Capítulo III – Quebrando grades
3.3 Um recanto protegido
Como visto, no período da administração de Barbosa Rodrigues, a divisão entre o bairro residencial vizinho ao JBRJ e o Jardim foi estabelecida, ao final, por um muro, enquanto o restante das divisões limítrofes do Jardim contava apenas com cercas-vivas
(Barbosa Rodrigues, 1894), defendidas, inclusive, pelo próprio diretor, por conservarem a estética do estabelecimento (Livro de Ofícios, 1904). Apesar da lentidão do governo em resolver as invasões, motivo de reclamações frequentes, foi notável o esforço empenhado a fim de impedir as investidas dos operários no Jardim, sobretudo diante da situação de devastação da floresta ao entorno.
Como apontado por José Drummond (1997), entre 1790 e 1860, as florestas primárias do estado do Rio de Janeiro foram devastadas para dar lugar às plantações de café: “(…) cortar as florestas de encostas e montanhas e substituí-las com vastas plantações de Coffea
arabica se tornou o procedimento padrão nas vastas áreas montanhosas do Rio de Janeiro”
(J.Drummond, 1997:99).
Segundo José Drummond (1997), mesmo antes do período citado, a destruição ambiental já ocorria em larga escala. Ao longo do período colonial, o estado do Rio de Janeiro teve, por atividade central em sua economia, empreendimentos que foram considerados, pela história ambiental, como mineração da terra. Pelo termo, subentende-se a classificação dos plantios de exploração intensiva15, os quais apenas retiram nutrientes do solo:
As terras cariocas não foram plantadas, e sim mineradas, como bem disse Sérgio Buarque de Holanda. Poucos trechos tão grandes do Brasil foram usados com tal intensividade destrutiva (…). Por isso, o desflorestamento da Amazônia, geralmente encarado pelos fluminenses como um assunto exótico, é na verdade tema que um conhecimento mínimo de nossa história ambiental revela ser altamente familiar. O desmatamento é um assunto doméstico para cariocas e fluminenses. Nenhuma outra unidade da federação sofreu ou continua a sofrer mais com as consequências do desmatamento de florestas do que o Rio de Janeiro (J.Drummond, 1997:139).
O modo português de uso da terra baseava-se na coivara indígena, que consistia na eliminação das florestas através de queimadas, para posterior uso dos nutrientes imediatamente disponibilizados no solo pelas cinzas. Porém, a coivara indígena utilizava-se da área para plantio durante um período de tempo, abandonando o local quando tais nutrientes se esgotavam, o que possibilitava a restauração do sistema. A coivara portuguesa, ao contrário, estabelecia-se definitivamente na área, exaurindo o sistema.
Não obstante, o método utilizado para o estabelecimento da cafeicultura contrariava qualquer metodologia para um uso sustentável do solo. Ao invés de plantar os pés de café no sentido horizontal ao morro, plantava-se verticalmente, acompanhando o declive, de modo
que a chuva carregava consigo as mudas e a camada fértil da terra. Segundo José Drummond (1997:109), o plantio em curvas de nível já era conhecido na época, o que aponta para uma tentativa de resolução de outros problemas:
Trata-se do controle do trabalho escravo. As fileiras retas permitiam que um número menor de feitores vigiasse o trabalho de escravos. A Coffea arabica, um arbusto de folhagem densa e estatura relativamente alta, bloqueia a visão humana. Os escravos sabiam disso e constantemente se escondiam atrás dos arbustos para interromper ou diminuir o ritmo de trabalho.
A pouca preocupação com a derrubada de matas para conquista dos morros cariocas, pelo café, pode ser entendida tanto sob a concepção da existência de recursos infindáveis da terra e da floresta, quanto de uma “limpeza” necessária das fronteiras. Estímulo ao investimento produtivista e exploratório, a floresta era vista como área improdutiva – considerando-se a agricultura comercial vigente – e perigosa – por ser frequentemente utilizada como refúgio de fugitivos (C.Heynemann, 1995). Fazia-se necessário, portanto, sua derrubada para dar lugar aos plantios agrícolas e ao estabelecimento urbano (J.Drummond, 1997).
Segundo José Drummond (1997), não apenas no Rio de Janeiro, mas por todo o Brasil, ao menos até o século XX, as florestas tiveram pouca ou nenhuma atenção dos governantes, no sentido de sua conservação, ou de qualquer outro aspecto que as mantivessem preservadas. A agricultura intensiva era o modo pelo qual as relações com o meio natural estavam instituídas no país. Como apontou Ricardo Arnt (1992:49):
As florestas jamais poderiam ser valorizadas como fonte renovável de recursos naturais. A utilidade de uma coisa é o seu valor de uso. Excessiva e desnecessária, foi sempre vista como obstáculo a ser limpo para a expansão da agricultura, o pastoreio e a produção de mercadorias e valores determinados pelas relações sociais da época. Durante mais de quatrocentos anos a floresta foi, da bacia do Prata à do Amazonas, do litoral para o interior, o principal entrave à colonização. Sua existência antagonizava a lógica utilitarista da construção da nação. A necessidade de desmatar sustenta a ordem da expansão da fronteira agrícola há meio milênio.
