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PROFESSOR
OUTROS
PERCURSOS
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PERCURSOS
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TUGUÊS 12
POR
OANO
Índice
1– Proposta de planificação anual . . . 6
2– Grelhas de apoio para avaliação •da oralidade. . . 12
•da leitura. . . 13
•da expressão escrita. . . 14
•dos testes de avaliação. . . 15
3– Textos complementares e propostas de resolução de atividades do manual. . . 18
4– Propostas de correção dos testes de avaliação formativa do Manual. . . 21
5– Testes de avaliação. . . 27
1
PLANIFICAÇÃO
ANUAL
P e ríodos/ T empos letiv os Sequências Objetiv os* Conteúdos Competências A tividades/Estr atégias A v aliação 2 bloc os + -14 bloc os (incluindo a av aliação) (9 0 min.) Diagnose – Detetar c onhecimentos ao nív el das várias c o mpetências – P e rc ecionar dificuldades – R e alizar /desenv olv er tar ef as de r e visão/ remediação orientadas T e xtos: – líric o – dr amátic o – nar rativ o – Leitur a de te xtos – Compr eensão/ e xpr es são or al – Expr es são escrita – tipolo gias div er sas – F uncionamento da língua – R e solução das pr opostas apr esentadas par a diagnose F o rmativa – Antecipar c onteúdos a partir de indicador es vários – Determinar a intencionalidade co municativa – Adequar o discur so à situação c o municativa – Utilizar difer entes estr atégias de leitur a e escrita – R e c onhecer f o rmas de per suasão e manipulação – R e c onhecer a dimensão
estética e simbólica da língua e da imagem
– Identificar a função da imagem r elativamente ao te xto – Pr o g ramar a pr odução da escrita e da or alidade observando as f ases de planificação, e x ecução, a v aliação – Pr oduzir te xtos de difer entes matrizes discur sivas – R e fletir sobr e o papel e as re sponsabilidades dos media na f o rmação pes soal e social do indivíduo – Contactar c o m autor es do Património Cultur al P o rtuguês – T e xtos inf ormativ os div er sos – T e xtos literários – T e xtos líric os de: * F ernando P e s s oa ortónimo – o fingimento poétic o – a dor de pensar – a nostalgia da infância
*Heterónimos Alberto Caeir
o
–
a poesia das sensações
– a poesia da natur eza Ricar do R eis
– o neopaganismo – o Epicurismo e o Estoicismo Álvar
o de Campos – a V a nguar da e o sensacionismo – a abulia e o tédio F uncionamento da língua – Subor dinação – Modalidade – Coesão te xtual: le xical e r e fencial – F unções sintáticas – Modalidade Leitur a – Identificar car acterísticas dos te xtos líric os – Distinguir f actos de sentimentos e opiniões – Descr e v er e interpr etar te xtos e imagens – R elacionar te xtos c o m imagens e/ ou par ate xtos – R e c onhecer o valor e xpr es siv o e estilístic o da pontuação – R e c onhecer f o rmas de argumentação, per suasão e manipulação Compr eensão/ e x pr es são or al – Compr eender enunciados or ais – R e c onhecer a importância dos elementos linguístic os e não linguístic os na c o municação or al – Aplicar r egr as de seleção de inf ormação – Expr es sar e fundamentar opiniões pes soais Expr es são escrita – Aplicar as r egr as da te xtualidade – Pr oduzir te xtos do domínio tr ansacional e educativ o – Utilizar técnicas de c o mposição de div er sos tipos te xtuais – Utilizar c o rr etamente a orto gr afia e a pontuação Estrutur a e F uncionamento da língua – R e fletir sobr e o funcionamento da língua – Aplicar as r egr as de funcionamento da língua – Leitur a literária de te xtos líric os de F e rnando P e s s oa Ortónimo e Heterónimos – Pr eenchimento de esquemas – R e sposta a questionários de co mpr eensão/ interpr etação/ análise dos te xtos – A udição/ visualização de documentos or ais – Pr odução de te xtos or ais e escritos adequados a difer entes situações de co municação – Visionamento de
sequências fílmicas e de documentários
– Exer cícios div er sos sobr e funcionamento da língua – Observação dir eta da atenção/ concentr ação/
participação nas atividades da aula
– Compr eensão e e xpr es são escritas e orais – T e stes de a v aliação – Or alidade planificada – T rabalhos de casa – A uto e heter oa valiação
Outros Percursos | Guia do Professor
6
Pr
oposta de Planificação Anual
E S C O L A _______________________________________________________________________________________ A n o letiv o _________________
1.
o
PERÍODO
Outros Percursos…
SEQUÊNCIA 1
… com F
ernando P
es
soa ortónimo e heterónimos
* in Pr o g rama de P o
7 Planificação anual P e ríodos/ T empos letiv os Sequências Objetiv os* Conteúdos Competências A tividades/Estr atégias A v aliação + -13 bloc os (incluíndo a av aliação) (9 0 min.) – Antecipar c onteúdos a partir de indicador es vários – Determinar a intencionalidade co municativa – Adequar o discur so à situação c o municativa – Utilizar difer entes estr atégias de leitur a e escrita – R e c onhecer f o rmas de per suasão e manipulação – R e c onhecer a dimensão
estética e simbólica da língua e da imagem
– Identificar a função da imagem r elativamente ao te xto – Pr o g ramar a pr odução da escrita e da or alidade observando as f ases de planificação, e x ecução, a v aliação – Pr oduzir te xtos de difer entes matrizes discur sivas – R e c onhecer vários tipos de argumentos – Contactar c o m autor es do Património Cultur al P o rtuguês – T e xtos inf ormativ os div er sos – T e xtos Literários: • T e xtos épic os e líric os – Os Lusíadas ,
Luís de Camões – visão
global – mitificação do herói – re fle xões do poeta: críticas e c onselhos aos P o rtugueses – M ensagem , F e rnando P e s s oa – estrutur a e valor es simbólic os –
o sebastianismo e o mito do Quinto Império
– r elação interte xtual co m Os Lusíadas F uncionamento da língua – Conector es e mar cador es discur siv o s – Coesão te xtual – R e cur sos estilístic os – Subor dinação – Coor denação – F unções sintáticas – V e rbos: tempo, modo e subclas se – Clas ses de pala vr as – Modalidade – A tos de f a la – Tipos de sujeito Leitur a – Identificar car acterísticas dos te xtos épic os e líric os – Distinguir f actos de sentimentos e opiniões – Descr e v er e interpr etar te xtos e imagens – R elacionar te xtos c o m imagens e/ ou par ate xtos – R e c onhecer o valor e xpr es siv o e estilístic o da pontuação – R e c onhecer f o rmas de argumentação, per suasão e manipulação Compr eensão/ e x pr es são or al – Compr eender enunciados or ais – R e c onhecer a importância dos elementos linguístic os e não linguístic os na c o municação or al – Expr es sar e fundamentar opiniões pes soais – Aplicar r egr as de seleção de inf ormação – Organizar a inf ormação re c olhida Expr es são escrita – Aplicar as r egr as da te xtualidade – Utilizar técnicas de c o mposição de div er sos tipos te xtuais – Utilizar c o rr etamente orto gr afia e pontuação Estrutur a e F uncionamento da língua – R e fletir sobr e o funcionamento da língua – Aplicar as r egr as de funcionamento da língua – Leitur a literária de: te xtos épic os e líric os – Os Lusíadas e M ensagem de Luís de Camões e F e rnando P e s s oa, r e spetivamente – Pr eenchimento de esquemas – R e sposta a questionários de co mpr eensão/ interpr etação/ análise dos te xtos – A udição/ visualização de documentos or ais – Pr odução de te xtos or ais e escritos e xpositiv os/ argumentativ os – Visionamento de sequências fílmicas – R e alização orientada de debates – Prática do re sumo/ síntese – Leitur a c o mpar ativa de te xto icónic o e v e rbal – Exer cícios div er sos sobr e c onhecimento e xplícito da língua – Observação dir eta da atenção/ concentr ação/
participação nas atividades da aula
– Compr eensão e e xpr es são escritas e orais – T e stes de a v aliação – Or alidade planificada – T rabalhos de casa – A uto e heter oa valiação
2.
