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UM SUBSTRATO ANGLO-SAXÃO NA INGLATERRA NORMANDA: KING HORN OU A SAGA DE UM CAVAL(H)EIRO-

No documento Atas da VII Semana de Estudos Medievais (páginas 58-64)

GUERREIRO

Gabriela da Costa Cavalheiro*

King Horn,1 romance em inglês médio, transcrito em meados do

século XIII, narra as aventuras e desventuras do jovem príncipe Horn, enquanto parte de seu processo de amadurecimento e de sua inserção no mundo caval(h)eiresco-cortês. Integrando o grupo de romances denominado Matéria da Inglaterra,2 a narrativa retrata temas recorrentes na cultura anglo-

saxã mesclados aos ideais caval(h)eirescos importados pela elite normanda, cuja dinastia reinava no território insular de então. Partindo de um breve panorama acerca do contexto histórico-cultural do reino inglês no século XIII, pretendemos problematizar a produção literária em inglês médio desse período – no que concerne ao gênero romance – tendo King Horn como obra emblemática, cuja análise prontificará subsídios para desmistificar as constantes generalizações que norteiam os estudos literários acerca do medievo inglês.

King Horn: texto

Antes de apontarmos as características estruturais e temáticas do romance, fazem-se necessárias algumas anotações sobre esse gênero. O romance medieval, que nada tem em comum com o romance em prosa o qual estamos habituados a ver e ler sob a forma de livro e cujas origens formais datam do século XVII, com a publicação do Dom Quixote de La

Mancha, de Miguel de Cervantes – considerado inaugurador do romance

moderno ocidental – é um gênero extremamente híbrido, escrito em vernáculo, que flerta com outros gêneros como a canção de gesta, a hagiografia e até mesmo a poesia trovadoresca, daí a fluidez de sua estrutura sintática e rítmica, a presença de tantas marcas comuns aos outros gêneros e a presença de obras tanto em prosa, quanto em verso. No entanto, sua característica mais notória é a grande popularidade que alcançou, principalmente em fins do século XI, quando começou a se estabelecer como gênero literário, até meados do século XV.3

King Horn é reconhecido, pela crítica literária inglesa, como o mais

antigo romance em inglês médio, a língua vernácula da Inglaterra entre os séculos XIII e XVI, um amálgama do antigo inglês, do dialeto anglo- normando e do latim. Muitas são as especulações sobre a data de confecção da narrativa, há indícios de que ela tenha surgido a partir de um antigo romance anglo-normando denominado Horn et Rymenhild, produzido por um desconhecido poeta Thomas, de quem nada sabemos. De qualquer forma, datas específicas são apenas conjecturas quando direcionadas a King Horn, mesmo acerca dos três manuscritos em que sobreviveu, a saber, Cambridge

University MS (Gg.4.27.2), British Library MS Harley 2253 e Bodleian Library MS Laud Misc. 108, os quais datam da segunda metade do século

XIII.

A especificidade da narrativa – que também permeia os demais romances da Matéria da Inglaterra4 – está na retomada de elementos da

cultura folclórica popular, sobrevivente à invasão normanda, tais como reis, príncipes, santos, costumes e toda uma “cor local” anglo-saxã, chamando atenção especialmente à toponímia e à onomástica.

Constituindo-se de 1545 versos de rimas emparelhadas, o romance pouco se propõe a descrições, mas sim a uma narração concisa e linear; possui muitas interpolações de um narrador onisciente, que, associadas à sua estrutura rítmica e sintática, denunciam seu caráter inicialmente oral e performático, característico dos primeiros romances em inglês médio que sofreram o deslocamento do oral para o escrito.5

