• Nenhum resultado encontrado

3. CAPÍTULO II PRODUTIVIDADE E QUALIDADE DE

3.3. Resultados

3.3.1. Características agronômicas da pastagem

Houve interação entre o IP e o período de pastejo para alturas pré (P<0,01) e pós- pastejo (P=0,05). Foi observada uma média de altura de pré-pastejo 19,65% maior para 30-IP (P<0,01), mas a altura pós-pastejo foi 19,53% maior (P<0,01) para 30-IP somente no terceiro período. O intervalo de pastejo de 30-IP foi, em média, aproximadamente 6 dias mais longo (P=0,01) em comparação com 95-IL. No 3º período o IP foi 6 e 5 dias mais curto (P=0,05) em relação ao 1º e 2º período no tratamento 95-IL respectivamente. A interceptação luminosa foi dois pontos percentuais maior para 30-IP em comparação com 95-IL. A densidade de perfilhos não foi influenciada pelos períodos ou de IP, no entanto o manejo de 30-IP tendeu (P=0,09) a ter um perfilho mais pesado em comparação com à 95-IL (Tabela 3).

A massa de forragem no tratamento 30-IP foi 24, 30 e 31% maior (P<0,01) para a massa total, colmo e material morto, respectivamente, e a massa foliar tendeu a ser 11,4% maior (P=0,06) para o tratamento de 95-IL. Houve interação entre IP e período experimental para massa de folhas (P=0,05). Esta aumentou do 1º para o 2º período e do 2º para o 3º período para estratégia de manejo de 30-IP (P=0,04). A oferta de forragem não variou (P≥0,13) entre IP e os períodos experimentais. Entretanto, a taxa de lotação foi 11,3% maior para 95-IL comparada a 30-IP (7,94 e 7,04 UA/ha, respectivamente, P=0,04). Em ambos os tratamentos de IP, a taxa de lotação foi maior (P<0,01) no 3ºperíodo comparado 1º período (Tabela 4).

Na condição de pré-pastejo a proporção de folhas, a relação folha/caule e o teor de PB foram 14,6, 26,8 e 18,8% maiores (P<0,01) respectivamente, para o tratamento de 95-IL comparado ao 30-IP. A proporção de colmo foi maior (P=0,02) para o tratamento de 30-IP. Houve uma tendência (P=0,08) de maior teor de FDN na forragem para o tratamento 30-IP, comparado ao de 95-IL. No entanto, a proporção de material morto e o conteúdo de MS não foram influenciados (P≥0,16) pela estratégia de IP. Na condição de pré-pastejo, as proporções de folha e material morto, a relação folha/caule e o teor de PB da forragem foram influenciados pelo período experimental (P≤0,05), com resultados geralmente apontando menores valores para folha, relação folha/caule e teor de PB, e maiores para o material morto no 1º período. A composição morfológica e química da forragem na condição de pós-pastejo

não foi influenciada (P>0,05) pelo IP. Nessa condição, o teor de MS e PB, e a proporção de material morto foram afetados pelo período de pastejo (P≤0,05, Tabela 5).

Urochloa brizantha cv. Marandu sob dois critérios para iniciar o pastejo em três períodos consecutivos

Item 30-IP 95-IL EPM Valor de P

1º período 2º período 3º período 1º período 2º período 3º período IP Período IP × Período Altura de pré-pastejo (cm) 36,3b 38,3b 46,5a 32,0 35,2 34,0 1,44 <0,01 <0,01 <0,01 Altura de pós-pastejo (cm) 23,1b 22,4b 25,7Aa 22,3 21,6 21,5B 0,76 <0,01 0,12 0,05 Intervalo de pastejo (dias) 30,0 30,0 30,0 26,6a 25,5a 20,6b 1,28 <0,01 0,05 0,05

Interceptação da luz (%) 96,9 96,9 97,9 95,0 94,6 94,9 0,40 <0,01 0,27 0,35

Perfilhos (nº/m2) 1.192 1.017 1.141 1.056 1.088 965 104 >0,50 >0,50 0,31

Peso de perfilhos (g) 0,434 0,472 0,510 0,429 0,399 0,392 0,04 0,09 >0,50 >0,50 30-IP, período de rebrota fixo de 30 dias; 95-IL, pastejo realizado quando 95% da radiação fotossintéticamente ativa foi interceptada pelo dossel; IP, intervalo de pastejo; Médias seguidas por letras diferentes diferem pelo teste de Fisher (P<0,05), letras minúsculas comparam períodos dentro de um mesmo tratamento de IP e letras maiúsculas comparam IP dentro do mesmo período.

