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4. BREVE HISTÓRICO DA ÁGUA NO RIO DE JANEIRO

4.3.2. Transformações institucionais e contexto hodierno

O presente tópico se dispõe a expor, de forma breve, o histórico das transformações

institucionais ao longo do tempo, até a formação da CEDAE – além da apresentação do

contexto atual do Rio de Janeiro quanto ao saneamento. Não se pretende, aqui, escrever a

história como instrumento de mídia e exibição, mas, contrariamente, assumindo consciência

científica e acadêmica, não podendo ser deixado de lado este passado institucional, pois o

mesmo é intrínseco ao presente cenário carioca. Estas transformações conotam as ações

do poder público e condizem com o âmbito reflexivo deste trabalho.

93% 94% 95% 96% 97% 98% 99% 100% 1991 2000

Percentual de pessoas que vivem em domicílios com água encanada

Percentual de pessoas que vivem em domicílios com banheiro e água encanada Percentual de pessoas que vivem em domicílios urbanos com coleta de lixos

Em caráter retrospectivo, em 1931, sob presidência de Getúlio Vargas, criou-se a

Inspetoria de Águas e Esgotos (IAE). A IAE foi criada sob a justificativa da insuficiência da

distribuição de água potável em todo o Distrito Federal, provocando maior fragilidade na

saúde pública. Este órgão passou por coordenação de diferentes engenheiros: de 1931 a

1932 pelo engenheiro Nelson Coelho Leal, e de 1932 a 1937 pelo engenheiro Alberto Pires

Amarante. A sucessão veio com a criação dos Serviços de Águas e Esgotos (SAE). O SAE

apresentou, em início de sua vigência, o plano de emergência do Iguaçu, com o

aproveita-mento das águas baixas do mesmo, definindo reforços ao abasteciaproveita-mento, abrandando a

situação deficiente da época; em 28 de agosto de 1937 o projeto foi anulado por não mais

ser emergencial o palco de abastecimento do Rio de Janeiro. Interessante apontar para a

estiagem de 1939, a qual acabou obrigando o SAE a realizar as obras previstas no Projeto

Iguaçu. Com a experiência obtida, o governo passou a temer as estiagens severas e, assim,

passou-se a estudar a captação de outros mananciais. O Ribeirão das Lajes e suas obras

são frutos da gestão do SAE. Em 1945, a cidade carioca já alcançava um déficit de 180

mi-lhões de litros por dia, levando o governo a criar o Departamento de Águas e Esgotos

(DA-E). Coube ao DAE o novo reforço de adução para a cidade. Dentre as inúmeras obras

reali-zadas pelo Departamento, as que marcaram história foram: a duplicação da primeira

aduto-ra de Lajes; a criação da segunda adutoaduto-ra (1947) – levando mais 220 milhões de litros por

dia para a cidade; o plano de adução do Guandu (1951) – já contando com a transposição

do Paraíba do Sul para assegurar um volume adequado. Posteriormente, em 1956, o

Presi-dente Juscelino separa o DAE e cria o Departamento de Águas (DAA). O prefeito da cidade

do Rio de Janeiro neste período foi Negrão de Lima. O renomado prefeito verificou, assim

assumido seu cargo, a insuficiência de recursos financeiros do município para realização de

obras e sua manutenção. Assim, o prefeito buscou aprovação do Plano de Realizações

(1956), custeado pelo Fundo Especial de Obras Públicas, o qual almejava obtenção dos

recursos para atender as necessidades da cidade e seu crescimento demográfico. As obras

eram relativas à urbanização e saneamento, exigindo a criação de um órgão gestor destes

recursos financeiros e das obras a serem executadas. Então, criou-se a Superintendência

de Urbanização e Saneamento (SURSAN), em 1957, com esta finalidade (SANTA RITTA,

2009).

A SURSAN foi constituída de dois Departamentos: o Departamento de Esgotos

Sani-tários (DES) e o Departamento de Urbanização (DURB). 4 anos depois, o DAA se

incorpo-rou a SURSAN, devido problemas administrativos internos; além deste não conseguir

recur-sos suficientes para continuar as melhoras do sistema abastecedor da cidade. O DES,

re-querendo maiores atribuições ao mesmo, passou a ser denominado de Departamento de

Saneamento, porém com a mesma sigla (DES). Esta alteração foi devido ao fato de, a partir

daquela alteração, o novo DES era competente pelo combate a ratos e mosquitos, os quais

se tornaram grave problema social. Este agravamento no saneamento do Estado conduziu o

governo a tomar uma decisão e formar, em 1972, a Empresa de Saneamento da Guanabara

(ESAG), esta sendo responsável pela coleta, transporte, tratamento e disposição final dos

esgotos. Seu marco foi o Plano Estadual de Esgotamento Sanitário da Guanabara,

concluí-do em 1973, com os objetivos de eliminar a poluição da Baía de Guanabara, remanejar a

rede de esgotos existente e construir novas redes de esgotos nas áreas que não as

possuí-am (SILVA, J. R., 2002b).

