• Nenhum resultado encontrado

Capítulo 6 Proposta de Novos D²MIs

5 PROPOSTAS DE NOVOS D²MIS

6.4 Trabalhos Futuros

Podem ser realizados em trabalhos futuros processos de validação da sistematização do paradigma de D²MIs, DMIs e IDSs. Os paradigmas existentes podem ser validados a partir de uma análise mais criteriosa das redes de referencias das publicações da literatura de ambas as comunidades. O paradigma proposto pode ser validado com a análise da contribuição para novos processos de design de D²MIs.

Como este paradigma representa uma proposta para uma comunidade que ainda não está estruturada, esforços no sentido de agregar esta comunidade podem contribuir em um prazo mais longo para a sua estruturação. A criação de seminários, eventos, fóruns e plataformas de comunicação entre desenvolvedores são passos que podem fortalecer este caminho de desenvolvimento. A criação de ferramentas que facilitem o desenvolvimento de D²MIs também pode contribuir para a formação desta comunidade. Estas ferramentas podem ser blocos de montar, ambientes de programação, a padronização de protocolos de comunicação ou de ambientes de compartilhamento de processos e produtos reprodutíveis. Descrevemos estas propostas em mais detalhes.

O desenvolvimento de blocos de montar adaptados para a prototipação de D²MIs poderia trazer imensas contribuições para a concepção e implementação dos instrumentos. A pesquisa de Filipe Calegario aponta caminhos muito interessantes de ferramentas para a prototipação e concepção de DMIs com o Probatio (CALEGARIO, 2017). Ferramentas para a criação de D²MIs podem partir de ferramentas desta natureza incluindo a expressividade corporal como um fator a ser prototipado também.

Estas contribuições precisam de uma comunicação sem fio à prova de falhas e pode incluir blocos de sensores vestíveis (como acelerômetros, giroscópios, magnetômetros, sensores de flexão e de pressão) ou para instrumentos como ambientes (como cápsulas piezoelétricas, “pisadas” ou câmeras). Existem algumas características específicas sobre a estrutura que estes blocos devem ter para D²MIs, principalmente para serem vestíveis. Estes precisam ser bem fixados no corpo de maneira que não obstruam muito o movimento e que sejam robustos ao impacto e a movimentos intensos.

Um ambiente de programação ideal para o desenvolvimento de D²MIs deve ser fácil de aprender a programar e podem ser inspirados no ambiente Isadora. Este ambiente, no entanto, deveria ter as funcionalidades de processamento gestual do

“EyesWeb”. Estes algoritmos deveriam ser capazes de ser transpostos para sistemas embarcados, juntamente com os sensores, para otimizar a resposta em tempo real. Este ambiente também deveria ter módulos com diversas metáforas de mapeamento para relacionar os gestos de diversos níveis de abstração com a unidade de produção sonora. Alguns exemplos de metáforas poderiam ser de “mensageiro dos ventos”, de arpegiador ou de sequenciador.

Para um ambiente de programação ter um piso de entrada baixo é preciso que ele tenha muitas funcionalidades pré-feitas e organizadas claramente para um usuário leigo aprender com a prática em pouco tempo. Para ter um teto de possibilidades alto é fundamental que ele tenha a possibilidade de ser altamente reconfigurável. Isso pode acontecer permitindo a modificação da estrutura dos módulos pré-feitos com a possibilidade de criação de novos módulos. Soluções de software e hardware livre são ideais para ambientes como esse para permitir o compartilhamento de novos módulos e exemplos de referencia.

Algumas iniciativas foram iniciadas no sentido de fortalecer a comunidade de desenvolvimento de DMIs, como o NIMEhub (MCPHERSON et al., 2016). Esta iniciativa está em estágios iniciais e tem a intenção de criar um banco de dados de DMIs que possam ser reproduzidos por outros membros da comunidade ou utilizados como inspiração para a criação de novos instrumentos. Esta ação está alinhada com o desenvolvimento de plataformas de hardware que possam se estabelecer como padrões na criação de DMIs é o BELA (MCPHERSON; JACK; MORO, 2016) ou o Satellite CCRMA (BERDAHL; JU, 2011). Estas são plataformas embarcadas com baixíssimas latências e alta potência de processamento de algoritmos de síntese.

