Capítulo IV – Do formato da Monografia:
UNIDADE CURRICULAR: A NTROPOLOGIA DA A RTE
Professor Responsável: Pedro de Niemeyer Cesarino Contato:
Ano Letivo: 2010 Semestre: 1º
Departamentos/Disciplinas participantes: História da Arte
O curso pretende oferecer uma introdução à antropologia da arte e às relações entre artes ocidentais e não-ocidentais. Para tanto, será realizado um panorama dos estudos antropológicos sobre arte desde o século XIX até as produções mais recentes, através de suas intersecções, seja com outras áreas do conhecimento (tais como a filosofia, história da arte e lingüística), seja com a própria constituição das artes modernas no Ocidente.
Busca-se assim lançar alguns parâmetros de reflexão crítica sobre os problemas da diferença, da multiplicidade, da comparação e da tradução, todos envolvidos no estudo do que se concebe como "arte" ou "criação" para distintas experiências humanas.
Específicos
O curso se dedica à leitura de textos de referência para a antropologia da arte e ao mapeamento de alguns dos seus problemas teóricos principais. Quer oferecer ao aluno certos critérios para o confronto com produções criativas não-ocidentais, tais como as
ameríndias, africanas e melanésias, entre outras. A articulação de leituras ao exame de materiais iconográficos será feita a partir de questionamentos tais como os seguintes:
como pensar sobre critérios estéticos e modos de criação nas ditas sociedades tradicionais? Como compreender a figura do artista, do criador e do autor? Em quais regimes ontológicos se situam distintas experiências criativas? Como se estabelecem as fronteiras com o ritual e a eficácia mágica? Como se dão as distintas relações entre linguagem e produção visual, bem como a própria concepção de códigos sensoriais e formas de expressão? Como pensar, a partir daí, os conflitos entre a recepção de obras não-ocidentais pelo Ocidente (no modernismo, na museologia, na experiência contemporânea) e os critérios de produção de tais "obras" no interior de suas próprias tradições?
Ementa
Evolucionismo e colecionismo: artefatos e antropologia no século XIX. Vanguardas modernistas, etnologia e museologia. A virada culturalista de Franz Boas e o estudo das artes da costa noroeste da América do Norte. O estruturalismo de Lévi-Strauss: a ciência do concreto e os confrontos entre artes ocidentais e tradicionais. Relativismo antropológico: crítica e interpretação. Perspectivas da antropologia contemporânea: a antropologia da arte de Alfred Gell e outros autores. Antropologia visual: um sobrevôo.
Problemas teóricos gerais: ritual e eficácia, simbolismo e metaforicidade, temporalidade, cosmologia e mito. Contrastes entre os pressupostos ocidentais sobre artes tradicionais e os critérios alheios de pensamento e criação.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
1. O evolucionismo de Pitt-Rivers, a formação da ciência antropológica e o estudo dos artefatos.
2. Do Musée du Trocadéro ao Musée du Quai Branly: coleções e discursos do Grande Divisor, arte moderna e arte tradicional.
3. O culturalismo de Franz Boas: etnografia, museologia e as artes ameríndias da América do Norte.
4. O paradigma estruturalista de Lévi-Strauss e a etnologia: a arte como linguagem visual, a ciência do concreto, a figura do bricoleur.
5. Interpretação, relativismo e crítica: Clifford Geertz e outros autores.
6. A antropologia simétrica e o primado da relação: a antropologia da arte de Alfred Gell.
7. Dilemas de reflexão sobre as artes tradicionais: esquematismo, contexto, função e autonomia artística.
8. Fetichismo, personificação e eficácia: do ritual à obra de arte.
9. Noções de pessoa, cosmologias e temporalidades: os distintos parâmetros de expressão criativa.
10. Estudos de materiais iconográficos: artes da Melanésia, América indígena e África ocidental.
11. Antropologia visual.
METODOLOGIA DE ENSINO
ATIVIDADES: AULAS EXPOSITIVAS ATIVIDADES: LEITURAS DIRIGIDAS
ATIVIDADES: SEMINÁRIO EM GRUPOS (EVENTUALMENTE) CENARIOS: SALA DE AULA
CENARIOS: BIBLIOTECA RECURSOS INSTRUCIONAIS
RECURSOS INSTRUCIONAIS NECESSÁRIOS: COMPUTADOR
RECURSOS INSTRUCIONAIS NECESSÁRIOS: PROJETOR MULTIMÍDIA RECURSOS INSTRUCIONAIS NECESSÁRIOS: BIBLIOGRAFIA ATUALIZADA
AVALIAÇÃO
1. Participação em sala de aula, nos grupos de trabalho e seminário
2. Produção eventual de relatórios individuais a partir das leituras e discussões em sala 3. Trabalho por escrito final
BIBLIOGRAFIA
Básica
BOAS, Franz. Arte primitiva. Lisboa, Fenda Edições, 1996.