Vale ressaltar que, com a extinção do Departamento de Águas da SURSAN, foi

cria-da, em 1962, a Companhia Estadual de Águas da Guanabara (CEDAG), responsável pela

gestão a atuação no sistema de abastecimento de água do Estado. Conjuntamente, anos

depois (1972), foi criada a Companhia de Saneamento do Estado do Rio de Janeiro

(SA-NERJ), atribuída de exploração dos serviços de abastecimento de água e esgotamento

sani-tário da cidade do Rio de Janeiro e seus respectivos municípios. A criação destas

compa-nhias se deu concomitantemente a outros departamentos, conforme supracitado. Em 1975,

os Estados do Rio de Janeiro e da Guanabara, outrora separados, passaram a ser

unifica-dos e denominaunifica-dos de ―Estado do Rio de Janeiro‖; neste mesmo rumo, a fusão das 3

com-panhias – CEDAG, ESAG e SANERJ – foi realizada para melhor gerir o novo Estado, dando

origem a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (CEDAE). Atualmente, a CEDAE é a

principal concessionária do Rio de Janeiro, respondendo por maior parte de todo o Estado e

responsável por todos os sistemas construídos sob gestão das companhias e

departamen-tos passados. Importante é que neste mesmo período – da criação da CEDAE – criou-se a

Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (FEEMA), a Superintendência de Rios

e Lagoas (SERLA) e a Comissão Estadual de Controle Ambiental (CECA) (DIAS, 2003);

atualmente estes órgãos se fundiram, no dia 19 de janeiro de 2009, e formaram o Instituto

Estadual do Ambiente (INEA).

Conforme abordado, a formação da CEDAE é inexorável à história das águas e

es-gotos do Rio de Janeiro, visto que esta é parte da mesma, e representa as inúmeras ações

e projetos desenvolvidos pelo governo ao longo do tempo, buscando o abastecimento e

es-gotamento sanitário eficaz do Estado. O gráfico 18 mostra a faixa evolutiva no

abasteci-mento de água e esgotos no Rio de Janeiro, realizados pela CEDAE.

Gráfico 18. Abastecimento de água e esgoto no estado do Rio de Janeiro pela CEDAE (habitantes atendi-dos) – 1995-2007.

Fonte: Elaboração própria, a partir de SNIS, 1995-2007.

Iniciado em 1994, o PDBG ainda é, atualmente, um dos maiores planos atuantes no

Rio de Janeiro. A Estação de Tratamento de Esgotos Alegria (ETE Alegria) (figura 24) é seu

maior fruto; esta tratará os esgotos sanitários de 1,5 milhão de pessoas de 46 bairros da

Zona Norte e Centro. Além desta, outras ETEs foram construídas pelo PDBG, como: ETE

Sarapuí, em Belford Roxo, com capacidade de tratar 1.000 litros de esgoto por segundo,

beneficiando 431 mil habitantes dos municípios de São João de Meriti, Nova Iguaçu e

Bel-ford Roxo; e, a ETE Pavuna com capacidade igual a da ETE Sarapuí. Estas 3 ETEs,

con-forme meta do PDBG, diminuirão de 20 mil litros de esgotos por segundo jogados na Baía

para 7 mil litros (CEDAE, 2001). Recentemente, no dia 22 Janeiro de 2009, foi inaugurada a

ETE Alegria, a mais importante do PDBG, responsável pela redução de 98% da carga

polui-dora dos 2.500 litros de esgoto por segundo, minimizando a deterioração do sistema

aquáti-co da Baía de Guanabara; a ETE Alegria aumentou o percentual do esgoto tratado do Rio

de 40% para 60%. Além disso, a Estação, em planejamentos futuros, contará com uma

planta de geração de energia elétrica a partir do biogás (INEA, 2009b). Além destas 3

prin-cipais obras do PDBG, o mesmo também conta com a ETE São Gonçalo, com nível de

tra-tamento primário, beneficiando uma população de 235.000 habitantes, com uma vazão

pro-jetada de 765L/s; ainda, a ampliação das ETEs Ilha do Governador e Penha com novos

e-quipamentos, a primeira beneficiando 240.000 pessoas, com capacidade de tratamento de

525L/s e a segunda atendendo 576.000 habitantes e tratando 1.600L/s (CEDAE, 2007).

Água 0 2.000.000 4.000.000 6.000.000 8.000.000 10.000.000 12.000.000 1995 1998 1999 2000 2003 2004 2005 2006 2007 Água Esgoto

Figura 24. Vista da Estação de Tratamento de Esgotos Alegria.

Fonte: SEOBRAS-RJ, 2008.

