Produção de Clínquer 1 000 t 1 018 1 067 -4,6%
Produção de Cimento 1 000 t 1 342 1 292 3,9%
Vendas de cimento e Clinquer*
Mercado Interno 1 000 t 1 330 1 272 4,6%
Mercado Externo 1 000 t 10 16 -34,2%
Total 1 000 t 1 340 1 288 4,1%
Vendas de Betão* 1 000 m3 244 269 -9,3%
Nota:
2018 RELA TÓRIO E CONT AS
As vendas de cimento no Brasil foram de 1,33 milhões de toneladas, o que representou um aumento de 4,6% face a 2017, quando tinham sido vendidas 1,28 milhões de toneladas. Esta evolução foi conseguida apesar do contexto de mercado e refletiu a estratégia comercial de crescimento com a abertura de 2 novos centros de distribuição. As vendas de betão num mercado também afetado negativamente pela conjuntura e pela falta de obras de infraestrutura, decresceram cerca de 9,0%, tendo sido vendidos 244 mil m3. O sector de construção de imóveis parece começar a dar alguns sinais de melhoria mas ainda de forma muito incipiente.
INVESTIMENTO
Os investimentos no Brasil totalizaram 11,2 milhões de euros no ano em análise, destacando-se a continuação de alguns projetos estratégicos, como a instalação do novo britador e cinta transportadora em Adrianópolis, o projeto de combustíveis alternativos e a segunda linha de ensacamento.
4.4.4 TUNÍSIA
4.4.4.1 ENQUADRAMENTO DE MERCADO
De acordo com os últimos dados publicados pelo FMI a economia tunisina deverá crescer 2,4% em 2018, crescimento superior ao 2,0% verificado em 2017 (World Economic Outlook, FMI outubro 2018).
A Tunísia continua a enfrentar desafios significativos, incluindo elevados défices externos e fiscais, aumento da dívida e um crescimento insuficiente para reduzir o desemprego. Subsiste ainda alguma instabilidade social e uma pressão nas reivindicações sindicais. O défice do Estado reflete-se nas obras públicas e o sector imobiliário enfrenta desafios devido a dificuldades de financiamento (devido ao frágil sector bancário), com impacto no volume da construção. Neste contexto, estima-se que o mercado interno de cimento tenha decrescido 0,3% face ao período homólogo. O mercado de cimento continuou a ser caracterizado por uma concorrência muito intensa, devido ao excesso de capacidade instalada. No entanto, em 2018 assistiu-se a um aumento dos preços de venda. Determinante para este aumento será o facto de vários players terem feito contratos de exportação de clínquer (o que permitiu reduzir substancialmente a pressão sobre o mercado Tunisino) e ao aumento generalizado dos preços de aquisição de materiais relevantes na estrutura de custos das produtoras de cimento.
No mercado de exportação de cimento mantiveram-se os constrangimentos na fronteira com a Líbia e com a obtenção de divisas no mercado financeiro da Líbia.
4.4.4.2 DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE
42,6 46,9 MILHÕES DE EUROS VOLUME DE NEGÓCIOS 10,2% 2017 2018 8,9 21,0% MILHÕES DE EUROS EBITDA MG EBITDA 17,3% 2017 2018 10,5 22,4%2018 RELA TÓRIO E CONT AS
como o aumento generalizado de preços na Tunísia, justificaram o aumento de preços pelos produtores de cimento. As limitações anteriormente referidas no caso das exportações de cimento tiveram impacto nos respetivos preços que ficaram abaixo de 2017, devido à concorrência e ao facto de não se terem efetuado exportações para a Argélia (onde o preço é mais elevado). Apesar das dificuldades, a proximidade da fábrica ao mercado líbio, bem como os esforços comerciais efetuados, permitiu aumentar as exportações de cimento num mercado que decresceu face a 2017. Foram exportadas cerca de 136 mil toneladas de clínquer, permitindo aproveitar a capacidade de produção. O volume de negócios de Betão decresceu cerca de 17,1%, atingindo 4,4 milhões de euros, resultado da diminuição do volume de vendas em cerca de 10,7%, que por sua vez foi causada pela contração do mercado.
Em 2018, o EBITDA das atividades na Tunísia atingiu 10,5 milhões de euros, o que representou um crescimento de 17,3% face a 2017. Este valor encontra-se influenciado negativamente pela desvalorização cambial do dinar face ao euro de cerca de 1,5 milhões de euros.