CAIUBY NOVAES, Sylvia. “Imagem e Ciências Sociais – Trajetória de uma relação difícil”. In Etnografia e imagem. Tese de Livre-Docência. USP, Departamento de
Antropologia, 2006, p. 22-43.
CLIFFORD, James. “Sobre o surrealismo etnográfico”. In J.Clifford. A experiência etnográfica. Antropologia e literatura no século XX. Rio de Janeiro, Editora UFRJ, 2002.
GEERTZ, Clifford. O saber local. Petrópolis, Vozes, 1997.
GELL, Alfred. Art and agency. Oxford, Clarendon Press, 1998.
INGOLD, Tim (Ed.). Key debates in anthropology. London, Routledge, 1996.
LAYTON, Robert. A antropologia da arte. Lisboa, Edições 70, 2001.
LÉVI-STRAUSS, Claude. De perto e de longe. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1990.
_______. A via das máscaras. Lisboa, Editorial Presença, 1981.
______. O pensamento selvagem. Campinas, Papirus, 2002.
STOCKING JR., George (ed.). Objects and others (essays on museums and material culture).
MADISON, The University of Winscosin Press, 1985.
PRICE, Sally. Arte primitiva em centros civilizados. Rio de Janeiro, Editora da UFRJ, 2000.
VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. "O nativo relativo". Mana 8(1), 2002: 113-148.
Complementar
COOTE, Jeremy & Shelton, Anthony (Eds.). Anthropology, art and aesthetics. Oxford, Oxford University Press, 1994.
DE L'ESTOILE, Benoît. Le gôut des autres: de l'exposition coloniale aux arts premiers.
Paris, Flammarion, 2007.
FORGE, Anthony (Ed.). Primitive art and society. Oxford, Oxford University Press, 1970.
GELL, Alfred. “The technology of enchantment and the enchantment of technology”. In A. Gell. The art of anthropology. London, The Athlone Press,
GOMBRICH. E. Arte e ilusão. São Paulo, Martins Fontes, 1986.
FARIA ALVES, C & Amaral, L (Orgs). Horizontes Antropológicos 14 (29), 2008.
BANKS, Marcus & Morphy, Howard (Eds.). Rethinking visual anthropology. London/
New Haven, Yale University Press, 1999.
MUNN, Nanacy. Walbiri iconography. Chicago, Chicago University Press, 1986.
PINNEY, C & Thomas, N (Eds.). Beyond Aesthetics (Art and the technologies of enchantment). Oxford, Berg, 2001.
TAUSSIG, Michael. Mimesis and Alterity - a particular history of the senses. Routledge, New York and London, 1993.
*Outros itens bibliográficos serão sugeridos ao longo do semestre, bem como eventuais traduções para uso em aula de referências fundamentais que não se encontram disponíveis em português.
DOCENTES PARTICIPANTES
Nome Origem
(Curso)
Titulação Regime de Trabalho
Carga horária Pedro de Niemeyer História da Arte Professor Dedicação 60h
Cesarino Adjunto I exclusiva
UNIDADECURRICULAR:ARTE OCIDENTAL III–ANTIGUIDADE E IDADE MÉDIA
Professor Responsável: André Luiz Tavares Pereira Professor Responsável: Jens Baumgarten
Contato:
[email protected] [email protected]
Ano Letivo: 2010 Semestre: 1º
Departamentos/Disciplinas participantes: História da Arte Carga horária total: 60 h
Carga horária p/prática (em %): 12h (20%) Carga horária p/teoria (em %): 48h (80%)
OBJETIVOS
Geral
A disciplina pretende oferecer o estudo do repertório artístico greco-romano, bem como da constituição da tradição clássica; também o estudo da passagem do mundo antigo ao medieval, bem como dos reflexos dessa modificação no campo das artes visuais na Europa e no mundo mediterrâneo.