Não acreditamos que o fortalecimento de uma comunidade de desenvolvimento de D²MIs, por ter necessidades particulares, deva se isolar das comunidades já estabelecidas. É importante a clareza das necessidades específicas do design de D²MI e a aproximação da comunidade de desenvolvedores destes instrumentos sem distanciar- se das outras. Acreditamos que o caminho mais eficiente para fortalecer esta comunidade é na criação ramificações destas já existentes, aproveitando dos avanços na pesquisa e design de DMIs, IDSs, da comunidade Maker e todas as outras que puderem contribuir. Vale lembrar que um D²MI sempre pode ser visto como um DMI que leve em conta a expressividade corporal e um IDS com uma relação instrumental com a produção sonora.

Um caminho para o desenvolvimento do paradigma de D²MIs está na criação de comunidades como o NIMEhub (MCPHERSON et al., 2016) para o compartilhamento de processos de design, descrevendo os principais empecilhos e soluções no processo. O compartilhamento dos resultados é o que faz uma comunidade se fortalecer, permitindo que um possa aprender com os aprendizados dos outros e que problemas recorrentes possam ser identificados. A partir destes é possível criar ferramentas que facilitem o processo de design, apresentando soluções estruturais como o BELA (MCPHERSON; JACK; MORO, 2016) ou o Satellite CCRMA (BERDAHL; JU, 2011) da comunidade de DMIs.

Para o contexto de D²MIs estes sistemas embarcados trazem diversas contribuições significativas, principalmente por apresentar a possibilidade de uma solução autocontida de implementação facilitada. É preciso empreender no sentido de melhor adaptar estas ferramentas para simplificar ainda mais o desenvolvimento de D²MIs com a modularização das unidades de processamento gestual e de mapeamento. As soluções apresentadas acima na forma de blocos de montar e comunicação sem fio eficientes podem somar a estas soluções. Uma solução bastante específica, simples e de fácil implementação para a criação de D²MIs é integração do modo standby de maneira prática, que permite a solução da maioria dos problemas do “Toque de Midas”. Para D²MIs que não estão fixados no ambiente, as alternativas sem fio trazem imensas contribuições e é comum que se espere que a unidade de produção sonora esteja fixada no ambiente. Esta característica dos D²MIs sugere uma arquitetura de hardware possa resolver diversos problemas estruturais com uma separação física em duas unidades. Uma unidade deve ter a interface de percepção gestual e a unidade de processamento gestual enquanto que a outra deve ter a unidade de mapeamento e de produção sonora. A comunicação sem fio entre as duas unidades deve ser à prova de falhas e com baixíssima latência. O desenvolvimento traria uma contribuição imensa para a comunidade de D²MIs como também para a de DMIs e IDS

É muito interessante que esses instrumentos funcionem de maneira autocontida, sem a necessidade de computadores de propósitos gerais. Isso permite que o instrumento não fique refém da obsolescência dos sistemas operacionais e computadores, que seja fácil o transporte e rápido para começar a usar. Mesmo assim, é interessante que estes instrumentos tenham a possibilidade de conexão com computadores ou dispositivos móveis para configuração e monitoramento dos dados.

Para o desenvolvimento da unidade de processamento gestual, principalmente, é fundamental esta conectividade para uma visualização eficiente dos dados processados.

Um problema compartilhado pelas comunidades de desenvolvimento de DMIs e D²MIs é a falta de um protocolo de comunicação adaptado às necessidades atuais de desenvolvimento. O protocolo OSC foi um avanço significativo para superar diversas limitações do MIDI, mas perdeu diversas qualidades deste como uma padronização para fácil implementação de funções comuns, sintaxe sucinta para barramentos com banda limitada, ainda necessários para compatibilidade com diversos módulos de comunicação sem fio, e soluções de baixo consumo energético. Uma iniciativa foi feita neste sentido sugerindo o protocolo O2 para superar algumas limitações do OSC (DANNENBERG, 2016), mas para encontrar uma solução padrão é preciso que haja uma articulação política para estabelecer um novo padrão para facilitar o uso e a integração com o máximo de dispositivos.

