2. municípios na área de abrangência de DSEI/PE
4.1 RESULTADOS QUANTITATIVOS E QUALITATIVOS DA GESTÃO.
A análise dos resultados quantitativos está limitada à verificação do grau de cumprimento das metas previstas nas diversas atividades finalísticas da UJ que foram apresentadas no seu Relatório de Gestão, conforme a seguir sintetizamos.
As atividades finalísticas da UJ cumpriram pelo menos 90% das metas estabelecidas, exceto nos seguintes casos em que gestor apresentou as razões enumeradas:
a) no Programa 150 - Promoção dos Povos Indígenas, cujos
indicadores são os coeficientes de Mortalidade Infantil entre crianças indígenas menores de 1 ano e o de incidência parasitária de malária tuberculose bacífera na população indígena e a taxa de aldeias em situação de vulnerabilidade.
a.1) Na Ação 8743 - Promoção, vigilância, proteção e recuperação da
saúde indígena, SUBAÇÃO - Implementação das Ações de Atenção Integral à Saúde da subação - implementação das ações de atenção integral à saúde da mulher e da criança indígena (assistência ao pré-natal):
a.1.1) a atividade 4 - Realizar 06 consultas de pré-natal por
gestante identificada na área de abrangência do Pólo-base de Angra dos Reis não alcançou a meta porque foram realizadas apenas quatro consultas (66%), devido à dificuldade de convencer às gestantes indígenas do dever de se consultar no pré-natal, no quantitativo ideal.
b) no Programa 0122 - Serviços urbanos de água e esgoto, cujos
indicadores são o índice de esgoto tratado referido à água consumida e as taxas de cobertura dos serviços urbanos de coleta de esgoto e de abastecimento de água.
b.1) na Ação 10GD - Implantação e melhorias de sistemas públicos de
abastecimento de água em municípios de até 50 mil habitantes ou integrantes de consórcios públicos, exclusive de regiões metropolitanas ou regiões integradas de desenvolvimento econômico.
b.1.1) as atividades 1 - Apoiar o beneficiamento de 11.000 famílias
- abastecimento de água - e 2 - Acompanhar 60 convênios de exercícios anteriores - não alcançaram a meta devido à demora e/ou não envio de informações, por parte do Departamento de Engenharia de Saúde Pública - DENSP - órgão da estrutura da presidência da
instituição - acerca dos beneficiários da ação, inclusive os valores a serem repassados; à demora, por parte dos conveniados, em cumprir as formalidades legais necessárias para possibilitar o início das atividades; à baixa qualidade dos projetos técnicos apresentados, especialmente, pelas prefeituras, que implicou atrasos durante o ano, e à insuficiência de técnicos na área de engenharia da coordenação.
b.2) na Ação 10GE - Implantação e Melhorias de Sistemas Públicos de
Esgotamento Sanitário em Municípios de até 50.000 Habitantes ou Integrantes de Consórcios Públicos, Exclusive de Regiões Metropolitanas ou Regiões Integradas de Desenvolvimento Econômico.
b.2.1) as atividades 1 - Apoiar o beneficiamento de 13.700 famílias
(esgotamento sanitário) -, e 2 - Acompanhar 152 convênios de exercícios anteriores - não alcançaram a meta devido às mesmas causas apresentadas no item b.1.1.
b.3) na Ação 7652 - Implantação de Melhorias Sanitárias
Domiciliares para Prevenção e Controle de Agravos.
b.3.1) as atividades 1 - Apoiar o beneficiamento de 406 famílias -
Melhorias Sanitárias Domiciliares -, e 2- Acompanhar 37 convênios de exercícios anteriores - não alcançaram a meta devido às mesmas causas apresentadas no item b.1.1.
b.4) na Ação 6908 - Fomento à educação em saúde voltada para o
saneamento ambiental.
b.4.1) as atividades 2 - Beneficiar 26 municípios conveniados com
ações de educação em saúde -, e 4 - Realizar ações de saúde em 03 comunidades quilombolas - não alcançaram as metas porque os municípios contemplados no Programa de Aceleração do Crescimento - PAC, não tiveram os seus recursos liberados no ano de 2008.
Finalmente, conforme informações extraídas do Relatório de Gestão, destaca-se os seguintes fatores impeditivos do avanço e/ou alcance total das metas previstas no plano operacional se destacam:
a) a morosidade com que os recursos foram repassados pela
Presidência da instituição para a Coordenação Regional, com reflexos negativos principalmente nas ações de saneamento ambiental;
b) má qualidade técnica dos projetos apresentados pelos municípios
para viabilizar a celebração de convênios que objetivam ações de saneamento ambiental;
c) demora, por parte dos municípios, em reunir a documentação
necessária para a obtenção da licença ambiental, na apresentação das Outorgas e Posse de terreno, obstaculizando o início de obras de saneamento ambiental;
d) deficiência de engenheiros e técnicos nos quadros da Coordenação
Regional e nos dos municípios para apresentar os projetos técnicos de boa qualidade e atender às exigências, provocando soluções de continuidade em tratativas sobre a celebração e/ou execução de objetivos pactuados em convênios e outros documentos congêneres;
e) a alta rotatividade de profissionais nos quadros municipais,
impactando, de forma negativa, na interlocução da Coordenação Regional com os municípios, com o consequente retardo na execução de processos de trabalho coletivos.
f) deficiência de pessoal crônica para desenvolvimento dos seus
processos de trabalho, especial, o número reduzido de engenheiros;
g) a não realização de concurso público para provimento de cargos,
associada à desmotivação e envelhecimento do quadro de servidores;
h) a não assimilação integral - por absoluta falta de tempo,
provocada pelo excessivo número de demandas - de todos os procedimentos que envolvem a movimentação de 5.243 empregados públicos, em regime de trabalho celetista, provocando inúmeras consultas ao órgão técnico da Presidência, que, por vezes, não disponibiliza a informação no tempo que se requer.
i) o atraso na celebração dos Convênios por parte da Presidência; j) Exigência da assinatura do gestor público da época de referência
do convênio.
Cabe ressaltar que há necessidade de aprimoramentos no processo de dotação orçamentária das atividades finalísticas para refletir com qualidade a relação custo-benefício dos Programas e Ações da FUNASA, uma vez que os procedimentos para liberação de recursos federais têm privilegiado a centralização dos recursos administrados pela sede da FUNASA (Programa 750, Ação 2000, voltada para as atividades meio, de suporte administrativo) em detrimento da liberação direta para as ações finalísticas de acordo com a real necessidade de recursos.
4.2 QUALIDADE E CONFIABILIDADE DOS INDICADORES DE DESEMPENHO