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A partir dos anos de 1970, com a “crise da sociedade que vive do trabalho”, aumentou-se a discussão acerca de sua centralidade como forma de compreensão da vida social. Nesse sentido, Santos e Melo afirmam que:

O debate a respeito da centralidade do trabalho ganhou novos contornos a partir da década de 1970, quando o mundo experimentou a chamada “crise do trabalho”, originada com a crise econômica pelo crescimento do desemprego e, junto com eles, a erosão das formas tradicionais de trabalho em favor da multiplicação de seus desenhos atípicos e precarizados. (2011, p. 27).

Com o surgimento de novas e inusitadas formas de trabalho, passou-se a defender que a sociedade inspirada no modelo fordista estava passando para o modelo pós-industrial, pós- fordista ou de acumulação flexível. Isso apontava para uma mutação de forças no desenvolvimento de atividades consideradas pós-industriais como, por exemplo, o setor de serviços. Nesse contexto, iniciaram-se os questionamentos acerca do trabalho continuar a existir como componente central na organização social. (SANTOS; MELO, 2011).

Para Lima (2008) esse contexto se justifica em função dos seguintes fatores: inovações técnico-científicas do capitalismo moderno e, as novas formas de organização produtiva e empresarial. Esses fatores que simultaneamente fundamentam a tese da descentralização do trabalho, gerando o desemprego estrutural.

Assim, diversos autores, dentre eles André Gorz e Claus Offe argumentam que o trabalho estaria perdendo a sua centralidade para a sociologia contemporânea, assim como a teoria das classes sociais de Marx deixariam de ser o marco analítico para entender a dinâmica das sociedades capitalistas. (GRAZIA, 2012).

Essa crise estrutural da sociedade, segundo o debate produzido, estaria lançando o gérmen de um novo sistema dotado de uma nova e diferente racionalidade. O argumento principal desses autores residiu no fato de que esse capitalismo seria um sistema novo e diferente, no qual prevaleceria a superposição da racionalidade formal/instrumental tradicional por uma nova racionalidade, não tanto instrumental, calculista e voltada para a obsessiva valorização do capital, mas, muito pelo contrário, voltada para a redescoberta e maior valorização do elemento humano e de sua subjetividade no conjunto do processo produtivo. (CARDOSO, 2011, p. 270).

André Gorz idealiza uma nova organização social, esta capaz de permitir ao indivíduo fugir das determinações da racionalidade econômica capitalista. Em suas obras “Adeus ao Proletariado” e “Miséria do Presente, Riqueza do Possível”, demonstra que as transformações

ocorridas a partir de 1970 levaram a uma abolição do trabalho na sociedade. Portanto, “o modo capitalista de produção aboliria o trabalho fabril e, dessa forma, o antagonismo econômico originador das classes sociais deixaria para os proletários apenas a luta pela sobrevivência.” (GRAZIA, 2012, p. 2-3).

De um modo geral, a tese desenvolvida por Gorz parte do pressuposto de que a crise do capitalismo nos países centrais teria ocasionado uma substituição crescente e contínua da tradicional classe operária por uma nova classe, que ele denomina de não-classe-de-não-trabalhadores. Segundo o autor, esta seria composta pelas pessoas excluídas do mercado formal de trabalho assalariado, desempregados, trabalhadores em tempo parcial e temporários, em razão da introdução, difusão e desenvolvimento do processo da automação, da microeletrônica e das novas tecnologias da informação. (CARDOSO, 2011, p. 276).

Assim, de acordo com Gorz a não centralidade da categoria trabalho teria como fundamento as novas tecnologias da informação que contribuíram para construção de uma nova sociedade, a do conhecimento e da informação. (CAMARGO, 2011).