Esta pesquisa aponta um ponto de partida interessante para novas invenções tecnológicas para a expressividade artística e para a pesquisa sobre o design de novos instrumentos.

REFERÊNCIAS

ACITORES, A. P. La gestualidad en los pauliteiros de Miranda do Douro: Usos, funciones y tipologías. Trans. Revista Transcultural de Música, n. 19, p. 1–14, 2015. AMENTO, B.; HILL, W.; TERVEEN, L. The Sound of One Hand: A Wrist-mounted Bio-acoustic Fingertip Gesture Interface. CHI ’02 extended abstracts on Human

factors in computing systems - CHI ’02, p. 724, 2002.

AUSLANDER, P. Liveness: Performance in a Mediatized Culture. New York, London: Routledge, 1999.

AYLWARD, R.; PARADISO, J. A. Sensemble: A Wireless, Compact, Multi-User

Sensor System for Interactive Dance. (N. Schnell, F. Bevilacqua, Eds.)Proceedings

of the 2006 International Conference on New Interfaces for Musical Expression (NIME-06). Anais...Paris, France: 2006Disponível em: <http://www.nime.org/proceedings/2006/nime2006_134.pdf>

BAALMAN, M. A. et al. Sharing Data in Collaborative, Interactive Performances :

the SenseWorld DataNetwork. (N. Zahler, R. B. Dannenberg, T. Sullivan,

Eds.)Proceedings of the International Conference on New Interfaces for Musical Expression. Anais...Pittsburgh, PA, United States: 2009Disponível em: <http://www.nime.org/proceedings/2009/nime2009_131.pdf>

BARBOSA, J. et al. Towards an evaluation methodology for digital musical instruments considering performer’s view : a case study. Proceedings of the 13th

Brazilian Symposium on Computer Music, 2011.

BARBOSA, J. et al. Considering Audience ’ s View Towards an Evaluation Methodology for Digital Musical Instruments. NIME 2012 Proceedings of the

International Conference on New Interfaces for Musical Expression, p. 403–408,

2012.

BARBOSA, J. et al. Illusio: A Drawing-Based Digital Music Instrument. NIME ’13

Proceedings of the 2013 Conference on New Interfaces for Musical Expression, p.

499–502, 2013.

BARBOSA, J. et al. Designing DMIs for Popular Music in the Brazilian Northeast : Lessons Learned. Proceedings of the International Conference on New Interfaces

for Musical Expression, p. 277–280, 2015.

BERDAHL, E.; JU, W. Satellite CCRMA: A Musical Interaction and Sound Synthesis Platform. Proceedings of the International Conference on New Interfaces for

Musical Expression, n. June, p. 173–178, 2011.

BEVILACQUA, F. et al. Continuous realtime gesture following and recognition.

Lecture Notes in Computer Science (including subseries Lecture Notes in Artificial Intelligence and Lecture Notes in Bioinformatics), v. 5934 LNAI, p. 73–

84, 2009.

Movement and Computing. Paris, IRC ed. NY, USA: ACM New York, 2014.

BEVILACQUA, F.; MULLER, R. A gesture follower for performing arts. Proceedings

of the International Gesture …, p. 3–4, 2005.

BEVILACQUA, F.; NAUGLE, L.; VALVERDE, I. Virtual dance and music environment using motion capture. IEEE Multimedia Technology and Applications

Conference Proceedings, p. 1–4, 2001.

BEVILACQUA, F.; SCHNELL, N.; FDILI ALAOUI, S. Gesture Capture : Paradigms in Interactive Music / Dance Systems. Emerging Bodies: The Performance of

Worldmaking in Dance and Choreography, p. 183, 2011.

