• Nenhum resultado encontrado

Certamente não é necessário ser “religioso” , em qualquer senso comum da palavra, para se realizar a operação de Abramelin. De fato, religião é um sério obstáculo nesses dias e época, porque doutrinas tendem a restringir o pensamento das pessoas. O seu Anjo é uma fonte de liberdade e, portanto, não pode estar inserido ou entendido pela aplicação dos dogmas da maioria das filosofias religiosas modernas. Um sentimento natural e positivo sobre Deus ou o universo, ou qualquer coisa que você queira chamá-lo, é uma vantagem. O importante é desenvolver uma abertura para o universo. Um anseio para o entendimento e conhecimento transcendental é o único pré-requisito. Todos os humanos têm esse anseio. Abuso de drogas, compulsão sexual, empanturrar-se, fanatismo em todas as suas permutações – estes são todos os anseios inapropriados para Deus. A coisa mais importante que você pode fazer é simplesmente decidir obter o Conhecimento e Conversação com o seu Sagrado Anjo Guardião. O resto virá por si mesmo.

Neste capítulo, forneço alguma informação para lhe ajudar a lidar com as mudanças internas que você pode experimentar enquanto realiza a operação de Abramelin. Esta informação inclui as minhas próprias interpretações de formas úteis de lidar com a realidade, que recebi através da união com o meu Sagrado Anjo Guardião.

O S Q U A T R O E L E M E N T O S

Os antigos filósofos gregos viram o mundo em termos de quatro elementos: fogo, água, ar e terra. A descoberta dos quatro elementos é

geralmente creditada ao filósofo Empédocles. A palavra que Empédocles originalmente usou para descrever estes elementos foi rhizai, significando

“raízes”. Os quatro elementos foram, em outras palavras, a fonte de fogo, água, ar e terra. Esses elementos não são as coisas literais em si mesmas, mas as expressões poéticas de suas qualidades ideais. Quase tudo pode ser classificado pela sua natureza em relação a esses quatro elementos. A mente humana não foi exceção. O elemento terra foi visto como as necessidades animais da mente humana, o elemento água como as emoções, o elemento ar como o intelecto e o elemento fogo como vontade. 46

Eu vejo esses elementos como sendo a verdadeira chave para toda a operação Angélica. A Hermética Ordem da Golden Dawn meticulosamente iniciava um candidato dentro dos quatro elementos como preliminar para o adeptado. Enquanto que uma cerimônia formal pode não ser necessária, uma profunda compreensão dos elementos e como eles agem em sua personalidade se provará inestimável. É pelo equilíbrio dos elementos dentro de si mesmo que se obtém uma percepção do quinto elemento, o espírito, que os mantém juntos e os equilibra em uma harmonia universal.

Cada um desses elementos corresponde com uma maneira distinta na qual uma pessoa pode ver o mundo. A primeira forma de olhar o mundo relaciona- se com o elemento terra. Nós iremos chamá-la de  percepção. Todas aquelas

coisas que se percebe e que são vistas com os olhos e outros órgãos dos sentidos físicos. Essa informação parece a mais confiável que você pode conseguir, porque parece que ela vem automaticamente. É por isso que é tão insidiosa. É de longe a fonte menos confiável de informação, porque normalmente é uma ferramenta que seu ego e suas ansiedades usam para convencê-lo que se vê alguma coisa totalmente diferente. Por exemplo, se você vê um cachorro, e tem medo deles, aquele cachorro vai parecer uma ameaça, não importando o quão agradável ele seja.

É também uma parte natural de nossa neurologia para editar grandes partes de nossa experiência. Nós tendemos a ver somente aquelas coisas que correspondem com as nossas necessidades imediatas. E mais, nós tendemos classificar as coisas instantaneamente sem as olharmos individualmente. Quando vemos uma maçã-verde, nós tendemos simplesmente a observar que é uma “maçã-verde” e deixamos de ver a maçã como ela é. Nós temos uma

46Estas noções ainda se aplicam na psicologia freudiana, onde se vê o elemento terra no “id”, a água no “subconsciente”, o ar no “ego” e o fogo no “superego”.

projeção pré-formada de como são as maçãs-verde, e apenas vemos essa projeção, a menos que haja algo que realmente distingue a maçã em particular. É por isso que às vezes lemos de maneira errada os títulos de livros, ou CDs, ou similares quando olhamos para eles só por um segundo. Nossas mentes estão colocando uma projeção baseada na experiência ou algum desejo de comunicar algo inconsciente para nós. Perceber é, para a maioria, as nossas opiniões sendo projetadas para fora, ao invés da aquisição, de algum modo, de uma informação muito nova.

