P
P
P
PP
P
rrr
r
r
r
oo
o
o
o
o
fff
f
f
f
a
aa
a
a
a
...
.
.
.
EEE
E
E
E
M
M
M
M
M
M
EEE
E
E
E
LLL
L
L
L
III
I
I
I
A
A
A
A
A
A
R
R
R
R
R
R
A
A
A
A
A
A
Ú
Ú
Ú
Ú
Ú
Ú
JJJ
J
J
J
O
O
O
O
O
O
FARMACOTÉCNICA
BIBLIOGRAFIA BIBLIOGRAFIA
TECNOLOGIA FARMACÊUTICA. Nogueira Prista. Vol 1,2,3. 6ª. Ed. FundaçãoTECNOLOGIA FARMACÊUTICA. Nogueira Prista. Vol 1,2,3. 6ª. Ed. Fundação Calouste Gulbenkian
Calouste Gulbenkian
FARMACOPEIA BrasiFARMACOPEIA Brasileira 3 ed, 4 ed. leira 3 ed, 4 ed. (fascículos 6). São Paulo: (fascículos 6). São Paulo: Andrei, 2004.Andrei, 2004.
MANUAL DE CÁLCULOS FARMACÊUTICOS. Howard Ansel. Artmed Editora. 200MANUAL DE CÁLCULOS FARMACÊUTICOS. Howard Ansel. Artmed Editora. 200 55
A TEORIA E PRÁTICA NA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA. Lachmann, L; Lieberman,A TEORIA E PRÁTICA NA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA. Lachmann, L; Lieberman, H.A.; Kaning, J.L. Fundação Calouste Gulbenkian/Lisboa. Vol. 1 e 2
H.A.; Kaning, J.L. Fundação Calouste Gulbenkian/Lisboa. Vol. 1 e 2 . 2001.. 2001.
REMINGTON: CIÊNCIA E PRÁTICA NA FARMÁCIA. Genaro, A. 20 ed. Guanabara,REMINGTON: CIÊNCIA E PRÁTICA NA FARMÁCIA. Genaro, A. 20 ed. Guanabara, 2000.
2000.
NOÇÕES DE FARMÁCIA GALÊNICA. Le Hir, A. 6NOÇÕES DE FARMÁCIA GALÊNICA. Le Hir, A. 6aa ed. São Paulo: Organização Andrei,ed. São Paulo: Organização Andrei,
1997. 1997.
DELINEAMENTO DE FORMAS FARMACÊUTICAS. Michael E. Aulton. Artmed editora.DELINEAMENTO DE FORMAS FARMACÊUTICAS. Michael E. Aulton. Artmed editora. 2a. edição.
2a. edição.
FARMACOTÉCNICFARMACOTÉCNICA COMPACTA. Eric A COMPACTA. Eric S. Gil. Ed.PharmabooksS. Gil. Ed.Pharmabooks
INCOMPATIBILIDADES FARMACOTÉCNICAS NA FARMÁCIA MAGISTRAL. 1ª. Ed.INCOMPATIBILIDADES FARMACOTÉCNICAS NA FARMÁCIA MAGISTRAL. 1ª. Ed. 2006. Luiz Carlos Cavalcanti. Pharmabooks.
2006. Luiz Carlos Cavalcanti. Pharmabooks.
PRÁTICA FARMACÊUTICA NA MANIPULAÇÃO DE MEDICAMENTOS. JudithPRÁTICA FARMACÊUTICA NA MANIPULAÇÃO DE MEDICAMENTOS. Judith
Thompson. 1ª. Ed. Artmed. 2006. Thompson. 1ª. Ed. Artmed. 2006.
GUIA PRÁTICO NA GUIA PRÁTICO NA FARMÁCIA MAGISTRAL. FerreiraFARMÁCIA MAGISTRAL. Ferreira, Anderson de , Anderson de Oliveira.Oliveira.
FARMACOTÉCNICA - FORMAS FARMACÊUTICAS & SISTEMAS DE LIBERAÇÃO DEFARMACOTÉCNICA - FORMAS FARMACÊUTICAS & SISTEMAS DE LIBERAÇÃO DE FÁRMACOS. Ansel, Howard C. 8
F
F
FFA
A
AR
A
R
RM
R
M
MA
M
A
AC
A
C
CO
C
OT
O
O
TTÉ
T
ÉÉC
É
C
CN
C
NI
N
N
IIC
I
C
CA
C
A
A
A
POSIÇÃO DA
POSIÇÃO DA FARMACOTÉFARMACOTÉCNICA ENTRE AS CNICA ENTRE AS CIÊNCIAS FARMACÊUTICASCIÊNCIAS FARMACÊUTICAS
•• Farmacognosia –Farmacognosia – estuda a conservação e identificação de substâncias originadas doestuda a conservação e identificação de substâncias originadas do
reino vegetal. reino vegetal.
•• Quimica farmacêutica –Quimica farmacêutica – estuda as substâncias químicas de emprego na área deestuda as substâncias químicas de emprego na área de
saúde. saúde.
•• Farmacologia –Farmacologia – estuda a ação dos fármacos no estuda a ação dos fármacos no organismo.organismo.
•• FARMACOTÉCNICA –FARMACOTÉCNICA – a disciplina que trata de preparação do medicamento, dandoa disciplina que trata de preparação do medicamento, dando
uma forma farmacêutica definida . uma forma farmacêutica definida .
FÁRMACOFÁRMACODeriva do grego PHARMAKO
Deriva do grego PHARMAKON = medicamento ou veneno N = medicamento ou veneno - depende da dose- depende da dose FARMACOTÉCNIC
FARMACOTÉCNICA A :: FÁRMACO
FÁRMACO – – Fórmula farmacêutica + OPERAÇÕES FARMACÊUTICAS = Forma farmacêuticaFórmula farmacêutica + OPERAÇÕES FARMACÊUTICAS = Forma farmacêutica MEDICAMENTO x REMÉDIO
MEDICAMENTO x REMÉDIO
MEDICAMENTO: toda preparação farmacêutica contendo um ou mais fármacos, destinada MEDICAMENTO: toda preparação farmacêutica contendo um ou mais fármacos, destinada ao diagnóstico, prevenção ou tratamento das doenças e seus sintomas. Atendem a ao diagnóstico, prevenção ou tratamento das doenças e seus sintomas. Atendem a especificações técnicas.
especificações técnicas.
REMÉDIO: emprego mais amplo e geral, sendo aplicado para todos os meios usados com o REMÉDIO: emprego mais amplo e geral, sendo aplicado para todos os meios usados com o fim de prevenir ou de
fim de prevenir ou de curar doenças.curar doenças. Medicamento - Classificação:
Medicamento - Classificação:
Alopáticos X Homeopáticos Alopáticos X Homeopáticos
•
• Medicamento homeopático: toda preparação farmacêutica preparada segundo osMedicamento homeopático: toda preparação farmacêutica preparada segundo os
compêndios homeopáticos reconhecidos internacionalmente, obtida pelo método compêndios homeopáticos reconhecidos internacionalmente, obtida pelo método de diluições seguidas de sucussões e/ou triturações sucessivas, para ser usada de diluições seguidas de sucussões e/ou triturações sucessivas, para ser usada segundo a lei dos
segundo a lei dos semelhantes de forma preventiva e/ou terapêuticasemelhantes de forma preventiva e/ou terapêutica..
•
• Podemos resumir a homeopatia como a Podemos resumir a homeopatia como a "cura pelo semelhan"cura pelo semelhante",te", •
• Medicamento alopático:Medicamento alopático: •
• Medicamento feito de acordo com as técnicas farmacotécnicas. PodemosMedicamento feito de acordo com as técnicas farmacotécnicas. Podemos
resumir a alopatia como a "c
resumir a alopatia como a "cura pelo contrário", ou seja, ura pelo contrário", ou seja, o medicamentoo medicamento causa um efeito contrário à doença, melhorando-a ou curando-a. É um causa um efeito contrário à doença, melhorando-a ou curando-a. É um medicamento de ação contrária à
medicamento de ação contrária à homeopatia.homeopatia. Especialidade Farmacêutica Especialidade Farmacêutica
Produto oriundo da indústria farmacêutica com registro na Agência Nacional deProduto oriundo da indústria farmacêutica com registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária e disponível no mercado.Vigilância Sanitária e disponível no mercado.
Medicamento Extemporâneo Medicamento Extemporâneo Reconstituição
Oficinais X Magistrais Oficinais X Magistrais
•
• Preparação magistral: é aquela preparada na farmácia, a partir de uma prescrição dePreparação magistral: é aquela preparada na farmácia, a partir de uma prescrição de
profissional habilitado, destinada a um
profissional habilitado, destinada a um paciente individualizado, e que paciente individualizado, e que estabeleçaestabeleça em detalhes sua composição, forma farmacêutica, posologia e modo de usar. em detalhes sua composição, forma farmacêutica, posologia e modo de usar.