Por fim, antes de entrarmos no contexto de transcrição da obra e de sua análise histórico-literária, far-se-á um breve resumo da narrativa. Aos quinze anos, o príncipe Horn tem seu reino, Suddenne, invadido por sarracenos que, após assassinarem seu pai, o enviam, num barco à deriva, para o exílio junto com seus doze pares, entre eles “Athulf, o melhor e Fikenhild, o pior”. Chegando em Westernesse, é recolhido pelo rei Aylmar que o educa à maneira da corte. Lá, a filha do rei, Rymenhild, apaixona-se por ele e logo se declara. No entanto, Horn somente aceita cortejá-la, se for sagrado cavaleiro. Assim, ela convence o pai a sagrar o jovem Horn que, em seguida, sagra seus doze pares. Porém, Fikenhild denuncia ao rei as visitas de Horn ao quarto da princesa e, transtornado, o regente o expulsa do reino. Sozinho, Horn aporta em seu segundo lugar de exílio, a Irlanda. Caindo nas graças do rei, ele expulsa sarracenos que tentavam invadir o reino e recebe a mão da princesa irlandesa como prêmio. Entretanto, Horn se recusa e, pouco depois, descobre que Rymenhild iria se casar forçosamente com outro homem, o rei Mody. Retornando para Westernesse, disfarçado como peregrino, Horn acaba com a festa nupcial e, após revelar sua verdadeira origem nobre, resolve voltar ao seu reino e libertá-lo dos invasores pagãos. Feito isso, ele vai à fortaleza de seu inimigo Fikenhild que, nesse meio tempo, havia seqüestrado Rymenhild após uma tentativa frustrada de cortejá-la. Derrotado o traidor após uma sangrenta batalha, Horn presenteia seus companheiros e retorna para Suddenne onde prospera ao lado de sua mãe e de sua esposa e rainha Rymenhild.

King Horn: contexto

A segunda metade do século XIII, época de transcrição da narrativa, foi um período extremamente prolífero econômico-culturalmente. Entretanto violentas querelas entre o poder centralizador da monarquia inglesa e a força política da aristocracia assolavam diversas partes do reino. Apesar do significativo desenvolvimento em alguns setores da economia, as dívidas acumuladas pela coroa em decorrência das disputas pela manutenção de territórios no continente, do patrocínio de Ricardo Coração de Leão (1157-1199) à sua partida à Terceira Cruzada, além dos deslizes administrativos de João Sem-Terra (1166-1216), provocaram grande inquietação nos baixos estamentos, principalmente no campesinato, cuja exploração da mão-de-obra atingiu ápices que insuflaram algumas revoltas esporádicas. Havia, contudo, um nascente extrato social que viu seus primeiros grandes passos exatamente nesse período: trata-se da população citadina do reino inglês, pequenos comerciantes, artesãos e mercadores. Vendo o crescimento estrondoso do consumo, pela nobreza normanda, de alguns víveres e produtos valiosos – como o vinho, as especiarias, tecidos orientais como a seda bizantina, além de alguns artefatos bélicos e de metais preciosos – muitos desses comerciantes e mercadores encontraram aí a fonte que os possibilitou lucrar. Assim, viu-se em quase todo o território insular o crescimento de cidades e o surgimento de outras, além do desenvolvimento das grandes feiras, algumas chegando a ganhar o status de vila. Essa movimentação citadina também promoveu mudanças no campo, onde grandes senhores arrendavam terras para o surgimento de

novas feiras e vilas, das quais eram patronos. Por fim, fatores climáticos favoreceram o desenvolvimento de novas colheitas que, por sua vez, impulsionadas por novas técnicas agrícolas importadas, ou criadas pelos próprios senhores e pequenos proprietários, possibilitaram o crescimento populacional.6

É nesse quadro de efervescência econômica que o gênero romance encontra espaço para seu grande desenvolvimento e dispersão por todo o reino. Extrapolando as muralhas dos castelos, ele chegou às cidades e vilas, onde encontrou público cativo e onde, por sua vez, diversas narrativas surgiram, vindas da oralidade, e ainda trazidas de diversas regiões. Há registros de manuscritos de uma mesma narrativa que foram compilados em diferentes regiões, como do próprio King Horn, mas cuja datação é muito próxima, o que mostra a grande circulação dessas narrativas, especialmente aquelas dispersadas pelos jograis e menestréis. Nesse contexto surgem os primeiros manuscritos de romances da Matéria da Inglaterra, King Horn e Havelok the Dane, que, junto com os demais do mesmo grupo, trarão características bastante peculiares e distintas de outros exemplos de romances da mesma época, como os de temática arthuriana. Por fim, serão essas peculiaridades e esse contexto as premissas norteadoras de nosso estudo acerca dessa produção literária e do romance King Horn. Partamos, então, para a análise de algumas características da narrativa.

