• Nenhum resultado encontrado

Neste capítulo relata-se que sociedade do conhecimento é esta, a velocidade da informação, como é o conhecimento, quais são os tipos de conhecimento, fazendo a diferenciação entre informação e conhecimento. Trata-se também da evolução das TIC e quais os recursos tecnológicos as Universidades Corporativas, que utilizam o modelo de Educação a Distância, vêm aplicando e qual a sua eficácia.

2.1 SOCIEDADE DO CONHECIMENTO

Não é fácil encontrar uma definição para o termo Sociedade do Conhecimento, tendo em vista a sua amplitude e profundidade. Este termo tem despertado interesse de especialistas de diversas áreas do conhecimento, como filósofos, cientistas, economistas e educadores.

No final da década de 1990 surge a idéia de ―sociedade do conhecimento‖. Este termo é usado nos meios acadêmicos, apesar de alguns autores prefirem o termo ―sociedade da informação‖. Penã e Allegretti (2007), em artigo intitulado Ação docente, tecnologia e ambiente virtual de videoconferência, nos diz como esta sociedade é caracterizada:

A sociedade da informação ou do conhecimento é caracterizada pelos processos constantes de mudanças os quais abrangem vários aspectos: política, economia, cultura, relações sociais, ciência, entre outros. Essas

mudanças foram permeadas pelo fator comunicacional e este teve a sua aceleração pelos avanços tecnológicos. Não significa, contudo, que a comunicação por si só, gere as transformações na sociedade, e tampouco a tecnologia, é da relação estabelecida entre comunicação, sociedade e tecnologia que emergem novos processos sociais, tecnológicos e comunicacionais.(p.1)

A Revista Online da HSM – Inspiring ideas, traz um artigo publicado sobre o tema: Desafios gerenciais para o século XXI14 e ao tratar da Sociedade do

Conhecimento, afirma:

Para Peter Drucker, essa nova sociedade será baseada no conhecimento de trabalhadores altamente qualificados. O saber será o recurso fundamental e diferenciador. Esses trabalhadores qualificados não constituirão a maioria na sociedade do conhecimento, mas serão o maior grupo da população ativa. E, mesmo que sejam ultrapassados em número por outros grupos sociais, serão aqueles que darão o corpo e a liderança a esta sociedade emergente.(HSM Online 24/11/2009).

Diante disso, é importante conhecer as características-chaves das quatro Sociedades básicas: a primitiva, agrícola, industrial e do Conhecimento, levando em consideração: a tecnologia, economia, sistema social, sistema político e as mudanças de paradigmas

14 Disponível em http://br.hsmglobal.com/notas/55535-desafios-gerenciais-o-seculo-21 .acesso em

2.1.1 Caracteristicas da Sociedade do Conhecimento

Como já nos referimos anteriormente, na história da humanidade o mundo passa por diversas transformações, tanto de ordem social, como política, econômica e tecnológica. Lemos (2002), ao tratar as mudanças tecnologicas, afirma:

Desde o surgimento das primeiras sociedades até as complexas cidades pós-industriais, o homem inventou o fogo, cultivou a terra, domesticou animais, construiu cidades, dominou a energia, implementou indústrias, conquistou o espaço cósmico, viajou aos confins da matéria e do espaço-tempo. Durante esse trajeto, a tecnologia ganhou significações e representações diversas, em um movimento de vaivém com a vida social. Em alguns momentos, esta é dominada, controlada, racionalizada pelas atividades científico-tecnológicas; em outras, é a tecnociência que deve negociar e aceitar os ditames da sociedade. (p.25).

Crawford(1994), classificou as mudanças ocorridas, em forma de tabela, na perspectiva de 04 (quatro) sociedades: Primitiva, Agrícola, Industrial e do Conhecimento, que transcrevemos abaixo, entendendo ser uma forma fácil de verificarmos as características de cada sociedade.

SOCIEDADES

Primitiva Agrícola Industrial Conhecimento

Tecnologia Energia:humana.

Materiais: peles de animais, pedras.

Ferramentas: para corte. Metodos de Produção: nenhum. Sistema de Transportes: a pé Sistemade Comunicação: a voz Energia: natural. Materiais: Recursos renováveis. Ferramentas: Força muscular ou naturais. Métodode Produção: artesanato. Sistema de Trans- porte:cavalo, barco, carroça. Sistema de Comuni- cação:manuscrito

Energia: carvão: óleo, Materiais: Recursos não renováveis

Ferramentas: máquinas para substituir a força humana.

Métodos de Produção: linha de montagem e partes intercambiáveis. Sistema de transporte: barco a vapor, ferrovia, automóvel e avião Sistema de comunicação: televisão

Energia:sol, vento e nuclear.