Uma mudança nesse padrão, no Rio de Janeiro, só viria a ocorrer na falência dos plantios de café, a partir de 1870 (J.Drummond, 1997). A agricultura intensiva entrou, então, em crise, suscitando o debate sobre as técnicas agrícolas utilizadas, e a busca de outros usos produtivos possíveis para a floresta. A crítica ambiental já existia, mas era constituída por apenas alguns poucos letrados, e não pelo conjunto da população ou do governo (J.Pádua, 2004). Não obtendo efetivação nas leis de sua época, somente a partir de 1930, com a criação
dos códigos florestais e parques nacionais, o pensamento crítico ambiental teve maior presença (J.Drummond & J.Franco, 2004).
O primeiro esforço nesse sentido foi, reconhecidamente, o replantio da Floresta da Tijuca, iniciado em 1861. As causas para a sua efetivação são diversas, entre elas, as mudanças na sensibilidade europeia (K.Thomas, 2010), que teriam influenciado uma atitude positiva em relação aos espaços naturais no Brasil – uma vez que a elite intelectual local espelhava-se em práticas europeias como medida de civilização (J.Pádua, 2009). O plantio de florestas e a arborização de avenidas e praças no século XIX foram, assim, medidas que tiveram por estímulo a construção de uma imagem positiva do país frente aos estrangeiros.
No que concerne à Floresta da Tijuca, outros motivos também foram identificados como estímulo ao seu plantio. José Drummond (1997), considera que a iniciativa pioneira de replantio da floresta deveu-se, primeiramente, à crise de abastecimento de água na cidade. Era entendimento geral, desde o governo imperial, que o corte de árvores nos mananciais era responsável pelo baixo fornecimento de água na cidade. Assim, ainda no período colonial, D.João VI proibiu o corte de árvores em terras particulares. As ações governamentais realizadas para remediar a situação tiveram, entretanto, pouco impacto, uma vez que o trabalho dos carvoeiros e madeireiros não cessou. O governo passou, então, a estudar possibilidades de compra das terras particulares localizadas na proximidade dos mananciais da cidade. Em 1856, a desapropriação desses terrenos foi realizada e, em 1861, iniciou-se o replantio da Floresta da Tijuca, gerenciado pelo major Manuel Gomes Archer (J.Drummond, 1997), a quem cabia, além do reflorestamento, lidar com os conflitos entre os proprietários de terra da região, e organizar o policiamento da floresta, para que ela não se tornasse esconderijo de criminosos.
Claúdia Heynemann (1995), em seu estudo histórico sobre a Floresta da Tijuca, demonstrou que as causas para o seu plantio não foram engendradas apenas pela problemática da falta d'água na cidade, mas compostas por um conjunto de representações sobre o papel da floresta no período, sendo a seca apenas um de outros tantos sentidos. Além da preservação dos mananciais, a floresta era compreendida em sua concepção romântica: a contemplação do mundo natural. Uma vez que a presença de árvores era aspecto positivo na compreensão europeia de civilização do período, sua conservação contribuía para a constituição da imagem do Brasil enquanto nação civilizada:
XIX no Brasil, projetando uma visão de nação que se construía no movimento de centralização e consolidação do poder e de formação da classe senhorial, onde uma outra ideia lhe correspondia com igual força: a de civilização (C.Heynemann, 1995:23).
A associação entre florestas e civilização expressava-se, também, na busca por uma ciência que tivesse por metodologia modos mais positivos em relação à natureza (C.Heynemann, 1995). Tal movimento adquiriu maior força a partir da segunda metade do século XIX, mas devido à ausência de reivindicações populares, ou mesmo políticas em maior escala, não obteve a atenção necessária para realizar grandes transformações. Com o advento da República, aumentou-se o controle descentralizado das províncias, o que, em termos ambientais, agravou a exploração já realizada (J.Pádua, 2009).
A documentação referente aos relatórios anuais do Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas, conta-nos essa história de descaso com as matas, pelo viés administrativo. Desde 1894, é possível encontrar nas últimas folhas dos relatórios, no tópico Florestas,
Estradas e Caminhos um breve relato, o qual geralmente não ocupa mais do que um
parágrafo, sobre o assunto destacado. Os relatos sobre a situação das florestas do estado do Rio de Janeiro compõe uma narrativa de abandono no período, mesmo com o replantio de algumas áreas.
