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A CIDADE QUE MAIS CRESCE PARA O BRASIL

No documento Revista Brasileira Municípios (páginas 72-78)

I

NICIANDO a construção de 1 566 casas cada sessenta minutos, dando emprêgo a um milhão de pessoas em mais de cinqüenta mil fábricas, matriculando quatrocentas mil crianças que receberão aulas de treze mil professôres, ocupando 42 milhões de ingressos de cinema e meio milhão de ingressos de teatro, com 2 311 071 de livros à sua dispo- sição, abrindo as portas às manifestações artísticas de cinqüenta países, orando diante de mil alta!'es, dispondo de 15 mil leitos hospitalares, guiando duzentos mil veículos, policiando-se com 25 mil homens, os quatro milhões de habitantes de São Paulo cami- nham aceleradamente para a frente.

A CIDADE QUE CONSTRÓI O volume de construções em São Paulo tem aumentado de ano para ano, em ritmo continuamente acelerado, acompanhando a expansão industrial das emprêsas particulares da Capital.

Apesar da alta dos preços, as constru- ções têm mantido uma das maiores curvas ascendentes do mundo. Contudo, dados esta- tísticos evidenciam a tendência cada vez mais acentuada do paulistano de ter sua escolha limitada aos tipos de habitação cole- tiva, principalmente apartamentos. Os prin- cipais fatôres que têm levado os paulistanos a morar em apartamentos podem ser assim resumidos:

1.0) valorização rápida e muito alta de terrenos, principalmente dos localizados nas áreas mais próximas do centro, ou dos situa- dos perto de avenidas de grande movimento;

2.0) proximidades do local de trabalho, dado as conhecidas dificuldades dos meios de transporte;

3.0) os apartamentos proporcionam maiores condições de segurança aos condô- minos.

Somente no período compreendido de janeiro a julho do ano passado, foram apro- vadas na Capital, 7 876 construções novas;

1 200 aumentos e reformas; 153 pequenas obras e 2 173 464 milhões de metros qua- drados de área coberta. Êsses números mostram a velocidade em que se processam as construções . Há anos em que o ritmo é mais acelerado. No ano passado, apesar das dificuldades decorrentes da inflação, o volu- me de construções foi ainda bastanta ele- vado. Registraram-se, em média, 37,5 novas construções por dia, o que equivale a dizer que foram principiadas 1566 novas cons- truções.

A CIDADE QUE TRABALHA Quase um milhão de pessoas - 969 112 trabalhava em 56 383 estabelecimentos industriais em todo o Estado, segundo o Serviço de Cadastro e Contrôle do Departa- mento Regional do Senai ( 6. a Região) ; os dados correspondem ao período compreen- dido entre junho de 1959 e junho de 1960.

Na Capital concentram-se pouco mais da metade dessas emprêsas e dêsses emprega- dos. Os três grupos industriais que contam maior número de estabelecimentos de mais de 500 empregados são os de fiação e tece- lagem, mecânica e material elétrico e alimen- tação. Os seis principais grupos de indús- trias em relação ao contingente de empre- gados são: o de mecânica e material elétrico, o de fiação e tecelagem, o de construção e mobiliário, o de transportes, o de alimentação e o de químicas e farmacêuticas . Os quatro grupos que empregam o menor número mé- dio de empregados são o de joalheria e lapi- dação de pedras preciosas, o de vestuário, o da pesca, e o de artefatos de couro. Os seis grupos maiores representam 78,21% do total de empregados do Estado, e estão assim distribuídos: mecânica e material elé- trico, 25,77%; fiação e tecelagem, 18,77%;

construção e mobiliário, 12,95%; alimenta- ção, 7,59%; transportes, 6,58%; químicas e farmacêuticas, 6,55%.

Os qualificados, semiqualificados, admi- nistrativos e braçais representam, respectiva- mente, 20,05%, 53,18%, 11,67% e 15,10%

do total de empregados. No total de empre- gados, contam-se 3 218 engenheiros e 3 290 técnicos, respectivamente 0,33% e 0,34%.

