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papel adequadamente, por vários moivos que vão desde o tempo de dedicação, o contato com o estudante em seu dia a dia, entre outros tantos fatores. Com isso não queremos dizer que não seja bom, mas não é o suiciente.
Reconhecer o estudante como sujeito central no ambiente escolar é um ponto de parida fundamental, e certamente não é isso que visualizamos nas políicas públicas de Estado, caso contrário muita coisa já teria sido modiicada.
De todo modo, deinido esse foco é que a universidade pode fazer o diferencial na formação do futuro professor, pois ica muito mais fácil e real tratar de história e de como se a ensina, quando sabemos para qual realidade estamos nos preparando — que, infelizmente, nem sempre é aquela a qual imaginamos e sonhamos.
O papel do PIBID é garanir a formação ampla e mais próxima do real a ser encontrada pelos futuros professores já em seus primeiros anos de formação, desenvolvendo e testando ações de intervenção nas escolas. O que parecia ser a ponta da lança das políicas para a formação de professores nos úlimos anos, está se revelando mais uma ação despresigiada pelo Estado. A cada crise, a cada mudança de gestão, o primeiro corte a ser realizado relete-se sobre a formação de professores. Com isso nos perguntamos, como é que o ciclo pode ser alterado, se a formação de novos professores sempre é relegada a segundo plano?
Se o Estado não faz sua parte, fazemos nós aquilo que nos cabe, que é coninuar trabalhando pela melhoria da formação dos nossos futuros professores, relexo apresentado por meio deste livro que é fruto do trabalho de invesigação e intervenção no ambiente escolar.
A escolha pelo tema Envelhecimento Humano, como já pontuamos no início do livro, foi nosso primeiro desaio no PIBID. Aliás, os resultados revelaram que foi um óimo desaio! O tema percorre de algum modo todo o conteúdo programáico de História, mas em geral não nos damos conta disso. Todos temos uma ideniicação com o tema, pois diz respeito tanto a uma questão pessoal, quanto a uma questão coleiva de toda nossa sociedade. Basta simplesmente lembrar que todos vivemos um constante processo de envelhecimento, delagrado com maior intensidade em determinados momentos do nosso percurso existencial, especialmente quanto isicamente o corpo começa a apresentar sinais de fragilidade mais acentuada. Na úlima década, as pesquisas têm revelado que as pessoas têm vivido mais, aumento nos índices de longevidade, resultantes da melhoria na qualidade de vida, o que tem garanido novo fôlego na expectaiva de vida. No entanto, o tema foi por muito tempo relegado a segundo plano, ao menos até se explicitar de forma inegável o aumento da população idosa brasileira — que atualmente chega a 13%, o que resultou em uma observação simples: a sociedade estruturalmente não está ainda preparada para esse grupo populacional que não
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para de crescer e que não pode mais ser negado, encoberto, apagado em nossa sociedade — como por muito tempo foi.
A moivação para o desenvolvimento do tema envelhecimento humano se efeivou, em grande medida, pelos esímulos iniciais dados pela professora Rosane Schmidt. Com trajetória e experiência com o tema, releido na condução de aividades da Universidade da Terceira Idade e nos conselhos do idoso em nível municipal e estadual, é que aceitamos o desaio de tratarmos do tema envelhecimento humano nas escolas, tema que, mesmo amparado por lei, diicilmente é abordado com a especiicidade que merece.
O leitor, ao longo deste livro, se deparou com os resultados das intervenções realizadas no ambiente escolar com o tema Envelhecimento Humano. Dividido em três diferentes momentos, ivemos a intenção de apresentar experiências vivenciadas, procurando proporcionar aos interessados o pensar e o repensar da práica docente a parir da realidade dos graduandos do curso de História da UNESPAR, campus de Campo Mourão.
Na primeira parte da obra buscou-se apresentar o tema envelhecimento humano e sua relação com a formação de educadores. A necessidade do aprofundamento das leituras exigiu, neste primeiro momento, uma análise cuidadosa do tema, evitando que cometêssemos erros descabidos e grosseiros.
O tema ganha cada vez mais espaço, em especial se olharmos para a pirâmide que representa os dados sobre o envelhecimento humano, que demonstram altas taxas de crescimento, atrelados ao aumento da longevidade de vida das pessoas.
A segunda parte foi marcada pela apresentação das ações de intervenções dos acadêmicos do PIBID em quatro diferentes escolas. A ideia foi demonstrar o passo a passo de desenvolvimento das aividades, desde o planejamento até a intervenção. Com isso, objeivou-se que as quatro propostas desenvolvidas a parir do tema envelhecimento humano servissem como esímulo na proposição de novas aividades em sala de aula. As propostas de trabalho exploraram diferentes recursos, estratégias didáicas e metodologias de ensino, desde o trabalho com o teatro, uilização de recursos tecnológicos, construção de salas temáicas, trabalho com charges, produção de paródias, entre outras estratégias.
Tudo isso foi antecedido por uma invesigação do peril dos estudantes com quem as aividades seriam desenvolvidas, realizando a aplicação de um quesionário socioeducacional.
A terceira parte tratou especiicamente do testemunho dos alunos bolsistas a parir das aividades em que haviam se envolvido. Esta foi uma etapa planejada para dar voz aos acadêmicos pibidianos, fugindo da formalidade do
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texto e expondo abertamente a narraiva sobre o que pensam de todo o processo que envolve o PIBID, especiicamente a parir das aividades desenvolvidas com o tema do envelhecimento humano. Este foi um momento importante como pode ser observado ao longo dessa etapa, em que os acadêmicos expressaram como se seniram ao longo das aividades, disseram o que esperavam do PIBID e das aividades desenvolvidas, as frustrações que em determinados momentos vivenciaram, as alegrias com os resultados posiivos e a repercussão junto aos alunos das escolas que, de modo geral, foram momentos marcantes.
Por im, o leitor encontrará neste livro, sobretudo, experiências vivenciadas que possibilitaram apontar caminhos possíveis no horizonte das expectaivas por uma melhoria tanto na formação de novos professores, quanto na melhoria do processo de aprendizagem nas escolas. A realidade contextual tem mudado muito nos úlimos anos, o que tem forçado a darmos passos em uma direção que se revela cada vez mais necessária em busca da melhoria da educação básica.
Este o desaio que está posto e que, nós, alunos e professores do curso de História da UNESPAR, campus de Campo Mourão, propusemo-nos a enfrentar.
Enfrentamento desse desaio cujos resultados estão expressos neste livro digital.
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E DE FONTES DE APOIO