Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em anular o
Acórdão nº 180200.277, de 04 de novembro de 2009, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
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Processo nº 10140.000852/2004-98 Recurso nº 168.042 Embargos
Acórdão nº 1802-000.865- 2ª Turma Especial Sessão de 23/05/2011
Matéria Embargos de declaração
Embargante PROCURADORIA DA FAZENDA NACIO- NAL
Interessado AGROPECUÁRIA SÃO LUIZ LTDA. Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Ano calendário: 1998
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PROVAS. Ca- bem embargos de declaração quando o acórdão contiver obscuridade, omissão ou contradição entre a decisão e os seus fundamentos, ou for omitido ponto sobre o qual devia pronunciar se a turma. No exame da prova dos autos o julgador é detentor do livre convencimento, não se prestando embargos de declaração para, sob a suposição de equivoco no exame individualizado de ponto essencial ao deslinde do feito, instigar à nova apreciação e julgamento.
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em rejeitar os embargos interpostos pela Fazenda Nacional, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
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Processo nº 10380.011877/2003-11 Recurso nº 152.364 Embargos
Acórdão nº 1802-000.866- 2ª Turma Especial Sessão de 23/05/2011
Matéria IRPJ
Embargante PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL
Interessado JUÁ AGROPECUÁRIA LTDA (ESPERANÇA AGROPECUÁRIA E INDÚSTRIA LTDA Incorporadora)
Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jurídica IRPJ Ano calendário: 2000
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Constatado o vício de omissão no que tange a análise do fundamento de que o direito ao incentivo fiscal fora revogado em 02/05/2001, em função do fato de a pessoa jurídica não ter exercido a opção ao beneficio fiscal em data anterior à edição da norma extintiva do direito ( MP n° 2.145, de 02/05/2005 que revogou a norma autorizadora da destinação de parte do Imposto de Renda para incentivos regionais), impõe se sejam acolhidos os embargos para retificar o Acórdão prolatado em que foi constatada a omissão apontada ainda que alterados os efeitos dela decorrente.
INCENTIVO FISCAL - Aplicação do Imposto de Renda em Investimentos Regionais - PERC. A faculdade do contribuinte em optar pela aplicação de parcela do IRPJ em investimentos regionais nos termos dos arts.609, 611 e 613 do RIR/99, foi revogada a partir de 03/05/2001, com a edição da MP nº 2.145/2001, não surtindo efeito a opção em DIPJ após aquela data.
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em acolher os embargos de declaração interpostos, conferindo lhes efeitos infringentes, para retificar o acórdão embargado 180200.177 de 26/08/2009, e, negar provimento ao recurso volun- tário, nos termos do relatório e voto que integram o presente jul- gado.
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Processo nº 13808.001083/99-88 Recurso nº 165.259 Voluntário
Acórdão nº 1802-00.867 - 2ª Turma Especial Sessão de 23 de maio de 2011
Matéria IRPJ E OUTROS
Recorrente GRANELEIRO TRANSPORTES RODOVIÁ- RIOS LTDA
Recorrida FAZENDA NACIONAL
ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ
Ano-calendário: 1995
IRPJ E CSLL (REFLEXO). DESPESAS FINANCEIRAS VARIAÇÕES MONETÁRIAS NÃO COMPROVADAS. ESTORNO. POSTERGAÇÃO. INOCORRÊNCIA.
Não caracteriza postergação do pagamento de tributos o es- torno de despesas financeiras em exercício posterior àquele em que haviam sido apropriadas indevidamente, se o contribuinte apurou pre- juízo fiscal no ano dessa reversão.
IRRF LANÇAMENTO REFLEXO. REDUÇÃO INDEVIDA DO LUCRO POR DESPESAS FINANCEIRAS NÃO COMPRO- VADAS. DISTRIBUIÇÃO AUTOMÁTICA DE LUCROS NÃO CONFIGURADA.