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PERÍODO
Outros Percursos…
SEQUÊNCIA 2
… com
Os Lusíadase a
Mensagem
* in Pr o g rama de P oOutros Percursos | Guia do Professor 8 P e ríodos/ T empos letiv os Sequências Objetiv os* Conteúdos Competências A tividades/Estr atégias A v aliação + -12 bloc os (incluíndo a av aliação) (9 0 min.) – Antecipar c onteúdos a partir de indícios vários – Determinar a intencionalidade co municativa – Adequar o discur so à situação c o municativa – Utilizar difer entes estr atégias de leitur a e escrita – R e c onhecer f o rmas de per suasão e manipulação – R e c onhecer a dimensão
estética e simbólica da língua e da imagem
– Identificar a função da imagem r elativamente ao te xto – Pr o g ramar a pr odução da escrita e da or alidade observando as f ases de planificação, e x ecução, a v aliação – Pr oduzir te xtos de difer entes matrizes discur sivas – R e c onhecer vários tipos de argumentos – Contactar c o m autor es do património cultur al P o rtuguês – T e xtos e xpositiv os--argumentativ os e crític os – T e xtos dr amátic os – T e xtos de T e atr o: F el izmente há luar! de Luís de St tau Monteir o: •
Categorias do modo dramátic
o • Intenção pedagógica • Par alelismo entr e o pas sado r e pr esentado e as c ondições
históricas dos anos 6
0 • Denúncia da violência e da opr es são • V a lor es da liber dade e do patriotismo • Aspetos simbólic os F uncionamento da língua – F unções sintáticas – Tipos de sujeito – A tos ilocutórios – F rases simples e fr ases c o mple xas – Subor dinação – Coesão – Pr onominalização – Deític os – V e rbos: modo, tempo e subclas ses – Clas ses de pala vr as
– Modalidade – Grupos frásic
os – Modos de r elato do discur so Leitur a – Identificar car acterísticas dos te xtos dr amátic os – Identificar elementos cénic os e o seu valor – Distinguir f actos de sentimentos e opiniões – Descr e v er e interpr etar te xtos e imagens – R elacionar te xtos c o m imagens e/ ou par ate xtos – R e c onhecer o valor e xpr es siv o e estilístic o da pontuação – R e c onhecer f o rmas de argumentação, per suasão e manipulação Compr eensão/ e x pr es são or al – Compr eender enunciados or ais – R e c onhecer a importância dos elementos linguístic os e não linguístic os na c o municação or al – Expr es sar e fundamentar opiniões pes soais – Aplicar r egr as de seleção de inf ormação – Organizar a inf ormação re c olhida Expr es são escrita – Aplicar as r egr as da te xtualidade – Utilizar técnicas de c o mposição de div er sos tipos te xtuais – Utilizar c o rr etamente orto gr afia e pontuação Estrutur a e F uncionamento da língua – R e fletir sobr e o funcionamento da língua – Aplicar as r egr as de funcionamento da língua – Leitur a literária de te xtos dr amátic os -F el izmente há luar! de Luís de St tau Monteir o – Pr eenchimento de esquemas – R e sposta a questionários de co mpr eensão/ interpr etação/ análise dos te xtos – A udição/ visualização de documentos or ais – Pr odução de te xtos or ais e escritos de natur eza div er sa – Visionamento de sequências fílmicas – R e alização orientada de debates – Prática do re sumo/ síntese – Leitur a c o mpar ativa de te xto icónic o e v e rbal – Exer cícios div er sos sobr e funcionamento da língua – Observação dir eta da atenção/ concentr ação/
participação nas atividades da aula
– Compr eensão e e xpr es são escritas e orais – T e stes de a v aliação – Or alidade planificada – T rabalhos de casa – A uto e heter oa valiação
2.
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PERÍODO (c
ont.)
Outros Percursos…
SEQUÊNCIA 3
… com
Fel
izmente há luar!
* in Pr o g rama de P o9 Planificação anual P e ríodos/ T empos letiv os Sequências Objetiv os* Conteúdos Competências A tividades/Estr atégias A v aliação + -13 bloc os (incluíndo a av aliação) (9 0 min.) – Antecipar c onteúdos a partir de indícios vários – Determinar a intencionalidade co municativa – Adequar o discur so à situação c o municativa – Utilizar difer entes estr atégias de leitur a e escrita – R e c onhecer f o rmas de per suasão e manipulação – R e c onhecer a dimensão
estética e simbólica da língua, da imagem e da caricatur
a – Identificar a função da imagem r elativamente ao te xto – Pr o g ramar a pr odução da escrita e da or alidade observando as f ases de planificação, e x ecução, a v aliação – Pr oduzir te xtos de difer entes matrizes discur sivas – R e c onhecer vários tipos de argumentos – Contactar c o m autor es do Património Cultur al P o rtuguês – T e xtos e xpositiv os--argumentativ os e crític os – T e xtos Nar rativ os – M em orial do Convento de José Sar amago • Categorias do te xto nar rativ o • Estrutur a nar rativa da obr a •
Dimensão simbólica e histórica
• Conte xto ideológic o e sociológic o • Visão crítica •
Linguagem e estilo: car
acterísticas da pr osa sar amaguiana F uncionamento da língua – F unções sintáticas – P ontuação – Pr onominalização – A tos ilocutórios – F rases simples e fr ases c o mple xas – Subor dinação – Coesão e c oerência te xtual – V e rbos: modo, tempo e subclas ses – Clas ses de pala vr as – Modalidade – Modos de r elato do discur so – Sinonímia Leitur a – Identificar car acterísticas dos te xtos nar rativ os – Distinguir f actos de sentimentos e opiniões – Descr e v er e interpr etar te xtos, imagens e caricatur as – R elacionar te xtos c o m imagens e/ ou par ate xtos – R e c onhecer o valor e xpr es siv o e estilístic o da pontuação – R e c onhecer f o rmas de argumentação, per suasão e manipulação Compr eensão/ e x pr es são or al – Compr eender enunciados or ais – R e c onhecer a importância dos elementos linguístic os e não linguístic os na c o municação or al – Expr es sar e fundamentar opiniões pes soais – Aplicar r egr as de seleção de inf ormação – Organizar a inf ormação re c olhida Expr es são escrita – Aplicar as r egr as da te xtualidade – Utilizar técnicas de c o mposição de div er sos tipos te xtuais – Utilizar c o rr etamente orto gr afia e pontuação F uncionamento da língua – R e fletir sobr e o funcionamento da língua – Aplicar as r egr as de funcionamento da língua – Leitur a literária de te xtos nar rativ os – M em orial do Convento de José Sar amago – Pr eenchimento de esquemas – R e sposta a questionários de c o mpr eensão/ interpr etação/ análise dos te xtos – A udição/ visualização de documentos or ais – Pr odução de te xtos or ais e escritos de natur eza div er sa – Visionamento de sequências fílmicas – R e alização orientada de debates – Prática do re sumo/ síntese – Leitur a c o mpar ativa de te xto icónic o e v e rbal – Exer cícios div er sos sobr e funcionamento da língua – Observação dir eta da atenção/ concentr ação/
participação nas atividades da aula
– Compr eensão e e xpr es são escritas e orais – T e stes de a v aliação – Or alidade planificada – T rabalhos de casa – A uto e heter oa valiação * in Pr o g rama de P o
rtuguês do Ensino Secundário
3.