Os três grupos de indústrias que atualmente empregam maior número de engenheiros são:

construção e mobiliário, com 1474; mecânica e material elétrico, com 1 047; químicas e farmacêuticas, com 257.

O exemplo dos operários cegos docu- menta a capacidade de adaptação dos traba- lhadores e das indústrias. O trabalhador cego tem conseguido acompanhar o ritmo de pro- dução e atingir os níveis mínimos conside- rados satisfatórios; em grande número de casos os ultrapassa. Muitos dêsses trabalha- dores ganharam em 1960 abonos, prêmios de produção, e ainda remuneração complemen- tar por tarefas cumpridas em horas extras.

Os dados atestam que o trabalhador cego está menos sujeito a acidentes de trabalho do que os dotados de visão normal: o cego que trabalha tende a disciplinar seus hábitos, porque desta regularidade obtém maior pro- teção contra os riscos que o envolvem; infor- mado dos perigos, protege-se quase automà- ticamente contra êles. Em mais de uma cen- tena de cegos colocados pelo Senai em indús- trias da Capital, registraram-se apenas três acidentes de trabalho, de pouca gravidade.

A CIDADE QUE PRODUZ Os aumentos contínuos da arrecadação anual geral da Prefeitura do Município de São Paulo, incluindo-se impostos, taxas e rendas, deduzida a desvalorização da moeda, refletem os surtos de progresso na produção do Município da Capital e dos Municípios vizinhos. Êstes se agigantaram de há alguns anos para cá, sobretudo os do ABC, onde estão localizadas as grandes indústrias, que ali se instalaram e ramificaram, por não poderem ser mais contidas nos limites da Capital, ou por buscarem terrenos mais ba- ratos. Fato verdadeiramente promissor para o Município de São Paulo diz respeito aos dispositivos legais da nova arrecadação mu- nicipal. Em conseqüência de determinação constitucional que transferiu do Estado para o Município a competência para arrecadar os impostos de transmissão "inter vivos" e o impôsto territorial, a receita da Prefeitura de São Paulo terá um aumento substancial e disporá de maiores recursos para atender

aos problemas que afligem a população pau- listana.

Em conseqüência do aumento de número de estabelecimentos comerciais e industriais, alguns bairros da Capital, que em outras épocas eram essencialmente residenciais, dei- xaram hoje de o ser. Êsse fato trouxe como conseqüência imediata uma sensível queda da densidade demográfica. Em contrapar- tida, houve um extraordinário aumento da população à custa, principalmente, das áreas periféricas, com aparecimento de novos bairros.

A CIDADE QUE SE INSTRUI No primeiro semestre de 1961, matri, cularam-se no ensino primário 394 410 alu- nos, distribuídos por 1 681 unidades, com 12 928 professôres. No ensino médio, oficial e particular (ginasial, colegial, normal, e industrial), funcionaram 512 unidades com 8 765 professôres, tendo-se matriculado 140 453 alunos, 20 561 dos quais concluíram seus cursos. Até o fim do mesmo ano, exis- tiam em São Paulo 39 escolas de nível supe- rior, nas quais se inscreveram 14 778 estu- dantes. Das 39 escolas superiores, 22 são particulares e 17 estatais .

No ensino primário, havia 1 681 esta- belecimentos, com a média de 234 alunos por escola. A porcentagem de professôres, em relação ao número de alunos, vem dimi- nuindo nos últimos cinco anos: enquanto o acréscimo de alunos foi de 25 004, o de pro- fessôres foi de 2 304.

O capítulo é um dos que mais exige planejamento e os dados mostram que ainda é preciso construir mais escolas.

A CIDADE QUE SE EDUCA Até dezembro de 1960, existiam em São Paulo 174 bibliotecas públicas e particulares, das quais 16 infantis, com um total de 2 311 071 volumes. A freqüência média diá- ria, na Capital, foi de 3 831 pessoas. Fun- cionavam ainda 23 museus públicos e parti- culares. Existiam na Capital 181 cinemas, 15 teatros e 4 cine-teatros, com capacidade total para 233 254 pessoas. Foram realizadas em São Paulo 149 557 sessões cinematográ- ficas, com 42 milhões de comparecimentos.