Por fim, é a partir da tese da neutralidade da técnica que Gorz erige sua utopia de uma sociedade de tempo livre. Nessa sociedade, o trabalho heterônomo é subordinado à esfera da autonomia, uma vez que a possibilidade de redução do tempo de trabalho permite a transformação do trabalho em atividade, e não na atividade. Para o autor, a redução do tempo de trabalho deve ser considerada um fim para reduzir as desigualdades sociais. Assim, ela não pode ser seletiva nem muito menos pode estar condicionada aos ganhos de produtividade, e seu objetivo maior é que a redistribuição do trabalho socialmente necessário seja benéfica para todos. (CARDOSO, 2011, p. 278).

Sousa (2003, p. 5) comenta sobre a perda da centralidade do trabalho, atribuindo a esse cenário as formações sociais capitalistas, as quais se transformaram em um espaço de relações estruturalmente despolitizadas. Pertinente reflexão faz Prieb (2000, p. 54) em relação “a era da abolição do trabalho, com duplo sentido: a) a quantidade de trabalho decresceria até se tornar marginal; b) o trabalho atual não implicaria mais uma ação exercida de forma direta entre o trabalhador e a matéria”. Sousa e Prieb se basearam nas concepções de Gorz, sobre “neoproletariado pós-industrial”, ou seja, o trabalhador estará sujeito a realizar uma atividade aquém da sua capacidade, sempre sob a ameaça de se tornar mais um desempregado.

De acordo com Augusto, o enfoque adotado por Offe refere-se à heterogeneidade crescente do emprego e à perda de centralidade subjetiva do trabalho e assim, o significado do trabalho e a sua importância na estruturação da vida pessoal na sua concepção:

[...] poderia ser derivada de dois fatores: primeiramente o trabalho pode ser visto como um dever, uma imposição moral; em segundo lugar a centralidade do trabalho poderia ser o resultado da necessidade física. O argumento consiste em que tanto como dever moral quanto como necessidade, o trabalho perdeu sua importância. O autor aponta para a desagregação de tradições religiosas e culturais, juntamente com a ascensão do hedonismo consumista como fatores responsáveis pela desintegração da ideia de trabalho como dever moral. (AUGUSTO, 1998, p. 92).

O mesmo autor ainda comenta que Offe faz referência a fatores relacionados aos processos de racionalização técnica e organizacional que repercutem na eliminação do fator humano e de suas faculdades morais da produção industrial; a degradação do trabalho; extinção das especializações; a redução do tempo de trabalho e ausência de continuidade. Por fim, o autor sustenta que o aumento da experiência do desemprego gera um provável desaparecimento da estigmatização moral que este envolve e a criação de uma cultura "fora do trabalho" e hostil a ele. (AUGUSTO, 1998).

Em suma, a ideia central de Offe é de que, por conta da fragmentação, da diferenciação do trabalho e da produção de uma cultura do não trabalho, oriunda do aumento da população de excluídos do emprego industrial formal, a consciência social não pode mais ser reconstruída como consciência de classe e, portanto, a sociologia deve buscar outras categorias para construir seu objeto, explorando aquelas que estejam além da esfera do trabalho. Tais categorias surgem para refundar o pensamento social e não se reduzem mais à perspectiva das contradições e dos conflitos tradicionais na sociologia, mas, ao contrário, tendem a se erigir sobre o espaço da economia de serviços. Assentada sobre uma base mais comunicacional do que instrumental, essa nova racionalidade do sistema fará, segundo o autor, despontar para a sociologia novas categorias que tenderão a se apoiar sobre o espaço vital, o modo de vida e o cotidiano dos que compõem a nova sociedade. (CARDOSO, 2011, p. 281).

Gorz e Offe consideram que a crise social e política da classe trabalhadora causou a perda da centralidade do trabalho. Assim, foi possível verificar que esses autores:

confundem a crise do proletariado com uma alegada crise do trabalho como esfera de estruturação do capitalismo contemporâneo. Tal identificação equívoca entre perda de centralidade do trabalho e crise sociopolítica da classe trabalhadora deriva da incapacidade de ambos reterem devidamente a ideia de centralidade do trabalho e a própria estrutura da formação capitalista. Desse modo, não apenas falham na demonstração de suas teses, como obscurecem as causas da crise do desemprego e do atual desmantelamento político do proletariado, contribuindo para ocultar, sob a aparência da despolitização do trabalho, o acirramento contemporâneo do sistema capitalista e da luta de classes. (SOUSA, 2003, p. 8).