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PERÍODO
Outros Percursos…
SEQUÊNCIA 4
… com
Mem
orial do Convento
2
GRELHAS
PARA A
AVALIAÇÃO
Outros Percursos | Guia do Professor 12 GRELHA P A RA A V ALIAÇÃO D A ORALID ADE ES C O L A ________________________________________________ Ano ____________ T u rma ____________ Ano Letiv o ___________________ Identificação do aluno Domínios/Ár eas Apr eciação global N. o Nome P e rtinência do tema/ c onteúdo/ as sunto Planificação da e x posição Motivação/inter ação públic o alv o Ritmo/ dicção/ tom de v o z P o stur a Conteúdo Coerência das ideias Expr es são gr amatical 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 Escala: Insuf. ( 0 -9 ) Suf. (10-13) B om (14-17) M.B. (18-2 0 )
13 GRELHAS DE APOIO Identificação do aluno Domínios A v aliação final N. o Nome Dicção T om de v o z
Articulação das palavr
as Ritmo R e speito pela pontuação/ acentuação 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 GRELHA P A RA A V ALIAÇÃO D A LEITURA ES C O L A ________________________________________________ Ano ____________ T u rma ____________ Ano Letiv o ___________________ Escala: Insuf. ( 0 -9 ) Suf. (10-13) B om (14-17) M.B. (18-2 0 )
Outros Percursos | Guia do Professor 14 Identificação do aluno Domínios A v aliação final N. o Nome Conteúdo (30 pontos) Fo rm a (2 0 pontos) Apr esentação das ideias (10 pontos) P e rtinência da inf ormação (10 pontos) Coerência e c oesão te xtual (10 pontos) Estrutur ação do discur so (8 pontos) V a riedade/ riqueza le xical (6 pontos) Cor reção linguística (sintaxe, orto gr afia, pontuação) (6 pontos) 50 pontos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 GRELHA P A RA A V ALIAÇÃO D A EXP RE S SÃO E S CRIT A ES C O L A ________________________________________________ Ano ____________ T u rma ____________ Ano Letiv o ___________________
Grupo I Grupo II Grupo III Questões 1. 2. 3. 4. Subtotal B Subtotal 1 2 3 4 5 6 7 Subtotal 8 Subtotal Subtotal T otal C F C F C F C F C F C F Cotações 70 18 12 30 5 5 5 5 5 5 5 35 15 50 30 20 50 20 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 GRELHA P A RA A V ALIAÇÃO DE TE S T E S DE A V ALIAÇÃO ES C O L A ________________________________________________ Ano ____________ T u rma ____________ Ano Letiv o ___________________ 15 Grelhas de Apoio
3
TEXTOS
COMPLEMENTARES
E PROPOSTAS
DE RESOLUÇÃO
DE ATIVIDADES
DO MANUAL
18 Outros Percursos | Guia do Professor
SEQUÊNCIA 1
SEQUÊNCIA 2
Do impacto do futurismo italiano, da sua enorme força, ao mesmo tempo destruidora e construtiva, o que foi recebido, assimilado, no campo literário, em Portugal, o que foi recusado, modificado, transposto? A ques-tão é muito vasta, e não cabe tentar aqui mais do que uma breve perspetivação de alguns aspetos.
O futurismo na literatura portuguesa é parte integrante do movimento modernista da geração de Sá-Car-neiro, Pessoa e Almada – da geração que em 1915 se reúne em torno do Orpheu; como escreve Jacinto do Prado Coelho, o modernismo liga-se a uma tendência inovadora autóctone (…), mas é a literatura europeia da vanguarda que lhe dá impulso e inspiração decisivos. Apreendendo desta elementos e características funda-mentais, não deixa contudo de afirmar-se de modo especificamente nacional. (…)
Tal como as vanguardas europeias e, de modo muito particular, o futurismo, se rebelam contra a tradição – simbolista, parnasiana, decadentista – também entre nós o modernismo rompe com a tradição simbolista e decadentista e, de um modo especialmente agressivo, com o saudosismo de A Águia. No entanto – o que é uma diferença significativa – o modernismo português revela uma dupla tendência: se por um lado se abre às novas estéticas, mantém por outro lado uma linha a que poderemos chamar decadentista, através da qual se conti-nua a herança do passado. Não há, assim, unidade em nenhuma das revistas da primeira geração modernista, antes coexistem em todas elas duas tendências, na verdade antagónicas.
nPortugal Futurista, 3.aedição Facsimilada, (Teolinda Gersão), Lisboa, Contexto Editora, p. xxv
FUNCIONAMENTO DA LÍNGUA (pág. 35)
7. Esta reflexão é sobre o poder do ouro, do dinheiro, que transforma em inimigos os amigos, corrompe os mais puros, transforma os reis em tiranos, e, até, os sacerdotes se deixam influenciar pelo seu poder.
LEITURA (pág. 127)
Mudança de registo
Elenunca fez senão sonhar. Tem sido esse, e esse apenas, o sentido da sua vida. Nunca teve outra preo-cupação verdadeira senão a sua vida interior. As maiores dores da sua vida esbatem-se-me quando, abrindo a janela para dentro de si, pôde esquecer-se na visão do seu movimento.
Nunca pretendeu ser senão um sonhador. A quem lhe falou de viver nunca prestou atenção. Pertenceu sempre ao que não está onde está e ao que nunca pôde ser. […] À vida nunca pediu senão que passasse por
elesem que ele a sentisse. Do amor apenas exigiu que nunca deixasse de ser um sonho longínquo. Nas suas próprias paisagens interiores, irreais todas elas, foi sempre o longínquo que o atraiu, e os aquedutos que se es-fumavam – quase na distância das suas paisagens sonhadas, tinham uma doçura de sonho em relação às ou-tras partes da paisagem – uma doçura que fazia com que ele as pudesse amar.
A sua mania de criar um mundo falso acompanha-o ainda, e só na morte o abandonará. […] Tem um mundo de amigos dentro dele, com vidas próprias, reais, definidas e imperfeitas.
Alguns passam dificuldades, outros têm uma vida boémia, pitoresca e humilde. Há outros que são caixei-ros-viajantes (poder sonhar-se caixeiro-viajante foi sempre uma das suas grandes ambições – irrealizável in-felizmente!). Outros moram em aldeias e vilas lá para as fronteiras de um Portugal dentro de si; vêm à cidade, onde por acaso os encontra e reconhece, abrindo-lhes os braços numa atracção… E quando sonha isto, pas-seando no seu quarto, falando alto, gesticulando… quando sonha isto, e se visiono encontrando-os, todo ele
se alegra, se realiza, se pula, brilham-lhe os olhos, abre os braços e tem uma felicidade enorme, real.
19
Documentos de apoio às atividades do manual
1.1. A afirmação anterior refere-se ao poema pessoano "D. Dinis".
1.2. Em ambos os textos se faz referência à atividade literária de D. Dinis: no poema pessoano através da refer-ência ao cantar de amigo, no camoniano pelo destaque dado ao ofício de Minerva. Todavia, só na estân-cia 96 de Camões se refere a atividade legislativa do rei.
1.3. As constituições e as leis da responsabilidade do monarca.
1.4. “Fez primeiro em Coimbra exercitar-se/O valeroso ofício de Minerva”.
1.5. Afonso IV é apresentado como pouco obediente, embora fosse forte e excelente (ver dois últimos ver-sos da estância 97).
INTERTEXTUALIDADE (pág. 151)
6. Há 3 estrofes com 9 versos (múltiplo de 3), o último verso de cada estrofe tem 6 sílabas métricas, além disso, o monstro roda 3 vezes e o homem do leme ergue 3 vezes as mãos do leme e 3 vezes as repreende.
7. O discurso final do homem do leme ocupa 6 versos que, para além de sugerir a determinação crescente, se associa ao misticismo, dado tratar-se de um múltiplo de 3.
LEITURA (pág. 157)
1.a) “Ó mar anterior a nós” – vocativo; “teus medos” – sujeito; “coral e praias e arvoredos” – complemento directo.
b) “O sonho” – sujeito; “ver as formas invisíveis” – predicativo do sujeito.
2. “Quando a nau se aproxima” – subordinada adverbial temporal; “ergue-se a encosta” – subordinante.
FUNCIONAMENTO DA LÍNGUA (pág. 155)
1.1.A. Estâncias 6/7/8.
É feita uma caracterização do rei - jovem, ainda, mas garante da independência e esperança da continua-ção, e do alargamento, do reino e da fé, por vontade de Deus.
B. 1.aestrofe – referência à “loucura”, ao desejo de grandeza; à vontade de cumprir um sonho, ainda que com perda da própria vida: o rei foi em busca da tarefa que Deus lhe confiou e perdeu a vida.
