Emissor (T) Receptor (R)
P = área de proteção; I = largura da área de proteção (alcance); H = altura da área de proteção
As cortinas e barreiras de luz de segurança OY são dispositivos de proteção fotoelétricos de múltiplos feixes conforme IEC 61496 e consistem de um transmissor e de um receptor.
8
5 Função
A área de proteção (P) é criada entre o receptor e o transmissor e é definida pela altura da área de proteção (H) e a largura da área de proteção (alcance) (I).
A altura da área de proteção é a altura protegida pela cortina / barreira de luz de segurança. Ela depende do modelo (→ 12 Dados técnicos).
Se as cortinas e barreiras de luz de segurança forem montadas na horizontal, este valor indicará a profundidade da zona protegida.
A largura da área de proteção (alcance) é a distância máxima possível entre o transmissor e o receptor. (→ 12 Dados técnicos).
Com a área de proteção livre estão ativas ambas as saídas (OSSDs) do receptor.
As saídas são desligadas, se um objeto (O) com um diâmetro superior ou igual à resolução (d) entrar na área de proteção.
A resolução (d) (capacidade de detecção) da cortina / barreira de luz de segurança orienta-se pelo diâmetro da lente (B) e a distância da lente (C) e permanece constante e, todas as condições de aplicação.
Emissor (T) Receptor (R)
O = objeto
C = distância da lente B = diâmetro da lente d = resolução
Para que um objeto (O) seja detectado com segurança na área de proteção, a dimensão do mesmo (O) tem de ser pelo menos igual à resolução (d).
9
PT
6 Montagem
6.1 Instruções de montagem
Antes da montagem de sensores de segurança fotoelétricos devem ser asseguradas as seguintes condições:
• O grau de proteção do equipamento de proteção eletro-sensível (ESPE) tem de corresponder à avaliação de risco da máquina a ser monitorada.
• O sistema de segurança serve para assegurar uma função de segurança e não é necessário para o funcionamento de uma máquina.
• Tem de haver a possibilidade de parar imediatamente qualquer movimento perigoso da máquina. Para esse efeito deve ser averiguado o tempo de funcionamento residual da máquina.
• O objeto a ser detectado tem de ser maior ou igual à resolução do sensor de segurança fotoelétrico.
Montar os sensores de segurança fotoelétricos de forma a que a zona de perigo só possa ser acedida através da área de proteção. Consoante a aplicação podem ser necessários outros equipamentos de proteção mecânicos.
As condições ambientais no local de montagem não podem prejudicar a função dos sensores de segurança fotoelétricos. Tome sobretudo atenção ao seguinte:
• Transmissor e receptor não podem ser influenciados por fontes de luz intensa (projetores, luz solar, etc.).
• A temperatura ambiente tem de se situar na faixa indicada (→ 12 Dados técnicos).
• O embaçamento das lentes devido a grandes variações de temperatura pode prejudicar a função dos sensores de segurança fotoelétricos. Tome as medidas apropriadas para prevenir isso.
• Determinadas condições ambientais podem influenciar a função dos sensores de segurança fotoelétricos. Para locais de instalação onde é possível surgir nevoeiro, chuva, fumo ou poeira recomendamos a adoção de medidas necessárias.
• Atentar para a diretiva ISO 13855.
Para a colocação correta dos sensores de segurança fotoelétricos devem ser observadas as seguintes ilustrações.
10
Montagem correta
Montagem errada
6.2 Cálculo da distância mínima de segurança
Entre o sensor de segurança fotoelétrico e o local de perigo tem de ser mantida uma distância mínima de segurança. Esta distância deve ser assegurada, para que o local de perigo não possa ser acessado durante o estado potencialmente perigoso da máquina.
11
PT
► O sensor de segurança fotoelétrico deve ser montado a uma distância superior ou igual à distância mínima de segurança (S), para que a zona de perigo (A) só possa ser acessada após parada completa do movimento potencialmente perigoso da máquina.
Em conformidade com o padrão europeu ISO 13855 deve ser aplicada a seguinte fórmula para o cálculo da distância mínima de segurança (S):
S = K (t1 + t2) + C C = 8 (d - 14) A = zona de perigo
H = altura da área de proteção S = distância mínima de segurança C = distância adicional
S Distância mínima de segurança mm
K Velocidade de aproximação do objeto à zona de perigo mm/s t1 Tempo de reação total do equipamento de proteção, desde a ativação até ao
desligamento s
t2 Tempo de reação total da máquina, desde o sinal de parada até ao
desligamento ou passagem ao estado definido como seguro s
C Distância adicional mm
d Resolução (capacidade de detecção) mm
A não observância da distância mínima de segurança pode levar a restrições ou à perda da função de segurança.
Exemplo de aplicação:
12
6.3 Montagem vertical das cortinas e barreiras de luz de segurança
6.3.1 Cortinas de luz de segurança resoluções 30 mm e 40 mm
Estes modelos servem de prevenção de acesso de mãos (proteção das mãos).
Contudo não podem ser utilizados como proteção de dedos!
A distância mínima de segurança (S) é determinada com base na seguinte fórmula:
S = 2000 (t1 + t2) + 8 (d - 14)
Esta fórmula vale para distâncias mínimas de segurança (S) entre 100 e 500 mm. Se deste cálculo resultar que S é superior a 500 mm, a distância pode ser reduzida para um valor mínimo de 500 mm, aplicando a seguinte fórmula:
S = 1600 (t1 + t2) + 8 (d - 14)
A = zona de perigo
H = altura S = distância mínima de segurança
G = nível de referência
Se devido à configuração especial da máquina for possível alcançar a zona de perigo a partir de cima, o feixe de luz mais alto da cortina de luz de segurança tem de se situar a uma altura (H) (medido a partir do nível de referência (G)), cujo valor é determinado com base nos requisitos da norma ISO 13855.
