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No segmento “Para o vasto e exigente público italiano…” (linhas 3-4), verifica-se uma…

No documento Outros percursos 12-Guia Prof..pdf (páginas 52-57)

INFANTE DE PORTUGAL

PRINCIPAL SOUSA

1.3. No segmento “Para o vasto e exigente público italiano…” (linhas 3-4), verifica-se uma…

a)… dupla adjetivação.

b)… metáfora.

c)… hipálage.

d)… comparação.

1.4.No segmento “… que constituíam um selo de garantia.” (linha 5),verifica-se uma oração subor-

dinada…

a)… adverbial causal.

b)… substantiva completiva.

c)… adjetiva relativa restritiva.

d)… adverbial consecutiva.

1.5.No segmento “… confessou a José Saramago o seu desejo…” (linhas 6-7), o tipo de coesão que

se verifica, atendendo aos vocábulos sublinhados, é….

a)… interfrásica.

b)… lexical.

c)… frásica.

d)… referencial.

1.6.No segmento “«Chamá-la-emos Blimunda».” (linha 8),a forma verbal encontra-se no…

a)… condicional.

b)… imperativo.

c)… presente do indicativo.

d)… futuro do indicativo.

1.7.O adjetivo “acústico” (linha 14)encontra-se no grau…

a)… superlativo relativo de superioridade.

b)… normal.

c)… comparativo de superioridade.

d) …superlativo absoluto sintético.

2.Responde de forma correta aos itens apresentados.

2.1.Identifica o antecedente do determinante possessivo “seu” (linha 6).

2.2.Classifica sintaticamente os elementos sublinhados em “Chamá-la-emos Blimunda” (linha 8).

2.3.Indica o valor do adjetivo em “magnífico trabalho” (linha 10).

GRUPO III

Redige um texto expositivo-argumentativo, com 200 a 300 palavras, sobre a temática referida na afirmação, fundamentando o teu ponto de vista com dois argumentos e, pelo menos, um exemplo sig- nificativo.

Em Memorial do Convento, aborda-se, entre outros temas, a natureza e a condição humana. Ao mesmo tempo que se imortalizam os que lutam por uma vida melhor, faz-se uma crítica aos que se servem dos mais fracos para atingir os seus fins.

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Testes de avaliação

GRUPO I

A

Lê com atenção o texto que se segue.

Enfim o rei bate na testa, resplandece-lhe a fronte, rodeia-o o nimbo da inspiração, E se aumentásse- mos para duzentos frades o convento de Mafra, quem diz duzentos, diz quinhentos, diz mil, estou que seria uma ação de não menor grandeza que a basílica que não pode haver. O arquiteto ponderou, Mil fra- des, quinhentos frades, é muito frade, majestade, acabávamos por ter de fazer uma igreja tão grande como a de Roma, para lá poderem caber todos, Então, quantos, Digamos trezentos, e mesmo assim já vai ser pequena para eles a basílica que desenhei e está a ser construída, com muitos vagares, se me é per- mitido o reparo, Sejam trezentos, não se discute mais, é esta a minha vontade, Assim se fará, dando vossa majestade as necessárias ordens.

Foram dadas. Mas primeiro se juntaram, em outro dia, o rei com o provincial dos franciscanos da Ar- rábida, o almoxarife, e novamente o arquiteto. Ludovice levou os seus desenhos, estendeu-os sobre a mesa, explicou a planta, Aqui é a igreja, para norte e sul estas galerias e estes torreões são o palácio real, da parte de trás ficam as dependências do convento, ora, para satisfazer as ordens de sua majestade te- remos de construir, ainda mais atrás, outros corpos, há aqui um monte de pedra rija que vai ser o cabo dos trabalhos minar e rebentar, tanto nos custou já morder a falda dele para endireitar o chão. Ao ouvir que queria el-rei ampliar o convento para tão grande número de frades, de oitenta para trezentos, imagine-se, o provincial, que fora ali sem ainda saber da novidade, derrubou-se no chão dramaticamente, beijou com abundância as mãos da majestade, e enfim declarou, com a voz estrangulada, Senhor, ficai seguro de que neste mesmo momento está Deus mandando preparar novos e mais sumptuosos aposentos no seu paraíso para premiar quem na terra o engrandece e louva em pedras vivas, ficai seguro de que por cada novo tijolo que for colocado no convento de Mafra, uma oração será dita em vossa intenção, não pela sal- vação da alma, que vos está garantidíssima pelas obras, mas sim como flores da coroa com que haveis de apresentar-vos perante o supremo juiz, queira Deus que só daqui por muitos anos, para que não es- moreça a felicidade dos vossos súbditos e perdure a gratidão da igreja e ordem que sirvo e represento. D. João levantou-se da sua cadeira, beijou a mão do provincial, humildando o poder da terra ao poder do céu, e quando se tornou a sentar repetiu-se-lhe o halo em redor da cabeça, se este rei não se acautela acaba santo.

nJosé Saramago, Memorial do Convento, Lisboa, Caminho, 34.aedição, pp. 283-284

Apresenta, de forma bem estruturada, as tuas respostas aos itens que se seguem.

1. Identifica o acontecimento que motivou o diálogo apresentado no excerto.

2.Associa, a cada uma das personagens referenciadas, uma razão para a sua intervenção/alusão.

3.Comenta a atitude do provincial, realçada na sua intervenção em discurso direto nas linhas 17-23.

4. Apresenta dois aspetos reveladores da subjetividade do narrador/autor. 5 10 15 20 25 SEQUÊNCIA 4

Nome ____________________________________________________________ Turma __________Data __________

TESTE DE AVALIAÇÃO

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GRUPO II

Lê atentamente o texto.

