Receitas
Nossas receitas operacionais brutas subiram para US$ 20,363 bilhões em 2006, um aumento de 51,9% comparado a 2005. As receitas operacionais líquidas aumentaram 53,6%, passando a US$ 19,651 bilhões em 2006. A tabela a seguir resume receitas brutas por produto e receitas operacionais líquidas nos períodos indicados:
Exercício findo em 31 de dezembro.
2005 2006 % diferença
(milhões de US$ ) Minério de ferro e pelotas
Minério de ferro ... US$ 7.396 US$ 10.027 35,6% Pelotas ... 2.083 1.979 (5)
Subtotal ... 9.479 12.006 26,7
Níquel e outros produtos(1) ... 2.802 100
Manganês e Ferro-liga... 571 563 (1,4) Potássio... 149 143 (4) Caulim ... 177 218 23,2 Concentrado de cobre (2) ... 391 779 99,2
Minerais e metais ... 10.767 16.511 53,3 Receitas dos serviços de logística ... 1.216 1.376 13,2 Alumínio... 1.408 2.381 69,1 Outros produtos e serviços... 14 95 578,6
Receitas brutas... 13.405 20.363 51,9 Imposto de Valor Agregado ... (613) (712) 16,2
Rec. Oper. Líquida ... US$ 12.792 US$ 19.651 53,6%
(1) Inclui cobre, metais preciosos, cobalto e outros derivados produzidos pela Vale Inco (2) Não inclui o cobre produzido pela Vale Inco
Minério de ferro. As receitas brutas com minério de ferro aumentaram 35,6%, impulsionadas principalmente
por um crescimento de 22,7% nos preços médios de venda e por um aumento de 10,6% nos carregamentos do produto. Os aumentos de preço resultaram de um acordo com as principais siderúrgicas em maio de 2006, pelo qual os preços de referência para o minério de ferro subiram em média 19%. O aumento de preço, que foi retroativo a janeiro para a maioria dos clientes na Europa e a abril para a maioria dos clientes na Ásia, começou a afetar favoravelmente as receitas brutas no final do segundo trimestre de 2006. O aumento dos carregamentos tornou-se possível devido à maior produção nas minas existentes, à expansão da mina de Carajás, ao início das operações da
mina Fábrica Nova em abril de 2005 e à produção da mina da MBR, Mar Azul, adquirida no primeiro trimestre de 2006. A mina de Brucutu iniciou suas operações no terceiro trimestre de 2006, aumentando ainda mais a nossa capacidade de produção.
Pelotas As receitas brutas das pelotas diminuíram 5%. Em 2006, o total de carregamentos de 25.354 milhões de
toneladas foi 11% inferior ao total de 2005, essencialmente refletindo a nossa decisão de fechar temporariamente a usina de pelotização de São Luis de março a julho de 2006, para fazer face à diminuição da demanda provocada pelos cortes na produção de aço na Europa e América do Norte. Em maio de 2006, refletindo a menor demanda de pelotas, concordamos em reduzir em 3% o preço de referência das pelotas de altos-fornos e de redução direta, em negociações com as principais siderúrgicas, o que teve um impacto sobre as receitas brutas ao final do segundo trimestre de 2006. Mas, apesar desta redução nos preços de referência, os preços médios de venda para 2006 foram 6,8% maiores do que em 2005. Conforme descrito acima, fechamos acordos com as principais siderúrgicas, nos termos dos quais as pelotas de alto-forno e de redução direta, produzidas em usinas de Tubarão e São Luis, terão um aumento de 5,28%, com relação a 2006.
Níquel e outros produtos. Adquirimos a Inco na segunda quinzena de outubro de 2006, e nossos resultados de
2006 abrangem um trimestre das operações. O níquel e outros produtos vendidos pela Vale Inco representaram receitas de US$ 2,802 bilhões em 2006.
Minério de manganês e ferro-liga. Houve uma diminuição de 1,4% nas receitas brutas das vendas de minério de
manganês e de ferro-liga. Por causa da diminuição dos preços de mercado das ferro-ligas, reduzimos as nossa produção a partir de 2005. Ver Item 5. Revisão e Perspectivas Operacionais e Financeiras—Linhas Gerais—
Preços—Minério de manganês e Ferro-liga.
• As receitas brutas de ferro-liga aumentaram 2,8%, passando de US$ 494 milhões em 2005 para US$ 508 milhões em 2006, devido a um aumento de 4,7% em média nos preços de venda, parcialmente compensados por uma queda de 1,3% nos volumes.