King Horn, caval(h)eiro, e o universo anglo-saxão

Segundo W. R. J. Barron, “as lutas nas quais os heróis dos romances em inglês médio figuram surgem não de contradições internas dos códigos corteses, mas de forças opressivas de um mundo desordenado”.7 Dialogando

com sua hipótese, vemos que os heróis dos romances em inglês médio da Matéria da Inglaterra e, no nosso caso o próprio Horn, sofrem, logo no início das narrativas, uma grande perda ocasionada por um fator externo. O príncipe Horn tem seu reino invadido por sarracenos que, em seguida, matarão seu pai, outros heróis tornam-se órfãos, alguns perdem suas terras para um parente ambicioso, enfim, muitas são as formas que essa perda assume. A grande conseqüência é que todos – sem exceção – (re)iniciam suas vidas a partir de posições sociais muito inferiores, simbolicamente eles (re)começam sua trajetória dentro da narrativa sem qualquer ligação com sua origem nobre, sofrendo, assim, um deslocamento de identidade. Horn, ao chegar em seu primeiro lugar de exílio, apresenta-se como um náufrago e, na Irlanda, apenas como Cutbert, um recém sagrado cavaleiro, outro exemplo é o príncipe Haveloc – do romance Haveloc the Dane – que, ao chegar no exílio, mostra-se apenas um pescador. Em outros romances é possível encontrarmos príncipes como camponeses, peregrinos – Horn também chega a disfarçar-se de peregrino e ainda de menestrel em diferentes momentos – ou ainda como escudeiros. No entanto, o processo de reconquista da identidade perdida, ou deslocada, só é desencadeado devido a um fator sobrenatural que permeia todos os romances: trata-se de uma característica inata ao herói, concedida por Deus – o Deus cristão ou Jesus Cristo – e que denuncia sua origem nobre, sua estirpe. Horn é caracterizado como extremamente belo, uma beleza estonteante, que irá cativar muitos e desnortear outros, e será sua beleza que o levará ao exílio e lá, novamente, ela encantará o rei que o adotará e o criará sob sua tutela como escudeiro. Tal beleza também mostra-se em seus gestos e “bons modos”, que podemos interpretar como gestos corteses, somente apurados por aquele ter nascido nobre. Um outro exemplo do sobrenatural aparece em Haveloc the Dane,

no qual Haveloc, o herói do romance, mesmo apresentando-se como pescador, possui uma aura brilhante que denuncia sua origem nobre.

Assim, esses romances apresentam uma diversidade de tipos e representações sociais8 que passeia por todos os estamentos, mas a

peculiaridade dessa diversidade não está no fato dela existir, mas no que concerne à movimentação desses tipos sociais nas narrativas e, em vários momentos, sua participação acaba sendo definitiva para o enredo da história.9 Em King Horn, um peregrino é responsável por alertar Horn do

casamento indesejado de Rymenhild e é somente disfarçado de mendigo e, num segundo momento, de menestrel que Horn consegue se aproximar da princesa e de seu inimigo. Essa estrutura narrativa não apenas mostra um Horn maduro e excelente estrategista bélico, mas indica um caminho bastante inusitado para o resgate da dama amada; por outro lado, isso mostra que, para Horn, resgatar Rymenhild é o objetivo, não importando as adversidades ou os meios de que dispõe.

Tal atitude leva-nos a refletir acerca de uma característica do romance – e dos demais romances da Matéria da Inglaterra – que é essencial quando se pretende traçar um fator diferencial entre esses romances e os de temática arthuriana, por exemplo – trata-se da ausência do amor cortês. Ao contrário do que os códigos do “fino amor” prevêem, Rymenild não apenas se declara a Horn, como também o pede para se casar com ela, além do texto não deixar claro até que ponto as visitas de Horn ao quarto da princesa e as noites lá passadas confirmam a concretização do amor de ambos.