•
• Preparação oficinal: é aquela preparada na farmácia, cuja fórmula esteja inscrita noPreparação oficinal: é aquela preparada na farmácia, cuja fórmula esteja inscrita no
Formulário Nacional ou em
Formulário Nacional ou em Formulários Internacionais reconhecidos pela ANVISA.Formulários Internacionais reconhecidos pela ANVISA.
FARMACOPÉIA BRASILEIRA FARMACOPÉIA BRASILEIRA
•
• Histórico da Farmacopéia BrasileiraHistórico da Farmacopéia Brasileira •
• 1ª ed. Publicada em 1926.1ª ed. Publicada em 1926. •
• Equiparava-se às farmacopéias dos países tecnologicamenteEquiparava-se às farmacopéias dos países tecnologicamente
desenvolvidos, desenvolvidos,
•
• Diferenciava-se das demais por já conter descrições de mais de 200Diferenciava-se das demais por já conter descrições de mais de 200
plantas medicinais, a maioria delas de origem brasileira. plantas medicinais, a maioria delas de origem brasileira.
•
• 2ª ed. Publicada em 1959.2ª ed. Publicada em 1959. •
• 3ª ed. Publicada em 1976.3ª ed. Publicada em 1976. •
• 4ª ed. Publicada em 19884ª ed. Publicada em 1988 •
• Atualizada por vários fascículos até 2005.Atualizada por vários fascículos até 2005. •
• 5ª ed.5ª ed. Publicada em dezembro de 2010.Publicada em dezembro de 2010.
LEGISLAÇÃO LEGISLAÇÃO
Boas Práticas de Manipulação de preparações magistrais e oficinais para uso humano em Boas Práticas de Manipulação de preparações magistrais e oficinais para uso humano em farmácia. RDC
farmácia. RDC 67/2007 e 67/2007 e Alguns itens Alguns itens RDC 87/2008RDC 87/2008 Revogou: Revogou: RDC 214/2006 RDC 214/2006 RE 354/2003 RE 354/2003 RDC 33/2000 RDC 33/2000
Boas Práticas de Fabricação de Medicamentos. RDC 17/2010 Boas Práticas de Fabricação de Medicamentos. RDC 17/2010 Revogou: RDC 210/2003
Revogou: RDC 210/2003
FÓRMULA FARMACÊUTICA FÓRMULA FARMACÊUTICA É
É relação dos componenrelação dos componentes que entram na comtes que entram na composição dos medicamenposição dos medicamentos, com seu peso etos, com seu peso e volume definido.
volume definido.
P
PÓÓ LLÍÍQQUUIIDDOO SSOOLLUUÇÇÃÃOO
P
COMPONENTES
Princípio ativoOu base medicamentosa. Que promove a ação terapêutica
Coadjuvante técnicoAdicionado ao medicamento para dar estabilidade ao mesmo.
CorretivosSão utilizados para melhorar o sabor, visual.
VeículoSubstância, geralmente líquida, na qual estão dissolvidos, emulsionados ou suspensos os princípios ativos da fórmula farmacêutica.
ExcipienteSubstâncias inertes adicionadas para dar tamanho e peso a forma farmacêutica (ex: comprimidos, cápsulas).
FORMA FARMACÊUTICA
É o estado final que os fármacos apresentam depois de submetidos às operações farmacêuticas, necessárias a fim de facilitar a sua administração no organismo.
CRITÉRIO DE ESCOLHA: Deve assegurar ao medicamento o máximo de efeito terapêutico com o mínimo de efeitos colaterais de acordo com o tipo de paciente.
CLASSIFICAÇÃO Líquidas Sólidas
Gasosos Semi sólidos
FORMAS FARMACÊUTICAS:
Hidróleos (soluções)
Alcoóleos
Sacaróleos (xaropes)
Dispersões coloidais
Suspensões
Gel
Emulsões
Pomadas
Supositórios
Pós
Granulados
Comprimidos
Comprimidos revestidos
Drágeas
Cápsulas.
Aerossóis Produtos estéreis:
Injetáveis OftálmicosS
SO
OLLU
UÇ
ÇÕ
ÕEESS M
MEED
DIIC
CA
AM
MEEN
NTTO
OSSA
ASS
Sistema homogêneo = SOLUÇÕES VERDADEIRAS Sistema heterogêneo = SISTEMA BIFÁSICO
Soluto + solvente = afinidade
“Semelhante dissolve semelhante”
• Ligação dipolo-dipolo ou de Van der Waals • Íon dipolo
• Pontes de H (O, N, F)
– Dissolver:
Soluto-soluto soluto-solvente
• A velocidade de dissolução depende de: – Tamanho das partículas
– Grau de agitação – Temperatura
• Vantagens do uso de soluções como forma farmacêutica oral • Líquidos são mais facilmente deglutidos
• Resposta terapêutica mais rápida – fármaco já solubilizado • Sistema homogêneo – fármaco uniformemente distribuído
• Desvantagens do uso de soluções como forma farmacêutica oral • Líquidos são volumosos – transporte e estocagem
• Instabilidade em solução
• Meio propício para o crescimento de microorganismos • Imprecisão da dose (gotas, colher...)
• Sabor desagradável • Tipos de soluções: • Alcoóleos Hidróleos
Sólido
Líquido
Solução
• Sacaróleos
ALCOÓLEOS
• Preparações líquidas cujo veículo, único e principal, é o álcool etílico de graduação
diversa.
• Obtidos por dissolução simples ou dissolução extrativa de produtos sintéticos ou
naturais.
Obtidos por dissolução simples
• Alcoolitos
• Dissolução simples e total das substâncias. Ex: sol. alcoólica de
cânfora
• Elixires
• Edulcoradas com açúcar ou sacarina ou glicerol.
• Dissolução do P. A. no álcool (15° a 50°) + xarope ou sol sacarose +
glicerina (viscosidade).
• Ex: Elixir simplesTinturas
Obtidos por dissolução extrativa
• Tinturas • Alcoolaturas
HIDRÓLEOS
• Água
• Como aumentar a solubilidade em água? • Co-solvente
• Controle de pH • Tensoativos
• Inclusão do fármaco em sistemas de liberação – Lipossoma, Ciclodextrina • Modificações químicas
• Tamanho da partícula
• Ácidos e bases fracas não são muito solúveis em água.
– Bases fracas: solúvel em solução diluída de ácidos. Ex: alcalóides (atropina,
codeína, morfina), anti-histamínicos (difenilhidramina), anestésico local (procaína)
– Ácidos fracos: barbituratos (fenobarbital), sulfonamidas (sulfadiazina). Em pH
baixo precipitam.
Adjuvantes da formulação de soluções
Agentes modificadores de densidade – anestesia raquidiana
Agentes isotonizantes – injetáveis, oftálmicos
Aumento da viscosidade Conservantes Antioxidantes Agentes edulcorantes Aromatizantes e essências Corantes PAPILAS GUSTATIVAS Química do sabor
Sabor Propriedade química
Ácido H+
Salgado Presença simultanea de cations e anions (kcl, nacl)
Amargo Sais de elevado peso molecular (orgânicos e inorgânicos) – sulfato de sódio é salgado também
Doce Compostos polihidroxilados
Picante Insaturações (vit A)
Gelado Energia de dissolução negativa, baixo ponto de fusão, compostos fenólicos hidroxilados
Quente Irritantes locais
Adstringente Coagulação de proteínas (taninos, alúmen, sais de zinco – fitoterápicos, extratos fluidos e tinturas)
Química do odor
Odor Propriedade química
Frutado Ésteres, lactonas
Agradável Cetonas (“preenchimento”: sorbitol, manitol
Canforáceo Carbono terciário (mentol, cânfora, terpenos)
Aromas básicos
Gosto do produto Aromatizante adequado
Adocicado Baunilha, frutas, uva, tuti-fruti, frutas silvestres Ácido Frutas cítricas, cereja, framboesa
Salgado Amêndoas, creme, creme de licor
Amargo Anis, café, chocolate, menta, cereja, pêssego, laranja, limão, frutas silvestres
Oleoso Menta, anis, hortelã
Metálico Frutas silvestres, menta, uva, creme Recomendação para aroma e sabor
Antibióticos Cereja, laranja, framboesa, banana, abacaxi, banana+baunilha, coco, morango
(+baunilha), cítricos
Anti-histamínicos Damasco, groselha, cereja, uva, mel, lima, pêssego, laranja
Barbitúricos Banana (+baunilha), abacaxi (+baunilha) Expectorantes,
descongestionantes
Anis, damasco, cassis, groselha, cereja, coco, framboesa, tangerina
Eletrólitos Cereja, uva, lima-limão, framboesa Produtos geriátricos Cassis, morango, lima, morango silvestre
XAROPES
• São preparações farmacêuticas aquosas, límpidas, que contém açúcar, como a
sacarose, em concentração próxima a saturação.