Em contraposição as ideias de Gorz e Offe, autores como Antunes, Navarro e Padilha e Méda sustentam que o trabalho ainda continua como categoria fundante do ser social. Embora reconhecendo que o trabalho nas últimas décadas esteja passando por transformações,

como maior complexidade, fragmentação, heterogeneização, terceirizações, ele ainda permanece como categoria fundamental para entender a sociedade contemporânea.

Ontologicamente prisioneira do solo material estruturado pelo capital, a ciência não poderia tornar-se a sua principal força produtiva. Ela interage com o trabalho, na necessidade preponderante de participar do processo de valorização do capital. Não sobrepõe ao valor, mas é parte intrínseca de seu mecanismo. Essas interpretações entre atividades laborativas e ciências associa e articula a potencia constituinte do trabalho vivo a potencia constitutiva do conhecimento tecno-científico na produção de valores (materiais ou imateriais). O saber científico e o saber laborativo mesclam- se mais diretamente no mundo produtivo contemporâneo sem que o primeiro” faça cair por terra” o segundo. Várias experiências, das quais o projeto saturno da General Motors é exemplar, fracassaram quando procuraram automatizar o processo produtivo minimizando e desconsiderando o trabalho. As maquinas inteligentes não podem substituir os trabalhadores (ANTUNES, 1999, p. 123).

Méda aborda o tema argumentando que o trabalho é o meio concreto para alcançar a abundância. Representa um esforço sempre orientado, é a medida das trocas e relações sociais em geral. Ele é a relação social nuclear que promove a troca e a sociabilidade ao fazer com que os indivíduos permaneçam juntos. Assim, trabalho e a troca são o caminho para substituir a velha ordem natural por outra igualmente sólida. (apud GOLOVANEVSKY, 2013).

Nessa linha de pensar, Méda sustenta que, como consequência central da regulação econômica, o trabalho está localizado na base da vida social, forçando a sociedade a persistir, não parar de produzir. A economia faz do trabalho a principal parte da adesão social e, também, o dever de cada indivíduo. No entanto, ele ainda não é valorizado. Até o final do século XVIII, o trabalho era considerado como algo mecânico e abstrato, como um fator de produção que ligava o indivíduo à sociedade. Somente no século XIX essa representação é transformada e o trabalho passa a ser o modelo de atividade criativa, a essência do homem. Assim, o trabalho não é apenas a mais alta expressão da individualidade, é também o contexto no qual a verdadeira sociabilidade é realizada. (apud GOLOVANEVSKY, 2013).

Além disso, Méda compreende que o trabalho visa integrar o indivíduo em um conjunto social, assegurando uma automaticidade na regulação social. Ele veio para substituir as ordens antigas baseadas em hierarquias naturais ou herdadas, fundando uma nova hierarquia social. As atuais legitimações do trabalho contêm contradições, uma vez que, representam o trabalho na forma idealizada do século XIX, com liberdade individual, coletiva e criativa, sem afastar sua dimensão econômica, ou seja, o fato de que foi concebido e continua a ser como um fator de produção, imbuído da ideologia econômica. (apud GOLOVANEVSKY, 2013).

De acordo com Pochmann (2011), desde o último quartel do século 20, o conjunto de profundas e complexas transformações tecnológicas, econômicas, laborais e demográficas vem impondo mudanças, em diferentes nações, nos sistemas nacionais de formação e qualificação profissional. Não obstante, mais recentemente, as diferenças entre os países podem encontrar certo traço que marca a definição das novas perspectivas do Estado, empresas e trabalhadores.