BOIE, B.; MATHEWS, M. V.; SCHLOSS, A. The Radio Drum as a Synthesizer

ControllerICMC, 1989.

BROUGHTON, M.; STEVENS, C. Music, movement and marimba: an investigation of the role of movement and gesture in communicating musical expression to an audience. Psychology of Music, v. 37, n. 2, p. 137–153, 2009.

BUXTON, B. Artists and the art of the luthier. ACM SIGGRAPH Computer

Graphics, v. 31, n. 1, p. 10–11, 1 fev. 1997.

CALEGARIO, F. Probatio: Towards Different Levels of Mapping. Lille, França: [s.n.].

CALEGARIO, F. et al. A Method and Toolkit for Digital Musical Instruments: Generating Ideas and Prototypes. IEEE Multimedia, v. 24, n. 1, p. 63–71, 2017. CALEGARIO, F. C. A. Sketchument: ambiente de experimentação para criação de

instrumentos musicais digitais. [s.l.] Universidade Federal de Pernambuco, 2013.

CALEGARIO, F. C. A. Probatio: A Physical Prototyping Toolkit Based on

Mophological Chart of Instrumental Inheritance for Designing Digital Musical Instruments. [s.l.] UFPE, 2017.

CAMPOS, C. DA S. Percussão Múltipla Mediada por Processos Tecnológicos. [s.l.] Unicamp, 2008.

CAMURRI, A. Interactive Dance/Music Systems. Computer Music Conference

ICMC, p. 45–252, 1995.

CAMURRI, A. et al. A Multi-layered Conceptual Framework for Expressive Gesture Applications. In Proceedings of MOSART: Workshop on Current Directions in

Computer Music, n. 1, p. 29–34, 2001.

CAMURRI, A. et al. Communicating expressiveness and affect in multimodal interactive systems. IEEE Multimedia, v. 12, n. 1, p. 43–53, 2005a.

CAMURRI, A. et al. The MEGA Project: Analysis and Synthesis of Multisensory Expressive Gesture in Performing Art Applications. Journal of New Music Research, v. 34, n. 1, p. 5–21, mar. 2005b.

CAMURRI, A. et al. The Dancer in the Eye: Towards a Multi-Layered Computational Framework of Qualities in Movement. Proceedings of the 3rd International

Symposium on Movement and Computing, p. 6:1-6:7, 2016.

CAMURRI, A.; COGLIO, A. An architecture for emotional agents. IEEE

Multimedia, v. 5, n. 4, p. 24–33, 1998.

CAMURRI, A.; LAGERLÖF, I.; VOLPE, G. Recognizing emotion from dance movement: Comparison of spectator recognition and automated techniques.

International Journal of Human Computer Studies, v. 59, n. 1–2, p. 213–225, 2003.

CAMURRI, A.; TROCCA, R. Movement and Gesture in Intelligent Interactive Music Systems. In: WANDERLEY, M.; BATTIER, M. (Eds.). . Trends in Gestural Control

of Music. Paris, France: IRCAM, 2000. p. 95–110.

CAMURRI, A.; TROCCA, R.; VOLPE, G. Interactive systems design: A KANSEI- based Approach. NIME 2002 Proceedings of the International Conference on New

Interfaces for Musical Expression, p. 1–6, 2002.

CAMURRI, A.; VOLPE, G. Multimodal Analysis of Expressive Gesture in Music Performance. In: J., S.; K., N. (Eds.). . Musical Robots and Interactive Multimodal

Systems. Springer Tracts in Advanced Robotics. Berlin, Heidelberg: Springer, 2011.

p. 47–66.

CAMURRI, A.; RICCHETTI, M.; TROCCA, R. EyesWeb-toward gesture and affect recognition in dance/music\ninteractive systems. Proceedings IEEE International

Conference on Multimedia Computing and Systems, v. 1, p. 643–648, 1999.

COOK, P. Principles for designing computer music controllers. Proceedings of the

International Conference on New Interfaces for Musical Expression 2001 (NIME 2001), p. 1–4, 2001.