Os 4 cine-teatros realizaram 4 031 sessões, com um milhão e meio de comparecimentos . Os 18 teatros da Capital promoveram 3 157 espetáculos, com 529 089 comparecimentos.

Efetuaram-se 180 concertos musicais, os

São Paulo: cent•·o da cidade

quais reuniram 128 666 ouvintes; houve 41 concertos de música em cinemas, presen- ciados por 22 317 pessoas e, finalmente, 139 concertos em teatros, que contaram com um comparecimento de 106 349 ouvintes.

São conhecidas as tradições culturais dos paulistanos. Não será exagerado dizer que êsse espírito vem da fundação de São Paulo de Piratininga, quando se criaram as primeiras escolas. Depois, enquanto os ban- deirantes descobriam o interior, vieram gera- ções de professôres, médicos, escritores e artistas O que é hoje a Capital foi-se ex- pandindo material e espiritualmente. Não é obra de acaso que tenha sido São Paulo o cenário da Semana de Arte Moderna; é que em São Paulo reuniram-se as condições que propiciaram êsse movimento, o qual nasceu onde necessàriamente deveria nascer.

Não foi ainda o acaso que fêz de São Paulo o núcleo das manifestações artísticas de nossos dias, sobretudo através das reali- zações do Museu de Arte Moderna, e parti-

cular~nte da Bienal. Em 1961, São Paulo abrigou numa das maiores exposições uni- versais de artes plásticas 50 países que conti- gências políticas haviam separado. Apesar de tôdas essas expressivas manifestações de arte e cultura, numerosas lacunas não foram ainda preenchidas.

Pràticamente, a Cidade dispõe ds apenas uma grande biblioteca - a Municipal, e a freqüência diária de 3 831 leitores é inex- pressiva para uma população que já atinge a mais de quatro milhões de habitantoas. A maioria dos freqüentadores é composta de estudantes, fato que permite formular as maiores esperanças quanto ao desenvolvi- mento futuro, mas que, por outro lado, es- clarece que as grandes massas quase não lêem, ou lêem pouco. É insignificante o número dos museus públicos e particulares que se encontram em funcionamento; alguns desenvolvem reduzida ação, certamente por falta de recursos financeiros.

O cineml, apesar da grande concorrência que lhe vêm movendo os 5 canais de tele- visão, continua a despertar a atenção dos paulistanos, e em 1961 inauguraram-se várias novas salas. Pior é a situação do teatro:

nem tôdas as dezoito salas existentes fun- cionam. Algumas só esporàdicamento ofere- cem espetáculos, como é o caso dos teatros da Prefeitura, tanto mais que 6lguns dêles não dispõem de recursos técnicos.

No que diz respeito às manifestações esportivas, era ainda pequeno em 1960 o número de praticantes: cêrca de 350 mil atle- tas que representam menos de 10% do total

da população . Os novos estádios em cons- trução ou projetados poderão elevar as por- centagens atuais .

A CIDADE QUE ORA

A Arquidiocese de São Paulo (Culto Católico Apostólico Romano) contava, na Capital, 168 matrizes, 5 igrejas, 126 capelas públicas, 167 capelas semipúblicas, havendo 525 sacerdotes nas diversas paróquias. O Culto Espírita contava, em 31 de dezembro de 1959, 139 centros e 103 652 adeptos.