A presunção de distribuição de lucro não se aplica a de- duções indevidas que, por sua natureza, não autorizem presunção de transferência de recursos do patrimônio da pessoa jurídica para o dos seus sócios.
Recurso Voluntário Negado
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento PARCIAL ao recurso, nos termos do voto do Relator.
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Processo nº 13887.000080/2003-78 Recurso nº 500.378 Voluntário
Acórdão nº 1802-00.868 - 2ª Turma Especial Sessão de 23 de maio de 2011
Matéria CSLL RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO Recorrente FAVETA & CIA LTDA
Recorrida FAZENDA NACIONAL
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL
Ano-calendário:2002
SALDO NEGATIVO DE CSLL. DIREITO CREDITÓRIO. C O M P R O VA Ç Ã O .
O reconhecimento de direito creditório relacionado a tributos e contribuições administrados pela Receita Federal do Brasil está condicionado à comprovação de certeza e liquidez.
Recurso Voluntário Provido
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Re- l a t o r.
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Processo nº 10580.000413/2003-15 Recurso nº 334.685 Voluntário
Acórdão nº 1802-00.870 - 2ª Turma Especial Sessão de 23 de maio de 2011
Matéria SIMPLES
Recorrente GOODCAR COMÉRCIO DE VEÍCULOS LT- DA.
Recorrida FAZENDA NACIONAL
ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO
PORTE SIMPLES Ano-calendário:1998
OMISSÃO DE RECEITA. DEPÓSITOS BANCÁRIOS. A presunção legal de omissão de receita prevista no art. 42 da Lei n° 9.430/1996 autoriza a tributação com base em depósitos bancários.
OPERAÇÕES COM VEÍCULOS USADOS.
A caracterização das operações como vendas em "consig- nação por comissão", por abranger prestação de serviços, exige não apenas registros específicos nos livros fiscais, que devem guardar coerência com a movimentação financeira da empresa, mas também a demonstração de toda uma lógica própria, com regras que evidenciem as condições para a prestação destes serviços, os percentuais de co- missão, a apuração desta etc.
Se a Contribuinte pratica a compra e venda de veículos usados, ou mesmo a "consignação por venda", a base para a in- cidência dos tributos deve abranger o total dos valores recebidos, e não apenas uma parcela destes, a título de comissão recebida.
No caso, também não é aplicável a regra do art. 5º da Lei 9.716/1998, que permite a equiparação destas outras operações, para efeitos tributários, à operação de "consignação por comissão", uma vez que a Contribuinte é optante do Simples, e, portanto, já usufrui de um tratamento tributário diferenciado. Se a sistemática do regime simplificado tivesse que abarcar as normas que tratam de isenções específicas, credita mento, redução de base de cálculo, substituição tributária, diferiu mentos, etc., restaria bastante comprometida a sim- plificação na apuração dos tributos, e é esta a razão pela qual os benefícios obtidos com o Simples (que é opcional) excluem os outros previstos para as pessoas jurídicas que adotam os regimes normais de tributação.
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em REJEITAR os preliminares suscitadas e, no mérito, NE- GAR provimento ao recurso.
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Processo nº 10830.003172/2003-77 Recurso nº 344.042 Voluntário
Acórdão nº 1802-00.871- 2ª Turma Especial Sessão de 23 de maio de 2011
Matéria SIMPLES
Recorrente MTT & CARD AUTOMAÇÃO COMERCIAL LT D A .
Recorrida FAZENDA NACIONAL
ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO
PORTE SIMPLES Ano-calendário: 2002
SIMPLES REPRESENTAÇÃO COMERCIAL ATIVIDADE IMPEDITIVA QUE NÃO É EFETIVAMENTE EXERCIDA PELA EMPRESA INCLUSÃO RETROATIVA
Quando o objeto social da empresa é composto por diversas atividades e uma delas é vedada ao Simples, restando comprovado que as receitas auferidas decorreram exclusivamente das atividades compatíveis com o Simples, inexiste óbice legal para o enquadra- mento do contribuinte nesse regime de tributação. Verificado que a empresa, de forma inequívoca, quis se enquadrar no Simples, apre- sentando as declarações nesse regime de tributação e pagando os tributos também nessa modalidade, deve ser admitido o seu enqua- dramento de forma retroativa.