Específicos
O objetivo, ao fim do semestre, é proporcionar aos alunos um domínio razoável dos instrumentos de registro e estudo de seu objeto de pesquisa, habilitando-os à manipulação mais efetiva e rigorosa da terminologia de seu campo de estudos e a identificação das principais obras (pintura, escultura, arquitetura, artes decorativas) que constituem a referida tradição. Além disso, os alunos deverão estar aptos a interpretar tantos os textos clássicos sobre assunto bem como as abordagens mais recentes do tema.
Ementa
O curso oferece uma introdução na arte da época antiga e medieval do mundo
ocidente (Europa e o mundo mediterrâneo) e uma análise exemplaria das obras principais.
A primeira parte do curso será dedicada à história da produção artística no mundo antigo, especificamente aquela dos âmbitos grego e romano. Procuraremos compreender de que modo funda-se, na Grécia Antiga, uma tradição que define, de certo modo, o cânone ocidental, estabelecendo padrões de representação, mímesis e mesmo de fruição do objeto de arte, que subsistirão até o período moderno. Analisaremos a arte grega arcaica e sua transformação, até o século V a.C., numa síntese apurada de variadas tradições culturais circulantes no Mediterrâneo. Noções de Estética, Literatura, Mitologia e história religiosa serão acionadas para que se compreendam as razões mais profundas das transformações plásticas oferecidas pelos gregos, possibilitando a compreensão de seu valor no longo arco da história da tradição clássica.
O estudo da expansão da matriz cultural grega nos levará à anáise da produção da Arte Romana, de sua origem entre os Etruscos e culturas nativas da Península Itálica à difusão ampla no período imperial. Destacaremos produções específicas, tais como a Arquitetura, o Urbanismo, a retratística e as artes decorativas em geral. Noções sobre o teatro, a cenografia e a arquitetura do espetáculo serão abordadas em ambos os casos, bem como a utilização da cidade em cerimônias solenes e a criação de sistemas visuais de caráter público que visam a integrar as populações nas razões do Imperium.
O nascimento de uma arte cristã será igualmente abordado, procurando-se identificar de que modo formam-se os modelos diversos, seja através da arte das catacumbas ou das apropriações da arte pagã que se cristianiza por intervenções que lhes recompõe o sentido.
A disciplina continua na segunda parte com uma vista geral da arte do século IV ao século XIV. A seqüência desta arte é referida normalmente com termos “arte carolíngia”,
“arte românica”, “arte gótica”, etc. Ao invés de apenas apresentar e discutir uma história cronológica de um desdobramento dos estilos ou uma visão que universaliza, a disciplina oferece uma apresentação organizada da arte do período da Idade Média em unidades temáticas. Cada unidade analisa e interpreta obras ou complexos de obras da arte nos seus
contextos históricos e artísticos, por exemplo, recepção da Antigüidade, representação do regente, liturgia etc.
Discutiremos, por fim, que futuro está reservado ao patrimônio clássico e à arte medieval no mundo contemporâneo, bem como seu sentido para a história artística da América Latina.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Arte grega arcaica: uma síntese da cultura visual do Mediterrâneo.
Os sistemas arquitetônicos, a definição dos cânones ao redor do século V a.C.
Arte grega em expansão: arte helenística, diálogos culturais.
Arte romana da república ao império: arte pública, representações do poder.
O modelo romano: centro e periferia. Gênese da arte cristã. Constantino e a cristianização romana.
Arte da Transição no século IV e V.
Teoria da imagem e iconoclasmo na arte bizantina.
Recepção da Antigüidade na corte de Carlo Magno.
Representação do poder: arte por volta de 1000.
Arte entre guerra e intercâmbio: as Cruzadas.
Os catedrais e um novo céu: Suger de São Denis.
Fim da Idade Média ou Começo do Renascimento: Huizinga e Burkhardt.