• As receitas brutas com minério de manganês diminuíram 28,6%, de US$ 77 milhões em 2005 para US$ 55 milhões em 2006, refletindo uma diminuição de 16,8% nos preços médios de venda e uma queda de 14,1 % nos volumes.
Potássio. As receitas brutas das vendas de potássio diminuíram 4%, passando de US$ 149 milhões em 2005
para US$ 143 milhões em 2006. A queda foi causada por uma diminuição de 16,2% nos preços médios de venda. Houve um aumento de 14,5% nos volumes de venda, refletindo um ano inteiro de operação com capacidade aumentada na mina de Taquari-Vassouras.
Caulim. As receitas brutas das vendas de caulim aumentaram 23,2%, de US$ 177 milhões em 2005 para US$
218 milhões em 2006, devido, sobretudo, a um aumento de 13,4% nos preços médios de venda. Os volumes cresceram 8,6%.
Serviços de logística. As receitas brutas de serviços de logísticas aumentaram 13,2%. O aumento reflete a
valorização do real, pois os preços e os aumentos são geralmente expressos em reais. Em particular:
• As receitas de transporte ferroviário aumentaram 14,8%, de US$ 881 milhões em 2005 para US$ 1,011 bilhão em 2006. Os preços médios subiram 14,2%. Os volumes embarcados permaneceram estáveis. • As receitas das operações portuárias aumentaram 13,5%, de US$ 230 milhões em 2005 para US$ 261
milhões em 2006. Os preços médios aumentaram 17,1 %. Os volumes caíram 3,1 %.
• As receitas de navegação permaneceram estáveis, US$ 105 milhões em 2005 e US$ 104 milhões em 2006.
Alumínio. As receitas de produtos de alumínio aumentaram 69,1 %. Os principais fatores foram:
• Um aumento de 51,2% nas receitas brutas com as vendas de alumínio, de US$ 823 milhões em 2005 a US$ 1,244 bilhão em 2006. Este aumento foi provocado, basicamente, por uma alta de 39% nos preços médios de venda, refletindo a forte demanda mundial por alumínio. Os volumes cresceram 8,5%, principalmente devido à consolidação da Valesul, iniciada em julho de 2006.
• Aumento de 108,7% nas receitas brutas com as vendas de alumina, de US$ 531 milhões em 2005 para US$ 1,108 bilhão em 2006. O aumento das receitas brutas de alumina foi resultado de um aumento de 76,2% nos volumes de venda, refletindo o início das operações dos estágios 4 e 5 da refinaria Barcarena da Alunorte, no primeiro trimestre de 2006. Esses projetos de expansão aumentaram a nossa capacidade de produção anual de 2,5 milhões de toneladas para 4.4 milhões de toneladas. O crescimento da produção de alumina compensou amplamente o impacto contábil da eliminação das vendas de alumina da Alunorte para a Valesul, com sua consolidação no início de julho de 2006. Os preços de alumínio mais elevados da LME, usados como referência para vendas do produto, provocaram um aumento de 18,4% nos preços médios de venda.
• Houve uma queda de 46,3% nas receitas brutas com venda de bauxita, que passaram de US$ 54 milhões em 2005 para US$ 29 milhões em 2006. Os volumes caíram 50%, refletindo o maior consumo de bauxita pela nossa subsidiária Alunorte, que reduziu a quantidade de bauxita disponível para venda aos clientes. Isso foi parcialmente compensado por um aumento de 7,4% nos preços médios de venda devido aos preços mais elevados da LME para o alumínio, que serve como preço de referência para vendas de bauxita.
Cobre As receitas brutas de vendas de cobre praticamente dobraram, devido a um aumento de 85,7% nos preços
médios de venda e um aumento de 7,3% nos volumes vendidos. Isso reflete as vendas de concentrado de cobre das operações no Brasil, mas não as vendas de cobre pela Vale Inco, que estão incluídas em níquel e outros produtos.
Outros produtos e serviços. As receitas brutas de outros serviços e produtos aumentaram de US$ 14 milhões em
2005 para US$ 95 milhões em 2006, principalmente refletindo um embarque de carvão realizado no primeiro trimestre de 2006 e as vendas de ferro-gusa.
Custos e despesas operacionais
Assim como outras empresas de mineração e metais, enfrentamos, atualmente, preços mais elevados nos equipamentos, peças de reposição, energia, matéria prima e serviços. A valorização do real face ao dólar norte- americano aumentou essas pressões, por causa dos custos expressos em reais. A tabela a seguir resume os custos e despesas operacionais nos períodos indicados.
Exercício findo em 31 de dezembro.
