(Lei estadual de áreas contaminadas de Hessen)12 de 1994
Artigo 1
§ 1 Finalidade da lei
(1) A finalidade da lei consiste em identificar, investigar, avaliar e fiscalizar áreas suspeitas de contaminação (AS), bem como remediar áreas contaminadas (AC), a fim de viabilizar o uso seguro do solo bem como o uso planejado de terrenos disponíveis e assim cooperar na proteção dos recursos naturais.
(2) O objetivo é remediar AC de modo que:
1. após a execução da remediação, não existam riscos à vida ou à saúde humana, assim como riscos ao meio ambiente no contexto do uso do solo efetivo ou planejado;
2. durante a execução das medidas remediadoras, sejam evitados danos ao bem-estar público.
§ 2 Definições
(1) - 3. (...) Obs.: São definidos termos de relevância na Alemanha, mas não
aplicados pelo Grupo AC da CETESB
4. Áreas suspeitas de contaminação (AS):
São áreas nas quais existe o risco de efetivo dano ao bem-estar público, causado por poluição comprovada ou grande probabilidade de existência de contaminação, considerando o uso existente ou planejado da área.
5. Áreas contaminadas (AC):
Áreas que representam efetivo dano ao bem-estar público, devido à existência de contaminação, considerando o uso do solo existente ou planejado (...)
7. Medidas de remediação do solo.
a) medidas de contenção: medidas de defesa ou prevenção do risco de danos ao bem-estar público, através da diminuição ou interrupção da possibilidade de alastramento das substâncias nocivas existentes;
b) remediação parcial: medidas para a remoção de uma cota nociva e suas conseqüências;
c) remediação: medidas que, dentro das limitações técnicas e econômicas, sejam executadas de forma que, após sua execução, não surjam da área riscos ao corpo ou à saúde humana, nem riscos ao meio ambiente em relação ao uso do solo existente ou planejado.
§ 3 Restrição ao campo de aplicação
(1) (...) Obs.: São estabelecidas regulamentações para a atuação na interface
com outras normas legais do Estado.
§ 4 Abertura do processo de AC
(2) O órgão público responsável pela remediação de AC, após conhecimento da existência de AS, dá entrada ao processo de AC.
Caso outro órgão público tiver tal conhecimento, dentro de sua área de atuação, informará ao órgão público responsável pela remediação de AC (...)
Ele informará se medidas de prevenção contra a contaminação foram tomadas. Os órgãos públicos responsáveis pela remediação de AC examinarão, nos casos das sentenças 1 e 2, a suspeita e direcionarão medidas necessárias a todos os terrenos sobre os quais há suspeita de contaminação (...)
Enquanto a suspeita de contaminação não for comprovada, o órgão público responsabiliza-se em aplicar medidas dentro de sua competência (...)
A secretaria estadual competente pela remediação de AC é autorizada a ordenar, através de portaria, sob quais pressupostos torna-se válida a suspeita de AC.
(2) O órgão público responsável pela remediação deve imediatamente decidir se existe a suspeita de contaminação (...)
(3) O órgão competente pela remediação de áreas contaminadas, abrindo o processo, deverá informar imediatamente o órgão público que o delegou, os proprietários e outros envolvidos (...), assim como outros possíveis responsáveis pela remediação, à medida que forem sendo conhecidos. Aliás, estes devem ser averiguados o mais rápido possível.
§ 5 Análise e fiscalização de áreas suspeitas de contaminação (AS)
Os obrigados à remediação, conforme § 12, devem analisar tipo, extensão e dimensão da contaminação provenientes de AS; o órgão público responsável tomará então as decisões necessárias. Medidas necessárias também serão executadas nas áreas ao redor de AS, quando se contar com o alastramento da contaminação sobre elas. Também fazem parte dessas medidas a tomada e análise de amostras de ar, água e solo, assim como a implantação e o funcionamento de postos de controle. O § 14, Alínea 1, terá correspondente aplicação quando um responsável, no sentido do § 12, não pode ser acessível.
§ 6 Deveres de consentimento e direitos de entrada
(1) Proprietários ou outros usuários de AS, AC ou terrenos na área de influência de AS devem consentir as medidas ordenadas nesta lei.
(2) Funcionários e pessoas encarregadas pelo órgão público responsável serão autorizados pelos proprietários ou outros usuários regulamentados para a execução da análise e remediação de
1. AC e AS, assim como edifícios de serviço e instalações ligadas a elas; 2. terrenos em áreas de influência de AC e AS após aviso prévio, em caso de
perigo eminente, também sem aviso prévio;
a fim de entrar e ali efetuar testes e medições em amostras de ar, água e solo e instalar postos de monitoramento (...)
