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PARADIGM ARCHITECTURE OF THE IMPLEMENTATION OF NEW HIGH SCHOOL AND BNCC IN READING EDUCATION

RESULTADOS E DISCUSSÕES

O Novo ensino Médio: arquitetura paradigmática

O nosso documento de análise é a exposição da proposta do Novo Ensino Médio no site do Ministério da Educação. Essa proposta está no site: <www.gov.br/mec/pt-br/

novo-ensino-medio>, através dele, iremos observar, descrever, analisar e, logo, interpretar as mudanças desses Novos Paradigmas de ensino que ocorrem juntos com a mudança do Novo Ensino Médio.

Figura 1 – Webpage - proposta do Novo Ensino Médio

Fonte: <www.gov.br/mec/pt-br/novo-ensino-medio> (2021).

O site encontra-se estruturado em duas perguntas norteadoras: a primeira pergunta é a que sugere alteração de paradigma ao Novo Ensino Médio - “O que muda no ensino médio?” – e, logo, subdivide-se em três partes que se dedicam a explicar as três grandes mudanças que ocorrem com esta nova roupagem de ensino.

Figura 2 – Webpage - O que muda no ensino médio?

Fonte: <www.gov.br/mec/pt-br/novo-ensino-medio> (2021).

Observando a imagem 02 e analisando as questões postas no webpage do MEC temos o primeiro enunciado que oferta os diferentes itinerários formativos que possibilitará a escolha das trilhas de aprofundamento e eletivas pelos estudantes, ampliando seus co-nhecimentos em uma das áreas como: Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza ou Ciências Humanas e Sociais, ou ainda, em uma formação técnica e profissional que poderá ser ofertada pela escola.

Desse modo, a segundo questão discorre como seria a unificação dos direitos de aprendizagem para todos os estudantes brasileiros, com a aprovação da Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio – BNCC (2018), os novos referenciais curriculares elaborados nas 27 UF, assim como a formação dos professores, os recursos e materiais didáticos e as matrizes das avaliações do SAEB e do ENEM, estarão alinhados às compe-tências e habilidades estabelecidas para cada uma das áreas de conhecimento de acordo com o documento paramentrizador BNCC e, nesse sentindo, possibilitará uma formação sólida a todos os estudantes.

Por fim, a terceira parte, que expõe sobre o aumento da carga horária mínima, que deixará de 2.400 horas para 3.000 horas, ou seja, os professores e alunos terão mais tem-po de socialização no ensino. Além dessas informações, reforça que o governo tem inves-tido recursos para a ampliação das matrículas em regime de tempo integral.

Figura 3 – Webpage - O que muda para você?

Fonte: <www.gov.br/mec/pt-br/novo-ensino-medio> (2021).

Analisando a segunda proposta do webpage que passa a focalizar no aluno com a pergunta: “O que muda para você?” O site explica de forma resumida e simples as três principais mudanças, que são ordenadas da seguinte maneira: a primeira proposição pau-tada em mais tempo para estudar, assim, a carga-horária será ampliada de 2400 horas para 3000 horas. Desse total, pelo menos 1200 horas serão destinadas aos itinerários formativos1, podendo percorrer uma ou mais trilhas de aprendizagem/aprofundamento rela-cionadas às áreas de conhecimento (linguagens, matemática, ciências humanas e sociais e ciências da natureza) ou à formação técnica e profissional, segundo, o desenvolvimento do projeto de vida2, os professores contribuirão para a construção do projeto de vida dos estudantes.

1 Conjunto de disciplinas, projetos, oficinas, núcleos de estudo, entre outras situações de trabalho, que os estudantes podem escolher no Ensino Médio e que permitem que os alunos se aprofundem em co-nhecimentos específicos de uma área do conhecimento, podendo escolher entre duas ou mais áreas. Estão diretamente associados às habilidades e competências que todos os alunos devem desenvolver durante o Ensino Médio.

2 é um processo de planejamento no qual os indivíduos se conhecem melhor, identificam seus poten-ciais, interesses e paixões e estabelecem estratégias e metas para alcançar os seus próprios objetivos e atingir a sua realização em todas as dimensões. Não é um roteiro fechado – pelo contrário, deve ser flexível -, mas precisa conectar a história de cada pessoa, o contexto em que vive e suas expectativas futuras.

Portanto, os alunos terão tempo e espaço para refletir sobre suas possibilidades de estudo e realizar escolhas responsáveis, coerentes com aquilo que deseja para vida pro-fissional. Além disso, terão o apoio para escolher os caminhos que seguirá, ao longo do ensino médio e, também, no seu futuro pessoal e profissional.