O segundo modo de olhar o mundo é chamado entendimento e está

relacionado ao elemento água. O entendimento é baseado em suas emoções. Este modo de olhar o mundo é falho, pois está fortemente atado aos seus sentimentos sobre si mesmo, mas ele é frequentemente usado para fazer  julgamentos sobre os outros. Em outras palavras, você imagina como reagiria

no lugar da outra pessoa e acreditaria que esse é o modo que a outra pessoa está realmente reagindo. Isso também é uma projeção e ela causa muitos problemas. As suas emoções são resultados de experiências na extensão de toda a sua vida e algum aspecto delas pode ter sido desenvolvido de forma muito destrutiva. Por exemplo, um adulto que foi abusado fisicamente quando criança por alguém que ele amava pode estremecer de ansiedade quando alguma pessoa o toca com amor. O seu entendimento é frequentemente manipulado pelos seus próprios medos, que acaba por lhe ferir ou escravizar.

O pensamento é o terceiro modo de olhar o mundo e ele está relacionado

com o elemento ar. Este é realmente a casa do ego. O ego apenas se manifesta nos pensamentos. No silêncio não há ego. Podemos dizer que o ego é realmente aqueles pensamentos que estamos atualmente atribuindo importância. O pensamento é uma ferramenta e um guardião para nós. É o modo que colocamos o mundo dentro de um sistema coerente de experiências. Infelizmente, muitos de nós somos escravos de nossos processos de pensamentos. Nós nos permitimos refletir sobre alguns pensamentos, enquanto desaprovamos outros. Um dos problemas é que frequentemente acreditamos que estamos pensando quando na verdade estamos reagindo a alguma coisa que veio de um dos outros modos de ver o mundo.

O quarto modo de olhar o mundo é chamado conhecimento e ele está

relacionado ao elemento fogo. Aquelas coisas que você sabe que são pelo fato de que são simplesmente assim. Você não pensa sobre elas. Elas são fatos. Como dois mais dois são quatro. A água molha. Deus é bom. Cachorros latem.

O problema desse modo de ver o mundo é que está sempre misturado com conceitos morais. Quando você sabe que alguma coisa é “verdadeira” ela necessita da ideia de que alguma coisa também é “falsa”. Este modo lhe força a perceber as coisas em termos de valores e esses valores são, em grande parte, relativos ao invés de absolutos. Isso cria a massa de confusão na qual todas as filosofias morais são construídas. Bem e mal entram nessa forma de olhar o mundo e normalmente o que parece um fato é na verdade um julgamento, que não tem nada a ver com fato e tudo a ver com medos, ansiedades e tabus sociais.

Estes quatro modos de olhar o mundo interagem entre si para criar o pânico moderado no qual reside a maioria das pessoas. Cada um desses modos de olhar o mundo, e seus elementos relacionados, corresponde a um tipo específico de medo. Os medos relacionados ao antigo elemento terra e à percepção física são ansiedades sobre dinheiro, saúde e qualquer coisa que tem a ver com o corpo e o bem-estar físico. Muitas vezes o doente vai sentir todos os tipos de males do corpo, como ossos doloridos, dores de cabeça e fadiga geral. Os medos relacionados à água e entendimento são aquelas coisas que os outros pensam sobre você, medos a respeito de amor e relacionamentos, e sentimentos de solidão. Aqueles do ar e do pensamento incluem medos de que não seja inteligente o suficiente, que suas decisões são incorretas, ou que você está louco. Eles geralmente se manifestam como uma incapacidade de fazer conclusões, ou se manter preso em desconfianças. Os medos relacionados ao elemento fogo e ao conhecimento são frequentemente religiosos ou filosóficos, mas pode incluir qualquer coisa a ver com culpa, no senso de que você está fazendo alguma coisa moralmente errada, ou que alguém pode também estar fazendo alguma coisa errada.

