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RESULTADOS E DISCUSSÃO

No documento ALDEFRAN ADERSON DA SILVA (páginas 36-61)

A discussão abordada nessa etapa é baseada nos resultados obtidos, sendo que também foi levado em consideração o referencial teórico para confrontar os mesmos. Seguindo esse direcionamento, torna-se importante pontuar que os dados adquiridos nessa pesquisa, foram obtidos por meio da observação na prática em estudo, e da aplicação do questionário com os trabalhadores, os quais estão incluídos no perfil de jovens e adultos.

Feito essas considerações, inicia-se a discussão pontuando sobre alguns dados acerca do perfil dos pesquisados. Mediante isso, elenca-se que o primeiro questionamento feito aos participantes, tratava-se da idade dos mesmos, para identificar-se em qual perfil se encontravam, conforme mostra a tabela 1.

Tabela 1- Faixa etária dos pesquisados

JOVENS ADULTOS

FAIXA ETÁRIA Jovens com idade entre 16 e 26 anos Adultos com idade entre 27 e 35 anos

Nº DE PESQUISADOS

11 9

PERCENTUAL

55%

45%

Fonte: Dados do autor (2018).

Com os dados apresentados, pode-se visualizar que a faixa etária dos pesquisados está firmada entre os 16 e 35 anos, confirmando assim um perfil de jovens e adultos. Tendo esse resultado, passa-se a entender que na prática de extração do calcário, os sujeitos começam a trabalhar ainda muito jovens, causa essa que dificulta a relação com o espaço escolar, pois como se sabe, nessa idade alguns desses pesquisados ainda não concluíram o ensino médio.

Esse é um contexto onde apresenta muitas dificuldades, e nesse sentido muitos jovens enfrentam no dia a dia, a falta de apoio, incentivo e valorização familiar, para seguirem estudando. Muitas das vezes, isso ocorre pelo fato de muitos pais não terem chegado se quer ao nível fundamental. Esses acontecimentos, chegam a ser um reflexo das necessidades

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socioeconômicas, que por decorrência se constitui uma barreira para o acesso escolar, uma vez que, esses não chegam a concluírem o ensino médio, por precisarem trabalhar para se sustentarem ou contribuírem na renda familiar (ALVARENGA, et al., 2012).

Frente a essa discussão, torna-se importante analisar o gráfico 1, pois o mesmo traz dados relacionados a situação escolar dos trabalhadores que executam a prática de extração da do calcário, os quais estão como participantes nessa pesquisa.

Gráfico 1 – Situação escolar dos trabalhadores extrativistas de calcário

Fonte: Dados do autor (2018).

Ao analisar o gráfico 1, percebe-se que 75% dos pesquisados não estão matriculados na escola. Isso requer dizer, que se esses sujeitos não concluíram o ensino médio, significa que tais se evadiram do âmbito escolar por algum motivo. Seguindo esses dados, passa-se a compreender que a evasão escolar está dentre os temas que historicamente são mais debatidos e refletidos, no que se refere a educação pública brasileira (QUEIROZ, 2006).

Seguindo essa reflexão, pode-se visualizar no gráfico 1 que apenas 25% dos pesquisados, equivalente a 5 sujeitos, estão matriculados e frequentado a escola. Sabendo disso, torna-se importante identificar qual o nível de escolaridade desses sujeitos, já que apenas 5 de um total de 20 pesquisados, estão atualmente frequentando a escola. Para análise desse resultado, torna-se preciso ver o gráfico 2.

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Gráfico 2 – Nível de escolaridade dos pesquisados

Fonte: Dados do autor (2018).

Ao serem questionados sobre o nível escolar que se encontravam, ou que tenham feito pôde-se obter quatro níveis. Dentre os dados, apresentou-se um maior percentual para os trabalhadores que ainda não concluíram o ensino fundamental anos finais, encontrando-se um percentual de 50%, ou seja, uma grande parte significativa do público pesquisado. O segundo dado, representa os trabalhadores que não concluíram o ensino médio, para esses pôde-se obter um percentual de 25%. No ensino médio completo encontram-se cerca de 15%, enquanto no ensino fundamental completo, há apenas uma representatividade de 10%.