Embora Pessoa evoque o mito Sebastianista, nesta primeira parte, D. Sebastião é a última figura histórica a ser referida, simbolizando o esforço e o heroísmo.
INTERTEXTUALIDADE (pág. 153)
ORALIDADE – COMPREENSÃO
SEQUÊNCIA 3
O autor e a obra (pág. 175)
Luís Infante de Lacerda Sttau Monteiro nasceu no dia 03/04/1926 em Lisboa e faleceu no dia 23/07/1993 na mesma cidade. Partiu para Londres com dez anos de idade, acompanhando o pai que exercia as funções de embaixador de Portugal. Regressa a Portugal em 1943, no momento em que o pai é demitido do cargo por
20 Outros Percursos | Guia do Professor
“Exílio”, cantado por Luís Cília e da autoria de Manuel Alegre Venho dizer-vos que não tenho medo
A verdade é mais forte do que as algemas, Venho dizer-vos que não há degredo Quando se traz a alma cheia de poemas. Pode ser uma ilha ou uma prisão Em qualquer lado eu estou presente, Tomo o navio da canção
E vou direto ao coração de toda a gente.
ORALIDADE (pág. 197)
Texto complementar – A lenda do General sem Medo
Nenhum nome simboliza tanto a oposição a Salazar como o de Humberto Delgado. A «cavalgada fantástica» foi há meio século.
Nascido em 1906, Delgado fora de início um entusiasta do regime salazarista, tornando-se gradualmente crítico. Afastado para a aeronáutica civil, foi um dos fundadores da TAP. Colocado nos EUA entre 1952 e 1957, como chefe da missão militar portuguesa em Washington, contactou aí com o dia a dia de um país regido por instituições democráticas e teve a ideia simples mas impensável de transportar esse modelo para Portugal. Já numa atitude de confronto com o regime, quando vinha de licença visitava na cadeia Henrique Galvão, outro militar que transitara para a oposição.
Regressado do seu posto americano, Delgado apresentou-se como candidato independente às presiden-ciais de 1958, em despique com o almirante Américo Tomás, designado pelo ditador para «render» Craveiro Lopes, que entrara em linha de colisão com certas facetas da ditadura. E eis que abanou a massa aparente-mente amorfa dos portugueses quando, a 10 de maio, em Lisboa, na conferência de imprensa do Café Chave d’Ouro, respondeu a um jornalista francês que lhe perguntava o que faria ao Presidente do Conselho se fosse eleito: «Obviamente, demito-o».
Depois desta promessa firme, seria ingenuidade pensar na vitória num país em que a imprensa era censu-rada e a oposição não tinha voz – sem máquina política ao seu dispor, sem boletins de voto (os eleitores tinham de obtê-los, pois não estavam à disposição nas mesas), sem garantias de isenção na contagem dos sufrágios, com a PIDE e as outras polícias a persegui-lo e a reprimir os apoiantes.
Mas foi como se Portugal inteiro perdesse o medo. Nessa campanha eleitoral de um mês, Delgado per-correu o País e em toda a parte era acolhido em delírio. Ficou célebre a receção no Porto, a 15 de maio, por uma multidão de 200 mil pessoas que enchia toda a Baixa. No regresso a Lisboa era aguardado por muitos milha-res em Santa Apolónia, mas a intervenção policial impediu que a receção se transformasse numa grande ma-nifestação. O mesmo viria a suceder dois dias depois, junto ao Liceu Camões.
nVisão, 5 de junho de 2008
Salazar. Licenciou-se em Direito em Lisboa, exercendo a advocacia por pouco tempo. Parte novamente para Londres, tornando-se condutor de Fórmula 2. Regressa a Portugal e colabora em várias publicações, desta-cando-se a revista Almanaque e o suplemento "A Mosca" do Diário de Lisboa, e cria a secção Guidinha no mesmo jornal. Em 1961, publicou a peça de teatro Felizmente Há Luar, distinguida com o Grande Prémio de Teatro, tendo sido proibida pela censura a sua representação. Só viria a ser representada em 1978 no Teatro Nacional. Foram vendidos 160 mil exemplares da peça, resultando num êxito estrondoso. Foi preso em 1967 pela Pide após a publicação das peças de teatro A Guerra Santa e A Estátua, sátiras que criticavam a ditadura e a guerra colonial. Em 1971, com Artur Ramos, adaptou ao teatro o romance de Eça de Queirós A Relíquia, re-presentada no Teatro Maria Matos. Escreveu o romance inédito Agarra o Verão, Guida, Agarra o Verão, adap-tada como novela televisiva em 1982 com o título Chuva na Areia.
A obra inicia com os populares pelo chão e andrajosamente vestidos, ganhando destaque Manuel, o qual caracteriza na sua intervenção a situação política e social do país.
Na conversa entre os populares surge o general como potencial libertador e transformador da situação. Mas, enquanto o Antigo Soldado o elogia, Vicente chama os presentes à razão, fazendo-lhes ver que os ricos des-prezam os pobres. Todavia, este é interrompido pelos polícias que trazem ordem de o levar à presença do go-vernador, sabendo-se que fora D. Miguel quem o quis ajudar em troca da vigilância da casa de Gomes Freire. Entretanto, mais dois denunciantes surgem com o objetivo de colaborarem com os governadores na pri-são do chefe da conjura e, rapidamente, os três delatores avançam com o nome do general Gomes Freire de Andrade que, convindo aos governadores, vai ser preso em S. Julião da Barra.
O acto II inicia com a confirmação da prisão do general e nele assiste-se às diligências de Matilde para li-bertar e poupar a vida do companheiro, dirigindo-se a Beresford, a D. Miguel, que não a recebe, chamando-lhe amante de traidores, e, finalmente, esta dirige-se ao principal Sousa.
Depois de movidos todos os esforços, Matilde acaba por se convencer da incapacidade de alterar a situa-ção e, já consciente do perigo que Gomes Freire representava para os governadores, vai vestir a sua saia verde, comprada em Paris com a venda de duas medalhas, para assistir, conjuntamente com Sousa Falcão, amigo de ambos, à morte do homem que todos admiravam mas que ninguém conseguiu libertar.
(255 palavras)
21
Documentos de apoio às atividades do manual
ORALIDADE (pág. 212)
ESCRITA (pág. 211)
Datas
1889
Acontecimentos
Nascimento de Salazar a 28 de abril na aldeia do Vimieiro
1899 Realização do exame de instrução primária
1900 Ingresso no seminário
1910 Inscrição no curso de direito na Universidade de Coimbra
1916 Desempenho da atividade de professor na UC
1917 Obtenção do grau de doutor em direito pela faculdade de Coimbra
1921 Eleição como deputado pelo Centro Católico
1926 Controlo do país por parte dos militares que convidam Salazar a integrar o governo
1928 Convite de Vicente de Freitas a Salazar para que este assuma o cargo de ministro das finanças
1936 Explosão do conflito em Espanha e apoio de Salazar a Franco
1939 Franco vence a guerra civil espanhola
1940 Auge do poder da Alemanha nazi e neutralidade de Portugal e de Espanha
1952 Presença de Humberto Delgado em Lisboa
1954 Eclosão do movimento anticolonial
1958 Decurso de eleições presidenciais
1959 Golpe da Sé
1966 Inauguração da Ponte de Salazar
1968 Acidente vascular cerebral atinge Salazar e afasta-o do poder. Marcelo Caetano assume o cargo de presidente do Conselho.
1970 Morte de António de Oliveira Salazar
22 Outros Percursos | Guia do Professor
ORALIDADE (pág. 237)
SEQUÊNCIA 4
o que facilitou o desenvolvimento da monarquia absoluta, nunca tendo reunido as cortes.
D. João V, o rei magnânimo, impulsionou
as artes
Promoveu, ainda,
Mobiliário; Arquitetura;
Ourivesaria; Convento de Mafra; Aqueduto das águas livres
beneficiou, economicamente, da vinda do ouro do Brasil,
o que lhe permitiu desenvolver a arquitetura e a economia com a construção de: igrejas, capelas, palácios e mansões mas também manufatura e navios,
incrementando a estética barroca.
