Custo ($) LEC Q
2.2 A CODIFICAÇÃO DOS MATERIAIS
2.2.2 Tipos de Codificação
Codificação alfabética;
Codificação alfa numérica
Codificação numérica ou Sistema numérico decimal;
Código de barras.
Codificação alfabética
Este processo representa os materiais por meio de letras, foi muito utilizado na codificação de livros ( Método Dewey), com a implementação da imprensa no mundo, o sistema agregou números a sua codificação, conseguindo com isto codificar a grande variedade de edições em suas categorias e classificações de assuntos, autores e áreas especificas. Atualmente está em desuso.
Exemplo de aplicação do sistema alfabético:
P - Pregos P/AA - Pregos 14 x 18 - 1 1/2 x 14 P/AB - Pregos 16 x 20 - 2 1/4 x 12 P/AC - Pregos 30 x 38 - 3 1/4 x 8 Codificação alfanumérica
Este processo agrupa números e letras, atualmente é um sistema muito utilizado na classificação de peças automotivas e na codificação de placas de automóveis.
Exemplo: DPZ 8542
As quantidades de letras utilizadas e números são definidos pelo órgão ou empresa a qual adotou o sistema, não havendo uma regra específica. Desta forma o sistema pode se adaptar a cada necessidade.
Codificação Numérica ou Sistema Numérico ou Decimal
CHAVE AGLUTINANTE: grupo que designa o agrupamento de materiais, também chamado de Chave dos Grandes Grupos.
CHAVE INDIVIDUALIZADORA: Identifica cada material que constam do primeiro grupo (aglutinante).A atribuição consiste na adoção de algarismos arábicos. sendo o método mais utilizado, pela facilidade de ordenação sequencial de diversos itens e na adoção da informatização.
CHAVE DESCRITIVA: descreve ou individualiza os materiais pertencentes ao 2º grupo individualizador. Uma das variações que pode aparecer em provas de concursos é a FSC ( federal supply classification) que tem a seguinte estrutura:
XX-YY-ZZZZZZ-A, onde: XX – Grupos YY – Classes ZZZZZZ – Código de identificação A – dígito de controle Código de barras
Código de barras é uma representação gráfica de dados numéricos ou alfanuméricos. A decodificação (leitura) dos dados é realizada por um tipo de scanner - o leitor de código de barras -, que emite um raio vermelho que percorre todas as barras. Onde a barra for escura, a luz é absorvida; onde a barra for clara (espaços), a luz é refletida novamente para o leitor. Os dados capturados nessa leitura óptica são compreendidos pelo computador, que por sua vez converte-os em letras ou números humano-legíveis.
A EAN Brasil– Associação Brasileira de Automação Comercial, atualmente GSI recebeu a incumbência de administrar no âmbito do território brasileiro o Código Nacional de Produtos, Sistema EAN/UCC. Conforme Decreto Lei nº 90595 de 29.11.1984 e da Portaria nº 143 de 12.12.1984 do Ministério da Indústria e Comércio.
Em 1986 foi estabelecido um acordo de cooperação entre a EAN Internacional e a UCC – Uniform Code Council Inc., entidade americana que administra o sistema UPC
( Código Universal de Produtos) de numeração e código de barras, utilizado nos Estados Unidos e no Canadá. Esta aliança promoveu uma maior colaboração, intercambio e suporte técnico entre os parceiros comerciais.
Com o advento do código de barras, a interação entre atacadistas e varejistas passou a ser feita através deste controle mais eficaz , gerando uma velocidade rápida e precisa na troca de informações quanto aos aspectos de movimentação de venda e gestão dos estoques, garantindo assim uma melhor qualidade e produtividade dos sistemas gerenciais. As atribuições do sucesso do código de barras estão distribuídas entre as entidades que colaboraram entre si , sendo:
· UPC – Código Universal de Produtos
· UCC – Uniform Code Council
· EAN – European Article Numbering Association
· EAN International
Atualmente mais de 450.000 empresas em todo mundo utilizam o sistema EAN, atendendo as empresas em mais de 100 países.
Estrutura numérica
O código EAN/UPC é um sistema internacional que auxilia na identificação inequívoca de um item a ser vendido, movimentado e armazenado, sendo o EAN-13 o padrão utilizado mundialmente, exceto nos EUA e Canadá. A estrutura numérica do código (que geralmente mostra os números que representa abaixo das barras) leva as seguintes informações (tomando-se como exemplo o código 7898357411232):
os 3 primeiros dígitos representam a origem da organização responsável por controlar e licenciar a numeração. Os 3 primeiros dígitos NÃO indicam origem de produto ou da empresa detentora dos códigos;
os próximos dígitos, que podem variar de 4 a 7, representam a identificação da empresa proprietária de tal prefixo; no exemplo é 835741 (6 dígitos);
os dígitos 123 representam a identificação do produto, e são atribuídos pelo fabricante, quando o mesmo possuí um prefixo próprio;
o último dígito 2 é chamado de dígito verificador e confirma matematicamente que os dígitos precedentes estão corretos.