13
PT
6.3.2 Cortinas de luz de segurança resoluções 50 mm e 90 mm, barreiras de luz de segurança de 2, 3 e 4 feixes.
Estas versões são adequadas como prevenção de acesso de corpo ou partes do corpo.
Não podem ser utilizados como proteção de dedos ou mãos!
A distância mínima de segurança (S) é determinada com base na seguinte fórmula:
S = 1600 (t1 + t2) + 850
A altura (H1) do feixe de luz mais alto medido a partir do nível de referência (G) nunca pode ser inferior a 900 mm, enquanto que a altura (H2) do feixe de luz mais baixo não pode ser superior a 300 mm (ISO 13855).
A = zona de perigo
Hx = altura S = distância mínima de segurança
G = nível de referência
14
6.4 Montagem horizontal das cortinas de luz de segurança Estas versões são adequadas como prevenção de acesso de corpo ou partes do corpo.
Na montagem horizontal deve ser tomado em conta que a distância entre o limite mais extremo da área de perigo (A) e o feixe de luz mais extremo da cortina de luz de segurança é superior ou igual à distância mínima de segurança (S). Esta é calculada da seguinte forma:
S = 1600 (t1 + t2) + 1200 – 0,4 H
sendo H a altura da superfície protegida do nível de referência (G) da máquina;
H = 15 (d - 50)
Neste caso vale o seguinte: H < 1 m (conforme ISO 13855).
A = zona de perigo
H = altura S = distância mínima de segurança
G = nível de referência
6.5 Fixação e alinhamento óptico
Um alinhamento correto de transmissor e receptor é essencial para a função apropriada dos sensores de segurança fotoelétricos.
15
PT
► Montar o transmissor e receptor com ajuda do material de fixação fornecido de forma a ficarem precisamente opostos.
► Alinhar o transmissor e o receptor de forma a estarem paralelos entre si a uma certa altura, com os conectores apontados na mesma direção.
Se ocorrerem vibrações em sua aplicação, é recomendado o uso de amortecedores de vibrações (disponíveis como acessórios).
Para um alinhamento óptico simples podem ser usados suportes angulares ajustáveis (disponíveis como acessórios).
6.5.1 Alinhamento óptico
T R T R T R T T
T = transmissor; R = receptor
Os LEDs indicadores do receptor ajudam a alinhar corretamente os sensores de segurança fotoelétricos.
► Alinhar o transmissor de forma a que o LED verde do receptor acende.
► Aparafusar firmemente transmissor e receptor.
16
6.6 Distância de superfícies refletoras
Superfícies refletoras na proximidade de sensores de segurança fotoelétricos podem anular a função de segurança do sistema.
A distância mínima (D) é definida segundo a largura da área de proteção (I) tendo em conta o ângulo de projeção e de recepção.
A distância mínima (D) entre superfícies reflexivas e a área de proteção (P) deve ser cumprida. Em caso de não cumprimento pode acontecer que um objeto a ser detectado não seja captado. Em caso de manuseio incorreto do produto, não é possível garantir a segurança e integridade de pessoas e sistemas.
Transmissor (T) Receptor (R)
D = distância mínima I = largura da área de proteção (alcance); P = área de proteção
► Depois da montagem controle se as superfícies refletoras influenciam a função dos sensores de segurança fotoelétricos, mediante interrupção premeditada da área de proteção (P).
17
PT Distância mínima a superfícies reflexivas
Cortinas e barreiras de luz de segurança tipo 2
D = distância mínima [em mm]; I = largura da área de proteção (alcance) [m]
Cortinas e barreiras de luz de segurança tipo 4
D = distância mínima [em mm]; I = largura da área de proteção (alcance) [m]
18
6.7 Sistemas múltiplos
A aplicação de várias cortinas ou barreiras de luz de segurança pode levar a falhas de função e anular a função de proteção.
As cortinas e barreiras de luz de segurança devem ser montadas de forma a que o feixe emitido pelo transmissor de um sistema só possa ser detectado pelo receptor correspondente.
Devem ser observadas as seguintes regras de montagem importantes para prevenir a influência mútua de vários sistemas:
Disposição A Disposição B
R1 T1 T2 R2 T1 R1
Opções de disposição:
A: Posição lado a lado de ambos os transmissores B: Posição sobreposta do transmissor 1 e do receptor 2 C: Combinação em forma de "L"
Disposição C
R1
R2 T2
T2 T = transmissor R = receptor
19
PT
6.8 Utilização de espelhos defletores
Para proteção e monitoramento de zonas de perigo com acesso de vários lados podem ser utilizados um ou mais espelhos defletores (disponíveis como acessórios). Com ajuda de espelhos defletores o feixe de luz emitido pelo transmissor pode ser enviado através de vários lados de acesso.
► Os espelhos devem ser alinhados em um ângulo de inclinação de 45° para obter um ângulo de reflexão de 90°.
A seguinte imagem mostra uma aplicação na qual se realiza uma proteção de acesso em forma de U com dois espelhos defletores.
Receptor (R) Transmissor (T)
M = espelho defletor S = distância mínima de segurança Dx = comprimento do lado
► Os espelhos defletores devem ser instalados de forma a ser cumprida a distância mínima de segurança (S) de cada lado da zona de perigo.
► Na montagem deve ser observado que a superfície do espelho seja plana e não haja vibrações a terem efeito sobre o equipamento de segurança.
• O alcance resulta da soma dos comprimentos de todos os lados
(D1 + D2 + D3) de acesso à zona de proteção. O alcance máximo dos sensores de segurança fotoelétricos é reduzido em 15 % por cada espelho.
• Não devem ser utilizados mais de três espelhos defletores.
20