1.3 Infotenimento: O jornalismo light de Dejavite e a depreciação do jornalismo
1.3.1 A linguagem do infotenimento: Divertir e Informar
Assim como Dejavite (2003, p. 173) mencionou anteriormente, o infotenimento acontece dentro das editorias de Esportes, Moda, Comportamento, Hobbies e Celebridades. Isso significa que o produto final deve entreter e ao mesmo tempo informar o público. Para que esse objetivo seja atendido, é necessário que a linguagem dessas matérias siga passos diferentes das demais que são mais sérias prioritariamente.
A busca por essa linguagem mais amena passa pelo desejo de não deixar o material jornalístico muito pesado frente aos acontecimentos Mesmo que a sociedade apresente muitos fatores negativos, é preciso que essas editorias mencionadas sirvam como um alívio em meio ao caos. Uma característica comum a todas essas editorias é o fato de seus materiais estarem sempre ao final das edições impressas, rádio, TV e internet quando reunidas a todas as notícias. A estratégia é simples: O que se viu por último é o que vai se lembrar mais. Assim, mesmo que as notícias principais sejam péssimas, essas ligadas ao infotenimento amenizam e divertem. Em espaços exclusivos como revistas, sites e programas de TV e rádio esses materiais recebem maior destaque.
Ao se pensar em como a linguagem pode ser aliada ao entretenimento, o autor Pereira (2013, p. 11 – 12) mostra alguns pontos que devem ser levados em consideração.
“Envolvimento Emocional – em cada mensagem devem estar presentes elementos narrativos capazes de promover emoção e, assim, envolvimento afetivo e imaginário”
(PEREIRA, 2013, p. 11 – 12). Matérias que apostam em contar a trajetória de sofrimento de um personagem e sua vitória frente aos percalços são um exemplo disso.
“Elementos Lúdicos – podem ser entendidos como todo tipo de efeito que uma mensagem pode emanar, capaz de provocar algo de incomum, de insólito, de encantamento, pelos seus aspectos materiais” (PEREIRA, 2013, p. 11 – 12). São produtos que apresentam pela linguagem do entretenimento experiências que possam promover segundo o autor encantamento “pelos seus aspectos estéticos e formais, promovendo experiências de deleite, afetação, prazer, estranhamento, enfim, algo que evoque o extraordinário” (PEREIRA, 2013, p. 11 – 12). Ou seja, materiais que além de informar
promovem outros sentimentos. Para tanto, vale-se de “Expressões Simples e Intuitivas – expressões diretas, intuitivas, metafóricas, se possível, concretas e de fácil entendimento”
(PEREIRA, 2013, p. 11 – 12). Tais usos se aproximam das matérias de revistas que usam muitas fotografias para reforçar elementos como sucesso, grandeza e de forma que em nenhum momento haja perda dos sentimentos que a mensagem deve passar (PEREIRA, 2013, p. 11 – 12).
“Multissensorialidade – genericamente, pode-se dizer que parece haver uma espécie de evolução dos meios e das suas linguagens envolvendo mais sentidos além da visão, no processo de comunicação” (PEREIRA, 2013, p. 11 – 12). Essa evolução ajuda a entender como a comunicação muda com o passar dos anos mediante a total adaptação de palavras, jargões e gírias sendo implementados nas produções jornalísticas, charges e etc.
Nas reflexões de Ramonet (1998), os paparazzi surgem pela necessidade que foi criada pela mídia de explorar ao máximo o mercado e o lucro. Dessa forma, esse tipo de trabalho que busca a qualquer preço mostrar um flagrante ou ruína de alguém considerado famoso expandiu a quantidade de profissionais. Como prova cabal do flagrante, eram produzidas fotos que alimentavam páginas e manchetes sensacionalistas. Em casos graves de perseguições, acidentes fatais aconteceram como o da Princesa Diana. Os meios de comunicação culparam os paparazzi, mesmo que os envolvidos estivessem fazendo aquilo que os próprios jornais haviam ordenado. Nesse sentido, é pontuado como a mídia explora as imagens das celebridades em busca do lucro com publicações diárias e tira o foco do espectador de notícias realmente importantes. É como se o que uma celebridade vive fosse mais importante do que qualquer grupo de pessoas (RAMONET, 1998, p. 5).