Em 1894, os relatos clamam por uma legislação florestal, pois haviam sido plantadas 10 mil árvores na Floresta da Tijuca que necessitavam de proteção, uma vez que “representam valioso patrimonio nacional e exercem grande influencia sobre o clima, regime das aguas e produção geral do paiz” (Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas, 1894). O apelo à conservação dos mananciais e à salubridade pública foi continuamente repetido, aparentemente com intuito de exercer pressão para a criação de uma legislação florestal pelo governo, já que:
Com os recursos que tem tido, o Governo apenas tem evitado estragos maiores que affectem a salubridade publica e prejudiquem a pureza das fontes e cursos de agua aproveitados no abastecimento (Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas, 1897:136).
Além da falta de verbas, a extração de lenha e de carvão era apontada como principal atividade responsável pelo estado de abandono e de descaso com as florestas. Prática predatória, a eliminação de árvores era entendida como fator da diminuição das chuvas, problemática que não era vista até a chegada da corte em 1808, momento no qual a arborização ainda se fazia presente (Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas, 1898).
Segundo os relatórios da seção Florestas, Estradas e Caminhos, do Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas (1890 – 1909), os poucos recursos disponibilizados pelo governo cumpriam apenas a função de conservar os caminhos das florestas limpos, e de manter a vigilância nas proximidades das fontes de água que abasteciam a cidade. Não eram suficientes, entretanto, para conservar e replantar as matas, ou mesmo ampliá-las, atitudes apontadas como melhoramentos diretos para a salubridade pública (Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas, 1899).
Para o começo do século XX, há um aumento significativo nos relatórios das reclamações referentes ao corte de árvores. Pode-se atribuir isso a maiores consequências da falta de vigilância para conservação das matas, ou ao aumento do interesse na regularização e fiscalização, que punissem os responsáveis pela devastação: “Tornão-se cada vez mais necessarias medidas coercitivas e efficazes contra o abuso, que não cessa, da derrubada das mattas, com prejuizo principalmente das existentes no grupo de montanhas de que faz parte a serra da Tijuca, de onde procedem diversos mananciaes” (Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas, 1901:620). A falta de recursos para manter a inspeção, e a falta de leis que punissem os responsáveis, eram reclamações constantes nos relatos referentes às matas do distrito federal.
Simultaneamente, os relatos sobre o Jardim Botânico do Rio de Janeiro mantiveram-se sempre no início do relatório do Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas, frequentemente ocupando três páginas completas de relatos de atividades. No período pesquisado (1890 – 1909), a relevância do JBRJ era neles regularmente afirmada, tanto enquanto instituição de pesquisa científica, quanto logradouro público: “(...) é, actualmente o Jardim Botanico da Lagôa Rodrigo de Freitas uma das mais importantes instituições, dentre as que se acham a cargo deste Ministerio” (Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas, 1894:26).
O papel ocupado pelo JBRJ no desenvolvimento da indústria agrícola, assim como sua importância em pesquisas científicas, mantinha sua relevância para os governantes, possibilitando o repasse de verbas para seus devidos fins. Estabelecido enquanto instituição de prestígio dentro do ministério, seus serviços em relação à flora contrapunham-se aos serviços realizados pelo departamento de Florestas, Estradas e Caminhos – chamado a partir de 1903 de Serviço Florestal.
Gávea. No caso do Serviço Florestal, pelo que se depreende dos relatos, as ponderações repetiram-se ao longo dos anos, sem medidas efetivas para sua resolução.
Os relatórios do JBRJ, geralmente, tratavam apenas dos assuntos relativos às atividades internas do Jardim, repetindo-se em todos eles considerações acerca do trânsito de sementes e mudas; das permutas com outros jardins botânicos; das atividades científicas realizadas pelo diretor representando a instituição; da inclusão de novas espécies no acervo do Jardim; dos melhoramentos na estrutura científica; e ainda de eventuais contagens do número de visitantes. Mas no relatório anual de 1904 do Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas há uma variação na parte condizente ao Jardim. Dentre as informações usuais, incluía-se uma proposta singular:
A' falta de um serviço especial concernente á silvicultura, o que, a par de outros beneficios, concorreria para garantir a conservação de nossa riqueza florestal, geralmente condemnada á destruição ou ao abandono, vai o Jardim Botanico auxiliando efficazmente á Administração Publica, mediante a cultura methodica de diversas especies vegetaes indigenas, distribuição de plantas e sementes, acclimação de specimes da flora exotica, obtidos por dadivas ou por permuta com instituições congeneres.