A ETE Alegria é a maior obra de despoluição da Baía de Guanabara. Além disto, o

sistema Alegria irá implantar 23km de coletores tronco, a reforma geral de 7 elevatórias,

instalação de 3,3km de linha de recalque e eliminação de 170 pontos de extravasamento de

esgotos no sistema de drenagem pluvial. A ETE Alegria terá capacidade de processar 5 mil

litros de esgotos por segundo, representando 432 milhões de litros por dia. Se a adução do

Guandu foi considerada a obra do século, o sistema Alegria é a obra do século XXI;

enquan-to o sistema Guandu veio para revolucionar o abastecimenenquan-to de água no Rio de Janeiro, a

ETE Alegria veio para revolucionar o saneamento (CEDAE, 2001). O índice de atendimento

de esgoto (figura 25) tem aumentado continuamente através do PDBG e, mais

recentemen-te, pelo PAC. Todavia, o caminho é longo e as metas a serem alcançadas são definidas a

longo prazo.

Figura 25. Índice de Atendimento Total de Esgoto no estado do Rio de Janeiro.

Fonte: SNIS, 2004a.

O alto índice de saneamento na RMRJ é confirmado pela PNAD, a qual demonstra o

baixe índice de domicílios sem acesso a estes serviços públicos (gráfico 19). Porém, os

dados divergem quando a abrangência é mais ampla, como pode ser observado na figura

25. A contraposição de dados aferidos pode ser existente devido metodologia aplicada e/ou

quantidade de habitantes entrevistados.

Gráfico 19. Evolução da proporção de domicílios sem acesso a banheiro ou sanitário, e certos serviços básicos no município do Rio de Janeiro – 2001-2006.

Fonte: CARDOSO, 2008.

É importante notar que, conforme a política influenciada a qual se submete o governo

estadual, esta explícita, a condição geral do Estado não possui níveis tão plausíveis quanto

a RMRJ, como é apta tal observação desta condição através do gráfico 20. Assim como o

Brasil possui suas inúmeras condições (financeiras, sociais, culturais, ambientais) desiguais,

também o é o Rio de Janeiro.

Gráfico 20 Proporção de domicílios sem acesso a banheiro ou sanitário, e certos serviços básicos na RMRJ, no estado do Rio de Janeiro urbano e no Brasil urbano – 2006.

Fonte: CARDOSO, 2008.

Assim como exposto, o nível de falta de esgotamento sanitário alcança quase 10%

do Estado, sem levar em conta a população rural do mesmo o que aumenta

significativa-mente este índice (tabela 13). A questão do acesso aos serviços públicos nas áreas rurais,

tanto a nível nacional quanto estadual, ainda é um paradigma nas políticas sanitaristas; a

distinção entre urbano e rural é histórica, desde a era do descobrimento, visto que o urbano

sempre foi ocupado pela nobreza e, posteriormente, pela população operária, a qual era

mão-de-obra indispensável ao processo expansionista da cidade. Então, ainda no século

XXI, pode-se observar tal discrepância no acesso a um bem básico e de direito social: o

saneamento.

Como exposto pela tabela 13, a população rural ainda é um marco crucial a ser

evo-luído no Brasil e na região a qual está inserido o Rio de Janeiro. Existe uma distinção na

implantação dos sistemas de esgotos, onde podem ser observados os determinantes para

esta, visto que as regiões de maior renda per capta possuem maior prioridade e exercem

maior pressão, pois estas são agentes ativos e interessadas pela especulação imobiliária e,

posteriormente, melhores condições de qualidade de vida – esta sendo exercida por seus

consumidores imobiliários finais. Doravante, o cenário espaço geográfico x demanda x água

se insere numa perspectiva complexa e desigual; no âmbito técnico, a prioridade para estas

obras é de acordo com a densidade populacional e os índices de desenvolvimento humano

e mortalidade, mas, de fato, não é o que ocorreu nem o que ocorre. Ainda é possível assistir

a acepção do Estado, o qual, através de críticas expostas pela sociedade acadêmica e

cien-tífica, resiste, porém assume um caminho evolutivo por meio de uma consciência

sócio-ambiental, onde o homem assume a tecnologia e informação como poder de mudança e/ou

destruição.

Interessante destacar a crítica feita por Dias (2003), onde alerta sobre a metodologia

utilizada na parametrização de desempenho. Para este, diversos são os fatores

condicio-nantes para a eficiência dos sistemas de esgotos, e o SNIS ainda não possui indicadores

referentes a contribuições indevidas provenientes de ligações prediais irregulares, os quais

são importantes, pois expões as características sociais. De maneira geral, o autor atenta

para a avaliação sistêmica de dados, elencando um conjunto mais amplo de parâmetros,

estabelecendo a relação com os indicadores de saúde, econômicos, sociais e ambientais.

