Por que revestir?
Proteger a droga do ambiente circundante (ar, umidade e luz) para melhorar a estabilidade.
Mascarar sabor e odor desagradáveis.
Aumentar a facilidade do paciente de ingerir o produto.
Melhorar a identidade do produto, desde a indústria farmacêutica até o paciente, e sua estética final.
Minimiza a contaminação cruzada devido à eliminação de pó.
Melhorar a sua integridade mecânica, visto que os produtos revestidos geralmente são mais resistentes ao manuseio incorreto (abrasão, atrito..)
Modificar a liberação da droga, como nos produtos de revestimento entérico, e de ação prolongada, retardada.
Processos de revestimento:
Revestimento peliculado ( film coating / cuticular)
Revestimento a seco ( press coating)
• PROPRIEDADES DOS NÚCLEOS A SEREM REVESTIDOS: Comprimidos biconvexos
Superfície lisa e não porosa Dureza superior a 5Kp Friabilidade menor que 1%. Resistência ao calor
Deve ser compatível com a formulação de revestimento.
Principais diferenças entre drageamento e revevestimento peliculado
CARACTERÍSTICAS DRAGEAMENTO REVESTIMENTO PELICULADO Comprimidos
Aparência Arredondados,
elevado nível de polimento
Os contornos do núcleo original são preservados. Normalmente não são tão lustrosos quanto as drágeas
Aumento do peso devido aos materiais de revestimento
30-50% 2-3%
Logotipo ou vinco Não são viáveis São viáveis Outras formas
farmacêuticas
O revestimento com açúcar é viável, mas
de pouca
importância industrial
O revestimento de multiparticulados é muito importante nas formas de liberação controlada.
Processos
Etapas Processo
multiestágio
Normalmente uma única etapa Duração usual
por lote
8 horas ou mais 1,5-2 horas Revestimentos funcionais Normalmente não são possíveis, exceto o revestimento entérico
Facilmente adaptável para liberação controlada
REVESTIMENTO PELICULADO
Técnica mais moderna e a mais utilizada. Processo:
Deposição por aspersão/atomização de uma fina película de polímero ao redor do núcleo do comprimido em leito fluidizado ou leito misturado de comprimidos em rotação.
Líquido de revestimento (solução ou suspensão) contém polímero em solvente apropriado, junto com outros adjuvantes (pigmentos, plastificantes).
Secagem para remover o solvente, de modo a deixar um depósito fino do material de revestimento ao redor do comprimido.
Formulação da suspensão de revestimento: Polímero
Plastificante Corantes Solvente
Características de um polímero para revestimento peliculado
– Solubilidade
– Em fluidos aquosos - para facilitar a dissolução das substâncias ativas a partir
do produto final.
– Salvo comprimidos com liberação modificada, a opção será a de exigir do
sistema polimérico uma dissolução ou uma permeabilidade em meio aquoso lenta.
– Viscosidade
– Baixa, assim permitindo uma aspersão fácil e livre de problemas.
– Permeabilidade
– O revestimento peliculado pode ser utilizado para otimizar o prazo de
validade em prateleira de um comprimido, uma vez que diversos polímeros constituem barreiras eficientes contra a permeação de vapor de água ou outros gases.
– Propriedades mecânicas
– O polímero escolhido deve possuir uma elevada resistência ao impacto e à
abrasão. Um revestimento com escassa resistência revela-se pela presença de rachaduras ou imperfeições na superfície.
Tipos de polímeros disponíveis para o revestimento peliculado Polímeros para revestimento não gastro-resistentes
• Hidroxipropilmetilcelulose • Metiletilhidroxicelulose • Etilcelulose • Hidroxipropilcelulose • Povidona • Carboximetilcelulose sódica • Polietilenoglicóis (900 a 8000)
• Polímeros do ácido acrílico Eudragit® E – até pH 5
Eudragit® RL e Eudragit® RS – ação retardada, independem do pH Polímeros para revestimento gastro-resistentes
• Acetoftalato de celulose (CAP) – pH acima de 6
• Polímeros acrílicos
– Eudragit® L e Eudragit® S – Resistentes ao meio gástrico • Ftalato de hidroxipropilmetilcelulose
– HP-50, HP-55, HP 55S • Acetoftalato de polivinilo (PVAP) • Carboximetiletilcelulose
• HPMC acetato succinato (HPMCAS)
Plastificantes
Adicionados em formulações de revestimento peliculado com o objetivo de modificar as propriedades físicas do polímero, tornando-o mais flexível.
