Antigamente, as notícias chegavam através de rádios, jornais, revistas, televisão e hoje com os computadores, tablets e celulares, com muita rapidez o leitor as obtém com um simples toque na tela.
A difusão da mensagem se faz através da mídia e vai, além disso: a mensagem pode ser modificada à vontade “graças a um controle total de sua microestrutura [bit por bit]. Imagem, som e texto não têm materialidade fixa. Podem ser manipulados dependendo unicamente da opção crítica do usuário ao lidar com
mouse, tela tátil, joystick, teclado, etc.” (LÉVY, 1998, p.51).
Diante de novos modelos e possibilidades de comunicação através de meios e recursos tecnológicos, é necessário reafirmar que não se pode deixar de perceber as maneiras como são absorvidas e aplicadas as informações.
O professor necessita reconhecer as possibilidades com o uso das tecnologias no enriquecimento do processo ensino e aprendizagem e aplicá-las com o conteúdo, para que possa desenvolver um trabalho colaborativo com os alunos.
Conforme Edméa Santos (2009, p.6):
Pode-se dizer que a educação online é o conjunto de ações de ensino-aprendizagem ou atos de currículo mediados por interfaces digitais que potencializam práticas comunicacionais interativas e hipertextuais. As tecnologias digitais mais utilizadas nas atuais práticas de educação online são os ambientes virtuais de aprendizagem (AVA s), teleconferências e as videoconferências. (EDMÉA SANTOS, 2009, p. 6).
grande evolução. Ao invés de apenas receber a informação, ele pode ter a experiência da participação na elaboração do conteúdo da comunicação.
Inicialmente, cabe distinguir o conceito da “ferramenta de interface”. Segundo Edméa Santos (2009), ferramenta é o utensílio do trabalhador e do artista empregado nas artes e ofícios. A Interface é um objeto virtual.
Edméa Santos (2009) faz a distinção de ‘interfaces de conteúdo’ e
‘interfaces de comunicação’. Ela afirma que interfaces de comunicação são aquelas
que contemplam a troca de mensagem entre os locutores do grupo ou da comunidade de aprendizagem. Estas podem ser síncronas, tempo real (ex: chats,
webconferências, entre outros) e assíncronas, em tempos diferentes (exs: fóruns,
listas de discussão, blogs e wikis entre outros).
As interfaces de conteúdos são os dispositivos que permitem produzir, disponibilizar, compartilhar conteúdos digitalizados em diversas linguagens: texto, som, imagem. Podem ser apresentados em diversos suportes, como via hipertextos, multimídia ou hipermídia. A Internet comporta diversas interfaces: chat, fórum, lista,
blog, site e LMS ou AVA.
O professor pode lançar mão dessas interfaces para dispor atividades inovadoras que possibilitem a aprendizagem em sala de aula presencial e online. Elas favorecem integração, sentimento de pertença, trocas, crítica e autocrítica, discussões, elaboração, colaboração, exploração, experimentação, simulação e descoberta.
O chat é um espaço online de bate-papo síncrono (com hora marcada) ou não, com envio e recepção simultâneos de mensagens textuais e imagéticas. Professor e aprendizes podem propor o tema e debatê-lo. Podem convidar outros participantes do curso e colaboradores externos, agendando dia e hora.
Utilizei esta ferramenta quando realizei um curso para professores de Língua Inglesa em uma escola técnica em parceria com a Escola Thomas Jefferson como tutora online. Esta ferramenta permitiu que eu pudesse verificar a planilha de atividades dos alunos e conversar com eles sobre possíveis dúvidas.
O fórum é um espaço online de discussão em grupo. Tal como no chat, os internautas conversam entre si. A diferença é que o chat é síncrono (as pessoas se encontram com hora marcada), e o fórum é assíncrono (as participações em texto e em imagens ficam disponibilizadas nesse espaço, esperando que alguém do grupo
se dê conta e se posicione a respeito). No fórum, o professor abre provocações em texto – ou em outras fontes de visibilidade – e, juntamente com os alunos, faz discussões sobre temas de discussão.