Na terceira proposição apresenta um ponto importante de discussão paradigmática que seria menos aulas expositivas e mais projetos e oficinas, os alunos continuarão apren-dendo conhecimentos de todas as disciplinas, conforme o que almeja nas habilidades e competências da BNCC. Contudo, a organização por áreas estimula professores a traba-lharem por meio de projetos, oficinas e atividades que tragam conhecimentos de diferentes áreas e não apenas de forma disciplinar, com aulas expositivas e sem a participação ativa dos estudantes.

Dando continuidade a nossa análise, por fim, as redes e escolas terão apoio do MEC para as implementações das mudanças do Novo Ensino Médio. O MEC lançará um novo Programa de Fomento à Implementação dos Itinerários Formativos de modo a promo-ver o apoio técnico e financeiro às escolas de ensino médio via PDDE - Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - e a integração entre as Instituições de Ensino Superior, setor produtivo, escolas e Secretarias de Educação.

Seguindo nossa exposição descritiva a outra ação importante desse novo ensino é de lançamento de cursos de formação para os profissionais da educação, voltados para os itinerários, formativos, incluindo a Formação Técnica e Profissional, assim como o 2º Ciclo de Coordenação Nacional para implementação do Novo Ensino Médio, que tem como ob-jetivo promover apoio às equipes técnicas das Secretarias de Educação.

Como a Base Nacional Comum Curricular - BNCC (2018) é à base do site e do Novo Ensino Médio, que oferta o novo currículo depende da aprovação do documento da BNCC pelo CNE e homologação pelo MEC, o que ocorreu em 2018. Após ter sido homologado, no primeiro ano letivo subsequente à data de publicação da BNCC, os sistemas de ensino ao poucos devem estabelecer um cronograma de implementação.

O início da implementação da BNCC nas escolas de ensino médio deve ocorrer a partir do segundo ano subsequente à sua data de publicação, ou seja, as redes não pre-cisarão implementar todas as mudanças de uma só vez, mas haverá um período para o planejamento e a implementação do Novo Ensino Médio.

Breve explicação do ensino de leitura no Novo Ensino Médio

Os índices do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) têm nos mostrado que os alunos que iniciam o Ensino médio, ainda apresentam dificuldades na compreensão da leitura, apontando para a necessidade de melhoria nestes resultados a

nível nacional, já que segundo tal avaliação ressalta ainda que o “letramento em leitura”, entendido como compreensão, reflexão e utilização de textos escritos, tem essencial impor-tância na promoção da participação social ativa dos sujeitos.

Com isso percebemos a grande dificuldade dos alunos do Ensino Médio em desen-volver competências de leitura, tanto no que se refere ao domínio do código escrito, quanto no que se refere à compreensão de textos. Em geral, as aulas de Língua Portuguesa estão voltadas para o ensino da gramática, deixando de lado o ensino da compreensão daquilo que se lê. Esse foco específico na gramática acaba por não dar a devida atenção a com-petências importantes que poderiam ser trabalhadas para melhor compreensão da leitura.

Nesse sentido, toma-se como foco a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), do-cumento que define as aprendizagens comuns que devem ser essencialmente desenvolvi-das por todos os alunos no decorrer da Educação Básica (BRASIL, 2018, p. 7), de modo a analisar suas recomendações no que se refere ao ensino da compreensão leitora e refletir sobre as perspectivas que este documento apresenta aos educadores na atualidade.

Inicialmente, a BNCC destaca que o principal objetivo de trabalho com a Língua Portuguesa é o desenvolvimento da escuta, de modo a construir sentidos coerentes para os textos orais e escritos, produzir textos adequados às diversas situações de interação e apropriar-se de conhecimentos e recursos linguísticos que contribuem para o uso adequa-do da língua oral e escrito.

É importante compreender que a leitura não é apenas a decodificação de símbolos, mas também a compreensão do que se lê e a relação do que se lê com outros conhecimen-tos acumulados. Segundo Kleiman (2011) ― a compreensão de um texto é um processo que se caracteriza pela utilização de conhecimentos prévios, ou seja, é mediante a intera-ção com diversos níveis de conhecimento que o leitor consegue construir o sentido do texto.