brizantha cv. Marandu sob dois critérios para iniciar o pastejo em três períodos consecutivos

Item 30-IP 95-IL EPM Valor de P

1º período 2º período 3º período 1º período 2º período 3º período IP Período IP × Período Massa (kg MS/ha)

Forragem 7587 7119 8339 6303 6232 4971 657,7 <0,01 >0,50 0,14

Folha 2118c 2492b 3032a 2175 2386 2210 182,7 0,06 0,04 0,05

Colmo 2108 1982 2407 1805 1542 1201 207,8 <0,01 >0,50 0,08

Material morto 3360 2645 2901 2323 2304 1560 385,8 <0,01 >0,50 0,42

Oferta de forragem (kg/UA) 40,1 35,4 35,3 35,0 34,5 27,7 3,64 0,13 0,25 >0,50 Taxa de lotação (UA/ha) 6,3b 6,9ab 7,9a 6,9b 7,7ab 9,2a 0,48 0,02 <0,01 >0,50 30-IP, período de rebrota fixo de 30 dias; 95-IL, pastejo realizado quando 95% da radiação fotossintéticamente ativa foi interceptada pelo dossel; IP, intervalo de pastejo; MS, matéria seca; UA, unidade animal; EPM, erro padrão da média. Dentro dos tratamentos de IP, as médias dos períodos de pastejo seguidas de diferentes letras diferem pelo teste de Fisher (P<0,05).

dois critérios para iniciar o pastejo em três períodos consecutivos

Item 30-IP 95-IL EPM Valor de P

1º período 2º período 3º período 1º período 2º período 3º período IP Período IP × Período Pré-pastejo

Folha (%) 29,0b 36,1a 36,9a 35,3b 39,0ab 45,2a 2,24 <0,01 <0,01 0,48

Colmo (%) 28,5 28,2 28,6 28,7a 24,2b 23,9b 1,43 0,02 0,17 0,18

Relação folha/colmo 1,02 1,29 1,37 1,29b 1,72a 2,02a 0,145 <0,01 <0,01 0,42

Morto (%) 42,6a 35,7ab 34,6b 36,0 36,8 30,9 2,60 0,16 0,05 0,34

MS (%) 25,2 24,6 24,2 24,2 23,4 21,3 2,30 0,38 >0,50 >0,50

PB (% MS) 7,4b 9,0ab 9,7a 8,6b 9,9b 12,5a 0,60 <0,01 <0,01 0,27

FDN (%MS) 71,2 71,3 71,7 70,8 71,0 68,9 0,80 0,08 0,21 >0,50

Pós-pastejo

Folha (%) 14,5 16,7 13,4 12,5 16,3 14,6 1,40 >0,50 0,08 >0,50

Colmo (%) 31,8 31,7 31,7 29,9 32,9 28,8 1,62 0,38 0,43 0,43

Relação folha/colmo 0,46 0,55 0,43 0,42 0,51 0,51 0,053 >0,50 0,25 0,46

Morto (%) 53,7 51,6 54,9 57,6a 50,7b 56,6ab 2,07 0,36 0,05 >0,50

MS (%) 35,2a 30,3ab 28,2b 38,5a 28,9b 28,1b 1,86 >0,50 <0,01 0,42

PB (%MS) 5,0b 6,3a 6,4a 5,0b 7,1a 7,6a 0,43 0,07 <0,01 0,38

NDF (% DM) 74,7 76,4 77,2 76,9 77,6 76,5 0,61 0,08 0,10 0,07

30-IP, período de rebrota fixo de 30 dias; 95-IL, pastejo realizado quando 95% da radiação fotossintéticamente ativa foi interceptada pelo dossel; IP, intervalo de pastejo; MS, matéria seca; PB, proteína bruta; FDN, fibra em detergente neutro; EPM, erro padrão da média. Dentro dos tratamentos de IP, as médias dos períodos de pastejo seguidas de diferentes letras diferem pelo teste de Fisher (P<0,05).