(3) Se o usufruto dos proprietários, ou qualquer usuário regulamentado, de áreas não contaminadas ou suspeitas de contaminação for consideravelmente limitado por instalações permanentes de remediação, estes deverão ser indenizados, segundo o § 12, pelos obrigados à remediação. O valor será estimado segundo o uso não realizado.
§ 7 Obrigação de informação
(1) As pessoas, indicadas no § 6, Alínea 2, devem ser informadas sobre o estabelecimento, as instalações, equipamentos e sobre outros objetos existentes sob análise, e devem ser autorizadas a realizar a inspeção de documentos relacionados às AC ou AS pelos:
1. titulares, ex-titulares ou sucessores de instalações estabelecidas nas AS ou AC;
2. proprietários, ex-proprietários, usuários regulamentados, ex-usuários regulamentados de ASs ou ACs;
As pessoas obrigadas à transmissão de informações podem recusar-se a dar respostas se (...) correriam o risco de serem processadas pessoalmente por irregularidade.
§ 8 Automonitoramento
O órgão público responsável pode ordenar a realização de medidas de automonitoramento, e pode ordenar que os custos da execução das medidas numa AS ou AC recaiam sobre os citados no § 12.
(...) Obs.: O governo estadual regula detalhes técnicos do automonitoramento.
§ 9 Pagamento de custos
Quem assume os custos, segundo os §§ 5 ao 7, é aquele que deu motivo à execução das medidas. Aqui, também incluem-se custos de execução, avaliação e classificação de cada análise técnica, medidas e amostras, assim como os custos da averiguação de responsáveis pela remediação. Causadores da contaminação devem ser citados prioritariamente.
Caso não sejam identificados ou não foi deles obtido nenhuma compensação, então, conforme o § 12 , os aí citados incumbidos pela remediação serão os responsáveis pelos custos.
§ 10 Inventário de dados de AS/AC
(1) Os municípios e os órgãos municipais responsáveis pelo gerenciamento/coleta de resíduos (...) são obrigados a informar [à CETESB]3 sobre
ACs e ASs que estiverem sob seu conhecimento (...) Os dados disponíveis devem ser imediatamente, até o máximo de três anos após a entrada em vigor desta lei, levantados ou mandados de tal forma à [CETESB] para que possam ser listados no inventário de AC e AS. [A CETESB] deve então passar esses dados atendendo às solicitações dos órgãos públicos responsáveis.
(2) Caso o órgão público responsável constatar-se de uma AS ou uma AC, deverá então informar [à CETESB]. Essa área deverá ser incluída no inventário de AS/AC.
(3) Após caracterizada como uma AS no inventário de AS/AC, proprietários, usuários regulamentados, assim como instituições públicas regionais envolvidas e possíveis responsáveis pela remediação conhecidos, devem ser informados sobre essa inscrição.
Caso não haja a confirmação dessa suspeita, a caracterização no inventário de AS/AC deverá ser imediatamente anulada; nesse sentido, é válida a Alínea 1.
Sendo feita a inscrição como AC ou AS, um comprador não poderá alegar desconhecimento do fato.
3Na lei de Hessen, o órgão competente é a companhia estadual de meio ambiente
(Hessische Landesanstalt für Umwelt). A CETESB seria o órgão técnica e administrativamente correspondente.
(4) A secretaria responsável pela remediação de AC, em acordo com o Ministério Público, pode decidir através de portaria sobre o conteúdo, utilização, possibilidades de acesso e transferência de dados para terceiros, assim como extensão e prazo da execução das obrigações.
§ 11 Declaração de áreas contaminadas (AC)4
(1) O órgão público competente declara, através de um ato administrativo, a existência de uma AC. De posse da declaração, a necessidade de remediação declarada (...) A declaração de AC notificará cada proprietário, assim como todos os possíveis e conhecidos usuários regulamentados. Segundo outras portarias, outros órgãos públicos também devem ser ativados.
(2) AC serão indicadas no Cadastro de Imóveis.
(3) Os responsáveis pela remediação assumirão os custos das medidas segundo a Alíneas 1 e 2.
(4) Em AS e AC que se estendem por vários terrenos ou prejudicam o desenvolvimento urbanístico, as medidas necessárias devem ser, o mais rápido possível, discutidas pelos proprietários, inquilinos, locatários e outros envolvidos. (5) No caso do § 4, uma comissão pode ser formada, a qual funcionará para reconhecer AS e informar sobre medidas necessárias à remediação de AC (...) (6) A secretaria estadual competente pela remediação encaminha uma comissão de avaliação, que pode recolher recomendações dos encarregados pela remediação de AC antes da sua determinação (...)