A consolidação do infotenimento é uma possível razão para a perda de audiência nos Estados Unidos. “(...) entre 1970 e 1997, o percentual de leitores de um jornal caiu de 78 para 59; e, entre 1993 e 1998, percentual daqueles que assistem regularmente a um telejornal à noite caiu de 60 para 38” (RAMONET, 1998, p. 6), considerando que o infotenimento vem sendo difundido desde os anos de 1980 – 1990, como já mencionado anteriormente. Com esses dados apontados por esse pesquisador, é entendido que a mídia impressa ainda demorou para fluir na nova visão, enquanto que o jornalismo digital na internet crescia com seu início em 1995 em alta velocidade, tendo esse foco de comunicar rapidamente e explorando ao máximo esse tipo de conteúdo que informava e divertia ao mesmo tempo.
A falta de credibilidade pela qual a imprensa passou no exterior e atualmente passa no Brasil pode ser credibilizada em muitos fatores, todavia os mais importantes seriam a própria imprensa buscando altas vendas e extrapolando o senso de confiança com as fontes ou simplesmente com montagens de fotos. O autor pontua muitos exemplos como o caso extraconjugal de um presidente americano e sua secretária, guerras em episódios e que com o passar do tempo foram compreendidas em severas dúvidas se haviam mesmo acontecido ou se tudo não era um devaneio coletivo (RAMONET, 1998).
Segundo o Pew Reaserch Center, em 1985, os americanos eram 55% a julgar a mídia '"objetiva", enquanto que apenas 34% recusavam confiar nela. Em 1997, esta situação mudou radicalmente, unia vez que daí em diante 56% dos americanos acham que os fatos transmitidos pela mídia são "muitas vezes inexatos"; e apenas 27% ainda acham a informação
"objetiva". No Reino Unido, 79% dos britânicos consideram que os escritos dos jornalistas não são "dignos de confiança" (RAMONET, 1998, p. 6).
Todos esses números são antigos frente ao mundo atual em que estamos inseridos, mas servem como conhecimento do início que pode vir a explicar as pesquisas recentes sobre as fake news e a consequente falta de credibilidade pela qual a imprensa nacional passa. Ramonet (1998) continua a explicar em que episódios de extrema ganância o jornalismo mundial perdeu o seu público. É importante serem pontuados, pois o Brasil sempre refletiu as tendências aplicadas no exterior e sem dúvida a falta de prestígio viria a acontecer também.
Esta perda de credibilidade foi ultimamente acentuada pela multiplicação de "enganações" e de falsas notícias. Entre essas últimas, podemos sublinhar as recentes afirmações mentirosas da CNN e da revista semanal Time sobre a utilização de gás mortal pelo exército americano contra os desertores da guerra do Vietnã. Ou ainda as falsas reportagens do impostor Stephen Glass em The New Republic; assim como aquelas, totalmente inventadas, de Patricia Smith no conceituado Boston Globe (ef. p. 62 a 70) (RAMONET, 1998, p. 7).
“Ora, em um mundo em que a informação existe em abundância, para todos, tanto a rapidez como a eficácia na capacidade de obter uma informação exclusiva e na de disseminá-la adquiriram uma urgência dramática” (ARBEX JÚNIOR, 2001, p. 88 – 89).
