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RESULTADOS Experiência 1 (crescimento dos feijões):

ENSINO SUPERIOR E TÉCNICO”

RESULTADOS Experiência 1 (crescimento dos feijões):

Para a experiência realizada com o plantio do feijão os resultados obtidos com todos os alunos mostram que algumas sementes de feijão não nasceram sendo necessário o replantio para alguns grupos, enquanto a metodologia para a medição do comprimento da planta e das raízes foi adaptada por cada grupo. A frequência de medição para acompanhamento do crescimento do feijão e para irrigação foi a critério de escolha de cada grupo. Dessa forma os resultados obtidos variaram entre os grupos e neste trabalho os resultados expostos limitam-se a um grupo.

De acordo com o quadro 1 e 2 o maior número de nódulos de rizobium foi no solo humífero, no qual o feijão apresentou o maior crescimento. Isso se deve ao grande número de nutrientes presentes neste solo. O menor número de nódulos de rizobium foi encontrado no solo argiloso (8 nódulos) e no solo agrícola ( nenhum nódulo).

Quanto ao dia de germinação, o feijão brotou primeiro (dia 03/11) nos solos humífero e de calcário. O solo argiloso foi o no qual o feijão mais demorou a brotar. Os feijões do solo agrícola demonstram brotação após 6 e 7 dias de experimento.

Quanto ao tamanho das raízes o solo agrícola teve o maior comprimento de raízes (521 cm) e no argiloso o menor comprimento (160 cm ).

O crescimento da planta propriamente dito foi maior no solo humífero também.

As folhas das plantas do solo humífero se mantiveram verdes e de aspecto saudável (sem amarelamento das folhas como foi o caso do solo calcário). O solo humífero possibilitou o melhor desenvolvimento porque contém uma grande quantidade de nutrientes, e o húmus ajuda a reter água no solo.

Experiência 2 (decomposição de materiais orgânicos e inorgânicos):

Os resultados demonstram a importância do solo na decomposição de substâncias e assim podemos refletir a cerca dos animais decompositores do solo que possuem um papel importante na formação do solo, realizando a decomposição dos restos dos materiais vegetais e animais transformando-os em húmus, um produto que faz necessário para a formação e a manutenção do solo.

Insetos: Ao final da experiência os insetos se encontram com fungos de aspecto esbranquiçado sendo

que todos seus órgãos interiores foram decompostos e apenas seu exoesqueleto quitinoso permaneceu.

Folhas: A folha possuía pontos pretos que provavelmente caracterizam a presença de animais decompositores. Durante o período de experiência da folha a mesma se apresentou com pontos brancos, que provavelmente constituem outro tipo de organismos decompositores. Portanto havia vários tipos de fungos. As bordas se apresentaram serrilhadas caracterizando a decomposição mais intensa nessa parte.

Vidro: A decomposição do vidro no solo demora por volta de 1 milhão de anos, sendo sua composição a sílica ou óxido de silício (SiO2) que é obtida principalmente da areia branca pura, e álcalis (os principais são o carbonato de sódio, o sulfato de sódio e também a cal extinta). Basicamente o vidro é uma mistura de areia, barrilha, calcário e feldspato. Feldspatos são muito resistentes ao intemperismo químico, assim justificando a estabilidade do vidro na experiência.

Pregos: Os pregos em contato com o oxigênio presente na água provoca oxidação do ferro, ou seja, perca de elétrons e desta reação surge a ferrugem nos pregos.

Nos últimos 10 dias da experiência o prego começou a enferrujar formando uma espécie de camada branca com aspecto brilhante em volta do mesmo. O solo em torno do prego adquiriu um aspecto escurecido.

Devido à alteração química que ocorreu no prego, os dois ficaram levemente unidos pelo solo.

DISCUSSÃO

O solo mais adequado para o plantio de acordo com a experiência seria, portanto, o do humífero devido a alta quantidade de matéria orgânica que armazena grande quantidade de água para uso da planta num momento mais seco e desfavorável. Além de que o número de nódulos de rizobium encontrado é grande (quadro 2).