COOPER, D. VERY NERVOUS SYSTEM - Artist David Rokeby adds new meaning to the term interactive. Wired Magazine, 1995.

DANNENBERG, R. B. O2 : Rethinking Open Sound Control. Proceedings of the

International Computer Music Conference, p. 493–496, 2016.

DAVIDSON, J. W. Visual Perception of Performance Manner in the Movements of Solo Musicians. Psychology of Music, v. 21, n. 2, p. 103–113, 1993.

DELAHUNTA, S. ISADORA “almost out of beta” tracing the development of a

new software tool for artists. Disponível em:

<http://www.sdela.dds.nl/sfd/isadora.html>. Acesso em: 13 jul. 2017.

DUCHAMP, M. O Ato Criador. In: BATTCOCK, G. (Ed.). . A Nova Arte. São Paulo: Perspectiva, 2004.

EATON, J.; JIN, W.; MIRANDA, E. The Space Between Us. A Live Performance with Musical Score Generated via Emotional Levels Measured in EEG of One Performer and an Audience Member. Proceedings of the International Conference on New

FELS, S. Designing for intimacy: Creating new interfaces for musical expression.

Proceedings of the IEEE, v. 92, n. 4, p. 672–685, 2004.

FRISSON, C. et al. LoopJam : turning the dance floor into a collaborative instrumental map. NIME 2012 Proceedings of the International Conference on New Interfaces

for Musical Expression, p. 278–281, 2012.

GLOWINSKI, D. et al. Expressive non-verbal interaction in a string quartet: an analysis through head movements. Journal on Multimodal User Interfaces, v. 9, n. 1, p. 55– 68, 2015.

GODØY, R. I.; HAGA, E.; JENSENIUS, A. R. Playing “Air Instruments”: Mimicry of Sound-Producing Gestures by Novices and Experts. In: GIBET, S.; COURTY, N.; KAMP, J.-F. (Eds.). . Gesture in Human-Computer Interaction and Simulation. Berlin, Heilderberg, Alemanha: Springer, 2006. p. 256–267.

GUREVICH, M.; CAVAN FYANS, A. Digital Musical Interactions: Performer– system relationships and their perception by spectators. Organised Sound, v. 16, n. 2, p. 166–175, 2011.

HAHN, T.; BAHN, C. Pikapika–the collaborative composition of an interactive sonic character. Organised sound, v. 7, n. 3, p. 229–238, 2002.

HARDJOWIROGO, S.-I. Instrumentality. On the Construction of Instrumental Identity. In: BOVERMANN, T. et al. (Eds.). . Musical Instruments in the 21st

Century Identities, Configurations, Practices. Berlin, New York: Springer, 2017. p.

9–24.

HATTWICK, I.; FRANCO, I.; WANDERLEY, M. M. The Vibropixels: A Scalable Wireless Tactile Display System. In: YAMAMOTO, S. (Ed.). . HIMI 2017: Human

Interface and the Management of Information: Information, Knowledge and Interaction Design. New York: Springer, 2017. p. 517–528.

HATTWICK, I.; MALLOCH, J.; WANDERLEY, M. Forming Shapes to Bodies: Design for Manufacturing in the Prosthetic Instruments. Proceedings of the

International Conference on New Interfaces for Musical Expression, n. August

2016, p. 443–448, 2014.

HUNT, A. D.; WANDERLEY, M. M.; PARADIS, M. The importance of Parameter

Mapping in Electronic Instrument Design. (C. Casey, K. Schneider, E. Hammond,

Eds.)Proceedings of the 2002 Conference on New Instruments for Musical Expression (NIME-02). Anais...Dublin, Ireland: 2002Disponível em: <http://www.nime.org/proceedings/2002/nime2002_088.pdf>

JACK, R. H.; STOCKMAN, T.; MCPHERSON, A. Effect of latency on performer interaction and subjective quality assessment of a digital musical instrument. Audio

Mostly, p. 116–123, 2016.

