3. CONTRATOS TERCEIRIZADOS NO CONTEXTO AUTÁRQUICO DO IF-SC –
3.2. AS TEORIAS E EXECUÇÃO DOS CONTRATOS ADMINISTRATIVOS
cidadania e da profissão e tem como visão de futuro consolidar-se como centro de excelência na educação profissional e tecnológica no Estado de Santa Catarina. Tendo aindacomo meta a implantação do plano de expansão II que deve ocorrer a partir de 2011 com os seguintes campi: Campus Canoinhas, Campus avançado de Caçador, Campus Gaspar, Campus Itajaí, Campus Lages, Campus Palhoça- Bilingue, Campus São Miguel do Oeste, Campus Avançado Xanxerê, Campus Avançado Urupema, Campus Avançado Geraldo Werninghaus e Campus Avançado Garopaba.
O IF-SC, além dos cursos ofertados através dos Campi, tem também os seus núcleos avançados no ensino a distância, entre eles: Jales (SP), Blumenau (SC), São Miguel do Oeste (SC), Treze Tílias (SC), Cachoeira do Sul (RS), Foz do Iguaçu e Nova Londrina (PR).
O Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI do IF-SC está constituído dos seguintes eixos temáticos: Perfil Institucional, Gestão Institucional, Políticas de Extensão e Pesquisa, Organização Acadêmica, Infraestrutura, Aspectos Financeiros e Orçamentários e Avaliação e Acompanhamento do Desenvolvimento Institucional.
A elaboração do PDI propiciou a revisão de uma gestão que tem como compromisso, fazer com que o IF-SC cumpra sua missão de “gerar e difundir conhecimento tecnológico e formar indivíduos capacitados para o exercício da cidadania e da profissão” (IF-SC, 2011, p. 1).
É oportuno salientar que o contrato de direito privado traz algumas diferenças em relação ao contrato da administração pública. De acordo com Mukai (1999, p. 86), “o contrato de direito privado repousa em certos princípios básicos, como autonomia da vontade, o consenso das partes e a força obrigatória”.
Entretanto, o contrato administrativo “é um acordo de vontades, de que participa a Administração e que, tendo por objetivo direto a satisfação de interesses públicos, está submetido a regime jurídico de direito público.”.
Conforme o objeto e suas peculiaridades, os contratos administrativos são constituídos das seguintes formas:
a) Contratos de Obra Pública: “são aqueles levados a efeito pela Administração Pública com um particular, que tem por objeto a construção, a reforma ou a ampliação de certa obra pública” (GASPARINI, 2000 P.575);
b) Contratos de serviços: com base no art. 6°. inciso II da Lei 8666/93,
“consideram-se contratos de serviços àqueles que visam à atividade destinada a obter determinada utilidade concreta de interesse para a Administração”. Algumas das atividades são mencionadas na lei, como as de conservação, reparação, conserto, transporte, operações, manutenção, seguro, locação de bens e outros serviços. (CARVALHO FILHO, 2009 p. 175);
c) Contratos de fornecimento (ou compras): “são os contratos que se destinam à aquisição de bens móveis necessários à consecução dos serviços administrativos, para que a Administração alcance seus fins, sendo necessária, a todo o momento, a aquisição de bens variados como medicamentos, instrumentos cirúrgicos, equipamentos, materiais de escritórios, entre outros” (CARVALHO FILHO, 2009 p.179);
d) Contratos de concessão e de permissão: “tem por objeto a delegação da execução de serviço público à pessoa privada. Trata-se de processo de descentralização, formalizado por instrumento contratual. O concessionário terá sempre a seu cargo o exercício de atividade pública” (CARVALHO FILHO, 2009 p.181).
Os contratos administrativos são regidos por um regime jurídico próprio, apresentado pela Lei 8666/93 e subsidiariamente às normas gerais sobre contratos
estabelecidas no direito privado, conforme conceitos estabelecidos na própria lei 8666/93:
Os contratos administrativos de que trata esta Lei regulam-se pelas suas cláusulas e pelos preceitos de direito público, aplicando-se-lhes, supletivamente, os princípios da teoria geral dos contratos e as disposições de direito privado. (Art. 54. § 1o, Lei 8666/93).
Os contratos devem estabelecer com clareza e precisão as condições para sua execução, expressas em cláusulas que definam os direitos, obrigações e responsabilidades das partes, em conformidade com os termos da licitação e da proposta a que se vinculam (CARVALHO FILHO, 2009 p. 170).
De acordo com a Lei 8666/93, a celebração de contratos administrativos antecede ao processo licitatório, visando com isso garantir a participação igualitária a todos os interessados em contratar com a administração pública e garantir a seleção da proposta mais vantajosa para a Administração.
As execuções dos contratos administrativos estão previstas no Art. 67 da Lei 8.666/93. As condições do acordo devem ser respeitadas integralmente, desde que atendam os interesses sociais.
Os contratos administrativos estabelecem acordos em que as partes, através das suas cláusulas, devem cumprir os seus compromissos e não devem fazer distinção na realização do objeto contratual. Caso seja verificado o inadimplemento, o prejudicado pode rescindir o contrato via judicial e preitear a sua indenização.
Em relação a sua execução, ela pode ser pessoal, nesse caso, a subcontratação é realizada pela própria pessoa física ou jurídica na contratação com a Administração Pública, e o contratado é o responsável direto pelos trabalhos e encargos sociais conforme consta do Art. 33, V, da Lei 8.666/93 (BRASIL, 1993).