Materiais: Recursos renovaveis (biotecnologia), cerâmica, reciclagem. Ferramentas: máquinas para ajudar a mente (computadores e eletrônica relacionada). Método de Produção: robôs.

Sistema de Transporte: espacial (sic). Sistema de Comunicação: comunicações individuais ilimitadas por meio eletrônico.

Economia Colheita, caça e pesca Local, descentralizada e auto- suficiente.

Produção para consumo. Divisão do trabalho em função da comunidade: nobreza, sacerdotes, guerreiros, escravos e servos. A terra é o recurso fundamental. Economia de mercado nacional cuja atividade econômica é a produção de bens padronizados, tangíveis com divisão en- tre produção e consumo. Divisão complexa da mão- de-obra baseada em habilidades específicas, modo de trabalho padrão e organizações com vários níveis hierarquicos. O capital físico é o recurso fundamental.

Economia global integrada cuja atividade econômica central é a provisão de serviços baseados em conhecimento. Maior fusão entre produtor e consumidor. Organizações empreendedoras de pequeno porte. O capital humano é o recurso fundamental

SOCIEDADES

Primitiva Agrícola Industrial Conhecimento

Sistema Social

Pequenos grupos ou tribos Esquema familiar estratificado com definições claras das funções em virtude do sexo.

Educação limitada a elite.

Familia nuclear com divisão de papéis entre os sexos e instituições imortais que sustentam o sistema. Os valores sociais enfatizam: conformidade, estilismo e divisão de classes. A educação é em massa.

O individuo é o centro com diversos tipos de família e fusão dos papéis sexuais com ênfase na auto-ajuda e em instituições mortais.

Os valores sociais enfatizam a diversidade, o igualitarismo e o individulismo.

Sistema Político

Tribo: unidade política básica na qual os anciãos e chefes governam

Feudalismo: leis, religião, classes sociais e políticas atrelados ao controle das terras com autoridade transmitida

hereditariamente.

Capitalismo e Marxismo: leis, religião, classes sociais e políticas são modeladas de acordo com os interesses da propriedade e do controle de investimento de capital. Nacionalismo: governos centralizados e fortes tanto como forma de governo representativo quanto na forma ditatorial.

Cooperação global: instituições são modeladas com base na propriedade e no controle do conhecimento.

As principais unidades de governo e a democracia participativa definem as normas.

Paradigma Mundo visto em termos

naturais Base do conhecimento: matemática e astronomia. Idéias centrais: hu- manidade vista como controlada pelas forças superiores (deuses), religiosidade, visão mística da vida e sistema de valores com ênfase na harmonia com a natureza.

Base do conhecimento: física e química.

Idéias centrais: os homens se colocam como controladores do destino num mundo competitivo com a crença de que uma estrutura racional pode produzir harmonia num sistema de castigos e recompensas

Base do conhecimento: eletrônica quântica, bio-logia molecular, ecologia.

Idéias centrais: os homens são capazes de uma transformação contínua e de crescimento (pensamento com cérebro integrado).

Sistema de valores enfatiza um indivíduo autônomo numa socieda-de com valores femininos dominantes.

qual passou a humanidade, desde a sociedade primitiva, em que a preocupação era a caça e a pesca, para a sociedade agrícola na qual predominou a força do homem aliada às forças da natureza como meio de sobrevivência. Um grande salto foi dado quando surge a sociedade industrial, que segundo Tofller (2001), foi a segunda onda, onde o industrialismo após diversas etapas, se tornou aliado, por meio de suas máquinas à força homem, permitindo maior produtividade e melhor qualidade, com menor esforço físico.

Na sociedade da informação, o conhecimento passa a ser fator decisivo para a atividade econômica, com uma conotação diferente, considerando que o conhecimento se torna uma ferramenta essencial para o desenvolvimento de novas habilidades e isto tem sido um fator de diferenciação das organizações num mundo globalizado, onde a criatividade e as idéias são valorizadas. Drucker (1993) afirma:

Hoje o recurso realmente controlador, o fator de produção absolutamente decisivo, não é o capital, a terra ou a mão de obra. É o conhecimento. Ao invés de capitalistas e proletariados, as classes da sociedade pós-capitalistas são os trabalhadores do conhecimento e os trabalhadores em serviços. (p.15).

As transformações e as inovações das tecnologias na Sociedade do Conhecimento ocorrem rapidamente, pois além dos modelos tradicionais de produção, como capital, terra e trabalho, é primordial identificar e gerir, com sabedoria, o conhecimento das pessoas nas organizações. Entendemos que este é o momento de disseminar as informações de maneira democrática, de modo que

tenhamos uma sociedade que produza conhecimento e que nos conduza a uma sociedade mais ética e justa.

