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REVESTIMENTO DE COMPRIMIDOS

No documento Apostila2011 (páginas 61-74)

Por que revestir?

 Proteger a droga do ambiente circundante (ar, umidade e luz) para melhorar a estabilidade.

 Mascarar sabor e odor desagradáveis.

 Aumentar a facilidade do paciente de ingerir o produto.

 Melhorar a identidade do produto, desde a indústria farmacêutica até o paciente, e sua estética final.

 Minimiza a contaminação cruzada devido à eliminação de pó.

 Melhorar a sua integridade mecânica, visto que os produtos revestidos geralmente são mais resistentes ao manuseio incorreto (abrasão, atrito..)

 Modificar a liberação da droga, como nos produtos de revestimento entérico, e de ação prolongada, retardada.

 Processos de revestimento:

 Revestimento peliculado ( film coating / cuticular)

 Revestimento a seco ( press coating)

• PROPRIEDADES DOS NÚCLEOS A SEREM REVESTIDOS:  Comprimidos biconvexos

 Superfície lisa e não porosa  Dureza superior a 5Kp  Friabilidade menor que 1%.  Resistência ao calor

 Deve ser compatível com a formulação de revestimento.

Principais diferenças entre drageamento e revevestimento peliculado

CARACTERÍSTICAS DRAGEAMENTO REVESTIMENTO PELICULADO Comprimidos

Aparência Arredondados,

elevado nível de polimento

Os contornos do núcleo original são preservados. Normalmente não são tão lustrosos quanto as drágeas

Aumento do peso devido aos materiais de revestimento

30-50% 2-3%

Logotipo ou vinco Não são viáveis São viáveis Outras formas

farmacêuticas

O revestimento com açúcar é viável, mas

de pouca

importância industrial

O revestimento de multiparticulados é muito importante nas formas de liberação controlada.

Processos

Etapas Processo

multiestágio

Normalmente uma única etapa Duração usual

por lote

8 horas ou mais 1,5-2 horas Revestimentos funcionais Normalmente não são possíveis, exceto o revestimento entérico

Facilmente adaptável para liberação controlada

REVESTIMENTO PELICULADO

Técnica mais moderna e a mais utilizada.Processo:

 Deposição por aspersão/atomização de uma fina película de polímero ao redor do núcleo do comprimido em leito fluidizado ou leito misturado de comprimidos em rotação.

 Líquido de revestimento (solução ou suspensão) contém polímero em solvente apropriado, junto com outros adjuvantes (pigmentos, plastificantes).

 Secagem para remover o solvente, de modo a deixar um depósito fino do material de revestimento ao redor do comprimido.

 Formulação da suspensão de revestimento:  Polímero

 Plastificante  Corantes  Solvente

Características de um polímero para revestimento peliculado

 –  Solubilidade

 – Em fluidos aquosos - para facilitar a dissolução das substâncias ativas a partir

do produto final.

 – Salvo comprimidos com liberação modificada, a opção será a de exigir do

sistema polimérico uma dissolução ou uma permeabilidade em meio aquoso lenta.

 –  Viscosidade

 – Baixa, assim permitindo uma aspersão fácil e livre de problemas.

 –  Permeabilidade

 – O revestimento peliculado pode ser utilizado para otimizar o prazo de

validade em prateleira de um comprimido, uma vez que diversos polímeros constituem barreiras eficientes contra a permeação de vapor de água ou outros gases.

 –  Propriedades mecânicas

 – O polímero escolhido deve possuir uma elevada resistência ao impacto e à

abrasão. Um revestimento com escassa resistência revela-se pela presença de rachaduras ou imperfeições na superfície.

Tipos de polímeros disponíveis para o revestimento peliculado Polímeros para revestimento não gastro-resistentes

• Hidroxipropilmetilcelulose • Metiletilhidroxicelulose • Etilcelulose • Hidroxipropilcelulose • Povidona • Carboximetilcelulose sódica • Polietilenoglicóis (900 a 8000)

• Polímeros do ácido acrílico Eudragit® E – até pH 5

Eudragit® RL e Eudragit® RS  – ação retardada, independem do pH Polímeros para revestimento gastro-resistentes

• Acetoftalato de celulose (CAP)  – pH acima de 6

• Polímeros acrílicos

 – Eudragit® L e Eudragit® S  – Resistentes ao meio gástrico • Ftalato de hidroxipropilmetilcelulose

 – HP-50, HP-55, HP 55S • Acetoftalato de polivinilo (PVAP) • Carboximetiletilcelulose

• HPMC acetato succinato (HPMCAS)

Plastificantes

 Adicionados em formulações de revestimento peliculado com o objetivo de modificar as propriedades físicas do polímero, tornando-o mais flexível.

