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Valor razoável dos instrumentos financeiros

No documento Relatorio de Auditoria ERNST & YOUNG (páginas 106-109)

6. GESTÃO DO CAPITAL

7.6. Valor razoável dos instrumentos financeiros

Como se descreve na Nota 5.e, exceto pelos instrumentos financeiros classificados nos epígrafes de “Investimentos creditícios” e “Carteira de investimento a vencimento” e por aqueles instrumentos de capital cujo valor razoável não possa avaliar-se de forma fiável ou instrumentos derivados que tenham como ativo subjacente ditos instrumentos de capital, os ativos financeiros do Grupo aparecem registados no balanço de situação consolidado adjunto pelo seu valor razoável.

Da mesma forma, exceto os passivos financeiros registados no epígrafe de “Passivos financeiros a custo amortizado”, o resto de passivos financeiros aparecem registados pelo seu valor razoável no balanço de situação consolidado adjunto. Não obstante, alguns elementos registados nos epígrafes de “Passivos financeiros a custo amortizado”, estão afetos a relacionamentos de cobertura de valor razoável (ver Notas 5.f e 15), tendo-se acertado o seu valor num custo equivalente às mudanças experimentadas no seu valor razoável como consequência do risco coberto, principalmente, risco de

O seguinte quadro resume o valor em livros dos instrumentos financeiros em função do nível de determinação do valor razoável:

Milhares de euros

2012 Nível 1 Nível 2 Nível 3

Total valor

razoável Total balanço

ATIVO

Carteira de negociação - 9.160 9.160 9.160

Outros ativos e passivos a valor razoável 46.002 - - 46.002 46.002

Ativos financeiros disponíveis para a venda 1.444.961 549.973 48.999 2.043.933 2.226.789

Investimento creditícia

Depósitos em entidades de crédito - 835.180 - 835.180 833.747

Crédito à clientela - 12.702.833 - 12.702.833 11.148.704

Valores representativos dívida 20.800 1.093.477 - 1.114.277 1.165.648

Carteira de investimento a vencimento 537.890 1.280.361 - 1.818.251 1.798.543

Acertos a ativos financeiros por macro-coberturas - 33.858 - 33.858 33.858

Derivados de cobertura - 40.109 - 40.109 40.109

PASSIVO

Carteira de negociação - 10.698 - 10.698 10.698

Outros passivos a valor razoável 46.002 - - 46.002 46.002

Depósitos de bancos centrais - 2.353.295 - 2.353.295 2.306.837

Depósitos de entidades de crédito - 609.330 - 609.330 627.011

Depósitos da clientela - - 14.763.857 14.763.857 14.574.743

Débitos representados por valores negociáveis - - 115.019 115.019 110.554

Passivos subordinados - 93.889 - 93.889 92.801

Outros passivos financeiros - - 108.507 108.507 108.184

Acertos a ativos financeiros por macro-coberturas - 149.037 - 149.037 149.037

Derivados de cobertura - 241.410 241.410 241.410

Milhares de euros

2011 Nível 1 Nível 2 Nível 3

Total valor

razoável Total balanço

ATIVO

Carteira de negociação 4 11.267 - 11.271 11.271

Outros ativos e passivos a valor razoável 9.350 - - 9.350 9.350

Ativos financeiros disponíveis para a venda 1.589.788 1.366.151 50.692 3.006.631 3.272.117

Investimento creditício

Depósitos em entidades de crédito - 721.898 - 721.898 720.836

Crédito à clientela - 2.378 13.149.464 13.151.842 13.217.922

Valores representativos dívida - 976.250 - 976.250 1.053.412

Carteira de investimento a vencimento 25.812 6.997 - 32.809 32.831

Derivados de cobertura - 211.570 - 211.570 211.570

PASSIVO

Carteira de negociação 1.548 12.470 - 14.018 14.018

Outros Passivos a valor razoável 9.350 - - 9.350 9.350

Depósitos de bancos centrais - 990.617 - 990.617 990.275

Depósitos de entidades de crédito - 773.129 - 773.129 833.984

Depósitos da clientela - 770.384 15.092.015 15.862.399 15.653.601

Débitos representados por valores negociáveis 63.121 8.110 134.064 205.295 202.801

Passivos subordinados - 264.815 126.357 391.172 405.814

Derivados de cobertura - 14.976 - 14.976 14.976

Nível 1: Instrumentos financeiros cujo valor razoável determinou-se tomando a sua cotação em mercados ativos, sem realizar nenhuma modificação sobre ditas cotações.

Nível 2: Instrumentos financeiros cujo valor razoável avaliou-se em base a preços cotados em mercados organizados para instrumentos similares ou mediante a utilização de outras técnicas de avaliação nas que todos os inputs significativos estão baseados em dados de mercado observáveis direta ou indiretamente.

Os principais métodos de avaliação, hipótese e inputs utilizados na estimativa do valor razoável dos instrumentos financeiros classificados no Nível 2 e no Nível 3, segundo o tipo de instrumento financeiro, foram os seguintes:

− Carteira de negociação: Dentro desta carteira classificam-se derivados que, embora economicamente são operações de cobertura, têm o carácter contabilístico de especulativos. O seu valor razoável determina-se mediante o desconto de fluxos esperados com a curva de tipos swap. Para aqueles fluxos que não sejam conhecidos de antemão, por estarem indexados a alguma taxa variável, estes determinam-se previamente calculando os tipos implícitos. Finalmente, incorporam-se algum tipo de opcionalidade, esta se valoriza de acordo a métodos comumente aceitados, principalmente Black–Scholes, contrastando-se os resultados obtidos com os facilitados pelas contrapartes.

− Ativos financeiros disponíveis para a venda:

• Valores representativos de dívida: os ativos classificados como Nível 2 nesta carteira (todos eles referências de renda fixa) avaliam-se através do preço BGN (Bloomberg Generic Price), formado a partir de cotações orientativas proporcionadas por diferentes brokers especializados. Não se trata por tanto de um preço correspondente a operações realmente cruzadas, razão pela que se considera Nível 2. Em caso de não dispor do mesmo, ou não ser representativo, os ativos em carteira se valorizam descontando os seus fluxos esperados com a curva de tipos swap / interbancário, à que se soma um determinado diferencial que recolhe o risco de crédito que outorga o mercado nesse momento a esse ativo. Este diferencial calcula-se de acordo com o observado em mercado para emissões do mesmo setor, prazo e rating. Não existiam a 31 de Dezembro ativos de Nível 3 nesta carteira.

• Instrumentos de capital a valor razoável: aqueles instrumentos de capital a valor razoável não considerados Nível 1 são tratados como Nível 3. Correspondem a fundos e outros veículos de capital risco que se valorizam a partir de cálculos e projeções da carteira de empresas subjacentes realizados pelas suas gestoras.

− Derivados de cobertura: O seu valor razoável determina-se mediante o desconto de fluxos esperados com a curva de taxas swap Para aqueles fluxos que não sejam conhecidos de antemão, por estarem indexados a alguma taxa variável, estes determinam-se previamente calculando as taxas implícitas.

Dado que a maior parte dos ativos financeiros registados nos epígrafes de “Investimentos creditícios” são a taxa variável, revisável, pelo menos, com carácter anual, e que os “Passivos financeiros a custo amortizado” têm, na sua maior parte, vencimento inferior a um ano, os Administradores estimam que o seu valor razoável não difere dos valores pelos que aparecem contabilizados no balanço de situação, considerando neste unicamente os efeitos dos câmbios nas taxas de juro.

No documento Relatorio de Auditoria ERNST & YOUNG (páginas 106-109)