2.2 CONHECIMENTO

As mudanças que ocorrem mundialmente, sobretudo, com o advento da globalização e da revolução das TIC, nos conduzem a viver uma nova etapa da sociedade industrial, que segundo Toffler (1980) chama-se a Terceira Onda de Desenvolvimento da Humanidade. Neste momento de grandes e profundas transformações, tanto de ordem social, cultural, política, físicas e intelectual surge a Sociedade do Conhecimento que segundo Pozo (2003) para muitos também é, sobretudo uma Sociedade da Informação.

O conhecimento sempre fez parte do trabalho do homem e que, por sua natureza, está sempre mudando. Logo, as verdades de hoje podem não ser as do amanhã. Segundo Drucker (2001), ―Na sociedade das organizações, é seguro que aquele que tiver qualquer conhecimento terá de adquirir novos conhecimentos a cada quatro ou cinco anos ou ficará obsoleto‖. (p.42).

Severino (2007) afirma que ―o conhecimento é o referencial diferenciador do agir humano em relação ao agir das outras espécies. O conhecimento é a grande estratégia da espécie‖ ( p.27).

Vasconcelos; Brito (2006), ao trazerem os conceitos de educação em Paulo Freire, assim definem conhecimento:

Conhecimento não é mera percepção dos objetos ou das coisas quando se tem somente uma impressão de que estes existem; o conhecimento vai muito além. O verdadeiro conhecimento não se transfere de maneira mecanicista daquele que conhece para aquele que ignora; antes, faz-se construir através das relações do homem com a sua realidade de maneira crítica. O conhecimento somente pode ser engendrado por sujeitos que atuam sobre a sua realidade, procurando diagnosticar seu conteúdo, desvendando os seus mistérios sua essência e dando sentido cultural e científico ao resultado. Exige persistência, acuidade e desejo de avançar, constituindo a eterna vontade de dominar o desconhecido e transformar a realidade opressora. (p.59).

Na filosofia, é possível verificar que a epistemologia se dedica ao estudo do

conhecimento. O filosofo empirista tem como única fonte segura a experimentação. Ao tratar o conhecimento, os autores Nonaka e Takeuchi (1997) trazem o

conceito relativo ao conhecimento explícito e ao conhecimento tácito.

O conhecimento explícito pode ser expresso em palavras e números e facilmente comunicado e compartilhado sob a forma de dados brutos, fórmulas científicas, procedimentos codificados ou princípios universais. O conhecimento tácito é altamente pessoal e difícil de formalizar, o que dificulta sua transmissáo e compartilhamento com outros. (p.7)

O conhecimento explícito pode ser expresso em palavras e números e facilmente comunicado e compartilhado sob a forma de dados brutos, formulas científicas, procedimentos codificados ou princípios universais. O conhecimento tácito, por sua vez, abrange as habilidades desenvolvidas por meio de Know-how adquirido mais as percepções, crenças e valores que tornam-se como certas e que refletem na imagem de como se vê a realidade, moldando a forma como se percebe e se lida com o mundo. (p.27-28).

Diante disso, observamos que é importante apontar as dificuldades da disseminação do conhecimento tácito, tendo em vista que este é subjetivo e intuitivo, necessitando de técnicas sistemáticas para compreensão, enquanto que o conhecimento explicito é de fácil transmissão, por ser objetivo, podendo ser difundido nas organizações por meios eletrônicos.

Neste novo cenário mundial, onde predomina uma economia marcada pela competitividade sem precedentes na história humana, as organizações estão passando por importantes transformações estruturais com investimentos no seu capital humano.

Diante disso, o conhecimento estratégico se torna fundamental e imprescindível, pois segundo especialistas, é este conhecimento do contexto, pelo qual determinados procedimentos devem ser implementados. Portanto, dentro do processo organizacional, o conhecimento tem sido um dos fatores mais importantes.

Nas organizações, a capacitação dos seus colaboradores tornou-se prioridade, daí a relevância na implantação de centros de estudos, elaboração de projetos de pesquisa e desenvolvimento e a criação das Universidades Corporativas, muitas delas em parceria com Universidades Acadêmicas.

Meister (1999) enfatiza ―que essa economia do conhecimento, exige um aprendizado contínuo para desenvolver qualificações mais amplas, o setor privado está aumentando seu comprometimento com a aprendizagem e a educação‖. E tratando dos empregados que fazem parte da educação constante nas empresas, Drucker (1968) afirma:

Um empregado com conhecimento tende a ser mais bem pago que o empregado manual, e também a ter mais segurança no trabalho, o conhecimento já se tornou o custo central da economia americana. A produtividade do conhecimento já se tornou a chave da produtividade, da capacidade competição e da realização econômica. (p.292).

