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que defl agrou esse processo, fomentado pela grande competitividade da produção brasileira num momento de demanda crescente por açúcar e por alternativas de energias renováveis e de baixo carbono no Brasil e no mundo.
Motivadas por distintas estratégias, como diversifi cação de investi- mentos, buscas de economias de escala e de escopo e verticalização de atividades, empresas nacionais e internacionais vêm direcionando expressivos investimentos para o setor.
A Cosan é um case a detalhar. Rubens Ometto Silveira Mello é neto de Pedro Ometto – trata-se de uma das mais tradicionais famílias ligadas à produção de cana-de-açúcar desde a lavoura até a indústria, distribuição e comercialização. Em um processo vigoroso de fusões e aquisições de usinas de menor porte, nos últimos anos a Cosan vem se consolidando como um dos “gigantes mundiais” na produção de etanol e açúcar, e em 2007 tornou-se a primeira empresa brasileira com ações na Bolsa de Nova York. Em 2008, em ação que surpreen- deu o mercado pela ousadia e ineditismo, a Cosan adquiriu a Esso Brasileira de Petróleo s/a, sinalizando uma estratégia de verticalização da atividade na cadeia produtiva, por meio da integração da produção agrícola e industrial com distribuição. Essa estratégia foi corroborada dois anos depois pelo anúncio da principal transação já realizada no setor – uma joint venture com a petroleira anglo-holandesa Shell. Essa operação, de repercussão global, criou uma das maiores companhias de produção e comercialização de etanol no mundo e ampliou deci- sivamente o interesse externo pelo setor e pelo Brasil.
control in the fi rst decade of the new century. Invest- ments have also been driven forward by the very high competitiveness of Brazilian production at a time of growing demand for sugar and alternative renewable and low carbon energy sources, both in Brazil and around the world.
National and international companies have been pumping signifi cant resources into the sector, en- couraged by diff ering strategies such as investment diversifi cation, the search for economies of scale and scope, and vertical integration of activities.
Th e Cosan Group is an interesting case. Rubens Om- etto Silveira Mello is the grandson of Pedro Ometto and thus a member of one of the most traditional families linked to all stages of sugarcane, from planta- tion to crushing, distribution and marketing. Th anks to a vigorous process of mergers and acquisitions of smaller plants, Cosan has in recent years become established as a global giant in ethanol and sugar production. In 1997 it became the fi rst Brazilian company in the sugarcane industry to have shares traded on the New York Stock Exchange.
In 2008, in a move that surprised the market with its boldness and originality, Cosan acquired Esso Brasileira de Petroleo S.A., the Brazilian downstream subsidiary of Exxon, signaling a strategy of verticaliza- tion throughout the supply chain by integrating agri- cultural and industrial processing activities with distri- bution. Th is strategy was proven two years later with the announcement of the biggest transaction in the history of the sector, a joint venture with Anglo-Dutch oil company Shell that had global repercussions. It created one of the world’s largest ethanol production and marketing companies, while decisively increasing foreign interest in the sector and in Brazil.
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124 Em um recorte de momento constata-se a mudança ocorrida no ranking dos grupos e na presença de capital estrangeiro – os dez maio- res grupos sucroenergéticos no Brasil, no início da safra 2010/11, expressam essa realidade: Cosan Açúcar e Álcool, Louis Dreyfus Commodities Brasil, Tereos Internacional, Grupo Santa Teresinha, Grupo Alto Alegre, Bunge, Grupo São Martinho, Virgolino de Oli- veira s/a Açúcar e Álcool, Grupo Zilor e Shree Renuka Sugars, da Índia. Entre os principais grupos sucroenergéticos no Brasil já se in- cluem consagradas tradings multinacionais tais como Louis Dreyfus, Bunge e Tereos/Guarani, fazendo com que o nível de participação estrangeira tenha aumentado de 8% em 2007 para 22% no início de 2010. Interesses estratégicos estão comandando as operações, a ponto de a Petrobras, uma empresa estatal brasileira, adquirir uma participação acionária na Tereos, uma companhia francesa de pro- dução nacional, além de uma parceria com o Grupo São Martinho.
São fatos contemporâneos que demonstram a maturidade e a rápida consolidação do setor.
Outra estratégia de consolidação do setor envolve a busca da efi ciência produtiva por meio de operações comuns de comercialização, mas que mantém a gestão local do processo produtivo. O exemplo mais ilustrativo e bem-sucedido desta estratégia é, sem dúvida, o grupo Copersucar s/a, uma das principais empresas exportadoras de etanol e açúcar do mundo, operando nos estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais, e com terminais no exterior. Na safra 2009/10, a Copersucar foi responsável por 17% do mercado interno de açúcar e 15% do mercado de etanol da região Centro-Sul. Cinquenta anos depois de sua fundação, a Copersucar, em 2010, responde pela oferta de cerca de 20% da produção de açúcar e etanol do país.
A recent snapshot of the sector shows the change in the ranking of major groups and the presence of foreign capital. Th e 10 largest sugar-energy companies in Brazil at the beginning of the 2010/11 harvest season were: Cosan Açúcar e Alcool; Louis Dreyfus Commodities Brasil; Tereos Internacional; Grupo Santa Teresinha; Grupo Alto Alegre; Bunge; Grupo São Martinho; Virgolino de Oliveira S/A Açúcar e Álcool; Grupo Zilor and Shreee Renuka Sugars, of India. Well-known multinational trading houses such as Louis Dreyfus, Bunge and Tereos-Guarani are now among the main sugar and energy groups in Brazil, raising the level of foreign ownership from 8% in 2007 to 22% in early 2010. Operations are being driven by strategic interests, so much so that Petrobras, a Brazil- ian state-controlled company, took a stake in Tereos, a French company producing in Brazil, and agreed to a second partnership with Grupo São Martinho. Th ese are recent developments that illustrate the maturity and rapid consolidation of the sector.
Another strategy for further consolidation of the sec- tor involves seeking productive effi ciency by means of joint marketing operations, while maintaining local management of production processes. The most graphic example of this strategy and the suc- cess it can bring is undoubtedly the Copersucar S.A.
Group, one of the world’s leading sugar and ethanol exporters. Th e group operates in the states of São Paulo, Paraná and Minas Gerais states and includes overseas terminals. In the 2009/10 harvest season, Copersucar supplied 17% of Brazil’s domestic sugar market and 15% of the ethanol market in the South- Central Region. In 2010, 50 years after its founding, Copersucar accounted for around 20% of Brazil’s sugar and ethanol production.
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A diversidade de experiências estimula o desenvolvimento sucro- energético e os empresários brasileiros têm aproveitado as oportu- nidades que se abrem para aumentar a produtividade e promover as exportações. Entretanto, vários objetivos comerciais fundamentais precisam ser alcançados – as elevadas tarifas de importação, princi- palmente, precisam ser liberadas.
Th e wide range of experiences encourages development within the Brazilian sugar-energy sector, and Brazilian business leaders have taken advantage of the opportu- nities to increase productivity and promote exports.
However, several key business objectives must still be attained. Above all, the high import tariff s that prevail in major markets around the world must be removed.
Embarcando o açúcar.
Loading sugar.
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