Capacidade de diminuir a fragilidade do filme.
Agem pela interposição de suas moléculas entre as cadeias do polímero.
facilitando o movimento das cadeias do polímero e, este apresentará um comportamento mais flexível.
Exemplos:
Polióis: polietilenoglicol 400
Ésteres orgânicos: dietilftalato
Óleos e glicerídeos: óleo de coco fracionado. Corantes
– Devem ser insolúveis em água (pigmentos).
– Os pigmentos possuem vantagem sobre os corantes solúveis em água, devido
à sua estabilidade química frente à luz, proporcionam melhor opacidade e recobertura de pós e promovem a impermeabilidade da película ao vapor de água.
Exemplos:
Pigmentos a base de óxido de ferro Dióxido de titânio
Lacas de alumínio
Solventes
– Até 1950 os solventes eram orgânicos.
Desvantagens: Meio ambiente (vapores orgânicos não tratados), Segurança (explosão, toxicidade), Econômicos, Resíduos de solventes.
– As técnicas modernas empregam água como solvente, devido à significativa
redução de custos.
Características ideais dos comprimidos com revestimento peliculado:
– Revestimento contínuo e uniformidade de cor.
– Não deve ocorrer desprendimento da parte superior do núcleo. – Monogramas e vinco do comprimido deverão ficar diferenciados.
Defeitos de revestimento
Defeitos de processo: condições não-apropriadas de secagem, que permitem ao revestimento previamente depositado sobre a superfície do comprimido aderir aos comprimidos vizinhos.
Defeitos de formulação: a fratura ou formação de arcos sobre os vincos.
DRAGEAMENTO/ REVESTIMETO COM AÇÚCAR
• Método clássico, envolve aplicações sucessivas de soluções que contém sacarose a
núcleos de comprimidos, utilizando equipamentos de revestimento adequados.
• Turbina de drageamento.
Etapas envolvidas na produção de drágeas Impermeabilização dos núcleos comprimidos
Impermeabilizadoa à água, aplicando um polímero impermeável a esta: goma-laca, acetoftalato de celulose, acetoftalato de polivinila.
Revestimento primário
Para obter drágeas arredondadas, o núcleo impermeabilizado deve ser trabalhado.
Adiciona-se materiais de carga: carbonato de cálcio ou talco, durante a aplicação da solução de sacarose. Ou adicionar goma (ex: goma arábica)
Alisamento
Uma vez que a forma apropriada tenha sido alcançada, os núcleos com revestimento apresentam, quase sempre, uma superfície áspera, a qual deve ser alisada.
Aplicações de xarope de sacarose.
Coloração
A maioria das drágeas são coloridas (aparência estética).
Pigmentos permitidos pela legislação nacional.
Polimento
Conferir uma aparência atraente/elegante.
Cera de abelha e de carnaúba.
Impressão
Para facilitar a identificação das drágeas – impressão do logotipo ou código do fabricante.
A camada drageada é mais espessa que a de um revestimento pelicular – inviável para monogramas entalhados no comprimido.
Utiliza-se um processo de impressão chamado de gravura offset, com uso de tinta indelével.
Outra técnica é a de impressão a jato.
As drágeas devem apresentar contornos perfeitamente arredondados e lisos, com
cobertura de cor uniforme. Se houver impressão, esta deve ser diferenciada, sem manchas ou falta de continuidade.
Defeitos devido ao processo: rachadura do revestimento durante o tempo de armazenagem, provocado pela secagem deficiente no momento da aplicação do revestimento.
REVESTIMENTO A SECO
Compactação de um material granulado ao redor de um núcleo previamente
formado, utilizando-se máquinas de compressão.
Múltiplas camadas
Este revestimento é empregado, em especial, para separar componentes
quimicamente incompatíveis, quando um ou mais destes são incorporados ao núcleo e o outro(s) à camada de revestimento.