Este crescimento do EBITDA é justificado pelo aumento do volume de vendas em quantidade e dos preços no mercado interno que mais que compensaram os efeitos negativos do aumento dos custos com energia térmica (devido ao aumento dos preços dos combustíveis e com impacto negativo de cerca de 2 milhões de euros), com materiais de embalagem e matérias primas (aumento generalizado de preços na Tunísia).
4.4.4.3 DESEMPENHO OPERACIONAL
Unidade 2018 2017 Var.
Produção de Clínquer 1 000 t 908 955 -4,9%
Produção de Cimento + Cal 1 000 t 975 889 9,7%
Vendas de cimento e Clinquer*
Mercado Interno 1 000 t 846 806 5,0%
Mercado Externo 1 000 t 259 292 -11,6%
Total 1 000 t 1 105 1 099 0,6%
Vendas de Betão* 1 000 m3 118 132 -10,7%
Nota:
• *Os volumes de venda respeitam às vendas totais de cada área de negócio, não estão expurgados os valores intragrupo.
O desempenho no mercado interno cresceu face a 2017, com as vendas em quantidade a aumentarem 5,0%, apesar do ligeiro decréscimo de mercado. Foram exportadas cerca de 259 mil toneladas de cimento e clínquer, permitindo aproveitar a capacidade de produção.
A atividade de betão pronto apresentou uma performance inferior à de 2017. As vendas em volume decresceram 10,7%, tendo sido vendidos menos 14 mil m3. Esta diminuição deveu-se à ausência de obras novas, públicas e privadas, nos diversos mercados, como consequência da crise económica que o país e o sector atravessam e que tem contribuído para uma concorrência mais agressiva.
INVESTIMENTO
O investimento ascendeu a 2,6 milhões de euros, valor superior ao de 2017, e foi destinado ao lançamento de investimentos vitais para o desenvolvimento da Empresa, respeitando principalmente à eficiência energética (combustíveis alternativos), controlo das operações dos fornos e gestão eficaz da manutenção.
4.4.5 ANGOLA E OUTROS
4.4.5.1 ENQUADRAMENTO DE MERCADO
O FMI prevê que a economia angolana em 2018 decresça cerca de 0,1% (World Economic Outlook, FMI outubro 2018). A situação financeira e económica em Angola contínua difícil. Apesar do aumento dos preços do petróleo e do lançamento de algumas reformas, a economia continua estagnada, o sector bancário fragilizado e existe uma elevada escassez de divisas, provocando dificuldades a muitas empresas. Para fazer face a esta situação, o governo
2018 RELA TÓRIO E CONT AS
angolano implementou fortes medidas de redução de custos e lançou vários programas de diversificação da economia que, no entanto, não produzem resultados imediatos, pois não existem muitos investidores estrangeiros a investir na economia angolana e o Estado debate-se com problemas financeiros. O ano de 2018 ficou marcado pela forte desvalorização do kuanza e pelo programa de financiamento concedido pelo FMI.
O mercado angolano de cimento, de acordo com os dados disponíveis, apresentou valores muito semelhantes aos de 2017.
Estas dificuldades económicas e financeiras do país, em especial a escassez de moeda estrangeira, tiveram um forte impacto na manutenção da sustentabilidade da atividade dos produtores nacionais de cimento. No decorrer de 2018, três dos cinco produtores viram-se obrigados a interromper a sua atividade por razões diversas, por dificuldades na aquisição de fuel e sacos de papel, por dificuldades financeiras e na aquisição de combustíveis e clínquer.
4.4.5.2 DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE
O mercado angolano de cimento, de acordo com os dados disponíveis, apresentou uma variação positiva de 0,6% relativamente a 2017.
As quantidades de cimento vendidas decresceram 15,6% face a 2017, tendo sido vendidas cerca de 127 mil toneladas. Num contexto de forte inflação e de significativa desvalorização do kwanza face ao euro, a Secil Lobito tem vindo a implementar uma rigorosa política de preços que lhe permite fazer face ao agravamento dos custos expressos tanto em moeda nacional como os decorrentes das importações efetuadas para garantir a sua operação. Nestes termos, o preço do cimento aumentou em cerca de 31% face a 2017.