• Farmacopéia Brasileira IV ed: “São soluções aquosas concentradas de sac arose ou
outros açúcares. Quando não se destinam ao uso imediato, deverão ser adicionados de conservantes antimicrobianos autorizados.”
• Vantagens dos Xaropes
Forma Farmacêutica de fácil aceitação e administração;
Boa conservação: meio hipertônico;
Viscosidade;
Desempenha função edulcorante (disfarça o sabor de s.a – iodetos, brometos, cloretos) e conservante
• Desvantagens
Meio nutritivo: diluição – propagação de m.o.
Indução de resposta insulínica (glicogênicos)
Aporte calórico;
Cariogênico;
Instabilidade peculiar de uma solução saturada. Componentes:
• Sacarose
– Cana-de-açúcar – Beterraba
• Na forma pura apresenta-se em cristais doces e higroscópicos • Sacarose grau USP = 40% mais cara
• Solubilidade
– Em água 1g para 0,5mL (frio) – Em álcool: 1g para 170mL – Outros
– açúcar cristalino (95% - produtos da cana), refinado (99,5% - farinha de osso de boi, carbonatos de cálcio)
• Substâncias mais doces que a sacarose: – Glicirrizina (heterosídeo)
– Sorbitol
– Frutose (1,73x)
– Outras substâncias glicogênicas: dextrose, sorbitol, glicerina, propilenoglicol. • Edulcorantes artificiais:
– Sacarina, ciclamato, aspartame (200x)
Produto natural: Stevia rebandiana (300x) – diabéticos
• Pode conter:
– água purificada
– flavorizantes (vanilina, óleo de laranja) – corantes
– aromatizantes – antioxidante
– Conservantes (ác. Sórbico, benzoato de sódio, parabenos – metil, propil, etil,
butil, benzil -, ácido benzóico, glicerina 30%)
– Substâncias ativas hidrossolúveis.
Possui pouco ou nenhuma quantidade de álcool Xarope não é um solvente
Classificação
• Simples - veículo – oficinal.
• Compostos - são preparados em sua maioria usando o xarope simples como veículo.
Contém uma ou várias substâncias ativas.
• Preparação dos Xaropes
Operações: dissolução, filtração.
– A frio – A quente
• A frio
– Agitação – misturar açúcar e água. Agitador mecânico. • Vantagens:
– Xarope claro
– Hidrólise da sacarose reduzida. • Desvantagens:
– Não elimina CO2, microorganismos (aspergillus e penicilium); – Processo lento.
A quente– 80oC (balão fechado, banho-maria)
• Vantagens:
– Elimina CO2, microorganismos – Processo rápido.
– Aumenta a velocidade de dissolução.
• Desvantagens:
– Xaropes amarelados – Hidrólise da sacarose
• Sacarose é um dissacarídeo, e pode ser hidrolisada em
dextrose (glicose) e frutose (levulose). A hidrólise chama-se inversão, e a combinação dos dois monossacarídeos é o açúcar invertido. Este é mais doce que a sacarose, e o xarope escurece. Quando o xarope é superaquecido, torna-se âmbar, devido à caramelização da sacarotorna-se. Estes são mais susceptíveis aos microorganismos.
O XAROPE SIMPLES
Farm. Bras. II ed.
d = 1,32 g/mL 15-20oC (1,31 - 1,33) d = m / v
Sacarose--- 850 g
Viscosidade: 190 cps a 20oC Aerômetro de Baumé
Ajuste da densidade: Diluição A = 0,033 x S x D
A = quantidade de água a adicionar S = peso do xrp aquecido
D = número de graus Baumé em excesso, sobre 35oBe (densidade igual a 1,32) Concentração – cozedura
• Xarope muito saturado (sem pequeno excesso de água) – em condições frias de
armazenagem uma parte da sacarose se cristalizaria – desenvolvimento m.o.
– Filtração final – papel chardin, filtros de taylor, algodão, resinas poliacrílicas • Filtros millipore (sob pressão) - esterelizar
– Embalagem: Vidro, plástico
• Frasco âmbar – depende da s.a.
Contaminação – causas:
• Frasco mal fechado (evaporação da água) • Variação da temperatura.
Xaropes artificiais
• Não glicogênicos
• Uso por diabéticos • Componentes:
• Sacarina sódica, arpartame, frutose, ciclamato.
• Hidrogéis (dispersões coloidais) de polímeros como metilcelulose,
hidroxietilcelulose, carboximetilcelulose sódica, alginato de sódio, goma arábica, goma adraganta, glicerina
Xarope com CMC sódica CMC Na ...1g
H2O purif. Qsp ...100,0mL Xarope com Metilcelulose Metilcelulose ...1g H2O purif. Qsp ...100,0mL
• Xarope de sucos
D
DIISSP
PEER
RSSÃ
ÃO
O C
CO
OLLO
OIID
DA
ALL
Sistema homogêneo
Sólido + Líquido (Soluções verdadeiras) Sistema heterogêneo
(2 fases: dispersa e dispersante)
Suspensões disp. Coloidais solução
Tipo Dim ens ões d e p art ícu la
Solução verdadeira 0,001 m (10-7cm)
Solução coloidal 0,1 m a 0,001 m (100 nm a 1 nm) Emulsão > 0,1 m
Suspensão > 0,1 m
Tabela 1: Sistemas dispersos (adaptado de Prista, L.N. et al ., 4 ªed., p.1010)
Colóide = do grego "kolla" (goma) + "eidos" (forma)
Graham (1861)
estudou as propriedades e dividiu as substâncias em "colóides" e"cristalóides"
Hoje sabemos que não existe essa distinção já que a mesma substância pode
apresentar-se no estado coloidal ou cristalizado
Solução (verdadeira): misturas homogêneas
soluto (menor quantidade) X solvente (maior quantidade) Características dos solutos numa solução:
São átomos, íons ou moléculas pequenas.
Possuem diâmetro menor que 1 nm.
Não sofrem sedimentação.
Não podem ser separadas do solvente por filtração ou ser observadas em solução por nenhum aparelho conhecido.
Exemplo: sal de cozinha em água.
Dispersão Grosseira (ou Suspensões): misturas heterogêneas
disperso (menor quantidade) X dispergente (maior quantidade) Características das partículas do disperso na suspensão:
São grandes agregados de átomos, íons ou moléculas ou até agregados de macromoléculas ou macroíons.
Possuem diâmetro maior que 100 nm.
Sofrem sedimentação pela ação da gravidade ou pelo uso de uma centrífuga comum.
Podem ser separadas do dispergente por filtração comum.
Podem ser vistas a olho nu ou através de um microscópio óptico. Exemplo: Suspensões farmacêuticas.
Dispersão Coloidal: misturas heterogêneas
disperso (menor quantidade) X dispergente (maior quantidade) Características das partículas do disperso numa dispersão coloidal:
São agregados de átomos, íons ou moléculas, ou ainda macromoléculas ou macroíons.
O diâmetro das partículas do disperso fica entre 1 - 100 nm.
Podem sofrer sedimentação pela ação de uma ultracentrífuga.
Podem ser separadas do dispergente através de um ultrafiltro.
Podem ser observadas em um ultramicroscópio. Exemplo: gelatina em água
Propriedades de uma dispersão coloidal 1. Movimento Browniano:
É resultante dos choques das partículas da fase externa (líquido ou gasoso) com as partículas da fase interna (disperso). As partículas dispersas adquirem um movimento ininterrupto que pode ser observado ao ultramicroscópio.
2. Efeito Tyndall:
É um efeito óptico de espalhamento ou dispersão da luz, provocado pelas partículas de uma dispersão coloidal. O efeito Tyndall é o que torna possível, por exemplo, observar as partículas de poeira suspensas no ar através de uma réstia de luz, ou, ainda, observar as gotículas de água que formam a neblina através do farol do carro.
3. Carga Elétrica
Como normalmente todas as partículas do disperso de uma dispersão coloidal apresentam a mesma carga elétrica, elas ficam em suspensão, devido à repulsão elétrica contínua.
A carga elétrica das partículas do disperso depende diretamente da quantidade de cátions ou de ânions presentes no sistema.
