanto, verificamos que essa iniciativa emerge como uma importante estratégia de solução sustentável-solidária no âmbito da cooperação para a promoção do desenvolvimento local a desdobrar-se numa rede de economia solidária.

9.3.2 Evidências de eficácia da gestão a partir das capacitações oferecidas

Para atender ao propósito desse objetivo, trabalhamos alguns dados levantados na entrevista estruturada com os grupos de produção sobre gestão e capacitação e principalmente com dados qualitativos levantados na entrevista semiestruturada e no grupo focal. Seguimos conforme os indicadores previstos: capacidade organizativa; relação com a base (integrantes); capacidade articulativa com interorganizações; capacidade resolutiva de gestão.

Quadro 23 – Evidências de eficácia da gestão a partir das capacitações oferecidas e indicadores rela-

cionados

Meta Atores Indicadores

Evidências de eficácia da gestão do fórum e dos 12 grupos solidários a partir das capacitações oferecidas

Representantes dos grupos de produção

Direção do fórum Comitê gestor local Técnicos envolvidos

Capacidade organizativa Relação com a base

Capacidade articulativa com inte- rorganizações

Capacidade resolutiva de gestão Fonte: elaboração da autora (2013)

26 São considerados 12 grupos pelo motivo de ausência já informado de um desses grupos do processo de

execução, acompanhamento e, inclusive, da presente pesquisa. Segundo o Fórum Sustentável da Costa dos Coqueiros, o grupo que recebeu equipamentos e insumos não tem participado também da devolução do recurso para efeito de formação do Fundo Rotativo Solidário.