Em tempos de mudanças muito rápidas, uma reflexão estratégica é hoje – mais do que nunca – imprescindível para qualquer negócio. Para isso, é necessário pensar de forma pró-ativa, inteligente. Uma Análise SWOT (termo em inglês que significa Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças) permiti-nos esse tipo de pensamento.
A análise SWOT foi desenvolvida pela escola do design, do grupo de administração geral da Harvard Business School. O modelo proposto no site1 pela escola é a “formulação de estratégias que busque atingir uma adequação entre as capacidades internas e possibilidades externas”. Onde na análise das capacidades internas busca-se identificar as forças e fraquezas da organização, enquanto o ambiente externo no qual atua a empresa deve ser analisado em termos de oportunidades e ameaças, que se verificam na envolvente global da empresa, seja ao nível do mercado global, do mercado específico, da conjuntura econômica, das imposições legais, etc.
Basicamente, uma análise SWOT permite fazer isto mesmo.
Assim definidos pelo site2 PME negócios, SWOT é a junção das iniciais do idioma inglês, dos quatro pontos-chave dá análise estratégica. A saber:
• Strengths - pontos fortres: Vantagens internas da empresa em relação às empresas concorrentes.
• Weaknesses – pontos fracos: Desvantagens internas da empresa em relação às empresas concorrentes.
• Opportunities – oportunidades: Aspectos positivos da envolvente com o potencial de fazer crescer a vantagem competitiva da empresa.
• Threats – ameaças: Aspectos negativos da envolvente com o potencial de comprometer a vantagem competitiva da empresa.
Tudo isso tem haver com diagnóstico estratégico, onde este diagnóstico, auditoria ou análise deve ser efetuado da forma mais real possível correspondendo a principal pergunta formulada por Oliveira (1989, p. 64): “Qual a real situação da empresa quanto aos seus aspectos internos e externos?”
De forma mais prática, o propósito da análise ambiental pode ser configurado como sendo “avaliar o ambiente organizacional de modo que a
1 Disponível em http://www.tcu.gov.Br
2 Disponível em http://www.pmelink.pt
administração possa reagir adequadamente e aumentar o sucesso organizacional” (CERTO, 1993 p. 39), em detrimento às diferenças de ambiente de empresa para empresa, mas com a mesma razão:
Esse propósito geral da necessidade de se realizar uma análise do ambiente tem sido citado por muitas companhias. Por exemplo, na Connecticut General Insurance Company, análise ambiental é feita para fornecer à administração a habilidade para responder a questões críticas do ambiente. A Connecticut General definiu que os tomadores de decisão da empresa devem levar em conta considerações externas.
Similarmente, a Sun Exploration and Prodution Company declarou que o propósito de sua análise do ambiente é explorar as futuras condições do ambiente organizacional e incorporar o que aprendeu ao processo de tomada de decisão organizacional. A seras, Roebuck declarou que seu objetivo principal em executar a análise do ambiente é identificar questões atuais emergentes que sejam significativas para a companhia, determinar prioridade para essas questões e desenvolver um plano para tratar cada uma delas.
Segundo explana Churchill e Peter (2000, p. 92), um dos princípios da análise SWOT é “identificar forças, deficiências, oportunidades e ameaças e ajudar os gerentes a encontrar os pontos fortes da empresa e combiná-los com as oportunidades do ambiente, de preferência em áreas em que os concorrentes não tenham capacidade similar.”.
De acordo com Freire (1997) na análise SWOT é possível indagar que as ameaças podem ser, em certos casos, oportunidades em um futuro próximo.
Neste aspecto, a eliminação do fator ameaças do raciocínio estratégico leva a uma abordagem mais positiva, devendo, dessa forma, as empresas se emprenharem para melhorar as suas competências, dependendo apenas do fator tempo – que varia de setor para setor.
Desta forma, a nova abordagem lida com um quadro abaixo exposto por Freire (1997, p.82):
Quadro 1 – Nova abordagem da análise SWOT
Pontos Fortes Pontos Fracos Oportunidades à
curto/médio prazo Oportunidades à médio/longo prazo.
Fonte: Freire (1997)
Há também quem prefira a designação “oportunidades e riscos” à abordagem clássica de “oportunidades e ameaças” (FREIRE, 1997)
Nesta fase pretende-se apontar, de forma fundamentada, as características da pesquisa da empresa citada até então como a abordagem da pesquisa, suas finalidades e os métodos de coleta, tratamento e análise dos dados.
A pesquisa proposta por este estudo, tende angariar respostas à possíveis problemas que norteiam a empresa estudada. Assim explana Cervo e Bervian (1996, p. 44) mostrando que a pesquisa é uma atividade voltada para a solução de problemas, através do uso do método científico.
Já o método escolhido para esta pesquisa é do tipo estudo de caso de caráter qualitativo e quantitativo, onde o estudo de caso pode ser caracterizado por ser um estudo intensivo, levando-se em consideração a compreensão como um todo, do assunto investigado. FACHIN (2003).
Com relação ao estudo de caso ser de caráter qualitativo e quantitativo se dá ao fato de que a variável quantitativa caracteriza-se por atribuir números a propriedades, objetos, acontecimentos, materiais, de modo a proporcionar informações úteis. E qualitativa pelos seus atributos que relaciona aspectos não somente mensuráveis, mas também descritivamente. FACHIN (2003).
Seguindo a seguinte máxima que “é a natureza do problema ou seu nível de aprofundamento que irá determinar a escolha do método” Oliveira (1993, p.115).
Dessa forma, a pesquisa foi determinada assim, pois apresenta as características pertinentes ao estudo.
A pesquisa é qualitativa devido as análises do ambiente interno, externo e da concorrência. Estas análises foram realizadas na empresa a partir da observação participativa, que para Fachin (2003) fundamenta-se em procedimentos de natureza sensorial, como produto do processo em que se empenha o pesquisador no mundo dos fenômenos empíricos. Foram também realizados através de conversas com o dono da imobiliária e de leitura em jornais e revistas de circulação em Florianópolis e região através da acessória de imprensa do SECOVI.
O caráter quantitativo da pesquisa é devido ao questionário com 4 questões fechadas e aplicado junto á 54 clientes da empresa. Esta pesquisa de satisfação foi
aplicada com o intuito de apresentar a percepção dos clientes quanto aos serviços prestados. A pesquisa deu-se no período de 24/04/2006 a 29/04/2006 e foram pesquisados tanto os proprietários como os locatários que passaram pela empresa neste período. Esta abordagem de amostra é definida por Mattar (2001, p.48) como sendo uma amostra por conveniência, pelo de não haver nenhuma predominância em um grupo de clientes e não fará diferença em grupos ou respectivos tipos de clientes que lá estavam.
A análise dos dados pesquisados com os clientes deu-se por meio do software Excel e apresentados através de gráficos, com comentários a respeito da pesquisa aplicada.
No decorrer do desenvolvimento da pesquisa, ocorreram as seguintes limitações:
- Limitação do tempo para a realização da pesquisa;
- Sabendo-se que a percepção é subjetiva, as opiniões coletadas no momento da pesquisa podem não ser as mesmas em outro momento.