A narrativa de Horn chama-nos especial atenção por apresentar, além das já citadas peculiaridades, elementos da cultura anglo-saxã, cujo ápice se deu no período anterior à chegada normanda na ilha e que, após a invasão franco-normanda, foi relegada a um status inferior, passando a compor, principalmente, a paisagem cultural dos estamentos mais baixos do reino como o dos camponeses e dos trabalhadores livres das cidades. Daí a hipótese que justifique a mistura de elementos corteses – componentes do imaginário da nobreza cortesã – a outros de origem “popular”, trazidos pela oralidade. Pensemos no nome Horn, que tanto em inglês médio quanto em moderno (não há variação ortográfica entre as formas) pode significar chifre de animal – símbolo de virilidade na antiga tradição anglo-saxã – ou o nome de um instrumento musical semelhante a uma corneta, cuja imagem aparece na narrativa. Porém, é sob a forma de um recipiente feito de chifre, adornado com pedras e metais preciosos, que a palavra “horn” assume um significado essencial dentro do romance. Figurando nos dois únicos momentos cerimoniosos da narrativa – sua cerimônia de investidura (“adoubement”) e o casamento de Rymenhild, no qual utilizará o objeto para se identificar diante da princesa desenganada, que não o reconhece sob o disfarce de mendigo – esse objeto era extremamente importante dentro da sociedade anglo-saxã, pois era investido de uma simbologia de prosperidade e de poder, sendo apenas os grandes nobres-guerreiros e reis possuidores do artefato, cuja beleza e exotismo encantaram a aristocracia normanda, segundo relatos de alguns dos principais cronistas da época da invasão como o monge normando Ordericus Vitalis (1075-1143). A nomeação do herói da narrativa como Horn não só dá indícios de uma herança anglo-saxã, como também traz, em si, uma série de símbolos implícitos.10

A cerimônia de investidura de Horn – “dubbe” em inglês médio, vocábulo originário do antigo francês – traz, por sua vez, muito bem entre- laçados, elementos corteses somente levados ao território pela elite vinda do continente. O procedimento é similar ao de outros romances,

como o de alguns dos cavaleiros da Távola Redonda: o rei Aylmar entrega as armas ao jovem Horn, junto com esporas, um belo palafrém e um leve tapa no rosto, para que se lembre do juramento de sempre ser um bom cavaleiro. Não há, entretanto, qualquer sacralização da cerimônia, que segue de maneira absolutamente secular. Todavia, diferentemente dos jovens nobres normandos que seguiam um ritmo de treinamento em torneios para, depois, seguirem para a guerra, Horn, logo após a cerimônia, é lançado à luta para enfrentar um bando de sarracenos invasores.1 Toda batalha no

romance tem um propósito, em nenhum momento há torneios ou jogos, logo, a luta é por sobrevivência e sempre banhada com muito sangue. O próprio vocábulo “knighte” (termo em inglês médio derivado de “cniht” do antigo inglês, a língua dos anglo-saxões) traz em si um amálgama de significados, pois tanto se refere ao guerreiro – donde se compreende a herança do antigo inglês – que guerreia montado e devidamente amparado por armamento e proteção e oriundo de uma aristocracia detentora de terras, quanto àquele nobre de maneiras polidas, que segue rigidamente os códigos do comportamento cortês. Logo, ser um “knighte” não somente implica ter características bélicas de guerreiro, mas também deter qualidades corteses. A partir de nossos questionamentos e apontamentos acerca das características do romance King Horn, enquanto forma literária que combina elementos da cultura anglo-saxã a outros recém importados pela nova elite dominadora normanda, podemos, por fim, pensar que o universo da narrativa surge como uma espécie de holograma, no qual, não apenas duas, mas muitas imagens se sobrepõem compondo, assim, uma paisagem que permite suscitar uma variedade de representações de tipos e práticas sociais que, ora flertam com o presente, ora com o passado. Pretendemos, dessa forma, descristalizar pensamentos que tentam nortear os estudos literários do medievo inglês de maneira generalizada e uníssona, não atentando para a diversidade natural da expressão literária pluralizada de uma cultura dinâmica, na qual a linha econômica que separa os diferentes extratos sociais não age como barreira para a dispersão da palavra e da narrativa.