Classificação dos colóides De acordo com o estado físico dos componentes:
Disperso (fase interna)
Dispersante (fase externa)
Nome Particular Exemplo
Sólido Sólido Pedras preciosas
Sólido Líquido SOL Gelatina, goma-arábica
Sólido Gás Aerossol Fumaças em geral.
Líquido Sólido GEL Geléias em geral
Líquido Líquido emulsão leite
Líquido Gás Aerossol Neblina, nuvens, spray de
inseticida ou perfume no ar.
Gás Sólido Ar no interior de
pedra-pomes.
Gás Líquido Espuma espuma de sabão, chantilly
Gás Gás Não existe solução coloidal
De acordo com a afinidade entre as fases: Dispersão coloidal liofílica:
lyo (dissolver) e philo (amigo) = grande afinidade entre as fases.
Quando o dispergente for a água, a dispersão coloidal é denominada hidrófila. Devido à afinidade entre as partículas do disperso e a do dispergente, ocorre uma adsorção ou fixação das partículas do dispergente na superfície das partículas do disperso, formando uma película protetora que é denominada camada de solvatação.
A camada de solvatação permite que as partículas do disperso fiquem isoladas umas das outras. Com isso é possível transformar a dispersão coloidal em sol ou em gel, conforme se adicione ou se retire dispergente. É por isso que esses colóides são ditos reversíveis.
Dispersão coloidal liófoba:
lyo (dissolver) e phóbos (aversão) = praticamente não existe afinidade
Se a fase dispergente for a água, a dispersão coloidal é denominada hidrófoba. A passagem de gel a sol é muito difícil e esse tipo de colóide é mais instável à adição de uma das fases.
Exemplos: Al(OH)3em água, AgCl em água.
Estabilidade dos colóides
Uma solução coloidal é um tanto mais estável quanto mais demorada for a precipitação das partículas coloidais.
As partículas coloidais têm dimensões muito reduzidas e, por isso, a ação gravitacional exercida sobre elas não é suficiente para provocar, por si só, a separação das fases.
A adsorção do dispersante à leva a formação de uma película de moléculas do dispersante em torno da partícula coloidal, que é denominada camada de solvatação, a qual evita contato direto entre as partículas coloidais e, consequentemente, sua aglomeração e precipitação.1. Estabilidade dos soles liofílicos
Os colóides liofílicos possuem cargas positiva, negativa ou ambas. Muitos produtos naturais utilizados em Farmácia possuem carga negativa pois apresentam em sua estrutura grupamentos carboxílicos ou sulfúricos.
Camada de solvatação dá estabilidade extra aos colóides liofílicos.
As proteínas têm características anfotéricas. Dependendo do meio, comportam-se como ácidos ou bacomportam-ses. O ponto isoelétrico é o pH no qual comportam-se tem o máximo de moléculas eletricamente neutras. A esse pH o potencial zeta é igual a zero (colóide com mínima estabilidade e viscosidade).
A junção de dois colóides liofílicos de carga contrária pode provocar a sua coagulação mútua.2. Estabilidade dos soles liófobos: 2.1 Adsorção de íons:
A superfície do colóide liófobo permite a adsorção de íons e, assim, repelem-se entre si evitando agregações e precipitações.
Ganha potencial zeta (eletrocinético) - quanto maior a quantidade de íons
2.2 Colóide protetor:
Para aumentar a estabilidade de uma dispersão coloidal liófoba, podemos adicionar um colóide protetor, ou seja, uma dispersão coloidal liofílica de mesmo sinal, que agiria como uma camada de solvatação (desde que não haja reação entre eles).
Preparação de dispersões coloidais
Os colóides liofílicos são moléculas de alto PM como a gelatina, as albuminas, as gomas, o amido, os alginatos, a CMC, a metilcelulose, o carbopol, etc. Em geral, não são empregados como agentes medicamentosos, mas apenas favorecem a preparação de vários medicamentos.
Os colóides liófobos são mais empregados como substâncias dotadas de atividades farmacológica e, na sua preparação pode ser exigida alguma técnica especial.
São dois os processos de obtenção de dispersões coloidais: dispersão e condensação. 1. Métodos de dispersão:
Consiste em fragmentar as partículas do disperso até que atinjam o diâmetro entre 1 nm e 100 nm.
Arco Voltaico , Moinho Coloidal 2. Métodos de condensação:
É um processo inverso ao da fragmentação. Consiste em aglomerar partículas de dimensões inferiores a 1 nm até que elas atinjam o tamanho característico das partículas que formam uma dispersão coloidal, o que pode ser feito através de Mudança de Dispergente ou Reação Química.
Mudança de Dispergente
Reação Química
Exemplos
Dispersão coloidal contendo isótopos radioativos com fins terapêuticos ou de diagnóstico. Radiocolóides.
Enxofre coloidal + sulfeto de tecnécio + gelatina
Ouro coloidal+ + sulfeto de tecnécio + gelatinaS
SU
USSP
PEEN
NSSÕ
ÕEESS
DEFINIÇÃO
Sistema heterogêneo termodinamicamente desfavorável onde a fase externa é um líquido ou semi sólido e fase interna ou dispersa é um sólido, insolúvel na primeira. (0,1 a 100
) USOS- OralTópico Parenteral Extemporâneo
Oftálmico
RAZOES PARA O USO DE SUSPENSÕES ORAI S
Algumas substâncias são quimicamente instáveis em solução, porém estáveis em suspensão. Ex: antibióticos
Facilidade de deglutição e flexibilidade da administração de diferentes doses – lactentes, idosos, crianças.
Correção organoléptica. (ex: palmitato de cloranfenicol – insolúvel em água). O flavorizante pode ser escolhido baseando-se na sua qualidade de palatabilidade, e não na sua capacidade de mascarar sabores desagradáveis.CARACTERÍSTICAS DESEJÁVEIS NUMA SUSPENSÃO FARMACÊUTICA
Eficácia Terapêutica, estabilidade química dos componentes, durabilidade do preparado, boa aparência;
Uma boa suspensão deve sedimentar lentamente e voltar a dispersar-se com agitação suave do recipiente;
As características da suspensão devem ser tais que o tamanho das partículas dispersas permaneça constante por longos períodos de repouso;
A suspensão deve escoar com rapidez e uniformidade do recipiente (comportamento tixotrópico).PROPRIEDADES
Por serem sistemas termodinamicamente instáveis, busca-se reduzir a energia livre a eles associadas formando agregados ou floculando.
PARÂMETROS FÍSICO- QUÍMICOS 1- velocidade de sedimentação 2- crescimento de cristais
3- redispersibilidade FLOCULAÇÃO X SEDIMENTAÇÃO
A floculação ocorre quando o sólido não é molhado de forma adequada pelo líquido dispersante.
ÂNGULO DE CONTATO:
Molhabilidade total pode ser obtida pela redução da tensão interfacial sólido/líquido. -uso de agentes molhantes
-devem se concentrar na na intersuperfície -fácil difusão
-EHL entre 6-9 (lipofílcos geram emulsões O/A) Entre os mais usados temos:
Polissorbatos
Lauril sulfato de sódio SEDIMENTAÇÃO - ação da gravidade
- influencia da viscosidade do meio - densidade da partícula em relação ao
agente dispersante Lei de stockes:
Densidade da partícula for menor q a dlíq= flutua REDUÇÃO DO TAMANHO DAS PARTÍCULAS
Trituração a seco:
micropulverização (trituradores alta rotação, atrito ou impacto) – - orais e tópicas
– abrasão por jato ou micronização – parenterais e oftálmicas
Spray dryingNo comércio – produtos micronizados
AUMENTO DA VISCOSIDADE DO MEIO
Suspensões extremamente floculadas – partículas depositam-se muito rápido.
Aumento da viscosidade da fase dispersante retardando a floculação
Devem ser usados em pequenas concentrações
Devem ser farmacologicamente inertes (Uso oral ou em injetáveis)molh abi l i dade boa
> 90o
molh abi l i dade rui
V=2r 2 (d1-d2) g 9
g=graviade r=raio
d1=densidade da fase dispersa d2=densiade da fase dispersant
Agentes suspensores para suspensões aquosas: alginatos, carbopol, carboximetilcelulose, metilcelulose, celulose microcristalina, polivinil pirrolidona, goma xantana, goma arábica, hidróxido de alumínio, silicato de alumínio (aerosil. bentonita, hectorita)
Para suspensões oleosas: monoestearato de alumínio, cera, lanolina.
Obs: Materiais com características tixotrópicas.