§ 12 Responsabilidade de remediação
(1) Para a execução da remediação, são obrigados:
1. empreendedores ou ex-empreendedores e seus sucessores de instalações em AC, na medida em que essas instalações produziram a contaminação; 2. o depositante, o produtor do lixo e seus sucessores de depósitos
contaminados;
3. outros produtores de contaminantes, os quais criaram a necessidade de remediação;
4. pessoas que, devido a outras portarias, responsabilizaram-se pelos contaminantes ou pelo prejuízo do bem-estar público;
5. proprietários, a não ser que não estavam nem deveriam estar cientes da necessidade de remediação ao adquirir o terreno, proprietários que poderiam partir de uma remediação concluída conforme o § 13, Alínea 4, ou proprietários que tinham conhecimento da anulação da declaração de uma AC;
6. ex-proprietários, exceto aqueles que durante o período de sua posse, não foram nem deveriam ser informados sobre contaminações existentes ou produzidas.
(2) O órgão competente recorre às pessoas responsáveis pela remediação (...) (3) A responsabilidade de remediação, segundo a Alínea 1, se acaba quando o responsável pela remediação no período da contaminação acreditava que não existiria nenhum impacto sobre o meio ambiente.
(4) (...)
§ 13 Remediação de áreas contaminadas (AC)
(1) O órgão público responsável ordena aos responsáveis pela remediação, segundo o § 12, as medidas necessárias para a remediação da AC e das águas subterrâneas e áreas vizinhas, de acordo com o objetivo da remediação. Após a determinação de uma AC, sem ordenação ou consenso dos órgãos públicos responsáveis, somente serão lícitas as medidas de afastamento do perigo pelos proprietários ou autorizados. Caso sejam necessárias outras investigações para determinar a extensão da remediação, o órgão público encarregado ordena as investigações complementares da AC e dos terrenos atingidos aos responsáveis pela remediação.
Em áreas extensas com forte contaminação que exigem grandes recursos técnicos no processo de remediação, ou em casos de grande risco para terceiros, os responsáveis pela remediação deverão executar um plano de remediação que deverá conter, em especial, as seguintes informações:
1. o resumo da avaliação do risco;
2. o uso existente ou planejado do terreno, assim como os objetivos da remediação;
3. as exigências às medidas de remediação, de segurança e medidas de limitações;
4. as medidas de remoção de efeitos secundários; 5. informações para a duração das medidas.
Um plano de remediação também pode ser apresentado pelos responsáveis pela remediação ou outros utilitários autorizados do terreno, quando a constatação de AC ainda não sucedeu (conforme o § 11, Alínea 1).
(2) O plano de remediação deve ser apresentado ao órgão público competente. A remediação pode ser efetuada em partes. Uma remediação parcial e medidas de contenção só serão permitidas quando uma remediação total não for possível. Nesse caso, a declaração de AC será adaptada após a execução das medidas conforme a remediação parcial alcançada ou as medidas de contenção. Deverá ser incluído no Cadastro de AS/AC, segundo o § 10, Alínea 2, que tipo de uso do solo será permitido após a remediação.
(3) (...) À medida que um plano de remediação for solicitado, deverá ser convocada uma audiência que terá o prazo de duas semanas para comentar e aprovar as medidas do plano (...)
(4) Sendo o objetivo da remediação alcançado através das medidas necessárias, a AC deverá ser suspensa e anulada no Cadastro de AS/AC e no Cadastro de Imóveis. No Cadastro de AS/AC, o uso possível dessa área após a remediação tem que ser definido. A anulação da declaração como AC será apresentada aos proprietários, aos encarregados da remediação e aos usuários autorizados. Os custos ficam por conta dos encarregados da remediação. Devido a outras portarias, outros órgãos públicos também deverão ser informados. O órgão público competente ordenará controles posteriores, pagos pelos encarregados da remediação, quando for confirmado que a permanência do objetivo da remediação não foi atingida. O prazo ordenado poderá ser prolongado. Até o vencimento do prazo, os órgãos públicos competentes pela remediação ficarão responsáveis pela remediação de outros terrenos e das águas subterrâneas decorrentes da AC.
(5) Uma nova declaração de AC na área em questão pode ser feita, caso haja conhecimento de algum fato novo após a primeira anulação da declaração de AC. Se no caso de monitoramento posterior, segundo o § 4, constar que o objetivo da remediação não tenha sido alcançado, a área novamente pode ser declarada como AC.
(6) (...)
(7) A secretaria estadual competente pela remediação de AC será autorizada, através de portaria, a partir de quando os objetivos da remediação serão tidos como alcançados e como se conduzirá sua comprovação.