Esse autor dentro da obra Showrnalismo abrange que os meios de comunicação tradicionais buscam cada vez mais os olhares dos consumidores sobre o seu mais importante produto: as notícias. Para o pesquisador a velocidade em se levar uma notícia demonstra poder financeiro, político e prestígio na agilidade de confeccionar e informar
o espectador. Ademais pontua que “(...) é por essa razão que toda a produção da mídia passa a ser orientada sob o signo da velocidade (não raro, da precipitação) e da renovação permanente” (ARBEX JÚNIOR, 2001, p. 88 – 89). Com alta velocidade em informar, as notícias podem apresentar defeitos como falta de exatidão de um fato, visão apenas de um ponto e erros mais graves que podem arruinar vidas e carreiras simplesmente pela falta de atenção e maior investigação sobre o que aconteceu. Com um jornalismo digital cada dia mais veloz e a instantaneidade que o rádio e a TV buscam diariamente, a luta é para quem dá uma notícia primeiro. “Daí a importância que o furo, a prerrogativa de ter sido o primeiro veículo a informar, adquire para as empresas de comunicação” (ARBEX JÚNIOR, 2001, p. 88 – 89).
A prerrogativa do infotenimento avança junto dessa velocidade e os boatos se tornam notícia e “vilões” vão se tornando mais “demoníacos” e “heróis” cada vez mais
“divinos”. Nesse mundo de tamanha velocidade, os acertos são vangloriados pelos meios de comunicação como locais de precisão noticiosa. Os que erram seguem o fluxo de novos materiais e não voltam a citar ao anterior, mas em casos graves são obrigados por causas judiciais a explicarem os erros. Os espaços deveriam ser os mesmos que foram usados para noticiar as inverdades, mas na prática aparecem em notas de rodapé e nos finais dos programas audiovisuais.
Paradoxalmente, não importa se o furo será mesmo visto ou lido, ou muito mesmos compreendidos pelos telespectadores e leitores. (...) o fato de que uma empresa possa afirmar que ela foi mais rápida e eficaz do que as outras. (...) Mas a ‘exaltação da novidade’ cria outro paradoxo: a produção de uma quantidade brutal e incessante de informação também produz a “amnésia permanente”. (...) o que interessa é a “novidade”, e essa é produzida industrialmente – a cada dia, hora ou minuto. (...) o telespectador / leitor é convidado a abandonar a qualquer reflexão sobre determinado evento, para sempre se entregar ao “novo”. (...) isso poderia dar a impressão de que a sociedade é beneficiada por uma pluralidade imensa de pontos de vista distintos, possibilitados pela disputa entre as empresas da mídia pela originalidade da notícia. (...) não é assim que as coisas acontecem, até porque a sensação de “falta de tempo” para entender a fundo uma notícia estimula o recurso ao clichê, ao preconceito, à reiteração de concepções já formadas (ARBEX JÚNIOR, 2001, p. 88 – 89).
O pesquisador ainda explica que a vontade da mídia é a de que o seu consumidor acredite que aquilo que está sendo veiculado é realmente o mais importante “como se essa narrativa fosse a própria história do mundo” (ARBEX JÚNIOR, 2001, p. 103). Sendo assim, o que foi deixado de fora não importa e induz o newsmaking a agir pautado no produto do infotenimento sem nenhuma maneira de negar o processo. O newsmaking é
apenas uma teoria, o infotenimento é uma corrente de conteúdo. A culpa do caminho que uma notícia trilha fica a cargo do meio de comunicação e do comunicador. Os poderes em escolher um ou outro depende exclusivamente desses indivíduos. Nesse aspecto, o que os telespectadores acompanham são apenas produtos em um estado artificial, mas que “embalados pelo ‘estado hipnótico’ diante da tela de televisão, acreditam que aquilo que veem é o mundo em estado ‘natural’, é ‘o’ próprio mundo” (ARBEX JÚNIOR, 2001, p. 103).
“Fatos existem, mas não como eventos ‘naturais’; eles se revelam ao observador – e são, eventualmente, por ele construídos” (ARBEX JÚNIOR, 2001, p. 107). Assim, o surgimento e o desenvolvimento do infotenimento passa pela total vontade de lucro dos meios de comunicação. Se colocarmos o 1990 como o final da implementação dessa visão em informar e divertir, a quantidade de anos ultrapassa três décadas. É algo sem volta. O infotenimento apenas deixará de existir caso surja uma nova corrente mais lucrativa e imediata. Todos os conteúdos dentro das editorias consideradas infotenimento são importantes, mas, por suas construções nesse formato, ficam em segundo plano e ramificam ainda mais o leque de assuntos. Ou seja, uma massiva repetição de pautas e nada de novo dia após dia. De fato, “descrever um fato é, ao mesmo tempo, interpretá-lo, estabelecer sua gênese, seu desenvolvimento e possíveis desdobramentos, isolá-lo, enfim, como um ato, uma unidade dramática” (ARBEX JÚNIOR, 2001, p. 107).