Nesse contexto, Antunes demonstra que:

Há, então, uma outra contradição que se evidencia, quando o olhar se volta para a (des)sociabilidade contemporânea no mundo do capital mundializado e financeirizado: quanto maior é a incidência do ideário e da pragmática na chamada “empresa moderna”, quanto mais racionalizado é seu modus operandi, quanto mais as empresas laboram na implantação das “competências”, da chamada “qualificação”, da gestão do “conhecimento”, mais intensos parecem tornar-se os níveis de degradação do trabalho (agora no sentido da perda de liames e da erosão da regulamentação e da contratação) para uma parcela enorme de trabalhadores/as. (2007, p. 6).

Assim, emerge um novo cenário relacionado ao trabalho, o qual propicia a precarização e o desemprego, pois o trabalho se reveste de exigências que somente poucos têm acesso, devido à necessidade de ultraqualificação. Esta funciona sempre no hoje, ou seja, o ultraqualificado pode ser o desempregado ou precarizado do amanhã. Dessa forma, a expansão no mundo do capital global, associado às novas tecnologias, são fatores dinâmicos e se transformam diariamente, dificultando o apoderamento da dimensão intelectual. (ANTUNES, 2007). Cumpre assinalar que:

Se, no passado recente, só marginalmente a classe trabalhadora no Brasil presenciava níveis de informalidade, hoje mais de 50% dela se encontra nessa condição (aqui a informalidade é concebida em sentido amplo), desprovida de direitos, fora da rede de proteção social e sem carteira de trabalho. Desemprego ampliado, precarização exacerbada, rebaixamento salarial acentuado, perda crescente de direitos, esse é o desenho mais frequente da nossa classe trabalhadora. O que sinaliza um século XXI com alta temperatura também nas confrontações entre as forças sociais do trabalho social e a totalidade do capital social global. (ANTUNES, 2007, p. 8).

As transformações que ocorreram do século XX para o XXI foram marcantes no mundo do trabalho, pois houve o crescimento do desemprego em âmbito mundial considerado um quadro perverso, já que a partir dos anos de 1990 foi intensificada a exploração da força de trabalho e a precarização do emprego. Mesmo diante do desenvolvimento científico,

tecnológico e inovações dos processos produtivos foram observadas poucas mudanças que aliviassem a “labuta humana”. (NAVARRO; PADILHA, 2007).

O caráter plural e polissêmico do trabalho passou a exigir conhecimento multidisciplinar, considerado também fonte de experiência psicossocial em razão da centralidade que ocupa na vida das pessoas, sendo parte importante do espaço e tempo na vida humana contemporânea. Desse modo, ele não se associa mais somente à satisfação de necessidades básicas, “é também fonte de identificação e de autoestima, de desenvolvimento das potencialidades humanas, de alcançar sentimento de participação nos objetivos da sociedade. Trabalho e profissão ainda são senhas de identidade”. (NAVARRO; PADILHA, 2007, p. 14).

A centralidade do trabalho dá-se não só em âmbito econômico (o trabalho é a fonte de renda da maioria da população mundial) como também psíquico – representando um paradoxo devido à atividade laboral ainda parecer base de saúde psíquica do trabalhador. Quando se afirma que o trabalho é central na vida das pessoas, parte-se do princípio de que é por meio do trabalho que o homem se torna um ser social. Assim, o trabalho é compreendido como momento decisivo na relação do homem com a natureza, pois ele modifica a sua própria natureza ao atuar sobre a natureza externa quando executa o ato de produção e de reprodução. O trabalho é um ato que pressupõe a consciência e o conhecimento dos meios e dos fins aos quais se pretende chegar. Não há trabalho humano sem consciência (enquanto finalidade), na medida em que todo trabalho busca a satisfação de uma necessidade. (NAVARRO; PADILHA, 2007).