Obtendo-se esses dados, entende-se que o índice de desistência e evasão escolar é elevado, tornando-se motivo de grande preocupação. De todos, apenas 3 sujeitos finalizaram o ensino médio, sendo que pararam nesse nível, não tendo perspectiva para cursar o ensino superior, se destinando por completo a prática de extração do calcário. Também há casos de sujeitos que concluíram o ensino fundamental (anos finais), mas não seguiram para o ensino médio, percorrendo assim um caminho mais brusco, ou seja, trabalhando em um serviço mais pesado, que é a extração do calcário.

Visualizando-se essas decisões, tomadas pelos participantes dessa pesquisa, buscou-se questioná-los sobre o motivo que os levou a parar de estudar. No entanto, para melhor compreensão, torna-se cabível analisar o gráfico 3.

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Gráfico 3 – Motivos que levaram os pesquisados a se ausentarem da escola

Fonte: Dados do autor (2018).

A partir das respostas elencadas pelos pesquisados, pôde-se associar que o alto índice de desistência com relação à escola, deu em maior parte devido a necessidade de trabalhar. Como pode-se ver no gráfico 3, esse percentual é de 40%. Criticamente, vê-se que maior parte dos resultados estão voltados para a necessidade de trabalho, sendo que essas tem modificado profundamente a relação dos trabalhadores com escola, gerando elevados índices de evasão. No entanto, há os que afirmam não se interessar pelos estudos, pelo fato de não obterem visão de importância na educação.

Feita essa interpretação, torna-se importante refletir na discussão realizada por Alvarenga et al. (2012, p.65):

Alunos desmotivados no ensino público são, muitas vezes, o reflexo das dificuldades socioeconômicas de suas famílias, que impede que esses estudantes possam se dedicar integralmente aos estudos, como a grande maioria dos estudantes do ensino privado. Desta forma, mais uma vez a desigualdade social impõe seus limites sobre os indivíduos de classe social mais baixa, que precisam trabalhar para se sustentar e sustentar suas famílias, mas que, por outro lado, precisam do estudo para conseguir trabalhar.

Como visto na citação de Alvarenga, o fator econômico é algo que tem grande influência para o segmento da educação, pois ao obter conhecimento da realidade dos sujeitos pesquisados, torna-se evidente afirmar que a maior parte desses, tem renda do grupo familiar entre quinhentos reais (500,00 R$), até um salário mínimo.

Portanto, obtendo um capital mensal como esse, dependendo da quantidade do grupo familiar, pode ocasionar a existência da necessidade de jovens trabalharem para ajudar a

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família. De acordo com Neri et al. (2015, p.57) “[...] a evasão escolar é pior quando se junta a oportunidade de trabalho com a carência de renda”. Com isso, faz com que os jovens deixem o espaço escolar para irem trabalhar, e assim contribuir na renda da família.

Para melhor compreensão dessa discussão, o gráfico 4 expressa os dados.

Gráfico 4 – Circunstâncias que levaram os pesquisados a desenvolver o trabalho extrativista

Fonte: Dados do autor (2018).

Por meio do gráfico 4, consegue-se compreender que a maior circunstância que levou os pesquisados a desenvolver o trabalho com o calcário, é pela falta de oportunidade para outro emprego, dado esse que é representado por um percentual de 60%, ou seja, a maioria dos participantes. O outro motivo considerado por esses sujeitos é decorrente a necessidade financeira, a qual chega aos 35% dos resultados. E por fim, 5% dizem que não veem outro caminho para seguir.

Considera-se uma situação crítica nesses dados, pois os mesmos são refletidos por meio das desigualdades socioeconômicas, que esses sujeitos perpassam em seus trajetos de vida. Certamente, diante das dificuldades, maior parte desses sujeitos, não buscam refletir no futuro promissor, e assim perdem o estímulo para continuar no ramo educacional, chegando a se evadir da escola, e se entregando totalmente ao trabalho na extração do calcário.