Como exemplo prático de como funciona essa comunicação do infotenimento, vamos aprofundar em como é executada a produção de conteúdo esportivo. A editoria de esportes conglomera sua maior parte ligada ao futebol e, como a modalidade é muito consumida no país, tornou-se uma boa válvula de escape para entreter além do real espetáculo protagonizado pelos clubes e seleções. Mesmo em partidas que significaram eliminações ou derrotas vexatórias, o jornalismo impresso busca em lições poéticas significar os signos que apareceram durante o ocorrido. As metáforas de exército e guerra são alguns dos elementos usados para contar sobre uma partida de futebol, por exemplo.
O jornalismo esportivo na TV e no rádio nessas ocasiões de eliminações buscam criar um novo show com comentaristas raivosos apontando os “vilões”. Nos momentos de vitórias, os atletas são elevados à condição de verdadeiros “deuses” encarnados que mostram o ápice da habilidade técnica, fato cuja licença poética isso é dada pelo infotenimento. Esse olhar de vitória dá esperança ao espectador de melhores dias e influência nos seus dias até acontecer o próximo jogo. Da mesma forma, os comentários sobre a derrota vão deixá- lo mais enfurecido. Nesses dois meios de comunicação tradicionais, a atual linguagem
dessa editoria está ligada a se aproximar dos populares com ex-jogadores como comentaristas e defendendo claramente o clube que amam. Dessa maneira, o torcedor daquele mesmo time vai se identificar com um e vai detestar o que representa o rival, tanto que em momentos vitoriosos o popular vai assistir para ver os comentaristas “rivais”
assumirem a supremacia de seu clube. Na internet o jornalismo esportivo mistura todas essas linguagens. As páginas de blog dos comentaristas apontam os “vilões” ou “heróis”
enquanto as matérias assinadas pelos jornalistas noticiam os fatos e quando possível recorrem aelementos metafóricos. Por fim, os sites esportivos agora também postam as brincadeiras em fotos-montagem para se aproximar dos mais jovens que gostam desse conteúdo.
Moda, Comportamento, Hobbies e Celebridades são editorias completamente diferentes, mas que, assim como o esporte, seguem os caminhos do infotenimento nas produções correspondentes. Os jornais impressos possuem cadernos para esses materiais, que finalizam as edições com as novidades que podem influenciar os leitores com tendências para as estações do ano, novos hábitos e rumores do que acontece na vida dos outros. Produtos assim são importantes, pois fazem parte de espaços em programas de rádio, TV, revistas e sites, ademais possuem muitos seguidores que sentem a necessidade de consumirem isso para programarem o seu dia a dia. A linguagem aplicada é simples e com alto clamor em mostrar tudo com a maior importância possível. Os materiais positivos também criam “heróis” ou “heroínas”, assim como os ruins exclamam a indecência. A aplicação final fica bem próxima do que o esporte faz, pois, especialistas em cada segmento também fazem parte da construção desses produtos.
De acordo com a quantidade total de materiais a serem destrinchados no último capítulo, é importante ressaltar alguns números, pois vão de acordo com o explicitado por essas editorias.