Si dessa contribuição, aliás proveitosa, não resulta maior somma de vantagens, attenta a necessidade de uma intervenção energica, com o fim de obstar á devastação completa de nossas florestas, constituindo com tão precioso thesouro um ramo de exploração agricola, deve-se attribuir ás funcções a que ora está adstricto o estabelecimento, que merece ser reformado, quer no sentido de melhorar alguns serviços que lhe são affectos, quer para o adaptar a uma organisação pratica em materia florestal.
O assumpto, sobre ser interessante, do ponto de vista economico, relaciona-se tão estreitamente com as nossas condições climatologicas e o regimen das aguas em todo o paiz, que é forçoso aos Poderes constituidos pensar em resolvel-o, para que se não aggravem os males, que já se fazem sentir com tão grande intensidade.
O Jardim Botanico, as florestas do Estado serviriam de nucleo á nova organisação, que, completada pela legislação florestal, nos faria encontrar no consumo interno e na exportação de nossas madeiras de lei poderosa fonte de renda; accrescentando que, assim, conseguir-se-hia diminuir a importação do producto similar estrangeiro (Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas, 1904:13)
O Jardim Botânico já oferecia mudas e sementes para plantio em avenidas públicas nos estados, e também para o reflorestamento da Tijuca, mas não era de sua alçada a conservação, ou exploração, florestal. A ideia de incluir essa função a ele não parecia condizer, aliás, com algo proposto por Barbosa Rodrigues, uma vez que, dentre os motivos que a embasavam, estava estabelecida a relação entre a conservação das florestas e a proteção ao ciclo das águas, tese desacreditada pelo botânico.
A hipótese formulada por Barbosa Rodrigues para a crise d'água no país contradizia as três explicações usualmente mobilizadas, quais sejam, o aumento populacional, o
desmatamento e a falta de chuvas. Barbosa Rodrigues era adepto a uma teoria que localizava o motivo para a falta d’água em uma revolução geológica, segundo a qual o calor produzido pelo centro da Terra expandir-se-ia para a superfície, tornando a crosta terrestre ressecada e fendida. Através dessas fissuras, as águas da chuva escorreriam para o fundo, e devido às altas temperaturas, evaporariam e perder-se-iam na atmosfera. Devido às irradiações de calor, e as fumaças produzidas pelas queimadas das árvores, as chuvas seriam afastadas, não sendo, por isso, as águas subterrâneas repostas. Desse modo, os mananciais, reservatórios formados graças às águas das chuvas, estariam desaparecendo mesmo com grandes chuvas. Para Barbosa Rodrigues, as árvores eram apenas contribuintes para a higienização da cidade, não constituindo, portanto, causa para a falta d’água16.
Podemos supor, portanto, que essa sugestão foi proposta pelo próprio ministro da Indústria, Viação e Obras Públicas, Lauro Severiano Müller. Aparentemente, a inclusão do serviço florestal nas atribuições vigentes do Jardim tinha motivação econômica, qual seja, a exploração do material florestal.
A valorização do espaço do JBRJ baseava-se em sua utilidade e tradição de serviços, pois, ainda que suas atribuições tenham variado ao longo do tempo, eram de utilidade científica. Enquanto as árvores do Jardim eram criteriosamente selecionadas e cuidadas, fora dele as espécies eram exterminadas, desapareciam ou diminuíam radicalmente, antes mesmo de serem conhecidas (D.Warren, 2007).
Mesmo a escolha dos locais para estabelecer parques de conservação, no começo do século XX, obedecia a critérios turísticos, considerando sua proximidade aos centros urbanos, em detrimento de locais de flora e fauna singulares (J.Drummond, 1997). Assim, a história das florestas do Brasil é entendida, pela historiografia que a compôs, como um ecocídio de fins utilitários, geralmente, econômicos (R.Arnt, 1992).
Do ponto de vista da administração do JBRJ, a diferenciação entre a instituição e a floresta indeterminada era desejada, tendo sido demarcada por diversos limites. Dentre eles, as cercas que delimitavam e dividiam o espaço, a organização e classificação interna das plantas, e sua utilidade científica. Tal diferenciação esclarece um pouco mais a aversão de Barbosa Rodrigues ao estado do Jardim, no momento em que assumiu sua direção:
O grande parque, coberto de esplendida vegetação, semelhava uma floresta, cujos exemplares, em promiscuidade, não eram indicados por uma placa, uma etiqueta, um simples signal que os fizesse conhecidos. Tudo muito agradável á vista, mas
scientificamente, em estado deploravel (Barbosa Rodrigues, 1894, grifo meu).
O Jardim Botânico do Rio de Janeiro era instituição auxiliar no desenvolvimento da indústria e ciência nacional, considerando-se seu arboreto suficientemente útil. As florestas ao seu entorno, no entanto, tinham por função agradar aos visitantes e servirem de reserva de recursos naturais, motivos que se mostraram insuficientes para garantir sua preservação.