Segundo Isabel Alçada, o rei aproveitou a riqueza que ia chegando do Brasil para investir em obras que ficaram até aos nossos dias. na corte, o desenvolvimento da literatura e da música. no reino, o desenvolvimento de áreas como o ensino, a literatura e a cirurgia.
4
PROPOSTAS
DE CORREÇÃO
DOS TESTES
DE AVALIAÇÃO
FORMATIVA
(MANUAL)
GRUPO I
A
1. Na primeira estrofe regista-se que “Cai chuva. É noite.
Uma pequena brisa, / Substitui o calor” e salienta-se o facto de o “luzir” ser melhor para alcançar alguma felici-dade. Contudo, ao longo das restantes estrofes, a reflexão do sujeito poético sobre a vida, e a sua em particular, vai-se devai-senvolvendo, ao ponto de na última vai-se obvai-servar já uma mudança no tempo climatérico, registando-se que a “pequena brisa” dera lugar a uma noite fria e ao crescendo da chuva, tal como se verifica em “E a chuva cresce / Na noite agora fria”.
2. A vida, para o “eu poético”, é um espaço onde o sonho se
impõe e fá-lo ter dó de si mesmo. O modo como o “eu” perceciona a vida é depois explicitado nas estrofes se-guintes, utilizando um conjunto de adjetivos que fazem antever a sua inutilidade, atendendo a que a considera “extensa, leve, inútil passageira” que lhe faculta apenas a “ilusão do sonho” onde a sua “vida jaz”. Afirma ainda que é um “Barco indelével pelo espaço da alma”, que não lhe dá a tão desejada calma e lhe dificulta uma verdadeira vi-vência.
3. Os versos que ilustram a impossibilidade de o sujeito
poético atingir a calma situam-se na penúltima estrofe, mais precisamente nos dois últimos versos (“Da eterna ausência da ansiada calma, /Final do inútil bem.”), onde reconhece desejar a tal calma que acaba por se transfor-mar num “inútil bem”, uma vez que esse desejo não chega a concretizar-se.
4. Entre os vários recursos estilísticos presentes no texto,
pode destacar-se a adjetivação expressiva, usada para caracterizar o modo como o sujeito poético vê a vida, re-correndo à adjetivação múltipla na terceira estrofe (“Ex-tensa, leve, inútil”), antepondo-a ao nome a que se reporta, sugerindo a sua valorização e preocupação principais. Uma outra figura presente é a metáfora, por exemplo, em “Barco indelével pelo espaço da alma”, destacando o modo como o “eu lírico” perceciona e encara a vida.
B
A afirmação de João Gaspar Simões releva a natureza in-telectual de Fernando Pessoa, aquele que perpetuamente submeteu a emoção à razão.
Com efeito, o poeta expressa várias dicotomias em mui-tos dos seus poemas e as palavras do autor supracitado remetem para as dualidades que mais se evidenciam na poe-sia do ortónimo. Veja-se, por exemplo, o poema “Autopsico-grafia” que explicita a teoria da sinceridade/fingimento, ou seja, o sentir e o “inteligir” respetivamente referidos. O mesmo se passa em “Isto”, poema onde o sujeito poético afirma sentir com a imaginação, não usando o coração, afir-mações que confirmam a supremacia da inteligência refe-rida por Gaspar Simões.
No fundo, e perante a sistemática apologia do pensar, pode concluir-se que as palavras da citação caracterizam na perfeição a natureza intelectual deste poeta português.
(128 palavras)
GRUPO II
1.1C; 1.2D; 1.3C; 1.4A; 1.5C; 1.6A; 1.7C.
2.
2.1O grupo “manobras de guerra” desempenha a função
sin-tática de complemento oblíquo.
2.2Trata-se de uma oração subordinada adjetiva relativa
restritiva.
2.3O antecedente do pronome pessoal “o” é o “exército de
Welligton”.
GRUPO III
O texto produzido é avaliado mediante: – a obediência às instruções dadas;
– a correção escrita (ortografia, sintaxe, pontuação, sele-ção vocabular e coerência na articulasele-ção dos parágrafos); – o cumprimento do limite de palavras.
SEQUÊNCIA 1 – Fernando Pessoa ortónimo
Outros Percursos | Guia do Professor
GRUPO I
A
1. O desejo de o sujeito poético endoidecer deveras
pren-de-se com o seu estado de alma: uma angústia, que, nas suas palavras, o domina há muito tempo (“Esta velha an-gústia”/ “esta angústia que trago há séculos em mim”) e que o atormenta, que o invade como se lhe “amachu-casse” a alma (“a fazer-me pregas na alma”) e que quase o impede de viver (“mal sei como conduzir-me na vida”). Esta angústia enraíza-se ainda na consciência da loucura (“lúcido e louco”).
2. A indefinição de sentimentos do “eu lírico” é visível na
segunda estrofe e pode comprovar-se através das hesi-tações expressas nas frases inacabadas (“é este estar entre, / Este quase, / Este poder ser que...,”), nas repeti-ções do anafórico “este” e no pronome “isto”, revelando a dúvida, a impaciência, mas também a impossibilidade de nomear o que sente ou lhe vai na alma. Esta indefini-ção pode, ainda, ser comprovada nos oxímoros da ter-ceira estrofe (“lúcido e louco”, “alheio a tudo e igual a todos”), ou no conclusivo “estou assim…”, revelador da dolência do sujeito poético.
3. As interrogações da quarta estrofe pretendem
estabele-cer uma oposição entre o passado e o presente. O “eu”, dirigindo-se à “velha casa” da sua infância, opõe a alegria e a felicidade do passado, condensadas no adjetivo “pro-vinciano”, ao desassossego e à loucura do adulto em que se tornou. Revelam ainda que, apesar de um certo des-conhecimento de si próprio, tem consciência das dife-renças entre o ser que é e o ser que foi outrora.
4. Essa ânsia do sujeito poético é a única esperança para a
dor e o desespero que o angustiam e que inundam e des-troem o seu fragilizado coração (“Estala, coração de vidro pintado!”). A consciência que tem de si leva-o a desejar a crença numa força qualquer que lhe pudesse atenuar o sofrimento, ainda que fosse, “um manipanso qualquer”.
B
A obra sensacionista do “mestre” baseia-se na ideia de que a realidade é diferente a cada instante e que, por isso mesmo, só o presente importa.
Nesta perspetiva, privilegia o que pode ver ou ouvir, pois estes sentidos permitem-lhe não só a perceção da realidade objetiva, sem necessitar de explicações intelectuais ou me-tafísicas, mas também uma plena comunhão com ela.
Tendo consciência de que “pensar é estar doente dos olhos”, recusa o pensamento e a ideia de refletir sobre as coisas para lhe desvendar um sentido oculto, afirmando mesmo “eu não tenho filosofia: tenho sentidos”.
Segundo ele, a Natureza não foi feita para se pensar, pois o pensamento deturpa a realidade e é necessário manter “o pasmo essencial”. (120 palavras)
GRUPO II
1. 1.1d); 1.2b); 1.3k); 1.4a); 1.5f). 2.2.1Transitivo direto e indireto;
2.2“a autora de ‘O misterioso caso de Styles’”, sujeito simples;
2.3Descreve à mãe os locais exóticos;
2.4Referencial;
2.5“Porém, Mathew Prichard, filho de Rosalind, realça
tam-bém…”
GRUPO III
O texto produzido é avaliado mediante: – a obediência às instruções dadas;
– a correção escrita (ortografia, sintaxe, pontuação, seleção vocabular e coerência na articulação dos parágrafos); – o cumprimento do limite de palavras.
SEQUÊNCIA 1 – Fernando Pessoa – Heterónimos
26 Outros Percursos | Guia do Professor
GRUPO I
A
1. O caráter apelativo destas estâncias verifica-se na
utili-zação de tempos verbais no imperativo (“olhai”, “favore-cei”, “tende”, “fazei” e “tomai”), que originam frases imperativas, características da função apelativa da lin-guagem. Observa-se, ainda, a existência clara de um re-cetor, por exemplo no primeiro verso das estâncias 148 e 152.