METODOLOGIA DE ENSINO
ATIVIDADES: AULAS EXPOSITIVAS ATIVIDADES: LEITURAS DIRIGIDAS
ATIVIDADES: SEMINÁRIO EM GRUPOS (EVENTUALMENTE) CENARIOS: SALA DE AULA
CENARIOS: BIBLIOTECA
RECURSOS INSTRUCIONAIS
RECURSOS INSTRUCIONAIS NECESSÁRIOS: COMPUTADOR
RECURSOS INSTRUCIONAIS NECESSÁRIOS: PROJETOR MULTIMÍDIA RECURSOS INSTRUCIONAIS NECESSÁRIOS: BIBLIOGRAFIA ATUALIZADA
AVALIAÇÃO
Participação em sala de aula e nos grupos de trabalho e seminário sugeridos, Dois exames realizados em sala de aula com consulta aos textos disponibilizados.
BIBLIOGRAFIA
Básica
ARTE ANTIGA
BEARD, Mary, HENDERSON, John, Antiguidade Clássica, São Paulo, Jorge Zahar , 1998.
BURCKHARDT, Jacob, L´età di Costantino Il grande, Firenze, Sansoni, 1990.
CARDOSO, Zélia de Almeida, A literatura Latina, São Paulo, Martins Fontes, 2003.
DUBY, G & ARIÉS, P. (org.)., História da Vida privada, Vol.1, São Paulo, Cia. Das Letras, 2007
FULLERTON, Mark, Arte Grega, São Paulo, Odysseus, s.d.
FUNARI, Pedro P., Arqueologia e patrimônio, Habilis 2007.
_______. Antiguidade Clássica, Campinas, Ed. Unicamp, s.d.
JAEGER, Werner, Paidéia, São Paulo, Martins Fontes, 2001.
HASKELL, Francis, History and its images New Haven,Yale Univ. Press,1995.
_______. , Taste and the antique: the lure of classical sculpture, New Haven,Yale Univ.
Press, 1982.
HORNBLOWER, Simon, (org.), The Oxford companion to classical civilization, Oxford, Oxford Univ. Press, 2004.
LESSING, G. E., Laocoonte, Iluminuras, São Paulo, 1998.
LOMBARDO, Giovanni, Estética da Antiguidade Clássica, Lisboa, Presença , 2003.
MARQUES, Luiz (org.), A fábrica do antigo, Campinas, UNICAMP, 2008.
_______. MARQUES, Luiz (org.), A constituição da tradição clássica ,Campinas, UNICAMP, 2004.
MORENO-NAVARRO, Gonzales, O legado oculto de Vitruvio , Madrid, Alianza, 1993.
PANOFSKY, D., A caixa de Pandora: as transformações de um símbolo mítico, São Paulo, Cia. Das Letras, 2009.
PLÍNIO, o velho, Storia delle Arti Antiche, Milão, BUR, 2007.
ROBERTSON, Martin, Uma breve história da Arte Grega, são Paulo, Jorge Zahar, 1981.
_______. Arquitetura grega e romana, São Paulo, Martins Fontes, 1997.
SAVARESE, Nicola, In Scaena, Il teatro di Rom a antica, catálogo, Roma, Electa, 2007.
SETTIS, Salvatore, Futuro del “Classico”, Turim, Einaudi, 2004.
SILVA, Maria A. de O. et al, Política e identidade no mundo antigo, São Paulo, Annablume, 2009.
VERNANT, Jean-Pierre, Mito e Pensamento entre os gregos, São Paulo, Paz e Terra, 2008.
VEYNE, Paul, Império greco-romano, Campus, 2008.
VITRUVIO, Tratado de Arquitetura, São Paulo, IST PRESS, 2006.
VIZENTIN, Marilena, Imagens do poder em Sêneca, São Paulo, Atelier editorial, 2005.
ARTE MEDIEVAL
BLOCH, Marc. Os Reis taumaturgos. São Paulo, Companhia das Letras, 1993.
BROWN, Peter. A ascensão do cristianismo no Ocidente. Lisboa, Presença, 1999.
BROWN, Peter. O fim do mundo clássico: de Marco Aurélio a Maomé. Lisboa, Editorial Verbo, 1972.
BURCKHARDT, JACOB, Cultura do Renascimento na Itália, Brasília: UNB, 1991.
DUBY, Georges O Tempo das Catedrais: Arte e a Sociedade 980-1420. Lisboa: Estampa, 1979.
DUBY, Georges e ARIÈS, P. História da Vida Privada: da Europa feudal à Renascença.
São Paulo: Companhia das Letras, 1990, vv.1 e 2.
DUBY, Georges. A Europa na Idade Média. São Paulo: Ed. Martins Fontes, 1988.