No total o código EAN-13 deve ter 13 dígitos. Vale ressaltar que os números da empresa variam de empresa para empresa, os números que identificam o item variam de item para item e o dígito verificador deve ser recalculado a cada variação na numeração.
Existem outros tipos de códigos padrões para diversas aplicações.
O sistema EAN é constituído de:
Um sistema para numerar itens ( produtos de consumo e serviços, unidades de transporte, localizações, e outros ramos,...) permitindo que sejam identificados.
Um sistema para representar informações suplementares.
Código de barras padronizados para representar qualquer tipo de informação que possa ser lida facilmente por computadores (escaneada).
Um conjunto de mensagens EANCOM para transações pelo Intercambio Eletrônico de documentos ( EDI).
Razões de utilização
Dentre muitos se apresentam:
Padrão utilizado internacionalmente em mais de 100 países.
Cada identificação de mercadoria é única no mundo.
Decodificações rápidas do símbolo, gerando informações instantâneas.
Linguagem comum no intercambio de informações entre parceiros comerciais.
Vantagens para a indústria
Conhecimento exato do comportamento de cada produto no mercado.
Estabelecimento de uma linguagem comum com os clientes,.
Organização interna, mediante a codificação de embalagens de despacho e da matéria prima.
Controle de inventários e do estoque, expedição de mercadorias.
Padronização nas exportações.
Aproximação do consumidor ao produto (merchandising)
Possibilidade de utilizar o Intercambio eletrônico de Documentos (EDI). Vantagens para o comércio
Otimiza o controle de estoque.
Aumenta a eficiência no ponto de venda: elimina erros de digitação, diminui o tempo das filas.
Otimiza a gestão de preços e de crédito.
Obtém informações confiáveis para uma melhor negociação.
Vende mais com maior lucro.
Atende as mudanças rápidas dos hábitos de consumo.
Melhora o serviço ao cliente.
Estabelece linguagem comum com fornecedor.
Vantagens para o consumidor
Cupom fiscal detalhado.
Passagem rápida no check-out
Eliminação de erros de digitação em sua compra.
Preço correto nas gôndolas.
Exercício da Unidade 2
a) Responda as seguintes questões
1) Decreva a importância da função compras para a Administração de Materiais.
2) Explique como funciona o processo de compras via EDI.
3) Explique a diferença entre a compra via Internet a a compra via EDI
4) Qual a relação entre as com´pras e os níveis de estoque?
5) Explique as estratégias de aquisição de recursos materiais.
6) O que você entendeu sobre as questões importantes no processo de compra.
7) Explique as etapas do processo de compra.
8) Qual a importância da codificação dos materiais?
9) Qual a importância do código de barras para o processo de comercialização?
b) Resolva o seguinte exercício
Calcular as quantidades necessárias a serem compradas, para atender pedidos de 2.500 de A, 1.600 de B e 650 de D, considerando a estrutura do produto e seus componentes, o seu estoque atual e de segurança e lotes de fabricação:
A
B 3 C 2 D 2
E 1 F 1 E 1 G 3
Item Estoque E Seg. Lote A 0 500 600 B 600 0 1000 C 800 500 1 D 380 500 600 E 0 400 800 F 22500 800 500 G 8500 300 1
3) Calcular as quantidades necessárias a serem compradas (LOTES), para atender pedidos de 2.900 de X, 1.400 de Y, considerando a estrutura do produto e seus componentes, e o seu estoque atual e o de segurança:
X Y
A 2 B 1 A 3
C 1 D 3 E 2 F 1 C1 D 3 F 2 G 3
Item Estoque E Seg. Lote
X 0 700 400 Y 0 500 800 A 0 700 1200 B 500 600 500 C 5000 1300 1500 D 5430 1400 1 E 4500 1000 600 F 600 800 500 G 1800 600 1
4) Há pedido de 10.000u a ser entregue na semana 10. Determinar as necessidades líquidas para cada componente e quando emitir os pedidos de compra ou montagem, considerando os tempos de atendimento.
Informações complementares: 200 componentes C já foram encomendados e serão entregues na semana 6. Com todos os componentes disponíveis leva-se uma semana para montá-los. Os tempos de fabricação em semanas constam da tabela.
P
A 1 B 1 C 2 D 1 Item Estoque Tempo
A 100 1 B 500 1 C 200 5
d) Resolva o seguinte exercício (DM,498)
Uma fazenda utiliza 15.000 sacos de fertilizante por ano na preparação para o plantio. São gastos $16.000 para colocar o pedido junto ao fornecedor e os custos de armazenagem são de 70% do saco de fertilizante, que é de $ 4.000.
a) Calcular a quantidade de fertilizante a comprar de cada vez, utilizando a política de minimizar o Custo Total em Estoque
b) Calcule o Custo Total anual em estoque;
c) Se forem 100 sacos a mais que a quantidade ótima, de quanto aumentará o Custo Total Anual em Estoque?