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Classificação

No documento HABILITAÇÃO GERAL P - Univali (páginas 41-50)

2.5 F ERRAMENTAS DE OSM

2.5.6. Classificação

Classificação é a determinação dos elementos identificatórios do documento, para que o mesmo seja armazenado nos lugares mais úteis e recuperados com facilidade. (BELTRÃO E PASSOS, 1991)

O objetivo da classificação, segundo Gonçalves (1998, p.12) é:

antes de tudo, lógica: a partir da análise do organismo produtos de documentos de arquivo, são criadas categorias, classes genéricas, que dizem respeito as funções/

atividades detectadas (estejam elas configuradas ou não em estruturas específicas, como departamentos, divisões etc.)

A classificação é traduzida em classes e subclasses, e ao estabelecer essas classes do plano de classificação devemos seguir dois critérios: funcional (funções) ou estrutural (estruturas, os setores, departamentos), por exemplo uma classe de departamento financeiro é subdividida em duas: contabilidade e tesouraria. Nas subclasses serão inseridas as séries tipológicas: notas de pagamento, ligadas as atividades de despesa, extratos bancários, registro diário de caixas e bancos etc. As classes e subclasses podem ser numeradas seqüencialmente ou receber um código alfabético, numérico ou alfanumérico. (GONÇALVES, 1998).

Os arquivos podem ser classificados segundo as entidades mantenedoras, segundo os estágios de sua evolução, a extensão de sua atuação e a natureza de seus documentos.

(GONÇALVES, 1998).

Segundo as entidades mantenedoras os arquivos por elas produzidas podem ser:

públicos (Federal, Estadual e Municipal); institucionais (igrejas, instituições educacionais, corporações não-lucrativas e sociedades, associações); comerciais (firmas, corporações e companhias) e familiais ou pessoais. (PAES, 2002, p.21).

Desse modo, é fundamental avaliar o ciclo de vida dos documentos, para evitar o armazenamento de materiais obsoletos. Daí a necessidades de identificar e definir prazos de

guarda para os documentos de arquivo, independente de seu suporte ser o papel, filme, a fita magnética, o disquete, o disco ótico ou qualquer outro. (BERNARDES, 1998).

De acordo com Gonçalves, (1998, p.21):

é necessário para a organização dos documentos de arquivo, detectar com clareza as funções primordiais assumidas pelo organismo produtor. O conjunto de funções detectadas envolverá necessariamente, atividades que deve cumprir de forma direta (atividade fim), bem como atividades que lhe servem como suporte (atividades- meio)

Por mais variado que sejam os documentos, Gonçalves, (1998) apresenta algumas características que são importantes para a sua identificação e para sua caracterização como documento do arquivo:

suporte: papel, fita magnética

forma: cópia, minuta

formato: caderno, cartaz, livro

gênero: documentação textual, audiovisual

espécie: (certidão, declaração) e tipo (boletim de ocorrência, certidão de nascimento).

Já para Angela, Leal e Coelho, (1998), esses documentos podem ser classificados segundo o seu gênero e a natureza do assunto:

quanto ao gênero: podem ser escritos ou textuais; cartográficos, cenográficos;

filmográficos; sonoros; macrográficos e informáticos;

quanto à natureza do assunto: os documentos podem ser ostensivos (documentos divulgados não prejudica a administração) e sigilosos (informações restritas) que são divididos em quatro etapas:

ultra-secreto secretos confidencial reservado

podem ter acesso somente às pessoas

que estão ligadas a esse documento

são pessoas que não estão ligadas a esse documento, mas são autorizadas ao seu

manuseio

só deve ter acesso às

pessoas autorizadas

o público em geral não deve ter acesso

às informações

Quadro 2 – Etapas das informações restritas Fonte: ANGELA, LEAL E COELHO (1998)

Gonçalves (1998), ressalta que o documento costuma ser entendido como tudo aquilo que possa registrar e atestar o cumprimento de deveres do indivíduo, enquanto cidadão, ou mesmo servir como garantia de direitos e também costuma estar identificado a documento escrito.

O sistema de organização dos arquivos, conforme Medeiros (2003), é conhecido como a teoria das três idades, em que se distinguem em três etapas:

arquivo Corrente: são os documentos que circulam pelos canais decisórios, buscando solução ou resposta.

arquivo temporário (intermediário): são os documentos de consulta, embora os assuntos contidos já tenham sido solucionados

• arquivo permanente: são os documentos que passam a ter valor cultural ou cientifico.