2005 2006 % diferença
(milhões de US$ )
Custo dos minerais e metais, ... US$ 4.620 US$ 7.946 72
Custo dos serviços de logística ... 705 777 10,2 Custo alumínio, ... 893 1.355 51,7 Outros ... 11 69 527,3
Custo dos produtos vendidos ... 6.229 10.147 62,9 Despesas de vendas gerais e administrativas... 583 816 40 Pesquisa e Desenvolvimento... 277 481 73,6 Outros custos e despesas ... 271 570 110,3
Total dos custos e despesas operacionais ... US$ 7.360 US$ 12.014 63,2
Custo dos produtos vendidos
A tabela a seguir resume os componentes dos custos dos produtos vendidos nos períodos indicados. Exercício findo em dezembro
2006 Total
Atribuído à
Vale Inco 2005 % diferença
(milhões de US$ )
Serviços terceirizados, ... US$ 2.056 132 US$ 1.483 38,6
Custos dos materiais... 1.584 128 1.126 40,7 Energia
Exercício findo em dezembro 2006
Total Atribuído à Vale Inco 2005 % diferença
(milhões de US$ )
Combustível ... 912 91 630 44,8 Energia ... 623 31 456 36,6
Subtotal ... 1.535 122 1.086 41,3 Aquisição de minério de ferro e pelotas de
minério de ferro,... 758 -- 761 (0,4) Aquisição de outros produtos,
Níquel... 482 482 -- -- Alumínio, ... 336 -- 299 12,4 Outros... 97 32 33 193,9 Subtotal ... 915 514 332 175,6 Pessoal... 917 210 514 78,4 Amortização e exaustão ... 899 124 585 53,7 Ajuste de estoque ... 946 946 -- -- Outros ... 537 54 342 57
Total... US$ 10.147 US$ 2.230 US$ 6.229 62,9%
Nosso custo total de produtos vendidos aumentou 62,9%. Este aumento resultou basicamente dos seguintes fatores:
• Impacto da aquisição da Inco. As operações da Vale Inco no quarto trimestre de 2006 contribuíram para o custo total de produtos vendidos de US$ 2,230 bilhões. Conforme descrito acima, US$ 946 milhões deste valor são relacionados a ajustes contábeis da aquisição, nos termos do SFAS 141/142, que determinou o ajuste aos valores de mercado dos estoques da Inco, na época da aquisição. O excesso do preço de mercado sobre o custo de produção desses estoques está incluído no custo dos produtos vendidos, no momento da venda dos estoques. Esperamos incorrer em mais US$ 1,062 bilhão nos custos de bens vendidos em 2007, com relação aos estoques restantes.
• Impacto da valorização do real. Em 2006, o valor médio do real aumentou 11,8% face à moeda norte- americana, comparado a 2005. Como a maior parte de custos e despesas é expressa em reais, o custo em dólar aumentou.
• Serviços terceirizados. Os custos dos serviços terceirizados aumentaram 38,6% em 2006. Do aumento de US$ 573 milhões, a Vale Inco contribuiu com US$ 132 milhões. O aumento restante de US$ 441 milhões foi provocado basicamente pela valorização do real face ao dólar norte-americano e ao aumento de custos do frete ferroviário, devido à produção de minério de ferro da subsidiária MBR, que utiliza a ferrovia MRS para o transporte do seu minério de ferro até o porto. Os custos mais elevados com serviços terceirizados refletem também a maior quantidade de remoção de resíduos nas minas e os custos maiores dos serviços de manutenção.
• Custos dos materiais. Os custos dos materiais aumentaram 40,7% em 2006. Do aumento de US$ 573 milhões, a Vale Inco respondeu por US$ 128 milhões. O aumento restante US$ 330 milhões refletiu principalmente os maiores volumes e a valorização do real face ao dólar norte-americano.
• Aquisição de minério de ferro e pelotas. Os custos do minério de ferro e pelotas comprados de outras mineradoras permaneceram estáveis, pois os aumentos de preço compensaram amplamente as quedas nas toneladas compradas. O minério de ferro comprado de terceiros em 2006 diminuiu 33,8%, caindo para 10,2 milhões de toneladas em 2006, contra 15,4 milhões de toneladas compradas em 2005. Compramos 8,9 milhões de toneladas de pelotas de terceiros em 2006, uma queda de 7,1 % em comparação aos 9,7 milhões de toneladas compradas em 2005.