Em consequência, o volume de negócios atingiu um total de 14,3 milhões de euros, valor inferior ao de 2017, mas cuja quebra se deveu à desvalorização cambial, que teve um impacto negativo de 8,4 milhões de euros. Caso não tivesse ocorrido o efeito cambial, o volume de negócios teria sido 22,7 milhões de euros, 9,8% acima do ano anterior. O EBITDA acumulado a dezembro de 2018 atingiu os 2,7 milhões de euros, ligeiramente abaixo do verificado no período homólogo, também impactado negativamente pela desvalorização cambial em cerca de 900 mil euros. Os custos foram substancialmente afetados pela desvalorização do Kwanza face ao euro. Os custos variáveis subiram 32,7%, fundamentalmente devido ao aumento do custo de aquisição do clínquer no mercado internacional. Os custos fixos, por sua vez, mantiveram-se em níveis muito semelhantes aos de 2017, o que tendo em consideração a inflação em Angola e a aquisição de alguns materiais de conservação, cuja indexação à taxa de câmbio é significativa, é bem representativo do esforço para controlar os custos.
4.4.5.3 DESEMPENHO OPERACIONAL
Unidade 2018 2017 Var.
Produção de Cimento 1 000 t 122 158 -22,8%
Vendas de cimento e Clinquer* 1 000 t 127 151 -15,6%
Nota:
• * Os volumes de venda respeitam às vendas totais de cada área de negócio, não estão expurgados os valores intragrupo.
As quantidades de cimento vendidas em 2018 caíram 15,6%, para 127 mil toneladas.
O 1º semestre foi marcado por uma evolução positiva dos volumes (conseguida devido ao facto de alguns dos produtores de cimento estarem em dificuldades financeiras e/ou operacionais no início de 2018), sendo que o 2º
2018 RELA TÓRIO E CONT AS
no mix em 9,3%, passando a representar 53,1% das vendas totais, reforçando assim a posição da Secil na produção de cimentos diferenciados de elevada resistência.
INVESTIMENTO
Os investimentos totalizaram 0,3 milhões de euros em 2018.
4.5 RECURSOS E FUNÇÕES DE SUPORTE
4.5.1 SUSTENTABILIDADE E AMBIENTE
Sem prejuízo do Relatório de Sustentabilidade que virá a ser divulgado, deve ser destacado que Secil integra a sustentabilidade em todos os níveis de gestão, compatibilizando a sua atividade industrial com a proteção ambiental e a responsabilidade social.
A Secil lidera a Associação Europeia do Cimento Cembureau e é membro de organizações, em Portugal, como a ATIC – Associação Técnica da Indústria do Cimento, o GRACE – Grupo de Ação e Reflexão para Cidadania Empresarial e o BCSD Portugal.
Em 2018 foi constituída uma Associação Internacional, designada GCCA – Global Ciment and Concrete Association, que agrega os principais grupos cimenteiros mundiais, tendo a Secil aderido em outubro de 2018. Esta associação prosseguirá os trabalhos que vinham sendo realizados no âmbito do CSI-Cement Sustainable Initiative, que entretanto foi extinta em 31 de dezembro de 2018.
Neste contexto, a Secil tem contribuído ativamente na elaboração e revisão de documentos de reflexão e posicionamento em matéria de sustentabilidade, bem como em grupos de trabalho setoriais.
Ciente da necessidade de reduzir a intensidade carbónica da sua atividade, e de integrar a economia circular no seu modelo de negócio, tem vindo a realizar investimentos em equipamentos e tecnologias inovadoras, bem como na investigação e desenvolvimento de soluções inovadoras na aplicação de betão.
A eficiente gestão dos recursos naturais, a melhoria da eficiência energética, a substituição de combustíveis fósseis por combustíveis alternativos, a integração de matérias-primas secundárias no seu processo produtivo, e a promoção da biodiversidade na recuperação ambiental nas pedreiras em que opera, são algumas das boas práticas que a Empresa tem vindo consistentemente a prosseguir ao longo de vários anos na senda da sustentabilidade. A responsabilidade social da sua atuação faz-se sentir prioritariamente junto das comunidades envolventes às suas principais unidades fabris, através de programas de envolvimento comunitário e relacionamento institucional, que têm merecido, pela sua robustez e permanência, o reconhecimento dos stakeholders.
A formação, capacitação do capital humano, e a adoção de uma cadeia de fornecimento que privilegia os fornecedores locais, são outras dimensões de sustentabilidade prosseguidas de modo sistemático.
2018 RELA TÓRIO E CONT AS