Para que o arquivo possa cumprir seus objetivos, é essencial a formulação de um plano arquivística, que leve em consideração as disposições legais e as necessidades da organização que pretende servir. Daí, a importância de analisar todos os métodos de arquivamento para escolher o melhor a ser adotado. (PAES, 2002)

Os métodos de arquivamento podem ser divididos, segundo Paes (2002, p.61), em duas classes, as quais pertencem ao sistema direto (a busca é feita no local) e indireto (a busca é feita através de um código ou índice).

Figura 3 – Métodos de arquivamento Fonte: Paes (2002)

No quadro 3, estão caracterizados todos esses métodos para melhor entendimento.

Alfabético Geográfico

Simples Numérico Cronológico

BÁSICO Digito terminal

Alfabético Enciclopédico Dicionário Ideográfico ou

assunto Duplex Numérico Decimal

Unitermo ou indexação coordenada Variadex

Automático PADRONIZADO Soundex

Mnemônico Rôneo

Quadro 3 – Métodos Fonte: Acadêmica (2007)

DICO Deve

constar o nome das pessoas e o

nome de empresas ou razões sociais

Atribuir um numero para

cada cliente obedecendo a ordem de entrada ou registro numera-se as pastas, arquivando

os documentos

em ordem alfabética os

quais receberão o

numero da pasta ex:atribui a

letra M de miscelânea arquivando nas pastas

Além de observar a

ordem numérica

tem que observar a

data, numera-se o

documento e não a

pasta, depois de

atuado é colocado numa cartolina onde alem do numero de protocolo

são transcritas

outras informações

Os documentos

são colocados

em seqüência

mas sua leitura é da direita para a esquerda ex: 632.412 grupo= 63-

24-12 chama-se

grupo primário o

63, o secundário

24 e o terciário 12

e se tiver cinco números acrescenta

zero a esquerda ex: 32.412 grupo = 03- 24-12 assim a pasta 3, a

24 e 12

Os assuntos são agrupados sob títulos gerais e dispostos alfabeticam ente. Com

essa ordenação enciclopédic a surge os primeiros esquemas

de classificaçã o, exemplo:

cursos, especializaç

ão, formação

Os assuntos isolados são dispostos alfabeticam

ente obedecendo

somente a seqüência das letras exemplo:

curso doutorado,

curso especializaç

ão, curso mestrado

É dividido em classes,

conforme o assunto, partindo do seu gênero

para a espécie, exemplo:

uma empresa promove cursos, pesquisas, seu arquivo

terá inicialmente

a seguinte classe: 1.

Pesquisas;

2. Cursos

Divide o setor humano em

nove classes, cada classe

é dividida da mesma

forma em subclasses,

as 10 primeiras divisões são denominada

s em classes, as 10 seguintes

em subclasses,

e a seguir, divisões,

grupos, subgrupos, subseções,

etc.

Atribui a cada documento um numero em ordem

crescente de acordo com sua entrada no

arquivo, esse numero é denominado

registro controlado através de livro próprio

para localizar o documento

quando solicitado

Usa as letras e os números e também as

cores em combinação

com os anteriores. A

cor é dada pela segunda

letra da palavra. As cinco cores são: (a.b.c.d

= laranja);

(e.f.g.h = amarelo ou

rosa);

(i.j.k.l.m.n = verde);

(o.p.q = azul) e (r.s.t.u.v.w.x.

y.z = violeta); uma guia As a cor

vai ser violeta, Aq é

azul e assim por diante

É baseado no alfabeto e cada letra do

alfabeto recebe um

numero, (A=1; B=2;

C=3; D=4;

E=5; F=6;

G=7; H=8;

I=9; J=10;

K=11; L=12;

M=13; N=14;

O=15; P=16;

Q=17; R=18;

S=19; T=20;

U=21; V=22;

W=23;

X=24; Y=25 e Z=26), exemplo: T.

C. S pela tabela:

20.03.19.

duas letras, acrescento zero, M.G.

13.07.00

É obsoleto É utilizado 23 letras do

alfabeto com exceção das

letras (I, O, Q), porque

pode ser confundido

com o numero um, zero e nove.