Colóides hidrófilos – podem tornar alguns fármacos indisponíveis ou retardar a disponibilidade.PROBLEMAS DAS SUSPENSÕES CRESCIMENTO DE CRISTAIS
-substâncias parcialmente solúveis -coeficiente de solubilidade
-variações de temperatura
-polimorfismo substâncias amorfas -grau de divisão
Para evitar: adicionar agente molhante – dimunui a tensão superficial e diminui as diferenças de solubilidade.
REDISPERSIBILIDADE
Influencia das cargas elétricas na homogeniedade da suspensão; -floculação x defloculação
Depende das interações entre as partículas suspensas A floculação ocorre devido a baixa do potencial zeta
A defloculação ocorre por ação da gravidade, e um elevado valor de potencial zeta. Propriedades de partículas floculadas e defloculadas numa suspensão
Defloculadas (“caking”) Floculadas
As partículas existem como entidades separadas
As partículas formam agregados
A velocidade de sedimentação é lenta A velocidade de sedimentação é rápida Freqüentemente o sedimento não se
dispersa com facilidade
O sedimento é fácil de dispersar A suspensão mantém-se mais tempo com
bom aspecto, o sobrenadante permanece sempre turvo
A suspensão desfaz-se mais rapidamente e o sobrenadante é límpido
Potencial zeta
O potencial zeta das partículas é definido pelas cargas elétricas nelas existentes -cargas de superfície (grupos ionizáveis)
-adsorção de íons; rodeamento total ou parcial
Potencial zeta elevado- particulas com pouca tendencia a flocular; tendencia a formar aglomerados quando se sedimentam.
Potencial zeta baixo- as partículas irão formar floculados redispersíveis – ligações fracas.
AVALIAÇÃO DO GRAU DE FLOCULAÇÃO
SEDIMENTAÇÃO EM PROVETA GRADUADA
-MIGRAÇÃO DA PARTÍCULA EM CÉLULA DE MICRO ELETROFORESE (POTENCIAL ZETA)
Maior a velocidade maior o potencial zeta
Para evitar aglomerados (coesão rígida): formação intencional de agregado com força menor de coesão: floculação. Sedimento mais volumoso, alto e solto.
Agentes floculantes:
Argilas: magma de bentonita (dão sustentação ao floco formado).
Eletrólitos (redução da barreira elétrica (pot zeta) formação de pontes) – tensoativos iônicos e não iônicos.
PREPARAÇÃO DA SUSPENSÃO
1) Fase dispersa + Agente molhantes (álcool, glicerina)
2) Veículo / Fase dispersante (corantes, flavorizante, conservantes) 1 + 2
-divisão do material a se suspender Devem ter o menor tamanho possível Devem ser homogêneos
A mistura dos componentes da suspensão pode ser realizada de forma eficiente por
-homogeinizadores -moinhos coloidais
-misturadores com barras de deflexão -ultrassom
ACONDICIONAMENTO E ARMAZENAGEM DAS SUSPENSÕES Recipientes de boca larga
Proteger do congelamento, calor excessivo e luz Agitar antes do uso.
ENSAIOS
-Tamanho das Partículas -Viscosidade
-Potencial Zeta
Exemplo de formulação
Acetato de cortisona, microfino - 2,5% Polisorbato 80 (agente molhante) - 0,4% CMC de sódio (agente suspensor) - 0,5% Cloreto de sódio (isotonicidade) - 0,9% Álcool benzílico (conservante) - 0,9% Água para injetável qsp - 100,0%
Suspensão oral: analgésicos (napsilato de propoxifeno), antiácidos (sais Al, Mg, simeticona), anti-helmínticos (tiabendazol), antibióticos(palmitato de cloranfenicol, cloridrato de tetraciclina), anticonvulsivos (primidona), antidiarréico (subsalicilato de bismuto), antiflatulência (simeticona), antifúngico (nistatina, griseofulvina), anti-hipertensivo (metildopa), antipsicótico (clorprotixeno), diurético (clorotiazida), AINES (indometacina) Uso extemporâneo:
Sulfato de bário : contraste no exame radiográfico do tubo digestivo (opaco ao raio X) – insolúvel em água
Sulfeto e sulfito – solúveis e venenosos
G
GEELL
Pele
• Penetração: região folicular, ductos sudoríparos ou através do estrato córneo • Fatores que influenciam a penetração na pele:
– Velocidade de difusão
– Coeficiente água/lípido do fármaco – Tamanho da molécula – Condição da pele – Hidratação do EC • Veículos: Gorduras e óleos Emulsões A/O Humectantes Pós Bases de parafina • Agentes promotores:
– Dimetilsulfóxido (DMSO), dimetilformamida, dimetilacetamida, uréia,
propilenoglicol, agentes tensioativos
Gel
DEFINIÇÃO:
Geles são sistemas semi-sólidos em que uma fase líquida está confinada dentro de uma matriz polimérica tridimensional (gomas naturais ou sintéticas).
“Rede tridimensional de partículas interligadas”
Preparações com aspecto coloidal
De acordo com a Farmacopéia Americana (USP), géis são sistemas semi-sólidos constituídos por pequenas partículas inorgânicas em suspensão ou por grandes moléculas orgânicas interpenetradas por um líquido ( que geralmente é a água). CARACTERÍSTICAS DOS GÉIS
Utilizados em formulações farmacêuticas e cosméticas.
São preparações OIL-FREE que não possuem substâncias graxas, não são oclusivas, não comedogênicas e são laváveis.
Ideais para peles oleosas ou acnéicas.
Devem ser transparentes e brilhantes.
Não apresentam penetração cutânea já que os excipientes são macromoléculas e não mostram afinidade pela pele.
CLASSIFICAÇÃO DOS GÉIS
• GÉIS INORGÂNICOS
– são geralmente sistemas bifásicos como o gel de hidróxido de alumínio e o
magma de bentonita.
• GÉIS ORGÂNICOS
– são sistemas monofásicos e podem incluir agentes gelificantes como os
carbopóis e os derivados de celulose.
• CARBOPÓIS: Carbopol®
• DERIVADOS DE CELULOSE: MC, CMC, HPMC, HPC, HEC.
Exemplos de agentes gelificantes
• Ácido algínico • Bentonita
• Resinas carboméricas (Carbopol) • Carboximetilcelulose
• Carboximetilcelulose sódica • Dióxido de silício coloidal • Gelatina
• Silicato de alumínio-magnésio (Veegum) • Metilcelulose • Plastibase / Jelene • Poloxamer (Pluronic) • Alcool polivinílico • Povidona • Alginato de propilenoglicol • Alginato de sódio Goma tragacanto HIDROXIETILCELULOSE
Sinônimos: Natrosol ®, Cellosize ®
Polímero não iônico, solúvel em água
Boa tolerância à eletrólitos, mas pode precipitar com soluções salinas (carbonato de Na ou sulfato de Na)
Pode ser usado com a maioria dos conservantes solúveis em água
Estável na faixa de pH 4 - 8 DESVANTAGENS
Necessita de aquecimento para gelificação (60 - 70° C)
Insolúvel na maioria dos solventes orgânicos
FORMULAÇÃO
• ÁCIDO GLICÓLICO • ÁCIDO RETINÓICO
POLÍMEROS DO ÁCIDO ACRÍLICO
• Sinônimos: Carbopol ®, Carbômero ®
• São polímeros sintéticos derivados do ácido acrílico de alto peso molecular. • Formam géis aniônicos
• Altamente higroscópicos, e pH dependentes: só gelificam na forma dissociada.
• Devem ser neutralizados a pH 7,0 com alcalinizantes (trietanolamina ou
aminometil-propanol - AMP) - os grupos ácidos serão protonados
• São inócuos, não provocam alergia, irritação e sensibilização • Gel de aspecto “cosmético”
DESVANTAGENS
• Incompatível com ácidos fortes, fenol, eletrólitos, polímeros catiônicos e traços de
ferro. FORMULAÇÃO
• PERÓXIDO DE BENZOÍLA • CLINDAMICINA
Características dos Neutralizantes:
pKa Peso
(20ºC) Molecular Aminometil propanol (AMP-95®) 9,82 89 Trietanolamina (TEA) 7,77 149
NEUTROL TE --- 292,4
NaOH base forte 40
KOH 56
NH4OH 35
São dependentes de dois fatores principais:
Força básica da amina: Maior pKa, maior basicidade
Peso molecular da amina: Menor peso molecular, maior eficiência Etanolaminas:
Trietilamina e Trietanolamina
Atualmente sofrem restrições de comercialização por parte do Ministério do Exercito, sendo necessário licença para sua venda e utilização
Limite de 2,5 % para produtos sem enxague segundo a RDC nº 79 / 2000, devido a presença de resíduos de nitrosaminas
Nitrosaminas: compostos cancerígenos
Diretamente relacionadas as aminas secundárias e terciárias Proibido o uso segundo a RDC nº 79 / 2000.