Felizmente, os antigos também perceberam um quinto elemento, que eles chamaram de “espírito”. Este elemento governa os outros e os mantém em ordem. É através desse elemento espírito que você tem o Conhecimento e Conversação com o seu Sagrado Anjo Guardião.

Há também um quinto modo de olhar o mundo. Ele é chamado Iluminação.

É somente pela iluminação que nós realmente podemos ter a experiência direta do universo e podemos realizar isto no silêncio produzido pelo quinto elemento. Ele é o verdadeiro caminho de apreender a realidade, porque quando ganhamos o controle sobre a nossa personalidade elemental, nós podemos ver

além de nossos medos e ansiedades. Esse modo está disponível para todos, mas, infelizmente, é aproveitado por poucos.

No esclarecedor livro de Robert Anton Wilson, Prometheus Rising, ele

compara os quatro antigos elementos aos primeiros quatro circuitos do modelo de oito circuitos da consciência de Timothy Leary. O primeiro dos quatro circuitos compreende o Circuito I, Bio-Sobrevivência, que é o programa do corpo que busca as coisas agradáveis e evita aquelas que são desagradáveis; este se relaciona com a Terra, as necessidades animais primitivas. O Circuito II é o circuito Emocional-Territorial e rege a hierarquia, o nosso status na tribo. Ele está relacionado à Água. O circuito III é o circuito do Tempo de Ligação Semântica. É o primeiro circuito exclusivamente humano e descreve a necessidade humana de descrever as coisas em palavras e com pensamentos. Ele está relacionado ao Ar. O Circuito IV é o circuito Sócio-Sexual. Ele governa a vida moral dos humanos e está relacionado ao elemento Fogo. Como você pode ver, esses circuitos correspondem exatamente com as descrições anteriores. Além desses quatro circuitos há um quinto, chamado de Circuito Holístico Neurossomático.

Descrevendo os efeitos deste circuito sobre as ansiedades dos outros elementos ou circuitos, Wilson escreveu:

“O quinto circuito da consciência neurossomática alveja todos es ses problemas de uma só vez”.47

A completa e total experiência do quinto circuito não é nada mais do que o começo de sua conexão com o Sagrado Anjo Guardião. Em outras palavras, pelo contato com este Anjo, todos os problemas da sua vida serão “alvejados” pelo bem-aventurado êxtase da experiência.

Eu acredito que os quarto elementos e as desvantagens psicológicas que eles criam são o segredo real por trás dos “quatro príncipes” descritos em O  Abramelin. Esses quatro príncipes não são nada mais que os demônios

medievais: Satã, Lúcifer, Belial e Leviatã. Cada um desses príncipes se corresponde com um dos antigos rhizai,ou elementos raízes e é a personificação

do medo que estes elementos representam. Vamos discutir esses príncipes com mais detalhes no capítulo 17.

47Robert Anton Wilson,Prometheus Rising (Tempe, AZ: New Falcon, 1983), p. 162. Veja também Timothy Leary,The Game of Life(Temple, AZ: New Falcon, 1993).

Cada um desses quatro antigos elementos tem um potencial psicológico positivo também. O elemento terra pode permitir destreza mecânica e o prazer da afeição física. A água pode fornecer intuição. O ar pode fornecer a lógica e a habilidade de resolver problemas. O fogo pode produzir a habilidade de tomar decisões e de realizá-las. Mesmo que você já tenha experimentado essas coisas em algum grau ou outro, elas estarão um pouco reprimidas pela dúvida e ansiedade. Uma vez obtido o Conhecimento e Conversação com o seu Sagrado Anjo Guardião, você terá a habilidade de ser o mestre de todos esses elementos e será o começo da verdadeira capacidade mágica.