ECO, Umberto, Arte e beleza na estética medieval. São Paulo: Presença, 2000.
FAURE, Elie, Arte medieval. São Paulo: Martins Fontes, 1990.
LE GOFF, Jacques e SCHMITT, Jean-Claude (coord.). Dicionário temático do Ocidente medieval. São Paulo. Edusc, Imprensa Oficial São Paulo.
LOYN, Henry R. (org.). Dicionário da Idade Média. Rio de Janeiro: Zahar, 1992.
PREVITÉ-ORTON, C.W., História da Idade Média. Lisboa\Santos, Presença\Martins Fontes, 1973, 7 vols.
FAVIER, Jean. Carlos Magno. São Paulo, Estação Liberdade, 2004.
GROUSSET, René. A epopéia das Cruzadas. Portugal: Europa-América, 1998.
HUIZINGA, Johan. O Declínio da Idade Média. Rio de Janeiro: Editora Ulisseia, [196-]
KANTOROWICZ, Ernst H. Os dois corpos do rei: um estudo sobre a teologia política medieval. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
LE GOFF, Jacques. O nascimento do purgatório. Lisboa, Estampa, 1993.
ROUSSET, Paul. História das Cruzadas. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1980.
RUNCIMAN, S., A civilização bizantina, Rio de Janeiro, Zahar, 1961.
RUNCIMAN, Steven. História das cruzadas. Lisboa: Horizonte, 1992, 3 vol.
TREVOR-ROPER, Hugh. Formação da Europa cristã. Lisboa, Verbo, s/d.
WOLFF, Philippe. Outono da Idade Média ou primavera dos tempos modernos? São Paulo: Martins Fontes, 1988.
Complementar
BELTING, Hans La vera immagine di Cristo. Roma: Bollat Beringhieri 2007.
BELTING, Hans, I tedeschi i la loro arti. Milão: Il Castoro, 2005.
BELTING, Hans, Il culto delle imagine. Roma: Carocci, 2001.
BULLEY, Margaret H., Ancient and Medieval Art. Londres: Trafalgar Square, 1996.
CORMACK, Robin, Byzantine art. Oxford: Oxford University Press, 2000.
DUBY, Georges, Art and society in the Middle Ages. Cambridge: Polity Press, 2000.
DAVIES-WEYER, Caecilia, Early medieval art 300 – 1150. Toronto: Toronto University Press, 1986.
EVANS, Gillian R. Philosophy and theology in the middle ages. Londres; Nova Iorque:
Routledge, 1993.
FOSSI, Gloria, Romanesque and Gothic. Nova Iorque: Sterling 2008.
LOWDEN, John, Early Christian and Byzantine Art. Londres: Phaidon, 1997.
MANGO, Cyrill, The art of the Byzantine Empire 315 – 1453. Englewood Cliffs: Prentice Hall, 1972.
MARTINDALE, Andrew, Gothic Art. Londres: Thames and Hudson, 1997.
MERRIFIELD, Mary, Art of fresco in the Middle Ages, Mineola: Dover Publications, 2003 PLACE, François de, Os Cistercienses. São Paulo: Musa, 1997.
RICE, David Talbot, Art of the Byzantine era. Londres: Thames & Hudson, 1963
* Outros itens bibliográficos poderão ser eventualmente sugeridos ao longo do semestre.
Referências a textos literários ou filosóficos, centrais para a compreensão plena dos fenômenos artísticos nos períodos abordados, serão realizadas ao longo do curso.
DOCENTES PARTICIPANTES
UNIDADECURRICULAR:HISTORIOGRAFIA E TEORIA DA ARTE
Professor Responsável: Jens Baumgarten Professor Responsável: Elaine Dias
Contato:
[email protected] [email protected]
Ano Letivo: 2010 Semestre: 2º
Departamentos/Disciplinas participantes: História da Arte
Carga horária total: 60 h
Carga horária p/prática (em %): 12h (20%) Carga horária p/teoria (em %): 48h (80%) OBJETIVOS
Geral
Estudo dos principais textos no campo da História da Arte produzidos por artistas, historiadores e críticos de arte, levando à análise e conhecimento das principais abordagens teóricas e metodológicas para a disciplina e a sua contextualização histórica, realizando conexões entre a Historiografia da Arte e as demais áreas de conhecimento.