“Apenas o conhecimento dos benefícios associados a decisão de um maior tempo de permanência na escola, permitirá que a educação atrativa e de qualidade se coloque no topo das prioridades deles [...]” (NERI et al., 2009, p.18). Na figura 1, é apresentado um esquema sobre algo bem ocorrente na comunidade de Palheiros III, tornando-se criticamente uma ação preocupante.

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Figura 1: Esquema simplificado das ações evidenciadas pelos pesquisados

Fonte: Dados do autor (2019).

Esse esquema simplificado, tem o intuito de explanar de forma resumida o problema evidenciado por parte dos sujeitos que desenvolvem a prática de extração do calcário. Como havia-se detectado nos resultados anteriores, os mesmos deixam a escolaridade pela necessidade de trabalhar. Mediante isso, chega um determinado tempo que não conseguem outro emprego, pelo fato de não terem uma formação, seja de ensino médio, técnico ou de nível superior, por serem exigências que se enquadram no padrão determinado pelo mercado de trabalho atual.

No tocante a essa problemática, torna-se imprescindível para os sujeitos seguirem outros caminhos considerados mais relevantes, com as condições socioeconômicas que convivem e também por não terem uma educação ambiental, que os faça refletir sobre os impactos ambientais causados no meio ambiente, ocasionados pela prática extrativista. Assim, com a ausência dessas condições, os mesmos se direcionam ao trabalho pesado, realizado por força braçal, mais que de certa forma é um trabalho digno e que proporciona o sustento de muitas famílias.

Sabendo-se que esse trabalho, é desenvolvido pelos homens que fazem parte da comunidade estudada, torna-se cabível abordar o quadro de parentesco que esses têm com os demais trabalhadores que desenvolvem essa prática. Para a obtenção dessa informação, será realizada a análise do gráfico 5.

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Gráfico 5 – Familiares que desenvolvem o trabalho na extração de calcário

Fonte: Dados do autor (2018).

Com a apropriação dos dados, relacionados ao grau de parentesco dos trabalhadores, pôde-se constatar a veracidade da informação, pois realmente há presença de um ciclo familiar nessa prática de extração do calcário, podendo-se pontuar um maior envolvimento entre irmãos, seguido pelos pais e primos.

Frente aos dados obtidos, pode-se refletir no que vem sendo discutido nos resultados anteriores, onde apresenta uma maior presença dos jovens no trabalho, seja com o parentesco de irmão ou de primo (Ver figura 2). Percebe-se, que esses têm se evadido do espaço escolar para seguirem ao trabalho, por questões consideravelmente socioeconômicas, no sentido de necessidade financeira, não obterem visão de futuro e também por não conseguirem associar o estudo com o trabalho.

Fonte: Dados do autor (2019).

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A prática de extração do calcário é um trabalho que apesar de proporcionar renda às famílias, implica algumas condições para os trabalhadores. Primeiramente pode-se pontuar que, os sujeitos inseridos nesse trabalho não obtêm uma renda mensamente fixa, certos que depende do rendimento do trabalho, pois “a cada mil paralelepípedos feitos, é que recebem um valor de 90 reais” (Pesquisado, 2018). Outro fator decisivo na renda é a questão da retirada da cobertura da rocha de forma manual (braçal), ou mecanizada, com procedimentos de uma retroescavadeira (Figura 3).

Como visto na figura acima, para realização da extração do calcário, é necessário fazer a retirada da cobertura da rocha. Diante dessa ação, os trabalhadores podem solicitar uma retroescavadeira, mas é preciso pagar uma taxa referente a quantidade horas para realização do procedimento. Assim, “a cada hora é cobrado 250 reais dos trabalhadores” (Pesquisado, 2018). Com esse método, nota-se que reduz o esforço físico do trabalhador e proporciona mais tempo para realização da quebra da rocha no formato requerido (paralelepípedo). Porém, muitos trabalhadores por terem um lucro bem reduzido, não querem seguir esse procedimento mecanizado e acabam realizando de forma manual, com ferramentas que os mesmos usam no dia a dia.

Mediante observação e análise sobre como é processado o trabalho na pedreira pelos sujeitos, buscou-se questioná-los sobre os impactos ocasionados por essa prática, se tal trabalho gerava impacto negativo ao ambiente e ao meio socioeconômico dos mesmos, conforme resultados mostrados no gráfico 6.