2. O recetor da mensagem do poeta é o Rei D. Sebastião,
contemporâneo do poeta e da publicação da obra e a quem ela foi dedicada. São para ele, também, as palavras finais do canto X, que constituem uma exortação.
3. Segundo as palavras do poeta, os lusitanos são bravos,
encaram todos os desafios de frente e de forma alegre. Não recuam perante os perigos. Afirma ainda que são ex-perientes e obedecem ao seu rei. Podem comprovar-se estas afirmações através das expressões: “Olhai que ledos vão / Quais rompentes leões e bravos touros, / Dando os corpos a fomes e vigias, / A ferro, a fogo, a setas e pilouros,”; “Por vos servir, a tudo aparelhados; De vós tão longe, sempre obedientes”.
4. A repetição anafórica presente nos versos 4 a 8 tem
como função enfatizar e destacar a enumeração dos di-ferentes perigos a que os portugueses foram sujeitos, realçando a quantidade e a intensidade.
5. O poeta aconselha o rei a olhar atentamente para os
Por-tugueses, a beneficiá-los com a sua bondade, a protegê--los de duras leis, a admiráprotegê--los e a louvar os seus nomes: “Favorecei-os logo, e alegrai-os / Com a presença e leda humanidade; / De rigorosas leis desaliviai-os”;” Todos favorecei em seus ofícios, / Segundo tem das vidas o talento;”; “Os Cavaleiros tende em muita estima,”.
B
Em Os Lusíadas, Camões, servindo-se da voz de Vasco da Gama, entre outras, relata diversos momentos da Histó-ria nacional, os seus protagonistas e as repercussões que tiveram.
Contudo, a par da grandiosidade épica destes relatos, o poeta recorre a entidades simbólicas que protagonizam acontecimentos reveladores da transcendência e imortali-dade dos lusitanos. Este aspeto é visível no episódio do Ada-mastor, que personifica os medos e os riscos a que os portugueses se expuseram, aventurando-se pelo “salso ar-gento”, valorizando as suas qualidades e génio. Poderá re-ferir-se também a figura de Baco que tenta impedir os portugueses de concretizar os seus intentos.
Na realidade, são vários os episódios que atestam a su-perioridade humana, sobrepondo-se mesmo à dos deuses.
(124 palavras)
GRUPO II
1.1B; 1.2B; 1.3A; 1.4D; 1.5C; 1.6B; 1.7A
2.1Complemento direto.
2.2Conjunção completiva.
2.3Modalidade epistémica, com valor de certeza.
GRUPO III
O texto produzido é avaliado mediante: – a obediência às instruções dadas;
– a correção escrita (ortografia, sintaxe, pontuação, seleção vocabular e coerência na articulação dos parágrafos); – o cumprimento do limite de palavras.
Propostas de Correção dos testes de Avaliação Formativa 27
GRUPO I
A
1. O poema tem como tema o apelo ao Mestre da Paz, para
que venha reerguer a pátria e desenvolve-se de forma li-near, dado que a primeira estrofe funciona como introdu-ção, onde se endereça o pedido àquele que no momento jaz adormecido, inconsciente, ainda, do destino que lhe está reservado. Na segunda estrofe, o apelo continua e co-meçam a desvendar-se as razões que lhe estão subjacen-tes: a pátria espera que “ele” a venha erguer, isto é, o povo sofredor exige dele a “suprema prova”, que o fará atingir a “Eucaristia Nova”, ou seja, a glória de outrora, a projeção da nação. Na última estrofe, a exortação ao “Mestre da Paz” prossegue, mas aqui é percetível a recompensa re-servada ao “Galaaz” que usou a espada ungida, cuja “luz” permitirá à nação revelar-se.
2. O tom exortativo estende-se por todo o poema,
tradu-zindo a angústia e a aflição do sujeito poético que, atra-vés das apóstrofes e do imperativo, reclama a presença do predestinado (D. Sebastião), de modo a que a glória do povo português possa ser restabelecida e a nação saia do estado de inércia em que se encontra.
3. O apelo é sucessivamente feito a alguém que jaz
“re-moto” no “fundo do não-ser” e que vai, aos poucos, ser desvendado, ainda que metaforicamente, como sendo um “Galaaz com pátria”, o “Mestre da Paz”, caracterizado, primeiro, como alguém que foi esquecido, que deixou de ser, mas que ainda tem pátria e que, por isso, deve pre-parar-se para o seu “novo fado” – o de ultrapassar a su-prema prova. Para isso, pode contar com o “gládio ungido”, que na sua mão funcionará como “Luz” para o “mundo dividido”. Parece pois possível antever-se, neste Galaaz, a figura lendária de D. Sebastião, desaparecido em Alcácer-Quibir.
4. O apelo resulta não só do estado decadente da nação mas
também porque o povo português continuava a depositar
a sua fé, a sua esperança, em D. Sebastião, vendo nele o salvador, o redentor da pátria adormecida, apenas en-volta em glórias antigas, que urgia recuperar.
B
Nos poemas da terceira parte sobressai um tom melancó-lico que se deve ao estado em que se encontrava a nação portuguesa, envolta no marasmo e na estagnação, necessi-tando de se reconfortar em mitos como o do sebastianismo e o do Quinto Império.
Em alguns textos, o rei desaparecido, mesmo que apelidado de Encoberto, é visto como o guia, aquele que será capaz de revitalizar a força espiritual dos portugueses, de modo a que a chama, que se ateara no tempo das descobertas, fosse no-vamente avivada, fazendo Portugal recuperar a fama outrora alcançada, através da construção do “Quinto Império”, que seria superior ao anterior, porque pertenceria ao domínio cultural e espiritual.
Sendo assim, é fácil perceber-se o tom ora triste ora exor-tativo que percorre os textos da terceira parte da Mensagem.
(128 palavras).
GRUPO II
1.1B; 1.2A; 1.3D; 1.4C; 1.5B; 1.6C; 1.7A
2.1Ato ilocutório expressivo.
2.2Oração subordinada adjetiva relativa restritiva.
2.3Futuro do indicativo, conjugado pronominalmente.
GRUPO III
O texto produzido é avaliado mediante: – a obediência às instruções dadas;
– a correção escrita (ortografia, sintaxe, pontuação, seleção vocabular e coerência na articulação dos parágrafos); – o cumprimento do limite de palavras.
Outros Percursos | Guia do Professor
28
GRUPO I
A
1. Insere-se no ato I, depois de Vicente ter sido chamado
pelos dois polícias à presença de D. Miguel e ser incum-bido de vigiar a casa de Gomes Freire de Andrade.
2. Vicente vai assumir o papel de delator a troco da sua
as-censão social, atitude criticável, uma vez que será capaz de trair os da sua classe e abdicar dos seus próprios ideais por dinheiro ou outras razões materiais.
3. O principal Sousa pretende dizer que Vicente deverá
in-formá-los acerca de todos aqueles que contestam o poder instituído (as tais ovelhas tresmalhadas, as que fogem do rebanho) e que buscam um novo modelo so-cial, onde o rei e a igreja não assumem a supremacia.
4. Vicente afirma que a atitude que vai tomar não pode ser
lida como sinónimo de traição mas antes como amor à Pátria. Além disso, o facto de ser apoiado pelo represen-tante da Igreja vem confirmar o seu papel de auxiliador do rei, da pátria e do clero.
B
Gomes Freire de Andrade pode ser considerado o prota-gonista porque, embora nunca apareça fisicamente, é evo-cado por personagens pertencentes a grupos sociais distintos.
Na realidade, o general é evocado quer pelos governado-res quer pelos populagovernado-res, apesar de o elogio surgir funda-mentalmente no grupo dos mais desfavorecidos e em particular pela boca do Antigo Soldado, de Manuel e dos po-pulares, ou seja, todos aqueles que viam nele a hipótese de uma viragem política. Por outro lado, os regentes reconhe-cem o seu prestígio e, como tal, veem nele uma ameaça ao poder que detinham, restando-lhes apenas a hipótese de o silenciar para o poderem preservar.