JENSENIUS, A. R. et al. Musical Gestures. In: GODØY, R. I.; LEMAN, M. (Eds.). .

Musical Gestures: Sound, Movement, and Meaning. New York; London: Routledge,

JENSENIUS, A. R.; LYONS, M. J. (EDS). A NIME Reader. [s.l.] Springer, 2017. v. 3

JESSOP, E. N. A Gestural Media Framework : Tools for Expressive Gesture

Recognition and Mapping in Rehearsal and Performance. [s.l.] Massachussetts

Institute of Technology, 2010.

JESSOP, E.; TORPEY, P. A.; BLOOMBERG, B. Music and Technology in Death

and the Powers. (A. R. Jensenius et al., Eds.)Proceedings of the 2011 International

Conference on New Interfaces for Musical Expression (NIME2011). Anais...Oslo, Norway: University of Oslo and Norwegian Academy of Music, 2011Disponível em: <http://www.nime.org/proceedings/2011/nime2011_349.pdf>

JOHANSSON, F. O efeito Medici. O que nos podem ensinar os elefantes e as

epidemias acerca da inova{ç}{ã}oCruz Quebrada: Casa das Letras, , 2007.

JORDÀ, S. Digital Lutherie Crafting musical computers for new musics ’ performance and improvisation. Departament de Tecnologia, v. 26, n. 3, p. 531, 2005.

KANDINSKY, W. The Art of Spiritual Harmony, trans. Michael T. Sadleir [Lon-

don: Constable, 1914], 1914.

KAPUR, A. et al. New Interfaces for Traditional Korean Music and Dance. (W. Yeo et al., Eds.)Proceedings of the International Conference on New Interfaces for Musical Expression. Anais...Daejeon, Republic of Korea: Graduate School of Culture Technology, KAIST, 2013Disponível em: <http://nime2013.kaist.ac.kr/>

KORTUM, P. HCI beyond the GUI: Design for haptic, speech, olfactory, and other

nontraditional interfaces. [s.l.] Morgan Kaufmann, 2008.

KOSTELANETZ, R. Conversing with Cage. New York: Limelight, 1988.

KRAHE, C.; HAHN, U.; WHITNEY, K. Is seeing (musical) believing? The eye versus the ear in emotional responses to music. Psychology of Music, v. 10, n. 8, 8 out. 2013. KUHN, T. A estrutura das revoluções científicas. 5a Edição ed. São Paulo: Editora Perspectiva, 1998.

LEMAN, M. Embodied Music Cognition and Mediation Technology. Cambridge, Massachussetts; London England: The MIT Press, 2008.

LIVINGSTON, M. A. et al. Performance measurements for the Microsoft Kinect skeleton. 2012 IEEE Virtual Reality (VR), v. 298, n. 704, p. 119–120, 2012.

MACHOVER, T.; CHUNG, J. Hyperinstruments: Musically Intelligent and

Interactive Performance and Creativity Systems. International Computer Music

Conference. Anais...In Proceedings of the International Computer Music Conference. San Francisco: International Computer Music Association: 1989

MAGNUSSON, T. Designing Constraints: Composing and Performing with Digital Musical Systems. Computer Music Journal, v. 34, n. 4, p. 62–73, 2010.

MALLOCH, J. et al. Towards a new conceptual framework for digital musical instruments. International Conference on Digital Audio Effects, p. 18–21, 2006. MALLOCH, J. A Framework and Tools for Mapping of Digital Musical

Instruments. [s.l.] McGill University, 2013.

MALLOCH, J.; WANDERLEY, M. M. The T-Stick : From Musical Interface to

Musical Instrument. International Conference on New Interfaces for Musical

Expression. Anais...New York, USA: 2007

MANZOLLI, J.; MORONI, A.; MATALLO, C. AtoContAto: new media

performance for video and interactive tap shoes music. AtoContAto: new media

performance for video and interactive tap shoes music. Anais...Bristol: 1998

MARRIN, T. Toward an Understanding of Musical Gesture: Mapping Expressive

Intention with the Digital Baton. [s.l.] MIT, 1996.