• Aquisição de outros produtos. A aquisição de outros produtos aumentou US$ 583 milhões em 2006, dos quais US$ 514 milhões foram atribuíveis a Vale Inco. Os US$ 69 milhões restantes são o resultado do aumento nas compras de bauxita de terceiros por parte da Alunorte, a fim de abastecer as operações de refino de alumina da usina de Barcarena, da Alunorte. Acreditamos que haverá uma queda nas compras de bauxita, por causa do início das operações da mina de Paragominas em 2007.
• Custos de energia. Os custos de energia aumentaram 41,3% em 2006. Do aumento de US$ 449 milhões, US$ 122 milhões foram atribuíveis à Vale Inco. O custo da eletricidade aumentou US$ 167 milhões, dos quais US$ 31 milhões são atribuíveis à Vale Inco. O aumento restante nos custos de eletricidade reflete principalmente os preços da eletricidade 31, 1 % mais elevados para a produção de alumínio, impulsionados, por um lado, pelo contrato de fornecimento de eletricidade da Albras, nos termos do qual uma parcela dos preços é indexada ao preço do alumínio da LME e, por outro, pela consolidação da Valesul, que paga um preço mais alto pelo fornecimento de eletricidade. O volume de energia consumida também cresceu 17,6%. O custo do combustível aumentou US$ 282 milhões, dos quais a Vale Inco representou US$ 91 milhões. O restante de US$ 191 milhões foi provocado pela maior produção, pela valorização do real e pelos preços mais elevados.
• Custos com pessoal. Os custos com pessoal cresceram 78,4%. Do aumento de US$ 403 milhões, US$ 210 milhões foram atribuíveis à Vale Inco. O restante do aumento reflete o impacto dos reajustes salariais de 2006, por convenção de julho de 2005, o aumento no número de empregados devido aos projetos de expansão e à consolidação da Valesul, a valorização do real face ao dólar norte-americano e o pagamento de um bônus especial aos empregados, em agosto de 2006. Em julho de 2006, concordamos com um aumento salarial de 3%, que entrou em vigor em Janeiro de 2007.
Despesas de Vendas, Gerais e Administrativas
As despesas de vendas, gerais e administrativas sofreram aumento de 40%. Do aumento de US$ 233 milhões, US$ 62 milhões foram atribuídos à Vale Inco. O restante do aumento resultou principalmente das maiores despesas de venda, devido ao aumento dos volumes de venda, ao aumento salarial anual dos funcionários administrativos e à valorização do real face ao dólar norte-americano.
Despesas de pesquisa e desenvolvimento
As despesas de pesquisa e desenvolvimento aumentaram 73,6%. Do aumento de US$ 204 milhões, US$ 39 milhões foram atribuídos à Vale Inco. O restante do aumento reflete basicamente um aumento em estudos de exploração mineral e de projetos em várias regiões, inclusive na América do Sul, na Ásia, na África e na Austrália. O aumento inclui também US$ 25 milhões em despesas relacionadas à construção de uma planta hidrometalúrgica para o processamento de cobre.
Outros custos e despesas
Os demais custos e despesas praticamente dobraram. O aumento de US$ 299 milhões pode ser atribuído às provisões de US$ 171 milhões para fechamento de minas e outros custos de reparação do meio ambiente, resultado de uma revisão completa.
Receita operacional por segmento
A tabela a seguir apresenta informações referentes à nossa receita operacional por segmento como porcentagem das receitas dos períodos indicados.
Exercício findo em 31 de dezembro.
2005 2006
Receita operacional por segmento (prejuízo) Receita operacional por segmento (prejuízo)
(milhões de US$ )
(% das receitas operacionais líquidas)
(milhões de US$ ) (% das receitas operacionais
líquidas) Minerais Ferrosos
Minério de ferro ... US$ 4.085 57,0% US$ 5.168 53,0%
Pelotas ... 661 33 630 33,3
Minério de Manganês ... (11) — (49) —
Ferro-ligas ... 83 18,6 3 0,6
Minerais não-ferrosos
Níquel e outros produtos,... — — 411 14,6
Potássio ... 44 31,9 28 20,7 Caulim... (26) — - — Concentrado de cobre ... 146 38,1 464 61,1 Alumínio, Alumina... 37 7,3 294 26,7 Alumínio ... 395 48,3 631 51,9 Bauxita ... 5 9,3 — — Logística Ferrovias... 173 23,5 274 32,9 Portos ... 65 33,2 64 29,5 Navegação... (7) — (6) — Outros... (218) — (275) —
Total... US$ 5.432 42,5% US$ 7.637 38,9%
Houve queda no nosso lucro operacional em termos de percentual das receitas operacionais líquidas, passando de 42,5% em 2005 para 38,9% em 2006.