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Re- l a t o r.
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Processo nº 11831.002370/2003-76 Recurso nº 865.477 Voluntário
Acórdão nº 1802-00.872 - 2ª Turma Especial Sessão de 23 de maio de 2011
Matéria IRPJ E CSLL
Recorrente MOINHO PACÍFICO INDÚSTRIA E COMÉR- CIO LTDA
Recorrida FAZENDA NACIONAL
ASSUNTO: NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁ- RIO
Ano-calendário:2001, 2002
RESTITUIÇÃO/COMPENSAÇÃO DE SALDO NEGATI- VO ÔNUS DE PROVAR A EXISTÊNCIA DO INDÉBITO NÃO CONVALIDAÇÃO POR DECURSO DE PRAZO
Não estando em pauta procedimento que visa promover al- teração na base de cálculo do tributo, mediante lançamento para, por exemplo, reduzir ou reverter prejuízo, mas apenas verificar a le- gitimidade do indébito a ser restituído/compensado, cabe perfeita- mente averiguar a efetiva ocorrência dos pagamentos que geraram esse indébito.
No plano da verificação da existência de pagamento a ser restituído, corresponda ele a DARF no ajuste, Estimativa, Retenção na Fonte, ou mesmo compensação com outro indébito, não há que se falar em blindagem do direito de restituição por decurso de prazo. O transcurso do tempo pode sim homologar procedimentos, tornar de- finitivos os critérios e as interpretações utilizados na aplicação do direito, etc., mas não tem o condão de fazer existir um pagamento que não ocorreu.
Para convalidar os sucessivos aproveitamentos de saldos ne- gativos na quitação das estimativas dos vários anos, e, conseqüen- temente, os saldos negativos de 2001 e 2002, a Contribuinte precisa demonstrar a existência das fontes destes saldos negativos aprovei- tados em cascata.
DIREITO CREDITÓRIOS SALDOS NEGATIVOS DE IRPJ
Quanto não comprovado o saldo negativo em período an- terior que daria amparo ao saldo negativo a ser restituído/compen- sado, não se homologada a compensação.
DIREITO CREDITÓRIO SALDOS NEGATIVOS DE CSLL
Um determinado saldo negativo só é "transferido" de um período para outro, ou melhor, só é levado para a frente, renovando se no tempo, na medida em que contribua para a formação de saldos negativos em períodos subseqüentes, o que se dá pela sua utilização na quitação de estimativas mensais destes outros períodos, via pro- cedimento de compensação. Mas se a compensação não é realizada pelo Contribuinte, não há como reconhecer um saldo negativo ine- xistente em um determinado período por haver saldo negativo de outro período que não foi aproveitado em tempo hábil.
O excesso de estimativa em um determinado mês, ou seja, a chamada "estimativa indevida ou paga a maior" também pode ser deduzida no ajuste anual. Nenhum prejuízo há para o Fisco, posto que, em caso de apuração de saldo negativo, o encargo financeiro dos juros sobre o indébito é inclusive menor para a Administração, eis que os juros passam a incidir somente após o ajuste, e não desde a data do pagamento indevido.
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em REJEITAR a preliminar suscitada e, no mérito, DAR pro- vimento PARCIAL ao recurso, nos termos do voto do Relator.
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Processo nº 10235.000323/2007-88 Recurso nº 518.804 Voluntário
Acórdão nº 1802-00.873- 2ª Turma Especial Sessão de 23 de maio de 2011
Matéria IRPJ E OUTROS
Recorrente JOÃO DA CONCEIÇÃO Recorrida FAZENDA NACIONAL
ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ
Ano-calendário: 2003, 2004
OMISSÃO DE RECEITA OPERACIONAL DECORRENTE DA ATIVIDADE DE TRANSPORTE
Comprovado que a Contribuinte auferiu receitas pelo exer- cício normal de sua atividade, e que não as ofereceu à tributação, correto é o lançamento para a constituição de crédito tributário por omissão de receitas.