Tabela 13. Dados percentuais de saneamento básico para o Sudeste e Brasil (comparativo entre urbano e rural) – 1992-2007. ÁREA URBANA

Ano Região Rede Coletora Fossa

Sépti-ca Fossa Rudimentar Vala

Direto para o rio, lago

ou mar Outro tipo Não tinham Total

1992 Sudeste 72,26 10,52 9,47 2,28 3,27 0,42 1,78 100,00 BRASIL 45,55 20,51 22,86 2,04 2,51 0,32 6,21 100,00 2007 Sudeste 83,46 9,86 2,91 0,96 2,50 0,07 0,25 100,00 BRASIL 57,39 23,57 14,11 1,29 1,92 0,10 1,62 100,00 ÁREA RURAL

Ano Região Rede Coletora Fossa

Sépti-ca Fossa Rudimentar Vala

Direto para o rio, lago

ou mar Outro tipo Não tinham Total

1992 Sudeste 7,45 6,69 43,38 3,94 14,24 1,28 23,02 100,00 BRASIL 2,99 7,28 32,69 3,03 4,36 0,64 49,01 100,00 2007 Sudeste 17,89 15,84 43,97 3,89 11,72 0,85 5,84 100,00 BRASIL 5,30 18,40 45,32 5,26 3,28 0,46 21,99 100,00 Fonte: PNAD, 2008.

O PDBG atualmente tem seus recursos voltados para diferentes áreas (tabela 14).

Porém, seu maior foco é no setor de saneamento, com 48% de seus recursos voltados para

esgotamento sanitário e 43% para abastecimento de água (CEDAE, 2007). O Relatório de

Desenvolvimento Humano do Rio de Janeiro já apontava para 91,84% dos recursos

desti-nados para o saneamento, relatando a não-amplitude de abordagem pelo PDBG (PCRJ,

2001a). Contudo, é o Programa mais importante do Estado e, analisando a história do

sane-amento no Rio de Janeiro, é possível aferir os avanços e melhorias promovidas pelo

mes-mo. Este contribui para cenários e perspectivas promissoras da qualidade de vida e

ambien-tal do Estado. E, levando em conta as especificidades (vide tabela 6, a nível nacional),

es-pera-se a abrangência ampla do território, pois experiências passadas mostram as

desi-gualdades de investimentos.

Tabela 14. Investimentos pelo PDBG.

Obras Investimento

Esgotamento Sanitário US$139.500.215,47 Abastecimento de água US$157.241.332,24 Macrodrenagem US$11.071.956,78 Resíduos Sólidos US$11.560.226,73 Mapeamento Digital US$3.449.518,68 Programas Ambientais Complementares US$4.191.716,12

Fonte: CEDAE, 2007.

O PAC, do governo federal – considerado como um dos maiores planos nacionais e

um marco histórico no país –, criado em 2007, também terá parcela plausível de

contribui-ção ao Rio de Janeiro, com investimentos de R$3,1 bilhões – geridos pelo Comitê Gestor do

PAC e respectivos proponentes dos recursos (Estado ou Município) –, e mais R$36,7

mi-lhões – a ser gerido pela Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) –, ambos previstos até

2010; tais recursos serão aplicados exclusivamente no setor de saneamento (BRASIL,

2009).

De todos os Planos e ações, tanto pelo governo federal, quanto estadual e municipal,

devem ser dotados de uma visão ecológica e sustentável, buscando o ciclo contínuo e

in-termitente dos resultados obtidos. Deve-se caminhar para o conceito de saneamento

ambi-ental, integrado à qualidade de vida e ambiambi-ental, envolvendo a participação da sociedade

(figura 26), com âmbito muito mais amplo que o saneamento básico (de visão

Figura 26. Relação do conceito de saneamento ambiental com a sociedade.

Fonte: KOBIYAMA et al, 2008.

Os conhecimentos devem ser difundidos a todos os agentes envolvidos, para assim

ser possível maior capacidade de ação pelo indivíduo e maior conscientização do mesmo, o

tornando em fator multiplicador. O gerenciamento envolvendo a comunidade garante

maio-res e melhomaio-res maio-resultados; esta é uma das melhomaio-res maneiras de gerenciar os recursos

hí-dricos e, conseqüentemente, o saneamento. A qualidade de vida humana depende

direta-mente do saneamento, e este depende diretadireta-mente dos recursos hídricos; logo, a relação

de gestão dos recursos hídricos x sociedade x saneamento é intrínseca, devendo ser plural

e conjunta, garantindo sustentabilidade dos Programas e ações realizados no passado,

pre-sente e futuro.

Conscientização (Hidrologia) Cidadão Professor Alunos (crianças) Participação intensificada Comunidades Participação intensificada Gerenciamento dos Recursos Hídricos Gerenciamento Participativo dos Recursos Hídricos Melhoria do Saneamento