Desse modo, o sujeito ao ler constrói sentidos e diferentes competências são exi-gidas, classificando em dois grupos de competências. O primeiro grupo se refere às com-petências básicas, reconhecimento de letras e palavras, o segundo grupo classifica-se em competências de ordem superior, construção de significados, dentro de frases, entre as frases e no contexto como um todo.

Para os referidos autores pontuam que o domínio do código escrito, embora seja uma condição necessária, não garante a compreensão do texto explícito de estratégias cognitivas para a compreensão da leitura com o objetivo de que a atividade de leitura al-cance sua função social.

A leitura é uma ferramenta fundamental para combater problemas relacionados ao ensino, já que está atrelada ao desenvolvimento de habilidades socioemocionais. Dessa forma, a prática estimula a autonomia, o poder de escolha e expande o capital cultural de alunos em seu processo de formação. A preocupação do Novo Ensino Médio com a for-mação integral gera a necessidade de pensar todos os campos da vida de forma objetiva,

assim, é preciso compreender quais habilidades são essenciais para a formação de indiví-duos autônomos e participativos.

O contato com textos da esfera jornalística é um forte aliado na hora de garantir o engajamento dos estudantes, porque esses conteúdos podem trazer temas relacionados ao cotidiano. Assim, é possível trabalhar gêneros como crônica, coluna de opinião etc.

Além disso, também favorece a formação de leitores habituais e proporciona a educação midiática.

Ao trabalhar gêneros literários, é preciso contextualizá-los e abordá-los a partir de uma linguagem acessível para os próprios estudantes. Dessa forma, é possível relacionar a leitura e suas diversas esferas aos objetivos do Novo Ensino Médio.

O foco na mudança da perspectiva de construção do conhecimento, possibilitam múltiplas formações aos professores, às quais os estudantes podem recorrer de acordo com seus interesses e habilidades. Nesse sentido, a leitura é fator fundamental para con-cretizar esse projeto.

Um ponto central, é a garantia da percepção de que o universo da leitura pode ser uma porta de entrada para seus próprios interesses, que tem como característica o foco no aluno e na interatividade, pode utilizar a leitura e as plataformas digitais como instrumentos e partes do método de ensino. Os jovens precisam ser estimulados a entender, de maneira autônoma, os benefícios práticos do desenvolvimento da leitura para vida.

CONCLUSÃO

No Brasil, apesar das orientações sugeridas pelos documentos que regem a educa-ção PCN, OCEM e mais atualmente a BNCC, muitos dos professores, ainda, se mantêm presos aos modelos de ensino pregado sob a ótica do paradigma tradicional, pautados no domínio dos conteúdos e com base em frases isoladas, persistindo, assim, entre esses profissionais, grande controvérsia sobre a questão de uma nova forma de ensinar a Língua, no caso de professores de formação de linguagem vernácula e/ou estrangeira.

Logo, considerando essas indagações trazidas neste breve ensaio teórico-analítico, é importa pontuar que não se trata de excluir um modelo paradigmático, mas pontuar uma mudança, já que os valores e as crenças acompanham o fluxo da história que a cada época um paradigma era suficiente para aquela realidade e que hoje pode encontra-se obsoletos.

Para tanto, Brasil (2000, p. 11) destaca que “o novo paradigma emana da compreen-são de que, cada vez mais, as competências desejáveis ao pleno desenvolvimento humano aproximam-se das necessárias à inserção no processo produtivo”. Portanto, o modo que o docente ensina tem relação direta com a sua formação e experiência.

Logo, a mudança no Novo Ensino Médio tem como objetivos garantir a oferta de edu-cação de qualidade a todos os jovens brasileiros e, logo, aproximar as escolas à realidade dos estudantes em seu contexto cultural, considerando as novas demandas e complexida-des do mundo do trabalho e da vida em sociedade.

Sendo assim, concluímos que há uma nova sugestão paradigmática Novo Ensino Médio, haja vista que a ideia de que o conhecimento é construído conforme o construto de um paradigma de ensino adequado à realidade social de cada cultura, pois quando nossos objetivos não alcança a realidade moldadas necessitamos, assim, remodelam as nossa forma de ensinar a língua.

Portanto, podemos supor que as marcas paradigmáticas do ensino de língua por-tuguesa e, mais especificamente, o ensino de leitura no Novo Ensino Médio a partir das orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e os objetivos de leitura tendem a se opor ao paradigma tradicional, pois as marcas paradigmáticas apontam para uma pers-pectiva sociointeracionista segundo as lentes teóricas de vista neste artigo.

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CAPÍTULO 04