Gostaria de conversar com você sobre a gestão para a política de enfrentamento da violência contra a mulher (da forma como está definido pela lei).
Roteiro da entrevista com os gestores
Nº da entrevista: Data: Entrevistadora: I. Identificação 1. Nome: 2. Idade:
3. Formação (graduação, pós e treinamento/especialização em violência/direitos humanos):
4. Serviço:
5. Função que desempenha: G1
□
G2□
6. Tempo de trabalho no serviço (anos e meses):II. Exploração temática (O que a pessoa pensa que está acontecendo e o que acha que deveria acontecer?)
A. Gênero e Direitos humanos
1. Fale sobre os papéis de homem e de mulher na sociedade; quais são; o que você acha disso e como deveriam ser.
2. Fale sobre os direitos sociais e humanos de mulheres e de homens; como são? São os mesmos? O que você acha disso? Como deveria ser? (Caso o entrevistado não fale das desigualdades e o que deveria ser igualdade, perguntar: você acha que as mulheres têm os mesmos direitos que os homens? Se não, o que seria diferente?) 3. Você acha que sempre foi assim ou houve mudanças? A partir de quando? 4. Qual a sua experiência com a implantação e implementação das ações da Saúde
5. Você acha que essas ações configuram uma política de direitos das mulheres? (Acesso, qualidade, equipe multi, vinculação ao médico, encaminhamento especializado etc.)
6. Se sim, você enfrentou obstáculos na implantação e implementação dessa
política? Ou teve facilidades nessa implantação e implementação?
7. Se não, como você acha que deveria ser uma política que contemplasse esses
direitos e como deveria ser sua implantação e implementação? Fale sobre. 8. Você conhece leis, normas ou regulamentos ou programas oficiais que buscam
realizar os direitos das mulheres na área da Saúde? Caso apareça a Rede Cegonha, explore como o entrevistado acha que esse programa realiza direitos. Quais seriam? E como os realiza? Lembrar-se de perguntar sobre o direito ao acesso universal à saúde e perguntar ativamente sobre:
•
Você conhece: 1. O PAISM; 2. A lei do planejamento familiar; 3. A norma técni- ca do aborto humanizado?; 4. A norma técnica da contracepção de emergência; 5. A norma técnica da atenção à mulher vítima de violência sexual; 6. Mencio- nar, apenas se aparecer espontaneamente, senão deixar para o próximo bloco: a Lei Maria da Penha (violência contra a mulher). Caso não apareça, deixar a exploração para o segundo bloco.•
E a saúde dos homens? Vai na mesma linha? E a participação dos homens nos programas que atendem as mulheres?•
Explorar: o que sabe de cada um dos itens acima; o que acha e como deveria ser?B. Políticas sobre o enfrentamento da violência social e doméstica
9. Fale sobre a violência contra a mulher: que tipos conhece, o que sabe sobre e o que acha? Há casos que aparecem na rotina do seu trabalho? Por que você acha que esses casos aparecem? Você acha que deveriam mesmo aparecer? E se não aparecem, você acha que deveria fazer algo para aparecer? Qual a importância dos casos? Você acha que eles acontecem em grande quantidade?
10. Nas unidades sob sua gestão, há ações que são realizadas para o enfrentamento da violência contra a mulher? Quais são elas e como se articulam com as outras ações dos serviços?
11. O que você acha dessas ações? Elas configuram uma política e um programa de enfrentamento? Você acha que deve haver um programa como a cegonha? Como seria?
12. Você conhece leis, normas ou regulamentos ou programas oficiais que buscam enfrentar a violência contra a mulher? Se sim, quais? Se não, você acha que deveriam existir?
13. Retomando especificamente a Lei Maria da Penha: o que sabe, o que acha e como deveria ser?
14. Vamos falar sobre as diferentes gestões municipais sobre esse enfrentamento. 15. Fale sobre a gestão de 2005 a 2008; 2009 a 2012 e a atual (adequar ao tempo
na função de gestor). Explorar: você enfrentou obstáculos na implantação e implementação dessas políticas municipais em cada um desses períodos? Ou teve facilidades nessa implantação e implementação? Fale sobre (lembrar de treinamentos supervisões, monitoramentos, avaliações, condições de trabalho, condições de encaminhamentos e a rede intersetorial que será explorada no bloco C a seguir).
16. Explorar: como deveriam ser tais políticas municipais?
17. O que você sabe sobre a notificação das violências? Qual a sua experiência com essa notificação? O que acha das notificações? Como deveria ser?
18. Como são as práticas de implantação e implementação da política de notificações? Há dificuldades (obstáculos)? Há possibilidades (facilidades)? Qual a sua opinião sobre os obstáculos à implantação e implementação nos serviços das notificações?
C. Rede e Intersetorialidade (Vamos falar agora do seu serviço e da relação dele com outras unidades ou instituições que lidam com os casos)
19. Fale sobre a relação com outros serviços, de saúde e fora delas. Você acha que esta relação é importante? Com quais outros serviços, da saúde e fora dela, o seu se relaciona na hora de atender casos de crianças? E de mulheres? E de adolescentes?
20. Você sabe o que eles fazem (os outros serviços)? O que você gostaria que eles fizessem, mas acha que não fazem?
21. Como vocês se comunicam e reconhecem mutuamente os casos (reuniões, visitas, informação interna ao serviço)?
22. O que você acha da rede de instituições existentes para o trabalho com a violência? Há trabalho em rede? Por que? (Explorar: vocês conversam internamente multiprofissionalmente e externamente intersetorialmente sobre o plano para os casos? Como se comunicam?) Explorar: conexão de rede quando o caso envolve mulheres, crianças e/ou adolescentes; diferentes concepções de gênero e violência entre os profissionais da rede, que redundam em diferentes projetos assistenciais.
23. Que tipo de serviços/profissionais faltam para complementar/apoiar seu trabalho? Por que?
25. Há mais alguma coisa que você gostaria de comentar ou explicar que considera importante?
D. Sobre as crianças
26. Fale sobre o que você sabe sobre os direitos das crianças e adolescentes 27. Você conhece o ECA? O que sabe e o que acha?
28. Nas unidades sob sua gestão, há ações que são realizadas para o enfrentamento da violência contra a criança e o adolescente? Quais são elas e como se articulam com as outras ações dos serviços?