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Veja como é constante abordagem baseada na dualidade obrigado/desobrigado ao SPED

CESGRANRIO-Petrobras- Contador Júnior - 2018

A Escrituração Contábil Digital (ECD) é uma das partes do projeto SPED, com o objetivo básico de promover a substituição da escrituração em papel pela escrituração eletrônica transmitida via arquivo. Nos termos da legislação vigente para o SPED (art. 3o da Instrução Normativa RFB no 1.420/2013), são obrigadas a adotar a ECD, em relação aos fatos contábeis ocorridos a partir de 1o de janeiro de 2014, as

A. autarquias e fundações públicas.

B. pessoas jurídicas inativas de que trata a Instrução Normativa RFB no 1.536, de 22 de dezembro de 2014.

C. pessoas jurídicas tributadas com base no lucro arbitrado que distribuírem dividendos com incidência do IRRF.

D. pessoas jurídicas optantes pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional), de que trata a Lei Complementar no 123, de 14 de dezembro de 2006.

E. sociedades em Conta de Participação (SCP), como livros auxiliares do sócio ostensivo.

Resolução: As IN 1420 está revogada, entretanto a resposta não muda! Conforme vimos acima, a SCP não está obrigada, mas deve constar na ECD do sócio ostensivo.

Resposta: E

É possível aprender um pouquinho e diminuir a quantidade de informação decorada, veja...

No simples nacional temos o livro caixa em substituição à contabilidade. Logo, se não há contabilidade, não faria sentido obrigar tal empresa à ECD. Do mesmo modo no lucro presumido, se a empresa também adota a faculdade do livro caixa.

No campo público (autarquias, fundações etc.), podemos lembrar que a contabilidade pública (LOA, LRF, PPA etc.) é diferente da contabilidade societária (Lei 6404/76). Assim, não iria “encaixar” a contabilidade pública na ECD, de modo que podemos concluir que tais entidades públicas não estão obrigadas ao SPED.

Atenção: apesar de ser obrigatório para alguns, para quem não está obrigado, será facultativa a entrega da ECD. Assim, diante de uma pergunta do tipo:

O optante pelo Simples Nacional pode entregar a ECD?

Voluntariamente, pode!

Agora vamos falar um pouquinho sobre a empresa “inativa”?

Não podemos confundir a “inatividade” com a empresa “sem movimento”.

A empresa sem movimento realiza fatos contábeis, como depreciação, pagamento de tributos, aluguel etc., ainda que esteja com as portas fechadas.

A empresa inativa não realiza qualquer atividade financeira, patrimonial ou operacional dentro de todo o ano-calendário.

Isso é fundamental para distinguir as situações de dispensa de envio da ECD.

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Autenticação dos livros

A autenticação dos livros será feita no SPED.

É preciso ter em mente que a ECD, é a nova forma (digital) de todo aquele processo “analógico” que era feito há tempos atrás. E não estamos falando do tempo do seu bisavô não! Estamos falando de 2014! Até 2014, os livros contábeis e fiscais ainda eram no seu formato papel. Era preciso, por exemplo, autenticar na junta comercial o diário e o razão, havia uma séria de formalidades “analógicas”, como, serem numeradas as folhas, sem folhas em branco, sem rasuras etc. Hoje, o sistema é digital, mas mantem certo rigor dos tempos “analógicos”. Por exemplo:

Você sabe que a escrituração contábil faz prova (a favor ou contra), logo é natural que seja tratada com muito cuidado. Não é possível transmitir uma ECD no SPED e no outro dia simplesmente enviar outra, de caráter retificadora. Não é assim que funciona. Se assim fosse, esse valor de prova seria constantemente alterado conforme a conveniência.

A ECD autenticada, apenas poderá ser substituída no caso de não poder ser corrigida por lançamento extemporâneo. Então, digamos que uma transação foi registrada em duplicidade. Esse caso, a correção se dará por meio de lançamento extemporâneo, isto é, o lançamento nos livros contábeis da entidade no ano corrente, conforme prevê a lei 6404/76, como ajustes de exercícios anteriores.

Art. 186

§ 1º Como ajustes de exercícios anteriores serão considerados apenas os decorrentes de efeitos da mudança de critério contábil, ou da retificação de erro imputável a determinado exercício anterior, e que não possam ser atribuídos a fatos subsequentes.