Em dezembro do mesmo ano, os adventistas dispunham de 27 salões, 38 templos e 6 595 membros; a religião Pentecostal contava 40 salões, 128 templos e 36 048 membros; os batistas, 44 salões, 34 templos e 11 584 membros; os episcopais, 1 salão e 112 mem- bros; os luteranos, 7 salões, 3 templos e 7 973 membros; os metodistas, 20 salões, 9 templos e 5 397 membros; os cristãos, 7 salões, 3 templos e 8 039 membros; os evan- gélicos, 2 salões, 6 templos e 2 082 membros;

os congregacionais, 1 salão, 1 templo e 48 membros; os congregacionais cristãos do Bra- sil, 33 salões, 31 templos e 57 361 m·ambros;

os quadrangulares, 1 templo e 1 714 mem- bros; as testemunhas de Jeová, 6 templos e 558 membros; os adeptos de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Mormons), 1 templo e 250 membros; e outros centros contavam 7 salões, 8 templos e 4 071 mem- bros.

A CIDADE QUE SE MEDICA Existiam em São Paulo, até dezembro de 1960, 184 hospitais, casas de saúde e maternidades, sendo: 163 particulares, 11 estaduais, 2 municipais, 5 federais e 3 para- estatais, com o total de 14 702 leitos.

Só no Hospital das Clínicas existiam 1 530 leitos e na Santa Casa de Misericórdia, 1 543. Das 24 maternidades espalhadas pelos diversos bairros da Capital, 21 são particula- res, 1 municipal e 2 paraestatais .

Até dezembro de 1960, existiam 1142 farmácias e drogarias e 57 casas de material cirúrgico. Até fevereiro de 1961, registrados no Conselho Regional de Medicina e que exerciam a profissão, havia 5 402 médicos, dos quais 5 048 homens e 354 mulheres;

3 350 dentistas exerciam a profissão . Em 1960, as 220 associações de assistência e de caridade de São Paulo, somando 126 555 sócios, mantinham 20 hospitais, 64 ambula-

tórios, 6 consultórios médicos, 8 postos de puericultura, 15 gabinetes dentários, 96 asi- los, 20 creches, 3 albergues noturnos, 9 abri- gos e 112 escolas. Em 31 de dezembro de 1959, existiam 296 estabelecimentos de assis- tência médico-sanitária à maternidade e à infância, sendo 127 oficiais, 169 particulares, 157 entidades sem internato de assistência à maternidade e 54 com internato; no que toca à assistência à infância, havia 156 pediatrias sem internato e 13 com internato, num total de 169 entidades; 129 postos de puericultura, 8 de odontologia, além de 54 de diversas especialidades, entre os quais 21 lactários e 10 creches. Como se pode observar, no campo d<;~ assistência médico-hospitalar predomina a iniciativa privada. Nos últimos dez anos diminuiu acentuadamente o índice de morta- lidade infantil em São Paulo. Em 1960, para mil nascidos vivos, o índice de morta- lidade infantil foi de 62,94.

A CIDADE QUE CORRE Em d·azembro de 1960, São Paulo con- tava 104 537 automóveis particulares, 16 125 taxis, 6 635 veículos oficiais (inclusive os de carga), 3 345 ônibus de tôdas as emprêsas particulares e da CMTC; 11327 motociclos (motocicletas, lambretas, vespas, etc.); e 32 701 caminhões. Nesse ano receberam car- teiras d·a habilitação de motoristas profissio- nais 12 274 homms e 32 mulheres ( 1.a via) . Foram expedidas ainda pela Diretoria do Serviço de Trânsito 17 988 carteiras de habi- litação para motoristas amadores do sexo masculino e 4 302 para mulheres. Em con- fronto com o ano de 1959, houve um au- mento de 19,4% na expedição de carteiras de habilitação de amador para homens; no caso das mulheres o aumento foi de 11,5%.

Nesse mesmo caso, foram ainda expedidas 3 950 carteiras de habilitação para motoci- clistas amadores homens e 5 para mulheres . Verificaram-se, na Capital, durante o ano de 1960, 16 749 atropelamentos, 7 629 colisões, 2 520 abalroamentos, 210 capota- gens. Nos 16 749 acidentes, registraram-se 273 mortes, 8 860 ferimentos e 7 796 danos materiais. O total geral das vítimas foi o seguinte: 10 858, constatando-se 286 mortes

(no local do acidente) e 10 576 feridos.

