• Nenhum resultado encontrado

8 RESULTADOS

8.3 VALIDAÇÃO DO MODELO DE TERMO DE REFERÊNCIA

O modelo foi utilizado na montagem de um Termo de Referência para

contratar a elaboração de projeto de subestação 69kV (quilovolts). Este Termo foi

elaborado por um agente da instituição.

Com o objetivo de verificar a aplicabilidade e investigar as dificuldades de

implementação do modelo, elaborou-se um questionário, que foi aplicado com o

agente da instituição. Este agente é arquiteto e já utilizou o modelo existente da

instituição para elaborar termos de referência.

Para uma validação mais completa, poderiam ser aplicados questionários

junto às empresas contratadas, bem como junto aos fiscais de obra para verificar se

houve melhorias no Termo. Porém, conforme colocado na delimitação do trabalho, a

proposta inicial era verificar no momento da licitação se haveriam questionamentos

ou dúvidas das empresas participantes da contratação, o que não foi possível devido

ao tempo necessário para que o Termo chegasse até esta etapa. Tendo em vista o

prazo da pesquisa, só foi possível aplicar o questionário com o agente da instituição.

O questionário (Apêndice H) contém perguntas subjetivas, que abrangem

todos os itens trabalhados nesta pesquisa para o modelo, como, por exemplo: Plano

sumário, Escopo Geral, Escopo específico, etc. Além disso, também contempla

perguntas que relacionam o novo modelo com o modelo utilizado anteriormente na

instituição, e ainda, questões relativas às expectativas futuras do entrevistado.

Com a aplicação do questionário foi possível obter um amplo feedback, e as

informações coletadas são apresentadas a seguir, organizadas em dois tópicos: (i)

Aspectos do modelo proposto de Termo de Referência; (ii) Modelo proposto versus

Modelo existente e Expectativas futuras.

8.3.1 ASPECTOS DO MODELO PROPOSTO DE TERMO DE REFERÊNCIA

No que diz respeito ao Plano Sumário, o arquiteto entrevistado da instituição

colocou que o modelo esclarece as relações entre os agentes envolvidos e define os

papéis de cada um no processo de projetos da instituição, pois as obrigações e os

direitos de ambas as partes, contratante e contratada, estão detalhadas, não

deixando espaço para objeções futuras.

Na opinião do arquiteto, o estabelecimento de um coordenador interno e de

um coordenador externo poderá trazer benefícios, pois melhora a comunicação

entre a contratada e a contratante, acelerando o processo de desenvolvimento dos

projetos, e permitindo soluções projetuais que atendam às necessidades da

contratante.

Sobre o registro das modificações/alterações nos desenhos, proposto no

modelo, o arquiteto colocou que este procedimento facilitará a visualização, evitando

que erros passem despercebidos e permaneçam inalterados, impactando na

construção do edifício.

Sobre a codificação estabelecida para a apresentação dos arquivos dos

projetos, o arquiteto acredita que esta facilitará o controle e a verificação dos

mesmos, pois criará um rotina de trabalho, na qual os agentes envolvidos poderão

verificar os arquivos revistos e as versões revisadas mais atuais.

No que diz respeito ao Escopo Geral, o arquiteto acredita que a definição de

etapas para desenvolvimento dos projetos proporcionará melhorias para o processo

elaboração de projetos da instituição, como a melhoria do acompanhamento, da

qualidade dos projetos, a redução de erros e uma melhor compatibilização entre os

projetos.

Considerando que o tipo de empreendimento a ser contratado era um projeto

de subestação de 69 kV, o arquiteto entrevistado não conseguiu adaptar o escopo

específico, pois se tratava de projeto de instalações eletromecânicas. Dessa forma,

foi necessário consultar um especialista da área para auxiliar na elaboração do

escopo, por se tratar de projeto muito específico.

Ainda sobre o Escopo Específico, o arquiteto conseguiu identificar itens de

sustentabilidade socioambiental dentre as atividades exibidas no escopo. Foram

destacados itens, como: Reuso de água na drenagem e racionalização e

industrialização das soluções estruturais.

Os Fluxogramas foram aprovados pelo arquiteto, que afirmou não haver

dificuldades na interpretação e na adaptação dos mesmos. Já sobre o Cronograma

Físico-Financeiro, foi sugerida a inserção de uma coluna para os percentuais a

serem pagos para cada etapa.

O arquiteto entrevistado declarou que, o modelo de Cronograma Físico-

Financeiro facilitará o acompanhamento da elaboração dos projetos, pois estabelece

critérios para a entrega dos mesmos, fazendo com que a empresa contratada

cumpra as etapas de entrega, para efetivação do pagamento.

8.3.2 MODELO PROPOSTO VERSUS MODELO EXISTENTE E EXPECTATIVAS

FUTURAS

Em continuação à entrevista com o arquiteto e tendo em vista as

modificações propostas para o modelo de Termo de Referência, questionou-se

sobre o tempo de elaboração do Termo comparado ao modelo existente. Sobre esse

aspecto, o arquiteto entrevistado afirmou não haver melhoria no tempo gasto para

elaboração, já que “o empreendimento é muito específico e exigiu a pesquisa por

informações que não estavam contempladas no modelo proposto, como: Projeto

Eletromecânico. Apesar de arquitetonicamente ser muito simples”

27

. Vale ressaltar

que o modelo existente também não contempla este projeto.

Apesar disso, o arquiteto colocou que o modelo proposto traz melhorias em

relação ao existente, como “a definição clara do que deve estar contido no escopo

dos projetos a serem entregues, além de dar subsídio para controlar e monitorar

melhor o processo de desenvolvimento dos projetos, e mensurar o que realmente

cabe ser pago ou não”

28

.

Sobre as expectativas futuras, com a utilização do modelo proposto, o

arquiteto acredita na melhoria do produto final, isto é, dos projetos e,

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

27 Informação obtida através de questionário aplicado junto ao arquiteto funcionário da UFS, no dia 01

setembro de 2013.

consequentemente, da futura edificação, pois considera que o modelo proposto

permite a compatibilização entre os projetos e um maior detalhamento dos mesmos,

atentando para erros e garantindo a qualidade.

O arquiteto também acredita que os futuros projetos da instituição atenderão

aos itens de sustentabilidade socioambiental, pois os itens “estarão resguardados na

forma do modelo proposto de Termo e, por isso, poderão ser exigidos com maior

eficácia”

29

.

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

29 Idem.