Os coeficientes de determinação (r2) dos modelos utilizados para a descrição da cinética de degradação do rúmen foram acima de 0,90 para todas as frações (Tabela 6). O modelo que descreve a cinética de degradação ruminal da MS apresentou valores muito próximos da fração “a” e da taxa “c” em ambos os IP, mas quando o manejo de 95-IL foi utilizado a forragem apresentou 3,2 e 1,9% mais fração “b” e “a+b”, respectivamente. Para a PB, foi observado 18,4% mais fração “a” para 95-IL em comparação à 30-IP. No entanto, a fração “b” foi 4,5% e a taxa “c” 10% menor do que a observada para 30-IP, resultando na fração “a+b” da PB 5,6% maior para 95-IL. Embora a fração “U” dos dois manejos tenha sido próxima (diferença de 1,2 pontos percentuais), a fração “b”e a taxa “c” da FDN foram respectivamente 42,2% e 30,8% superiores para o tratamento 95-IL. Além disso, foi observado para 95-IL um “L” para a FDN 53,9% inferior à 30-IP (Tabela 6).

Tabela 6. Cinética da degradação ruminal in situ de Urochloa brizantha cv. Marandu sob dois critérios de manejo para iniciar o pastejo

Item 30-IP 95-IL

Matéria Seca a (%) 23,8 23,5 b (%) 56,9 58,7 a+b (%) 80,7 82,2 c (%/h) 3,2 3,3 r2 0,96 0,97 Proteína Bruta a (%) 36,9 43,7 b (%) 46,6 44,5 a+b (%) 83,5 88,2 c (%/h) 3,3 3,0 r2 0,92 0,91

Fibra em Detergente Neutro

b (%) 41,9 59,6

U (%) 21,8 20,6

c (%/h) 2,6 3,4

L (h) 9,90 4,56

r2 0,93 0,97

30-IP, período de rebrota fixo de 30 dias; 95-IL, pastejo realizado quando a radiação fotossintéticamente ativa interceptada pelo dossel atingiu 95%; a, fração solúvel; b, fração insolúvel potencialmente degradável; a+b, fração potencialmente degradável; c, taxa de degradação; r2, coeficiente de

Considerando todo o período experimental, o manejo de 95-IL apresentou produtividade diária de leite, leite corrigido para energia, leite corrigido para 4% de gordura e componentes do leite (gordura, proteína, lactose e sólidos totais) de 16 a 28% maior (P<0,01) quando comparado ao manejo de 30-FG (Tabela 7). Excetuando a produtividade de leite e lactose todos os outros parâmetros de produtividade aumentaram ao longo dos períodos experimentais (P<0,05).

Urochloa brizantha cv. Marandu sob dois critérios de manejo para iniciar o pastejo

Item 30-IP 95-IL EPM Valor de P

1º período 2º período 3º período 1º período 2º período 3º período IP Período IP × Período Produtividade diária (kg/ha)

Leite 100,3 104,7 107,4 126,0 133,6 139,7 7,65 <0,01 >0,50 >0,50

Leite corrigido para energia 95,9 105,7 112,3 116,3 127,4 139,3 7,41 <0,01 0,04 >0,50 Leite corrigido para gordura 92,2 100,1 111,0 113,5 121,8 136,8 7,09 <0,01 0,02 >0,50

Gordura 3,5 3,9 4,5 4,2 4,6 5,4 0,27 <0,01 <0,01 >0,50

Proteína 2,8 3,1 3,5 3,4 3,7 4,4 0,22 <0,01 <0,01 >0,50

Lactose 4,5 4,6 5,0 5,6 5,8 6,2 0,33 <0,01 0,26 >0,50

Sólidos do leite 11,8 12,7 14,1 14,5 15,3 17,3 0,88 <0,01 0,02 >0,50

30-IP, período de rebrota fixo de 30 dias; 95-IL, pastejo realizado quando 95% da radiação fotossintéticamente ativa foi interceptada pelo dossel; IP, intervalo de pastejo; EPM, erro padrão da média.

Documentos relacionados