Odiado por uns e idolatrado por outros, a verdade é que ambas as atitudes confirmam a superioridade de Gomes Freire de Andrade.
(125 palavras)
GRUPO II
1.1C; 1.2B; 1.3D; 1.4A; 1.5C; 1.6D; 1.7A
2.1Complemento indireto.
2.2Modalidade epistémica com valor de certeza.
2.3“que estalava por vezes as traves da minha cabeça.”
-subordinada adjetiva relativa restritiva.
GRUPO III
O texto produzido é avaliado mediante: – a obediência às instruções dadas;
– a correção escrita (ortografia, sintaxe, pontuação, seleção vocabular e coerência na articulação dos parágrafos); – o cumprimento do limite de palavras.
29
Propostas de Correção dos testes de Avaliação Formativa
GRUPO I
A
1.1 A ação narrada neste excerto decorre na abegoaria,
quando Padre Bartolomeu leva Scarlatti a S. Sebastião da Pedreira para lhe mostrar a construção da passarola. Este momento vai ter repercussões no desenrolar da nar-rativa, uma vez que a amizade que vai unir o músico, a vi-dente e o ex-soldado vai possibilitar, quando Blimunda adoece após a recolha de vontades, a Scarlatti e à sua música, a recuperação da vidente.
1.2Padre Bartolomeu afirma, sem o dizer claramente, que
havia descoberto o modo de fazer elevar a passarola (as vontades humanas), mas que para a busca, a recolha e a preservação das vontades seriam necessários o esforço e a união dos três.
1.3Ao afirmar que Blimunda era a parte não terrenal da
tríade, considerando-a o espírito, isto é, a alma, o padre Bartolomeu refere-se à sua capacidade de “ver por den-tro”, descobrindo no interior humano a sua verdadeira essência. Ela é a única que poderá ver o bem e o mal, o certo e o errado, o puro e o podre.
1.4Baltasar revela alguma rispidez, aspeto que se relaciona
com o seu estatuto social e força física, podendo todavia, percecionar-se também uma pontinha de ciúme, no en-tanto, demonstra frontidão ao encetar o trabalho que lhe foi incumbido.
1.5A música do maestro italiano é um “aliado” de Baltasar e
de Blimunda na construção da passarola, uma vez que, com a concordância de todos, Scarlatti passou a visitar regularmente a abegoaria e tocava o cravo enquanto a vidente e o antigo soldado trabalhavam. Em segundo lugar, ao contribuir para a recuperação de Blimunda, ga-rante o voo da passarola. Assim, quer a música quer a passarola são vistas como reflexos da determinação do Homem e símbolos de harmonia, sonho e evasão.
B
Por um lado, a rainha mostra-se submissa, sem querer nem poder. É retratada ironicamente e a sua única função é procriar. Espera pacientemente, num casamento sem amor, um encontro pré-marcado com o rei. Vive uma extrema de-voção, sem se questionar, o que a obriga a rezar após os en-contros amorosos ou a penitenciar-se pelas fantasias com D. Francisco.
Opostamente, surge Blimunda, cujos olhos mostram as verdades do espírito e do corpo. Com Baltasar vive um amor intenso e sensual, livre de amarras. A ela cabe uma parte importante na construção da passarola – recolher as vonta-des – e algumas reflexões filosóficas, por exemplo, sobre religião, quando a vidente se interroga, desiludindo-se, com o interior da hóstia, mostrando-se uma mulher inteligente.
Assim, opõem-se passividade e indiferença a sensuali-dade e perfeição.
(130 palavras).
GRUPO II
1.1B; 1.2C; 1.3B; 1.4A; 1.5D;
2.1Inserção numa oração subordinada adverbial causal e
forma negativa.
2.2Nulo subentendido.
2.3Vendo-o – coesão referencial; concentrado no – coesão
frásica; e julgando – coesão interfrásica.
2.4Predicativo do sujeito.
2.5Modalidade epistémica, com valor de possibilidade.
GRUPO III
O texto produzido é avaliado mediante: – a obediência às instruções dadas;
– a correção escrita (ortografia, sintaxe, pontuação, seleção vocabular e coerência na articulação dos parágrafos); – o cumprimento do limite de palavras.
5
TESTES
DE AVALIAÇÃO
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32
GRUPO I
A
Lê atentamente o texto que se segue.
Chove. Que fiz eu da vida? Fiz o que ela fez de mim… De pensada, mal vivida… Triste de quem é assim! Numa angústia sem remédio Tenho febre na alma, e, ao ser, Tenho saudade, entre o tédio, Só do que nunca quis ter… Quem eu pudera ter sido,
Que é dele? Entre ódios pequenos De mim, ‘stou de mim partido. Se ao menos chovesse menos!
nFernando Pessoa
Apresenta, de forma bem estruturada, as tuas respostas aos itens que se seguem.
1.Regista três traços caracterizadores do “eu”, fundamentando-te no texto.
2.Explicita a relação de sentido entre o tempo meteorológico e o estado emocional do sujeito poético.
3.Identifica uma expressão textual que aponte para a fragmentação do “eu”, explicando o seu sentido.
4.Comprova a natureza circular do poema.
B
Num texto entre 80 a 130 palavras, e apoiando-te nos conhecimentos que possuis da obra poética pessoana, comenta a afirmação que se segue.
GRUPO II
A tradicional empatia da nossa inteligência para com a França vem a ter um inesperado auxiliar com as alterações políticas decorrentes da ditadura de João Franco. Entre os exilados por força das suas atividades revolucionárias conta-se Aquilino Ribeiro (1885-1963), jovem publicista que é acolhido como correspon-dente parisiense da revista Ilustração Portuguesa. Aí dá conta, em alguns artigos, das primeiras exposições do cubismo de Picasso e de Braque, bem como do choque provocado por essas manifestações estéticas.
A nostalgia da infância é um dos temas mais tocantes da poesia de Pessoa ortónimo, que recorda o tempo em que era feliz sem saber que o era.
5
10
5
SEQUÊNCIA 1
Nome ____________________________________________________________ Turma __________Data __________
TESTE DE AVALIAÇÃO
Se a pintura era então o campo em que mais visivelmente se evidenciava a rutura com os modelos tra-dicionais de expressão artística, a situação alterar-se-á com o aparecimento do futurismo, cujo manifesto de fundação é publicado no jornal Le Figaro de 20 de fevereiro de 1909. Promovido por F. T. Marinetti, italiano de origem egípcia, residindo em Milão, e que em breve se tornará um globe-trotter do movi-mento, o manifesto apela a favor de uma arte em consonância com o século XX, a época da eletricidade e do automóvel, cortando de vez com o espírito crepuscular e decadente do simbolismo e recusando-se a olhar para o passado, como pretendem as academias.
O manifesto de Marinetti é publicado em 1909 no Diário dos Açores, sem consequências imediatas. No entanto, a colaboração de Marinetti no Mercure de France, revista conhecida em Portugal, e os con-tactos que ele mantém com a Península através da sua revista Poesia (1905-1909) tornam o seu nome familiar nos nossos meios literários.
nNuno Júdice, Viagem Por Um Século de Literatura Portuguesa, Lisboa, Relógio D’Água Editores, 1997, pp. 44-45 (adaptado)
1.Seleciona a alínea correta, de acordo com as informações textuais.
1.1.Aquilino Ribeiro desenvolveu atividades na revista Ilustração Portuguesa, em França,
a)em virtude do seu espírito revolucionário.
b)em consequência do seu exílio por motivos pessoais.
c)pelo facto de ter sido publicista.
d)em consequência do seu exílio, motivado pelo seu espírito irreverente e pelo
regime ditatorial de João Franco.
1.2.Começaram a surgir novas manifestações estéticas, tais como:
a)o cubismo na arte arquitetónica.
b)o futurismo a marcar o corte com a tradição.
c)o futurismo, difundido num manifesto de Picasso e Braque.
d)uma arte que cantava a época da eletricidade e do automóvel.
2.Atenta na seguinte frase retirada do texto.