• Vantagens: não sofre ação do calor; substâncias incompatíveis; revestimento gastro-
CÁPSULAS
Definição
• Preparações farmacêuticas constituídas por um invólucro de natureza, forma e
dimensões variadas, contendo substâncias medicinais sólidas, líquidas ou pastosas. Vantagens
• Meio de administração de substâncias nauseosas ou de sabor desagradável • As paredes são digeríveis e liberam rapidamente os medicamentos
• Devido a elasticidade de suas paredes, são mais facilmente deglutíveis em relação ao
comprimido
• Em Farmácia com Manipulação é possível preparar dosagens que não são
encontradas no mercado. Mascaramento de sabor
• Para medicamentos de liberação imediata e modificada • Fácil deglutição devido sua elasticidade
• Menor nº de etapas produtivas.
Permite identificação dos medicamentos. Classificação das Cápsulas
Amiláceas - fora de uso• Gelatinosas • Hidroxipropilmetilcelulose • Pullulan – Fermentação do milho – Kosher certified • Comunidade Judaica – Halau certified • Comunidade Muçulmana Cápsulas Gelatinosas
Origem da gelatina• Proteína que forma o tecido conjuntivo e de suporte do corpo de mamíferos ( PM =
40000 - 110000)
• Contém 18 aminoácidos diferentes
• O colágeno é submetido a processo de maceração e purificação com ácidos ou
álcalis que quebram ( hidrólise) em cadeias de aminoácidos não ramificados de tamanho variável ( gelatina)
• Gelatina de ossos
• - Gelatina de pele de bovinos( gelatina Tipo B - hidrólise básica) • - Gelatina de pele de suínos( gelatina tipo A - hidrólise ácida)
• Duras ( preparadas com gelatina)
Substâncias em comum:
• Corantes
• Solúveis em água ou pigmentos insolúveis em água. • Dióxido de titânio para opacificar
• Conservantes • Dióxido de enxofre (0,15%) • Antioxidantes Água (12-16%) Conteúdo Sólido seco Pós Granulos Comprimidos Semi-sólido Pastas Líquidos Não aquosos
CÁPSULAS DE GELATINA DURA É o tipo mais usado
Invólucro vazio
Possuem forma cilíndrica, arredondada nos extremos e formada por duas partes abertas.
Apresentam - se no comércio com variados tamanhos designados por algarismos arbitrários.
Quanto mais elevado o n° , menor a capacidade do invólucro.
N° Volume médio 000 1,37 ml 00 0,95 ml 0 0,68 ml 1 0,50 ml 2 0,37 ml 3 0,30 ml 4 0,21 ml 5 0,13 ml
Boas práticas de manipulação
• São um conjunto de ações organizadas que asseguram que os medicamentos têm a
qualidade exigida para o fim a que se destinam
• GARANTIA DE QUALIDADE - abrange tudo que possa , individual ou coletivamente,
influenciar a qualidade de um produto Pontos a serem observados
• Sala de enchimento
• Utilização de salas próprias
• Dimensões - possibilidade de espaço
• Paredes de alvenaria ou divisórias de fórmica • Uso de ar refrigerado e/ou desumidificadores • Assoalho liso
• Permitir esterilização
• Capelas individuais - Sistema de exaustão
Operador
• Importância dos cuidados necessários • Pesada e cálculo
• Higiene
• Distribuição do pó
• Limpeza do encapsulador
• Capela e sala limpas com solução germicida • Material próprio
• Registro de todas as operações
Material a ser utilizado
• Cápsula - tamanho e cor
• Excipiente fundamental para garantir a eficácia do tratamento • Embalagem
Excipiente
• O ideal seria encher a cápsula somente com o princípio ativo
• Requisito para um excipiente :
• Inércia diante do princípio ativo com relação ao material de acondicionamento e em
relação ao organismo
Excipientes
• Amido : diluente ou desintegrante. Não há concentração limite
Incompatibilidades: não há descrição
• Carbonato de Cálcio
Incompatibilidades: ácidos e sais de amônio (ex: cloreto de amônio)
Incompatibilidades: ácidos fortes, sais de ferro e metais como alumínio, mercúrio e zinco
• Caulim diluente. Não sendo esterilizado, pode ser contaminado por Bacillus
anthracis, Clostridium tetani e outros
Incompatibilidades: amoxacilina, ampicilina, cimetidina, lincomicina, fenitoína, clindamicina, tetraciclina, warfarina
• Celulose Microcristalina ( Avicel ®) diluente (20 a 90%), antiaderente ou
lubrificante (5 a 20%), adsorvente (20 a 90%)
Incompatibilidades higroscópica. Incompatível com agentes oxidantes fortes
• Estearato de Magnésio lubrificante e antiaderente (0,25 a 2%). Hidrofóbico,
podendo retardar a dissolução de drogas sólidas