Durante o primeiro semestre de 1961, os ônibus da CMTC tiveram um movimento mensal de 20 milhões de passagens, enquanto os ônibus das emprêsas particulares tiveram de 40 milhões de passagens. Quanto ao

transporte por bonde, o volume oscilou entre 9 e 10 milhões de passagens mensais. Os dados mostram que as dificuldades de trans- porte coletivo, mesmo com a participação das emprêsas particulares, são muito grandes.

Todos os meios de transportes (ônibus, auto- móveis, principalmente) vêm aumentando, assustadoramente, de ano para ano. São Paulo é uma cidade que cresce em sentido de estrêla, isto é, a comunicação entre os mais diferentes e distantes bairros só pode ser feita com a passagem obrigatória pelo centro da cidade, o que ocasiona os conges- tionamentos da circulação. Uma solução urbanística que tem procurado contornar os percalços originados pela conformação topo- gráfica da Cidade é a construção de avenidas perimetrais, que ligam os bairros entre si, sem a passagem obrigatória pelo centro.

O transporte ferroviário contribui, tam- bém, para aliviar as dificuldades provocadas P'elo congestionamento do trânsito: mais de 10% dos passag·eiros transportados para o Município de São Paulo por ônibus e bondes utilizam-se dos trens de subúrbios.

A CIDADE QUE SE POLICIA Embora seja uma divisão importante da Polícia do Estado, no que respeita às suas atividades, a Guarda Civil de São Paulo tem ainda grandes dificuldades a vencer. Essa corporação despendeu, em 1960, com pessoal, a verba de Cr$ 1 396 052,20, e, com material, Cr$ 38 136 158,70. A desproporção entre as duas verbas mostra que a Guarda Civil está pouco aparelhada e bastante desatualizada em relação às exigências do progresso tec- nológico . O contingente total da Guarda Civil de São Paulo, em 1960, era de 9 563 homens, sendo: 395 inspetores e 9 077 guar- das; 52 membros do pessoal de saúde e 3 7 do pessoal de administraç.ão . Conta ainda a Polícia do Estado de São Paulo, já na Divisão da Fôrça Pública, com uma corporação bem aparelhada e, tanto quanto possível, eficiente, quer do ponto de vista técnico, quer humano: o Corpo de Bom- beiros. Dispunha, em 1960, de um contin- gente geral de 944 homEns, sendo: 42

oficiais, 176 praças especializados, 694 não especializados e 32 elementos da admi- nistração. Nota-se que, embora se trate de uma corporação eficiente há uma des- proporção flagrante entre os elementos es- pecializados e os não especializados. Até o fim do ano de 1960, o Corpo de Bom- beiros tinha os seguintes materiais de uso diário: 51 bombas portáteis; 272 ex- tintores; 132 escadas; 19 827,75 metros de mangotes e 3 696,10 metros de mangotinhos;

6 traves e cintos de salvação; 13 autobombas;

18 autobombaspipas; 4 carros para transporte de água; 5 auto-escadas mecânicas e 13 em- barcaçÕ·es .

A mais antiga corporação de Segurança é a Fôrça Pública - de caráter policial- -militar do Estado de São Paulo, sendo cons- tituída por 15 294 homens.

A CIDADE QUE EVOLUI São Paulo é uma cidade que trabalha e evolui. A cidade de hoje deixou de ter as características provincianas de ontem, e ganhou as vantagens e as desvantagens das grandes capitais, mas não perdeu o sentido da solidariedade. São Paulo não é apenas a cidade onde se ganha dinheiro, nem é tam- pouco a cidade que vive exclusivamente para o progresso material. Apesar das dificuldades em que se vê hoje envolvida, não obstante todos os obstáculos que cotidianamente en- frenta, São Paulo tem-se solidarizado sem- pre com o sofrimento alheio, até mesmo para além das fronteiras da Pátria . A terra bandeirante abre-se não só aos paulistas e brasileiros de todos os Estados, mas também aos estrangeiros que aqui buscam viver do trabalho e da harmonia. E, no tumulto de cidade grande, há também o sorriso franco e. aberto dos que têm a consciência em paz.