 Capacidade de diminuir a fragilidade do filme.

 Agem pela interposição de suas moléculas entre as cadeias do polímero.

 facilitando o movimento das cadeias do polímero e, este apresentará um comportamento mais flexível.

 Exemplos:

 Polióis: polietilenoglicol 400

 Ésteres orgânicos: dietilftalato

 Óleos e glicerídeos: óleo de coco fracionado. Corantes

 –  Devem ser insolúveis em água (pigmentos).

 –  Os pigmentos possuem vantagem sobre os corantes solúveis em água, devido

à sua estabilidade química frente à luz, proporcionam melhor opacidade e recobertura de pós e promovem a impermeabilidade da película ao vapor de água.

Exemplos:

Pigmentos a base de óxido de ferro  Dióxido de titânio

Lacas de alumínio

Solventes

 –  Até 1950 os solventes eram orgânicos.

   Desvantagens: Meio ambiente (vapores orgânicos não tratados), Segurança (explosão, toxicidade), Econômicos, Resíduos de solventes.

 –  As técnicas modernas empregam água como solvente, devido à significativa

redução de custos.

Características ideais dos comprimidos com revestimento peliculado:

 –  Revestimento contínuo e uniformidade de cor.

 –  Não deve ocorrer desprendimento da parte superior do núcleo.  –  Monogramas e vinco do comprimido deverão ficar diferenciados.

Defeitos de revestimento

 Defeitos de processo: condições não-apropriadas de secagem, que permitem ao revestimento previamente depositado sobre a superfície do comprimido aderir aos comprimidos vizinhos.

 Defeitos de formulação: a fratura ou formação de arcos sobre os vincos.

DRAGEAMENTO/ REVESTIMETO COM AÇÚCAR

• Método clássico, envolve aplicações sucessivas de soluções que contém sacarose a

núcleos de comprimidos, utilizando equipamentos de revestimento adequados.

• Turbina de drageamento.

Etapas envolvidas na produção de drágeasImpermeabilização dos núcleos comprimidos

 Impermeabilizadoa à água, aplicando um polímero impermeável a esta: goma-laca, acetoftalato de celulose, acetoftalato de polivinila.

Revestimento primário

 Para obter drágeas arredondadas, o núcleo impermeabilizado deve ser trabalhado.

 Adiciona-se materiais de carga: carbonato de cálcio ou talco, durante a aplicação da solução de sacarose. Ou adicionar goma (ex: goma arábica)

Alisamento

 Uma vez que a forma apropriada tenha sido alcançada, os núcleos com revestimento apresentam, quase sempre, uma superfície áspera, a qual deve ser alisada.

 Aplicações de xarope de sacarose.

Coloração

 A maioria das drágeas são coloridas (aparência estética).

 Pigmentos permitidos pela legislação nacional.

 Polimento

 Conferir uma aparência atraente/elegante.

 Cera de abelha e de carnaúba.

Impressão

 Para facilitar a identificação das drágeas  – impressão do logotipo ou código do fabricante.

 A camada drageada é mais espessa que a de um revestimento pelicular  – inviável para monogramas entalhados no comprimido.

 Utiliza-se um processo de impressão chamado de gravura offset, com uso de tinta indelével.

 Outra técnica é a de impressão a jato.

As drágeas devem apresentar contornos perfeitamente arredondados e lisos, com

cobertura de cor uniforme. Se houver impressão, esta deve ser diferenciada, sem manchas ou falta de continuidade.

 Defeitos devido ao processo: rachadura do revestimento durante o tempo de armazenagem, provocado pela secagem deficiente no momento da aplicação do revestimento.

REVESTIMENTO A SECO

Compactação de um material granulado ao redor de um núcleo previamente

formado, utilizando-se máquinas de compressão.

Múltiplas camadas

Este revestimento é empregado, em especial, para separar componentes

quimicamente incompatíveis, quando um ou mais destes são incorporados ao núcleo e o outro(s) à camada de revestimento.