O que se pretende destacar é que ao longo do desenvolvimento do processo de trabalho nos séculos XIX e XX, mesmo com a ocorrência de algumas das crises, não houve uma ruptura com o modo de produção capitalista e suas ideologias referentes à facilitação da manutenção de seu projeto hegemônico. Esse contexto encontra fundamento na apologia do individualismo, o aumento do desemprego, da intensificação e da precarização do trabalho nos diferentes setores da economia. (NAVARRO; PADILHA, 2007).

É importante refletir sobre a concepção do trabalho como um elemento imprescindível para a construção da identidade do sujeito com base nas várias transformações no mundo produtivo, analisando quais articulações ainda são possíveis de serem estabelecidas entre os conceitos de identidade e trabalho, em um contexto em que são modificadas as construções identitárias. Para tanto, “é necessário ter em conta as contradições que permeiam a relação homem-trabalho contemporânea, como o caso de processos de inserção profissional morosos

e sofisticados, paralelamente a carreiras fugazes”. (COUTINHO; KRAWULSKI; SOARES, 2007, p. 34).

Os novos arranjos no mundo laboral ocorreram nos processos identitários dos trabalhadores quando estes passaram por momentos de transição e/ou interrupção profissional, provocados por demissões ou modificações nos vínculos laborais. Melhor dizendo, as trajetórias profissionais no processo de viver dos trabalhadores, “seja pelo tempo a elas dedicado, seja pela sua importância, fragmentações nesse percurso laboral se mesclam, inevitavelmente, à própria trajetória de construção identitária, que precisará ser retomada”. A mencionada vivência desse processo oportuniza refletir a respeito de ações e decisões no mundo profissional, levando a novas escolhas e à definição de novos direcionamentos nos âmbitos pessoal e profissional, restabelecendo uma continuidade. (COUTINHO; KRAWULSKI; SOARES, 2007, p. 35).

Cabe inferir que a flexibilização trazida pela reestruturação produtiva contribuiu para as novas exigências do mercado de trabalho, quais sejam, trabalhadores ágeis, abertos a mudanças a curto prazo, que assumam riscos continuamente e que dependam cada vez menos de leis e procedimentos formais, estas não causam somente sobrecarga de trabalho para os que sobreviveram ao enxugamento dos cargos, mas acarreta grande impacto para a vida pessoal e familiar de todos os trabalhadores; sejam eles empregados ou desempregados. (NAVARRO; PADILHA, 2007).

Não obstante, Camargo sustenta que:

[...] as modificações no mundo do trabalho não significam transformações profundas nas relações sociais de produção. O trabalho permanece como categoria central de analise da materialidade histórica dos homens por que é a forma mais simples, mais objetiva, que eles desenvolveram para se organizarem em sociedade. A base das relações sociais são as relações sociais de produção, as formas organizativas do trabalho. Recuperar o sentido do trabalho criativo como instrumento eminentemente humano, como um processo de construção coletiva do sujeito social. Como ruptura com a propriedade privada, da socialização tanto dos meios de produção, como dos bens produzidos, rompendo a alienação e a perspectiva individual do lucro, permanece como central no debate contemporâneo. (CAMARGO, 2011, p. 13).

Pode-se inferir que os estudos que defendem a categoria trabalho como central na formação da sociedade, ainda encontram divergências, pois as discussões como demonstrado no estudo remetem a esse entendimento. Como diz Camargo (2011, p. 13) “[...] nos últimos anos negando a centralidade do trabalho, como a substituição do trabalho pela ciência, a mercadoria pela esfera comunicacional, da produção pela informação, segue sendo um debate permanente”.

Apesar de todas as transformações e inovações que vêm afetando o mundo laboral das sociedades contemporâneas, nessa tese adota-se a concepção que o trabalho ainda mantém a sua centralidade na vida do ser humano, embora com dimensões diferentes, pois é através dele que os homens se desenvolvem e criam suas relações sociais para se organizarem em sociedade. Constata-se que o capitalismo continua com as mesmas formas de produção, porém com novas roupagens. Nesse sentido, passa-se a tratar sobre a trajetória e atualidade do trabalho no Brasil.