Entrevista a José Saramago: “Voltei com naturalidade à escrita”

2008-11-05 Ana Vitória

Misto de conto e de romance, o novo livro de José Saramago estará à venda a partir desta quarta-feira. O autor chamou-lhe "A viagem do elefante". A trama, inspirada num facto histórico sobre o qual poucos detalhes são conhecidos, poderia ser contada numa ou duas páginas.

Mas a arte do ficcionista, Prémio Nobel de Literatura, transformou o episódio num excelente pre- texto para presentear os leitores com uma obra que reflete, de certo modo, o seu olhar sobre a Humani- dade, em que a ironia e o sarcasmo se combinam com compaixão solidária. Nunca é de mais referir que este livro foi escrito numa altura em que o autor, de 86 anos, se encontrava em condições de saúde muito precárias. Esteve para ser o último. O ponto de partida é o século XVI, numa altura em que o rei D. João III decidiu oferecer a seu primo, o arquiduque Maximiliano da Áustria, um elefante indiano. É a história da viagem do paquiderme, desde Belém, em Lisboa, até Viena, na Áustria, que é reinventada por Saramago.

(…)

Dedica este livro à sua mulher, Pilar, que, afirma, "não deixou que eu morresse". O amor pode salvar-nos?

Não. O amor pode muita coisa, mas não pode nada diante da morte. Claro que, quando digo "à Pilar que não deixou que eu morresse", faço-o porque, em primeiro lugar, ela, efetivamente, não queria que eu morresse. E, em segundo lugar, porque ela era um dos elementos desse grupo que me salvou a vida e de que fazem parte os dois ou três médicos que me assistiram. Portanto, ela foi um elemento-chave no pro- cesso que me arrancou a essa espécie de limbo em que eu, durante uns dias, diria até algumas semanas, permaneci. Estive entre um cá e um lá que durante algum tempo tardou a definir-se. Como estou aqui....

E a literatura, será que nos salva?

Também não. Nós é que temos sempre essa preocupação de algo que nos salve a vida, que resolva as grandes questões e, se for possível, as pequenas. A literatura não nos salva. Para mim, e tenho dito isto muitas vezes para surpresa de certas pessoas, escrever é um trabalho. Portanto, posta a questão desta maneira, a um mineiro também não é a mina que lhe salvará a vida. Bem pelo contrário.

nhttp://www.jn.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=1038732&page=-1 (texto com supressões; último acesso: 7/10/11)

1.Seleciona a única opção que permite obter uma afirmação correta.

1.1.A trama de “A viagem do elefante”

a)apresenta um acentuado fundo histórico.

b)revela os momentos difíceis da doença de José Saramago.

c)reflete uma visão pessoal do autor.

d)centra-se em episódios protagonizados pelo rei D. João III depois de receber de prenda

um elefante indiano. 5 10 15 20 B

Num texto entre 80 e 130 palavras, refere o modo como se concretiza ou verifica o aspeto acima enunciado na obra Memorial do Convento.

José Saramago é muito crítico em relação à religião, sobretudo em relação à religião institucionalizada pela Igreja Católica.

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Testes de avaliação

1.2.Com as expressões ”em primeiro lugar” (linha 14)e “em segundo lugar”(linha 15), o

enunciador pretende

a)realçar duas ideias contrárias.

b)sequencializar o seu discurso com a apresentação de dois argumentos.

c)apresentar dois exemplos para ilustrar os argumentos expostos anteriormente.

d)registar duas conclusões.

1.3.O segmento textual “Misto de conto e de romance” (linha 1)desempenha a função sintática de

a)modificador apositivo do nome. b)predicativo do sujeito.

c)sujeito. d)complemento oblíquo.

1.4.O complexo verbal “poderia ser contada” (linha 3)aponta para uma ação

a)concluída. b)em desenvolvimento.

c)provável de acontecer. d)que se realizará no futuro.

1.5.O enunciado “que eu morresse” (linhas 14-15)corresponde a uma oração subordinada

a)substantiva completiva. b)adjetiva relativa restritiva.

c)adverbial consecutiva. d)adverbial causal.

1.6.O recurso às expressões “José Saramago” (linha 1), “autor” (linha 2), “ficcionista” (linha 4) e

“Prémio Nobel da Literatura” (linha 4) contribui para a

a)coesão referencial do texto. b)coesão lexical do texto.

c)coesão frásica do texto. d)coesão interfrásica do texto.

1.7.Ao servir-se da expressão “entre um cá e um lá” (linha 18), José Saramago pretende

realçar a ideia de

a)um tempo muito longo. b) um tempo longo.

c)um tempo curto. d)alguma indefinição.

2.Responde de forma correta aos itens apresentados.

2.1.Classifica a oração “que este livro foi escrito” (linhas 6-7).

2.2.Explicita o ato ilocutório (de fala) presente no enunciado “E a literatura, será que nos salva?”

(linha 19).

2.3.Identifica a função sintática do segmento sublinhado “escrever é um trabalho” (linha 22).

GRUPO III

Na entrevista a José saramago, da qual se apresentou um excerto no Grupo II, pode ler-se o seguinte:

Num texto bem estruturado, com um mínimo de 200 e um máximo de 250 palavras, apre- senta uma reflexão sobre as condições em que, atualmente, o mundo se encontra, partindo da perspetiva assinalada por Saramago.

Fundamenta o teu ponto de vista recorrendo, no mínimo, a dois argumentos e ilustra cada um deles com, pelo menos, um exemplo significativo.

«Voltando ao livro: "somos cada vez mais os defeitos que temos e não as qualidades"? Continua com esta visão pessimista da Humanidade?

Como se pode ser otimista quando tudo isto é um estendal de sangue e lágrimas? Nem sequer vale a pena que nos ameacem com o inferno, porque inferno, já o temos. O inferno é isto.»

6

PROPOSTA DE

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