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TABELA 02 QUANTIDADE DE PROFESSORES CAPACITADOS EM SERGIPE ENTRE 1998

ANO NÚMERO 1998 180 1999 147 2000 613 2001 229 2002 446 2003 441 2004 595 2005 250 2006 591 2007 233 2008 630 2009 4537* 2010 5144* TOTAL 14.036 Fonte: CONCEIÇÃO, 2009, p. 289

A partir da análise do quadro acima é percebido que o processo de capacitação de professores no estado de Sergipe ocorreu a partir de oscilações na quantidade de docentes capacitados e que nos de 2009 e 2010 ocorreu uma massificação nesse processo, fator esse que pode ser atribuído à utilização de novas propostas de formação docente para tecnologias, como o programa Mídias na Educação e do curso de Aperfeiçoamento em Tecnologias Educacionais.

Com o intuito de divulgação dos resultados obtidos, no ano de 2010 realizou-se o I Encontro Regional Nordeste do PROINFO INTEGRADO, na cidade de Maceió, onde foram expostos os dados do programa no Estado de Sergipe. A Secretaria de Educação do Estado de Sergipe (SEED/SE) apresentou algumas dificuldades encontradas ao longo desses três anos de PROINFO INTEGRADO/SE, bem como propostas no sentido de sanar essas dificuldades. Entre as dificuldades podemos citar: na área de infraestrutura, insuficiência de carga elétrica nas escolas estaduais; falta de espaço físico para implantação dos laboratórios nas unidades escolares e a inadequação de espaço físico das escolas, falta de dispositivos de segurança nas escolas; lentidão das obras onde serão instalados os novos NTEs do estado; deficiência no atendimento de suporte técnico às escolas pela empresa responsável pela banda larga, na área de formação continuada, descompromisso de professores quanto à participação nos cursos do PROINFO INTEGRADO; quadro insuficiente de professores efetivos; dificuldade de operacionalização no cadastramento na Plataforma Freire16 (SERGIPE, 2010).

Contudo, no sentido de amenizar esse quadro, a própria SEED/SE propôs soluções a serem discutidas, tais como: solicitar do MEC acompanhamento sistemático das ações da empresa responsável pela banda larga, garantir, por intermédio da Lei Orçamentária Anual (LOA), recursos financeiros para construção, adequação e manutenção, dos Laboratórios de Tecnologias Educacionais (LTEs) e NTEs; efetivar, através do Grupo Energisa e da Companhia Sul Sergipana de Energia de Eletricidade (SULGIPE), o projeto de ampliação da carga elétrica das escolas estaduais; adquirir dispositivos de segurança para os LTEs das escolas; fazer cumprir o estatuto do magistério público e realizar, periodicamente, concurso público para efetivação de docentes (SERGIPE, 2010).

Por fim, a inserção do programa PROINFO no estado possibilitou alguns avanços na discussão da inserção das TICs na pratica educativa, contudo, é possível 16 Plataforma online criada com o intuito de formar um banco de dados dos professores da rede pública escolar brasileira. A partir dela os docentes têm acesso ao Plano Nacional de Formação de Professores. Ver mais informações: < http://freire.mec.gov.br>.Acesso em 10 de ago. de 2011.

observar que muito precisa ser avançado, principalmente, na discussão sobre questão da infraestrutura e formação continuada dos docentes que irão utilizar-se dessa estrutura. Compete aos órgãos estaduais e federais proporem soluções no sentido de amenizar possíveis problemas ocorridos durante o andamento do programa, e aos professores a participarem efetivamente dos cursos, encontros, discussões sobre as tecnologias, pois assim, teremos efetivamente uma proposta que auxilie o professor na utilização das TIC em sua prática educativa.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

É evidente que estamos inseridos em uma sociedade, onde as TIC se fazem presentes, isso, ocasiona novas exigências ao processo educativo. Dessa forma, o professor, enquanto elemento modelador da educação tem um papel importante nesse processo. Por isso, sua formação para a utilização das tecnologias necessita estar adequada às essas características e o PROINFO tem suprido algumas dessas necessidades, contudo percebe-se que há mazelas na execução e estruturação do projeto, apesar de sua reestruturação cinco anos atrás.

As políticas públicas que embasaram a estruturação e execução do PROINFO permite detectar qual o modelo de governo predominante, dessa formação, apesar da alteração de governos, a proposta visível é de um estado regulamentador e mínimo, isso é notado ao analisarmos a proposta de descentralização do programa. A falta de estrutura física, a não conversação dos ambientes educacionais e o desinteresse dos professores são ocasionados, entre outros fatores, pela adoção de uma política ideológica de governo, que privilegia os resultados estáticos em contraponto a questão da qualidade do programa. Esses fatores acabam por enfraquecer a implantação efetiva do PROINFO, assim, necessita-se pensar políticas públicas que contemplem todos os envolvidos, de maneira direta e indireta, não deixando a carga somente da escola a responsabilidade pela continuação do projeto.

Por fim, com relação, ao recorte sobre o Estado de Sergipe é possível afirmar que há a necessidade de novos avanços no sentido de fortalecer a estrutura de um programa de formação continuada em tecnologias, e isso, começa ocorrer a partir do aprimoramento das políticas públicas municipais, estaduais e federais em consonância com uma maior participação do docente nesse processo construtivo. Alguns ajustes no programa revelam-se necessários no momento atual, isto é, as tecnologias presentes no contexto educativo necessitam ser vistas, por todos os participantes do processo de

ensino-aprendizagem, como elementos complementadores na construção de uma educação, que possibilite novas discussões para o fortalecimento dos pilares da sociedade contemporânea.

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GT 1- POLÍTICAS E PROGRAMAS PARA EDUCAÇÃO BÁSICA