EMULSÕES
• Origem da palavra:
– verbo latim emulgeo (=mungir, ordenhar) devido ao aspecto leitoso – Sistema disperso
• Definição:
– Sistema heterogêneo constituído por, pelo menos, um líquido imiscível intimamente disperso num outro líquido sob a forma de gotículas.
– Tais sistemas apresentam um mínimo de estabilidade devido à adição de emulsificantes (agentes tensoativos).
• Composição da emulsão:
• Constituído por duas fases líquidas imiscíveis:
• fase interna, dispersa, descontínua (0,1 mm – 100 mm) • fase externa, dispersante, contínua.
• Sistemas termodinâmicamente instáveis – tensão superficial – fase dispersa tende a ajuntar-se, a fim de reduzir a sua superfície específica (superfície por unidade de peso)
• agente emulsificante ou tensoativo – diminui a tensão entre as duas fases
Finalidade das emulsões
• Formulações compostas por líquidos imiscíveis
– Tornar possível a administração numa única mistura, de substâncias hidro e lipossolúveis, a qual poderá ser para uso interno (via oral e via endovenosa) ou externo.
– Soluções parenterais, vitaminas • Mascarar odor e sabor
– Veículo aquoso edulcorado e flavorizado, aromatizantes – Óleo medicinal = paladar desagradável
– Laxantes à base de óleo mineral – Vitaminas lipossolúveis
• Preparações para uso tópico
– substitui as pomadas de aspecto gorduroso, melhora sensação, aspecto
– obtenção de consistencia desejada – facilidade de espalhamento
– fácil remoção
– não mancham roupas
– Menor irritação para fármacos irritantes Exemplos de emulsões
EMULSÕES PARA USO ORAL:
– Emulsão de óleo mineral: catártico lubrificante; – Emulsão de simeticona: anti-espasmódico;
EMULSÕES PARA USO EXTERNO:
– Loções; – Cremes.
Classificação das emulsões Quanto à carga:
Iônicas (+ ou -), não iônicas Quanto ao tipo:
Óleo em água (O/A) - Aquosas Água em óleo (A/O) - Oleosas
Emulsões de nova geração
• Múltiplas
• Sem tensoativos • Emulsões-géis
Tensoativo
• Molécula anfifílica
• Possui elevada afinidade com as interfaces (líq./líq., líq./sól.) – diminui a tensão
superficial ou interfacial
• Função:
– tensão interfasial - quebra da fase interna em gotículas
Características do agente emulsificante • Inocuidade;
• ausência de cor, sabor ou odor fortes;
• Compatibilidade com os outros componentes;
• garantia da estabilidade durante o prazo de validade previsto para a emulsão; • moléculas anfifílicas de EHL característico
Classificação dos agentes emulsivos NATURAIS (para uso interno)
• Carboidratos (goma arábica e adraganta, agar-agar, pectina): O/A • Formam colóides hidrófilos na presença de água
• Proteínas (gema de ovo, gelatina, caseína): O/A • Esteróis (colesterol, lanolina): A/O
SINTÉTICOS CATIÔNICOS
• Sais de amônio quaternário.
• Cloreto de benzalcônio
Emulsificante catiônico e bactericida
Uso Externo.• Cloreto de cetil trimetil amônio
• Cloreto de estearil dimetil benzilamônio • Ésteres catiônicos
• Metossulfato de beheniltrimônio e álcool cetoestearílico (Incroquat) • Metossulfato de dipalmitoiletil hidroxietil amonio (Dehyquat C 4046) ANIÔNICOS
Sabões: alcalinos, metálicos e de bases orgânicas
– Alcalinos: sais de ácidos graxos (C12-18) e cátions monovalentes (Na+, K+, NH4+).
Ex: estearato de sódio
– Metálicos: sais de ácidos graxos (C12-18) e cátions di ou trivalentes (Ca+2, Mg+2,
Al+3).
Ex.: Estearato de cálcio.
– Sabões de bases orgânicas.
Ex.: Estearato de trietanolamina.
Irritantes para pele e mucosas e alteram a motilidade gastro-intestinal (Uso Externo).Agem apenas em meio alcalino
DERIVADOS SULFATADOS: sais de sódio de ésteres sulfúricos de álcoois graxos. Ex.: laurilsulfato de sódio
CH3(CH2)10CH2OSO3Na
Mais estáveis que os sabões.
Uso Externo (loções e cremes). ANFOTÉRICOS– Dependendo do pH podem se comportar como surfactantes aniônicos ou
Ex.: Betaínas [R-CONH(CH)3N+(CH3)2CHCOO-]
– Maior estabilidade química
– Agem dentro de amplas faixas de pH
– Podem ser bastante irritantes à pele pois associam duplo caráter iônico
NÃO IÔNICOS
– SPAN: Ésteres de sorbitano: produtos da esterificação do sorbitano com
ácidos de elevado PM. SPANS 20 (monoéster láurico), 60 (monoéster estérico), 80 (monoéster oleico). Natureza lipofílica
Emulsões A/O.– POLISSORBATO - Ésteres de sorbitano poliidroxilados: derivados dos spans
por introdução de radicais hidrófilos. As hidroxilas livres do span são condensadas com um determinado número de moléculas de óxido de etileno (TWEEN 20, 60, 80). Natureza hidrofílica
Emulsões O/A.– Estáveis e eficazes em todos os valores de pH – Compatíveis quimicamente com os anteriores – Pouco irritantes à pele
Importância do equilíbrio entre hidro e lipofilia
• Griffin, 1948 - EHL - sistema para classificar, numericamente, um composto segundo suas características de hidro e lipofilia.
Equilíbrio Hidrófilo-Lipófilo (EHL)
• O índice EHL é uma expressão do equilíbrio estabelecido entre as duas partes da
• Somente para tensoativos não iônicos • Como determinar:
EHL = 20 (1 – IS/IA)
• Classificação de 1 a 20, aumentando a medida que a substância se torna mais
hidrófila.
• Mistura de tensoativos é mais vantajosa – melhores características
Cálculo do EHL
• Cada emulsão = EHL próprio (depende da sua composição qualitati-va e quantitativa) = VALOR MÁXIMO DE ESTABILIDADE
Determinação do E.H.L. de um óleo
Prepara-se uma série de emulsões obtidas com a mistura de dois tensoativos em proporções diferentes - dando valores definidos mas escalonado de E.H.L. Após 24 horas procede-se o exame de todas as emulsões - tomando por referência a mais estável - sem separação de fases e sem grumos.
EHL - MISTURA DE EMULGENTES EHL = EHLa x %a + EHLb x %b + ...
100
Componentes básicos de uma emulsão Fase oleosa
• Agentes doadores de consistência de FO • Emolientes (engordurantes)
• Emulsionantes
• Ativos lipofílicos não termolábeis • Antioxidantes de fase oleosa
Espessante da fase oleosa
• Álcoois graxos superiores: cetílico, estearílico, cetoestearílico
• Ésteres de ácidos graxos com álcoois graxos, glicóis e polióis: MEG, miristato de
miristila
• Óleos, gorduras e ceras naturais modificados ou não: cera de abelhas, parafina.
Emolientes
• Emolientes polares de cadeia ramificada (ésteres): miristato de isopropila, palmitato
de isopropila
• Emolientes polares insaturados (ésteres): oleato de butila, oleato decila • Álcoois: octildodecanol, álcool oléico.
Fase aquosa
• Doadores de consistência de FA • Umectantes
• Conservantes hidrofílicos não termolábeis • Ativos hidrofílicos não termolábeis
Espessante da fase aquosa
• Polímeros derivados de celulose: HEC, HPMC, HPC... • Polímeros do ácido acrílico: carbômeros
• Gomas naturais: goma xantana • Escleroglucanas: amigel
Umectantes
• Substâncias higroscópicas responsáveis pela retenção de água nas emulsões,
impedindo que a água evapore rapidamente da emulsão evitando, desta forma, a formação de crostas e rupturas na emulsão. Também podem at ribuir-lhes as funções de hidratante, auxiliar na aderência de pós e solubilizantes.
• Propilenoglicol • Butilenoglicol • Glicerina • Derivados da glicose • Sorbitol • PEG • Dipropilenoglicol Fases adicionais • Conservantes termolábeis • Ativos termolábeis
• Componentes com pressão de vapor baixa
Preparo de emulsões
Agitação dos líquidos a emulsionar:
a) Agitação manual (preparo de fórmulas em pequenas quantidades, glóbulos dispersos >10
m):a.1) Uso de almofariz de porcelana; a.2) Uso de frasco ou balão com rolha.
b) Agitação mecânica (preparo de fórmulas em grandes quantidades):
b.1) Misturadores e agitadores: existem de vários modelos, diferindo, principalmente, no desenho das pás.