• Vantagens: não sofre ação do calor; substâncias incompatíveis; revestimento gastro-

CÁPSULAS

Definição

• Preparações farmacêuticas constituídas por um invólucro de natureza, forma e

dimensões variadas, contendo substâncias medicinais sólidas, líquidas ou pastosas. Vantagens

• Meio de administração de substâncias nauseosas ou de sabor desagradável • As paredes são digeríveis e liberam rapidamente os medicamentos

• Devido a elasticidade de suas paredes, são mais facilmente deglutíveis em relação ao

comprimido

• Em Farmácia com Manipulação é possível preparar dosagens que não são

encontradas no mercado. Mascaramento de sabor

• Para medicamentos de liberação imediata e modificada • Fácil deglutição devido sua elasticidade

• Menor nº de etapas produtivas.

Permite identificação dos medicamentos. Classificação das Cápsulas

Amiláceas - fora de uso

• Gelatinosas • Hidroxipropilmetilcelulose • Pullulan  –  Fermentação do milho  –  Kosher certified • Comunidade Judaica  –  Halau certified • Comunidade Muçulmana Cápsulas Gelatinosas

Origem da gelatina

• Proteína que forma o tecido conjuntivo e de suporte do corpo de mamíferos ( PM =

40000 - 110000)

• Contém 18 aminoácidos diferentes

• O colágeno é submetido a processo de maceração e purificação com ácidos ou

álcalis que quebram ( hidrólise) em cadeias de aminoácidos não ramificados de tamanho variável ( gelatina)

• Gelatina de ossos

• - Gelatina de pele de bovinos( gelatina Tipo B - hidrólise básica) • - Gelatina de pele de suínos( gelatina tipo A - hidrólise ácida)

• Duras ( preparadas com gelatina)

Substâncias em comum:

• Corantes

• Solúveis em água ou pigmentos insolúveis em água. • Dióxido de titânio para opacificar

• Conservantes • Dióxido de enxofre (0,15%) • Antioxidantes Água (12-16%) Conteúdo Sólido seco Pós Granulos Comprimidos Semi-sólido Pastas Líquidos Não aquosos

CÁPSULAS DE GELATINA DURA É o tipo mais usado

Invólucro vazio

Possuem forma cilíndrica, arredondada nos extremos e formada por duas partes abertas.

Apresentam - se no comércio com variados tamanhos designados por algarismos arbitrários.

Quanto mais elevado o n° , menor a capacidade do invólucro.

N° Volume médio 000 1,37 ml 00 0,95 ml 0 0,68 ml 1 0,50 ml 2 0,37 ml 3 0,30 ml 4 0,21 ml 5 0,13 ml

Boas práticas de manipulação

• São um conjunto de ações organizadas que asseguram que os medicamentos têm a

qualidade exigida para o fim a que se destinam

• GARANTIA DE QUALIDADE - abrange tudo que possa , individual ou coletivamente,

influenciar a qualidade de um produto Pontos a serem observados

• Sala de enchimento

• Utilização de salas próprias

• Dimensões - possibilidade de espaço

• Paredes de alvenaria ou divisórias de fórmica • Uso de ar refrigerado e/ou desumidificadores • Assoalho liso

• Permitir esterilização

• Capelas individuais - Sistema de exaustão

Operador

• Importância dos cuidados necessários • Pesada e cálculo

• Higiene

• Distribuição do pó

• Limpeza do encapsulador

• Capela e sala limpas com solução germicida • Material próprio

• Registro de todas as operações

Material a ser utilizado

• Cápsula - tamanho e cor

• Excipiente fundamental para garantir a eficácia do tratamento • Embalagem

Excipiente

• O ideal seria encher a cápsula somente com o princípio ativo

• Requisito para um excipiente :

• Inércia diante do princípio ativo com relação ao material de acondicionamento e em

relação ao organismo

Excipientes

• Amido : diluente ou desintegrante. Não há concentração limite

Incompatibilidades: não há descrição

• Carbonato de Cálcio

Incompatibilidades: ácidos e sais de amônio (ex: cloreto de amônio)

Incompatibilidades: ácidos fortes, sais de ferro e metais como alumínio, mercúrio e zinco

• Caulim diluente. Não sendo esterilizado, pode ser contaminado por Bacillus

anthracis, Clostridium tetani  e outros

Incompatibilidades: amoxacilina, ampicilina, cimetidina, lincomicina, fenitoína, clindamicina, tetraciclina, warfarina

• Celulose Microcristalina ( Avicel ®) diluente (20 a 90%), antiaderente ou

lubrificante (5 a 20%), adsorvente (20 a 90%)

