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As Atividades do Administrador de Marketing

No documento Administração de Marketing (páginas 35-40)

Vale registrar que a profissão de Administrador no Brasil foi oficializada pela Lei n. 4.769, de 9 de setembro de 1965 (BRASIL, 1965) e retificada no Diário Oficial da União em 16 de setembro do mesmo ano. Sabemos que essa foi uma das principais razões pelas quais, a comemoração do dia do Administrador é dia 9 de setembro. Outros decretos complementaram a referida legislação, no entanto, a supramencionada Lei é, sem dúvidas, o alicerce da oficialização da profissão do Administrador no Brasil.

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As principais atividades da área de Marketing ou mercadológica são:

administração de vendas, canais de distribuição, consultoria promocional, coordenação de promoções, estudo de mercado, informações comerciais mercadológicas, pesquisa e desenvolvimento de produto, planejamento de vendas, técnicas comerciais e de varejo.

Assim, a área de Administração de Marketing em conjunto com as áreas de finanças, logística, produção, recursos humanos, sistemas de informação e engenharia de pro- dutos, entre outras, integra as funções empresariais que incluem atividades relacionadas à tomada de decisão, ao gerenciamento de recursos, à coordenação de processos, à geração e à avaliação de resultados, que adicionam valor econômico.

O Administrador de Marketing é, portanto, o responsável pelo planejamento, organização e o controle das atividades estratégicas e táti- cas de Marketing com o intuito de agregar valor aos clientes e às demais partes interessadas (stakeholders) da empresa. As atividades estratégicas englobam o conjunto de decisões relacionadas à análise e à segmentação de mercado, à decisão de quais produtos e serviços oferecer e o preço mais adequado para praticar, bem como a seleção dos canais de distribuição e dos seus meios de comunicação.

Para continuarmos o nosso aprendizado, vamos trabalhar agora os principais tipos de Marketing passíveis de serem abordados pelos pro- fissionais dessa área, destacando que os tipos abordados encontram na literatura especializada vieses interpretativos que a própria academia ainda não conseguiu padronizar e, portanto, optamos pela abordagem de Kotler e Keller (2006).

Mesmo assim, vale destacar que nas últimas duas décadas, prin- cipalmente, tem emergido na literatura especializada de marketing novos temas, tais como: Marketing político, Marketing religioso, Marketing espor- tivo, Marketing educacional, Marketing internacional, Marketing eletrônico, dentre tantos outros. No entanto, resolvemos não abordá-los pois iria re- querer muitas e muitas páginas de explicações sobre cada um desses tipos de Marketing e seus impactos na sociedade contemporânea.

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Razões pelas quais, decidimos centrar o nosso foco em tipos consa- grados de Marketing relatados por Kotler e Keller (2006, p. 6-7), quais sejam:

Marketing de bens; Marketing de Serviços; Marketing de Eventos; Marketing de Experiências; Marketing de Pessoas; Marketing de Lugares; Marketing de Propriedades; Marketing de Organizações; Marketing de Informações; e Marketing de Ideias. A Figura 4 permite a visualização e a memorização dos tipos de Marketing aqui apresentados.

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zMarketing direcionado para bens, isto é, aquele indicado para produtos tangíveis, sendo esse o tipo de marketing que predomina nas ações estratégicas das empresas industriais e comerciais.

Exemplos: carro, televisor ou eletrodoméstico.

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zMarketing direcionado para serviços, que destaca os benefícios ou vantagens entre as alternativas existentes, na obtenção de algum tipo de facilidade transacional que a empresa disponibiliza.

Exemplo: lavagem de veículos, vigilância, hotelaria.

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zMarketing de eventos, que tem como cerne incentivar os “con- sumidores” a participarem de determinada atividade recreativa e/ou social, como: shows artísticos, eventos esportivos (copa do mundo 2010) ou feira temática como Fashion Rio.

Eventos

Aplicações do Marketing

Experiências

Pessoas

Lugares Propriedades

Organizações Informações

Ideias ou causas

Bens

Serviços

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zzMarketing que aborda as experiências, o que o diferença do

marketing de eventos está na possibilidade do “consumidor”

ser o agente ativo de certa sensação ou experiência, como nos casos em que vai a um parque de diversões e vivencia a emoção do “medo”, “alegria”, “descontração” de se aventurar no trem fantasma ou na montanha russa.

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zMarketing de pessoas, em que o eixo é destacar ícones públi- cos como fator de diferenciação ou identidade a um produto.

Nesse tipo de ação, o marketing pode se dirigir para criar uma identidade no ídolo, como o X da Xuxa que passou a ser uma marca registrada da “Rainha dos Baixinhos” ou para a repre- sentação simbólica de determinado produto com um ícone público, como Gustavo Kuerten, Robinho (jogador do Santos F. C.), ou ainda, no marketing político (Barack Obama) ou religioso Papa João Paulo II.

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zMarketing de lugares, que destaca os benefícios naturais ou arquitetônicos que permitem chamar a atenção de “consumi- dores”, como nos casos de lugares ou cidades cosmopolitas, como Nova York, Rio de Janeiro ou o Egito com suas diversas pirâmides, a China e sua muralha, o Peru e a cidade “perdida”

dos Incas, Machupicchu.

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zMarketing de propriedades, propriedade concreta ou fi- nanceira, que tem como “luneta” destacar o aspecto intangível de posse, por exemplo: vendas de imóveis, investimentos ban- cários como a poupança, bolsa de valores ou títulos públicos.

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zMarketing de organizações, que tem como eixo criar ou fortalece a imagem de determinada organização empresarial, pública ou filantrópica, como: Banco do Brasil, UFSC, Hospital Sarah Kubitschek ou Fundação Airton Senna.

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zMarketing de informações, que, por sua vez, tem como fito esclarecer e oferecer ao consumidor dados ou informações que lhe propiciem comparar determinada atividade organizacional, como: revistas sobre veículos, laboratórios de análise clínicas, consultórios odontológicos, escritórios advocatícios ou contábeis.

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zMarketing de ideias ou de causas, que associa uma determi- nada chamada ou slogan para alertar o consumidor sobre deter- minado benefício ou atenção, como: “se beber não dirija”, do Governo Federal na campanha contra a embriaguês no trânsito;

“energia que contagia”, do Guaraná Antártica; “Economia e Vida” e o lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”

como slogan da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Em todos os casos, o foco desses tipos de Marketing é incentivar os consumidores para se motivarem com a mensagem elaborada para um dos tipos ressaltados de Marketing. Vamos saber mais detalhes de cada um desses tipos, nas óticas de Kotler (1998); Churchill Jr. e Peter (2000).

O Marketing de serviços, por sua vez, destina-se a informar aos consumidores sobre algum tipo de conveniência que podem obter pela contratação de determinado serviço. A principal característica dos serviços é a sua intangibilidade.

Vamos exercitar novamente. Muito bem, selecione algumas revistas nas quais você possa identificar as aplicações de Marketing supramencio- nadas (Figura 4). Para facilitar a sua procura, sugerimos as revistas Exame, Veja, Claudia, Caras, Arquitetura & Construção, Quatro Rodas, e HSM Management.

Vamos em frente! Para tanto, apresentaremos na

sequência as noções elementares de planejamento

de Marketing e sua relação sobre essa atividade ad-

ministrativa.

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