§ 14 Administrador da remediação de AC
(1) Nos casos em que os responsáveis pela remediação não possam ser chamados ou alistados a tempo, especialmente se devido à urgência da remediação, não pode sofrer espera; o órgão competente transferirá a um administrador da remediação a execução da análise ou remediação, sem que este se torne responsável. O órgão competente determinará o objetivo da remediação. (...)
(2) (...)
(4) - (9) (...) Obs.: São esclarecidas as responsabilidades e relações entre o administrador da remediação e os órgãos públicos, a secretaria estadual competente e os proprietários. O administrador da remediação pode ser uma empresa privada.
(7) A secretaria estadual competente pela remediação determina através de portaria o administrador da remediação de AC (...)
§ 15 Reembolso de custos
(1) Nos casos do § 14, o Estado recebe o direito de reembolso de custos pelos responsáveis da remediação. Esse direto será validado pelos órgãos competentes, através de ato administrativo (...)
(2) Os custos segundo o § 1 e os custos de remediação, que na execução da remediação dependem de compensação, poderão levar a propriedade à hipoteca. Isso só é válido se o proprietário for nomeado responsável pela remediação.
§ 16 Compensação de valor
(1) Em todos os casos em que o Estado assume parcial ou totalmente os custos da remediação, sem ser obrigado a isso segundo o § 12, especialmente nos casos do § 14, ele fica com o direito de compensação por parte dos proprietários do terreno (...)
(2) - (4) (...) Obs.: São regulamentados os cálculos da compensação de valor do terreno.
§ 17 Cotização de financiamento de AC
(1) O Estado recebe anualmente uma cota do financiamento de AC das
corporações territoriais.5 As receitas da cota serão usadas na investigação e
remediação de AC originadas pelos municípios.
(2) - (4) (...) Obs.: São regulamentados os cálculos do financiamento.
§ 18 Processamento de dados
(1) Os órgãos públicos competentes, (...) assim como as corporações territoriais e os administradores da remediação de AC, estão autorizados a fazer o levantamento e processamento de dados das pessoas envolvidas, para os fins citados na Alínea 3. (2) - (3) (...) Obs.: São definidos os fins (Alínea 3) que são deduzidos dos procedimentos e instrumentos do desenvolvimento e planejamento urbano na Alemanha. Aliás, é válida a Lei Estadual de Proteção de Dados Pessoais.
5Corporações territoriais (Gebietskörperschaften) são instituições de direito público que
§ 19 Serviços públicos técnicos
(...) Obs.: São definidos os órgãos competentes na área de remediação de AC (em Hessen: Secretaria de Administração das Águas – em nível municipal) e as tarefas da Companhia Estadual de Meio Ambiente (em nível administrativo superior).
§ 20 Peritos técnicos
Pela portaria, a secretaria estadual competente para remediação de AC pode:
1. delegar determinadas tarefas, particularmente medidas de controle e supervisão para peritos técnicos reconhecidos;
2. regulamentar pressupostos para o reconhecimento de peritos técnicos e sua respectiva remuneração;
3. regulamentar que os custos dos peritos técnicos sejam pelos responsáveis para a remediação;
4. regulamentar para que o cumprimento das medidas, conforme o n. 1, seja aprovado pelo reconhecimento de peritos técnicos.
§ 21 Competências
(1) {...} Obs.: Refere-se à administração estadual alemã, especialmente à competência dos distritos.
(2) A competência local orienta-se pela localização do terreno ou pela localização da AS e AC. Sendo assim, criada a competência de vários órgãos públicos, o órgão público encarrega-se do ponto principal do assunto. Na dúvida, a secretaria estadual competente pela remediação de AC decide sobre as competências.
(3) (...)
§ 22 Regulamento de multas
(1) Transgressores são aqueles que deliberadamente ou por negligência 1. não cumprirem uma ordenação, conforme o § 5, Alíneas 1 a 3 (...);
2. impedirem a entrada de funcionários autorizados ou órgãos públicos em terrenos ou áreas de influência de AS e AC, conforme o § 6, Alínea 2;
5. transgridem as diretrizes estabelecidas no § 8, Alínea 2, n. 2-4, a ponto de ser iniciada a multa.
(2) A infração pode ser punida com uma multa fiscal de (...) [até R$ 30.000]. (3) (...)
§ 23 Regulamento transitório
(1) Atos administrativos estabelecidos através de portarias de outros órgãos públicos competentes, exclusivamente no tocante à contaminação de terrenos de AS e AC, terão validade contínua (...)
(2) O administrador de remediação pode solicitar a determinação de custos, conforme o § 5, Alínea 1, n. 1, custos esses originados pela entrada em vigor da lei, se o processo de remediação na entrada em vigor ainda não estiver encerrado.. Isso também é válido para reivindicações, de acordo com o § 15, Alínea 2.
§ 24 Vigência