A aplicação dos quesionários no Laboratório de Informáica revelou logo no início algumas diiculdades que parecem ser frequentes nos colégios estaduais, como por exemplo: computadores com problema de funcionamento e falta de apoio técnico.
A aplicação do quesionário no laboratório de informáica foi bem aceita pelos alunos. Nas turmas do 1° e 2° anos, o quesionário foi aplicado em duplas, devido a poucos computadores em funcionamento, enquanto, na 8ª série, foi possível um computador para cada aluno — sendo que esta é uma turma com menor número de alunos. Não houve transtornos ou falta de atenção, o que houve de negaivo foi apenas a falta de interesse de uma pequena minoria em
36
responder o quesionário, mas os mesmos também não interferiram na condução da aplicação, permanecendo em seus lugares até o im. Logo após a aplicação, houve a apuração dos resultados dos quesionários referentes ao tema em pauta, o Envelhecimento Humano.
Através da apuração dos resultados do quesionário, icou claro o quanto os estereóipos a respeito do “ser velho” estão em circulação, onde a imagem do idoso foi representada nas respostas da grande maioria dos alunos girando em torno da incapacidade e exclusão do meio social. Segue o link do modelo do quesionário aplicado com a uilização da plataforma Google Docs: htps://docs.google.
com/forms/d/1Hve6myQ-28afHA2ZaZWVpxz1STeFx2q5aKAFQHlWLx0/
viewform?c=0&w=1.
Como recursos pedagógicos para o desenvolvimento da Sala Temáica sobre o Envelhecimento Humano, havia a Caixa da Conscienização e a Cabine do Envelhecimento, que foram saisfatórios. Já o Painel da Diversidade do Universo Idoso e o Painel da Visão do Aluno, onde foram expostos o resultado das aividades desempenhadas por eles nas intervenções em sala, deixaram um pouco a desejar, talvez por inexperiência do grupo de pibidianos com a metodologia adotada, a qual consisia deixar os alunos interagirem, coordenadamente, de forma livre e espontânea no interior da sala sob supervisão dos bolsistas.
À esquerda, painéis para o desenvolvimento
das aividades na Sala Temáica.
À direita, materiais uilizados para o desenvolvimento das
aividades na sala.
Este momento, ao ver do grupo, foi um dos pontos negaivos, mas com isso o grupo aprendeu sobre a condução que se deve executar a respeito dessa metodologia, devido à idade dos alunos dos Ensinos Fundamental e Médio.
É preciso ir buscar o aluno, chamá-lo até o painel e ter uma rápida conversa a respeito do que está exposto. Devido a possível inexperiência, imagina-se que se os pibidianos organizassem as interaividades previstas e possíveis pela Sala Temáica de forma mais centrada, buscando a atenção de todos os alunos em momentos especíicos a cada exposição representada, com o que a aplicação poderia ter sido mais absorvida pelos alunos. Essa é uma impressão.
Isso, contudo, não demonstra que a aplicação no 1° ano B não tenha sido saisfatória, pois a aplicação foi, até mesmo, surpreendente.
Houve música com o professor supervisor tocando violão e todos os
37
alunos cantando músicas referentes ao envelhecimento humano. Também houve comentários dos alunos sobre a diversidade presente no universo idoso, onde muitos se ideniicaram através do painel da diversidade com imagens dos idosos andando de skate, pulando de bungee jumping, praicando esportes, dançando, trabalhando, e neste momento houve comentários como: “Oh, quando icar velho vou fazer igual a iazinha ali, pulando de bungee jumping!”. No momento, o que houve foi apenas um desnível nas aividades, em que a maior parte do tempo e da interação foram para as aividades práicas.
No turno vesperino, houve a aplicação da Sala Temáica junto ao 8° ano.
Neste ano, os pibidianos buscaram nivelar a organização das aividades, deixando a metodologia de deixarem os alunos interagir de forma mais espontânea, e buscando a atenção de todos por um tempo relaivo a cada aividade. Isto acabou proporcionando uma aplicação mais saisfatória, quando foi presenciada maior atenção e interação de todos com as exposições e aividades aplicadas na Sala Temáica.