A única determinação dos paulistas é a do trabalho, a de paz e a de cultura. O Estado bandeirante é, decididamente, o ancoradouro da economia brasileira. E São Paulo é a cidade que mais cresce para o Brasil.

Publicado em "O Estado de São Paulo", de 4-III-62.

"Anuá1io Estatístico do B1·asil - 1961" -- Conselho Nacional de Estatística (IBGE) CONSELHO Nacional de Estatística (IBGE) tirou do prelo, a 10 de de~

zembro, o "Anuário Estatístico do Brasil"

Iefetente a 1961. Trata-se do mais completo e atualizado repositório de informações nu.

méticas sôbre o nosso País, tehatando aspec- tos da situação física, demográfica, econô- mica, social, cultural, administrativa e polí- tica, notadamente população, comércio exte- rior, movimento bancário, finanças públicas, meios de transporte, produção industrial, pte- ços, custo de vida, ensino primário, médio e superior, etc.

Divulga ainda o "Anuário" importante conttibuição do Serviço Nacional de Recen- seamento, sôbre os resultados pt eliminares do Censo Demográfico de 1960 para todos os 11/[unicípios do País população total,

U1 bana e 1 ural - , com as respectivas taxas de densidade demográfica; esta útil coletâ- nea, que abrange 16 páginas, inclui, ainda, por Município, as novas áreas revistas e atualizadas pelo Conselho Nacional de Geo- grafia.

Além disso, o "Anuátio" de 1961 apre senta maior número de tabelas sôbre o con- sumo de produtos importantes e inclui abun- dantes informações referentes ao volume fí- sico da produção industrial. Os núme10s índices do custo de vida, observados nos l\/Iu- nicípios das Capitais, com especificação dos itens de despesa, abrangem até o 1.0 semes- tre de 1961.

O "Anuário" tem 459 páginas e é ilus- trado com um cadeino de gráficos em côres.

Publicação Btitânica sôbte Administ>·ac;ão local

1ThESDE a sua fundação, em 1949, o "Jour- Jlj) na! of Local Administration Overseas"

(J 01 nal de Administração Local no Uhra- mar) - conhecido até dezembro de 1961 como "Journal of African Administra- tions" - , o1ientou-se no sentido de se1vi>

como veículo trimestral de informações e discussões referentes a problemas de admi · nistração local. Constituiu um 1 egistro v o

!ante dos problemas enflentados pelo admi·

nistrador prático, mantendo um canal sempre abet te, para o intercâmbio de experiências, idéias e conhecimentos, e contribuindo pma a disseminação da novas técnicas admiuis- tJa1ivas em uma era de rápidas mutações

São os seguintss os objetivos do "jom·

na! of Local Administration Overseas":

a) registrar as inovaçôes, expe1 iências e práticas de administração no nível local, seja em govetnos locais, seja em organiza·

ções locais de depat tamentos centrais;

b) discutir problemas e fenômenos im- portantes e compará-los com situações e fatos semelhantes em outras partes do mundo;

c) servir de elo entre a pesquisa e a administraç,ão a ti avés da revisão e sumário de conclusões de trabalhos de pesquisas sôbre assuntos importantes;

d) passar em revista a legislação cor rente de importância, relatórios e obras pu·

blicadas.

Em suma, trata-se de uma publicação h i mestra! técnica de interêsse não apenas para administradores locais, mas também para estudantes e professôres de história mo- derna, antropologia, administração, govêrno, economia rural e demais ciências sociais, que desejem vetificar a aplicação prática das suas pesquisas e estudos no campo da adminis- tração local em comunidades estrangeiras que passam por fase de rápido desenvolvimento.

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POTENCIA E PRODUÇAO DAS USINAS DE

No documento Revista Brasileira Municípios (páginas 72-78)