Figura 3: Retirada da cobertura da terra, com retroescavadeira

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Gráfico 6 – Impactos ambientais e socioeconômicos ocasionados pela prática extrativista

Fonte: Dados do autor (2018).

De posse dos dados, pôde-se verificar que 80% dos pesquisados apontaram haver impactos ambientais e socioeconômicos, evidenciados por meio da prática exercida com a extração do calcário. No entanto, apesar de ser uma pequena minoria, houve 20% dos pesquisados apontando não gerar nenhum impacto por meio desse trabalho.

Foi possível realizar uma análise crítica por meio dos dados obtidos através do questionário e também das observações realizadas no campo em estudo. Assim, chegou-se a entender que realmente a prática de extração de calcário tem ocasionado problemas ambientais e socioeconômico aos sujeitos e ambiente deste ciclo.

Torna-se importante pontuar que no que se refere aos impactos ambientais, existe grande negatividade, pelo fato de ocasionar desmatamento, e consequentemente perda da flora, mas também da fauna, visto que na atualidade é raro encontrar espécies de animais próxima a essa região. Essa e uma ação evidenciada pela remoção vegetativa, destruição do habitat natural e dos sons que são emitidos pelas batidas das ferramentas nas pedras.

Vendo essa precaução que é direcionada a essas espécies, gerou-se de certa forma grande preocupação por parte do pesquisador, pois sabe-se que dessa forma as gerações futuras não verão a existência dessas espécies, por estarem sendo extintas no dia a dia, o que significa dizer que se continuar dessa forma, futuramente não será possível mais encontrá-las.

Frente a esse fato, existe uma lei que visa proteger a vegetação natural e os animais, a qual está inserida no art. 225 da Constituição Federal e no inciso VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica,

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provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais à crueldade (BRASIL, 1988, p.131).

Sabendo da existência dessa lei, entende-se que a mesma não está sendo aplicada de forma prática nesse ambiente, mas se fosse acionada como está descrita, poderia haver transformação nesse quadro, pois na conjuntura a qual está sendo vivenciada, várias espécies serão extintas e se tornarão definitivamente ausentes desse contexto, o que resulta em um desequilíbrio ecológico nesse ambiente.

Evidentemente os danos não param somente nesses fatores ambientais, certamente há outros impactos a serem discutidos no decorrer desse trabalho. Diante disso, será abordado como essa prática tem afetado os sujeitos economicamente, pois como sabe-se os sujeitos da comunidade de Palheiros III, trabalham nessa prática de extração pelo fato da mesma proporcionar-lhes uma renda que faz com que consigam subsidiar o sustento de suas famílias, e de certa forma, tem se tornado um meio positivo para a vida desses trabalhadores.

Mesmo com essa positividade, chega um determinado tempo, que os mesmos ficam inativos dessa prática de extração. Essa questão, é referente aos períodos chuvoso, conhecidos como a estação do ano que proporciona o inverno, seja com chuvas abundantes ou amenas.

Ao se tratar da região estudada, os aspectos físicos e bióticos, registrados pelo Idema (2008), relatam que a região é marcada por terras férteis, obtendo em média um período chuvoso de março a maio, tendo um clima semiárido úmido, mas muito quente, com temperaturas médias anuais, máxima de 32°C, média de 28°C e mínima de 21 °C.

Tendo noção desses dados, compreende-se o porquê dos trabalhadores ficarem inativos em determinado período do ano (inverno). A figura 4, retrata total impossibilidade de extrair as rochas quando se tem um ambiente alagado.

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Tendo como base a figura 4, a qual foi registrada pelo pesquisador no período de inverno (Primeiros meses do ano), verifica-se que com as precipitações de chuva, a pedreira fica em total estado de alagamento. Assim, dependendo da quantidade de chuva nesses períodos, os trabalhadores ficam dias ou até meses sem realizar o trabalho.

Perante essa situação, consegue-se identificar o surgimento de um problema social, permitindo também a efetivação de um grande impacto econômico para os mesmos. Certamente, se não há possibilidades para o desenvolvimento de outro trabalho no local onde residem, como também em comunidades ou cidades vizinhas, chega ao ponto desses sujeitos passarem por necessidades, por não terem uma renda mensal fixa, durante os meses de inverno.

