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Substituição de dispositivos para o consumo de água

5. ANÁLISE DE RESULTADOS

5.1. Medidas para a otimização da sustentabilidade do edifício em estudo

5.1.5. Substituição de dispositivos para o consumo de água

A quinta proposta corresponde à troca dos dispositivos existentes do consumo de água, tais como as estruturas dos autoclismos, as torneiras, e a máquina de lavar loiça localizada na zona da cafetaria, isto com o objetivo de ter uns equipamentos com muita mais eficiência, que consomam menos volume de água e que regulem o caudal de utilização dos dispositivos. O primeiro passo realizado foi realizar uma pesquisa dos equipamentos certificados na ANQIP (Associação nacional para a qualidade nas instalações prediais) onde são fornecidos as

0,0 50000,0 100000,0 150000,0 200000,0 250000,0 300000,0 350000,0 400000,0 1 4 7 10 13 16 19 22 25 28 31 34 37 40 43 46 49 Cus to [E u ro ] Tempo [ano]

Comparação dos consumos para iluminação

Edif. Convencional Proposta de Melhora

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empresas e os produtos com eficiência e classe certificada. Os dispositivos utilizados para a substituição são os seguintes:

 Torneira da marca Erix, referencia ET010:

Esta torneira com uma classe A+, possui um difusor que reduz o caudal de água até 5 litro/min, tem um temporizador de 6 segundos, portanto cada utilização da torneira faz um consumo de 0.5 litros, obtendo assim uma redução do 50% do consumo devido ao uso destes equipamentos. No museu somam em total 37 torneiras entre todas as casas de banho existentes nos três andares, cada unidade tem um custo de 35.60 euros, portanto em total o investimento inicial é de 1317.20 euros.

Figura 73. Torneira ERIX ET010 com redução de caudal e temporizador  Autoclismo ERIX K120:

Tal como nas torneiras, este dispositivo foi encontrado na ANQIP, sua classe é A++, com um tipo de descarga dupla, permitindo regular o volume entre 2-3,5 litros por descarga ou entre 6-9 litros, o volume escolhido para o museu é o menor, obtendo assim uns media de 3 litros por descarga. Sua estrutura é metálica e resistente à corrosão, e para sua instalação é necessária a adquisição duma estrutura de sanita, a escolhida foi a estrutura EE081 da mesma marca, esta estrutura permita fazer uma fixação na parede ou no chão. No museu existem no total 38 dispositivos, o preço por unidade da estrutura e o sistema de autoclismo é de 121.75 euros, totalizando 4626.5 como investimento inicial.

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Figura 74. Autoclismo classe A++ e estrutura de fixação (Erix, 2016)  Maquina de lavar loiça SMEG profissional LP364XT:

Esta máquina de lavar loiça tem uma classe energética A++, e além a eficiência de lavagem é A++, para a eficiência de secagem, esta maquina e lavar somente tem uma classe A. Este novo dispositivo só consome 10.5 Litros por ciclo, com um consumo aproximado de 261 Kwh por ano, além possui um programa rápido de 20 min, pois uma cafetaria precisa de tempos curtos de lavagem, fazendo esta maquina uma boa opção em termos de consumo e de eficiência. O custo desta máquina é de 1799 euros, permitindo reduzir de 20 litros por ciclo até os 10.5 litros já referidos, poupando aproximadamente 88 m3 por ano.

Figura 75. Maquina de lavar louça classe A++ (WORTEN, 2017)

Para o custo inicial, o museu deve fazer um investimento de 7742.7 euros, dependendo dos cuidados e da limpeza que estes dispositivos vão ter, sua vida útil pode ser prolongada até 50

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anos, com exceção da maquina de lavar, mas para fazer uma quantificação mais realista e conservadora, se vai supor que aos 25 anos devem ser novamente substituídas estas estruturas, com um custo incrementado de 2% por ano, portanto no ano 25 da vida útil se estima que o custo dos novos dispositivos seja de 11614 euros, aproximadamente. Enquanto aos consumos de água, se conseguiu atingir uma redução de 4236 m3 por ano, até 2002 m3, poupando mais da

metade da água consumida, tendo assim uma diminuição do custo anual de 2739.67 euros. Observando a Figura 76 e a Figura 77 se podem observar três coisas, a primeira observação é respeito ao tempo de retorno do investimento, que é de apenas 3 anos, a segunda observação vai na metade da vida útil do edifício, pois no ano 25 há uma diminuição na poupança devido à compra dos equipamentos, e a ultima observação diz que no final dos 50 anos se vai ter aproximadamente uma poupança de 117000 euros.

Figura 76. Consumos e custo de água atual e com a melhoria

Figura 77. Comparação entre o investimento e a poupança da melhoria

Se esta proposta de melhoria for implementada, teria um impacte positivo em dois indicadores, o I15 do consumo de água, e o I24 de custos de ciclo de vida. Com as reduções do consumo de água referidas anteriormente, que foram do 52%, no indicador 15, o museu conseguiria

0 50000 100000 150000 200000 250000 300000 1 3 5 7 9 11 13 15 17 19 21 23 25 27 29 31 33 35 37 39 41 43 45 47 49 C u sto [ Eu ros ] Tempo [anos]

Despesa anual da água no museu

Consumo atual Consumo com a proposta adicionada -5003,03 58009,44 49135,06 117626,86 -30000,00 20000,00 70000,00 120000,00 1 3 5 7 9 11 13 15 17 19 21 23 25 27 29 31 33 35 37 39 41 43 45 47 49 Cus to [E u ro s] Tempo [anos]

Poupanca/investimento

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aumentar o desempenho desde o nível D, com um valor normalizado de 0, até o nível A+, com um valor normalizado de 1.2, sendo este o máximo possível a obter numa avaliação da metodologia SBTOOL. Enquanto ao indicador 24 dos custos de ciclo de vida, a proposta conseguiu reduzir os custos associados ao consumo de água de 0.637 euros/m2 anual, até 0.303 euros/m2, melhorando assim o parâmetro do consumo de água neste indicador. O nível de desempenho atingido neste indicador será quantificado no final da apresentação das propostas de melhoria.