É obsoleto

documentos. É necessário que a organização tenha sempre em mente a importância dessa atividade sem desconsiderar informações secundárias, que podem ser imprescindíveis para a caracterização dos documentos.

A organização arquivística de qualquer acervo pressupõe não apenas das atividades de classificação como também as de descrição. A descrição garante a compreensão do conteúdo de um acervo, possibilitando tanto o conhecimento como também a localização dos documentos que o integram.

É importante lembrar que as atividades de descrição ao lado das de classificação são etapas importantes para o processo de organização de um arquivo. A primeira atividade de descrição deve ser a elaboração de uma boa guia que apresente o perfil de cada documento.

Assim, o consulente localizará rapidamente os acervos de seu interesse, utilizando um inventário. A criação de um guia voltada para o pessoal técnico e para o usuário especializado é muito adequada, pois esses colaboradores estão interessados com a precisão das informações e não com a sua disposição estética.

Seria importante que a descrição fosse planejada antes da classificação, devido as anotações de dados que serão feitas. Caso contrário, é necessário estabelecer uma sistemática de coleta de informações dos acervos e de seus documentos.

O controle dos documentos implica em identificar os prazos de guarda. Tal controle deve ser feito no momento da classificação, para evitar acumulação desordenada. Por isso faz- se o uso da tabela de temporalidade, a qual configura-se como um instrumento aprovado por autoridade competente que regula a destinação final dos documentos (eliminação ou guarda permanente), que registra o tempo de vida dos documentos, define os prazos de eliminação ou guarda dos acervos em função de seus valores administrativos, fiscais, jurídicos etc.

(BERNARDES, 1998)

Para ser aplicada na empresa, a tabela de temporalidade deverá ser aprovada junto com a autoridade competente e divulgada entre os colaboradores da mesma. É um instrumento dinâmico e precisa ser atualizado periodicamente, a fim de incorporar novos acervos e eliminar, quando necessário, após a autorização da diretoria, como mostra o quadro a seguir:

DOCUMENTOS PRAZO DE GUARDA

· Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho

· Aviso Prévio 7 anos

· Pedido de Demissão

· Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) Permanente

· Acordo de compensação

· Acordo de prorrogação de horas

· Atestado médico

· Autorização para descontos não previstos em lei

· Cartões, Fichas ou Livros de Ponto. 7 anos

· Comprovante de entrega de Comunicação de Dispensa

· Guias de mento de Contribuição Sindical e Assistencial

· Mapa Anual de acidentes de trabalho

· Recibo de abono de férias

· Recibo de gozo de férias

· Recibo de entrega do Requerimento do Seguro – Desemprego

· Recibos de adiantamento

· Recibos de pagamento

· Solicitação de abono de férias

· Vale transporte

· Documentos sujeitos à fiscalização do INSS (folha de pagamento, recibo e ficha de salário-família, atestados médicos

relativos a afastamento por incapacidade ou salário 10 anos

maternidade, Guias de Recolhimento etc.)

· PIS / PASEP – a contar da data prevista para seu recolhimento

· Salário-Educação

50 anos

(Este tipo de documentação está atrelado à Lei de Previdência

· Documentos relativos ao FGTS Social de Pessoal, podendo, inclusive, ser aumentado este prazo, como por exemplo: documentos de Militares devem ser

guardados por até 150 anos.)

· Livros de Atas da CIPA

· Livros de Inspeção do Trabalho Indeterminado

· Contrato de Trabalho (podem ser solicitados a qualquer tempo)

· Livros ou Fichas de Registro de empregados Roteiro do prazo de guarda dos documentos.

Fonte: Souza apud Alonso (2002, p. 169).

Quadro 4 – Tabela de temporalidade Fonte: Souza (2002)

2.5.8. Ordenação e codificação

O objetivo da ordenação é facilitar e agilizar a consulta dos acervos. Dessa maneira cabe a ordenação escolher o melhor método de arquivamento. Após ser separado por tipo ou espécie, são organizados cronologicamente, alfabética ou numericamente. Para definir como devemos ordenar os documentos da empresa, devem considerar os tipos de busca, de que maneira os acervos serão procurados.

Dessa forma é importante também observar a codificação que consiste em ordenar os materiais da empresa segundo um plano metódico e sistemático, dando a cada um deles determinado conjunto de caracteres.