As aividades didáicas desenvolvidas conceberam o professor menos como um detentor exclusivo do saber a quem os alunos escutam atenciosos. O professor é mais um mediador que ajusta o interesse do aluno ao conhecimento valorizando seu conhecimento
prévio do mundo e das coisas.
Após as aplicações das aividades, em dia especíico, seguindo o cronograma de aulas do professor supervisor, o grupo foi à sala de aula do 8° ano vesperino, em um diálogo com os alunos a respeito das intervenções e aplicações das aividades, buscando saber o que realmente eles haviam aprendido com tudo aquilo.
Na ocasião pôde-se perceber os resultados das aplicações.
Os alunos gostaram muito, demonstraram ter adquirido maior conhecimento a respeito do tema apresentado e até pediram que coninuassem as aividades para outras turmas e em outros colégios, demonstrando consciência maior sobre a importância do tema. Alunos comentaram: “O que aprendemos é que
38
o idoso tem o seu lugar na sociedade e que devemos respeitar isso” e “Devemos respeitar os idosos e seus direitos, mesmo com as limitações ísicas eles fazem parte do nosso meio” (social). Logo, foram selecionados 3 (três) alunos para uma breve entrevista em vídeo a im de manter registrado os resultados das aplicações referentes aos alunos. Na gravação, os alunos selecionados, a princípio, demonstraram-se ímidos, mas isso não interferiu para que pudessem se expressar a respeito do assunto.
Do início ao im das aplicações, houve total apoio do colégio, mas também houve algumas desorganizações referentes aos dias de aplicação, quando houve conlito de horários com outros eventos no colégio, o que acabou sendo limitador, como o caso do início da aplicação da Sala Temáica.
Conversa de esclarecimentos com os colegiais em sala de aula
“Queria que vocês coninuassem levando as aividades para outros colégios também”, disse um dos alunos da escola
O apoio e paricipação direta, tanto dos professores supervisor e coordenadores, foram de total importância e relevância para o sucesso das aplicações do tema no colégio referente. Os mesmos sempre esiveram à disposição com ideias e sugestões metodológicas e paricipação nas aplicações das aividades. Assim como houve bom entrosamento entre os integrantes do grupo de pibidianos responsável pelo desenvolvimento e aplicação das aividades com divisão das tarefas e compromeimento de todos.
39
O PIBID, conforme entendido pelos integrantes do grupo, não forma futuros professores para treinar alunos e alunas a fazerem provas e irar notas. Forma para o bolsista futuro professor favorecer a vivência
do processo educaivo permeado pelo diálogo e o trabalho conjunto, valores da insituição escolar há muito abandonados pelo
imediaismo de ins que marca uma cultura abundante de individualismo meritocráico
uilitarista práico mas não relexivo.
40
Autorizada a funcionar como colégio de Ensino Fundamental em 07 de dezembro de 1990, a escola hoje também atende alunos do Ensino Médio, funcionando nos períodos matuino, vesperino e noturno. Conta atualmente com cerca de 730 alunos matriculados.
O colégio atende a toda a Asa Leste do município de Campo Mourão. A história da comunidade escolar onde o colégio está localizado se funde com a própria construção do prédio e a história deste estabelecimento de ensino.
O espaço educacional se expandiu com o crescimento dos bairros, através de solicitações e de reivindicações junto às autoridades competentes, visto que as famílias, em sua maioria pertencentes à classe baixa, inham diiculdades para que seus ilhos se locomovessem para outras escolas centrais do município. Um dos fatores que inluenciou a comunidade escolar, na década de 1990, foi o constante vai evem das famílias que migravam e emigravam de outros bairros e municípios circunvizinhos, na busca de moradias habitacionais e melhores empregos.
RUA BICUDO, Nº 100, CONJUNTO PARIGOT SOUZA CAMPO MOURÃO-PR