• Esta queda foi causada principalmente pela queda nas margens das operações de minério de ferro, manganês, ferro-liga e potássio, que, com o impacto da consolidação da Inco e da sua margem operacional, da ordem de 14,6%, compensou amplamente as margens maiores nas operações de cobre, alumina e alumínio.
• A redução das margens nas operações de minério de ferro reflete basicamente o impacto da valorização do real face ao dólar norte-americano, maiores despesas com pesquisa e desenvolvimento, depreciação mais elevada devido à expansão da base de ativos e custos mais altos com frete e outros serviços terceirizados. Juntos, tais fatores compensaram amplamente o impacto provocado pelos maiores preços médios de venda. • Houve aumento das receitas e das margens operacionais nas operações de cobre, alumina e alumínio. Em
cada um desses segmentos, os preços mais altos compensaram amplamente os aumentos nos custos de produção descritos acima.
• A significativa diminuição das margens nos segmentos de manganês e ferro-liga deve-se aos menores preços de mercado desses produtos e aos custos mais elevados de produção já mencionados anteriormente. • A diminuição da margem no segmento de potássio foi causada pela diminuição dos preços do potássio,
observados acima, e ao aumento dos custos de produção principalmente em função da valorização do real face ao dólar norte-americano.
• A margem operacional do níquel e de outros produtos reflete parcialmente o impacto dos ajustes contábeis da aquisição com relação aos estoques mencionados anteriormente.
Receita (despesas) não operacional
A tabela abaixo traz os detalhes da nossa receita (despesas) operacional nos períodos indicados.
Exercício findo em 31 de dezembro,
2005 2006
(milhões de US$ )
Receita Financeira ... US$ 123 US$ 327
Despesas financeiras... (560) (1.338) Lucro cambial e monetário (perdas) líquido ... 299 529 Lucro sobre venda de investimento... 126 674
Receita (despesas) não operacional... US$ (12) US$ 192
Nossas receitas líquidas não-operacionais foram de US$ 192 milhões em 2006, comparadas às despesas líquidas não-operacionais de US$ 12 milhões em 2005. Esta mudança reflete basicamente:
• Maiores ganhos cambiais sobre passivos expressos em dólares norte-americanos provocados pela variação cambial da dívida da Vale.
• Um aumento do lucro financeiro devido principalmente a taxas de juros mais altas e saldos médios de caixa mais elevados.
• Um aumento das despesas financeiras, devido, principalmente, a um aumento significativo da dívida média em relação à aquisição da Inco.
• Ganho de US$ 674 milhões sobre a venda de investimentos em 2006, com a venda da participação na Siderar (US$ 96 milhões), Usiminas (US$ 175 milhões), GIIC (US$ 338 milhões), Nova Era Silicon (US$ 9 milhões) e Gerdau (US$ 56 milhões), comparados aos ganhos em 2005 relacionados à venda da Quebec- Cartier Mining Company (US$ 126 milhões).
Imposto de renda
Em 2006, contabilizamos uma despesa líquida com impostos da ordem de US$ 1,432 bilhão, comparada à de US$ 880 milhões verificada em 2005. A carga fiscal real sobre o lucro antes do imposto de renda foi de 18,3% em 2006 e de 16,2% em 2005. A alíquota real é inferior à alíquota estabelecido por lei, devido aos seguintes fatores: (i) lucro de algumas subsidiárias não brasileiras é sujeito a impostos menores, (ii) temos direito de deduzir o montante das distribuições consideradas juros sobre capital próprio, e (iii) beneficiamo-nos dos incentivos fiscais aplicáveis aos lucros sobre a produção em determinadas regiões brasileiras.
Coligadas e Joint ventures
Nossa equivalência patrimonial em coligadas e joint ventures e provisão para perdas em investimentos resultaram em um ganho de US$ 710 milhões em 2006, comparado com ganho de US$ 760 milhões em 2005.
A tabela a seguir resume a composição da nossa equivalência patrimonial em coligadas e joint ventures nos períodos indicados.
Exercício findo em 31 de dezembro,
2005 2006
(milhões de US$ ) Equivalência patrimonial em coligadas e joint ventures
Minerais ferrosos... US$ 435 US$ 312
Logística ... 54 95 Produtos de alumínio... 65 76 Aço... 197 201 Carvão... 9 26
Total da equivalência patrimonial em coligadas e joint ventures e
A diferença de 2005 para 2006 reflete os resultados menores dos minerais ferrosos devidos à venda da GIIC e os resultados mais elevados em logística graça à melhor performance da MRS Logística.