O objetivo da codificação é propiciar aos envolvidos, a solicitação de materiais por seu código, para facilitar a comunicação interna, evitando a duplicidade de itens, facilitando a padronização e o controle desses materiais.

Existem várias maneiras de se estabelecer um código para os materiais, a numeração arbitraria e os que catalogam os materiais segundo uma seqüência lógica.

Os planos de codificação dividem os materiais em grupos e classes:

• grupo: designa a família, agrupa os materiais com numero de 01 a 99;

• classe: identifica os materiais pertencentes a família do grupo, numerando de 01 a 99;

número identificador: qualquer que seja o programa, é necessário individualizar o material, é feito a partir da faixa 001 a 999;

dígito de controle: é para os sistemas mecanizados, criando um digito de controle para assegurar a confiabilidade de identificação do programa.

2.5.9. Microfilmagem

A microfilmagem é um sistema de gerenciamento e preservação de informações mediante a captação das imagens de documentos por processo fotográfico, tendo o mesmo valor legal do documento original. O microfilme reduz o volume ocupado dos arquivos em papel, proporcionando acesso eficiente, limpo e seguro às informações arquivadas.

Segundo Paes (1997, p.155) de um lado acreditam ser o microfilme um instrumento mágico para reduzir massas de arquivo e, do outro, os que alimentam forte preconceito contra ele. Os adeptos do primeiro grupo, exacerbam a aplicação do microfilme como fator de economia, colocando em destaque a questão do espaço físico e o segundo grupo só aceitam o microfilme como instrumento de consulta, visando unicamente preservar os originais do manuseio.

Já para Rodrigues (1981, p.8), “O microfilme é uma película fotográfica, transparente e flexível, contendo documentos fotográficos de maneira reduzida, cuja leitura só é possível através de equipamento apropriado”.

Os documentos a serem microfilmados dificilmente encontram-se prontos, por isso precisam passar por um processo de preparação:

Os documentos a ser microfilmados dificilmente encontram-se prontos, por isso precisam passar por um processo de preparação:

Disponível em http://alinebaggiomuniz.vilabol.uol.com.br/etapas.html. Acesso em: 15 de abril 2007.

• conferência das guias de remessa;

• desamassar todos os documentos:

• colar e remendar todos os documentos danificados;

• retirar grampos, clips, presilhas e cordões;

• estabelecer o arranjo da documentação

• os documentos escritos a lápis deverão ser reescritos a tinta;

• examinar as condições físicas e o estado de conservação dos documentos verificando se os mesmos necessitam de restauração;

• a documentação encadernada deverá em princípio ser desencadernada para evitar problemas de sombreamento, foco e legibilidade;

• separação dos documentos em lotes de acordo com a capacidade da microforma a ser utilizada:

• confecção de letreiros e sinaléticas;

• preenchimento das imagens de Abertura e Encerramento

• indexação dos filmes.

Os documentos devidamente preparados serão microfilmados utilizando-se normalmente microfilmadoras rotativas ou planetárias. A opção por um determinado tipo de equipamento está condicionada a uma série de fatores, como por exemplo, tamanho dos documentos, estado de conservação, volume total de documentos, legislação etc. Após a microfilmagem é necessário transformar a imagem latente em visível e isso se dá por meio do processamento dos filmes.

Este trabalho tem como objetivo criar uma ferramenta para organizar os documentos da empresa SOTEPA. O estudo caracterizou-se como um projeto de aplicação, cuja finalidade é oportunizar ao acadêmico uma atividade técnico-científico aplicada a uma realidade organizacional.

Para desenvolver o método a metodologia compreende cinco (05) etapas, a saber:

1º Passo) Levantamento das informações dos acervos da empresa;

2º Passo) Levantamento bibliográfico de vários autores que descrevem assuntos pertinentes à pesquisa;

3º Passo) Identificar e ordenar os documentos;

4º Passo) Analisar a estrutura física do arquivo;

5º Passo) Escolher o método de codificação dos documentos;

6º Passo) Elaborar o manual de identificação dos documentos;

7º Passo) Apresentar o manual para os colaboradores e diretores da empresa;

Para que se possa, portanto, definir a metodologia empregada neste trabalho, deve-se inicialmente caracterizar e classificar a natureza da pesquisa.