Notas

* Graduanda em Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

1 Utilizamos em nosso trabalho o texto original em inglês médio publicado por HERZMAN, Ronald; DRAKE, Graham & SALISBURY, Eve. Four romances of

England – King Horn, Haveloc the Dane, Bevis of Hampton, Athelston. Michigan:

Medieval Institute Publications (TEAMS), 1999.

2 Baseamo-nos na classificação literária elaborada por SPEIRS, John. Medieval

English Poetry – The Non-Chaucerian Tradition. London: Faber & Faber, 1971.

3 A concepção de romance adotada em nosso trabalho dialoga com a abordagem de Simon Gaunt em seu ensaio Romance and other genres. (GAUNT, Simon. Romance and other genres. In: KRUEGER, Roberta. The Cambridge companion to medieval

romance. Cambridge: Cambridge University Press, 2000. p. 45-59).

4 A terminologia matéria (“matter”, em inglês moderno) foi primeiramente pensada pelo poeta francês Jean Bodel (1165-1209), a partir de suas observações sobre a literatura (oral ou escrita) da época (cf.: ZUMTHOR, Paul. A letra e a voz: a

“literatura” medieval. São Paulo: Companhia das Letras, 1993). Trata-se de uma

maneira de se agrupar as narrativas literárias aproximando-as por temas, por exemplo, a Matéria da Bretanha abarca textos de temática arthuriana, i.e., os feitos do rei Arthur, os caval(h)eiros da Távola Redonda, o Santo Graal entre outros, já a Matéria da Inglaterra abrange as narrativas norteadas por elementos da cultura anglo- saxã. Há, ainda, uma série de outros grupos como a Matéria de Grécia e Roma, cujas obras relatam os feitos de Alexandre, o Grande e outros heróis da Antiguidade Clássica, e a Matéria da França que traz textos sobre Rolando e Carlos Magno. O grande problema dessa terminologia é o fato do critério utilizado para aproximar as narrativas, transformando-as em pares de mesma temática, ser indiferente às características que as diferem, o que acaba por causar grande confusão a um observador mais atento.

5 Encontramos uma análise bastante detalhada e crítica no seguinte artigo: HYNES- BERRY, Mary. Cohesion in King Horn and Sir Orfeo. Speculum, New York, v. 50, n. 4, p. 652-70, outubro, 1975.

6 Um estudo mais detalhado acerca do contexto histórico, econômico e social do reino inglês durante o século XIII encontra-se em SAUL, Nigel. The Oxford

illustrated history of medieval England. New York: Oxford University Press,

1997.

7 BARRON, W. R. J. English Medieval Romance. London: Longman, 1987. p. 54 8 O conceito de representações sociais adotado em nosso trabalho dialoga com a tese sobre o mesmo tema elaborada em CHARTIER, Roger. A História Cultural –

entre práticas e representações. Rio de Janeiro: Difel & Bertrand Brasil, 1988.

9 Um panorama sobre a grande diversidade comportamental dos personagens nos romances em inglês médio foi traçado em RIDDY, Felicity. Middle English romance: family, marriage, intimacy. In: KRUEGER, Roberta. The Cambridge companion

to medieval romance. Cambridge: Cambridge University Press, 2000. p. 235-253.

10 GODDEN, M. & LAPIDGE, M. The Cambridge companion to Old English

Literature. Cambridge: Cambridge University Press, 1998.

11 O modelo ideal de caval(h)eiro por nós adotado como paradigma para a análise de Horn encontra-se em LULL, Ramon. O livro da Ordem de Cavalaria. Tradução, apresentação e notas de Ricardo da Costa. São Paulo: Giordano, 2000.

SOBRE AS ORIGENS DE UM GÊNERO POÉTICO MEDIEVAL:

No documento Atas da VII Semana de Estudos Medievais (páginas 58-64)

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