MASON, P. H. Music, dance and the total art work: choreomusicology in theory and practice. Research in Dance Education, v. 13, n. 1, p. 5–24, 2012.

MASON, P. H. Tapping the Plate or Hitting the Bottle: Sound and Movement in Self- accompanied and Musician-accompanied Dance. Ethnomusicology Forum, v. 23, n. 2, p. 208–228, 2014.

MATHEWS, M. V. The Digital Computer as a Musical Instrument. Science, v. 142, n. 3592, p. 553–557, 1963.

MAYS, T.; FABER, F. A Notation System for the Karlax Controller. (B. Caramiaux et al., Eds.)Proceedings of the International Conference on New Interfaces for Musical Expression. Anais...London, United Kingdom: Goldsmiths, University of London, jun. 2014Disponível em: <http://www.nime.org/proceedings/2014/nime2014_509.pdf> MCCALEB, J. M. Embodied knowledge in ensemble performance. Farnham, Burlington: Ashgate, 2014.

MCDONALD, K. DIY Force Sensitive Resistor (FSR).

MCPHERSON, A. P. et al. NIMEhub: Toward a Repository for Sharing and Archiving Instrument Designs. Proceedings of the 2016 NIME conference, p. 2–5, 2016. MCPHERSON, A. P.; JACK, R. H.; MORO, G. Action-Sound Latency: Are Our Tools Fast Enough? Proceedings of the International Conference on New Interfaces for

Musical Expression, v. 16, p. 20–25, 2016.

MEDEIROS, C. B.; WANDERLEY, M. M. A comprehensive review of sensors and instrumentation methods in devices for musical expression. Sensors (Basel,

Switzerland), v. 14, n. 8, p. 13556–13591, 2014.

MEDEIROS, R. et al. Challenges in designing new interfaces for musical expression.

Design, User Experience, and Usability. Theories, Methods, and Tools for Designing the User Experience, p. 643–652, 2014.

MONTEIRO, F. Virtuosity : Some ( quasi phenomenological ) thoughts. International

Symposium on Performance Science, p. 315–320., 2007.

MOORE, F. R. The Dysfunctions of MIDI. Computer Music Journal, v. 12, n. 1, p. 19–28, 1988.

MULDER, A. Human Movement Tracking Technology. Report 94-1 of the Hand Centered Studies of Human Movement Project. Anais...Burnaby, British Columbia, Canada: Simon Fraser University, 1994

NEWTON, D.; MARSHALL, M. T. Examining How Musicians Create Augmented

Musical Instruments. (A. R. Jensenius et al., Eds.)Proceedings of the International

Conference on New Interfaces for Musical Expression. Anais...Oslo, Norway: 2011Disponível em: <http://www.nime.org/proceedings/2011/nime2011_155.pdf> NOR, M. A. M.; STEPPUTAT, K. Sounding the Dance, Moving the Music:

Choreomusicology in Maritime Southeast Asia. London, New York: Routledge,

2017.

NYMOEN, K.; SKOGSTAD, S. A.; JENSENIUS, A. R. SoundSaber - A Motion

Capture Instrument. (A. R. Jensenius et al., Eds.)Proceedings of the 2011

International Conference on New Interfaces for Musical Expression (NIME2011).

Anais...Oslo, Norway: University of Oslo and Norwegian Academy of Music,

2011Disponível em: <http://www.nime.org/proceedings/2011/nime2011_312.pdf> NYOMEN, K.; ROMARHEIM HAUGEN, M.; JENSENIUS, A. R. MuMYO — Evaluating and Exploring the MYO Armband for Musical Interaction. Proceedings of

the International Conference on New Interfaces for Musical Expression, p. 215–

218, 2015.

PACKER, R.; JORDAN, K. Multimedia: From Wagner to Virtual Reality. New York: Norton, 2001.

PARADISO, J. Electronic Music: New Ways to Play. Ieee Spectrum, n. December

Documentos relacionados