Ainda que, o contrato não traga em seu escopo a responsabilidade do contratado, caso venham a serem descumpridas algumas cláusulas, os encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais, não poderá ser atribuída à responsabilidade ao poder público e nem deve comprometer o objeto contratual.
Para que a execução tenha êxito, o contratado deve manter no local da atividade um preposto devidamente credenciado para acompanhar o desenvolvimento dos trabalhos e fornecendo informações à fiscalização em relação à execução das cláusulas contratuais.
Cabe ao poder público manter um fiscal para acompanhar as atividades desenvolvidas por particulares na execução dos contratos. Esse acompanhamento
está previsto no Art. 67 da Lei 8.666/93 e compreende: a fiscalização, a orientação, a interdição, a intervenção e a aplicação de penalidades.
Para que os contratos em que forem realizadas prorrogações não percam a sua validade, é necessária a realização de aditamento através de termo contratual, mantendo-se as condições e cláusulas definidas no acordo inicial.
Segundo Sztajn et al. (2005, p. 113), contrato é:
Um acordo, entre duas ou mais partes, que transmite direitos entre elas, assim como estabelece, exclui ou modifica deveres. Esse tipo de relação manifesta-se concretamente de diversos modos, variando em complexidade, forma, tempo, salvaguardas e capacidade de se fazer cumprir os termos acordados.
O contrato para estabelecer compromisso deve apresentar três razões importantes: a transparência de risco, alinhamento de incentivos e a economia do custo de transação, esta considerada a fonte mais importante das obrigações, indispensável à manutenção e funcionamento nas relações econômicas nas mais diversas relações sociais.
A transferência de risco está relacionada à alocação eficiente dos resultados a serem alcançados, e apresenta uma relação jurídica denominada devedor de natureza econômica em favor do credor, sob pena de execução pelo Estado. No alinhamento de incentivos é levado em conta o que se pretende, levando as partes a terem incentivos nas tomadas de ações, economizando custo de transação e melhoria do investimento em gastos públicos.
Conforme Sztajn et al. (2005), o contrato tem como objetivo o compromisso de realização de investimento entre as partes, através de troca de materiais ou serviços por espécie financeira, buscando nesse processo a redução de custo relacionada aos preços, fazendo com que os ganhos de trocas fiquem interessantes para as partes, a fim de que consiga alcançar os seus objetivos.
Considerando o direito de propriedade ser imperfeito na sua definição, presente na relação entre as partes, fica difícil o monitoramento dos contratos. Para impedir os riscos morais e a captura, é preciso que as partes acreditem que as instituições serão capazes de evitar o oportunismo nos resultados finais.
Todos os contratos na Administração Pública são oriundos de processos licitatórios, e seu modelo, por força da legislação, está diretamente atrelado aos princípios básicos da Constituição do Estado. As organizações são consideradas um complexo de contratos, e “é importante reconhecer que a maioria das
organizações é simplesmente ficção legal, as quais servem como um nexo para um conjunto de relações contratuais entre os indivíduos”.
As organizações modernas não são controladas por proprietários e sim por agentes assalariados cujos objetivos são diferentes dos objetivos dos proprietários, podendo os agentes camuflar ou exercer objetivos pessoais ou privilegiar a custa do principal, podendo afetar os resultados almejados pelas partes envolvidas na transação contratual.
3.2.2. Princípios Fundamentais dos Contratos
Para que se possam compreender os tipos de contratos, antes de tudo é importante conhecer os princípios que regem os contratos em geral. É importante conhecer as diretrizes responsáveis pela sua aplicação, que é derivado do contrato civil, onde sobre sai os princípios da autonomia, da vontade e da obrigatoriedade e dos compromissos assumidos.
3.2.3. Obrigações Contratuais
O contrato é o elo legal entre as partes, mostrando o vínculo presente na relação jurídica de caráter normativo, pois caso não seja cumprido, o prejudicado pode levar o acordo ao Poder Judiciário para execução compulsória ou pagamento das perdas e danos.
Durante a sua execução, não poderá sofrer modificações do seu conteúdo, pois uma vez descumprido, estará comprometida a manutenção dos serviços à sociedade, apesar de ter o seu berço nos meios privados. A função social teve o seu reconhecimento através da Constituição Federal de 1988, representada por projeção dos efeitos como figura privada e com interesse coletivo. Os efeitos dos contratos não devem trazer danos à sociedade.
3.2.4. Aspectos dos Contratos Administrativos
Embora os princípios dos contratos sejam considerados de comum acordo entre as partes, os contratos administrativos estão sujeitos às normas do direito público. No entanto, a Administração Pública aplica as normas de direito privado, amparada pela Lei 8.666/93, que tem como objetivo a regulamentação dos contratos administrativos.
3.2.5. Conceitos e as Características dos Contratos
Pode ser conceituado contrato administrativo como um acordo que a Administração Pública realiza com o particular para atender certa necessidade de interesse social. Esse acordo formal tem caráter de obediência estabelecido por lei e previsão de garantias definidas, mutáveis e ajustadas de forma permanente ao interesse público.
3.3. MODALIDADES E AS LEGISLAÇÕES APLICADAS AOS CONTRATOS