5.1.6. Sensibilização e formação para a utilização sustentável

Para esta proposta serão apresentadas uma lista de melhorias que vão desde a simples formação de pessoal, até a adquisição de depósitos para resíduos de distintos tipos. O objetivo desta proposta é promover uma adequada gestão de recursos durante a fase de utilização do edifício, e melhorar a segurança dos ocupantes. Clarifica-se que esta proposta não traz um tempo de retorno aos possíveis investimentos que se devem fazer, pois a intenção e somente criar ou aumentar uma filosofia do cuidado ao meio ambiente no museu, ensinando aos utilizadores, trabalhadores e visitantes, o importante e primordial que é mudar os maus hábitos que atualmente se podem ter, e mostrar os impactes positivos que estes podem trazer. Esta proposta incrementa os desempenhos dos indicadores 13 de gestão ambiental, e uma pequena parte do indicador 23 respeito a segurança dos ocupantes. As sugestões são as seguintes:

 Examinar os consumos de água mensalmente através dos valores obtidos nos sistemas de monitorização e nas faturas e contas de água e energia, implementando, em caso de ser necessário, medidas corretivas a estes consumos. Adicionalmente devem-se instalar equipamentos que ajudem a monitorizar os consumos de água e energia diretamente.  Destinar um reservatório para o armazenamento de óleos alimentares usados na

cafetaria, e assim evitar aumentar a contaminação das águas residuais.  Destinar um local para a armazenagem de pilhas usadas.

 Destinar um local para o armazenamento de resíduos orgânicos provenientes da cafetaria (sem incluir carne nem outro tipo de alimento processado), de modo a garantir sua compostagem.

 Destinar um local para o armazenamento de resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos, por exemplo, equipamentos informáticos, aquecedores, entre os quais podem estar todos os dispositivos a substituir.

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 Destinar um local para o armazenamento de tinteiros de impressoras a laser ou a jato de tinta, dos toneres das fotocopiadoras e dos aparelhos de fax.

 Adquirir sempre que possível papel reciclável para os distintos usos (papel higiénico, envelopes, papel de fotocopia, entre outros).

 Adquirir sempre que seja possível produto de jardinagem com rótulo ecológico.

 Em cada renovação de dispositivos e equipamentos, os objetos substituídos devem ser vendidos ou oferecidos a instituições de caridade ou outras instituições que os distribuam. No caso de estar num mau estado, devem ser encaminhados para uma entidade gestora de resíduos de equipamentos eletrónicos local.

 Adquirir uns 100% produtos de limpeza com rótulo ecológico.

 Disponibilizar um programa de informação para os utilizadores como panfletos, advertências, folhetos, entre outros, para o correto uso dos recursos e promover a sustentabilidade no diário viver.

 Agendar reuniões mensais com os utilizadores permanentes do edifício para discutir e aprender mais sobre as políticas de sustentabilidade do edifício. Preparando estágios e seminários de formação quando for necessário para que os utilizadores permanentes se certifiquem de que compreenderam as políticas do estabelecimento.

 Colocar à disposição dos utilizadores informações sobre a política de sustentabilidade, as medidas adotadas assim como certificações, através de notas informativas e de sensibilização visíveis.

 Adicionar sinais indicativos para garantir que os utilizadores desliguem as luzes e outros equipamentos elétricos quando não estão a ser utilizados ou quando eles não se encontrem no local. Bem como colocar informação apropriada nas casas de banho acerca da sua utilização com vista à economia de água.

 Criar e promover um manual à disponibilidade dos funcionários para a sua formação e sensibilização, que indicam medidas e funções a implementar assim como explicações de alguns procedimentos a efetuar, com vista a uma gestão sustentável do estabelecimento. O manual deve ser feito e organizado em função dos diferentes departamentos (Direção, Administração, Receção, entre outros) e das diferentes categorias em que devem ser tomadas medidas pelos respetivos departamentos (Energia, Água, Resíduos e Reciclagem, entre outros), de tal forma que cada pessoa compreende as medidas que lhe compete cumprir, respeito ao cuidado da água, energia, a gestão dos resíduos sólidos e reciclagem, e a utilização e depósito dos produtos químicos.

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 Enquanto a segurança dos ocupantes deve-se aumentar o número de extintores no edifício, procurando que a distância máxima entre um extintor e qualquer ponto do interior do edifício seja igual ou inferior a 10 metros.

Se fossem cumpridas todas as sugestões listadas anteriormente, o indicador 13, de gestão ambiental, aumentaria o desempenho desde um nível E, com um valor normalizado de -0,2 (o mínimo possível), até um nível A, com um valor normalizado de 0.93. Enquanto ao indicador 23 de segurança dos ocupantes, somente com a melhoria dos extintores, somaria 10 créditos na quantificação, aumentando um nível de desempenho, desde um valor de 0.58, com um nível B, até um valor de 0.75, com um nível A. Como mencionado anteriormente, estas propostas não trazem um tempo de retorno do investimento, porém, é bom sublinhar que entre melhores sejam as praticas dos utilizadores, menores serão os consumos, e, portanto, as despesas serão menores.

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