Incompatibilidades higroscópica. Incompatível com agentes oxidantes fortes

• Estearato de Magnésio lubrificante e antiaderente (0,25 a 2%). Hidrofóbico,

podendo retardar a dissolução de drogas sólidas

Incompatibilidades: substâncias ácidas, alcalinas e sais de ferro. Usar com precaução em drogas incompatíveis com álcalis

• Fosfato de cálcio dibásico (Emcompress® e DI-TAB ®) em preparações com vitaminas

e minerais. Também com finalidade alcalinizante e tampão para evitar catálise ácida do PA a nível gástrico. 40 a 50% em associação a lubrificante (ex: estearato de magnésio 1%) e a desintegrante

Incompatibilidades: tetraciclina e indometacina

• Lactose diluente (65 a 85%). Contra-indicada para pessoas com intolerância a

lactose (deficiência de lactase)

Incompatibilidades: reage com grupo amino primário (aminoácidos e anfetaminas [mazindol, anfepramona, femproporex, aminofilina, fluoxetina, sertralina, imipramina, amitriptilina, clomipramina, nortriptilina, hidroxitriptofano e compostos relacionados])

• Lauril sulfato de Sódio surfactante utilizado como lubrificante e molhante (1 a

2%). Facilita dissolução de drogas lipossolúveis

Incompatibilidades: atropina, beladona, quinina, quina, hiosciamina, escopolamina, ipeca, sulfato de quinidina, codeína, iombina, vinca, vincamina, reserpina, ergotamina, ergometrina, ergonovina, dihidroergotamina,dihidroergocristina, metisergida, pilocarpina, efedra ou mahuang, efedrina, cafeína, pseudoefedrina, colchicina, teofilina, cloreto de K, aspartato de K, potássio quelato

• Manitol excipiente (10 a 90%) principalmente para drogas sensíveis à umidade.

Deve ser associado ao estearato de magnésio (1 a 2%). Não deve ser usado em crianças menores de 12 anos

Incompatibilidades: complexa com alguns metais como ferro, alumínio e cobre

• Talco Secante e lubrificante (5 a 30%). Deve ser de qualidade, pois é vulnerável a

contaminação microbiológica.

Incompatibilidades: incompatível com quaternários de amônio

• Aerosil Sílica coloidal. Dessecante e antiaderente (0,1 a 1,0%)

Incompatibilidades: incompatível com preparações com dietilestibestrol FARMACOTÉCNICA DE ENCHIMENTO

1 - Escolha de invólucro adequado ( avaliação do volume aparente dos pós) PROCEDIMENTO PRÁTICO

1 – dose do Princípio ativo; 2 – Diluente escolhido;

3  – Calcular o volume aparente do PA. através da densidade do pó.  – 10 batidas em proveta calibrada

4 – determinar o melhor invólucro;

5 – Completar o volume ( se necessário ) com o diluente, calculando, por diferença, o volume aparente deste e conseqüente quantidade em peso para cada cápsula;

6  – Calcular a quantidade total em peso para encher o número total de cápsulas da prescrição.

EXEMPLO PRESCRIÇÃO:

FLUOXETINA 20mg – total de 20 cápsulas

Fator de Equivalência (Feq ) = EqG do sal/ EqG da base

Na farmácia só há cloridrato de Fluoxetina, o Fc é 1,12, logo em cada cápsula serão pesados 20 x 1,12 = 22,4 mg de Clodridrato de Fluoxetina POR CÁPSULA.

Volume aparente do Clor Fluox ( HIPOTÉTICO ) = 0,9 ml para 1g, para 22,4 mg teremos 0,02 ml.

Invólucro escolhido nº5 = 0,130 ml, logo teremos que completar com AMIDO a diferença ( 0,130 -0,02 ml = 0,11 ml ). Se a densidade aparente do AMIDO for de 1,2g/ml ( HIPOTÉTICO ) teremos que:

1,2g --- 1 ml

x --- 0,11 ml, logo a quantidade POR CÁPSULA de amido será 132 mg. TOTAL DE PÓS PARA A PRESCRIÇÃO

Cloridrato de Fluoxetina: 0,0224g x 20 = 0,448g Amido: 0,132g x 20 = 2,64g

2 - Método de enchimento

Manual ( encapsuladeira manual - enchimento de fileira em fileira) Encapsuladoras Semi-automáticas e Industriais