É fundamental, no mundo empresarial, que os funcionários adquiram o conhecimento, pois é por meio deste que a criatividade é potencialiazada e os problemas são solucionados. Há de ressaltar ainda que as empresas que conquistaram vantagens competitivas, como forma de se proteger de possiveis ameaças dos concorrentes, passaram por um processo de capacitação continua dos seus empregados.

2.3 AS TIC NA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO

Qualquer estudo que fizermos nas últimas décadas referente à evolução das Tecnologias da Informação e Comunicação nos impressiona sobremaneira dada a velocidade com que as mudanças ocorrem.

Todo o sistema tecnológico vivenciado atualmente surgiu nos anos 70. Ao fazermos uma retrospectiva histórica dos principais acontecimentos, recorremos a Castells (2002) que traz uma trajetória tecnológica principalmente da interação entre tecnologia e a sociedade, relacionadas às descobertas básicas nas tecnologias da informação.

Assim, o microprocessador, o principal dispositivo de difusão da microeletrônica, foi inventado em 1971 e começou a ser difundido em meados dos anos 70. O microcomputador foi inventado em 1975, e o primeiro produto comercial de sucesso, o Apple II, foi introduzido em abril de 1977, por volta da mesma época em que a Microsoft começava a produzir sistemas operacionais para microcomputadores. A Xerox Alto, matriz de muitas tecnologias de software para PCs dos anos 90, foi desenvolvida nos laboratórios PARC em Palo Alto em 1973. O primeiro computador eletrônico industrial apareceu em 1969, e o computador digital foi desenvolvido em meados dos anos 70 e distribuído no comércio em 1977. A fibra ótica foi produzida em escala industrial pela primeira vez pela Corning Glass, no início da década de 1970. Além disso, em meados da mesma década, a Sony começou a produzir videocassetes comercialmente, com base em descobertas da década de 1960 nos EUA e na Inglaterra, que nunca alcançaram produção em massa. E, finalmente, mas não menos importante, foi em 1969 que a ARPA (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada do Departamento de

Defesa Norte-Americano) instalou uma nova e revolucionária rede eletrônica de comunicação que se desenvolveu durante os anos 70 e veio a se tornar a Internet. Ela foi extremamente favorecida pela invenção, por Cerf e Kahn em 1973, do TCP/IP, o protocolo de interconexão em rede que introduziu a tecnologia de ―abertura‖, permitindo a conexão de diferentes tipos de rede. (p.91).

A Rede Mundial de Computadores, também chamada de Internet é um dos maiores acontecimentos no mundo tecnológico de todos os tempos. Segundo Lemos, apud Lévy (2002):

A internet é um espaço de comunicação propriamente surrealista, do qual ‗nada é excluído‘, nem o bem, nem o mal, nem suas múltiplas definições, nem a discussão que tende separá-los sem jamais conseguir. A internet encarna a presença da humanidade a ela própria, já que todas as culturas, todas as disciplinas, todas as paixões aí se entrelaçam. Já que tudo é possível, ela manifesta a conexão do homem com a sua própria essência, que é a aspiração à liberdade. (p.12).

Conforme mencionado, a Internet começou nos Estados Unidos no tempo da Guerra Fria, nos anos 70. Nesta época, conforme relata Siqueira (2005), surgiram os grandes avanços da tecnologia, que hoje já estão com sua utilização de maneira universalizada, tais como o correio eletrônico, videoconferência, realidade virtual e sistema de localização global via satélite (Global Satellite Positioning – GPS).

No Brasil, a Internet iniciou em 1991 com a RNP (Rede Nacional de Pesquisa) para atividades de cunho acadêmico vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Em 1995, a Internet foi possível para fins de exploração comercial, por iniciativa do Ministério das Telecomunicações e Ministério das Ciências e Tecnologias.

Os avanços das tecnologias, incorporaradas à educação principalmente com o advento da Internet permitiram a interação entre professores e alunos, por meio de correio eletrônico, chats, forum de discussões, orientações. Neste contexto, Litwin (2001) afirma:

Com os avanços das tecnologias, a comunicação entre alunos e docentes na modalidade foi mudando: do correio se passou ao uso de telefone e fax, ate que na atualidade incorporou-se o correio eletrônico, o qual vem trazer velocidade à comunicação (p.20).