Incompatibilidades: substâncias ácidas, alcalinas e sais de ferro. Usar com precaução em drogas incompatíveis com álcalis
• Fosfato de cálcio dibásico (Emcompress® e DI-TAB ®) em preparações com vitaminas
e minerais. Também com finalidade alcalinizante e tampão para evitar catálise ácida do PA a nível gástrico. 40 a 50% em associação a lubrificante (ex: estearato de magnésio 1%) e a desintegrante
Incompatibilidades: tetraciclina e indometacina
• Lactose diluente (65 a 85%). Contra-indicada para pessoas com intolerância a
lactose (deficiência de lactase)
Incompatibilidades: reage com grupo amino primário (aminoácidos e anfetaminas [mazindol, anfepramona, femproporex, aminofilina, fluoxetina, sertralina, imipramina, amitriptilina, clomipramina, nortriptilina, hidroxitriptofano e compostos relacionados])
• Lauril sulfato de Sódio surfactante utilizado como lubrificante e molhante (1 a
2%). Facilita dissolução de drogas lipossolúveis
Incompatibilidades: atropina, beladona, quinina, quina, hiosciamina, escopolamina, ipeca, sulfato de quinidina, codeína, iombina, vinca, vincamina, reserpina, ergotamina, ergometrina, ergonovina, dihidroergotamina,dihidroergocristina, metisergida, pilocarpina, efedra ou mahuang, efedrina, cafeína, pseudoefedrina, colchicina, teofilina, cloreto de K, aspartato de K, potássio quelato
• Manitol excipiente (10 a 90%) principalmente para drogas sensíveis à umidade.
Deve ser associado ao estearato de magnésio (1 a 2%). Não deve ser usado em crianças menores de 12 anos
Incompatibilidades: complexa com alguns metais como ferro, alumínio e cobre
• Talco Secante e lubrificante (5 a 30%). Deve ser de qualidade, pois é vulnerável a
contaminação microbiológica.
Incompatibilidades: incompatível com quaternários de amônio
• Aerosil Sílica coloidal. Dessecante e antiaderente (0,1 a 1,0%)
Incompatibilidades: incompatível com preparações com dietilestibestrol FARMACOTÉCNICA DE ENCHIMENTO
1 - Escolha de invólucro adequado ( avaliação do volume aparente dos pós) PROCEDIMENTO PRÁTICO
1 – dose do Princípio ativo; 2 – Diluente escolhido;
3 – Calcular o volume aparente do PA. através da densidade do pó. – 10 batidas em proveta calibrada
4 – determinar o melhor invólucro;
5 – Completar o volume ( se necessário ) com o diluente, calculando, por diferença, o volume aparente deste e conseqüente quantidade em peso para cada cápsula;
6 – Calcular a quantidade total em peso para encher o número total de cápsulas da prescrição.
EXEMPLO PRESCRIÇÃO:
FLUOXETINA 20mg – total de 20 cápsulas
Fator de Equivalência (Feq ) = EqG do sal/ EqG da base
Na farmácia só há cloridrato de Fluoxetina, o Fc é 1,12, logo em cada cápsula serão pesados 20 x 1,12 = 22,4 mg de Clodridrato de Fluoxetina POR CÁPSULA.
Volume aparente do Clor Fluox ( HIPOTÉTICO ) = 0,9 ml para 1g, para 22,4 mg teremos 0,02 ml.
Invólucro escolhido nº5 = 0,130 ml, logo teremos que completar com AMIDO a diferença ( 0,130 -0,02 ml = 0,11 ml ). Se a densidade aparente do AMIDO for de 1,2g/ml ( HIPOTÉTICO ) teremos que:
1,2g --- 1 ml
x --- 0,11 ml, logo a quantidade POR CÁPSULA de amido será 132 mg. TOTAL DE PÓS PARA A PRESCRIÇÃO
Cloridrato de Fluoxetina: 0,0224g x 20 = 0,448g Amido: 0,132g x 20 = 2,64g
2 - Método de enchimento
Manual ( encapsuladeira manual - enchimento de fileira em fileira) Encapsuladoras Semi-automáticas e Industriais
Mistura de Pós
• Pó é uma mistura de fármacos e/ou substâncias químicas finamente divididas na
forma seca
• Pó simples – é o pó que resulta da divisão de uma única droga
• Pó composto – aquele que se prepara pela mistura de dois ou mais pós simples
Finalidade da Mistura
• consiste em tornar o mais homogênea possível, uma associação de vários produtos
conter todos os componentes nas mesmas proporções que a totalidade da preparação
• completar o volume da cápsula
• atender a uma prescrição, a qual encerra diferentes princípios ativos • Fatores que Interferem na Mistura
• Tenuidade dos componentes • Densidade
• Proporções dos diferentes componentes
• Métodos: Progressão geométrica, misturadores rotatórios, “método do saco”
3 - Produto a encapsular
Matérias primas de difícil fluxo - materiais úmidos, cristais aciculares ( agulhas ).