Mistura de Pós

• Pó é uma mistura de fármacos e/ou substâncias químicas finamente divididas na

forma seca

• Pó simples – é o pó que resulta da divisão de uma única droga

• Pó composto – aquele que se prepara pela mistura de dois ou mais pós simples

Finalidade da Mistura

• consiste em tornar o mais homogênea possível, uma associação de vários produtos

conter todos os componentes nas mesmas proporções que a totalidade da preparação

• completar o volume da cápsula

• atender a uma prescrição, a qual encerra diferentes princípios ativos • Fatores que Interferem na Mistura

• Tenuidade dos componentes • Densidade

• Proporções dos diferentes componentes

• Métodos: Progressão geométrica, misturadores rotatórios, “método do saco”

3 - Produto a encapsular

Matérias primas de difícil fluxo - materiais úmidos, cristais aciculares ( agulhas ).

Bom fluxo - partículas esféricas ou cúbicas

Para melhorar o escoamento: adição de lubrificantes, granulação, com grânulos de diâmetro entre 0,3 e 0,7 mm.

Cápsulas a partir de comprimidos

• Finalidade de uso: quando é necessário administrar uma substância de uso exclusivo

da indústria em dose diferente da oferecida por esta.

•  Jamais usar comprimidos revestidos ou de ação prolongada

CÁPSULAS GELATINOSAS MOLES O que é a Cápsula gelatinosa mole?

• Gelatina com adição de um PLASTIFICANTE - Glicerina, Sorbitol ou PEG.

• A relação Glicerina/gelatina pode ser de 0,4/1 ( dura ); 0,6/1 ( média ) ou 0,8/1 (

mole ).

• Normalmente se encapsula fármacos em soluções oleosas e em suspensão oleosa

ou aquosa (Mas também podem ser encapsulados pós).

• Quanto maior a quantidade de GLICERINA na formulação melhor é a encapsulação

de fármacos solúveis em água em formulações hidrossolúveis.

• PREPARO DO INVOLUCRO

• Por imersão ( preparação da gelatina / preparação dos involucros / enchimento e

fechamento)

• Por compressão ( processo mais utilizado). Princípio : Aprisionamento de quantidades

estabelecidas de substâncias medicamentosas entre folhas de gelatina mole que depois se soldam por compressão e se recortam. Existência de uma linha de união a qual contorna toda cápsula.

Incompatibilidades das cápsulas de gelatina : Para ambos os tipos

As que resultam da ação dos constituintes sobre o invólucro gelatinoso.

As que devem à ação dos constituintes entre si.

Para cápsulas mole

Dissolução da gelatina pelo solvente

Difusão do princípio ativo na parede das cápsulas

 Acondicionamento

• potes limpos, algodão, saches de sílica

 Controle de qualidade

Peso médio, Desintegração, Umidade e Dissolução Peso Médio

Pesar 20 cápsulas. A Variação pode ficar em torno de ± 10% (até 300mg) Se a substância ativa de alta atividade, variação de ± 1%.

Determinação do erro de pesagem E% = sensibilidade da balança x 100

quantidade a ser pesada

Ex1: Manipular 20 cápsulas de Fluoxetina 20 mg Ex2: Manipular 20 cápsulas de Clonidina 0,01mg

Calcular o erro de pesagem na balança analítica (sensibilidade 0,1mg) e semi analítica (sensibilidade 1mg)

MÉTODOS DE REVESTIMENTO

O revestimento de cápsulas requer um conhecimento considerável sobre formulação e controle de qualidade.

Objetivo: Retardar a liberação do princípio ativo para alcançar uma porção específica do trato gastrointestinal

Materiais adequados a este uso: Ácido esteárico, Goma laca, Caseína, Acetoftalato de celulose, Ceras naturais ou sintéticas

Revestimento em frasco:

Colocar uma pequena quantidade de material de revestimento em um frasco e aquecer suavemente até fusão. Adicionar algumas cápsulas, retirar do aquecimento e girar o frasco para iniciar o revestimento.

Imersão:

Aquecer o material de revestimento em um béquer na menor temperatura possível. As cápsulas podem ser mergulhadas uma a uma usando-se pinças. Em seguida, resfria-se e repete-se o processo até que uma camada suficiente tenha sido aplicada na cápsula . Atomizador:

Preparar uma solução do material de revestimento contendo álcool, acetona ou éter e colocar em um atomizador. Colocar as cápsulas sobre uma tela, em uma área bem ventilada. Aplicar a solução do material de revestimento em algumas camadas finas, esperando tempo suficiente para que as camadas sequem.

No documento Apostila2011 (páginas 61-74)

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