Através das informações obtidas, as quais são pontuadas por meio das observações realizadas, buscou-se saber dos pesquisados, o que eles elencam como consequências socioambientais ocasionadas pela extração do calcário, conforme mostra o gráfico 7.

Gráfico 7 – Ações decorrentes da extração do calcário

Fonte: Dados do autor (2018). Fonte: Dados do autor (2019).

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Dentre os pesquisados, 50%, o qual é equivalente à metade dos participantes da pesquisa, pontuaram que essa prática ocasiona a destruição do ambiente no local onde realizam o trabalho. Outros 35% assinalam que a prática proporciona benefícios, pelo fato de se referir a matéria que é utilizada na construção civil. Como apresentado pelos mesmos, realmente essa prática favorece as empresas de construção civil e também são direcionadas para prefeituras, para efetivarem o saneamento básico e asfaltamento das ruas.

Diante das observações, pôde-se entender que até os rejeitos, são utilizados, mesmo sendo conhecidos como desperdícios, por serem restos de pedras que são quebradas e que não dão para fazer o formato requerido. Assim, são vendidos para fazer o alicerce das casas e tornando-se úteis também para as empresas, no intuito de transformá-los em britas. Nesse contexto é importante pontuar que todas essas compras são feitas por atravessadores, ou seja, microempresários que existem na comunidade e esses que fazem os repasses para as empresas e para outros compradores em diferentes setores.

Feita essas pontuações, torna-se importante voltar a analisar os dados presentes no gráfico 7, onde vê-se que 10% dos pesquisados relatam que essa prática não causa nenhum problema. Mas, 5% diz que causa problemas para saúde humana e animal.

Frente a esses dados, chega-se a concordar criticamente com alguns dados, pois diante das observações, pôde-se ver o estado crítico que fica o ambiente de trabalho sem a presença da vegetação e também relacionada a forma de trabalho, pois ocasiona problemas a saúde dos mesmos. Essas informações podem ser compreendidas por meio da figura 5.

Figura 5: Área de extração sem vegetação

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Na figura 5, pode-se ver a situação do ambiente de extração do calcário, local esse que após a retirada da rocha fica expostamente esburacado e sem a vegetação natural que havia. No entanto, com o término da extração em determinado local, não realizam a recomposição da área vegetativa que sofreu desmatamento, sendo assim, essa área permanece com alteração negativa e sem nenhuma intervenção.

Vale salientar, que essa prática de extração é uma ação resguardada pelo licenciamento ambiental, estando sob responsabilidade do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio grande do Norte – IDEMA, onde pode-se ver essa legalização, por meio da figura 6.

A placa mostrada na figura 6 fica nas proximidades da pedreira, para demonstrar que os trabalhadores desenvolvem uma ação legalizada. Todavia, sabe-se que o dever do IDEMA é supervisionar os ambientes que possuem recursos naturais, no intuito de mantê-los conservados e quando preciso serem utilizados, mas extraídos em processos mecanicamente adequados, para não denegrir de forma impactante o ambiente.

No entanto, mesmo sabendo que essa área de trabalho está sob fiscalização de um órgão que visa a proteção do ambiente, percebe-se que não estão conseguindo controlar os procedimentos indevidos, realizados na prática de extração. Havendo assim, ações que de certa forma saem de regra e que geram diversos impactos, podendo até ser irreversíveis.

Figura 6: Placa de licenciamento ambiental

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Mediante a gravidade e o dano dessa ação, entende-se que a mesma poderia ser revisada por meio da política nacional do meio ambiente, que está contida do art. 2º da Lei nº 6.938/81. “A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, [...]” (BRASIL, 1981, p.1). Através de alguns dos seus princípios, verifica-se que os incisos III - planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais; e VIII - recuperação de áreas degradadas, comtemplariam essa problemática caso estivesse fiscalizada.

Essa é uma lei de total importância para o meio ambiente, por visar a conservação dos

No documento ALDEFRAN ADERSON DA SILVA (páginas 36-61)

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