Desvantagem:
*Promovem a incorporação de ar:
Aparelho usado na preparação de pequenas quantidades de emulsão.
b.2) Moinhos coloidais e Homogeneizadores (glóbulos dispersos ~ 1nm).
Processo geral de preparação de volumes maiores de emulsões
• Uso de agitadores de hélices, de pá ou de turbina, agitadores eletromagnéticos ou ultra-som
Emulsões fluidas.Dissolução das fases oleosa e aquosa (recipientes separados) (T ~ 75-800C)
Adição de uma fase sobre a outra (agitação constante)
Resfriamento da emulsão sob agitação e envase
• OBS.: Para garantir a homogeneidade no tamanho dos glóbulos dispersos a emulsão deve ser processada em um homogeneizador
Métodos de emulsificação em pequena escala
• Método continental ou GOMA SECA
– adição da fase externa à fase interna contendo o agente emulsivo
Óleo: água: goma (4:2:1)/goma arábica seca
• Método inglês ou GOMA ÚMIDA
– adição da fase interna à fase externa contendo o agente emulsivo
Óleo: água: goma (4:2:1) / mucilagem goma
• Método do frasco ou de Forbes
– quando se aplica óleos pouco viscosos ou essências e óleos voláteis
Emulsões gel
• Creme clássico- 12% ceras • Creme gel – 8% ceras • Custo menor
• Confere toque mais suave
Preparo:
• Preparar o gel aquoso;
• Adicionar 1 a 2% de Microemulsão de silicone • Homogeneizar até ocorrer turvação.
Emulsões de silicone
Ciclometicone e dimeticone copoliol
• Forma emulsão água em silicone
• Obtido por adição da FA sobre a F silicone com alta agitação
• A formulação pode ser feita a temperatura ambiente e livre de ingredientes sólidos • A estabilização pode ser feita com adição de co-solventes ou co-emulsionantes
orgânicos ou ainda, com adição de sal. Bases pré-manipuladas
• Aniônicas: Chembase LN, Lanete N ou WB, Unibase N.
• Não iônicas: Cosmowax FT ou J, Polawax ou GP-200, Crodabase Cr-2 ou 0684.
Quando uma emulsão é considerada fisicamente instável?
• Em repouso, a fase dispersa ou interna, tende a formar agregados de gotículas; • Grandes gotículas surgem na superfície ou se depositam no fundo;
• Todo o líquido ou parte dele, da fase interna, se desemulsifica.
Sedimentação ou cremagem
• Diferenças entre as densidades das fases dispersa e externa (densidades iguais = sedimentação O)
• Lei de Stokes
V=2r2(d1-d2)g 9
• Quanto menor o tamanho das partículas, maior a viscosidade e menor a diferença de densidade entre as fases = menor sedimentação
• Fenômeno reversível – possibilidade de redispersão • Há manutenção da película de tensioativos
• Perda visível da homogeneidade • Utilização de espessantes
• Utilização de tensioativos mistos
Relação d1/d2 Velocidade de Sedimentação Conseqüência d1 = d2 ZERO Homogeneidade d1 < d2 < ZERO Creme à superfície
Floculação
• Perda de Homogeneidade
Erros posológicos e prejuízos à estética da emulsão. • Provém da associação dos glóbulos• Não conduz necessariamente à coalescência • Razões:
– Heterogeneidade
– Mobilidade dos emulsionantes – Alterações diversas (microbiana) Coalescência e separação de fases
• Fenômeno irreversível
• Ruptura do filme de tensioativo
– Aproximação: algumas centenas de Angstrons entre os dois filmes – Eliminação da lâmina líquida entre os filmes e seu adelgamento – Ruptura dos filmes e contato dos conteúdos internos
• Agente emulsionante: inadequado ou em concentração insuficiente;
• Outros fatores: temperatura; oxidações; decomposição microbiana do emulsionante Inversão de fases
• Boa estabilidade
proporção da fase dispersa: 30-60%.• Proporções > 74%
inversão das fases: O/A
A/O ou A/O
O/AEnsaios para determinação do tipo de emulsão
• Método por diluição - sempre que se adiciona um líquido a uma emulsão e está
continua estável, o líquido adicionado corresponde a sua fase externa. Uma emulsão o/a pode ser diluída com a água, mas não com o óleo. Para uma emulsão a/o é o inverso.
• Método dos corantes - coloração contínua ou coloração das gotículas. Adiciona-se à
emulsão um corante lipossolúvel em pó (Soudan III) - se a emulsão for do tipo a/o, a coloração propaga-se na emulsão; se a emulsão for do tipo o/a, a cor não se difunde. Temos fenômenos inversos com o uso de corantes hidrossolúvel (eritrosina ou azul de metileno).
• Condutividade
o/a: conduzem corrente elétrica a/o: não conduzem
• Fluorescência na luz UV
O/A: fluorescência de alguns pontos A/O: fluorescência total
Análises das emulsões
• Determinação do tempo de validade • Determinação do teor de água
• Determinação do pH
• Determinação da gordura total • Viscosidade
POMADAS
Definição
As pomadas são formas farmacêuticas de consistência mole, destinadas para uso externo, para ação tópica ou sistêmica e também com fins de proteção e lubrificação.
• Origem francesa: “Pomme”
Características desejáveis às pomadas:
– Devem se comportar como “GÉIS TERMORREVERSÍVEIS” - tendo sua
viscosidade diminuída em função do aumento da temperatura.
– Devem apresentar comportamento tixotrópico – Devem possuir adesividade.
Classificação
• Quanto ao tipo de base
• Quanto ao aspecto, consistência ou composição do excipiente • Quanto à penetrabilidade
Quanto ao tipo de base
• Bases de hidrocarbonetos (bases oleosas)
– Lipofílicas, anidras, não incorporam água. – Preparações aquosas não são incorporadas. – Efeito emoliente
– Retidas na pele por períodos prolongados, não permitem perda de umidade,
difícil remoção por lavagem.
– Agem como curativos oclusivos.
– Não “ressecam”, nem se alteram com o envelhecimento • Vaselina Amarela (deriv do petróleo)
– Tf = 38 – 60oC • Vaselina Branca
– Descolorida (maior aceitação pelo paciente) – Assaduras, pele seca.
• Óleo Mineral (Vaselina Líquida)
– Mistura de hidrocarbonetos líquidos derivados do petróleo. – Útil para umedecer e incorporar componentes sólidos
• Bases de absorção
– Capacidade de incorporar água:
1) Permitem a incorporação de sol. Aquosas = emulsão A/O
• Petrolato Hidrófilo
– Composto de colesterol, álcool estearílico, cera branca e
vaselina branca.
– Absorve até 3 vezes o seu peso. • Lanolina Anidra
– Insolúvel em água, mas mistura-se sem separação com até 2
vezes o seu peso em água.
– Odor rançoso
2) Bases de absorção A/O
Permitem a incorporação de pequenas quantidades de soluções aquosas.
Úteis como emolientes – não oferecem o mesmo grau de oclusão que as oleosas. Não são facilmente removíveis por lavagem
– Lanolina
• Substância semi-sólida, semelhante à gordura, extraída da lã de
carneiros.
• Possui 25 a 30% de água. Pode-se incorporar mais água à lanolina por
mistura.
– Cold cream
• Emulsão branca, semi-sólida – preparada com ceras.
• Bases removíveis com água
– Alguns fármacos são mais bem absorvidos pela pele quando preparados com
esse tipo de base]
– Emulsões de óleo em água. – Adicionar conservante.
• Bases hidrossolúveis
– Ausência de material oleoso.
– Amolecem muito com a adição da água – as soluções aquosas não são
eficazmente incorporadas nessas bases.
– Utilizadas para a incorporação de componentes sólidos ou não aquosos. • POLIETILENOGLICOL
– Polímero de óxido de etileno e água. – PEG 400 – 600 – líquidos espessos – PEG 2000 – 20.000 – sólidos cerosos.
– Vantagens: não irritantes, boa aderência, boa espalhabilidade,
não impedem a transpiração da pele, facilmente laváveis com água, propriedades bactericidas (não necessitam de conservante)
– Desvantagens: sensibilização, perda da consistência,
auto-oxidação, reação com PVC e celulóide (embalagem), incompatibilidades com s.a.
Quanto ao aspecto, consistência ou composição do excipiente 1- Pomadas propriamente ditas: excipientes gordurosos
São oclusivas - diminuem a transpiração cutânea.