OMISSÃO DE RECEITAS DEPÓSITOS BANCÁRIOS CU- JA ORIGEM NÃO FOI COMPROVADA
Caracterizam omissão de receitas o valor creditado em con- tas de depósito ou de investimento mantido junto a instituições fi- nanceiras, em relação aos quais a interessada, regularmente intimada, não comprova, mediante documentação hábil e idônea, a origem dos recursos utilizados nestas operações
ARBITRAMENTO DO LUCRO
O lucro da pessoa jurídica deve ser arbitrado quando o Con- tribuinte, regularmente intimado, não apresentar escrituração comer- cial e fiscal, ou o Livro Caixa, na hipótese de opção pelo Lucro Presumido.
DILIGÊNCIA/PERÍCIA
Indefere se o pedido de diligência ou perícia quando estas se revelam desnecessárias para o deslinde da matéria em julgamento.
TRIBUTAÇÃO REFLEXA CSLL, PIS e COFINS Estende se aos lançamentos decorrentes, no que couber, a decisão prolatada no lançamento matriz, em razão da íntima relação de causa e efeito que os vincula.
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do R e l a t o r.
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Processo nº 13808.001362/00-57 Recurso nº 172.712 Voluntário
Acórdão nº 1802-00.874 - 2ª Turma Especial Sessão de 23 de maio de 2011
Matéria CSLL LIMITE DE COMPENSAÇÃO DE BASE DE CÁLCULO NEGATIVA
COMERCIALIZAÇÃO PROIBIDA POR TERCEIROS
Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico http://www.in.gov.br/autenticidade.html , Documento assinado digitalmente conforme MP no-2.200-2 de 24/08/2001, que institui a
Recorrente GAP MERCANTIL E INDUSTRIAL LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL
ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO CSLL
Ano-calendário:1995
CSLL. COMPENSAÇÃO DE BASE DE CÁLCULO NA- GATIVA SEM OBSERVÂNCIA DA TRAVA DE 30%. PROCESSO ADMINISTRATIVO E JUDICIAL. CONCOMITÂNCIA. RENÚN- CIA À ESFERA ADMINISTRATIVA.
Importa renúncia às instâncias administrativas a propositura pelo sujeito passivo de ação judicial por qualquer modalidade pro- cessual, antes ou depois do lançamento de ofício, com o mesmo objeto do processo administrativo, sendo cabível apenas a apreciação, pelo órgão de julgamento administrativo, de matéria distinta da cons- tante do processo judicial ( Súmula CARF nº 1).
CSLL. COMPENSAÇÃO DE BASE DE CÁLCULO NE- GATIVA. LIMITE. Para a determinação da base de cálculo do Im- posto de Renda das Pessoas Jurídicas e da Contribuição Social sobre o Lucro, a partir do ano calendário de 1995, o lucro líquido ajustado poderá ser reduzido em, no máximo, trinta por cento, tanto em razão da compensação de prejuízo, como em razão da compensação da base de cálculo negativa (Súmula CARF nº 3).
MULTA DE OFÍCIO DE 75%. CARÁTER CONFISCA- TÓRIO.
O CARF não é competente para se pronunciar sobre a in- constitucionalidade de lei tributária (Súmula CARF nº 2).
JUROS DE MORA. APLICAÇÃO DA TAXA SELIC. A partir de 1º de abril de 1995, os juros moratórios in- cidentes sobre débitos tributários administrados pela Secretaria da Receita Federal são devidos, no período de inadimplência, à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia SELIC para títulos federais ( Súmula CARF nº 4)
São devidos juros de mora sobre o crédito tributário não integralmente pago no vencimento, ainda que suspensa sua exigi- bilidade, salvo quando existir depósito no montante integral ( Súmula CARF nº 5).