A Internet, até o momento, tem sido o meio mais veloz e eficaz para alcançar os usuários. A seguir apontamos os diversos meios de comunicação e o tempo (em anos) para alcançar estes usuários.

Tempo para alcançar 50 milhões de usuários (em anos) Telefone --- 74 Rádio ---38 PC ---16 Televisão ---13 Celular ---5 www --4 fonte: Siqueira (2005,p.191).

Diante das profundas transformações que a tecnologia têm proporcionado, um grande desafio é entender a mudança do velho para o novo paradigma. Para melhor compreensão, transcrevemos o quadro abaixo:

Quadro 5 - Os paradigmas do mundo novo

O VELHO O NOVO

Analógico Digital

Físico Virtual

Átomos Bits

Serviços fixos Serviços móveis

Coletivos Pessoais

Banda Estreita Banda Larga

Equipamentos dedicados Equipamentos multifuniconais Baixa velocidade de transmissão Alta velocidade de transmissão

Comunicação por fio Comunicação sem fio

Monopólio Competição

Propriedade estatal Propriedade privada

Protocolos fechados Protocolos abertos

Unidericionais Interativos

Comutação de circuitos Comutação de pacotes Fonte (Siqueira, 2005, p.36).

Com essas mudanças de paradigmas, o ensino aprendizagem, na sociedade caracterizada pelo avanço das tecnologias, onde o processo de inovação é contínuo e veloz, urge a necessidade de entendermos como estas inovações estão proporcionando transformações nos meios de comunicação e informação, bem como no processo de ensino e aprendizagem.

Para tanto trazemos algumas tecnologias utilizadas no Ensino e Aprendizagem que geram impactos e necessidade de mudanças de paradigmas, permitindo, inclusive, que a Educação seja adaptada e se usufrua desta revolução tecnológica.

2.4 MODALIDADES E TECNOLOGIAS UTILIZADAS NO ENSINO APRENDIZAGEM

2.4.1 E-learning

Fonte: Página da Software Mag.com15

Entende-se como uma modalidade de ensino realizada por meio da Internet utilizada para realização de curso em qualquer lugar e em qualquer tempo. O termo e-learning é normalmente utilizado no meio empresarial para designar a Educação a Distancia on line. Estes cursos vem sendo praticado pelas empresas que utilizam o modelo de Universidades Corporativas, tendo em vista as suas características ajustadas ao mundo globalizado marcado pela velocidade, agilidade e o número expressivo de informações. Segundo Valente & Mattar (2007):

Há inúmeras vantagens na utilização do e-learning pelas empresas. Uma delas é a economia, tanto para a organização quanto para o funcionário, pois além de se aproveitar a infra-estrutura tecnológica da própria empresa, o número de alunos e seu perfil podem ser

15 Disponível em <http://www.softwaremag.com/l.cfm?doc=2002-02/E-learning> - acesso em

previstos com certa exatidão, o que facilita o planejamento dos cursos. Pode-se também, por exemplo, alcançar o funcionário-aluno onde ele estiver, na matriz, na filial ou em viagens em qualquer lugar do mundo, superando assim as barreiras geográficas. Além disso, o funcionário-aluno pode também usufruir o benefício da flexibilidade d tempo que a EAD assíncrona oferece, superando assim a tão comum falta de tempo para estudar. (p.39).

Em se tratando de e-learning, existem dois tipos para ensinar: o e-learning sincrono e o e-learning assíncrono. O e-learning síncrono acontece quando o professor e o aluno estão em aula ao mesmo tempo, ou seja quando a interação é simultânea e as dúvidas são esclarecidas em tempo real. Como exemplo podemos citar os chats, videoconferência, webconferência. No e-learning assíncrono o professor e aluno não estão em aula ao mesmo tempo, ou seja comunicação não é simultanea, como exemplos podemos citar o e-mail e os fóruns de discussão, neste caso as dúvidas são registradas pela Internet ou Intranet e os professores esclarecerão quando estiverem conectados.

Dentre as vantagens do e-learning, podemos observar o rompimento das barreiras geográficas e temporais, pois um indivíduo pode acessar um curso em qualquer tempo e qualquer lugar, desde que tenha acesso à Internet, permitindo que este possa administrar o seu tempo e estabelecer o tempo em que concluirá o referido curso.

2.4.2 - Web 2.0

Fonte: Página da Openetwork16

A Web 2.0 é o termo usado para descrever a segunda geração da Internet (World Wide Web), cujo conceito é a troca de informações e colaborações entre diversos usuários simultaneamente, em qualquer lugar do mundo, onde o ambiente on line se torna mais dinâmico e os internautas colaboram para a criação e

Documentos relacionados