Vamos imaginar uma situação de substituição da ECD:

Em praticamente todas as empresas, exceto naquelas que sejam, eventualmente, minúsculas, os dados que alimentam a ECD são capturados eletronicamente dos sistemas contábeis para o aplicativo gerador da ECD. Não precisa ser especialista em TI, mas sabemos que nesse processo, as vezes ocorrem erros do tipo: a consideração da “,” (vírgula) ou do “.” (ponto) como marcador das casas decimais, o valor do zero e seu efeito multiplicador, somas em duplicidade etc. Enfim, não vamos perder muito tempo com esses detalhes técnicos, mas o computador pode entender “1.000” como “um” ou como “mil”, tudo depende de como foi configurado o marcador de decimal (vírgula ou ponto). Um erro desse tipo, tornaria imprestável a ECD, de modo que justifica a sua substituição. Um erro contábil, por outro lado, passível de correção por estorno, complementação etc., pode ser corrigido na própria contabilidade com o lançamento cabível.

Uma vez substituída a ECD, a anterior é cancelada. Deverá ser anexado o termo de verificação descrevendo:

I - a identificação da escrituração substituída;

II - a descrição pormenorizada dos erros;

III - a identificação clara e precisa dos registros com erros, exceto quando estes decorrerem de erro já descrito;

IV - autorização expressa para acesso às informações pertinentes às modificações por parte do Conselho Federal de Contabilidade; e

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V - a descrição dos procedimentos pré-acordados executados pelos auditores independentes quando estes julgarem necessário.

Pergunta de prova:

Quem faz a ECD precisa imprimir os livros contábeis?

Claro que não! Não precisa imprimir nem autentica-los. Fique atento a variações de perguntas em torno desse tema como: Há dispensa de impressão dos livros? Claro, não faz sentido fazer duas vezes, papel e digital.

Mas note que essa dispensa é para fins legais. Nada impede que a empresa imprima e encaderne, também, como

“antigamente” seus livros contábeis. Quem afirma isso é o próprio Conselho de Contabilidade que, no ITG 2000, diz que em caso de escrituração contábil em forma digital, não há necessidade de impressão e encadernação em forma de livro, porém o arquivo magnético autenticado pelo sistema/registro público competente deve ser mantido pela entidade.

Quadrix – Contador-2017

Acerca de contabilidade geral, julgue o item.

Quando a entidade adotar escrituração contábil digital, não haverá necessidade de impressão e encadernação em forma de livro, mas será obrigatória a manutenção de arquivo magnético com autenticação do registro público.

Resolução: entendimento da ITG 2000, do CFC.

Resposta: Certo

Prazo de entrega da ECD

A ECD será transmitida anualmente ao Sped até o último dia útil do mês de maio do ano seguinte ao ano-calendário a que se refira a escrituração. Assim, a contabilidade do exercício 2018, deve ser transmitida até maio/2019.

E se a empresa acabar antes desse prazo? Isto é, teve extinção, fusão, cisão etc.

Pense e deduza, não queira decorar tudo.

Nesse caso, não dá para esperar até maio do ano seguinte! Concorda?

Tem que ser imediato, já que a empresa irá desaparecer e não deixará rastro para o Fisco. Nos casos de extinção, cisão parcial, cisão total, fusão ou incorporação, a ECD deverá ser entregue pelas pessoas jurídicas extintas, cindidas, fusionadas, incorporadas e incorporadoras até o último dia útil do mês seguinte ao do evento.

Assim, se A incorporar B, B deverá enviar sua ECD até o último dia do mês seguinte à incorporação.

Jan/18 dez/18 Maio/19

Ano calendário 2018

Entrega da ECD 2018

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Vamos fixar os prazos, normal e outras exceções:

Período da escrituração Prazo de entrega

Situação normal Último dia útil do mês de MAI do ano seguinte ao

ano-calendário a que se refere a escrituração.

Situação especial ocorrida de JAN a ABR do ano da entrega da ECD para situações normais (extinção, cisão parcial, cisão total, fusão ou incorporação)

Último dia útil do mês de MAI daquele ano.

(informação corrigida neste PDF. Atualizaremos o vídeo neste ponto)

Situação especial ocorrida de MAI a DEZ do ano da entrega da ECD para situações normais (extinção, cisão parcial, cisão total, fusão ou incorporação)

Último dia útil do mês seguinte ao do evento.

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