De acordo com STRALIOTTO, R., in www.cnpab.embrapa.br, os rizóbios, uma vez em contato com as raízes do feijoeiro, induzem a formação de pequenas bolinhas, chamadas de nódulos. No interior dos nódulos ocorre o processo de aproveitamento nitrogênio do ar por estas bactérias. Este processo é chamado de fixação biológica de nitrogênio, e permite que o agricultor economize na adubação nitrogenada. O nitrogênio é um dos nutrientes essenciais para o desenvolvimento das plantas e, normalmente, é fornecido para as culturas através da adubação com uréia, sulfato de amônia, esterco ou outras formulações do tipo NPK.

A decomposição de materiais como folhas e insetos dão origem a matéria orgânica, que é fundamental nos índices de fertilidade do solo, além de “reciclar” a matéria morta. Os microorganismos do solo apesar de serem minúsculos e muitas vezes imperceptíveis, possuem uma função ecológica enorme. E o solo tem a função de abrigar esses animais numa relação de benefício mútuo. Este microorganismos precisam do solo para sobreviver, em troca o solo é oxigenado, pois quando esses pequenos animais se movem no interior do solo abrem espaços que são preenchidos por ar e também produzem o húmus, resultante da matéria orgânica que se decompõem sobre o solo. Dessa forma quanto mais aerado e rico em matérias orgânicas decompostas mais produtivo é o solo. Através dessa experiência, pode-se entender a importância do solo na decomposição de materiais e que reciclar é preciso uma vez que determinados materiais possuem um tempo de decomposição muito longo poluindo o ambiente.

Quadro 1 - Medidas do comprimento do feijão no decorrer da experiência.

10º dia 12º dia 17º dia 19º dia 24º dia 27º dia

Feijão 1 6cm 7cm 8,7cm 9,5cm 12cm 13cm

Feijão 2 9cm 9cm 9,5cm 10,5cm 13cm 15cm

Feijão Solo Argiloso 7cm 8cm 9cm 10,5cm 15cm 17cm

Feijão Solo Calcário 6,5cm 7,5cm 12,5cm 12,5cm 13cm 15cm

Feijão Solo Humoso 10cm 12cm 14,4cm 16,5cm 21cm 22,5cm

Feijão Solo Arenoso 9cm 10cm 13,5cm 14cm 15,5cm 18cm

Quadro 2 - Outros dados referentes aos feijões plantados e seus determinados solos.

CONCLUSÕES

As experiências realizadas em sala de aula foram de extrema importância para a compreensão de con-ceitos teóricos além de que, constituem uma metodologia didática e eficaz. Para a disseminação da educação em solos as experiências práticas podem ser mais exploradas e desenvolvidas não apenas no nível superior de educação, bem como no ensino fundamental.

Em ambas experiências a observação diária ou semanal mostrou-se valiosa pois permitiu ao aluno o acompanhamento do desenvolvimento das plantas e da decomposição dos materiais. Mas no âmbito pedagógi-co e científipedagógi-co é importante que os alunos aprendam a observar e interpretar os dados de maneira adequada.

Os alunos se mostram mais interessados no conteúdo ministrado nas aulas quando se pode levar esse conteúdo para seu cotidiano, para seu espaço vivido.

REFERÊNCIAS

EXPERIMENTOTECA – CDCC – USP. Solo 3 : Preparação de um solo agrícola; Solo 5 : Decomposição de materiais no solo.

LIMA, V. M. R. Estudando o solo. Ciência e Educação, Porto Alegre: 1998.

MUGGLER, C.C.; PINTO. S.; MACHADO, F.A.; 2006. Educação em solos: princípios, teoria e métodos. In: Re-vista Brasileira de Ciência do Solo, 30:733-740.

MUGGLER, C.C. O Programa de Educação em Solos e Meio Ambiente do Museu de Ciências da Terra da Uni-versidade Federal de Viçosa. I Simpósio de Pesquisa em Ensino e História de Ciências da Terra e III Simpó-sio Nacional sobre Ensino de Geologia no Brasil. Campinas.

www.cnpab.embrapa.br acessado em 08/12/2009

Dia de brotamento Total de raízes Nódulos de rizobium

Feijão do solo calcário 03/11 205 cm 20

Feijão do solo arenoso 04/11 240 cm 22

Feijão do solo argiloso 05/11 160 cm 8

Feijão do solo humífero 03/11 340 cm 35

Feijão do solo agrícola 06/11 521 0

EMPREGO DA METODOLOGIA DE PROJETOS NO ESTUDO DA ADUBAÇÃO VERDE

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