Aí dá conta, em alguns artigos, das primeiras exposições do cubismo de Picasso e de Braque, bem comodo choqueprovocado poressas manifestações estéticas. (ll. 4-5)
2.1.Identifica o tipo de coesão que se verifica em cada um dos casos assinalados a cores
diferen-tes.
3.Há situações em que a mesma palavra, em contextos diferentes, pode ser um anafórico ou um deítico.
3.1.Redige duas frases em que tal se verifique.
3.2.Explicita a diferença entre as duas ocorrências.
3.3.Refere se na frase dada em 2.ocorre a situação apresentada.
GRUPO III
Partindo da afirmação, redige uma reflexão, entre 200 e 300 palavras, sobre a importância da arte e suas manifestações para a afirmação da cultura de um país. Para fundamentares o teu ponto de vista, recorre a dois argumentos, ilustrando cada um deles com, pelo menos, um exemplo significativo.
As manifestações artísticas são a expressão cultural de uma nação.
33
Testes de avaliação
10
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34
GRUPO I
A
Lê atentamente o texto que se segue.
O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.
O Tejo tem grande navios E navega nele ainda,
Para aqueles que veem em tudo o que lá não está, A memória das naus.
O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal. Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso, porque pertence a menos gente, É mais livre e maior o rio da minha aldeia. Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América E a fortuna daqueles que a encontram. Ninguém nunca pensou no que há para além Do rio da minha aldeia.
O rio da minha aldeia não faz pensar em nada. Quem está ao pé dele está só ao pé dele.
nAlberto Caeiro
Apresenta, de forma bem estruturada, as tuas respostas aos itens que se seguem.
1. Propõe uma possível explicação para o facto de um dos rios ser nomeado e o outro não.
2.Explicita as diferenças entre os dois rios referenciados.
3.Comenta o verso 6: “Para aqueles que veem em tudo o que lá não está.”
4.Identifica, no texto apresentado, três características da poesia do heterónimo Alberto Caeiro.
B
Em Dicionário de Literatura pode ler-se:
“ (…) Ricardo Reis (…) segue Caeiro no amor da vida rústica, junto da Natureza; mas enquanto o mes-tre, menos culto e complicado, é um homem franco, alegre, Reis é um ressentido, que severamente se molda a si mesmo; sofre por se saber efémero, (…) aflige-o a imagem antecipada da Morte, conhece a dureza do Fatum; por isso busca o refúgio dum epicurismo temperado de estoicismo (…).”
nJacinto do Prado Coelho, Dicionário de Literatura, vol. 3, 1982, Figueirinhas, Porto 5
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15
20
SEQUÊNCIA 1
Nome ____________________________________________________________ Turma __________Data __________
TESTE DE AVALIAÇÃO
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Testes de avaliação
Convoca os conhecimentos adquiridos sobre o heterónimo pessoano referido na citação e, num texto de 80 a 130 palavras, refere-te ao posicionamento que este assume perante a vida e a realidade com que se confronta.
GRUPO II
Lê com atenção o texto.
Álvaro de Campos visto por Ricardo Reis
Em tudo que se diz – poesia ou prosa – há ideia e emoção. A poesia difere da prosa apenas porque esco-lhe um novo meio exterior, além da palavra, para projetar a ideia em palavras através da emoção. Esse meio é o ritmo, a rima, a estrofe; ou todas, ou duas, ou uma só. Porém menos que uma só não creio que possa ser. A ideia, ao servir-se da emoção para se exprimir em palavras, contorna e define essa emoção, e o ritmo, ou a rima, ou a estrofe são a projeção desse contorno, a afirmação da ideia através de uma emoção, que, se a ideia a não contornasse, se extravasaria e perderia a própria capacidade de expressão.
[…]
A poesia é superior à prosa porque exprime, não um grau superior de emoção, mas, por contra, um grau superior do domínio dela, a subordinação do tumulto em que a emoção naturalmente se exprimiria (como verdadeiramente diz Campos) ao ritmo, à rima, à estrofe.
nMaria José Lencastre, in O essencial sobre Fernando Pessoa, INCM (Instituto Nacional Casa da Moeda) – adaptado
1.Identifica as afirmações verdadeiras (V) e as falsas (F).
a)O segmento entre travessões na linha 1 apresenta uma ideia mais genérica do que o que é
referido anteriormente.
b)Em “A poesia difere da prosa…” (linha 1), o sublinhado corresponde ao complemento oblíquo.
c)A oração “… para projetar a ideia em palavras…” (linha 2)apresenta um valor lógico de finalidade.
d)No segmento “Esse meio é o ritmo, a rima…” (linhas 2-3), o sublinhado é um exemplo de um deítico.
e)No último parágrafo estabelece-se uma relação de contraste com a ideia primeiramente expressa.
1.1.Converte as afirmações falsas em verdadeiras.
2.Considera as frases:
a)“… ao servir-se da emoção para se exprimir em palavras…” (linha 4).
b)“… mas, por contra, um grau superior…” (linhas 8-9).
2.1.Transforma a alínea a) numa oração não finita gerundiva, fazendo as alterações necessárias.
2.2.Substitui o sublinhado na alínea b) por outra expressão equivalente.
GRUPO III
Redige uma reflexão, entre 200 e 300 palavras, sobre a importância dos dois espaços re-feridos na afirmação.
Para fundamentares o teu ponto de vista, recorre a dois argumentos, ilustrando cada um com um exemplo.
“Este mundo rural secular opõe-se claramente ao mundo urbano, marcado por funções, atividades, gru-pos sociais e paisagens não só distintos mas, mais do que isso, em grande medida construídos "contra" o mundo rural.”
nin http://www.estig.ipbeja.pt/~pmmsc/git/rurbanos_2.pdf [último acesso a 27 de maio de 2011] 5
Outros Percursos | Guia do Professor
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GRUPO I
A
Lê atentamente estas estâncias com que terminam Os Lusíadas.
152
Fazei, Senhor, que nunca os admirados
Alemães, Galos1, Ítalos e Ingleses,
Possam dizer que são pera mandados2,
Mais que pera mandar, os Portugueses. Tomai conselho só de esprimentados, Que viram largos anos, largos meses, Que, posto que em cientes muito cabe, Mais em particular o experto sabe. 153
De Formião3, filósofo elegante,
Vereis como Annibal escarnecia, Quando das artes bélicas, diante
Dele, com larga voz tratava e lia4.
A disciplina militar prestante Não se aprende, Senhor, na fantasia, Sonhando, imaginando ou estudando, Senão vendo, tratando e pelejando. 154
Mas eu que falo, humilde, baxo e rudo, De vós não conhecido nem sonhado? Da boca dos pequenos sei, contudo,
Que o louvor sai às vezes acabado5.
Nem me falta na vida honesto estudo, Com longa esperiencia misturado, Nem engenho, que aqui vereis presente, Cousas que juntas se acham raramente.
Responde de forma completa e contextualizada às questões seguintes.
1.Destaca as marcas do discurso apelativo, indicando o recetor das palavras do poeta. 2.Resume por palavras tuas os conselhos dados ao monarca.
3.Destaca os principais traços com que o poeta se autocaracteriza.
155
Pera servir-vos, braço às armas feito6,
Pera cantar-vos, mente às Musas dada;
Só me falece7ser a vós aceito,
De quem virtude8deve ser prezada.
Se me isto o Céu concede, e o vosso peito
Dina empresa tomar de ser cantada,
Como a pressaga mente vaticina Olhando a vossa inclinação divina, 156
Ou fazendo que, mais que a de Medusa, A vista vossa tema o monte Atlante, Ou rompendo nos campos de Ampelusa Os muros de Marrocos e Trudante, A minha já estimada e leda Musa Fico que em todo o mundo de vós cante, De sorte que Alexandro em vós se veja, Sem à dita de Aquiles ter enveja.
nOs Lusíadas, X
Notas
1Franceses;
2para (serem) mandados; 3filósofo grego; 4expunha pomposamente; 5perfeito; 6habituado; 7falta; 8merecimento. SEQUÊNCIA 2
Nome ____________________________________________________________ Turma __________Data __________