3.1 Caracterização da pesquisa

Na perspectiva de Koche, (2000) é descritiva porque procura entender as relações entre duas ou mais variáveis de um dado fenômeno sem manipulá-las e procura entender e mostrar como funciona esse fenômeno. Além disso, descritiva por possuir objetivos bem definidos, procedimentos formais, ser bem estruturada e dirigida para a solução de problemas ou avaliações de alternativas de curso de ação, de forma a levantar os dados para posteriormente analisá-los.

Para Richardson, (1999) este estudo é de natureza descritiva, pois propõe-se a investigar o que é, ou seja, a descobrir as características de um fenômeno como tal. Nesse

sentido, são considerados como objeto de estudo uma situação específica, um grupo ou um indivíduo.

Segundo Lakatos e Marconi, (1999) é exploratória porque busca conhecer e estudar assuntos pouco abordados nas pesquisas relacionadas com a construção de edifícios e aumentar o conhecimento sobre o tema. Em uma pesquisa exploratória, é necessária que se colha a maior quantidade de materiais ou documentos para se possa realizar a pesquisa.

Segundo Mattar (2001), a pesquisa exploratória visa prover ao pesquisador de maior conhecimento sobre o tema ou problema de pesquisa em perspectiva.

Esta pesquisa também é classificada como sendo um estudo de caso, de natureza descritiva e exploratória. É um estudo de caso, pois seu objetivo é descrever o comportamento de uma empresa durante sua existência. Esta metodologia é usada quando buscamos saber

“como” e “por que” certos fenômenos acontecem, com pouca possibilidade de controle sobre os eventos, através de um questionamento empírico que investiga estes fenômenos dentro do seu contexto real de vida. (YIN, 1987). Esse método é produtivo para estimular a compreensão e sugerir hipóteses e questões para pesquisa, além disso, pode envolver também o exame de registros existentes, a observação da ocorrência do fato, entrevistas estruturadas, entrevistas não estruturadas etc. O objeto de estudo desse método pode ser um indivíduo, um grupo de indivíduos, uma organização ou uma situação, que possibilite a ampliação de conhecimentos. (MATTAR, 2001)

Na metodologia de desenvolvimento do presente trabalho, utilizou-se a abordagem de pesquisa qualitativa. De acordo com Richardson (1999, p. 90), uma pesquisa é classificada como qualitativa quando é usada como tentativa de uma compreensão detalhada dos significados e características situacionais apresentadas pelos entrevistados, em lugar da produção de medidas quantitativas de características ou comportamentos, para reunir dados sobre um fenômeno que não pode ser quantificado numericamente.

Para Bervian (1998), a pesquisa qualitativa é caracterizada por ter o ambiente natural como fonte direta dos dados e os pesquisadores como instrumento-chave. A pesquisa deve ser um trabalho descritivo, com uma constante preocupação com o processo e não simplesmente com os resultados e o produto, analisando os dados indutivamente e se preocupando essencialmente com o significado da pesquisa.

3.2 Coleta e tratamento de dados:

A coleta de dados para o desenvolvimento de uma pesquisa pode ser por meio de dados primários e secundários. Para a obtenção de dados primários será utilizado o método de observação. Na perspectiva Ruiz (1996) observar é aplicar a atenção de um fenômeno ou problema, representar com exatidão como se manifesta, que consiste no registro de comportamentos, fatos e ações relacionadas com o objetivo da pesquisa, e não envolve questionamentos e respostas verbais ou escritas (MATTAR, 2001). Para obtenção de dados secundários, a pesquisa também é bibliográfica porque se desenvolve tentando explicar um problema, utilizando o conhecimento disponível a partir das teorias publicadas em livros ou obras congêneres. O objetivo é de conhecer e analisar as principais contribuições teóricas existentes sobre o tema ou problema, tornando-se indispensável para qualquer tipo de pesquisa. È o investigador que irá levantar o conhecimento disponível na área. (KOCHE, 2000)

Para Richardson (1999) o método científico fundamenta-se na observação do mundo que rodeia, não está restrita apenas ao que vem, inclui todos os sentidos.

Para Mattar (2001) é de caráter bibliográfico, pois envolve a procura de livros sobre o assunto, revistas especializadas ou não, dissertações e teses apresentadas em universidades.