O E G O

O seu ego é essencialmente um conglomerado pessoal de todas as formas de medo e percepção discutidas na seção anterior sobre os quatro elementos. Todas as coisas que parecem muito importantes para você – seus gostos, antipatias, ansiedades, crenças religiosas – são realmente apenas várias formas de medo que não estão baseadas na realidade. Você não escolheu estes medos, crenças e valores, mas pode não estar pronto para encará-los ainda. Toda sua personalidade foi criada por seus pais, ambiente e amigos enquanto você crescia. A sua parte ao criá-la foi provavelmente mínima e reacionária. Minhas desculpas vão para qualquer um – que cresceu sozinho numa ilha deserta – isso não se aplica a você. Para todos os outros, o mundo como você vê não é o que parece. Você só vê as projeções e crenças que lhe tem sido ensinado a experimentar.

Cada um de nós vive dentro de uma bolha. Essa bolha existe quase desde o nascimento. Você vive dentro dela e o que testemunha sobre as suas paredes redondas é o reflexo de seus próprios pensamentos e medos. Ela pode parecer ser um mundo que você está vendo, mas ela é apenas o seu mundo. Tudo o que se pode ver é uma descrição do mundo como você o descreve e como os outros têm lhe ensinado a descrevê-lo. Fora desta bolha está a verdade e somente quando você arrebentá-la é que poderá ver a totalidade do universo.

Os seus medos não são nada mais que as paredes imaginárias desta bolha que você construiu entre si e o universo. Ela é um muro que você criou e lhe faz acreditar que está separado do universo. É feita de todas as coisas que você tem

feito e que não quer que o universo saiba a respeito, todas as coisas secretas que você decidiu que estavam erradas ou que eram muito embaraçosas para compartilhar. Este montante de sua vida inteira. Tudo isso é medo.

O muro de sua bolha é seu ego. E verdadeiramente, o seu ego é apenas medo. Uma vez que você liberou este medo, perceberá que não há separação entre você e o universo e que você é um pedaço perfeito no quebra-cabeça da criação. Antes de dar um simples passo para o caminho da iluminação, você deve checar seu ego.

O ego é altamente instável e se você não tem uma conexão consciente com o seu Sagrado Anjo Guardião, o ego tende a governar em seu lugar. O ego é vulnerável aos elogios, ataques, ridiculização, inveja. O Sagrado Anjo Guardião ou Eu Superior Divino não tem essas fraquezas.

Quanto mais você perseguir as suas práticas espirituais, mais o seu ego vai reclamar, objetar, invocar a preguiça e, em geral, tentar lhe desviar, afastando de seu curso. O seu ego pode enganá-lo fazendo-o acreditar que ele é o seu Sagrado Anjo Guardião, o que pode trazer ilusão (ou pelo menos estigmatizá-lo como insuportavelmente justo). Isso acontece porque o reino do seu ego poderá desaparecer quando perceber a sua conexão com o Sagrado Anjo Guardião.

O juramento que você fez no início de sua operação é a chave para superar esse problema. O juramento é uma armadilha para o ego. Quebrar um  juramento danificará o ego, então ele tentará mantê-lo, embora talvez só em palavra. Ele certamente não quer destruir a si mesmo. No entanto, se o  juramento for inflexível, sem conter nenhuma lacuna, esteja certo de que o ego

eventualmente ruirá.

Você pode notar que eu trato o ego como um ser separado, quase como um parasita. Se você olhar cuidadosamente para a situação, descobrirá que o seu ego não é você no todo. A verdade é que o seu ego é apenas um conjunto de condições culturais as quais você se acostumou. Ele não é nada. Quando fica chateado e defensivo com alguém que lhe ofendeu, você não está defendendo nada. A parte de você que vale a pena defender está totalmente fora de ataque. Aquele “você” na realidade é muito mais que a massa de superstições e crenças através da qual a maioria das pessoas se define.

O primeiro passo para quebrar o muro do ego é perceber que você está desqualificado para julgar as condições do universo. A questão, “ por que as coisas ruins acontecem com as pessoas boas?” é uma investigação infrutífera.

Nenhum humano é singularmente qualificado para julgar o que é uma coisa ruim, ou o que é uma pessoa boa. É arrogante pensar de outra maneira. As coisas simplesmente são e julgá-las por motivos morais é o primeiro erro do chamado “homem justo”, esse tipo de pensamento é a pior maneira de gastar a sua energia.