2- Cremes: excipientes emulsivos A/O (lanolina, álcoois alifáticos superiores, ésteres do sorbitol) ou O/A (sabões alcalinos, derivados dos polietilenoglicóis, etc).
3- Ceratos: elevada percentagem de ceras. Ação protetora de epidermes irritadas. 4- Ungüentos: contem resinas, sendo usados como revulsivos.
Absorção de exsudatos cutâneos - efeito secante de epidermes
6- Glicerados: seu excipiente é constituído por um gel de amido com um poliol, como glicerina. Fraco poder de penetração.
7- Pomadas-geléias: excipientes hidrofílicos, como carbopol, polietilenoglicol. Ação emoliente e refrescante da epiderme
Quanto à penetrabilidade
1- Pomadas Epidérmicas: possuem fraco ou nenhum poder de penetração cutânea;
2- Pomadas Endodérmicas: penetram nas camadas mais profundas da epiderme, mas sem atingir a corrente sanguínea;
3- Pomadas Diadérmicas: possibilidade dos fármacos ingressarem na corrente sanguínea. Processos para obtenção de pomadas
Pomadas obtidas por solução: fármaco é solúvel no excipiente Procedimento:
1- Liquefação do excipiente
2- Adição do fármaco / Homogeneização da mistura 3- Solidificação da pomada.
Pomadas obtidas por suspensão: Levigação - dispersão dos pós medicamentosos, num estado de tenuidade adequado, em excipientes adequados.
Pomadas obtidas por emulsão: preparo dos cremes A/O ou O/A Procedimento:
1- dissolução dos constituintes lipo e hidrossolúveis 2- Adição lenta de uma fase sobre a outra.
Incompatibilidades
Ex: aparecimento de cor acastanhada quando se incorpora fenol à vaselina; complexação dos polietilenoglicóis com iodo, nipagim e nipazol.
Acondicionamento e conservação das pomadas
Em tubos (bisnagas) que podem ser de diferentes composições químicas (estanho, chumbo estanhado, alumínio, plástico).
Enchimento - métodos manuais ou mecânicos
Fechamento - métodos manuais (alicates) ou mecânicos (soldagem) Controle de qualidade das pomadas
• Avaliação das características organolépticas • Avaliação do pH
• Determinação da consistência • Provas de Esterilidade
SUPOSITÓRIOS
Definição
São formas farmacêuticas sólidas, de forma e peso adequados, destinadas à inserção em orifícios corporais nos quais, amolecem, se dissolvem e exercem efeitos sistêmicos e localizados (ANSEL, POPOVICH & ALLEN Jr. Farmacotécnica, 6a ed., p. 471)
Razões de uso
Razões patológicas da mucosa gástrica ou por irritação
Inativação total ou parcial dos fármacos pelo suco gástrico.
Pacientes em coma total ou parcial
Problemas de ingestão do paciente ou cirurgia no trato bucal.
Medicamentos que provocam náusea ou tem sabor ruim.
Em pediatria e geriatria (fácil administração)
No tratamento de pacientes com episódios de vômitos. Anátomo fisiologia do reto
O reto – últimos 15 – 20 cm do intestino grosso, importante para a absorção. Dividido em 2 porções: reto pélvico e reto perineal
Reto pélvico: a parede do reto é recoberto por uma mucosa que contém 1 – 3 ml de líquido inerte (ampola retal).
Reto perineal (canal anal): é a seção para o exterior (2 – 3 cm de comprimneto)
O pH do reto é de cerca de 6,8 – 7,2 sem sistemas tampões para regulá-lo
A mucosa é fortemente irrigada pelo plexo hemorroidal que se divide em veias hemorroidais superior, média e inferior.
Classificação quanto ao mecanismo de ação
MECÂNICA: despertar do reflexo da defecação provocado pela presença de um corpo estranho no reto. Ex: glicerina – por ser hidrófila atrai água para a ampola retal e provoca os movimentos peristálticos ocorrendo o efeito laxativo.
LOCAL: pode ser uma ação anti-hemorroidal ou antiparasitária (oxiúros). SISTÊMICA: o princípio ativo passa à circulação geral
Absorção
• Poder de absorção igual a mucosa intestinal, porém com uma superfície absorvente
limitada.
• Passagem rápida dos princípios ativos à circulação sistêmica pelas veias
hemorroidais e em menor proporção pela linfática. Fatores que influenciam a absorção
Em relação ao local de atuação
• TEMPERATURA RETAL – Em torno de 37° C • pH - alterado de acordo com o pKa do fármaco • CONTEÚDO DO CÓLON
Em relação ao fármaco
• A absorção via retal obedece ao mecanismo de difusão passiva que é influenciada
pelo:
• Coeficiente de partição O/A do fármaco • pka do fármaco e pH do meio
• Granulometria do fármaco (menor que 100
m) – dissolvido ou emsuspensão
• Cristalinidade e polimorfismo – influi na velocidade de dissolução
• Fator limitante - pequena quantidade de líquido umedecendo a mucosa
(dissolução para absorção). Em relação ao excipiente
• MODO E TEMPO DE LIQUEFAÇÃO pode provocar evacuação. A demora na fusão
pode levar a evacuação.
• PONTO DE FUSÃO – Este deve ser inferior a 37o C até a um limite de 32o C. • VISCOSIDADE NO ESTADO FUNDIDO
• AFINIDADE PELO FÁRMACO – maior afinidade pela mucosa do que pelo excipiente • NÃO deve ser irritante para o cólon – provoca movimentos intestinais anulando a
liberação e absorção do fármaco
Exigências para os excipientes de supositórios
• Boa tolerância fisiológica
não ser irritante• Compatibilidade com os componentes da fórmula
• Boa estabilidade frente aos agentes atmosféricos e mos • Ser capaz de ceder o fármaco ao meio para ser absorvido
• Pequeno intervalo entre a temperatura de fusão e solidificação
• Viscosidade, no estado fundido, adequada para a preparação e a ação
medicamentosa
• Contração volumétrica favorável (sem formação de canais e fácil desprendimento
dos moldes)
• Dureza e consistência adequadas para o manuseio e para permitir a fácil aplicação
Classificação dos Excipientes LIPOFÍLICOS OU LIPOSSOLÚVEIS
1. Manteiga de cacau: PF = 34,5°C (rica em ác. oleico) apresenta fenômeno de sobrefusão e possui 3 formas alotrópicas sendo as formas metastáveis
e
’,
, e a forma estável
(PF = 34,5°C). Não é possível incorporar soluções aquosas.
2.Óleos hidrogenados: mistura de óleos naturais regulando-se o grau de hidrogenação – obtenção de massas de consistência semelhante à manteiga de cacau (PF = 33 – 37°C). Menor facilidade de oxidação e não incorpora soluções aquosas.
3. Glicérides semisintéticos sólidos: constituído por misturas de ác. graxos saturados (12 -18 C), variando em mono ou diéster. Incorporam pequena quantidade de sol. aquosas.
Suppocire L
38-40 Tegester Triglicérides especialmente preparados
TG-95 32,2-34,5
TO-MA
34,5-36 TG-57
34-36,5
BASE COMPOSIÇÃO PONTO OU INTERVALO DE
FUSÃO Manteiga de
cacau
Mistura de triglicérides de ácido oléico, palmítico e esteárico
34-35 Cotomar Óleo de semente de algodão parcialmente hidrogenado
35 Dehydag Álcoois e ésteres graxos hidrogenados
Base I Base II Base III
Glicerídeos de ácidos graxos saturados C12-C18
33-36 37-39 9 intervalos Fattibase Triglicérides de óleo de palma, óleo de semente de palme e óleo de
coco, combinados com agentes autoemulsificantes e estearato de
polioxila 35,5-37
Hexaride Base 95
33-35 Hydrokote 25 Frações superiores de óleo de coco e de semente de palma
33,6-36,3
Hydrokote711 39,5-44,5
Hydrokote SP 31,1-32,3
Polybase Mistura homogênea de polietilenoglicol e polissorbato 80
60-71 S-70-XX-95 Óleos vegetais hidrogenados reorganizados 34,4-35,6
S-070-XXA 38,2-39,3
Suppocire Mistura eutética de mono, di e triglicérides derivados de óleos vegetais naturais. Cada tipo apresenta propriedades diferentes
Vários Suppocire OSI 33-35 Suppocire OSIX 33-35 Suppocire A 35-36,5 Suppocire B 36-37,5 Suppocire C 38-40 Suppocire D 42-45 Suppocire DM 42-45
Suppocire H Idêntica às anteriores, mas adicionada de glicerídeos polietoxilados