Tabela 12 – Números gerais de assuntos abordados sobre Luta Livre no Brasil
Unidades de Registro Assunto e Quantidade Aleatórios Espetáculos - 61
Celebridades - 36 Colunas - 25 Esporte - 9 Cidades - 1
Anúncios Programação - 119 Celebridades - 3 Filmes - 8
Erros Colunistas - 21
Esporte - 14 Política - 7 Celebridades - 4 Espetáculos - 2 Moda - 1 Pro-Wrestling Esporte – 10
Telecatch Ted Boy Marino - 51 TV - 26
Esporte - 19 Audiência - 8 Variedades 4 Polícia - 1
WWE TV - 21
Show WWE 2012 no Brasil - 15 Celebridades - 5
Games e Brinquedos - 3 Variedades - 3
Fonte: Autor da Pesquisa
Esses números confirmam a presença em sua totalidade das notícias e conteúdo da Luta Livre no Brasil no infotenimento e reafirmam a visão de entreter as pessoas com
produtos que possuem esse mesmo objetivo em forma de combates e histórias. Sob outro aspecto, mostra que os meios de comunicação tradicionais do Brasil possuem sua funcionalidade na Luta Livre em representá-la como um conteúdo de curiosidade e diversão. Com a visão aprofundada sobre o infotenimento, é visível que, mesmo tendo outros assuntos junto da modalidade, o conteúdo sempre seguiu o mesmo caminho.
Os valores notícia, segundo Harcup e O’Neill (2016, p. 13), que podem ser encontrados nessas cinco editorias, ficam por conta de “exclusividade”, “notícia ruim”,
“surpresa”, “audiovisual”, “compartilhável”, “entretenimento”, “drama”, “elite”,
“relevância”, “celebridade”, “boa notícia” e “agenda do veículo noticioso”. A seguir será explicitado como é a aplicação de todos eles nos conteúdos publicados sobre Luta Livre.
O valor notícia da exclusividade vai de encontro com notícias sobre os shows de Luta Livre ou de como foi e está a modalidade no Brasil.
As notícias com teor ruim fazem parte desse material, pois acidentes dentro do ringue, assim como o falecimento de lutadores vieram a ser publicados. Com esses exemplos, os produtos foram classificados dentro desse valor notícia
A validação da surpresa fica por conta de segmentos em que pessoas conhecidas pelo mundo participam de shows de Luta Livre e acabam sendo agredidas.
No audiovisual aparecem os produtos veiculados principalmente na internet, pois misturam os elementos de fotos, vídeos e áudios, bem como as revistas que trabalham os infográficos.
Em compartilhável estão as matérias que podem viralizar nas redes sociais. Dentro da Luta Livre, os conteúdos mais próximos disso ficam por conta do show da WWE em 2012 ou de fatos como de falecimento de Ted Boy Marino.
Dentro do valor notícia do entretenimento, os conteúdos presentes são os clássicos sobre os shows a serem exibidos, novidades ligadas ao espetáculo ou aos próprios lutadores. Assim como qualquer acontecimento que possa gerar diversão em quem acompanha.
Os conteúdos sobre a modalidade passam pelo valor do drama como nos pedidos por ajuda para operações ou simplesmente pelas dificuldades financeiras após o final de carreira de algum lutador.
As notícias com os valores notícias da elite, relevância e magnitude estão principalmente nas que falam sobre a WWE ou qualquer outra grande empresa internacional.
Em celebridade os conteúdos falam sobre importantes nomes da Luta Livre no Brasil como Ted Boy Marino e, ao pensar em alcance mundial, em pessoas como The Rock ou John Cena, bem como outros famosos convidados para shows da temática.
Para validar a boa notícia dentro do tema proposto, os conteúdos podem apresentar o retorno de importantes nomes, assim como de vitórias fora do ringue como frente a uma doença ou premiação, por exemplo.
Por fim, a agenda do veículo noticioso é o mais importante valor notícia para a Luta Livre, pois depende exclusivamente dele para que o teor da abordagem seja definido, mas a amostra coletada vai mostrar que na prática o uso desse valor parece não existir, pois em inúmeros momentos os meios de comunicação copiam os erros e acertos dos concorrentes. A aplicação real desse valor notícia fica por conta das emissoras que buscam criar seu conteúdo de forma independente do que os outros pensam ou realizam sobre a modalidade. Algo pequeno na amostra total, mas que merece ser ressaltado.
1.4 Midiatização: A disseminação de conteúdo para o maior número de