Será apresentada aos alunos uma seleção de textos escritos desde o Renascimento até os dias de hoje – tais como teorias artísticas, críticas, conferências, diários, cartas, manifestos, entre outros -, abordando temas específicos condizentes a determinados contextos históricos e artísticos, de modo a possibilitar a reflexão sobre a arte, a formação do pensamento, do sistema artístico e dos gostos público e privado, o surgimento das vanguardas, a crítica de arte, a disciplina e o papel da história da arte e a ampliação dos limites propostos pela arte ao longo do tempo. Objetiva-se o desenvolvimento do espírito crítico e o entendimento da formação teórica, metodológica, crítica e historiográfica em suas especificidades. Será de fundamental importância o diálogo entre a teoria produzida pelos artistas e pela crítica, pela historiografia da arte e sua relação direta com a produção artística.
Específicos
Ampliar a compreensão acerca da formação dos conceitos, da importância de seus contextos e de seus objetivos ao longo dos séculos, a partir do contato direto com as fontes teóricas formadoras do pensamento artístico, e de sua interpretação pela historiografia da arte. A análise deste aparato teórico será feita de forma conjunta às principais obras artísticas condizentes aos universos abordados, ampliando a crítica
relativa à historiografia da arte a partir da análise direta das fontes, de sua discussão e da realização de textos sobre os temas abordados .
Ementa
Através de aulas expositivas elaboradas a partir de temáticas específicas em âmbito internacional e nacional, será feita a análise direta dos textos produzidos pelos artistas, pela crítica e pela historiografia da arte, relacionando-os diretamente às obras, ampliando o entendimento acerca da formação do pensamento artístico. Em um segundo momento, serão realizados trabalhos em grupos como exercícios analíticos, levando os alunos à leitura e análise direta das fontes, à apresentação de seminários, de modo a ampliar as discussões sobre os temas abordados, em estreito diálogo com as teorias discutidas. Os alunos, além da apresentação de seminários para a ampliação da análise crítica, também elaborarão textos analíticos, sempre em contato direto com as obras artísticas relativas à temática trabalhada.
Visitas às exposições de arte serão importantes no sentido de ampliar o desenvolvimento do olhar, associado à formação teórica em curso.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
As Academias de Arte e a questão do gosto Teoria da Paisagem
A questão acadêmica no Brasil
O corpo entre o debate neoclássico e romântico A questão da forma e do suporte nos escritos de artistas Salões de Arte e Crítica
O Brasil no debate internacional acerca do nacional, da forma e do suporte Renascimento
Renascimento e Barroco
O debate entre a arquitetura, o neomedieval e o surgimento do design Fotografia, Cinema e Novas Mídias
A história da arte – um debate historiográfico contemporâneo
METODOLOGIA DE ENSINO
Aulas expositivas
Orientação de leitura
Orientação de uso de documentos em suportes variados
Orientação de trabalhos a serem expostos em grupos
Oficinas de produção de materiais de ensino
Visitas monitoradas a instituições arquivísticas e/ou museológicas RECURSOS INSTRUCIONAIS
Biblioteca
Data-show
Aparelho de DVD / Vídeo K-7
Televisor
Retroprojetor
Fotocópias
Internet AVALIAÇÃO
1. Apresentação de seminários visando a interpretação de fontes primárias ou secundárias de modo a produzir nexos analíticos que serão avaliados pelos professores.
2. Produção de textos analíticos e críticos sobre os temas abordados a partir das discussões realizadas
BIBLIOGRAFIA
Básica
ARGAN, G.C., Arte e crítica de Arte, Lisboa, Estampa, 1995.
ARGAN, G.C., Guia de História da Arte, Lisboa, Presença,1994.
ALBERTI, L. B. Da Pintura. Campinas: Ed. Da Unicamp, 1999.
ANDRADE, Mário. Aspectos das Artes Plásticas no Brasil. Belo Horizonte: Ed.
Itatiaia, 1934.
BARATA, Mario. Manuscrito Inédito de Lebreton. Sobre o Estabelecimento de Dupla Escola de Artes no Rio de Janeiro, em 1816” In Revista do SPHAN, no.14, 1959b.
BARATA, Mario. Manuscrito Inédito de Lebreton. Sobre o Estabelecimento de Dupla Escola de Artes no Rio de Janeiro, em 1816” In Revista do SPHAN, no.14, 1959b.