Bom fluxo - partículas esféricas ou cúbicas
Para melhorar o escoamento: adição de lubrificantes, granulação, com grânulos de diâmetro entre 0,3 e 0,7 mm.Cápsulas a partir de comprimidos
• Finalidade de uso: quando é necessário administrar uma substância de uso exclusivo
da indústria em dose diferente da oferecida por esta.
• Jamais usar comprimidos revestidos ou de ação prolongada
CÁPSULAS GELATINOSAS MOLES O que é a Cápsula gelatinosa mole?
• Gelatina com adição de um PLASTIFICANTE - Glicerina, Sorbitol ou PEG.
• A relação Glicerina/gelatina pode ser de 0,4/1 ( dura ); 0,6/1 ( média ) ou 0,8/1 (
mole ).
• Normalmente se encapsula fármacos em soluções oleosas e em suspensão oleosa
ou aquosa (Mas também podem ser encapsulados pós).
• Quanto maior a quantidade de GLICERINA na formulação melhor é a encapsulação
de fármacos solúveis em água em formulações hidrossolúveis.
• PREPARO DO INVOLUCRO
• Por imersão ( preparação da gelatina / preparação dos involucros / enchimento e
fechamento)
• Por compressão ( processo mais utilizado). Princípio : Aprisionamento de quantidades
estabelecidas de substâncias medicamentosas entre folhas de gelatina mole que depois se soldam por compressão e se recortam. Existência de uma linha de união a qual contorna toda cápsula.
Incompatibilidades das cápsulas de gelatina : Para ambos os tipos
As que resultam da ação dos constituintes sobre o invólucro gelatinoso.
As que devem à ação dos constituintes entre si.Para cápsulas mole
Dissolução da gelatina pelo solvente
Difusão do princípio ativo na parede das cápsulas• Acondicionamento
• potes limpos, algodão, saches de sílica
Controle de qualidade
Peso médio, Desintegração, Umidade e Dissolução Peso Médio
Pesar 20 cápsulas. A Variação pode ficar em torno de ± 10% (até 300mg) Se a substância ativa de alta atividade, variação de ± 1%.
Determinação do erro de pesagem E% = sensibilidade da balança x 100
quantidade a ser pesada
Ex1: Manipular 20 cápsulas de Fluoxetina 20 mg Ex2: Manipular 20 cápsulas de Clonidina 0,01mg
Calcular o erro de pesagem na balança analítica (sensibilidade 0,1mg) e semi analítica (sensibilidade 1mg)
MÉTODOS DE REVESTIMENTO
O revestimento de cápsulas requer um conhecimento considerável sobre formulação e controle de qualidade.
Objetivo: Retardar a liberação do princípio ativo para alcançar uma porção específica do trato gastrointestinal
Materiais adequados a este uso: Ácido esteárico, Goma laca, Caseína, Acetoftalato de celulose, Ceras naturais ou sintéticas
Revestimento em frasco:
Colocar uma pequena quantidade de material de revestimento em um frasco e aquecer suavemente até fusão. Adicionar algumas cápsulas, retirar do aquecimento e girar o frasco para iniciar o revestimento.
Imersão:
Aquecer o material de revestimento em um béquer na menor temperatura possível. As cápsulas podem ser mergulhadas uma a uma usando-se pinças. Em seguida, resfria-se e repete-se o processo até que uma camada suficiente tenha sido aplicada na cápsula . Atomizador:
Preparar uma solução do material de revestimento contendo álcool, acetona ou éter e colocar em um atomizador. Colocar as cápsulas sobre uma tela, em uma área bem ventilada. Aplicar a solução do material de revestimento em algumas camadas finas, esperando tempo suficiente para que as camadas sequem.