Utilizo este recurso no Programa de Mestrado, com o grupo Gente, onde pude enviar mensagens e interagir com os colegas, pois corrigimos textos para um artigo coletivo redigido através de uma wiki e recebemos informações, as mais diversas, sobre ambientes midiáticos. Vejo como algo novo e enriquecedor para a minha vida acadêmica, pois ainda não havia interagido dessa forma com os colegas. A lista de discussão é um espaço online que reúne uma comunidade virtual por e-mail. Cada integrante da comunidade envia e-mail para todos de modo que todos podem interagir com todos. O participante pode disparar mensagens acionando o livre trânsito pelo coletivo.
O blog é um diário online no qual seu responsável publica histórias, notícias, ideias e imagens. Se quiser, ele pode liberar a participação de colaboradores que terão acesso para também publicar seu blog. Como diário aberto, pode ter autoria coletiva, permitindo a todos publicar ou postar seus textos e imagens, como dialógica, como registro da memória de um curso.
Este recurso eu utilizo no Portal com os alunos; é muito interessante, pois sempre alguém envia mensagens complementando o assunto, ou seja, eles aprovam este tipo de recurso e descobrem que podem enriquecer o assunto buscando outras informações para ampliar a interação.
Um site ou sítio da Internet é um espaço, ambiente ou lugar na WWW (World
Wide Web) que oferece informações sobre determinada pessoa, empresa,
instituição ou evento. É acessado por meio de um endereço que indica exatamente onde se encontra no ciberespaço, por exemplo, www.saladeaulainterativa.pro.br. O professor pode ter o site e nele incluir diversas interfaces que permitam seu encontro com os aprendizes.
O Twitter, o Facebook, os chats podem ser meios de comunicação e diálogo entre os alunos, e deles com os professores. As bibliotecas digitais podem ser meios de obter artigos e livros. As plataformas digitais tratam-se de portais criados, de modo geral, por instituições e organizações – que funcionam como redes sociais. Com essa ferramenta virtual, é possível que as pessoas participem de debates e discussões sobre temas diversos.
Interatividade é um conceito da comunicação e não da informática, isto é, ele entende a interatividade como atitude intencional no ato de se comunicar com o outro. Isso significa que os sujeitos da comunicação co-criam a mensagem.
Segundo Lévy (1999, p.79), o termo interatividade em geral ressalta a participação ativa do beneficiário de uma transação de informação. Para o autor, o telefone transporta as próprias vozes dos indivíduos na interação, assim como os jogos de realidade virtual põem em contato através das simulações e, em alguns casos, o contexto.
Os graus de interatividade podem ser medidos segundo alguns eixos propostos por Lévy (1999, p.82), a saber:
A possibilidade de apropriação e de personalização da mensagem recebida, seja qual for a natureza dessa mensagem; a reciprocidade da comunidade (a saber um dispositivo comunicacional “um-um ”ou “todos-todos”; a virtualidade que enfatiza aqui o cálculo da mensagem em tempo real em função de um modelo e de dados de entrada [...]; a implicação da imagem dos participantes nas mensagens [...]; a telepresença. (LÉVY,1999, P.82).
Assim, entende-se que a interatividade permite uma comunicação criadora (PLAZA, 1999) com base em princípios da sinergia, da colaboração crítica e inovadora.
Para Pierre Lévy, “o termo interatividade” em geral ressalta participação do beneficiário de uma transação de informação. Mesmo sentado em frente a uma televisão sem controle remoto, o destinatário decodifica, interpreta, participa, mobiliza o seu sistema nervoso. Além disso, como os satélites e o cabo de acesso a centenas de canais diferentes, conectados a um videocassete permitem a criação de um videocassete e definem um dispositivo televisual evidentemente mais “interativo” que aquele da emissora única sem videocassete. “A possibilidade de reapropriação e de recombinação material da mensagem por seu receptor é um parâmetro fundamental para avaliar o grau de interatividade do produto.” (LÉVY,1999, p.73).
Então, não é o ambiente online que define o ensino, mas para que ocorra aprendizagem dependerá do movimento entre professores (mediador) e alunos para garantirem a interatividade e a co-criação.
2.4 INTEGRAÇÃO DE MÍDIAS E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NA DOCÊNCIA NO