Quando você vê alguém se comportando mal, algo que o incomoda, alguém que você odeia, ou algo que o leva à loucura, é preciso perceber que todas essas coisas que lhe incomodam e esgotam sua energia só o fazem por causa da maneira como você decidiu identificá-las. O seu inimigo é apenas o seu inimigo porque você tem feito dele o seu inimigo. A mesquinharia e os maus atos dos outros parecem mesquinharia e maldade porque a sua mente permitiu os conceitos de mesquinhez e maldade para aprisioná-los. Na verdade, as ações dos outros são meramente ações. As causas e efeitos (bondade e maldade) daquelas ações estão além de sua habilidade consciente para saber. As ações e comportamentos corretos e incorretos dos outros (incluindo todo o universo) pode ser apenas um julgamento mal construído da sua parte. Preocupar-se e se lamentar sobre os outros é uma perda do pouco tempo que se tem na Terra. Você não os mudará – você só pode mudar a si mesmo. Pela mudança, você pode então descobrir que aquilo que uma vez pareceu um incompreensível mau ato é realmente uma parte necessária e essencial do plano universal.

Quando você se torna imparcial em relação ao mundo, esquecendo-se das coisas que acredita ser o mal, os males e os inimigos de sua vida desaparecem como os fantasmas que eles são. Além do mais você estará rejuvenescido. Sem gastar a sua energia com queixas ilusórias, raiva e ódio, um novo mundo de  beleza e poder se abre diante de você.

Você é responsável por suas ações e não as dos outros, e se preocupar com a vida de outra pessoa o deixa sujeito aos avanços de milhares de demônios inúteis e fantasmas do ódio e da ilusão.

Você é uma força da natureza, uma estrela auto-iluminada tão brilhante e potente como o sol, mas só quando se mover tão facilmente como o sol poderá conhecer a sua própria maravilha. Em seguida, cada etapa será em perfeita alegria e todos os caminhos levarão a felicidade perfeita.

A S S U M I R A R E S P O N S A B I L I D A D E

P E S S O A L P O R N Ó S M E S M O S

Muitos de nós gastamos boa parte do nosso tempo com sentimentos desagradáveis por uma coisa ou outra. Encontramo-nos em desacordo com os outros, indignados, feridos e irritados. Sentimos que nossa sorte na vida é completamente diferente do caminho que gostaríamos de estar. Não temos dinheiro suficiente, não temos muitas coisas as quais gostaríamos de ter, não temos o amor que precisamos e merecemos. Tudo isso entra em jogo toda vez que estamos em desacordo com os outros e nos sentimos justos sobre a nossa própria raiva. No entanto, muito raramente é que encontramos tempo para pensar realmente sobre esses sentimentos, nos contentamos com o estado miserável em que estamos, negando que existam quaisquer outras escolhas na vida.

O simples fato da questão é que tudo em nossas vidas – incluindo todas as coisas sórdidas – é uma escolha que temos feito por nós mesmos. Que é um fato difícil de ser encarado pela maioria de nós, já que é muito mais fácil culpar as circunstâncias aleatórias em nossas vidas do que aceitar a responsabilidade de nossas próprias ações. O primeiro passo para a paz interior e exterior é aceitando a responsabilidade por nossas vidas.

Pegue, por exemplo, um banqueiro que está frequentemente irritado porque ele sempre sonhou em ser um cantor de música country, mas no curso de sua vida, ele, na verdade, nunca se preocupou em entrar num palco de música country. Ainda assim ele culpa os seus pais, por desencorajá-lo e por enviá-lo para uma escola de negócios e a comunidade da música country por nunca perceber o seu talento. Ele culpa a sociedade por “ tornar” tudo tão caro , que perseguir os seus sonhos é quase impossível de uma posição financeira. Ele culpa a sua esposa por engravidar quando tinham apenas 21 anos. No entanto o  banqueiro é aquele que decidiu não seguir com os seus sonhos e qualquer culpa

deve ficar por aí.

Assumir a responsabilidade por nossas vidas não é apenas uma questão de situações de nosso trabalho. Devemos assumir a responsabilidade por tudo em nossas vidas – desde o maior ao menor detalhe. Nada e nem ninguém é capaz de efetivar qualquer mudança em nós que não permitimos que façam.