Recurso Voluntário Negado.
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, NÃO
CONHECER do recurso em relação à matéria sob discussão judicial - compensação de base de cálculo da CSLL com inobser- vância da trava de 30%, e NEGAR provimento ao recurso quanto à multa de ofício e aos juros de mora.
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Processo nº 10880.019955/99-58 Recurso nº 000.000 Voluntário
Acórdão nº 1802-00.875- 2ª Turma Especial Sessão de 23 de maio de 2011
Matéria IRPJ RESTITUIÇÃO/ COMPENSAÇÃO
Recorrente JARDINE CORRETAGEM DE SEGUROS LT- DA (denominação atual: JLT DO BRASIL CORRETAGEM DE SE- GUROS LTDA)
Recorrida FAZENDA NACIONAL
ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ
Ano-calendário:1997
DECLARAÇÃO DE COMPENSAÇÃO. RETIFICADORA. HOMOLOGAÇÃO TÁCITA. INOCORRÊNCIA.
O prazo para o fisco homologar compensação declarada pelo sujeito passivo é de cinco anos, contado da data de sua entrega. Se antes da emissão do despacho decisório, houver a substituição da declaração apresentação de declaração retificadora para correção de inexatidões materiais, o termo inicial da contagem do referido prazo para homologação será a partir da data da apresentação da declaração de compensação retificadora.
DECLARACAO DE COMPENSAÇÃO. PRESCRIÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA.
Não há fluência do prazo de prescrição do direito de co- brança dos débitos confessados em DCTF e/ou DCOMP (débitos definitivamente constituídos), objeto de declaração de compensação, enquanto não houver decisão final da lide que trata da compensação tributária na órbita administrativa, em face da suspensão da exi- gibilidade do crédito tributário pelo processamento da manifestação de inconformidade e dos recursos em obediência ao rito processual do Decreto nº 70.235/72 e pela aplicação dos efeitos do disposto no art. 151, III, do Código Tributário Nacional (Lei nº 9.430/96, art. 74, § 11, com redação da pela Lei nº 10.833/2003, art. 17).
Recurso Voluntário Negado
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do R e l a t o r.
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Processo nº 13766.000336/2003-13 Recurso nº 143.773 Voluntário
Acórdão nº 1802-00.876 - 2ª Turma Especial Sessão de 23 de maio de 2011
Matéria SIMPLES INCLUSÃO RETROATIVA Recorrente J. N. RAINHA ME
Recorrida FAZENDA NACIONAL
ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO PORTE SIMPLES
Ano-calendário: 1997, 1998, 1999, 2000, 2001
SIMPLES. INCLUSÃO RETROATIVA. CONDIÇÕES. C O M P R O VA Ç Ã O .
É cabível a inclusão retroativa no SIMPLES quando com- provada a inexistência de óbice legal para figurar nesse regime sim- plificado de apuração de tributos.
DESPACHO DECISÓRIO. NÃO IDENTIFICAÇÃO DOS D É B I TO S .
É nulo o ato declaratório de exclusão do Simples que se limite a consignar a existência de pendências perante a Dívida Ativa da União ou do INSS, sem a indicação dos débitos inscritos cuja exigibilidade não esteja suspensa (Súmula CARF nº 22).
Recurso Voluntário Provido
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento ao recurso, nos termos do voto Relator.
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Processo nº 12686.000120/2002-02 Recurso nº 202.123 Voluntário
Acórdão nº 1802-000.877- 2ª Turma Especial Sessão de 23/05/2011
Matéria CSLL
Recorrente MINERAÇÃO VILA NOVA LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL
Assunto: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CSLL Ano-calendário:1999, 2001
Ementa: DIREITO CREDITÓRIO. PAGAMENTO INDEVI- DO OU A MAIOR.ÔNUS DA PROVA. O artigo 165 do CTN au- toriza a restituição do pagamento indevido e o artigo 74 da Lei nº 9.430/96 permite a sua compensação com débitos próprios do con- tribuinte, mas, cabe ao sujeito passivo a demonstração, acompanhada das provas hábeis, da composição e a existência do crédito que alega possuir junto à Fazenda Nacional para que sejam aferidas sua liquidez e certeza pela autoridade administrativa.
COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. Apenas os créditos líqui- dos e certos comprovados inequivocamente pelo contribuinte são pas- síveis de compensação tributária, conforme preceituado no artigo 170 da Lei nº 5.172/66 (Código Tributário Nacional).
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento PARCIAL ao recurso, nos termos do relatório e voto que integram o presente julgado.
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Processo nº 10070.001085/2006-77 Recurso nº 143.559 Voluntário
Acórdão nº 1802-000.878- 2ª Turma Especial Sessão de 24 de maio de 2011
Matéria SIMPLES INCLUSÃO RETROATIVA
Recorrente ESPAÇO AQUÁTIVO DO FLAMENGO ATI- VIDADES FÍSICAS LTDA
Recorrida FAZENDA NACIONAL
ASSUNTO: SISTEMA INTEGRADO DE PAGAMENTO DE IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES DAS MICROEMPRESAS E DAS EMPRESAS DE PEQUENO
PORTE SIMPLES Ano-calendário: 2006
SIMPLES. INCLUSÃO RETROATIVA. COMPROVAÇÃO DE ATIVIDADE ECONÔMICA COMPATÍVEL.
É cabível a inclusão de pessoa jurídica, retroativamente, no SIMPLES, a partir do ano da Alteração Contratual cujo objeto social e receita bruta auferida da atividade econômica, devidamente com- provados nos autos, passaram a ser compatíveis com o regime de tributação do SIMPLES.
Recurso Voluntário Provido em Parte
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em DAR provimento PARCIAL ao recurso, nos termos do voto do Relator.
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Processo nº 10425.002284/2007-16 Recurso nº 500.070 Voluntário
Acórdão nº 1802-00.879- 2ª Turma Especial Sessão de 24 de maio de 2011
Matéria IRPJ E CSLL OMISSÃO DE RECEITAS Recorrente INDÚSTRIA DE PERFILADOS PLÁSTICOS LT D A
Recorrida FAZENDA NACIONAL
ASSUNTO: IMPOSTO SOBRE A RENDA DE PESSOA JURÍDICA IRPJ
Ano-calendário: 2003
VENDA DE IMÓVEL. GANHO DE CAPITAL.
O ganho de capital oriundo de baixa do ativo imobilizado, evidenciado pelo instrumento de Contrato de Compra e Venda e Assunção de Dívida, compõe as bases de cálculo do IRPJ e da CSLL.
LANÇAMENTO REFLEXO: CSLL.
Segue a sorte do lançamento principal o lançamento de- corrente em face da conexão dos fatos e das provas.
Recurso Voluntário Negado
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do R e l a t o r.
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Processo nº 10680.018355/2007-81 Recurso nº 500.251 Voluntário
Acórdão nº 1802-00.880- 2ª Turma Especial Sessão de 24 de maio de 2011
Matéria OBRIGAÇÃO ACESSÓRIA MULTA POR ATRA- SO
Recorrente INSTITUTO BEM ME QUER LTDA Recorrida FAZENDA NACIONAL
ASSUNTO: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS Exercício: 2005
SIMPLES. DECLARAÇÃO SIMPLIFICADA. OBRIGA- ÇÃO ACESSÓRIA AUTÔNOMA. INFRAÇÃO FORMAL. PERDA DE PRAZO. MULTA.
O cumprimento a destempo da obrigação de fazer obrigação acessória não afasta a exigência da respectiva multa (Lei nº 10.406/2002, art. 7º).
Recurso Voluntário Negado
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos.
Acordam os membros do colegiado, por unanimidade de votos, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do