4 CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA

A empresa SOTEPA (Sociedade Técnica de Estudos, Projetos e Assessoria Ltda) atua no mercado há 35 anos. Foi fundada em 03 de agosto de 1972 pelo Engenheiro Civil João Batista Vicelli com a finalidade de satisfazer as necessidades do mercado. A direção da empresa é composta pelo Diretor Presidente João Batista Vicelli, Diretor Administrativo/

Financeiro Manoel Sabino da Silveira e Diretor Técnico Almir José Machado. No desempenho de suas atividades, a SOTEPA gera mais de 100 empregos diretos e inúmeros empregos indiretos, entre fornecedores, terceirização e consultores especiais. Atualmente o quadro funcional consta com 98 colaboradores, alocado ou não no escritório central em Florianópolis.

A empresa tem sede em Florianópolis-SC, em prédio próprio, localizado na Rua Joaquim Carneiro, nº 318, bairro Capoeiras. Atua basicamente nas áreas rodoviárias, saneamento, abastecimento de água, meio ambiente, contenção e estabilização de encostas, obras de artes especiais, túneis, sondagens geológicas, levantamento topográfico, cadastro técnico multi-finalitário, estudos de viabilidades técnico-econômica, planos diretores e planejamento em geral. Atua também, na supervisão de obras e locação de serviços de mão de obra técnico-administrativa. Buscando ser um referencial na sua área de atuação em seus mais ousados projetos, conta com a participação de engenheiros consultores. As unidades de supervisão dispõem ainda de laboratório de solos, concreto e asfaltos, instrumental de topografia, veículos e equipamentos de informática.

A estrutura organizacional da empresa está dividida em Presidência, área administrativa (compreendendo os setores jurídico, financeiro, pessoal, apoio, contábil e almoxarifado), setor técnico (engloba as áreas de projetos, sondagens, laboratório e topografia) e escritórios de supervisão de obras.

A marca SOTEPA sempre tem sido a CREDIBILIDADE no desempenho de suas atividades, fato que orgulha muito não apenas a Direção e empregados, mas a sociedade e a Engenharia Catarinense.

A qualidade dos serviços prestados pela SOTEPA, passa pela equipe técnica de nível superior e médio. No escritório central da empresa são desenvolvidos os projetos de engenharia, propostas para licitações e o suporte técnico para atendimento aos escritórios de

supervisão de obras. Já as equipes de supervisão atuam no controle tecnológico e contratual de obras rodoviárias.

A capacitação tecnológica também é destaque na SOTEPA, seja em incentivos a trabalhos de pesquisa, cursos de pós-graduação ou cursos de especialização, seja nos cursos, palestras técnicas ou outros eventos, que são periodicamente disponibilizados aos engenheiros e técnicos. Além de treinamentos e atividades de atualização técnica.

Os equipamentos à disposição da equipe técnica englobam desde computadores e periféricos de última geração, à softwares específicos a cada especialidade, como topografia, projetos geométricos, geotécnica, hidrologia, drenagem, saneamento, análise econômica e pavimentação.

Com o objetivo de ser um referencial na sua área de atuação em seus mais ousados projetos, a SOTEPA conta com a participação de engenheiros consultores respeitados e reconhecidos no âmbito nacional e internacional, nas mais diversas especialidades (túneis, pavimentação, geotecnia, estruturas, transportes, etc.).

Na área administrativa, o pessoal é altamente qualificado para o desempenho de suas funções. No setor jurídico tem-se a segurança necessária para o cumprimento dos contratos firmados com os clientes, bem como a assessoria jurídica indispensável às mais variadas formas de consulta e situações do dia a dia.

Nos setores de contabilidade, financeiro, pessoal, CPD, Compras e Suprimentos e Apoio, tem-se profissionais experientes e qualificados para desenvolver, com precisão, os serviços designados nas suas áreas de atuação.

Designada a prestar serviços fora de sua sede, a SOTEPA conta com escritórios montados para atender as necessidades de fiscalização e supervisão das obras. As equipes de supervisão contam com uma mini-estrutura operacional constituída de engenheiros residente e auxiliar, chefe de escritório, calculista, digitador, desenhista, além do pessoal de campo (topógrafos e laboratoristas). A unidade de supervisão dispõe ainda de laboratório de solos, concreto e asfaltos, instrumental de topografia, veículos sedam e utilitários, e equipamentos de informática.

Desde 1979, a SOTEPA realiza prospecções geotécnicas do subsolo. Atualmente, a área de atuação em prospecção geotécnica conta com sondagens rotativas, mistas, à percussão

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